30 novembro 2012

A ONU reconhece a Palestina

A Palestina foi reconhecida como Estado observador por parte da ONU. Até que enfim.

Após terem sido afastados ao longo dos últimos 90 anos dos territórios onde viviam há milhares de anos, os Palestinianos voltam a ter um Estado.

A resolução das Nações Unidas passou ontem com 138 votos favoráveis, 9 contra e 41 abstenções.

Votaram contra:
Israel, Estados Unidos, Panamá, Palau, Canada, Ilhas Marshall, Narau, República Checa, Micronesia.

Abstiveram-se:
Albânia, Alemanha, Andorra, Austrália, Bahamas, Barbados, Bósnia e Herzegovina, Bulgária, Camerun, Colômbia, Coreia do Sul, Croácia, Congo, Eslováquia, Eslovénia, Estónia, Fiji, Guatemala, Haiti, Hungria, Letónia, Lituânia, Macedónia, Malawi, Moldávia, Mónaco, Mongólia, Montenegro, Países Baixos, Nova Guiné, Paraguay, Polónia, Reino Unido, Roménia, Ruanda, Samoa, San Marino, Singapura, Togo, Tonga, Vanuatu.

Ausentes:
Guiné Equatorial, Kiribati, Libéria, Madagáscar, Ucrânia.

O sucesso: armas, doenças & aço - Parte II

Segunda e última parte do artigo dedicado às causas que tornaram  Europa uma potência colonizadora, segundo a obra de Jared Diamond: "Armas, germes e aço".

Como vimos, ter à disposição animais de grande porte facilmente domesticáveis é um passo importante; mas não o único. Outro aspecto, ainda mais importante, é o desenvolvimento do conceito de poder e de governação. O simples desejo de dominar, se não suportado pela tecnologia e por um exercício de poder idoneos, não é suficiente para tornar um País colonizador.

Um factor essencial é, como é lógico, a descoberta da agricultura e a passagem dum estado nómada para um de tipo sedentário. Até aqui nada de novo, é simples entender que sem agricultura qualquer desenvolvimento fica castrado.

Mais: a estrutura da sociedade fica condicionada sem esta passagem: numa tribo de caçadores ou de colectores não há espaço para uma grande estratificação: poucas podem ser as pessoas que podem dedicar-se  outras questões que não sejam a caça ou a recolha de alimentos. Como consequência, temos uma sociedade tendencialmente igualitária,com poucas ou até nenhuma chefia: não há classes e o estilo de vida é igual para todos.

Porquê? Porque não poder haver acumulação. O que é recolhido tem que ser consumido depressa, no prazo de poucos dias. Não há surplus., portanto não há indivíduos que possam deter mais bens essenciais do que os outros.

Numa sociedade agrícola, sedentária por necessidades (é preciso trabalhar os campos), é possível construir lugares para a conservação dos alimentos e de outros bens em excesso. Aqui nasce o surplus, a diferenciação entre as pessoas.

29 novembro 2012

Novo número de InformaçãoIncorrecta

Pronto o novo número de InformaçãoIncorrecta!

Após uma curta pausa, eis o número 2 (que em boa verdade seria  três). Como sempre, em "Publicações" está disponível a ante-visão que contem gralhas. Logo à noite será corrigido, amanhã imprimido e distribuído.

Desde a publicação passada, o número de cópias subiu para 150 (wow!) e da próxima vez serão 200 (wow bis!).

O império editorial avança.

Ipse dixit.

Um telefone e o quadrado mágico

Mais um artigo do nosso Leitor Anónimo.
Que agradeço e cujo trabalho aqui está, com no fundo uma nora pessoal:
Este não é um quadrado
E olá uma vez mais!

Depois do post 4 em 1, eis agora um 2 em 1, desta vez sobre conspiração e informática e...agricultura!
E vamos lá...

1-) O sistema Unix.
A base do Linux, que por sua vez é a base do Ubuntu, Android, Slax, etc..
A palavra Unix parece querer denominar exatamente algo único na base de tudo...uma base comum.

Já há quem diga que, com o software livre, gerar-se-á uma novo “velho oeste” na área das aplicações. Eu vejo isso como incentivo ao lado negro...se todos tiverem acesso ao código informático de um programa, a “virulência” começa a surgir...e não digam que os vírus para Linux não existem, porque existem. São é poucos, por serem ainda relativamente poucas pessoas a usarem-no. Se fossem mais, haviam de ver...

O sucesso: armas, doenças & aço - Parte I


O quê? Um artigo de História?
Tá bom, pessoal, não é o caso para ficar escandalizados, nem é o primeiro. Depois sim, é História, mas não só: há mais do que isso.
Vamos ver.

No dia 16 de Novembro de 1532, o conquistador espanhol Francisco Pizarro, com um grupo de 168 soldados, derrotou e massacrou 7.000 dos 80.000 guerreiros Incas presentes na cidade de Cajamarca, no actual Peru. Foi o fim da civilização Inca, um fim excepcionalmente rápido. Ainda hoje é um episódio emblemático: os Incas foram apenas um dos povos que os Europeus conseguiram submeter em todo o planeta.

A pergunta é: porque os Europeus? Porque, por exemplo, não foram os Incas a invadir a Europa? Porque não foram os nativos da América do Norte? Ou um povo qualquer da África, da Ásia, da Oceania?

É uma questão central, pois falamos de eventos que determinaram o mundo tal como é conhecido hoje.

Até os primeiros anos do século passado, era normal pensar que homem branco, aquele caucásico, fosse uma raça superior: tal visão explicava e justificava a hegemonia dos Estados europeus sobre o resto do mundo. Hoje esta teoria é ultrapassada, sabemos que os únicos homens brancos superiores são aqueles nascidos em Genova e que muitas vezes vivem no estrangeiro e abrem blogues em Português.

Por isso a pergunta faz ainda mais sentido: se não houve uma superioridade intelectual, porque foram os Europeus? Porque a supremacia tecnológica do brancos não pode ser razoavelmente posta em discussão.

28 novembro 2012

Dieta e tumores: um estudo

Alimentação? Doenças?
Então vamos ver.

