21 outubro 2013

Armas nucleares: os bancos, as empresas, o arsenal

Neste mês de Outubro, foi publicado Don't Bank on the Bomb: a Global Report on the Financing of Nuclear Weapons Producers, uma investigação desenvolvida pela IKV Paz Christi e o ICAN - International Campaign to Abolish Nuclear Weapons.

A primeira é uma organização pacifista católica, presente em mais de 60 Países, enquanto a segunda é uma coligação civil formada por numerosas organizações não governamentais que têm como objectivo a abolição das armas nucleares.

O grupo de Don´t Bank on the Bomb, entre Junho e Setembro de 2013, com a ajuda da consultora holandesa Profundo realizou uma pesquisa financeira, analisando as relações comerciais e os documentos corporativos de bancos e produtores de armas nucleares. Uma pesquisa por enquanto limitada a três grandes áreas geográficas: América do Norte, Europa, Ásia-Oceânia.

O resultado é deprimente: após quase 70 anos da primeira atómica (Hiroshima, Japão, Agosto de 1945), ainda existem cerca de 17 mil armas nucleares e os Países que detêm esta tecnologia planeiam um gasto de 1.000.000.000.000 de Dólares ao longo da próxima década para a actualiza-la e moderniza-la.
Mais de um trilhão de Dólares em dez anos: isso significa 100.000 milhões por ano.

Enquanto o maior parte destes montantes provêm dos bolsos dos contribuintes, o relatório mostra que o sector privado está a investir mais de 314.349.920.000 Dólares nas empresas que produzem ou tratam da manutenção dos arsenais nucleares de França, Índia, Reino Unido e Estados Unidos.

Mas o que significa "sector privado"? Significa uma vasta gama de instituições financeiras que operam no mundo, em particular: bancos, companhias de seguros, fundos de investimento, bancos de investimento, fundos de pensão, agências de crédito e mais ainda. Dada a quantia investida, é óbvio que estas empresas representam um forte entrave perante a possibilidade de eliminar o opção nuclear: as armas "atómicas" são uma fonte de investimentos rentável e com poucas margens de risco.


Os constructores

Antes demais, eis a lista das empresas que trabalham no nuclear. Falamos aqui das sociedades que direcatamente envolvidas na projectação, construção ou manutenção de armas nucleares.
O relatório apresenta os principais protagonistas:
  • Aecom (EUA)
  • Alliant Techsystems (EUA)
  • Babcock & Wilcox (EUA)
  • Babcock International (Reino Unido)
  • BAE Systems (Reino Unido)
  • Bechtel (EUA)
  • Bharat Electronics (Índia)
  • Boeing (EUA)
  • CH2M Hill (EUA)
  • EADS (Holanda)
  • Fluor (EUA)
  • Gencorp (EUA)
  • General Dynamics (EUA)
  • Honeywell International (EUA)
  • Huntington Ingalls (EUA)
  • Jacobs Engineering (EUA)
  • Larsen & Toubro (Índia)
  • Lockheed Martin (EUA)
  • Northrop Grumman (EUA)
  • Rockwell Collins (EUA)
  • Rolls-Royce (Reino Unido)
  • Safran (França)
  • SAIC (EUA)
  • Serco (Reino Unido)
  • Thales (França)
  • ThyssenKrupp (Alemanha)
  • URS (EUA)
Nomes conhecidos e outros que podem não dizer muito.
Boeing e Lockheed Martin (aviões), Honeywell (electrodomésticos), Rolls Royce (automóveis de luxo), ThyssenKrupp (siderurgia) são os mais mediáticos mas, como as outras 22 empresas desta lista, estão directamente envolvidas na produção e manutenção de armas nucleares. E cada uma dela pode contar com o apoio de dezenas de bancos oriundos de vários Países.

