03 abril 2013

Economistas, raça feia...

O blog da Universida de Chicago Booth realizou um inquérito entre um painel de economistas das
maiores universidades dos EUA: o que acham do salário mínimo de 9 Dólares/hora proposto pela Administração do simpático Obama?

A ideia está na base dum debate que há meses ocupa os media dos americanos.

Os resultados são surpreendentes, sobretudo se a ideia for a economia como uma ciência exacta: na verdade, os economistas não são capazes de decidir qual o efeito da medida sobre o desemprego.

No gráfico à direita, eis o que diz a teoria neo-clássica: o salário mínimo, se posicionado acima do ponto de equilíbrio entre procura e oferta de trabalho, provoca desemprego.

Esta, como afirmado, a teoria neo-clássica: mas o que pensam os economistas?
Eis as respostas do inquérito:

Apenas 34% disseram acreditar que a subida do salário teria um efeito negativo. 32% disseram que não teria ou que o tal efeito não seria mensurável. Uma significativa percentagem (24%) está incerta e 3% não sabem o que dizer.

Mais acentuada é a confiança dos entrevistados acerca da falta de relevância dos efeitos distorcivos da medida:


É de salientar que esta pesquisa chega numa altura em que os Estados Unidos ainda sofrem de uma elevada taxa de desemprego. Ainda assim, dos entrevistados, apenas um apresentou o mais natural dos argumentos neoclássicos:
Se há desemprego, então isso significa que os salários são já muito elevados em comparação com o mercado.

Em contrapartida, outro entrevistado argumentou sarcasticamente:
Sim, conheço a resposta da Econ 101 [o curso universitário de base, ndt], mas a evidência empírica argumenta que o efeito negativo seria entre zero e pequenos.
Em outras palavras, o que está escrito nos livros didácticos tem pouca correspondência com a realidade.


Ipse dixit

Fonte: The University of Chicago Booth School of Business: IGM Forum

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