29 abril 2013

Holanda e pedofilia

Desde os primeiros dias de Abril, internet enlouquece com a ideia de que na Holanda a pedofilia teria
sido legalizada como resultado dum acórdão do Tribunal de Recurso.

É isso que se passou?
A resposta é "Não". Na Holanda a pedofilia continua a ser um crime, tal como a difusão de imagens (fotografias, vídeos) ligadas ao âmbito pedófilo.
E ainda bem.

Todavia...

Os factos

Em 27 de Junho de 2012, o tribunal civil em Assen, em primeira instância, havia decretado a dissolução da associação Martijn (Vereniging Martijn, na qual militava também um padre católico), fundada em 1982, observando que as suas propostas sobre o contacto sexual entre adultos e crianças eram contrárias às normas e aos valores da sociedade holandesa.

A associação Martijn defendia a possibilidade de consentimento e prazer mútuo nas relações sexuais entre adultos e crianças ou adolescentes e negava, como premissa básica, que elas sejam prejudiciais para os menores, contra o que considerava um "dogma" sem fundamento científico. Desde essa perspectiva, a associação defendia a aceitação social da pedofilia e a legalização das relações sexuais entre adultos e menores, sem limite de idade.

28 abril 2013

Há coisas que não mudam

Dallas, EUA, 1963

- Chefe, temos que tramar um gajo com o homicídio do Presidente.
- E quem é este?
- Um tal Oswald.
- E como é que teria morto o Presidente?
- Com uma carabina.
- Então, Smith, não há crise: ponham o recibo de compra da carabina na secretária dele.
- Genial, Chefe, genial!
- Pois, é por isso que sou chefe...

E foi assim que a policia encontrou na secretária de Oswald o recibo da carabina Mannlicher-Carcano adquirida três meses antes via correio.

- Chefe, pensava...sabe, este é um caso duma certa importância...o recibo não será pouco?
- Achas? Então tira uma foto de Oswald com a carabina.
- Ó Chefe, Oswald está morto, lembra-se? Enviámos o Ruby...
- Eu sei que está morto. Smith, nunca ouviste falar de fotomontagem?

Nasceu assim a fotografia de Oswald com a carabina na mão e a sombra do nariz diferente das sombras do ambiente.


Duas provas: agora sim que o caso podia considerar-se fechado. 

26 abril 2013

Ao quilo

A guerra é um negócio.

O canal televisivo libanês Al-Mayadin publica uma reportagem que tem como base fontes turcas, segundo as quais existe uma rede que opera no âmbito do tráfego de órgãos humanos. A rede opera em vários Países e vê envolvidos elementos da Turquia, da França e dos Estados Unidos.

Segundo o analista turco Barakat Fares, o tráfego de órgãos não é uma novidade na Turquia, onde existe há anos uma rede sionista activa em particular no sector do fígado e dos rins.

A guerra na Síria teria intensificado as operações perto da fronteira entre Turquia e Síria, onde seria possível actuar com relativa "tranquilidade"; e mesmo no interior da Síria há pessoal médico de várias nacionalidades que utiliza as unidades móveis de primeiro socorro para recuperar órgãos.

Os "doadores" não seriam apenas cadáveres, mas também civis feridos, cujos órgãos seriam sucessivamente enviados para a Turquia. Segundo as notícias, os terroristas que matam na Síria, em particular no Norte do País, receberiam prémios em dinheiro (6.000 Dólares) por cada ferido enviado para além do confim de forma ilegal.

Para confirmar estas notícias, o site internet de Al-Mayadin disponibiliza os testemunhos de alguns paramédicos e de parentes que viram os corpos de entes queridos devolvidos após terem sido privado de algumas partes.

Por enquanto, a associação de médicos turcos já expulsou seis dos próprios associados envolvidos neste rentável negócio.


Ipse dixit.

Fonte: Al-Mayadin

Leitores Feeds RSS

Começamos com uma novidade: Informática Incorrecta fecha. Não que seja uma grande perda: por
causa da falta de tempo, o blog de informática sempre foi bem pouco actualizado.