Foi publicado um artigo da Loma Linda University (que raio de nome) nas páginas de Cancer Epidemiology, Biomarkers & Prevention, revista da American Association for Cancer Research, apoiada pela American Society of Preventive Oncology. Como é claro, a Bíblia dos pesquisadores anti-tumor.

O artigo sintetiza os resultados duma experiência envolvente 69.120 Adventistas (da Igreja Adventista do Sétimo Dia), uma população de baixo risco do ponto de vista cancerígeno dado que os membros de tal religião recusam comportamentos de risco como tabaco, álcool e sexo fora do casamento (então vivem para quê? Boh...).

Ao longo de alguns anos, foram analisados membros com uma dieta omnívora, pesco-vegetariana (como a minha: de vez em quando um choco frito à Setubalense com batatinhas...), semi-vegetariana, vegetariana e vegan (os mais radicais: sem ovo, leite e tudo o que possa ser reconduzido à exploração dos animais).

Goldman Sachs: UK, Europa & Dólares

Breve nota acerca da Goldman Sachs.
Tanto para não esquecer que talvez não seja o maior banco do mundo (e não é), que atrás dela não há um punhado de "Iluminados" (e não há, como vimos), mas que quando a especialidade for a união doentia política-negócios, GS não fica atrás de ninguém.

O governo do Reino Unido decidiu mudar radicalmente a chefia do Banco de Inglaterra: o novo governador é agora o canadiano Mark Carney, até agora governador do banco central do Canada. Para o seu novo cargo, Carney irá receber 624.000 Esterlinas por ano, cerca de 772.000 Euro (2.082.850 de Reais).

E onde trabalhou o simpático Carney após a licenciatura em Oxford?
Exacto: na Goldman Sachs, ao longo de 13 anos, nos vários escritórios de Londres, Tokyo, New York e Toronto.

Carney desenvolveu também um papel como homem da GS no âmbito da crise financeira da Rússia em 1998, altura em que o banco foi acusado de ajudar o País e ao mesmo tempo de apostar contra ele nos mercados internacionais. Acontece.

27 novembro 2012

Intel: para o bem dos clientes

Uma notícia realçada pelo Leitor Ashtara Sibil, que agradeço desde já.
A notícia aparece no blog Revolução Final, do qual copio e colo o post:

PCs com novo processador Intel permanentemente vulneráveis
Os novos processadores Intel Core vPro contêm um novo recurso que permite o acesso remoto a um PC 100 por cento do tempo, mesmo quando o computador está desligado. Os processadores Core vPro possuem um segundo processador físico inserido dentro do processador principal que tem o seu próprio sistema operativo embutido no próprio chip.
Enquanto o fornecimento de energia estiver disponível e em condições de funcionamento, pode ser acordado pelo vPro Core, que funciona com esta fonte de energia fantasma e é capaz de ligar tranquilamente componentes de hardware e aceder a qualquer coisa neles.

Goldman Sachs e o desejo do Grande Velho

Uma das ideias mais difundidas no mundo da informação alternativa é aquela segundo a qual um limitado grupo de pessoas domina o mundo, utilizando para este fim os meios económicos financeiros.

E um dos exemplos para apoiar esta tese é constituído pelos bancos, atrás dos quais estaria escondido um punhado de famílias que trabalham em conjunto com a intenção de controlar o mundo.

O facto da economia e da finança serem controladas por uma minoria parece fora de questão. Mas quanto é grande esta "minoria"? Podemos reconduzir tudo no âmbito duma ou duas famílias (por exemplo os Rothschild e/ou os Rockefeller) ou será que há mais do que isso?

A ideia é: existe um Grande Velho ou um grupo de Iluminados? Ou será que a realidade é mais articulada, mais complexa do que isso?

A intenção aqui não é demonstrar a "inocência" das grandes famílias ou dos grupos numericamente limitados de poder, que existem e cujo "peso" não pode ser negado; a ideia é demonstrar que existe mais do que isso.

26 novembro 2012

Quatro post em um

Recebi e publico com prazer.

A propósito: lembro que se o Leitor desejar ver publicado um escrito dele, nada mais tem que fazer a não ser enviar o dito cujo e duas linhas (tipo "Publica e já!") ao endereço e-mail que fica algures no blog.

Os textos são hospedados independentemente do facto de eu partilhar as ideias contidas, como é óbvio. E se o Leitor assim desejar, o texto será publicado como obra de Anónimo (neste caso enviar: "Publica e já! E não atrever-te a citar o meu nome!").

O texto:

Um post multifacetado

Olá a todos. Eu gostaria de contribuir com alguma informação relativamente a vários assuntos, nomeadamente em relação à energia e mobilidade, à saúde, à religião e à política
internacional/conspiração. Por isso, dividi o texto em 4 partes, uma para cada um dos temas.

1-) Existem já vários conceitos de energia alternativa no mundo automóvel, dos quais o mais
recente é o motor a ar comprimido, e o mais popular (mas nunca aperfeiçoado, como convém às elites) o motor elétrico. Este motor, ao que consta, foi desenhado apenas 6 anos depois do motor a combustível. Bem, seja inteiramente elétrico, seja a ar comprimido, seja a combustível, seja a hidrogénio, seja lá como for, o certo é todos os carros precisam de eletricidade. Não só os carros, mas todos os veículos.

Filhos de gays

Pego num comentário de Maria para lançar um assunto polémico.
O comentário:
me parece que qualquer expressão de sexualidade, erotismo e prazer queridas pelos envolvidos/as e não vividas como negócio,seja algo bom e saudável, humanamente ético, manifestação da ainda capacidade humana de trocar formas de amor, compartilhamento e felicidade.

Será?
Para evitar comentários indesejados: não julgo a pessoas com base na orientação sexual delas, acho que isso pertence à esfera da privacidade e, como tal, fica unicamente ao sabor do directo interessado. Ponto final.

Mas será possível discutir do assunto "casais gays - adopção" sem ser acusado de racismo ou de outra amenidade?

Os defensores da homossexualidade afirmam que tal prática é muito antiga, o que é bem verdade. O ensino católico tentou sem sucesso apagar as tendências sexuais "não correctas" das passadas sociedades, mas a verdade é que estas foram encaradas com relativa normalidade até o primeiro Renascimento. Apenas nos últimos séculos os valores religiosos conseguiram relegar a homossexualidade para o Inferno, antes não era assim.

