12 novembro 2013

Alimentação: os aditivos

E continuemos a falar de saúde: afinal, o satélite caiu numa zona desértica, temos que festejar e valorizar o nosso bem estar. Pelo menos até o próximo satélite.

Já falámos de colorantes e aditivos. Alguns são inócuos, outros fazem mal (e nalguns Países até são proibidos).

Cada um dos nós está exposto às toxinas numa base diária. Sabe-se agora que há muitas substâncias tóxicas e poluentes que propagam-se no ar, na água e nos alimentos, transmitidas pela radiação electromagnética ou nuclear, que têm efeitos prejudiciais na nossa saúde e nas nossas mentes, num efeito sinérgico negativo que atinge a mente e o corpo.

Apesar da atenção que podemos prestar, muitas vezes não lembramos que as empresas de alimentos, no geral, podem fazer uso de cerca de três mil aditivos com o objectivo de embelezar, manter "fresco" o aspecto, melhorar a cor ou o sabor, tornar sólidos os alimentos.

Cada um de nós nem pode dizer ao certo quais substâncias utilizadas como aditivos alimentares ou conservantes experimentou, e isso apesar das mesmas substâncias serem utilizadas para outras finalidades, não necessariamente ligadas à alimentação. É o caso do formaldeído (utilizado ​​para retardar a decomposição dos cadáveres) dos compostos de alumínio (têm um efeito antitranspirante), do propileno glicol (solvente  para tintas).

Engolimos tudo alegremente.

A agência governativa Food and Drug Administration dos Estados Unidos mantém uma lista de mais de 700 aditivos alimentares que são geralmente reconhecidos como seguros. De acordo com a FDA , os aditivos que tenham sido demonstrados como tóxicos são usados ​​apenas num percentagem reduzida na preparação dos alimentos: por esta razão, a FDA aprovou muitos aditivos que foram então reconhecidos como prejudiciais, por exemplo o ciclamato, um adoçante artificial usado nos anos '50 e '60, que mais tarde foi proibido porque causa de cancro .

O problema da normas da FDA é mesmo este: ao longo do dia, nós não absorvemos apenas uma quantidade mínima de uma substâncias, mas somos expostos a várias substâncias em simultâneo. Sem contar que, no caso dos grandes consumidores dum único produto, pode ser atingido o limite máximo diário da assumpção.

Vamos portanto apresentar uma lista actualizada dos aditivos que deveriam ser evitados. "Deveriam"; pois muitas vezes adquirimos um produto sem nem espreitar quais os ingredientes nele contidos, confiando na reconhecida "bondade" da marca ou porque vítimas da publicidade.

16 dos mais perigosos aditivos alimentares

1. Os adoçantes artificiais
Os mais populares são o aspartame e a sacarina. O aspartame é uma neurotoxina associada a menor QI (o quociente de inteligência), tumores cerebrais, esclerose múltipla, fadiga crónica e fibromialgia. A sacarina está relacionada com o ganho de peso e o cancro bexiga.
Alternativa natural e saudável: stevia.

2. Bromato de potássio
Aumenta o volume das carnes, mas é conhecido por causar câncer; também pequenas quantidades podem ser perigosas para os seres humanos. É proibido na Europa, no Canadá, no Brasil, no Peru e na China.

3. Olestra
É um substituto da gordura natural, provoca diarreia e interfere com a capacidade do organismo de absorver nutrientes vitais. É proibido no Reino Unido e no Canadá.

4. Óleo vegetal bromado
Ajuda a preservar o sabor do cozido, mas acumula-se no corpo e provoca problemas de memória e relacionados com os nervos. É proibido em 100 Países

5. Corante caramelo
Em alguns casos pode ser produzido com amônia, classificada como causar de câncer.

6. Glutamato monossódico
É um exaltador de sabor, provoca dores de cabeça, náuseas e obesidade.

7. Xarope de milho rico em frutose (Xarope de frutose)
É um edulcorante, principal fonte de calorias nos Estados Unidos. Aumenta o colesterol "mau" e contribui para o aparecimento do diabetes.

8. Parabenos
Utilizados para evitar fungos e mofo, podem perturbar o equilíbrio hormonal, estão ligados à baixa contagem de espermatozóides e à produção de testosterona. É também presente nos tecidos do câncer de mama.

9. Dióxido de enxofre
Um conservante. Destrói as vitaminas B1 e E, está associado aos problemas bronquiais. O dióxido de enxofre e os seus derivados são utilizados ,apesar da elevada toxicidade, como aditivo alimentar em muitas áreas, em particular na produção de vinho.

Mas é possível encontra-lo também no bacalhau, camarões, enlatados, mariscos frescos ou congelados, nozes, produtos de conserva, azeite, compotas, vinagres, bebidas à base de suco de frutas, cogumelos secos, farinha e flocos de batata, saladas (é utilizado sob forma de spray para manter um aspecto fresco).

10. E20 butylated hydroxyanisole (BHA) e butil-hydrozyttoluene (BHT)
São conservantes, formam compostos que uma vez no organismos provocam o câncer. Proibido na Europa e no Japão. O butil foi o primeiro antioxidante sintético: é uma mistura de substâncias estáveis​​, insolúvel em água, à qual são adicionados outros aditivos, antioxidantes, e que pode ser encontrada em bolos, biscoitos, derivados de cereais, molhos, molhos e sopas prontas, nozes, leite em pó, flocos de batata, aromas alimentares, etc.

Acerca deste aditivo existem opiniões divergentes sobre o seu real grau de toxicidade: alguns especialistas não descartam que o butil-hydroxyanisole possa ser cancerígeno ou estar envolvido num processo de  mutação genética, enquanto outros não concordam, argumentando que os experimentos foram realizados em ratos e não em humanos.

