18 janeiro 2013

Aviso aos navegantes

Nas próximas duas semanas (mais ou menos) as publicações do blog irão sofrer algumas alterações em termos de horários. É provável que nalguns dias não haja publicação nenhuma.

Isso dever-se-á ao facto do Max (que sou eu) encontrar-se em terras longínquas, habitadas por pessoas primitivas, violentas, que mal conhecem a palavra "internet": fala-se aqui das tribos italianas, claro.

Peço desculpa desde já pelo incómodo.
Lado positivo: se conseguir, vou enviar algumas notas e impressões directamente recolhidas entres as tribos locais.
Se não conseguir: não.

Obrigado.

Max  

Portugal e Grécia: democracia e fumo

Dois Países, duas notícias.
Começamos com o caso português.


Portugal: Democracia em perigo

A Democracia foi posta hoje em sério perigo por um grupo de estudantes que, contrários às medidas anunciadas pelo governo no âmbito da Educação, decidiram ocupar uma escola na cidade de Braga.
Sabemos como funcionam estas coisas: de manhã ocupas uma escola, à tarde o Parlamento, à noite mudas o hino e a bandeira do País.
É o caos.

Para boa sorte, as Forças do Bem já estavam em alerta e atacaram os perigosos subversivos com o gás pimenta. Um dos jovens terroristas recebeu tratamento hospitalar.

A intervenção da polícia foi precisa: não havia montras partidas ou carros em chamas, nada de pedras contra os agentes. Mas, como afirmado: antes a escola, depois o parlamento, em breve é o fim.

No meu tempo as escolas ocupavam-se um dia sim e um dia não: nunca vi um polícia, nunca houve desordens. Mas os tempos eram outros, hoje a democracia faz-se com gás pimenta.

16 janeiro 2013

Morgan Le Fay e o dinheiro desaparecido

Uma das principais queixas do blog, desde o início, foi o destaque entre o mundo da Finança e aquele da Economia real. Contrariamente ao que poderia sugerir um simples raciocínio, não há nexo entre as duas cosias.

Deveria haver, sem dúvida: a Finança (os "mercados", as Bolsas) deveria ser uma espécie de "espelho" da economia real. Mas assim não é. É perfeitamente possível ter empresas que jogam em Bolsa e acumulam lucros enquanto a economia real sofre.
E não é apenas um discurso ligado à especulação (em tempos das vacas magras há sempre alguém que consegue ganhar com as desgraças dos outros).

Este ano não será diferente: os primeiros dados financeiros para 2013 anunciam rendimentos muitos superiores ao que seria possível imaginar, isso enquanto a economia mundial terá um crescimento débil ou até travará em alguns casos.

Como é possível isso?
A razão é complexa e tem a ver com aquele que a Ocse (Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico) no passado mês de Dezembro definiu como uma espécie de experimento financeiro.

A árvore do ouro

Pergunta Ferreira:
alguém poderia responder para onde vai o ouro extraído deste planeta?
Não creio que se extraia ouro do subsolo para depois guardá-lo num cofre (subsolo).
Boa pergunta. Para onde vai o ouro extraído das minas do planeta?
A resposta chega com um gráfico da empresa Trustable Gold, baseado nos dados do U.S. Geological Survey e do World Gold Council. São dados que devem ser encarados com um certo benefício da dúvida, a seguir vamos ver quais as razões.

Eis o gráfico original (que pode ser aumentado: é só fazer click!):

15 janeiro 2013

Portugal: as previsões para 2013

Falemos de Portugal? E falemos de Portugal.
Diário Público de hoje:
O Banco de Portugal reviu em baixa nesta terça-feira as suas projecções de crescimento económico para este ano, devido à evolução mais negativa do que o esperado das exportações.
O blog e alguns Leitores já tinham feito o mesmo há algumas semanas atrás.
A queda do PIB em 2013 será, segundo as novas previsões, de 1,9%, contra uma contracção de 1,6% prevista em Novembro. O Governo e a troika, nas suas projecções macroeconómicas, estão a contar com uma contracção económica de apenas 1% durante este ano.
As previsões do Governo e da troika deveriam entrar nos manuais de economia, no capítulo "Como fazer previsões e nunca acertar, nem que seja por engano".
A entidade liderada por Carlos Costa mantém quase inalterada a sua previsão para a evolução da procura interna (estando até a apontar para uma queda do investimento menos acentuada). Por isso, a revisão em baixa do PIB é essencialmente explicada por uma evolução bastante mais fraca das exportações.
Exportações? Interessante, este é o cavalo de batalha do governo.

