17 julho 2012

O Brasil e a dívida privada

Agora é certo: as famílias e as empresas brasileiras estão muito endividadas e isso é percebido pela taxa de independência que aumenta e atinge o pico dos últimos 12 anos: 6%.

Que se passa?

Passa-se o seguinte: o governo "empurra" os cidadãos na direcção dos consumos e resistir é complicado. Reduções dos impostos sobre os produtos industrializados e fortes descontos por parte dos produtores (por exemplo, a queda nos preços dos carros, na ordem de vários milhares de reais no caso de determinados modelos) são molas que alimentam os consumos.

E isso sem esquecer que os financiamento com taxas de juro perto do zero e o crédito facilitado. às vezes concedido após apresentação duma simples auto-declaração.

Sobretudo este último ponto faz lembrar algo que no Velho Continente vimos no recente passado. E que não trouxe nada de bom. Porque o dinheiro emprestado hoje deverá ser devolvido amanhã.


Eis o que conta Terra.com num artigo do final do mês passado:
A inadimplência das famílias e das empresas atingiu o maior valor de toda a série histórica do Banco Central (BC) em maio deste ano, segundo dados divulgados nesta terça-feira pela autoridade monetária. O percentual médio de pessoas físicas e jurídicas que não pagaram suas dívidas atingiu 6%, o patamar mais alto desde o início da série do BC, em junho de 2000.
O percentual de famílias inadimplentes também subiu no mês passado e chegou a 8%, o maior nível desde outubro de 2009, quando atingiu 8,09%. Entre as empresas, o patamar de inadimplência permanece em 4,1% desde fevereiro deste ano, também a maior desde maio de 2001, quando bateu 4,2%.
Entre as pessoas físicas, a inadimplência no pagamento de empréstimos para a aquisição de veículos atingiu 6,1%, o maior nível desde o início da série histórica do BC, que começa em 2000. A modalidade de crédito que mais contribuiu com a inadimplência em maio foi o cheque especial, a forma mais cara de empréstimo entre todas as disponíveis no mercado. Nesse tipo de financiamento, a inadimplência ficou em 11,3%.
Os dados divulgados hoje pelo Banco Central mostram que o número de famílias e empresas com dívidas está aumentando mesmo com previsões contrárias do governo, que está dando incentivos, como redução de impostos e aumento de oferta de crédito para incentivar o consumo.

Alerta internacional

Nesta semana, o Banco de Compensações Internacionais (BIS, na sigla em inglês), uma espécie de banco central mundial, alertou o País para a possibilidade de nova crise financeira e colocou o Brasil no centro da zona de perigo por conta do descompasso entre o crescimento do crédito e a expansão da economia. A entidade também alertou para o risco de "superendividamento" das famílias e empresas e para a forte alta dos preços imobiliários, que pode causar uma bolha no setor.

Spread

Após comprar a briga pela queda dos spreads, que é a diferença entre a taxa cobrada pelo banco para captar e emprestar dinheiro, o indicador recuou em maio. A média geral (entre pessoas físicas e jurídicas) atingiu 24,7% anuais, o menor patamar desde dezembro de 2010 (23,5%). Para as empresas, o spread ficou em 16,8% em maio e para as famílias, 30,5%. 

Não é por nada, mas é assim que nascem as "bolhas". Perguntem a qualquer Europeu...


Ipse dixit.

Fontes: Vivere in Brasile, Terra.com

5 comentários:

  1. David17.7.12

    uma duvida q eu tenho em relação a crise europeia, quem se individou nao foi o ESTADO? e no brasil quem se individa sao as familias... acho q no fundo tenha alguma diferença, mas posso estar errado.

    infelismente o brasil estar no caminho errado, hj ao acordar e ler um jornal eu vi q uma empresa para investir em treinamento de seus funcionarios precisa pagar impostos q absurdoo, o investimento em recursos humanos é muito baixo, apenas 10% dos jovens estao nas universidades, na china esse indice é de 20%, n sei na europa mais deve ser muito maior.

    mais uma coisa que eu falo muito dos problemas brasileiros sao problemas bons... sabe pq?
    problema de infraestrutura nao eh tao ruim quando analisamos a europa ela n tem mais oq construir já no brasil...
    petroleo muitos dos paises europeus se nao todos eh dependente de petroleo externo, no brasil em uma decada podemos ser exportadores de produtos vindo do petroleo. (exportar petroleo cru é burrice)
    a matriz energetica brasileira eh hidroeletrica energia limpa que nao polui, precisamos apenas baratear essa energia para melhorar produção nacional

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  2. Anónimo17.7.12

    Se o preço dos imóveis aumentar estaremos mais ferrados do que nunca.

    Pois assim, a desigualdade social ficará ainda mais evidente.
    Como que alguém ganhando míseros
    R$600 por mês poderá ter imóvel? A média já custa algo em torno de R$ 100.000, e isso que estou falando de apartamentos pequenos, de apenas 2 quartos, imagina a média das casas, para abrigar famílias maiores, giram em torno de R$ 190 A 200 mil!!! Carros populares a partir de 20 mil (sem ar condicionado, sem direção hidráulica, sem cambio automático).

    Imagine todos estes custos e dívidas comparados ao salário mínimo Brasileiro. Com razão que a dívida cresce e continuará a crescer.

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  3. David17.7.12

    Corrigindo o post anterior:

    Quem se individou na europa/eua foram os bancos com a falta de regulamentação do setor, onde eles se auto roubavam e quem pagou o prejuizo foi o "estado"(cidadões). No Brasil o individamento das familias é "menos pior", aqui a oferta de emprego estar alta entao as familias podem trabalhar e pagar suas contas,diferente da europa que o emprego estar dificil.

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  4. Anónimo18.7.12

    Eis o grande "avanço" do Brasil:

    http://noticias.terra.com.br/brasil/noticias/0,,OI5999610-EI5030,00-Taxa+de+homicidio+contra+jovens+no+Brasil+cresceu+desde.html


    Com 13 mortes para cada 100 mil habitantes, o Brasil é o quarto País entre as 92 nações do mundo monitoradas pela Organização Mundial de Saúde (OMS), superado por El Salvador, Venezuela e Trinidade e Tobago.

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  5. Anónimo25.7.12

    A situação não é tão ruim assim,o Brasil é uma mundial, seja economicamente seja politicamente, só precisa ajustar alguns detalhes, por exemplo investir mais em educação, promover segurança e saúde de qualidade para a população e se livrar do pensamento esquerdista (por exemplo vi uma passeata de professores e alunos de uma universidade federal em greve, mas em nenhum momento constatatei algum cartaz criticando o governo federal quanta hipodresia!)que domina toda a vida política, o judiciário e a mídia.

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