25 setembro 2012

Pausa e comentários livres

O blog entra numa curta pausa e estará parado entre os dias de hoje e 10 de Outubro.
Entretanto, fica sempre a possibilidade dos Leitores comentar ou inserir ligações, sugestões ou mais ainda.

Obrigado mais uma vez pela atenção, até a próxima Segunda-Feira e fiquem bem!

Ipse dixit!

Fonte: eu.

24 setembro 2012

O Decrescimento - Parte III

Comentário acerca do artigo publicado no post anterior. E ocasião para fechar o assunto, no sentido que enquanto nós falamos de Decrescimento, o mundo continua.

O artigo anterior.
Sério pessoal: mais dois artigos como este e vou escrever aos Rothschild para trabalhar nos estábulos deles.

Comecemos: o que diz o autor do artigo? Que os Colectivistas (isso é, o establishment) apresentam o nosso sistema como o único viável?
O autor faz a mesma coisa com o Decrescimento, qual a diferença? Acusar os outros de visão limitada torna o acusador imune do mesmo mal?

O Decrescimento - Parte II

Eis um artigo do blog Alt-Market, em favor do Decrescimento:
O argumento mais frequentemente abordado com o qual os escritores do Movimento Liberdade, os analistas e os estrategistas são confrontados com cépticos e recém-chegados bem intencionados mas cínicos é a afirmação de que, enquanto somos muito eficazes em apontar os perigos da globalização e da centralização, raramente parecemos tomar a iniciativa de oferecer "soluções" para o problema. Este argumento também é usado pelos publicitários do sistema como forma de distrair as atenções do público acerca do real poder despótico das empresas e dos seus empregadores elitistas.
É uma táctica de desinformação muitas vezes utilizada; aqueles que apresentam uma empresa criminosa também oferecem uma solução abrangente para o dilema complexo. Quando os "contadores de verdade" não podem apresentar um milagre cuidadosamente embalado numa bandeja banhada a ouro, estes "publicitários" afirmam que a apresentação dos erros não tem sentido, pois eles não podem fazer nada acerca disso. E, assim, o ciclo continua ...

21 setembro 2012

O Decrescimento

O que é o Decrescimento?
Diz a eterna Wikipedia:
Decrescimento é um conceito econômico, mas também político, cunhado na década de 1970, parcialmente baseado nas teses do economista romeno e criador da bioeconomia, Nicholas Georgescu-Roegen as quais foram publicadas em seu livro The Entropy Law and the Economic Process (1971).
Por isso, em primeiro lugar, o Decrescimento não é uma nova moda, filha da cultura New Age, ou um delírio para ecologistas extremistas: é uma teoria económica, já com alguns anos de vida.
Continua Wiki, que tudo sabe:
A tese do decrescimento baseia-se na hipótese de que o crescimento econômico - entendido como aumento constante do Produto Interno Bruto (PIB) - não é sustentável pelo ecossistema global. Esta idéia é oposta ao pensamento econômico dominante, segundo o qual a melhoria do nível de vida seria decorrência do crescimento do PIB e portanto, o aumento do valor da produção deveria ser um objetivo permanente da sociedade.

20 setembro 2012

Reorganizações de Primavera

Reorganizações de Primavera no blog.
É Setembro? Paciência.

Do blogroll desaparecem alguns links: são blogues cujos autores ou deixaram de publicar ou não apresentam o link para Informação Incorrecta, sendo esta uma prática usual ditada por várias razões (assuntos em comum, netiquette, etc.).

Foram assim apagados:
  • Altra News
  • A Fábrica dos Blogs
  • Cidadã do Mundo
  • Libertar
  • IA Notícias
  • Ode Triunfante
  • O Tempo Chegou
  • Por Detrás do Sol

Aparece um novo link: Killuminati.
É este um blog de sucesso (mais de 4.000 Leitores) que trata de assuntos que podem interessar alguns entre os Leitores de I.I., nomeadamente Illuminati, Satanismo (!), Nova Ordem Mundial, 11 de Setembro...
Pessoalmente não partilho a mesma visão acerca de alguns dos argumentos apresentados, mas em qualquer caso estes parecem-me tratados de forma interessante (o que explica o sucesso): sobretudo não é um blog "conspiracionista à qualquer custo", acho agradável incluir a ligação.

Nada mais?
Nada mais.


Ipse dixit.

19 setembro 2012

A ilha de Krowler

...e não posso mesmo ignorar o inteligente desafio de Krowler:
Numa ilha deserta coloca mil pessoas, em que tu serás o patrão de 950 sendo que as restantes 50 serão destinadas ao governo local.