Como exemplo, eis o caso do grupo Northrop Grumman (EUA).
A lista dos financiadores do grupo é a seguinte:
Abu Dhabi Commercial Bank (United Arab Emirates), Allianz (Germany), American Century Investments (United States), Ameriprise Financial (United States), ANZ Banking Group (Australia), AQR Capital Management (United States), Aronson Johnson & Ortiz (United States), Aviva (United Kingdom), AXA (France), Bank of America (United States), Bank of Montreal (BMO Financial Group) (Canada), Barclays (United Kingdom), BayernLB (Germany), Blackrock (United States), BNP Paribas (France), BNY Mellon (United States), Capital Group of Companies (United States), Charles Schwab Investment Management (United States), Citi (United States), Crédit Suisse (Switzerland), Danske Bank (Denmark), Deutsche Bank (Germany), Dimensional Fund Advisors (United States), Drexel Hamilton (United States) , First Eagle (United States),  Franklin Resources (United States) , Geode Capital Management (United States), Goldman Sachs (United States), Groupe BPCE (France), Gulf Bank (Kuwait), Hotchkis and Wiley Capital Management (United States), Intesa Sanpaolo (Italy), Invesco (United States), Janus Capital Group (United States), JP Morgan Chase (United States), Lloyds Banking Group (United Kingdom), Longview Partners (United Kingdom), LSV Asset Management (United States), Macquarie Group (Australia), Managed Account Advisors (United States), Mischler Financial Group (United States), Mitsubishi UFJ Financial (Japan), Mizuho Bank (Japan), Morgan Stanley (United States), New York Life Insurance Company (United States), Northern Trust (United States), Old Mutual (United Kingdom), PNC Bancorp (United States), Power Corporation of Canada (Canada), Prudential (United Kingdom), Prudential Financial (United States), Pzena Investment Management (United States), Royal Bank of Scotland (United Kingdom), Schroders (United Kingdom), Scotiabank (Bank of Nova Scotia) (Canada), State Street (United States), Sumitomo Mitsui Banking (Japan), Sun Life Financial (United States), SunAmerica Asset Management Corporation (United States), SunTrust (United States), TIAA-CREF (United States), UniCredit (Italy), US Bancorp (United States), Vanguard Group (United States), Wellington Management Company (United States), Wells Fargo (United States), Williams Capital Group (United States).
E este é apenas um exemplo...
A lista dos piores

Passamos aos elenco dos nomes de quem financia. E desde já: poucas surpresas.

A componente mais consistente é representada pelas instituições financeiras com base nos Estados Unidos (mais de 165 em 298) que, somados às nove do Canadá, têm movimentado quase 223 biliões de Dólares. As instituições baseadas na Europa são 65 e totalizam um financiamento de mais de 73 biliões de Dólares; temos 47 instituições da Ásia e da Oceânia (17 biliões), 10 no Médio Oriente (um total de 958 milhões) e uma na África, com cerca de 6,2 milhões de Dólares.

Em outros Países, tal como Rússia, China, Paquistão e Coreia do Norte, a modernização das forças nucleares é realizada principalmente ou exclusivamente por órgãos do governo, portanto as instituições financeiras desses Países não foram tidas em conta.

As dez instituições que mais dinheiro injectaram nas empresas ligadas ao nuclear (com empréstimos, adquisição de títulos, doações) são todas baseados nos Estados Unidos e são:
  1. State Street (20,4 biliões de Dólares)
  2. Capital Group of Companies (19,5 biliões)
  3. Blackrock (19, 3 biliões)
  4. Vanguard Group (13,7 biliões)
  5. Bank of America (12,2 biliões)
  6. JP Morgan Chase (11,9 biliões)
  7. Evercore Partners (8,6 biliões)
  8. Citibank (8,2 biliões)
  9. Goldman Sachs (6,6 biliões)
  10. Fidelity Investments (6,2 biliões de dólares)
É importante realçar como estes não sejam todos os bancos que financiam a produção de armas nucleares, mas apenas os que mais investem no sector.
E enquanto os bancos são representados por nomes bem conhecidos, as outras instituições costumam ser notas apenas a um restrito grupo de operadores do sector. Todavia falamos aqui de autênticos "gigantes", com dezenas de milhares de empregados e lucros de vários biliões de Dólares por ano.

A State Street, por exemplo, é baseada em Boston, tem 30 mil empregados, opera no sector dos fundos de investimento, fundo pensões (públicos e privados), seguros e organizações não governamentais (as ONG). Em 2010 (últimos dados disponíveis) acumulou receitas por 8.953 biliões de Dólares, com um lucro de 1.556 biliões.

Mas a força destas empresas não está limitada aos números dos orçamentos: nos conselhos de administração das sociedades é possível encontrar elementos que jogam em mais mesas ao mesmo tempo. É o conflito de interesses que abrange a maior parte das grandes empresas e corporações: pessoas que dirigem sociedades tendo paralelamente ligações com outras instituições privadas e públicas (governo, universidades, bancos centrais...), criando uma densa rede de interligações de alto nível. Um emaranhado doentio feito de poder, política, dinheiro.

A lista dos maus

Uma vez estabelecidos quais os piores, temos uma lista muito comprida de empresas más. São instituições pesadamente envolvidas no financiamento do sector nuclear, apesar de não alcançar os "excessos" dos dez piores (que estão presentes nesta segunda lista também).

Uma nota (importante) acerca da metodologia utilizada na pesquisa.
Asa empresas foram analisadas tendo como bases os relatórios de contas anuais, os registos das Bolsa de Valores, publicações especializadas e bancos de dados do sector (Thomson ONE, Bloomberg).