Todavia a questão aqui não é a homossexualidade quanto o facto dum ser humano ser criado no seio duma família homossexual. Se viver com um parceiro do mesmo sexo é uma livre e consciente escolha das duas pessoas envolvidas, o mesmo não pode ser dito em relação a uma criança.

23 novembro 2012

Sete passos

É Sexta-feira, logo à noite começa o fim-de-semana, "tempo de desligar", quebrar a rotina, voltar ao nosso mundo.
Talvez.

O que significa "Nosso mundo"?
É uma expressão simpática, sem dúvida. Mas o que é realmente "nosso"?

Passo nº 1: Privação da saúde

Em nome do lucro e do eterno crescimento (o dogma) usam o planeta como um poço sem fundo, poluem o ar, a água, sem perceber que pedaços de papel sem valor intrínseco (o dinheiro) nunca poderão reparar os danos provocados. Até as nuvens têm que ser olhadas com suspeita.

Um especialista afirma que metade dos que nascerem agora em Portugal terão cancro. Sempre em Portugal, pagámos com parte do nosso ordenado a saúde para depois pagar outra vez em caso de cuidados médicos. A saúde custa, não é para todos.

E nós deixamos que isso aconteça.

22 novembro 2012

As estranhas visitas do vulcão Popocatépetl

Eu sei, eu sei: para manter o tom "sério" do blog, não deveria tratar destes assuntos, estas são coisas que no imaginário colectivo dizem respeito aos indivíduos com problemas mentais ou pessoas à procura de publicidade e sensacionalismo.

Mas a ocasião é demasiado boa para ser ignorada, apesar de não ser notícia "fresca" (é de Outubro). E depois o 12 de Dezembro está aí, mesmo ao virar da esquina: temos que estar prontos para tudo!

Uma das críticas mais frequentes ao fenómeno UFO (que, lembramos, não significa "homenzinhos verdes dum outro planeta" mas simplesmente "Objecto Voador Não-Identificado", isso é, algo que não pode ser reconhecido) é o facto deste nunca ser observado por homens de ciência. É por isso que o vídeo aqui apresentado é importante.

Mas vamos com ordem neste post anómalo.

Previsões de guerra: o Irão


Fazer previsões é uma coisa muito difícil,
especialmente quando dizem respeito ao futuro
Niels Bohr


E pontuais eis que chegam as previsões funestas.
De quem? De quem não tem nada a perder, óbvio.

Falamos de guerra, dum conflito utilizado para resolver duma vez por todas a crise.

Não é a primeira vez que é agitado o fantasma da guerra por parte de quem gere os fios da economia global. E a razão é simples: a guerra é um excelente negócio.
Mesmo um País derrotado num grande conflito pode ressuscitar e tornar-se numa "locomotiva da Europa".

Há também outras razões.
Medida após medida, é claro que a actual situação de crise é destinada a prolongar-se. Nos Estados Unidos a retoma é muito fraca, a Europa está em recessão, até os Brics não crescem como antes. A impressão é que não haja nada mais para recolher neste prato. Então eis a ideia: partimos a loiça e vamos mudar de prato.

Previsão ou pio desejo? Não sabemos. Mas é preocupante o facto destas pessoas serem as mesmas que vivem e operam próximas dos centros de poderes. Ou serem elas mesmas o poder.

21 novembro 2012

Shadow banking

Shadow banking. O que é isso agora?

Bom, na verdade é algo que já encontrámos: o shadow banking é algo que mede o sistema bancário sombra, assim como calculado no último relatório do
Financial Stability Board (Conselho de Estabilidade Financeira, FSB) de Basileia.

É um sistema complexo, que inclui a actividade de credito fora dos circuitos tradicionais. É um sistema arriscado.

A maioria das pessoas vê o banco como a simpática instituição que empresta dinheiro, que ajuda a comprar uma casa ou o carro, que paga as nossas contas com a domiciliação bancária. Sem dúvida um banco é tudo isso, mas não só, como os aficionados Leitores deste blog já aprenderam.

Existe um lado obscuro dos bancos e, por incrível que pareça, este lado é bem maior do que o lado visível. Isso é o shadow banking.

Google e os governos

Em 2010 Google criou o "Relatório de Transparência", uma recolha de dados que explica como os governos estão cada vez mais curiosos sobre os dados pessoais dos utilizadores.

Na prática, o Relatório é uma forma de medir a censura online, e Google não esconde o facto da pressão dos governos ter-se tornado cada vez mais forte, em particular quando o assunto for a remoção de conteúdos indesejados.

Google que aponta o dedo contra quem tenta espreitar nas vidas dos cidadãos pode provocar um sorriso, mas é o que temos...

Qual a situação?
Temos casos crónicos, como a China, que já não são notícia. Mas entre os Países mais "intervenientes" temos também algumas surpresas.

20 novembro 2012

Saudade da fogueira

Apesar das opiniões expressas por alguns Leitores (poucos, em boa verdade) que utilizam o anonimado para acusar Informação Incorrecta de atitudes anti-semitas, este blog tem uma posição bastante clara acerca do assunto: dois Estados soberanos, um Estado de Israel e um Estado da Palestina.
Muito simples, não é?

Mais: Informação Incorrecta é um dos poucos blogues da informação alternativa que põe em dúvida a existência duma alegada conspiração sionista para dominar o mundo. E condena a utilização do terrorismo (leia-se ataques contras os civis) como forma para resolver os conflitos.

Este é o motivo pelo qual Hamas goza de pouca simpatia por parte do autor (que sou eu): além da recusa do terrorismo (e disparar foguetes contra civis não é "resistência", é terrorismo), atingir cidades israelitas é a melhor maneira para desencadear (e justificar aos olhos de boa parte da comunidade internacional) uma reacção de Tel Avive. Esperar num grande movimento de protesto internacional que possa resolver a questão após um ataque (como no caso da operação Coluna de Nuvem destes dias), significa na melhor das hipóteses não ter memória histórica.

InformaçãoIncorrecta Número 1


Atchuuuúm! Ehm, apesar do horrível e mortal vírus pelo qual foi atingido, heroicamente os meus últimos esforços são para o novo número do papelzinho. Ainda há gralhas, que serão eliminadas hoje, mas na secção Publicações (abaixo do título do blog) está disponível a antevisão.