Tu, serás o dono de uma fábrica que produzirá todos os tipos de bens que os seus habitantes necessitam.
Essa fábrica produzirá por ex. 1.000.000 de euros/mês ( que será naturalmente o PIB da ilha)considerando um bom lucro pois não há concorrência.
Em salários, reduzindo o lucro e os impostos, os 950 trabalhadores custarão uma fração da venda, por ex. 500.000 euros e os 50 funcionarios públicos 25.000 euros.
Então podemos afirmar que a capacidade total máxima de aquisição dos habitantes da ilha será de 500.000+25.000, ou seja, 525.000 euros/mês.
Este valor de 525.000 será pois o máximo que tu, enquanto empresário/patrão, poderás vender porque os habitantes da ilha não têm dinheiro para comprar mais. Para uma taxa de poupança igual a zero.

Ficas assim com um excedente de produção igual a 475.000/mês.

O que farias nesta situação?

O crescimento chinês

Gostem ou não, alguma coisa terá que mudar.
Onde? Em muitos lugares.

Estados Unidos, Reino Unido e Japão conseguem não afundar somente com deficit públicos de 9% do Produto Interno Bruto. O que, dito de forma mais simples: o Estado paga 9 pontos percentuais mais daquilo que consegue obter com a economia. É muito?  Depende.

Se for uma medida temporária, que tem como objectivo financiar um projecto de investimento por exemplo, a resposta é não: um Estado dono da própria moeda consegue fazer isso sem muitos problemas (como sempre: é só ligar a impressora e imprimir as notas). Mas se for uma medida estrutural, mirada apenas a pagar as enormes dívidas acumuladas e não para gerar riqueza (ou seja: mera sobrevivência), então a questão muda.

18 setembro 2012

A Globalização

Sempre gostei de carros e lembro que, quando era jovem, em Italia a maior parte dos automóveis vendidos eram fabricados em Italia (Fiat, Lancia, Alfa Romeo...) ou na Europa (Renault, Peugeot, ainda existia até a holandesa DAF, ante de dedicar-se exclusivamente ao transporte pesado).

E carros orientais? Havia, mas mesmo poucos. A razão era simples: existia uma barreira comercial, um limite acerca do número de carros que era possível importar e distribuir.

A mesma coisa acontecia no Japão, na altura o maior produtor oriental: apenas poucos veículos europeus podiam ser vendidos em Tóquio.

Assim: tu produzes e compras o que é teu, um pouco podes exportar mas sem exagerar. E todos viviam felizes e satisfeitos.

Depois chegou a ideia de Globalização.

Indefinidamente

Afinal a Federal Reserve não resistiu: falava-se de Quantitative Easing nº 3 e Quantitative foi. E que Quantitative, meus senhores.

Resumindo: 40 biliões de Dólares serão gastos cada mês para adquirir Títulos de Estado e Agency MBS.

O que é um Agency MBS? É simples: MBS significa Mortgage Backed Securities, isso é, títulos garantidos por...mútuos.

"Mútuos"? Nos Estados Unidos estão ainda com esta história do imobiliário, das casas, das hipotecas? Sim, exacto.

Ao longo de quanto tempo a Fed irá comprar? Indefinidamente.
E até qual limite? Nenhum limite: indefinidamente.

Pelo menos até quando o mercado não dar sinais de retoma, mas em qualquer caso até 2015 no mínimo.
E a Fed já disse que o montante pré-fixado (os 40 biliões/mês) poderá até ser incrementado caso o mundo económico não responda adequadamente.

Mas em concreto, o que significa tudo isso? Muitas coisas. Vamos ver.

17 setembro 2012

...e o filme?

Uma notícia curiosa do jornalista freelance Jim Stone acerca do atentado contra a embaixada americana em Bengasi, Líbia.

Relato esta notícia apenas como curiosidade, como afirmado, enquanto não há maneira de aceitar ou rejeitar as afirmações do jornalista.

O que julgo serem interessantes são outros pontos:
  • a existência de mais do que uma versão acerca da morte do diplomata
  • o facto que está a ser esquecido qual o casus belli, a razão que está na base dos recentes acontecimentos.
Dedica-se atenção aos "pormenores" e, lentamente, desaparece do horizonte a verdadeira motivação que fica atrás dos episódios de violência.