A guerra no Mali

A táctica já é velha mas continua a funcionar: pega-se num País entretido com a vidinha dele, provoca-se uma insurreição armada, a seguir são enviadas tropas para "ajudar". Como dito: funciona.

Desta vez é o turno do Mali, que nos últimos dias ganhou os títulos da imprensa internacional. Mas porque aquele País?
Calma, antes de mais vamos ver quem é, onde fica, como está e o que quer este Mali.

O Mali, a desgraça

O Mali é um País particularmente desgraçado: a zona norte é um deserto (o Sahara), o centro é árido, o sul é uma savana. Os poucos campos são periodicamente varridos por vagas de calor procedentes do deserto que provocam ulterior seca.

Não admira, portanto, que apesar de ter uma extensão 12 vezes aquela portuguesa, os habitantes sejam apenas 14 milhões.
O trato mais característico do Pais é a extrema pobreza, juntamente com a elevada mortalidade infantil (122%), a baixa esperança de vida (48 anos), o difundido analfabetismo (81%), as epidemias (cólera e parasitas em primeiro lugar).

Na desgraça, o Mali é também particularmente azarado, pois apesar de possuir um território que em nada favorece a subsistência humana, dispõe de assinaláveis riquezas no subsolo, um bem que o País não consegue desfrutar por falta de infraestruturas, investimentos e tecnologia. Falamos aqui de ouro, prata, diamantes, fosfatos, urânio, bauxita.

Este é um aspecto que não podemos esquecer se a intenção for entender o que se passa nestes dias.

14 janeiro 2013

Contra a reserva fraccionária

Aproveitamos um comentário de Rafael, que agradeço, para falar da reserva fraccionária.

Começamos pelo comentário (que é uma resposta para Krowler, que fica agradecido também):
Trocar o sistema de reserva fracionária pelo sistema de reserva total tem consequências. É verdade que os bancos ganham mais com o sistema fracionário e preferem-no, porém eles ganham, porque o sistema permite-lhes emprestar mais dinheiro. Esse dinheiro que não foi emprestado iria para alguém e iria ser utilizado para alguma coisa. A situação precária atual dos portugueses deve-se mais à influência da banca, ao não emprestar dinheiro, que à austeridade imposta pelo governo. O crédito tem uma função útil na economia.

Agora, é verdade que o sistema de reservas total limita a inflação, dá mais controlo ao governo na impressão de moeda e, em último caso, previne até a criação de bolhas na economia. No entanto, o sistema de reservas fracionário permite que haja muito mais crédito na economia e é regulado exatamente por ser mais instável.

Qual prefiro? Sinceramente, não sei.
Vamos recapitular, apesar deste ser um assunto que já foi tratado no blog.

A reserva fraccionária em pílulas
 
Os bancos emprestam dinheiro (ou deveriam). O dinheiro emprestado, no imaginário colectivo, é igual ao dinheiro que o banco tem nos cofres. Mas assim não é: na verdade, os bancos emprestam muito mais dinheiro daquele que efectivamente possuem. As instituições financeiras são obrigadas a "possuir" apenas uma percentagem do dinheiro emprestado.

Passamos da teoria aos factos? Boa ideia.

O Leitor ganha 1.000 Euros, gasta 800 e poupa 200. Então decide guardar esta quantia num banco.
O Leitor deposita os 200 Euros no banco e este que faz? Empresta os 200 Euros a outra pessoa?
Não, empresta 10.000 Euros.
Porquê? Pelo sistema da reserva fraccionária: o banco tem que respeitar um coeficiente de reserva fraccionária de 2%, isso é: 200/0.02 = 10.000.