A mesma antevisão foi publicada nas páginas de Scribd, onde está disponível para a leitura e o eventual donwload: sugiro descarregar o documento apenas amanhã, pois a versão publicada hoje contém ainda gralhas e será substituída à noite.

A propósito: o número 0 (zero) foi descarregado 14 vezes! Juro, não fui eu.

18 novembro 2012

O Fascismo contra os Nazis

Stormfront é uma organização internet neonazista.

A coisa nem deveria interessar: afinal é um site que apresenta teorias sem pés nem cabeça, nostálgicos do simpático tio Adolf, posições racistas, pessoas que ficam extasiadas ao ver uma suástica.

Algo muito distante das ideias de Informação Incorrecta, nada de interessante e nada de novo.

Todavia hoje a agência de imprensa ADN Kronos informa o seguinte:

17 novembro 2012

Comentários & Spam

Breve actualização.

Foi reinserida a verificação das palavras nos comentários.
Esta medida é necessária pois cada vez mais aparecem mensagem "spam" (publicidade) em vez dos comentários dos Leitores: em alguns casos, o filtro anti-spam de Blogger funciona, em outros não. E nos últimos dias tem sido mais "não" do que "sim".

Por isso peço compreensão pelo incomodo e conto retirar a verificação no prazo de poucas semanas.
Como é óbvio, isso nada tem a ver com a moderação dos comentários, que ficam livres de qualquer censura.

Bom fim-semana para todos!
(e amanhã papelzinho nº 2)


Ipse dixit.

16 novembro 2012

Portugal: a dúvida dos subsídios, a queda do PSD

Uma notícia ou uma não-notícia?

Quase 1500 pessoas nomeadas pelo actual Governo receberam subsídio de férias em 2012, na altura em que os comuns mortais da função pública sofreram o corte de tais componentes salariais.

Numa primeira informação passada pelo governo, os dados apontavam para 233 funcionários, sendo depois este números corrigido da seguinte forma:
  • 131 assessores de gabinetes ministeriais
  • 1.323 nomeados para outras entidades do Estado (institutos, etc.)
Desta forma, o total dos "boys" que beneficiaram desta excepção ao cumprimento do OE 2012 ascende a 1.454, mais ou menos um terço do número total das nomeações governamentais.

O Governo garante que "nenhum elemento de gabinetes de membros do Governo ou trabalhador da Administração Pública" com remuneração base superior a 1.100 euros recebeu subsídio de férias relativo a 2012 e que "foram processados a 1.323 trabalhadores da Administração Pública directa e indirecta ingressados em 2011 os proporcionais de subsídios de férias vencidos nesse ano" (2011), num total de cerca de 591 mil euros.

Pavlov e a Coluna de Nuvem

O bom Ricardo cita a recente operação que vê israel atacar a Palestina. E o blog deveria escrever algo de inteligente acerca disso, possivelmente notícias inéditas. Mas isso é muito complicado.

Na verdade, a operação Coluna de Nuvem que a exército de Tel Avive iniciou com o míssil contra o carro dum dirigente de Hamas não apresenta grandes novidades: é apenas o novo capítulo da eterna guerra entre Árabes e israelitas.

Todavia podemos observar algumas tímidas diferenças. E não são boas.

Não podemos esquecer que Coluna de Nuvem é a primeira grande operação desde o começo da Primavera Árabe; e esta teve como consequência (do ponto de vista israelita) o desaparecimento (ou os graves problemas) dos actores que tinham tomado parte nos acordos de Camp David, no longínquo 1979: Egipto, Jordânia, Síria, até o pequeno Líbano.

15 novembro 2012

Portugal visto de fora

O site italiano Stampa Libera pediu-me um artigo acerca da situação portuguesa, o que foi publicado hoje.

O artigo em si não interessa, pois são coisas que este blog tratou inúmeras vezes. O que interessa é a resposta dum dos Leitores, Marco Turi Daniele, o qual conhece o País pois vive dividido entre Roma e Fátima.

É uma das ideias que no estrangeiro têm de Portugal.
Vamos ler.
Conheço a situação em Portugal. Posso confirmar quanto relatado por ti.
Mas, talvez, a situação também esteja muito pior.

Anos atrás foi proibido aos camponeses e pastores continuar produzir azeite e leite. Entre outras coisas, Portugal não é um grande fabricante de queijo [nota: Portugal, de facto, não está entre os grandes consumidores ou exportadores de queijo, ndt].

É esta é a razão pela qual preferem vender as azeitona em em caixas de 10 kg (10 euros), em vez que de  azeite (muito bom) a 2,5 euros por litro (o que requer 5 kg de azeitonas ).

O salário médio é de 500 euros e já estão escravizados ao máximo, porque em quase todos os sectores secundário e terciário estão previstos turnos da noite. Domingo como um dia de família não existe há muito tempo.

A Democracia não brinca em serviço


O vídeo que deu a volta ao mundo.
No dia das manifestações ibéricas contra as políticas de austeridade, em Tarragona (Espanha), um rapaz é perseguido por um polícia: atingido, cai e fica protegido pela família contra o corajoso homem da Lei.

O rapaz é um menor, tem apenas 13 anos e foi transportado para o hospital onde recebeu cuidados e quatro pontos na cabeça. Desta forma já percebeu o sentido da palavra "Democracia".

14 novembro 2012

Era uma vez a América

Curiosidade.

No passado dia de Sábado, logo após as eleições presidenciais, os cidadãos de 15 Estados apresentaram umas petições para que seja possível a secessão e a formação dum governo próprio.

Os Estados envolvidos são os seguintes: Louisiana, Texas, Montana, Noth Dakota, Indiana, Mississippi, Kentucky, North Carolina, Alabama, Florida, Georgia, New Jersey, Colorado, Oregon e New York.