16 setembro 2012

Populismo, demagogia, mediocridade: os que ficaram em casa

Jornal Público de hoje:
Os veículos do Estado estão atribuídos na sua maioria a polícias e militares, mas há centenas de outros serviços com carros públicos, incluindo o SIS (144 veículos) ou o gabinete do primeiro-ministro (31).
31 veículos à disposição do Primeiro Ministro. Que é um.
O que faz uma pessoa com 31 veículos? Um por cada dia da semana. E são 7. Mas os outros 24?
Ah, pois: a corte. A protecção pessoal, os secretários, os assessores, os convidados, os hóspedes.
Faz sentido. É necessário.

Os trabalhadores têm que cortar 7% dos próprios ordenados, mas o Primeiro Ministro não pode ficar com apenas 2 veículos, seria ridículo.
Os pensionistas vêem as reformas cortadas, mas o Primeiro Ministro, tentamos ser objectivos, não pode abdicar dos 31 carros.
O País foi deixado deslizar numa recessão como nunca antes: perdeu 6% em pouco mais de um ano. Mas, sejamos honestos, os sacrifícios não podem atingir todos, tem que haver alguém que escape.

Reduzir o números das viaturas do Primeiro Ministro e da classe política?
Demagogia, populismo: não é assim que a crise pode ser resolvida. 

A crise pode ser resolvida de outra forma: deixando que a classe política continue a gozar dos privilégios enquanto os cidadãos vêem desaparecer os serviços.
Esta não é demagogia e nem populismo: é a saída da crise.

Portugal de parabéns

Breve parênteses dedicada à Portugal.

Costumo dar na cabeça dos Portugueses pela falta de iniciativa e de participação na vida pública do País. Mas quando acontecem coisas positivas, estas devem ser realçadas.
E ontem algo aconteceu.

Centenas de milhar de pessoas, provavelmente 700 mil (num País de 10 milhões de almas), manifestaram em todo o País, organizadas unicamente trâmite as redes sociais, sem partidos ou sindicatos. Nada de Occupy Wall Street, nada de Soros camuflados.

Percorreram ordenadamente as ruas, atravessaram civilmente as praças, falaram aos microfones apresentado as próprias razões, deram uma grande lição de civismo a um governo e um Fundo Monetário Internacional que continuam a faltar ao respeito a este povo.

14 setembro 2012

Fraccionária ou Total?

E falemos de economia.

Recentemente, o Fundo Monetário Internacional (FMI) publicou um relatório intitulado "O Plano de Chicago Revisitado". O relatório afirma que o actual sistema de "reserva fraccionária" é problemático e coloca sobre a mesa os benefícios que poderiam se gerados por uma "reserva bancária total".

O relatório já aparece nos meios de comunicação alternativos. A maioria das pessoas, é claro, entende que quando o FMI mexe os lábios é provavelmente para anunciar um novo genocídio, mas desta vez há dúvidas no ar: será que passar dum sistema "fraccionário" para um sistema "total" não poderia trazer algumas vantagens? Não poderia limitar o super-poderes dos bancos, obriga-los a ter uma atitude mais próxima da realidade?

A resposta é: não. Pelo menos: não totalmente. Poderia resolver algumas incongruências não devolveria aos bancos a inocência perdida. E, coisa mais importante, os benefícios para a sociedade seriam limitados.
Vamos ver qual a razão? Boa ideia.

13 setembro 2012

Vídeo e mortes

Muito fumo e pouca substância, como de costume.
Grandes títulos nos jornais mas poucas explicações.

Os factos

O realizador Sam Bacile edita uma película, "A inocência dos Muçulmanos", que apresenta o ponto de vista dele acerca do Islão: o qual, afirma, "é uma religião cheia de ódio, um cancro". Bacile, que se descreve como um hebreu israelita, acusa Maomé de ser um impostor, é mostrado enquanto faz sexo, pede massacres, fala com um burro, mente e engana.

O filme provoca as reacções dos Muçulmanos em alguns Países, nomeadamente Líbia, Egipto, e Yemen. Em Bengasi (Líbia) é assaltada a embaixada dos Estados Unidos e o jovem chefe da diplomacia americana, Chris Stevens, é morto. Outras manifestações violentas no Cairo (Egipto) e Sanaa (Yemen).

Até aqui a versão oficial. Agora vamos esclarecer alguns pontos.
Em primeiro lugar: quem é Sam Bacile?