Para todos os financiamentos objecto de estudo foram identificadas as seguintes informações:
  • O nome da empresa que recebe financiamento;
  • Tipo de financiamento (empréstimo, garantia, emissão de acções, emissão de títulos, participação accionária , propriedade de títulos);
  • O valor total;
  • A data;
  • O objectivo (quando conhecido);
  • Para empréstimos e títulos: prazo e taxa de juros;
  • Nome e País de origem das instituições financeiras envolvidas;
  • Os valores fornecidos por cada instituição financeira.
Portanto, a lista apresentada inclui apenas as instituições financeiras para as quais sejam respeitados os citados critérios e que tenham significativas relações de financiamento com uma ou mais das 27 empresas productora de armas nucleares.

A lista é muito comprida:
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A lista dos bons

Don't Bank on the Bomb apresenta não apenas "os maus" (muitos, como vimos) mas também "os bons": são estes as instituições financeiras que decidiram oficialmente excluir os investimentos no sector das armas nucleares.

São poucos? Pouquíssimos: apenas 12.
Mas vale a pena lembrar quais os nomes:
  • ASN Bank (Banco Ético, Holanda)
  • Banca Etica (Banco Ético, Italia)
  • Fonds de Compensation (Participação pública, Luxemburgo)
  • Folksam (Privado, Suécia)
  • KPA Pension (Privado, Suécia)
  • New Zealand Superannuation Fund (Participação pública, Nova Zelândia)
  • Philips Pension Fund (Privado, Holanda)
  • PNO Media (Privado, Holanda)
  • J. Safra Sarasin Bank (Privado, Suíça)
  • Spoorwegpensioenfonds (Privado, Holanda)
  • Storebrand Group (Privado, Noruega)
  • Triodos Bank (Banco Ético, Holanda)
São 12, em todo o mundo.
Pois.

A lista dos quase-bons

Há depois outra lista: esta reúne as instituições financeiras que decidiram oficialmente excluir os investimentos no sector das armas nucleares, mas cujos desempenhos não reflecte em pleno o bom propósito.

São estas instituições que não respeitam uma das seguintes condições:
  • nenhuma excepção para quaisquer tipos de empresas de armas nucleares
  • nenhuma excepção para quaisquer tipos de actividades por parte das empresas de armas nucleares
  • nenhuma excepção para qualquer tipo de financiamento ou de investimento por parte da instituição financeira
Na prática, são empresas que "oficialmente" não financiam os constructores de armas nucleares mas que, na verdade, apresentam uma ou mais excepções que constituem um financiamento, seja ele directo ou indirecto. Por isso: quase-bons.

Também neste caso não são muitos:
  • ABN Amro (Holanda)
  • Belfius Bank (Bélgica)
  • Co-operative Bank (Reino Unido)
  • DNB (Noruega)
  • Delta Lloyd (Holanda)
  • Government Pension Fund Global (Noruega)
  • ING (Holanda)
  • KBC (Bélgica)
  • KLP (Noruega)
  • NIBC (Holanda)
  • Nordea (Suécia)
  • Pensioenfonds APF (Holanda)
  • Pensioenonds Horeca & Catering (Holanda)
  • PGGM (Holanda)
  • Rabobank (Holanda)
  • Royal Bank of Canada (Canada)
  • SNS Reaal (Holanda)
  • Swedbank (Suécia)
  • Syntrus Achmea (Holanda)
  • UniCredit (Italia)
O arsenal

O relatório conclui com uma tabela que tenta quantificar a dimensão do arsenal nuclear do planeta.
"Tenta" pois nem sempre são disponíveis dados oficiais: é o caso e israel, que nunca reconheceu a posse de armas nucleares, apesar deste ser um facto além de razoáveis dúvidas.

Eis a explicação dos acrónimos utilizados nas tabelas:

ICBM: míssil balístico intercontinental
MRBM: míssil balístico de médio alcance
SRBM: míssil balístico de curto alcance
SLBM: míssil balístico lançado de submarino
LACM: míssil cruzeiro lançado de navio
ALCM: míssil cruzeiro lançado de submarinos
GLCM: míssil cruzeiro lançado de terra
SRAM: míssil de curto alcance
CDM: míssil de defesa costeira
ADM: munição demolidora atómica

Com o termo Gravity Bomb indica-se a clássico bomba em queda livre lançada dum avião.

Eis a lista dos arsenais nucleares em ordem alfabética:

China

As estimativas sugerem que a China tenha actualmente cerca de 170 ogivas nucleares, incluindo cerca de 110 mísseis nucleares operacionais e cerca de 60 ogivas armazenadas para os mísseis balísticos lançados por submarinos e bombardeiros.
Cada míssil balístico carrega uma única ogiva.

É difícil estimar o custo do arsenal nuclear da China. No entanto, assumindo que o Páis mantém consistentemente 5% da despesa militar para o programa de armas nucleares, a China deve ter gasto entre 4.5 e 9 bilhões de Dólares no seu programa nuclear para 2011.