Este Estados pediram um retiro pacífico dos Estados Unidos.
A petição do Texas assim reza:
Os Estados Unidos continuam a sofrer as dificuldades económicas derivadas da negligência do governo federal perante a reforma da despesa interna e exterior. Os cidadãos do Estados Unidos sofrem abusos evidentes dos direitos deles, como o NDAA, o TSA, etc.
Dado que o Estado do Texas tem um orçamento equilibrado e é a 15ª maior economia do mundo,é possível que abandone a União e continue a proteger os níveis de vida dos seus cidadãos tal como os direitos e a liberdade deles, em conformidade com as ideias originais dos nossos  Pais Fundadores; coisas que já não são reflectidas pelo governo federal.
As petições estão agora depositadas no Congresso e dispõem de 30 dias para conseguir um total de 25.000 assinaturas; um objectivo realístico, considerado que algumas petições já ultrapassaram este limiar.

O banco "escondido" da Alemanha

Lembram-se do discurso acerca do Dakota do Norte, o facto de ter um banco público que gera lucros para o Estado?
Não se lembram? Isso é mal, porque o artigo foi publicado há dois dias, sugiro uma visita ao médico e muito peixe, que contém fósforo.

Para os outros, os que já comem peixe há tempo, vamos falar duma coisa que parece não ter nada a ver com quanto lembrado mas que, na verdade, é a mesma coisa. Confusos? Não faz mal, eis o que se passa.

Todos sabemos que a Alemanha é a grande virtuosa das economias europeias. Bom, verdade que o crescimento parou e que os trabalhadores são mal pagos. Mas estes são pormenores, a chancelera Angela Merkel continua a passear pela Europa toda distribuindo sermões e conselhos dos quais ninguém sente a falta. Uma atitude normal: a Alemanha é a Alemanha. Eu sei que Portugal é Portugal, mas acreditem, não é a mesma coisa.

13 novembro 2012

Thrive e o mágico donut

Atingido por uma ataque de masoquismo, decido sentar e subministrar-me a dose diária de sofrimento com a visão do filme Thrive, lançado há um ano (dia 11 de Novembro de 2011: 11.11.11, wow!).

Thrive não é apenas um filme mas um verdadeiro movimento activista que pretende mudar o mundo e no cujo centro encontramos Foster Gamble.

Gamble, Gamble...este nome diz alguma coisa, tipo Procter & Gamble. Será ele? É ele!

Então é assim: a empresa que produz o detergente Ariel, as torradeiras Braun, as pilhas Duracell, as lâminas Gilette, o shampoo Head & Shoulder, o fio dental Oral-B, as loções Pantene, as fraldas Pampers, o spray da Wella e os perfumes da Dolce e Gabbana quer revolucionar o mundo, torna-lo melhor. E eu sinto-me logo mais tranquilo, é claro que estamos em boas mãos.

Antes de mais uma visita ao site do movimento: fundo azul, à esquerda uma pirâmide Maya com a fatídica data Dezembro de 2012 (o Grande Evento, pessoal, não esqueçam!), espaço para doações (25 Dólares? Nada mal) e várias páginas, entre as quais não podem faltar aquelas dedicadas à intervenção em campanhas de alta sensibilidade.

Dos juros e do banco público

Para perceber como funciona a psicótica sociedade na qual vivemos, é importante olhar para a questão dos interesses.

Esta é a base acima da qual apoia toda a construção económica actual. Os interesses não são apenas "aquela coisita" que temos de pagar ao obter um empréstimo: são o carburante que permite o funcionamento de toda a máquina dirigida pelos bancos privados.

E são também as correntes que prendem inexoravelmente os Países em dificuldade a conceitos como "austeridade". 

Na edição 2012 de Occupy Money, o professor Margrit Kennedy escreve que de 35% a 40% do que nós gastamos é utilizado apenas para o pagamento dos interesses. Ou juros, tanto faz neste contexto. Esses interesses acabam nos cofres dos banqueiros e de quem investir na Bolsa de Valores.
Se dizer "35 a 40%" já parece muito, pensamos então o que isso pode realmente significar: 35 a 40% da riqueza produzida num País (o Produto Interno Bruto, PIB) serve só para pagar os interesses.
Impressionante, sem dúvida.

12 novembro 2012

A chuva, uma cela e 1.500 Dólares

Harrington à saída da prisão
Apenas uma curiosidade.
Nos Estados Unidos, Gary Harrington recolheu a água da chuva caída na propriedade dele.
Resultado: 30 dias de prisão.

Não é uma anedota, mas quanto reportado pela CNSNews.
Afirma Harrington:
Estou a sacrificar a minha liberdade para que seja possível levantar-nos e defender a nossa liberdade.
Mas na prisão por qual razão? Harrington violou uma lei do Estado do Oregon, de 1925: a polícia encontrou na propriedade dele 3 reservatórios para a recolha de precioso líquido. Tom Paul, oficial judiciário:
O Sr. Harrington operou nestes três reservatórios em flagrante violação da lei do Oregon por mais de uma década. Contamos com o sistema judicial para manter o Estado de Direito e a condenação do Tribunal vai mesmo neste sentido.
Por isso: 30 dias de prisão. Mais 1.500 Dólares de multa para o criminoso Harrington, que trabalha na recuperação de jovens e não tinha antecedentes criminais.

Três Spread

Há mais de um ano, no blog apareceu um artigo dedicado ao spread. Para os mais nostálgicos, este é o link: Sprite? Não, Spread. E parabéns pelo título.

Hoje vamos aprofundar mais o discurso.

Spread é um termo agora familiar nos noticiários europeus, não apenas económicos: de facto, está intimamente ligado à actual crise, mas o funcionamentos é igual em qualquer País.

O spread do banco

Em primeiro lugar: spread é uma palavra inglesa cujo significado é "oscilação" ou "diferença"; é utilizado para indicar mesmo isso, a diferença entre os interesses que um banco paga para obter o dinheiro e os interesses que o mesmo banco aplica uma vez emprestado o dinheiro (em boa verdade, o termo "interesses" não é o mais apropriado neste contexto mas rende a ideia).

Por exemplo: Nuno subscreve um mútuo para comprar um novo carro e o banco avisa "Olha lá, meu caro Nuno, eu aplico um spread de 1,5%". Nuno não percebe e pergunta "E que eu tenho a ver com isso?". Coitado do Nuno, não entende que 1,5 % é o interesse que ele irá pagar ao banco, dinheiro que sai do bolso dele.
Mas porque o banco afirma cobrar um spread de 1,5%? Simplesmente porque o banco adquiriu o dinheiro do mútuo com um interesse de 2% (este é o custo do dinheiro, estabelecido pelo Banco Central); portanto, o bom Nuno pagará 3,50% de "interesses" sobre o mútuo: 2% o custo do dinheiro mais 1,5% o spread cobrado pelo banco.