12 setembro 2012

9/11: os estranhos telefonemas

Por razões de carácter familiar (meu pai foi ao longo de muitos anos um alto responsável da companhia telefónica italiana; foi um dos primeiros em Italia a ser dotado dum telefone celular, de forma que eu tive a ocasião de seguir os desenvolvimentos tecnológicos neste campo desde o principio) fiquei sempre surpreendido com a "anormalidade" dos telefonemas efectuados a partir dos aviões enquanto estes já se encontravam nas mãos dos terroristas. Telefonemas que, é bom lembrar, foram alegadamente efectuados com telemóveis, segundo a versão oficial do 9/11.

Não é uma questão secundária: estamos a falar do destino de centenas de pessoas (os passageiros) e da heróica tentativa de resistência deles que até deu origem a algumas películas cinematográficas.

O problema é, que no ano 2001, telefonar desta forma teria sido impossível.
Vamos ver qual a razão.

O problema do BST

O telemóvel é chamado também de "telefone celular" por via do esquema de funcionamento, que é feito por "células". Como não é viável implementar uma única "estação rádio de base" (em inglês Base Transceiver Station, BST) que receba os sinais de todos os telemóveis dum inteiro País, a rede telefónica móvel funciona com um sistema de "células": muitas BST espalhadas no território nacional, cada uma das quais "cobre" uma determinada área geográfica (a "célula"). Cada BST (erroneamente definida como "repetidor": não "repete" mas "gera" o sinal) estará depois ligada à rede telefónica fixa, aquela normalmente utilizada nas casas ou nos escritórios.

Macaquinhos bem treinados

O que são os partidos políticos hoje?

A melhor explicação chega dum partido português, o Partido Social Democrata (PSD), actualmente na maioria do governo (aliás, actualmente "a" maioria, pois o outro partido, o CDS-PP, resulta desaparecido em combate).

Que fique claro: o que segue aconteceu com o PSD, mas poderia ter acontecido com qualquer outro partido. Aconteceu com o PSD simplesmente porque alguém entre as fileiras deste movimento está descontente com a direcção e quis que passasse "para fora" a ideia de como as coisas funcionam no interior.

Então vamos ver.
O diário Expresso publicou um documento de quatro páginas formato A4 nas quais são listadas as respostas que os políticos têm que dar perante determinadas pergunta dos órgãos de comunicação social. O assunto em questão é o conjunto de medidas, sobretudo de carácter fiscal (mas não só), que o governo decidiu adoptar nos últimos dias e que tanta polémica geraram (pois retirar o dinheiro dos bolsos dos trabalhadores e entrega-lo às empresas não é coisa simpática).

11 setembro 2012

9/11: uma introdução

A sondagem está fechada e o resultado não deixa dúvida: a maior parte dos Leitores (dos que votaram, claro) deseja saber mais acerca do 11 de Setembro de 2001. Aqui, nas páginas do blog.

E como o povo é soberano (apenas aqui, no blog, pois na realidade a coisa muda): seja feita a vontade do povo.
A propósito: esqueci-me de votar.

Mas povo ou não povo: faz ainda sentido falar de 11 de Setembro?
Sim, sem dúvida. E quem pensar o contrário deveria armar-se de paciência e verificar (existe internet) como toda a nossa história dos últimos 11 anos foi integralmente condicionada pelo acontecimento do World Trade Center: a segunda guerra no Iraque, as missões em Afeganistão, os problemas com o Paquistão, o ópio e os seus derivados, a guerra ao terrorismo, os atentados em Espanha, em Londres, a perda dos direitos civis em alguns Países, as acusações ao Irão.
Tudo teve uma única origem: o 11 de Setembro de 2001.

É claro que ao longo destes 11 anos tudo foi dito e escrito acerca dos atentados, e alguma coisa pode ser encontrada também neste blog. Teorias não faltam, de todos os tipos: absurdas, fantásticas, simplesmente estúpidas; ou razoáveis, lógicas, até provadas.

Há também muitos vídeos dedicados aos assuntos, alguns de boa qualidade.

Portanto, inútil re-propor o enorme conjunto de incongruências que a versão oficial oferece. Vamos, pelo contrário, observar alguns pontos importantes, conhecidos e não.

10 setembro 2012

Sorriam e batam as palmas

Os conspiracionistas não vivem apenas de Nibiru e Annunaki. Seria bom se assim fosse.
Os mais perigosos tratam de assuntos bem mais reais. Vamos fazer um exemplo.

James Petras é professor de Sociologia na universidade de Binghamton, New York. É de Esquerda e já publicou 62 livros em 29 idiomas, a maior parte dos quais analises da sociedade imperialista americana, da América do Sul, do Marxismo e, obviamente, da sociologia.

