26 abril 2013

Ao quilo

A guerra é um negócio.

O canal televisivo libanês Al-Mayadin publica uma reportagem que tem como base fontes turcas, segundo as quais existe uma rede que opera no âmbito do tráfego de órgãos humanos. A rede opera em vários Países e vê envolvidos elementos da Turquia, da França e dos Estados Unidos.

Segundo o analista turco Barakat Fares, o tráfego de órgãos não é uma novidade na Turquia, onde existe há anos uma rede sionista activa em particular no sector do fígado e dos rins.

A guerra na Síria teria intensificado as operações perto da fronteira entre Turquia e Síria, onde seria possível actuar com relativa "tranquilidade"; e mesmo no interior da Síria há pessoal médico de várias nacionalidades que utiliza as unidades móveis de primeiro socorro para recuperar órgãos.

Os "doadores" não seriam apenas cadáveres, mas também civis feridos, cujos órgãos seriam sucessivamente enviados para a Turquia. Segundo as notícias, os terroristas que matam na Síria, em particular no Norte do País, receberiam prémios em dinheiro (6.000 Dólares) por cada ferido enviado para além do confim de forma ilegal.

Para confirmar estas notícias, o site internet de Al-Mayadin disponibiliza os testemunhos de alguns paramédicos e de parentes que viram os corpos de entes queridos devolvidos após terem sido privado de algumas partes.

Por enquanto, a associação de médicos turcos já expulsou seis dos próprios associados envolvidos neste rentável negócio.


Ipse dixit.

Fonte: Al-Mayadin

1 comentário:

  1. maria26.4.13

    Olá Max: este é um dos assuntos pouco comentados por todo lugar. Até porque, salvo exceções, as pessoas desconhecem o tamanho e a idade do problema. Por razões transversas, em outros tempos, fiz parte das exceções que conheceram ser este um dos grandes negócios que alimenta bolsas pelo mundo a fora. Mas seria muito importante que as pessoas estivessem atentas aos desaparecimentos sem sentido, especialmente de crianças, aos desaparecimentos em batalha de combatentes de baixo escalão, às mortes súbitas de população carcerária em bom estado de saúde, e especialmente ao número cada vez maior de pessoas pobres que são procuradas por firmas ilegais/legais e/ou indivíduos para venderem, por tostões, um rim,um pulmão,uma quantidade absurda de sangue, um globo ocular, e por aí vai. Para ter uma ideia de como isso acontece, basta ver um filme bem feito a respeito: Verdades belas e sujas (tenho quase certeza ser este o título em português, mas me recordo de ter considerado que era um filme muito próximo da realidade). Sem contar o número de investigadores desaparecidos,seja médicos decentes e jornalistas também decentes, em função de uma certa aproximação com redes de tráfico. Creio que tu Max, como blogueiro dos bons, poderias pesquisar mais o assunto (sem querer, é claro, que tomes o mesmo destino de alguns/as, e sabendo que isso não acontece com blogueiros, mas com quem trabalha "em campo")Abraços

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