Dito ainda de outra forma: com uma reserva fraccionária de 2% (percentagem esta obrigatória na Europa, mas o esquema é igual em outras partes do mundo), quando o banco encaixar 200 Euros está habilitado a emprestar 10.000 Euros.

13 janeiro 2013

Alimentação: o plástico, o peixe, os nobres...

E continuemos com a tradição iniciada no blog no longínquo 1947: no Domingo fala-se de alimentação.
Em primeiro lugar Coca Cola. Tem que ser.

Vida e obra duma lata de Coca Cola

O que acontece após ter engolido uma lata mágicorefrigerante?
Eis a sequência:
  • 30 segundos: o arroto
Normal, é o gás contido nos refrigerantes. Pode não ser muito educado (mas no Japão é visto domo um forma de cumprimentos ao chefe), mas pelo menos não tem contra-indicações.   
  • 10 minutos: os açucares
10 colheres pequenas de açúcar atingem o organismo: são 100% da dose diária recomendada. Em condições normais isso poderia causar náusea, mas o ácido fosfórico diminui o sabor adoçado e permite que a bebida fique no estômago.
  • 20 minutos: a glicemía dispara
A glicemía levanta o voo, provocando uma maciça produção de insulina por parte do pâncreas. Esta transforma tudo o açucar que conseguir "capturar" em glicogeno (açucares de reserva) e gordura.
  • 40 minutos: a cafeína
A cafeína é absorvida completamente. As pupilas dilatam-se, a pressão do sangue aumenta e o fígado injecta outro açúcar no sistema circulatório. Os receptores cerebrais (adenosina) bloqueiam-se para prevenir o sono.

11 janeiro 2013

As alternativas: Scec, Danee, Marrunicum

O artigo A moeda social despoletou alguns interesse.

Apesar dum erro implícito no título, pois tecnicamente o Bestätigter Arbeitswerte de Michael Unterguggenberger não era uma moeda social: os seus Certificados apresentavam-se mais como uma moeda realmente alternativa ao sistema gerido pelo Banco Central.

Mas aqui o foco da questão é outro: são viáveis as moedas sociais? O que são? Como funcionam? Existem?

Comecemos pelo fim: sim, existem. E seria mais apropriados falar de "dinheiro local" e não de "moeda social". Mais: representam uma solução no âmbito das trocas locais ou de porções territoriais limitadas. Não são nada de fantasmagórico: são soluções realistas e pragmáticas, o ideal para quem estiver farto de tantas palavras e deseje fazer algo de concreto. O que é preciso é apenas um pouco de boa vontade. Nada mais do que isso.

Publicidade suspensa

A conta Google Ads, a publicidade aqui no blog, foi suspensa.
Porquê? Boa pergunta.

No regulamento do Google Ads  são salientado os motivos que podem levar ao fecho da conta. São os seguintes:
  • Clicar nos anúncios em seu próprio site
  • Gerar ou receber tráfego automatizado ou de robôs
  • Usar uma origem de tráfego incentivado
  • Manipular a veiculação de anúncios
  • Incentivar os usuários a apoiar seu site por meio de interação com os anúncios
  • Posicionamento do anúncio enganoso para os usuários ou geração de cliques acidentais
  • Anúncios incorporados em aplicativos
  • Conteúdo pornográfico, adulto ou não indicado para menores
  • Conteúdo gerado pelo usuário
  • Violar as diretrizes para webmasters
  • Violação de direitos autorais
  • Conteúdo ilegal
Mesmo com toda a boa vontade, não consigo rever-me em nenhuma destas "acusações".
Tive particular atenção em nunca clicar nos anúncios publicados no blog. Não tenho tráfego automatizado ou de robôs (nem saberia como fazer isso). Não há conteúdo pornográfico nem violações de directrizes para webmaster, etc. etc.

A única coisa que fiz em tempo foi publicar um post no qual, de facto, incentivava os cliques nos anúncios. Logo alguns Leitores realçaram o erro e o post foi retirado, ficou no ar menos de 24 horas.

O único problema pode ser "uma origem de tráfego incentivado". Este blog tem alguns seguidores fieis, acredito que sejam ele a clicar na publicidade. Digo "acredito" pois nunca incentivei aqui no blog (além do já citado post) ou via e-mail Leitores para utilizar a publicidade. Pode ser que estes cliques originários dum número limitado de usurários sejam visto como "fontes de tráfego incentivado".

