13 maio 2013

Trabalho: é o princípio que conta

Nos Estados Unidos as coisas melhoram.
Devagarinho, abaixo das expectativas, mas melhoram.

E poderiam melhor ainda mais sem um verdadeiro exército de parasitas que enfraquecem o País.

Quem é este exercito? Simples: as crianças. Este conjunto de pequenos homens e mulheres que nada fazem em prol do bem comum e que limitam-se a sugar o fruto do trabalho dos outros; estes predadores com caras de anjinhos que desperdiçam a riqueza do Estado Federal.

Mas os tempos mudam e finalmente há pessoas que falam: chegou a altura de acabar com estes vampiros em miniatura. Ray Canterbury é um republicano da Virgínia Ocidental que quer enfrentar e resolver o problema. Sem cerimónias, sem medo.
Eu acho que seria uma boa ideia ter crianças que trabalham para os seus almoços: lixo para ser retirado, corredores para ser varridos, relva para ser cortadas, fazê-los ganhar.
Justo. Estes parasitas sentam-se e esperam: sabem que há sempre um coração de manteiga que entrará na escola com uma refeição quente. Uma família em cada duas ainda consegue juntar algo para comer com os Food Stamps, as almas pias sabem disso e as crianças desfrutam estas tristes condições para provocar um sentimento de piedade, ternura, doçura, tudo o que acabar em "-ura".
E comem, de graça.

Mas os pequenos parasitas não tinham feitos as contas com Canterbury, que não baixa os braços perante este truques sorrateiros:
Se eles [os alunos] perderem um almoço ou uma refeição podem não aprender, naquela classe, naquela tarde, a adicionar, podem não perceber o esquema de uma frase, mas vão aprender uma lição mais importante.
Isso mesmo: adicionar é importante, até saber falar pode dar um certo jeito, mas há regras universais que devem ser introduzidas nas cabecinhas dos pequenos aproveitadores desde logo. Só assim podem ser recuperados e, quem sabe, até integrados na sociedade.

E de todas as regras universais, há uma mais universal do que as outras e que corre grande perigo:
Acho que o que estamos a fazer é prejudicar a ética do trabalho e ensinar aos alunos que não têm que trabalhar duro.
É verdade, não há como dar a volta. Uma criança senta-se na cantina da escola e eis que milagrosamente aparece um prato de comida. Qual ideia passará no cerebrinho da criatura? A ideia de viver num mundo dourado, onde não é preciso trabalhar porque há sempre alguém que chega com um prato cheio.

Pior: a criança aprende a manipular os adultos, a fazer-se pequena para comer sem trabalhar. Podemos facilmente imaginar o resto: mais tarde chega a adolescência, a droga, o heavy metal, os assaltos aos bancos, a prisão. 

A prisão? Claro: a criança aprendeu que aí também pode ter almoços grátis também, a criança não é parva.

É um esquema que tem de ser quebrado com urgência; e tudo isto pode ser evitado se a criança aprender desde logo "a ética", que para viver é preciso sofrer: só o trabalho (e "duro", como bem realça Canterbury) dá direitos. Nada de trabalho? Nada de comida, não importa a idade, é o princípio que conta. 

There is no such thing as a free lunch, não existe tal coisa como um almoço grátis, observa Canterbury.
Palavras sagradas dum homem que percebeu tudo.


Ipse dixit.

Fontes: The Washington Post, The State Journal

6 comentários:

  1. Ricardo13.5.13

    Max,

    https://en.wikipedia.org/wiki/Propaganda_Due
    https://en.wikipedia.org/wiki/Gladio

    Relacionados à suas matérias sobre Mani Pulite e Banchiere di Dio...

    É real isso? Soa como uma concretização dos devaneios imaginários iluminati... do tipo : Teorias da Conspiração : baseado em fatos reais... esses artigos seriam os fatos... o site do David Icke e Alex Jones a fição...

    Bizarro...

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  2. Anónimo13.5.13

    É pra rir ou pra chorar? Acho justo que crianças, dentro de uma estrutura familiar, tenha tarefas, bem definidas com o que pode fazer ou não. Mas, inserir no mercado de trabalho?? Daqui a pouco misturar esta idéia com a daqueles pedófilos holandeses e vão querer legalizar a prostituição infantil...

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  3. maria13.5.13

    Olá Max: este fdp que disse isso viveria muito feliz no terceiro mundo onde as crianças são exploradas ao último grau, desde a prostituição infantil, o tráfico de órgãos,o trabalho escravo nas atividades mais ingratas das minas, carvoeiras, nos serviços mais abjetos, onde o desrespeito ao mais débil só se compara ao desrespeito com os animais e velhos pobres.
    Nunca fui contrária a que uma criança tenha atividades cooperativas onde vive, e responsabilidades dentro das suas possibilidades ( a daqui de casa que o diga!). Pelo contrário, acho que isso só enriquece a experiência de vida de uma criança. Mas esse fdp não tem a menor noção que a exploração pelo trabalho compulsório, rotineiro e alienado deveria ser erradicado da humanidade tanto, adulta como infantil, sob pena de transformar a sociedade no que ela já se transformou: uma manada, nada mais!? Abraços

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  4. Anónimo13.5.13

    Max, parabens pela ironia utilizada no texto. Só mesmo com ironia é que se consegue engolir esta teoria.
    Esse imbecil que eu nem conhecia, e cujo nome já esqueci, povalvelmente ainda vai ganhar muitos votos de outros tantos eleitores, eles tambem imbecilizados.

    abraço
    Krowler

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  5. Talvez devessem ficar de fraldinhas Pumpers nas esquinas vendendo o corpo, para este cafetão ver sua carteira recheada e aqueles do judiciário holandês fazerem uma pesquisa de campo e se certificarem se houve consentimento por parte dos pequenos pirralhos de vida fácil. Quem sabe poderão fazer uma consulta popular junto à população adulta sobre o assunto. Deixar ou não deixar a pirralhada da creche rodar bolsinhas e equilibrar as contas do Uncle Sam ou da Tante Merkel. Transformar creches em prostíbulos, uma possibilidade. Dizem que tudo será possível lá pelos idos de 2025. Dizem que celebraremos uniões estáveis entre médicos e ovelhas, o que faria a felicidade do Doc. Doug Ross (Gene Wilder) em EVERYTHING YOU ALWAYS WANTED TO KNOW ABOUT SEX (BUT WERE AFRAID TO ASK).

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  6. Chaplin16.5.13

    O enfoque dado passa obrigatoriamente pela revisão da maior crise da humanidade: a conceitual. Não é simplesmente fazer as crianças trabalharem, mas criar, desde cedo, muito antes de "sofrimentos" como o autor mencionas, algumas valorações que envolvam trocas, reciprocidades, e até mesmo recompensas, mas transcendendo simples relações que envolvam trabalho. E por esse viés, acho que o assunto é muito pertinente. Perguntem-se, de onde vem a tirania infantil?

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