Até aqui tudo bem. Mas vamos ler o que escreve num dos seus últimos post no blog dele. O assunto é o acidente na refinaria PDVSA do dia 26 de Agosto, que custou a vida de quase 50 pessoas.
Começa com um pensamento de Hugo Chavez, presidente da Venezuela:
Não é possível excluir nenhuma hipótese ... É quase impossível que haja uma plataforma de petróleo como esta, totalmente automatizada, com milhares de funcionários presentes em turnos durante 24 horas por dia, tanto civis como militares, com um vazamento de gás durante 3 ou 4 dias sem a intervenção de alguém.
Este, como afirmado, as palavras de Chavez enquanto responde aos canais de informação e às acusações da oposição, segundo as quais a explosão e o incêndio na refinaria de petróleo devem-se à negligência do governo.

07 setembro 2012

Tem que ser Directa

Quando frequentava a escola básica (pouco depois da Revolução Francesa), sentava-me na pequena cadeira e gostava de ver as imagens contidas nos livros de História.

Na verdade gostava de mais de olhar para Irene, a menina que ficava duas cadeiras à direita, mas como o professor não pensava o mesmo, em certas alturas era melhor ficar parado e prestar um mínimo de atenção.

Fora a chuva e um dia cinzento, dentro o néon ligado e o professor que falava dos grandes reis do passado.

Pessoas em poses importantes, com trajes fabulosos, em contraste com o povo que, era explicado, tinha que obedecer à vontade do soberano: era ele que decidia, era ele que tomava as decisões. Guerra ou paz, tudo passava pela vontade dum homem e da corte dele.

Lógico, portanto, ver a Democracia como um dos maiores resultados obtidos pela Humanidade.

É assim que começa, desde a tenra idade, uma lavagem cerebral que tem como objectivo criar o perfeito Homem Democrático.

O Homem Democrático entende a Democracia como algo de monolítico: não há "várias democracias", há "A Democracia", única e indivisível. Outra forma não é admissível, não é verdadeiramente democrática, portanto está errada e deve ser combatida.

O que pode ser mais enganoso e falso do que a ilusão de um regime democrático? Somente o portador insano de Democracia que devorar a verdade, os eventos, as outras pessoas e as coisas com uma mão sobre o coração e outra na espada.

06 setembro 2012

O mundo em 2 minutos

Simpático vídeo dum estudante que em dois minutos quis condensar a história do nosso planeta.
Enjoy!


Ipse dixit.

Target 2: a mina Bank Run


Pessoal! Hoje falemos de economia. Assim, para variar.
Pior: falemos do bank run.

O que é isso?
O bank run é o fenómeno pelo qual os clientes dum ou mais bancos decidem retirar o dinheiro das próprias contas por falta de confiança.

Parece coisa exótica, mas na verdade é algo que aconteceu há pouco tempo: lembram-se do ano 2008 d.C., quando alguns grandes bancos dos Estados Unidos pareciam prestes a "saltar"? Na altura houve o fenómeno do bank run.

Há algumas teorias acerca disso, em alguns casos o bank run é visto como um "normal" acontecimento na óptica da expansão do crédito. Mas o resumo é sempre o mesmo: o banco perde a confiança dos clientes que ficam com medo de perder o dinheiro depositado. Tão simples como isso. E não é um medo desprovido de razão: como sabemos, os bancos não têm fisicamente disponível o dinheiro que deveriam devolver aos clientes (a famosa reserva fraccionaria: o banco recebe 10 e empresta 90).

05 setembro 2012

O meu dentista

Peço desculpa pelo facto dos posts terem perdido uma certa regularidade, assim como lamento o novo atraso na correspondência privada. Infelizmente estou outra vez num daqueles períodos tristes nos quais os dentes (e as dores por estes provocados) ditam a agenda do dia.

Conselho pessoal: façam filhos sem dentes, uma vez crescidos agradecerão.

Como ontem fui ao dentista, aproveitei para gravar um curto vídeo. Muito interessante, pois relata o ponto de vista do profissional que cuida dos meus dentes com as mais avançadas técnicas. E nem é caro.
(Nota: eu sou aquele com o dente da frente novinho em folha).


É graças a ele que perdi o medo dos dentistas.
Agora já sabem porquê.


Ipse dixit.

03 setembro 2012

A matemática de Ryan

Em breve os Estados Unidos voltarão às urnas: é preciso eleger o novo Rei do Mundo.
Candidatos: o simpático Barack Obama ou o republicano, Mitt Romney.
A ideia de fundo portanto parece ser: venha o Diabo e escolha.