A boa notícia (por assim dizer) é que será dedicado um espaço ao assunto Informática, tal como acontece por exemplo com a História, a ABC da Economia e outros ainda.
O espaço será visível na coluna de direita, aqui em Informação Incorrecta, quando estiver pronto (pois, o tempo...).
Os assuntos dedicados ao mundo dos computadores serão simplesmente sinalizados aqui e disponíveis trâmite um link na página da Informática.

É tudo. E agora?
Agora falamos de feed.

Feeds! 

Todas as pessoas que gerem um blog ou quem deseje manter-se informado acerca das últimas notícias favoritas, conhece a importância dum leitor de feed. Até hoje o leitor que quase todos utilizavam era Google Reader: que, todavia, deixará de funcionar desde o dia 1 de Julho de 2013.

E os outros, os Leitores que não utilizam os feeds? Mau, muito mau: em vez que visitar dezenas de blogues a cada dia, só para ver se há novidades, é muito mais prático utilizar um reader, que faz tudo sozinho: procura as actualizações e junta tudo num único espaço, bem mais funcional. Será o Leitor, de seguida, a decidir se entrar no site que publicou a notícia ou se não. Dado que hoje quase todos os sites ou blogues disponibilizam um feed, é evidente como um leitor de feed seja a maneira melhor e mais rápida para manter-se actualizado acerca dos nossos assuntos preferidos.

Problema: qual leitor escolher? Agora que Google Reader irá desaparecer, vamos ver quais as melhores alternativas.

Começamos com dividir os leitores em três categorias: os plugins (as extensões que devem ser instaladas no browser, o navegador como Firefox, Opera, Chrome, etc.), os em versão desktop (verdadeiros programas que funcionam de forma autónoma), os para smartphone.

25 abril 2013

Esquerda, Direita: o caso Italia

Faz ainda sentido falar de Esquerda e de Direita?

Nos Países ocidentais, pelo menos, estas definições permanecem como destroços dum tempo que foi mas que já não é.

Por duas razões: porque é claro que até hoje nem a Esquerda e nem a Direita foram capazes de apresentar soluções que respondessem aos principais problemas da sociedade; e porque uma distinção ideológica e sobretudo prática é cada vez mais difícil.

Magnífico exemplo provém da Italia destes últimos dias.

Após a queda do Muro de Berlim, a Esquerda encontrou-se orfã: a pergunta era "E agora, camaradas?". Uma pergunta priva de sentido do ponto de vista ideológico: a União Soviética nunca tinha sido um País comunista, mas as Esquerdas europeias sentiram a necessidade de encontrar um novo verniz (também porque além do Muro tinham desaparecido os financiamentos de Moscovo).

3º Aniversário

Hoje é o dia 25 de Abril, festa da Revolução dos Cravos em Portugal, Dia da Libertação em Italia, Dia Nacional da Bandeira na Suazilândia.

Mas estes são detalhes. O que conta é que hoje é o terceiro aniversario de Informação Incorrecta.

Inicia portanto uma semana de comemorações, com concertos, lotarias, convidados, reportagens, prémios para todos, espaço jogos para os mais pequenos.
Ou se calhar não.

Gostaria de deixar aqui o meu agradecimento para todos os Leitores que tornaram possível:
  • 841.323 visualizações de páginas (não são contabilizados aqui os Leitores via RSS, via e-mail ou Facebook)
  • 2.333 artigos
  • 10.732 comentários
Considerada a natureza do blog, são bons números, bem superiores a quanto imaginado há três anos.
Obrigado. Que depois é como dizer: culpa vossa também.


Ipse dixit.

24 abril 2013

A estrada, os faróis, o Grande Gato

Em primeiro lugar gostaria agradecer todos os que dedicam um pouco do próprio tempo para comentar.