O spread, portanto, não deve ser confundido com os interesses do mútuo: representa apenas o ganho do banco.

11 novembro 2012

As aventuras do papelzinho

Breve actualização.

Uma alma pia fez-me notar como Domingo pode não ser o melhor dia para a distribuição do papelzinho: a malta jovem dorme até mais tarde e as possibilidades de partilha nos lugares de trabalho são inferiores ou nulas. O que é verdade.

Então? Então fica para amanhã de manhã. Pouco mal, são apenas 24 horas.
Entretanto, está disponível o papelzinho versão final, depurado de todos os erros. É idêntico ao outro, só não tem erros, por isso se já leram nem vale a pena espreitar. A versão em papel já está imprimida, afinal optei para a impressão numa loja, sai mais barato e a qualidade é muito boa.
Grátis hoje, objecto de culto amanhã, prova da acusação em tribunal no processo contra o autor depois de amanhã.
Acontece.

Agradeço muito todos os Leitores que realçaram as gralhas, pois o pobre imigrante italiano aqui é bastante distraído.

Mas uma vez: obrigado e um bom Domingo para todos!


Ipse dixit.

10 novembro 2012

Alimentação: o wurstel

E dado ser Domingo, começamos com um espaço dedicado à alimentação, cujo título é "Comer bem, comer informados, ora essa, era só que faltava, quem disse o contrário?". Um título se calhar um pouco comprido, por isso encurtamos: Alimentação.

O assunto "foge" aos padrões do blog, sem dúvida. Todavia, ao longo da semana passada, surgiu uma notícia interessante: segundo um especialista, metade das pessoas que nascerem agora em Portugal terão cancro ao longo da vida. O que pode não ser simpático.

Mas cancro porquê? Será o ar que respiramos, serão os hábitos, será a comida ou o conjunto de todos estes factores? Seja como for, fiquei curioso e decidi espreitar na internet para ver, em primeiro lugar o que engolimos. E os resultados não são nada bons.

Última nota. Apesar de eu ter escolhido uma dieta vegetariana, Informação Incorrecta não é um blog para vegetarianos nem eu tento fazer proselitismo e nem encontrarão aqui sugestões para regimes alimentares específicos. Apenas informação, como sempre, pois acho que este discurso pode bem ser enquadrado nos moldes da actual deprimente sociedade e dos costume dela.

O simpático wurstel

Quem não conhece o wurstel? O nome muda segundo os Países: hot dog, cachorro, salsiccia, o sentido é o mesmo: o rolinho de carne que sabe bem. E sabe, não há dúvida: grelhado, assado, simplesmente escaldado com um pouco de maionese, mostarda ou ketchup, talvez com duas batatas fritas. Não é uma delícia?

Breve história do wurstel.
O wurstel parece ter sido inventando em Frankfurt, na Alemanha, durante a Idade Média.
Fim secção histórica, pois não é que haja muito para ser dito.

09 novembro 2012

O número Zero

Meus senhores: é com grande comoção e algumas lágrimas que apresento uma verdadeira obra prima, algo que ficará na história (do blog).

Aqui, disponível em antevisão, eis o produto da mais avançada tecnologia da informação: o papelzinho!

O número 0 (é "zero", não "o"), o primeiro dum império editorial que tantas alegrias irá trazer, sobretudo à HP que vende os cartuchos de tinta da minha impressora.

Um produto de primeira qualidade: papel branco, limpo, nunca utilizado, até com margens regulares; tinta preta, refinada, muito bem visível com a luz (sem luz tem ainda algumas falhas, mas estou a trabalhar nisso): formato simples mas com toques de requinte e bom gosto. Tem tudo para ser um enorme sucesso.

Logo à noite, o Editor aportará algumas correcções (acho ter visto um ou dois erros, melhor controlar), amanhã tudo será enviado para o Departamento Gráfico (a impressora ao lado) e no Domingo, de manhã cedo, os rapazes da Divisão Distribuição (eu) irão espalhar pelo mudo fora.

E mais importante ainda: é obra de vocês Leitores (isso é: é culpa vossa), que com uma acção que aqui não posso citar pois Google vai cortar-me as receitas, e o seguimento e o apoio destes últimos dois anos e meio, conseguiram criar as condições para que o blog saísse do virtual para encontrar a realidade.

Sim verdade, por enquanto é uma realidade limitada geograficamente, mas como disse o tal: "É um pequeno passo para um blog, mas um grande salto para um piolho". Que, de facto, é muito mais pequeno do que o papelzinho.

Obviamente aceitam-se sugestões para modificações da última hora.

Notas finais: a ideia original era dobrar o papel para ter 4 páginas, mas uma recente pesquisa de mercado identificou no novo formato a resposta ideal perante as exigências do público alvo (ou seja: assim como está agora há mais espaço para a escrita).

Por enquanto a impressão é executada no Departamento Gráfico (a minha impressora), mas se a iniciativa tiver êxito será melhor tirar cópias numa loja, pois sai mais barato: não é por nada, mas um tinteiro custa mais de 30 Euros, e que raio, os gajos da HP são sanguessugas, e que põem na tinta, escamas de dragão?

Mas estes são pormenores.
Aqui o link para descarregar em formato Pdf a obra prima: Papelzinho 11 de Novembro.
Podem descarregar, guardar e mostrar aos netos uma vez envelhecidos: "Eu estava lá naquele dia, tudo começou assim!".
Em breve vou arranjar uma página onde reunir todas as publicações.

Mais uma vez: obrigado.


Ipse dixit.

A Alemanha em recessão

Não há nada a fazer: quem sabe, sabe. E os outros têm que ouvir.
O que dizia o simpático George Soros? 4 de Junho de 2012, artigo A Magia de Soros:
Mas a crise no Outono vai chegar na Alemanha.
Soros sabe? Notícia dos últimos dias: a Alemanha entrou oficialmente em recessão.
Escrevia na altura o humilde blogueiro:
No entanto temos uma previsão importante: a crise na Alemanha durante o próximo Outono. Algo para impressionar a plateia? Nada disso, Soros não precisas destas coisas: esta é uma autêntica previsão, de quem já conhece quais as próximas movimentações no mercado.
Pequena correcção: não "quem já conhece quais as próximas movimentações no mercado" mas "quem é o mercado". Soros sabe simplesmente porque é um daqueles que puxa os cordéis, tão simples como isso.