Na minha óptica tal seria uma idiotice. Todos os blogues ou sites têm um grupo de Leitores fieis, não admira que possam ser eles a utilizar mais vezes os anúncios. Todavia esta é actualmente a única explicação que tenho para poder justificar a suspensão da conta.

Já apresentei um recurso mas, conhecendo os tempos de Google, é provável que isso demore meses ou anos. Pelo que, o programa de publicidade Google fica interrompido.

Afinal, nem todos os males vêm para aleijar: será desta que irei procurar um programa de publicidade alternativo, fora do circuito Google..


Ipse dixit.  

10 janeiro 2013

A moeda social

Michael Unterguggenberger
Adam Smith e Carl Marx, Capitalismo e Comunismo.
Já no passado houve quem tentasse, com sucesso, ir além desta dicotomia. Obviamente nada disso aparece nos sagrados textos académicos e ainda menos é partilhado nos meios de informação.
Mas existiram e é isso que interessa.

O protagonista da nossa história tem um nome assustador: Michael Unterguggenberger. Com um nome deste só podia ser alemão ou austríaco. E, de facto, era austríaco, do Tirol.
 
Após uma vida bastante desgraçada, Unterguggenberger (que agora vamos chamar Unter em nome da poupança) foi eleito Burgomestre (Presidente da Câmara) duma pequena cidade com 4.000 almas, Wörgl.

Era o Julho de 1932. Após uma vaga deflacionária geral, alegadamente provocada pelo colapso da Bolsa de New York três anos antes, a situação não era boa: o dinheiro era escasso, as empresas fechavam e havia muito desemprego. Wörgl já contava com 1.500 desempregados.

Para boa sorte, no topo da cidade havia Unter: este tinha lido Marx, Smith, mas sobretudo Die Natürliche Wirtschaftsordnung (A Nova Ordem Económica) de Silvio Gesell. Já Gesell, mercante e economista, mereceria bem outro aprofundamento, mas por enquanto é suficiente dizer que no Die Natürliche Wirtschaftsordnung pega em Marx, em Smith, e atira tudo pela janela, apontando o dedo para uma desordem estrutural incrivelmente não detectada durante 26 séculos.

Unter ficou retido pelas ideias de Geselle e decidiu torna-las realidade na pequena Wörgl.

Nimesulina tóxica

A Nimesulida é utilizada em muitos casos: dor de cabeça, inflamações. Mas é tóxico. E não pouco.

Proibido desde sempre no Reino Unido e na Alemanha, retirado de Canada, Estados Unidos e Japão, em 2002 foi negada a venda também em Espanha, Finlândia e Irlanda.

Mais recentemente, Bélgica, Dinamarca, Holanda e Suécia decidiram banir o medicamento. E, por última, chega uma recomendação da Comissão Europeia: evitar qualquer possibilidade de utilização crónica da nimesulida.

O princípio activo da nimesulida comporta efeitos devastadores que atingem o fígado, efeitos que podem ser letais.

Afirma o Irish Medical Board:
O dano hepático é um raro mas grave efeito secundário da nimesulida. Temos dados da Unidade Nacional de Transplantes de fígado do St. Vincent Univerity Hospital, falam de seis pacientes que precisaram de transplante após um tratamento com a nimesulida. Desde que o produto deu entrada em Irlanda, em 1995, tivemos um total de 53 casos, seis dos quais da Unidade Nacional de Transplantes e três casos mortais de insuficiência hepática.

09 janeiro 2013

Portugal: as propostas do FMI

O Jornal de Notícias publica hoje um relatório do Fundo Monetário Internacional.

É muito interessante, pois trata-se da receita mágica com a qual um País (um qualquer...Portugal, por exemplo) pode sair da crise e percorrer sorridente as avenidas do bem estar.

Em primeiro lugar, o FMI afirma ter chegado a hora de adoptar reformas inteligentes. Que, por acaso, são aquelas sugeridas pelo próprio FMI. Sorte nossa.