Ontem estava a ler o que os Leitores escrevem, a seguir os links indicados...
Ricardo disse...
Faz sentido?
http://www.signoraggio.it/larmageddon-economico-e-imminente/
Sensacionalismo?
Grillo diz que não passa de outubro...
Anónimo disse...
Max, fugindo um pouco do assunto,
talvez seja interessante dar uma olhada:
http://www.youtube.com/watch?feature=player_embedded&v=SJZ8wZrCCv0
E por favor, nada de pre-julgamentos ou preconceitos...
Marcelo disse...
A guerra dos governos contra o dinheiro vivo continua -
http://www.midiasemmascara.org/artigos/economia/14067-a-guerra-dos-governos-contra-o-dinheiro-vivo-continua.html
..quando de repente fiquei com a imagem dum carro que avança rápido, à noite, e dum gato que quer chegar do outro lado da estrada. Já viram uma cena destas? O gato começa a atravessar, de repente repara que o carro está muito perto, demasiado perto, então olha para os faróis que iluminam a estrada e...e fica aí, parado, imobilizado. Não se mexe. Quando a coisa mais inteligente seria começar a correr para salvar a vida, o gato não se mexe.

23 abril 2013

Reinhart, Rogoff e os pequenos erros

Estudiosos fechados nos gabinetes, rodeados por livros, máquinas calculadoras de topo, assistentes que observam os gráficos nos ecrãs, outros com o olho no andamento das Bolsas. Eis os economistas no imaginário colectivo, esta classe de pessoas que passa o tempo a analisar os sinais do mercado e procurar fórmulas que tragam a felicidade.

Ou talvez não. Talvez os economistas sejam pessoas normais, que erram redondamente, que dizem disparates, que sucumbem perante as mesmas emoções que nós experimentamos.

Pegamos na imagem ao lado: estes são dois economistas, Carmen Reinhart e Kenneth Rogoff. Elaboraram uma teoria, elegante e jeitosa, que só tem um pequeno erro: está errada.

Tudo bem, podemos pensar: sem dúvida terá havido muitos outros economistas que analisaram o trabalho deles e realçaram os erros, evitando assim problemas. Mas não: Reinhart e Rogoff, são dois economistas de topo, a teoria deles foi aceite logo e definida como "brilhante". Foram citados como referência, entre os outros, pelo actual Ministro da Finança de Portugal e a teoria foi implementada como forma de gerir os destinos económicos de centenas de milhões de pessoas.
Divertido, não é?

Série: "As dívidas têm que ser pagas"

Por vezes aparecem notícias tão desconcertantes que até não dá para acreditar.
É o caso da Grécia.

O diário Tanea relata o conteúdo de duas circulares com as quais o Secretário Geral das Entradas fornece instruções aos departamentos fiscais em tema de dívidas em atraso. A solução encontrada pelo Ministério é simples: o cidadão que tiver dívidas com o Fisco superiores a 5.000 Euros e não pagar, fica preso.

Claro, o cidadão tem sempre a possibilidade de pagar em 48 cómodas prestações. Mas atenção: não pagar uma das prestações estipuladas significa prisão.
E se o cidadão não tiver mesmo nenhum dinheiro ou bens que possam ser vendidos? Neste caso passará uns tempinhos como hóspede do Estado, com cama e comida incluídas, segundo o seguinte esquema:
  • dívida de 5.000 Euros: prisão até 12 meses
  • dívida de 10.000 ou mais Euros: prisão mínima de 6 meses
  • dívida de 50.000 ou mais Euros: prisão mínima de 12 meses
  • dívida de 150.000 ou mais Euros: prisão mínima de 36 meses.
É importante realçar como os montantes não se referem à dívida líquida mas incluem juros e sanções. Isso significa que a dívida original do cidadão não era de 5.000 Euros, mas inferior.

22 abril 2013

Uma boa ideia: travar a Nestlé

Uma anónima Leitora (anónima porque não pedi a autorização para publicar o nome) envia uma pergunta. O que já por si é muito bom (obrigado!).
Estava agora a ver uma notícia sobre a vontade da Nestlé para privatizar uma planta utilizada há séculos para fins medicinais e não só (http://action.sumofus.org/a/nestle-nigella-sativa/5/2/?sub=fb). Isto depois de ter visto este vídeo http://americanlivewire.com/nestle-ceo-says-water-is-food-that-should-be-privatized-not-a-human-right/ onde o sr. Peter Barbecue anuncia os benefícios da privatização da água.

Aumenta ainda mais a vontade de boicotar esta empresa. Mas o boicote por si só será eficaz? A questão é que para minar a Nestlé seria preciso um boicote massivo, que não vai acontecer tão cedo. Então que outras medidas existem? Medidas legais? Seria possível através de por exemplo uma iniciativa legislativa de cidadãos pedir para extinguir o comércio dos produtos da Nestlé em Portugal? Parece um pouco utópico, mas... Parece que na Bolívia também conseguiram banir a coca cola e o McDonald's...