08 novembro 2012

Líbia: faltam uns biliões...

Uma breve actualização acerca da Líbia.

A campanha militar da Nato no País teve dois resultados emblemáticos.
Primeiro, a Aliança do Atlântico Norte Aviação provocou danos sete vezes maior do que os aviões de Hitler e do marechal Rommel durante a Segunda Guerra Mundial.
Segundo, desapareceram 150 biliões de Dólares em activos líbios.

Estes dados são apresentados no livro "Derrubar Muammar Kadhafi, Diário da Líbia. Anos 2011-2012", escrito por Anatoly Egorin do Instituto de Estudos Orientais da Academia de Ciências da Rússia. A apresentação do livro teve lugar em Moscovo e representa a primeira pesquisa completa na Rússia sobre a tragédia da Líbia.

Acerca do primeiro ponto. Obviamente a destruição é uma consequência inevitável de qualquer guerra. Mas dado que a Nato tinha o mandato das Nações Unidas apenas para estabelecer uma zona de exclusão aérea (a No Fly Zone), o tamanho da destruição na Líbia encontra uma explicação lógica.

E o dinheiro? Os activos líbios no estrangeiros totalizavam antes da guerra 150 biliões de Dólares. Muito dinheiro, sem dúvida, suficiente para cobrir os danos, ou pelo menos uma parte considerável deles. Mas o dinheiro desapareceu sem deixar vestígios. A pergunta que surge é: como isso pode acontecer? E para onde o dinheiro?

O sonho hegemónico

Calma. Vamos reflectir um segundo. Se calhar dois.
Um País qualquer: Portugal por exemplo.

O novo Orçamento de Estado 2013 prevê mais austeridade. Tudo bem.
O problema é que o velho Orçamento 2012 previa austeridade também e falhou os objectivos.
É como pôr a mão em cima do fogo: queima? Sim, queima. Então que faço? Volto a pôr a mão em cima do fogo.
Problema: ou sou masoquista ou simplesmente demente.
Mas há uma terceira hipótese: quero queimar a mão.
Esquisito, não é?
Pois.

Lembramos: a austeridade não é uma escolha de Portugal, é uma pretensão do Fundo Monetário Internacional. Pessoas preparada, que conhecem o ABC e também o D da economia. Possível que pessoas assim não percebam que a austeridade gera outra austeridade? Possível que não consigam observar os nefastos efeitos dum primeiro ano de recessão? Possível que não entendam que o País gera agora menos riqueza e que, consequentemente, a Dívida Pública ao 4,5% do PIB é um resultado ainda mais distante? Porque se a Dívida descer mas o PIB também, nunca será alcançada a meta. É uma questão matemática.

07 novembro 2012

...e chove dinheiro.

Para não desrespeitar os Termos do Contrato de Google AdSense, o presente post ficou apagado.

Permanecem apenas a imagem do próximo carro oficial de Informação Incorrecta, os comentários dos Leitores e os meus agradecimentos aos mesmos.

Ipse dixit.

É festa (Celebration)

Pode o vosso humilde cronista ficar calado? Será que pode ele esconder a alegria na qual estão mergulhados os nossos corações neste dia em que o supremo desenho de Nosso Senhor encontra o seu triunfo?
Não, não pode.
Então vamos, meus amigos, vamos festejar.,
  
Porque a verdade é esta: é dia de festa na Reino de Valium, o Soberano Iluminado Obama I foi reeleito.

Empenhado contra um temível adversário, o Duque de Romenyville, o Rei não estremeceu: olhar decidido, mão firme, alma de paixão pelas causas dos desfavorecidos, o Rei Obama I capturou os corações do povo, tal como tinha acontecido no Ano do Senhor 2008.

Que haja agora celebração nas ruas, com rios de cidra.

Não foi fácil.
O Duque de Romeny tinha prometido atacar e derrotar o grande inimigo, o Dragão Vermelho que há muito ameaça o Reino. E com o jovem escudeiro Ryan, perito na misteriosa ciência dos números, queria reformar o sistema dos impostos: menos ouro para o Reino, mais para a aristocracia. Um bom plano, sem dúvida, que todavia ficou esmagado perante os sucessos de Obama I.

06 novembro 2012

Arrigo Molinari e a faca oportuna

Este simpático bloguezinho tinha publicado há muito algumas linhas acerca do senhoiragem. Ou "a" senhoiragem. Para mim tanto faz.

Mas o que é isso afinal? É um assunto importante, complicado e importante. Muito importante. Tão importante que ninguém fala dele.

Esquisito? Não: normal.
Extrema síntese: quanto custa uma nota de 5 Euros? Quanto custa produzi-la, entendo.
Resposta: mais ou menos 30 cêntimos.
É isso o preço ocm a qual a nota é adquirida pelo Estado Português ao Banco Central Europeu?
Resposta: não, Portugal (e todos os Países da Zona Euro) paga o valor nominal, isso é, 5 Euros. Mais o custo do dinheiro que é estabelecido com cadencia periódica.

Agora, faça o Leitor duas contas: pense nas toneladas de notas produzidas e vendidas pelo BCE ao longo dum ano, tente imaginar os custos e os lucros. Nada mal como quantia, não é? Falamos dum negócio de proporções enormes. Nas mãos do BCE, o Banco Central Europeu. Que depois de "Europeu" tem pouco, estando controlado por bancos privados. Mas este é outro assunto.

05 novembro 2012

Bancos, cerveja e tremoços

Dia feio, muitas nuvens, se calhar vai chover. Então aproveitamos para repetir uns conceitos que os Leitores mais assíduos já conhecem. Assim, tanto para que fiquem claros alguns pontos.
Pode ser?
Pode.
Obrigado.

Cláudia é a dona dum café. Um café onde a maioria dos clientes bebe imperiais, o clássico copo de cerveja com um pratinho de tremoços.

