04 dezembro 2013

O gélido aquecimento

Mais um capítulo na saga do Global Warming, o Aquecimento Global.

Aliás, dois capítulos: O Gelo da Rainha e os Termómetros do Gelo.

O Gelo da Rainha

O Aquecimento Global avança. Demonstração: o Inverno 2013 foi o mais frio dos últimos 200 anos no Reino Unido. Qual Inverno? O passado, no começo do ano, e o presente, agora.

Do outro lado da Europa, o cientista russo Dr. Habibullo Abdussamatov, do Observatório Astronómico Pulkovo de São Petersburgo, pinta um cenário apocalíptico: o recente frio simplesmente prova que estávamos na direcção dum planeta congelado.

Nada mais, nada menos.

E o Global Warming? Esqueçam, diz Abdussamatov: a Terra encontra-se num estado "avançado para uma inevitável e profunda queda das temperaturas", algo que na Europa não se vê desde a Pequena Idade do Gelo, entre 1650 e 1850.

Continua Abdussamatov:
A última redução global da temperatura, a fase mais fria da Pequena Idade do Gelo, foi observada na Europa, América do Norte e Gronelândia. Todos os canais na Holanda ficaram congelados, o gelo encontrava-se avançados na Gronelândia e as pessoas foram forçadas a deixar os seus assentamentos, habitados por vários séculos.
O rio Tamisa, em Londres, e o Sena, em Paris, ficaram congeladas ao longo de cada ano. A humanidade sempre foi próspera durante os períodos quentes e em sofrimento durante os frios. Mas o clima nunca foi e nunca será estável.
UK, Dezembro 2013: o Aquecimento
O tempo miserável na Inglaterra do passado Inverno tem sido atribuído a dois episódios de alta pressão.

Resultado: -11Cº em algumas localidades da Escócia, do País de Gales e até da Inglaterra.
Steven Keates, técnico do Meteorological Office, o serviço de meteorologia do Reino Unido:
O clima é excepcional, particularmente frio e de forma particularmente prolongada.
O turismo britânico conta as perdas: dezenas de milhões de Libras.

Não há dúvida: é Global Warming.
Querem mais provas?

Os Termómetros do Gelo

Dúvida: porque será que as temperaturas no Árctico não sobem como previsto pela teoria do
Aquecimento Global?

Os cientistas do Meteorological Office e da Climatic Research Unit da Universidade do East Anglia, tendo apenas dados esporádicos acerca do Polo, assumiram que os seus cálculos estavam errados e que  o Árctico, na realidade, estava a aquecer tão rapidamente como o resto do mundo.

Esta já é uma posição científica de todo respeito: temos poucos dados, por isso vamos harmoniza-los com o resto do planeta.

Clicar para ampliar!
Mas agora eis a novidade: um novo estudo, realizado por dois pesquisadores que nem cientistas do clima são (mas não importa, por aqui somos todos estúpidos, para nós é suficiente ler "pesquisadores" e ficamos impressionados), é visto como um dos mais importantes documentos acerca do Aquecimento Global.

Kevin Cowtan, da Universidade de York, e Robert Way, da Universidade de Ottawa, usaram uma técnica estatística para extrapolar os dados das temperaturas via satélite. Resultado: não apenas o Árctico aquece, mas aquece bem mais do que o resto do planeta!

Pior: se estas "novas" temperaturas do Polo forem incluídas nas estimativas da temperatura global, então o aumento global médio passou de 0.05Cº para 0.12Cº por década.

Então, o Inverno tão frio no Reino Unido?

Simples: como explicado por outros pesquisadores, as camadas mais profundas dos oceanos estão a aquecer muito mais depressa do que a superfície do planeta, retirando calor da atmosfera para armazena-lo nas profundezas dos mares.

Como podemos observar, tudo pode ser explicado: é só ignorar os dados não conformes e propor novas teorias, o resto vem sozinho.

E paciência se revistas notoriamente terroristas como Focus, edição da Alemanha, explicam que nos últimos 15 anos não houve aquecimento nenhum, que o Sol aquece menos porque se encontra no período de mais baixa actividade dos últimos 100 anos, que pesquisadores também alemãos prevêem cada vez mais frio, se a Pequena Idade do Gelo do séc. XVI foi precedida por uma período de aquecimento (entre os anos 900 e 1400) como o nosso.

A realidade é que nenhuma destas ninharias pode travar o Global Warming


Ipse dixit.

Fontes: Express, The Independent, Focus (edição da Alemanha)

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