A minha sugestão para um próximo artigo seria neste sentido: que grandes empresas foram banidas de certos países e como? seria possível exercer o mesmo num país pertencente à UE? Ou pelo menos banir certos produtos dessa empresa...

Deve ser uma questão um pouco difícil de investigar, mas de qualquer forma queria mesmo deixar a sugestão...
Tomara existirem mais sugestões como esta.
Então, vamos tentar responder.

21 abril 2013

Problemas nos comentários (resolvido)

Pelo visto, a associação do blog ao perfil Google+ teve efeitos negativos na possibilidade de comentar.
Enquanto autor, nem reparei que algo tivesse mudado, pelo que restaurei as antigas definições e agora tudo deve estar como antes.

Caso contrário, avisem por favor.

A gerência lamenta o incómodo e promete que certas coisas nunca mais voltarão a acontecer, ora essa.
Raio de Google...

Ipse dixit.

Quem ganha com os atentados de Boston

Assim, a caça ao homem acabou: um terrorista morto, outro preso e ferido.
Dois rapazes tchetchenos, islâmicos, que viviam nos Estados Unidos.

São eles os responsáveis? Parece.
Foi um false flag, um ataque organizado pelos EUA contra os EUA? Não sabemos, mas até agora Washington não ganha com esta hipótese.
  • Os atentadores não parecem estar relacionados com a mítica Al-Qaeda, nem com um dos Países do "Eixo do Mal": são originários duma república no território russo.
  • O atentado não foi perpetrado com armas convencionais: panelas de pressão, pedaços de metais, pólvora. Desfrutar isto numa cruzada contra a venda de arma vai ser complicado.
  • Nem no fronte da imigração as coisas estão melhores: os tchetchenos representam uma minoria entre aqueles que desejam entrar nos Estados Unidos, o verdadeiro problema são os hispânicos, principalmente do México.
Como se não fosse suficiente, o FBI fez uma péssima figura no meio de tudo isso: conhecia os irmãos, um dele tinha já sido investigado em 2011 após uma comunicação dos serviços secretos da Rússia.

18 abril 2013

O rico Sul contra o pobre Norte: os próximos 10 anos de crise

Enquanto nos Estados Unidos continua a explodir de tudo um pouco (hoje foi uma empresa de
fertilizantes), nós voltamos para este lado do Atlântico porque há algumas novidades importantes. E más.

Fazer previsões é exercício arriscado, mas a impressão pessoal é que no próximo Verão algo vai acontecer no Velho Continente. Há sinais que apontam para aquela direcção.

A profecia de Farage

Nigel Farage, o líder do inglês UKIP, na prática afirma "tirem o dinheiro antes que desapareça". Exagerado? Provavelmente sim, no sentido que será preciso esperar alguns tempos antes que isso aconteça. Após as eleições na Alemanha? Ou na iminência delas? Pode ser um bom trunfo, se bem utilizado.

Atenção: Farage não é um político de profissão, era um trader e um operador de Bolsa, ganhou muito com aquela actividade, percebe de mercados mais do que os vários Barroso, Hollande, Merkel...

17 abril 2013

Do blog e dos idiotas. Democraticamente.

Breve nota.

Desde o princípio, a filosofia foi não censurar, permitir que cada Leitor pudesse exprimir-se de forma livre, mesmo que pouco "ortodoxa".

Passados três anos, admito estar farto e não ter mais tempo para idiotas, cujas mães evidentemente estão sempre grávidas.

Por isso: comentários com conteúdos gravemente ofensivos em relação a qualquer frequentador do blog, (seja ele Leitor ou Autor), serão apagados.

Mas dado ser este um blog democrático, e não querendo que esta seja vivida como uma restrição imposta com a força bruta, vamos pôr a medida a votos.

Quem não concordar com esta medida, faça o favor de levantar a mão.
Lamento, tempo esgotado. A medida foi aprovada por unanimidade.
Fiquem bem e obrigado pela atenção.