O objectivo, afirma o documento, é eliminar as ineficiências, as injustiças e promover o crescimento.
São conceitos revolucionários e pessoalmente estou feliz de ter sobrevivido até hoje para poder ouvir alguém dizer coisas destas.

Assumida a superioridade intelectual do FMI, vamos agora ver quais as medidas propostas.

08 janeiro 2013

O mundo segundo o Council on Foreing Relations

Faz sentido falar dum novo governo mundial sem cair em alguns dos excessos que circulam acerca da teoria do NWO?
Isso é, vamos esquecer os Templários, os Rosacruz, a Maçonaria, as ordens milenárias, a conspiração sionista e tudo o conjunto folclorista: há alguma coisa que sobra?

Sim, há. E tem um nome: globalização.

Pensar num governo mundial faz perfeitamente sentido numa óptica globalizadora, aliás, representa o natural desfecho desta. Num mundo globalizado, o que pode haver de mais "normal" dum governo supra-nacional que ultrapasse as divisões dos vários Estados e imponha normas iguais para todos?

E nem representa uma novidade: a História está repleta de tentativas "globalizadoras", desde os tempos mais antigos. Chamam-se "sonhos hegemónicos". A diferença é que antigamente o tal "sonho" era duma pessoa ou dum País que desejasse dominar os outros. Hoje as coisas são um pouco diferentes: há um grupo de poder trans-nacional que deseja impor a própria visão.

07 janeiro 2013

ULC

Como é que os empreendedores, os industriais, os "capitalistas" medem a competitividade dos trabalhadores?

É importante perceber isso. Estamos no meio duma crise, os trabalhadores têm fazer o papel deles para tornar os Países mais competitivos. Portugal, por exemplo, não é competitivo. Pelo menos, assim é dito.
Pena que não seja verdade: Portugal é competitivo. Muito competitivo.

Possível? Não apenas possível mas até confirmado pelos dados oficiais fornecidos.
Os dados são aqueles do European Round Table of Industrialists, a Mesa Redonda Europeia dos Industriais. Façam atenções aos nomes: não falamos aqui de qualquer desconhecido sindicalista à procura de notoriedade. Falemos do ponto de vista dos "patrões" (para usar um termo querido aos esquerdistas), dos dados deles.

Dados que ninguém conhece porque não difundidos.
Doutro lado, porque publicita-los? As medidas de austeridade podem ser aplicadas só uma vez que o povo-boi terá absorvido determinadas "verdades": não somos competitivos, vivemos acima das nossas possibilidades, é culpa nossa. Já conhecemos.

Keshe: cadê?

Keshe: cadê?

Alguém tem notícias deste senhor? Não estava prevista uma "revelação épica" no passado Setembro?
É cedo para exprimir um parecer acerca das teorias apresentadas por Keshe. Pode haver atrasos, dificuldades técnicas e não apenas isso. Mas estamos em Janeiro, ainda nada aconteceu e os sinais são contrastantes.

Fala-se de pessoas que conseguiram ser tratadas do câncer, de paralíticos que voltaram a caminhar. E a coisa não pode que ser óptima.

Doutro lado, Keshe deu três conferências em Italia (Montichiari, Abano Terme e Bologna), li com atenção os relatos de vários participantes e as dúvidas aumentaram. Não houve uma demonstração pública do funcionamento do "reactor ao plasma", não houve documentação concreta acerca das experiências; houve, isso sim, a presentação de vídeos que estão disponíveis em internet já há bastante tempo e que todos podem encontrar no Youtube e uma miniatura (não funcionante) do alegado reactor, manipulada com luvas de latex...

06 janeiro 2013

Alimentação: algumas coisas interessantes

É Domingo, e como é tradição há 40 anos, Domingo no blog é dedicado ao assunto: Alimentação.
Amanhã, como é óbvio, voltaremos aos assuntos do costume. Mas agora: Alimentação. Já tinha dito? Ok, ok... 

Breve parênteses: não é que Informação Incorrecta se tenha tornado um blog de dietólogos. É que não há verdadeiras novidades neste início de 2013 e não gosto de repetir sempre as mesmas coisas.