Mas apesar das questões citadas, é verdade que o butil-hidroxianisol contribui para aumentar os níveis de colesterol e os lípidos no sangue, tal como promove a formação de enzimas gástricas no fígado, estimulando a destruição de outras substâncias como a vitamina D.

11. Nitrato de sódio/nitrito de sódio
Os nitratos e nitritos são compostos nitrogenados derivados da decomposição de substâncias orgânicas. São componentes essenciais dos fertilizantes naturais, mas são obtidos através de um processo químico e são utilizados tanto para a produção de fertilizantes utilizados na agricultura, quanto como aditivos alimentares. São substâncias conservantes, altamente cancerígenas, uma vez que no interior do corpo parecem te rum efeito particularmente tóxico para o fígado e o pâncreas.

12. Sulfito de sódio
Um conservantes. Relacionado à asma, dores de cabeça, problemas respiratórios e irritações cutâneas .

13. Óleo vegetal parcialmente hidrogenado
Conservante multiusos e agente de solidificação, reduz o colesterol "bom", aumenta o colesterol "mau"ruim e aumenta o risco de ataque cardíaco, os acidente vasculares cerebrais e o diabetes.

14. Azodicarbonamida
Agente de branqueamento de farinha, ligado à asma. Banido na Austrália, Reino Unido e Europa.

15. Corantes alimentares
Variantes: Azul, Vermelho, Verde e Amarelo. Ligados aos problemas comportamentais e baixo QI das crianças (eu devo ter comido muitos corantes na infância...).
  • Azul # 1 (Azul Brilhante). Existe um estudo que sugere a possibilidade de que o Azul #1 cause tumores nos rins dos ratos. Encontra-se: nos produtos de panificação, bebidas, sobremesas, doces, cereais, medicamentos e outros produtos.
  • Azul # 2 (Anil). Provoca uma incidência significativa de tumores, especialmente gliomas cerebrais em ratos machos. Encontra-se: em bebidas coloridas, doces, rações animais, outros alimentos e medicamento.
  • Vermelho # 2 (Vermelho 2G). É tóxico para os roedores em níveis modestos e causa tumores da bexiga e em outros órgãos. Presente nas cascas de laranjas das Florida.
  • Verde # 3 (Verde Rápido). Tem provocado um aumento significativo dos tumores da bexiga e dos testículos nos ratos machos. Presente: em medicamentos, produtos de higiene pessoal, cosméticos (excepto para a área dos olhos), doces, bebidas, sorvetes, gelados, batons.
  • Red # 3 (Eritrosina). Reconhecida em 1990 pela FDA como uma substância cancerígena nas tiróides dos animais, é proibida nos cosméticos e medicamentos para uso externo. Presente: medicamentos de via oral, cerejas maraschino, assados.
  • Vermelho # 40 (Vermelho Allura AC). Este é o corante mais amplamente utilizado. Pode acelerar o aparecimento de tumores do sistema imunitário dos ratos. É também causa de reacções de hipersensibilidade (alergias) nalguns consumidores e pode provocar hiperactividade nas crianças. Presente: nas bebidas, assados​​, sobremesas, doces, cereais, medicamentos e cosméticos.
  • Amarelo # 5 (Tartrazina). Provoca reacções de hipersensibilidade às vezes grave e pode causar hiperactividade e outros efeitos comportamentais nas crianças. Presente: nos alimentos para animais, vários produtos de panificação, bebidas, sobremesas, doces, cereais, gelatina de sobremesas e muitos outros alimentos, bem como produtos farmacêuticos e cosméticos.
  • Amarelo # 6 (Amarelo-Laranja S). Provoca tumores supra-renais nos animais e reacções graves de hipersensibilidade. Presente: nos assados, cereais, bebidas, sobremesas, doces, doces da geleia, salsichas, cosméticos e medicamentos.
As variantes: Azul # 1 e # 2, Vermelho # 3 e # 40 e Amarelo # 6 estão relacionadas aos problemas comportamentais e baixo QI nas crianças.

6. Aditivos Alimentares Indirectos
São substâncias não adicionadas directamente aos alimentos mas que mesmo assim acabam no produto final: embalagens de plástico, pesticidas, antibióticos, metais pesados ​​(incluindo o arsénico), hormonas sintéticas injectadas nos animais.

Lembro outro artigos dedicados ao problema da alimentação e as substâncias nocivas:
Alimentação: o plástico, o peixe, os nobres...
Alimentação: comida podre e saborosa
Alimentação: o wurstel
Alimentação: o kebab
Alimentação: a água
Alimentação: algumas coisas interessantes
Alimentação: O nosso veneno quotidiano
O Dactylopius não é para todos
Dieta e tumores: um estudo
Aspartame e câncer: as provas
McDonald's: a imortalidade do Happy Meal
Coca-Metilimidazol e Pepsi-4-MEI


Ipse dixit.

2 comentários:

  1. Uma dúvida, Max: sobre os chamados produtos alimentícios diet. Os nutricionistas indicam para o tratamento da obesidade. Nunca gostei...não uso. Gostaria de saber sobre tais substâncias.Se tiveres paciência... Abraços

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  2. As reportagens que têm mostrado e denunciado as "ligações" entre os peritos e pareceres da Efsa e a industria devia ser do conhecimento de todos os que querem perceber que cautelas e caldos de galinha nuca fizeram mal a ninguem . Isto dizia a minha avó sessenta anos atras e nem sabia ler; só que com os anos acho que ela tinha muita sabedoria ainda hoje util.

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