Ipse dixit.

O que está por trás das conspirações


Ontem na internet italiana encontrei o seguinte artigo, assinado pro tal Nicoletta Forcheri:
 Atentado de Boston: previsto num cartoon?

De várias fontes podemos concluir que havia exercitações de demolição controlada Nota: em Boston. O artigo começa mesmo assim, ndt]. Prova é o twit do diário The Boston Globe: https://twitter.com/BostonGlobe.

Por segurança fiz um screenshot perto das 11:30 horas do 16 de Abril de 2013, isso é, hoje. Agora, na mesma altura, mas nos twitter aparece posteriormente ao atentado, ou seja uma vez o atentado TER ACONTECIDO, o anuncio da deflagração iminente duma explosão controlada tipo exercício na frente da biblioteca, textual: 
Funcionários: Terá lugar uma explosão controlada na frente da biblioteca, num minuto, como parte da actividade da equipa anti-bombas.

16 abril 2013

O problema da Dívida Pública: as soluções

É possível solucionar a crise da Dívida Pública?
Sim, é possível e neste artigo vamos ver como.

Mas antes, um breve resumo da situação.

I. As razões da crise
 
A economia europeia está mal. Não apenas Portugal, Espanha, Grécia, Irlanda, Chipre e Italia, também
outros Países "virtuosos" (caso da Alemanha) enfrentam uma queda ou pelo menos uma travagem do PIB (o Produto Interno Bruto).

Os restantes 40 Países industrializados, no mínimo, não estão em recessão, enquanto na maior parte dos casos os resultados são satisfatórios ou até bons.

Os Estados Unidos, onde surgiu a crise de 2007, estão em recuperação; Canada, Austrália, Rússia e até a Polónia têm economias que crescem.

Quais as principais causas da péssima situação europeia?
  • O Euro
  • O peso dos deficit públicos financiados com dívida e juros asfixiantes
  • A abertura indiscriminada dos mercados perante a globalização
  • Uma doutrina política (a austeridade) anti-lógica e disfuncional
Inútil observar em pormenor cada ponto, o Leitor pode tranquilamente utilizar internet para fazer uma ideia. Apenas uma nota acerca do Euro e da teoria segundo a qual na base da crise há o problema da dívida: a crise não nasce da Dívida Pública.

O caso da Italia é exemplar: em 2011 a Dívida Pública era 120% do PIB. O mesmo valor de 1995.
No mesmo período, as dívidas de Países como Estados Unidos, França, Alemanha ou Reino Unido viram as próprias dívidas subir entre 60% e 90%. Isso significa que, no caso da Italia, a diferença com os outros Países foi reduzida.

Bombas em Boston: três mortos

O curioso Leitor acede ao blog com a certeza de encontrar algumas agudas observações acerca do
atentado de Boston ou, pelos menos, notícias surpreendentes.
Lamento: não há.

Fui espreitar nos diários dos Estados Unidos, nos fóruns, mas a verdade é que não há nada: o que sabem todos é quanto reportado até agora pelos órgãos de informação.

Tudo o resto é mera especulação.

A propósito:
  • fala-se duma página Facebook criada antes do atentado com no título uma referência para as vítimas das explosões. Lembro que é possível mudar o título duma página em qualquer altura, independentemente da data da criação.
  • fala-se dum episódio duma série cartoon (Family Guy) no qual o protagonista fazia explodir duas bombas durante a maratona de Boston. Na verdade, o vídeo no Youtube é composto pro dois excertos cortados e colados de forma a das a impressão dum único episódio. Mas não é.
  • fala-se também de exercícios militares na iminência do atentado. Mas quem seguir os acontecimentos do outro lado o oceano, sabe que tais exercícios tornaram-se bastante comuns sobretudo nas maiores cidades, com tanto de helicópteros, meios e homens armados, em alguns casos até tanques.

15 abril 2013

A lobby política de Facebook

Vamos imaginar um cenário: o Leitor é o dono duma empresa fundada e desenvolvida na internet.

Esta empresa oferece aos próprios membros espaço para discussões, para alojar imagens, jogar, encontras pessoas, ouvir música, partilhar de tudo um pouco. Esta empresa consegue centenas de milhões de membros.