Além disso, com a comida engolimos quantidades assustadoras de produtos químicos que, dizem, fazem bem. Pode ser, mas tenho algumas dúvidas e é sempre bom saber o que engolimos.

Depois é sempre bom variar um pouco.
Por isso, eis um curto panorama acerca das últimas novidades.

Franky, o novo salmão

Nas mesas americanas, além do milho, agora é possível pôr o salmão geneticamente modificado. A FDA (Food and Drug Administration), avaliou o peixinho modificado e disse que sim, é mesmo bom e não faz mal.

O que tem de diferente o salmão OGM? Tem dois genes que pertencem a outras espécies: um do salmão que vive no Oceano Pacífico e um duma enguia.

O salmão Frankestein assim criado pode crescer mais rapidamente (16 meses em vez que 30) e fica também maior. A FDA afirma que o salmão Frankestein é tão parecido com a versão normal que até poderia nem ser preciso avisar os consumidores no rótulo das embalagens.

E já que o assunto é salmão: esqueçam os velhos pescadores que na barracas fumam pacientemente o bom peixinho. Hoje, a maioria do salmão à venda é fumado com injecções de químicos.

05 janeiro 2013

Alimentação: a água

É Sábado. E como é tradição no blog há 30 anos, no Sábado falamos de água.

Um dos cavalos de batalha dos movimentos ecologistas sempre foi "bebam a água da vossa torneira". Que é um pouco como dizer "respirem o ar da vossa zona, que é o melhor". Também se o Leitor viver ao lado duma fábrica de amianto?

Em boa verdade, a água da torneira é a melhor na maior parte dos casos, mas não sempre. E vamos ver quais as razões.

Directa ou indirecta?

Basicamente existem dois tipos de ligação à rede hídrica: uma na qual a nossa torneira está ligada directamente à rede de distribuição, outra na qual a água é antes despejada num tanque do qual a torneira retira o líquido.

No primeiro caso não existem problemas: a água, antes da distribuição, é recolhida em tanques municipais, tratada e submetida a análises periódicas. Bebam e fiquem felizes.

04 janeiro 2013

Líbia: a Resistência

Abram um diário de hoje e procurem notícias da Grécia ou da Líbia. Não há. Ao que parece, nada acontece naqueles lugares.

Como é óbvio, a verdade é um pouco diferente. O facto é que, num caso e no outro, estamos perante um fracasso: na Líbia do movimento "democrático" implementado com as bombas da Nato, na Grécia da política suicida da Zona Euro.

Enquanto em Atenas há mulheres grávidas que vão de hospital em hospital, suplicando para poder dar à luz lá apesar de estar sem cuidados de saúde e sem dinheiro; enquanto há pessoas que antes pertenciam à classe média e que agora vasculham no que sobrar das vendas de fruta e legumes, vamos ver o que se passa ano País da África do Norte.

Líbia: o McDonald's não chega

Os media mainstream ignoram a situação, mas na Líbia o regime "democrático" enfrenta graves problemas. E os graves problemas aumentam cada vez mais.
A estabilidade política é uma quimera, e como se não fosse suficiente, o movimento de resistência ganha adeptos.

Símbolo desta recusa é a cidade de Bani Walid. Desde a queda do Coronel Khadafi, os cidadãos formaram um Conselhos dos Anciaõs que desde então governa a cidade. Apesar do governo de Tripoli (um dos muitos) ter emitido um decreto com o qual foram entregues ao exército poderes excepcionais para resolver a questão, Bani Walid continua como cidade autónoma.

A Alemanha e o vício antigo

Ok, a palavra faz um certo efeito, sobretudo porque é utilizada no caso de algo que se passa na Alemanha, mas não está totalmente desproporcionada. A palavra é "deportação".

Mas de quem? Dos idosos.
A usa-la é o diário britânico The Guardian, num artigo que faz luz sobre as reais condições de vida no País considerado como um exemplo no âmbito da União Europeia. Vamos ver o que isso significa.

Um número crescente de idosos doentes alemães são enviados para o estrangeiro para serem submetidos a tratamentos de longa duração em lares ou centros de reabilitação. A iniciativa, que tem visto milhares de aposentados mudar para a Europa Oriental ou a Ásia, tem sido fortemente criticada por parte de organizações que tratam de bem estar e de direitos humanos.

