24 outubro 2013

Geopatía e rádon

Quando os primeiros grupos nómadas se tornaram sedentários, começaram a desenvolver um especifico conhecimento ligado à terra: alguns lugares eram "bons" para construir casas e criar animais, outros eram "maus". Na altura não havia os instrumentos para determinar a causa destas diferenças, mas tudo era baseado na observação: em alguns lugares, o gado, por exemplo, ficava doente, em outros não.

Também os Romanos conheciam a questão: escolhiam um local sobre o qual construir de acordo com a exposição ao sol, os ventos, na proximidade de água (mas não parada), protegido por trás e aberto na parte da frente. Então, traziam os seus rebanhos para pastar ao longo de dois meses: a observação do estado de saúde dos animais e a análise dos fígados destes após a estadia no local, determinava a escolha.

Pergunta: por qual razão os animais que estacionavam em determinados terrenos ficavam doentes? Como é que a terra, que na Antiguidade não era poluída por produtos químicos, representava um perigo para a saúde dos seres humanos e dos animais? Quais segredos estão escondidos no subsolo?

Mais de cinquenta anos atrás, alguém identificou a ligação entre as patologias e as radiações telúricas: eram o dr. Ernst Hartmann, um médico alemão, e o engenheiro Curry, austríaco. Na altura, os estudos deles não foram encarados de forma séria; também porque, verdade seja dita, os dois tentaram explicar o fenómeno com uma alegada "grelha" que percorre o planeta todo, grelha na qual seria possível encontrar alguns nós de perturbação (os "nós de Curry"), coisa que nunca foi demonstrada. Todavia, introduziram o conceito de Geobiologia e Geopatia.

A Geopatía (derivada da Geobiología) representa uma doença ou um distúrbio ou alteração biológica causada pela radiação natural ou artificial, que determina uma mudança da polaridade celular alterando o sentido de rotação membrana celular externa e interna. A polaridade magnética é um fenómeno bem noto: a presença de stresse geopático pode causar uma inversão da polaridade celular (tal como demonstrado com instrumentação científica pelos Nobel Neher e Sakman em 1991 e Rod Mac Kinen em 2002.

A ligação entre stress e câncer geopático foi confirmado pelo relatório do 8 º Congresso Internacional de Defesa Biológica do Câncer, em 1999, congresso que contou especialistas internacionais de câncer como Ulrike e Reimar Banis. Estes médicos declararam que o mecanismo da radiação nos seres humanos (cujos efeito tinham umas latências que variam de dois-três anos de até 30 anos ou mais) é muitas vezes manifestado pelo aparecimento de cancro. Decisivo para a acção patogénica é permanecer durante várias horas consecutivas em pontos radiantes sem mover o corpo: tal como acontece numa cama ou numa estação de trabalho sedentário.

A grelha de radiação de Hartmann e Curry nunca foi encontrada e se calhar nem existe. Poderia existir? Poderia, mas a realidade é que até hoje não foi detectada se não com meios empíricos.  Existe, todavia, a emissão de gás radioactivo que provoca o cancro: do terreno pode realmente haver a emissão de algo que atinge a saúde do homem e dos animais, tal como tinham percebido os povos antigos.
A ameaça tem um nome: rádon. E o rádon mata, este é um facto.

O rádon

O rádon é um gás radioactivo descoberto em 1898, que pode ter efeitos letais no homem e nos animais: mais de 21.000 seres humanos morrem a cada ano nos Estados Unidos por causa dele, enquanto outras estimativas dão como 30.000 os mortos na Europa. 

O rádon encontra-se em determinados terrenos e até nos materiais de construção: rochas de lava, tufo e alguns granito. Mas também pode estar presente em algumas rochas sedimentares, como o mármore e as margas e também nos depósitos naturais de água subterrânea.

A continua exposição provoca o surgimento do cancro do pulmão: o rádon é hoje reconhecido como a segunda causa ambiental de morte nos EUA, Reino Unido e França.

A emissão de rádon é um fenómeno natural e não pode ser travada. Isso significa também que os efeitos do gás somam-se aos da radiação produzida pela nossa tecnologia: por exemplo, a utilização de telemóveis ou as radiações emitidas pela televisão.

O problema é que detectar este gás não e simples. É altamente volátil, não reage com outros elementos, é invisível e não tem cheiro. Pelo que, uma vez emitido pelo terreno, é fácil que possa acumular-se nas casas, até atingir concentrações perigosas; em particular nos ambientes com pouca ventilação e nos meses invernais.

Prevenção e protecção

Antes de mais, é possível pedir uma medição de rádon: é suficiente contactar a autoridade sanitária
responsável pela nossa zona.

Como vimos, o rádon é um gás volátil: isso significa que dispersa-se com facilidade. Portanto, a ventilação dos ambientes é uma medida simples e com resultados positivos. Como o gás  costuma infiltrar-se a partir da base da casa, a ventilação deverá interessar sobretudo os planos baixos ou até enterrados.

Além dos 1000 Bq/m, todavia, a ventilação não é suficiente. Por isso é precisa uma medição com instrumentos específicos: para poder estabelecer qual o nível de risco.

No caso sejam necessárias, estão disponíveis camadas protectoras que podem ser posicionadas de forma a evitar a contaminação. Como medida mais séria (nos casos mais grave) é possível aspirar o ar do subsolo com tubos de drenagem.


Ipse dixit.

Fontes: Scienza e Conoscenza, Wikipedia (versão inglesa), La Stampa, Istituto Superiore per la Prevenzione e la Sicurezza sul lavoro - Guida per il cittadino: il Radon (ficheiro Pdf, italiano)

1 comentário:

  1. excelente. andar para trás faz-nos vercomo em algumas matérias fomos por caminhos tortos. Perder todos os bens por cheia ou incendio gigante é uma prova da nossa irresponsabilidade.

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