É verdade: esta empresa espreita na vida pessoal dos membros, analisa os gostos, os hábitos, ignora a privacy, até colecta dados pessoais sensíveis, mas agora isto não interessa. E depois a maior parte dos membros não se preocupa com estas coisas.

O que interessa é que e empresa do Leitor factura, e bem. Mas isto conta até um certo ponto: com todo o dinheiro conseguido até hoje, o Leitor não terá que preocupar-se acerca do futuro. Então o que fazer com esta empresa chegados a este ponto?

Este é o "problema", por assim dizer, de Facebook e Youtube. Que parecem ter encontrado uma solução.

14 abril 2013

Grupo Bilderberg: a pergunta de Pai Natal

Diz o Leitor Pai Natal num comentário do post anterior:
pertencendo este blog a alguém ligado a italia, vim aqui pensando que encontraria um artigo relacionado com o que o senhor Ferdinando Imposimato disse:

http://www.infowars.com/italian-supreme-court-president-blames-bilderberg-for-terrorist-attacks/

dado conhecer bem a realidade italiana, diga-me, por favor, este senhor é credível (apesar de que aquilo que ele disse, qualquer imbecil já sabia ser verdade, pelo menos qualquer imbecil familiarizado com a nova ordem mundial e operação gladio)?
Posso eu ignorar um pedido de Pai Natal e tornar tristes todas as crianças da Terra? Claro que não, não desejo uma responsabilidade destas. Por isso vamos ver o que conta Infowars.

Antes uma breve explicação: não sigo as aventuras do Grupo Bilderberg pela simples razão que, se a intenção for perceber algo, não observo as acções dos servos mas as ideias dos patrões, que julgo serem mais importantes. E o Grupo Bilderberg não passa disso: um conjunto de mordomos. Não é aí que fica o leme, estes só se limitam a remar.

O artigo

Mas vamos em frente, eis o artigo traduzido:

O Presidente do Supremo Tribunal Italiano culpa o Bilderberg de ataques terroristas
O Presidente Honorário do Supremo Tribunal da Itália e ex-Chefe de Investigação, o juiz Ferdinando Imposimato, o homem que investigou o caso da tentativa de assassinato do Papa João Paulo II, acusa sensacionalmente o Grupo Bilderberg de estar por trás dos ataques terroristas na Europa.

12 abril 2013

Subprimes? Two Pack!

...ainda com esta história da informação? Este blog é um bocado chato, não é? Pois é.

O facto é que no mundo acontecem coisas, mas nós podemos saber apenas uma fracção delas. E engana-se quem pensa que os media "trabalham para nós", escolhendo os assuntos mais importantes.
Há coisas excepcionalmente importantes que os media simplesmente não tratam.

Porquê? Deixamos que seja o Leitor a escolher a resposta.
Por enquanto, eis apenas dois exemplos.

Subprimes: às vezes regressam

Lembra-se o querido Leitor da história dos subprimes? Oh, nada de importante: foi apenas o factor que
desencadeou a crise de 2007, aquela que ainda não acabou. Atenção: não provocou, pois as origens ficam mais longe, mas despoletou.

Para simplificar: numa certa altura, os bancos dos Estados Unidos começaram a conceder empréstimos para a aquisição de casas sem que os clientes (até desempregados) tivessem uma real possibilidade de devolver o dinheiro obtido. Estes empréstimos de alto risco permitiam aos bancos criar produtos financeiros que depois geravam altos lucros. Obviamente o jogo durou alguns tempos para depois ruir e arrastar os bancos ocidentais e o sistema financeiro mundial.

Pensará o Leitor: "Bom, aconteceu uma vez, de certeza que aprenderam a lição".
Errado: não aprenderam.

11 abril 2013

Grécia: a chantagem das multinacionais

O que se passa na Grécia?

Seria possível falar dos suicídios, da enorme taxa de desemprego, da economia em coma. Mas aqui vamos observar coisas mais "terrenas".
Como a conta da electricidade.

A electricidade e o software malandro

Desde que o governo promulgou a simpática lei pela qual os impostos de propriedade são colectados pelo fornecedor de electricidade, um número incrível de famílias (acerca de 30.000 a cada mês) ficaram sem energia.
O jornal grego Ekathimerini fala em aproximadamente 700.000 clientes que tiveram de pedir para adiar o pagamento das suas dívidas e concordou para implementar planos de reembolso. 