Mas hoje vamos dedicar um pouco de tempo ao vice de Romney, Paul Ryan.

Ryan está a percorrer os Estados Unidos com uma série de gráficos para explicar o ponto de vista dele e aquele do seu chefe acerca de como reduzir a dívida pública (que é imensa).

O gráfico mais estúpido é provavelmente "Quem é dono da nossa dívida?", que podem observar à direita (click para aumentar!):

Segundo este gráfico, 46% da dívida americana de 2011 era detida pelo Japão, a China, o Reino Unido, o Brasil, mais outros. A ideia é transmitir ao público a sensação pela qual os Estados Unidos já não têm controle acerca da própria dívida. A ideia é assustar.

Pena que esta ideia esteja errada. A China, o maior credor dos Estados Unidos em termos de dívida, juntou muitos Títulos de Estado americanos pela simples razão que vende muito nos States. O que acontece quando uma pessoa recebe muitos Dólares? Fica com os Dólares debaixo do colchão? Nem por isso: ou vai gastar o dinheiro ou tenta torna-lo rentável. E a maneira natural para torna-lo rentável é troca-lo com Títulos de Estado.

A Conversão de Álvaro

Contam as Sagradas Escrituras que um dia, enquanto Paulo de Tarso ia de Jerusalém para Damasco no séc. I d.C., viu uma grande Luz e ouviu uma voz que dizia mais ou menos: "Ó Paulo, porque estás a meter-te comigo, eh?". Porque de facto Paulo tinha como passatempo a perseguição dos Cristãos.

Paulo percebeu: "Desculpe, Engenheiro, não queria incomodar, já estou arrependido". E a partir de então escolheu a profissão de mártir pela Igreja. Menos divertido mas mais em linha com os tempos.
Fala-se portanto da Conversão de São Paulo.

Também Portugal tem a sua própria conversão, cujo protagonista é São Álvaro.

Hoje Álvaro é uma pessoa feliz. Ministro da Economia do governo de Pedro Passas e Coelhos, participa activamente nos cortes que tanta alegria espalham entre a população local, não recua perante as privatizações e difunde aqueles que são os seus pontos de vista::
Os cortes vão ser feitos, independentemente da magnitude. Os números ainda não estão fechados. Este Governo vai fazer um corte de despesa histórica, de uma maneira que não foi feita desde 1950.[...]
O Governo está absolutamente empenhado em combater o principal problema da economia nacional, que é o défice externo.
Um economista perfeitamente em linha com os objectivos do actual governo. O défice é "o principal problema da economia".

02 setembro 2012

Onze anos


Ainda com o 9/11?
Sim, ainda.

E mais: à direita é presente uma sondagem que pede aos Leitores para indicar a própria preferência acerca do assunto. Que, diga-se, exula das normais temáticas deste blog, por isso prefiro que a última palavra pertença aos Leitores (Max é magnânimo).
Dada a ampla disponibilidade de informações, algumas das quais de bom nível, pode ser que a cosia interesse. Ou talvez não.

01 setembro 2012

Quem é Amnesy?

Amnesty International e Pussy Riot?
Obviamente.

Mas quem é Amnesty International?
No imaginário colectivo esta ONG (Organização Não Governamental, isso é, oficialmente não ligada a qualquer governo) representa a voz final no âmbito dos direitos humanos no Mundo. Seria espantoso para a maior parte das pessoas descobrir que Amnesty representa, pelo contrário, o maior obstáculo neste sentido.

Para saber com quais fins opera uma organização, a coisa melhor é verificar quem são os financiadores, isso é, donde recebe o dinheiro. E aqui começam os problemas.

"Seguir o dinheiro" no caso de Amnesty não é simples.
No seu mais recente relatório anual, o de 2012, Amnesty reitera uma das maiores falsidades, sistematicamente repetida:
Amnesty International é financiada principalmente pelos seus membros e por doações públicas. Nenhum fundo de governos é solicitado ou aceite para o seu trabalho de pesquisa e as campanhas contra os abusos em tema de direitos humanos. Amnesty International é independente de qualquer governo, ideologia política, interesse económico ou religião.
Comovente, sem dúvida. Comovente mas falso.
Na verdade Amnesty International é financiada não só por governos, mas também por enormes interesses financeiros; e não apenas está agarrada às ideologias políticas e negócios, como também é uma ferramenta essencial utilizada para obter e defender tais interesses.

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