Mas Cláudia tem um problema: muitos dos clientes estão desempregados, não têm dinheiro. Cláudia tenta tornar o ambiente mais atractivo, com tremoços de primeira qualidade e musica de Enya como banda sonora. Mas não funciona: os clientes continuam a não ter dinheiro e com a música de Enya ficam também deprimidos.

04 novembro 2012

Cancelar a dívida: simples

Porque a dívida nunca será apagada?
Boa pergunta.

Portugal e outros Países ficaram submergidos por um mar de dívida. Isso é o que as pessoas normalmente pensam. E isso é falso. Vergonhosamente falso.

"Max enlouqueceu? Não sabe que Portugal está cheio de dívida? E os outros Países da Zona Euro  Também? E os Estados Unidos, o Japão...".

Não, não enlouqueci. Sei muito bem qual a situação. Mas gostaria que o Leitor pensasse: o que mudou na Europa, por exemplo, nas últimas décadas?

Pegamos num caso que conheço bem: Italia. A Italia dos anos '80 era um oceano de dívida, havia muita mais dívida do que actualmente. E não estava falida. O mesmo passava-se com Portugal, por exemplo.

Então, como é? Alguém pode explicar porque ao longo das últimas décadas dezenas de Países viviam tranquilamente com a própria dívida e agora, só agora e todos juntos, estão ou falidos ou à beira da falência?

02 novembro 2012

Sandy e os conspiranóicos

Foto autêntica, de certeza
Outra vez, tinha que ser.

Furação nos Estados Unidos? É uma manobra para dominar o mundo. É só ligar o Haarp, digitar "furação - Sandy - EUA" e o programa faz tudo sozinho. Entretanto as Forças do Mal podem ocupar o planeta.
Mais uma vez.

Há milhares de blog e páginas web que no planeta dizem o mesmo: o furação foi construído, literalmente. Não é muito claro "como", mas estes são pormenores. O importante é continuara  destruir aquele mínimo de credibilidade que o mundo da informação alternativa pode ainda apresentar.

Este é o verdadeiro furação que diariamente atinge internet e todos aqueles que tentam ter uma visão do mundo nem que seja ligeiramente diversa do mainstream.
E nem é preciso o Haarp, apenas espalhar notícias sem pés nem cabeça. Porque só nas mentes dos mais fracos o mundo precisa de exércitos para ser controlado: a informação faz o mesmo trabalho e custa menos. Funciona: quando a informação alternativa fica perdida no labirinto da estupidez, ao cidadãos sobra apenas uma única fonte de informação, a oficial.
E o círculo está fechado.

O papelzinho

Breve nota.
Nem tanto breve.

No blog vai aparecer publicidade. Pois é. É necessário.
Como afirmado antes do Verão, a ideia é não limitar-se a estar presente via internet mas também "fazer algo" de mais prático. O que é este "algo"? Um bom começo pode ser alcançar (ou tentar, aos menos) as pessoas que por várias razões nunca aqui chegariam.

Como? De forma muito simples: imprimir um papelzinho com algumas ideias, papelzinho semanal, distribuído gratuitamente em pontos sensíveis do planeta.

Dadas as limitações logísticas, o ponto sensível mais próximo nesta altura é Almada, a simpática cidade de Portugal. No entanto, uma versão Pdf do mesmo papelzinho estará disponível aqui, no blog, para que os Leitores possam seguir as aventuras do mesmo papelzinho.

Qual o conteúdo do papelzinho? Simples: alguns pontos-chave já publicados neste blog. Por exemplo: o que é o dinheiro, como funcionam os bancos e outras amenidades. Coisas já vistas mas que, até hoje, ficaram limitadas aos Leitores do blog.

Agora, sigam o raciocínio: a tinta e o papel custam e, não sendo eu a Cruz Vermelha nem o filho dum rico aristocrático, eis que alguns trocos como ajuda de custo seriam muito bem-vindos. Por isso: publicidade. A qual, claro está, irá fornecer mesmo isso: trocos, e nada mais, pois do meu ponto de vista os Leitores do blog são muitos, mas do ponto de vista de Google AdSense são poucos. Mas "alguns trocos" é sempre melhor do que "zero trocos".

Voltamos ao papelzinho.
Dado que os meios são extremamente limitados, o papelzinho será uma folha A4 dobrada ao meio: quatro páginas, preto e branco, com título, um mini-editorial, um artigo, endereço internet.

Ridículo? Claro que é ridículo. Mas é melhor isso ou nada? Quantos "papelzinhos" filhos de blogues conhecem?
Pois.

Objectivos? É simples. "Fazer algo", como afirmado. Depois partilhar algumas ideias: eu não sou o dono da verdade, mas ao longo de dois anos e meio o blog conseguiu reunir alguns pontos interessantes, pontos que não são tratados pelos media tradicionais e que são pouco conhecidos. Partilha-los pode não ser má solução.

Dado que tentar custa pouco (neste caso), eis a ideia que tomará forma já desde a próxima semana.

Portanto, eis o plano genial:
  1. inserção publicidade no blog
  2. publicação do papelzinho
  3. novos Leitores juntam-se ao blog
  4. as receitas da publicidade disparam
  5. o papelzinho torna-se um diário (pago!)
  6. cada vez mais novos Leitores
  7. as receitas da publicidade atingem totais astronómicos
  8. Leonardo funda uma editora e compra uma coleira com diamantes
  9. sou convidado nas reuniões do Grupo Bilderberg (com o Leo)
  10. fecho Informação Incorrecta, abro Informação Bem Correcta no qual defendo que o actual sistema é o melhor possível, só é preciso reduzir um pouco a população do planeta.
Simples, como podem ver, nada de projectos irrealistas.
Entretanto, qualquer sugestão será sempre bem vinda. O Leitor acha que seria possível fazer o mesmo mas de outra forma? Escreva, eu leio tudo o que os Leitores costumam enviar (só respondo pouco, mas esta é outra história...). E uma ideia que parece banal na altura pode dar frutos inesperados mais tarde.

Só peço paciência por causa da publicidade. Não gosto também, por isso nunca tinha inserido até hoje e já sei que os proventos serão miseráveis. Mas serão sempre uma ajuda, embora muito limitada. E nestes tempos tristes, uma ajuda é sempre melhor do que nada.


Ipse dixit.

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