Um recente relatório da organização Global Zero estima os custos neste âmbito em 7,6 biliões.

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Estados Unidos 

Estimativas independentes colocam o número total de armas nucleares no arsenal activo em 4.650 unidades. Estas estimativas indicam também a existência de cerca de 3.000 ogivas "aposentadas", um número desconhecido das quais podem ser reactivadas.
Os EUA dispões de 500 armas nucleares não-estratégicas, 200 das quais implementadas em bases aéreas na Nato no estrangeiro.

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França

A França possui cerca de 300 ogivas nucleares, 290 dos quais operacionalmente activas ou activáveis no curto prazo. Tem 40 aeronaves equipados com armas nucleares (por uma total de 40 mísseis) e quatro submarinos com mísseis balísticos de longo alcance (pelo menos dois dos sempre operacionais).

O governo francês indicou um gasto de cerca 4.6 biliões de Dólares para as suas forças nucleares cada
ano, apesar dum recente relatório de Global Zero estimar que o custo total em 2011 foi de aproximadamente 6 biliões.

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Índia

Estima-se que a Índia tenha entre 80 e 100 ogivas nucleares. Está também em desenvolvimento uma gama de veículos de lançamento, de terra e de mar.

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Israel

As estimativas sobre o arsenal israelita baseiam-se na capacidade do reactor nuclear perto Dimona. Os especialistas estimam que as ogivas nucleares possam variar entre um mínimo de 60 até um máximo de 400. No geral, é frequentemente apontado 200 como o total mais provável.

O país também dispõe de meios de lançamento aéreos, terrestres e marinhos.

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Paquistão

Estima-se que o O Paquistão detenha actualmente entre 90 e 110 armas nucleares, de curto, médio e longo alcance, todos em vários estádios de desenvolvimento (mísseis móveis ar-ar). Nos últimos 5 anos desenvolveu também uma nova geração de mísseis balísticos.

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Reino Unido

Em Setembro de 2010, o governo do Reino Unido anunciou que tinha "não mais de que 225" ogivas nucleares Trident e que estes seriam reduzidos para "não mais do que 180" até 2025.
O único sistema de lançamento é Trident D5, "alugado" dos Estados Unidos.

Até 2010, cada um dos submarinos da classe Vanguard transportava cerca de 12 D5 mísseis operacionais, que deverão ser reduzidos para oito ao longo dos próximos anos.

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Rússia

Segundo as estimativas, a Rússia possui cerca de 11.000 armas nucleares: 2.430 estratégicas e cerca de 2.000 ogivas não-estratégicas que são consideradas operacionais, mais 3.000 estratégicas e até 3.300 não estratégicas à espera de serem desmanteladas.

Os veículos de lançamento incluem mísseis balísticos de cinco tipos diferentes, num total de cerca 1.000 ogivas. Há depois nove submarinos que transportam 16 mísseis cada (além de dois submarinos que estão prestes a entrar em serviço) e 67 bombardeiros capazes de transportar cerca de 800 mísseis de longo alcance.

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Ipse dixit.

Fonte: Don't Bank on the Bomb: a Global Report on the Financing of Nuclear Weapons Producers
(ficheiro Pdf, inglês), ICAN

5 comentários:

  1. Fiquei até triste por não haver nada dos EUA na lista dos bons e nem dos quase bons.
    Mas se houvesse um governo mundial disposto a redirecionar todo esse financiamento , força de trabalho, além do material, para promover CONFORTO a todos os homens humanos e recondicionar a natureza, teríamos um novo mundo e talvez a possibilidade de colonizar Marte.
    O sapo não lava o pé . . .

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  2. Olá Max: o cinismo humano é notável! Está todo mundo envolvido nos "negócios", e se perguntarem aos negociantes, a maioria vai se manifestar contrário ao armamento nuclear, e até organizar campanhas a favor da paz. Por sinal as forças militares de guerra são denominadas forças de paz. Abraços

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  3. anónimo 5621.10.13


    SHANERRAI,

    Colonizar Marte!!!

    Chega a anormalidade deste planeta, onde esta humanidade doentia se auto destrói, em nome do egoísmo, ganância, racismo, degeneração sexual, violência, etc. etc....

    Exportá-la para outros Mundos!!!

    Não me parece boa ideia!







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  4. Realmente não é, seria necessário uma grande mudança primeiro.
    A idéia de colonizar Marte é só um otimismo de um sonhador.

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  5. Obrigado por tao boa informação acessivel.
    Tanta propaganda oca contra o Irão, Iraque, Siria e o minusculo Isarel tem mais armas nucleares que todos excepto Russia, EUA e França.
    Ainda há que acredite em bruxas. Eu nãoacredito mas que as há há.

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