03 janeiro 2013

O 2013 segundo Geral Celente

Nunca neste blog falou-se muito de Gerald Celente.
Provavelmente foi citado, nada mais. Mas o fulano é interessante.

Celente é um trader forecaster, uma pessoa que faz previsões relativas ao estado da economia e da finança.

Diz acerca de Celente Wikipedia (que tudo sabe mas esquece de referir que o futuro primeiro ministro italiano em 2012 foi presidente da Comissão Trilateral fundada por David Rockefeller, international advisor da Coca Cola e membro do Senior European Advisory Council de Moody´s e lembra disso só quando um diário dedica um artigo ao assunto):
As previsões dele, desde 1993, incluíram o terrorismo, o colapso económico e a guerra. Previsões mais recentes envolveram o fascismo nos Estados Unidos, motins e revoltas fiscais.
Celente há muito previu o anti-americanismo global, falhas económicas e problemas de imigração nos. Em Dezembro de 2007 Celente escreveu que "bancos falidos, correctores queimados, cidades e estados falidos, credores estrangeiros que recusam os Títulos de Estado dos EUA [...] o palco está montado para o pânico nas ruas. [...]
Tal como as Torres Gémeas desabaram de cima para baixo, assim a economia dos EUA. [...] Quando as empresas gigantes caírem, vão esmagar o homem da rua também".

O rendimento de cidadania

Em Italia, o Movimento 5 Estrelas introduz o conceito de "Rendimento de cidadania".

É este um rendimento de base, universal, pago a todos os cidadãos, sem qualquer obrigação de actividade: uma quantia suficiente para existir e participar na sociedade.

Todos os outros rendimentos privados (principalmente o rendimento do trabalho) são adicionados a esse rendimento mínimo.

O rendimento de cidadania é:
  • Inalienável e incondicional (em oposição ao subsidio de desemprego, condicionado ao facto de procurar um trabalho)
  • Pago às pessoas, não às famílias, de modo a promover a autonomia do elemento mais fraco da família e não o bem-estar da família como entidade indivisível.
O rendimento de cidadania é a contrapartida monetária criada e distribuída a todos os cidadãos da área monetária de referência, a título de participação nos lucros produzidos pela actividade económica da comunidade, obtidos com a exploração dos recursos naturais do território.
É um direito reconhecido por nascimento.

Dito assim parece uma idiotice.
Mas pensem um pouco nisso.


Ipse dixit.

02 janeiro 2013

10 empresas que é melhor evitar

E comecemos o novo ano. Como? Com a lista das 10 piores multinacionais do planeta. Assim, tanto para não esquecer que o ano novo começou mas os chacais permanecem chacais.

1. Chevron

São várias as companhias petrolíferas que poderiam ocupar o primeiro lugar, mas a Chevron merece um lugar de excepção por méritos próprios.

Entre 1972 e 1993, a Chevron (na altura ainda Texaco) derramou 18 biliões de galões de águas tóxicas nas florestas tropicais do Equador, sem intervir para travar o descalabro e destruindo os meios de sustentamento dos agricultores locais e das populações indígenas.

Em 1998, a Chevron também contaminou os Estados Unidos (isso para que não se pense que a Chevron é racista): a cidade de Richmond, na Califórnia, está envolvida num processo penal contra a empresa por esta ter descarregado de forma ilegal poluentes, sem fazer o tratamento das águas residuais, contaminando desta forma as nascentes.
A mesma coisa aconteceu no New Hampshire em 2003.

A Chevron foi também responsável pela morte de vários nigerianos que protestavam contra a presença da empresa no delta da rio Níger. A empresa pagou a milícia local, conhecida pelas repetidas violações dos direitos humanos, para silenciar os protestos, proporcionando até helicópteros e barcos armados. Os militares abriram fogo contra os manifestantes e depois arrasaram as aldeias deles.

A Chevron é assim: não brinca em serviço e o empenho demonstrado na destruição da Natureza e no total desrespeito da vida humana merece ser reconhecido.

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