Mas nesta altura aconteceu algo incrível.
Embora o Estado tenha expressamente proibido de "desconectar serviços" se o cliente não pagar os impostos sobre a propriedade, o software dos computadores que imprimem as contas da luz não são capazes de distinguir se o pagamento for recebido por causa da electricidade fornecida ou como pagamento para o imposto.


A irresistível necessidade de vitimizar-se

E como é antiga tradição em todas as Quintas-feiras a partir de hoje, eis que falamos de História.
Fiquem descansados: nada de Breve História de Economia, hoje falamos de algo mais leve, até divertido, com incêndios, fogo e mortos.

Partimos do Papa Francisco, este santo homem que reza a humildade ao ponto de recusar os sapatinhos vermelhos para ficar com os sapatinhos dele, comprados em saldo numa loja chinesa (acho eu).
O simpático Ciccio (diminutivo de Francisco em italiano) foi visitar as grutas de S.Pedro, para rezar na tumba onde, segundo a tradição, ficou guardado o corpo do Apóstolo.
Até aqui tudo bem.

O problema é que na ocasião, por toda a net, reapareceu a história de Nero "primeiro perseguidor dos Cristãos" e do incêndio de Roma. Tudo isso é clamorosamente falso. Não que isso ajude na resolução dos nossos problemas, nomeadamente daqueles económicos: mas uma religião, que sobretudo em determinados Países ainda tem uma importância assinalável, que explora as mentiras é coisa bastante triste. Com ou sem Papa Ciccio.

10 abril 2013

Algo estranho

Acontece algo de esquisito. Ou talvez não.

Ezra Pound disse uma vez (mas não tinha sido o primeiro) que "os políticos são os garçons dos banqueiros". A opinião pública muitas vezes pensa o mesmo: não há dúvida de que a lobby bancária internacional tem um enorme poder. Nem é o caso de fazer exemplos.

Em vez disso, vamos observar algo...como dizer? Inquietante.
Óbvio, nada que o Leitor possa encontrar nos media, nem naqueles especializados em assuntos financeiros: até nem é algo que a internet alternativa trate, com grande surpresa. Mas é algo importante.

A questão é simples: o sistema bancário internacional parece perder força, em favor da política tecnocrática. Uma inversão de marcha no quadro histórico. Ezra Pound fica de cabeça para baixo.
Uma interpretação errada? Pode ser. Então vamos ver os sintomas.

08 abril 2013

Nato: da morte das crianças e do ópio

A Nato atinge outro sucesso no Afeganistão (onde, lembramos, todos são terroristas), eliminando 11
perigosas crianças, com idade entre 1 e 12 anos. Os factos aconteceram no último Sábado.

A aldeia alvo do ataque fica no Distrito de Shigal, Província de Kunar, perto da fronteira com o Paquistão. Segundo a agência de notícias Reuters, no ataque morreu também uma mulher (segundo outras fontes as mulheres mortas foram duas, mas tanto faz, todos terroristas são) e outras 6 pessoas ficaram feridas.

Os reportes da Bbc confirmaram que todas as vítimas na altura da morte encontravam-se no interior das próprias casas e fotografaram os cadáveres das crianças.

A Nato, num comunicado oficial, confirma o ataque mas fala apenas em feridos.
O porta-voz da Aliança, o capitão Luca Carniel:
O apoio aéreo foi pedido pelas forças de coligação, não-afegãs, e foi usado para atingir as forças insurgentes em áreas distantes das estruturas, de acordo com o nosso relatório
E se o ataque foi conduzido "em áreas distantes das estruturas", é evidente que não foi a Nato que eliminou as perigosas crianças. Provavelmente foi a gripe. Ou os mesmos talibãs, que como sabemos gostam de matar.

06 abril 2013

Japão: Kuroda, Zé e a impressora mágica

Sábado? Um post de Sábado?
Tá bom, é quase Verão, sinto-me bom.
Mas é um post curto, prometo.

Pegamos no Japão. Aliás, não pegamos no Japão, pegamos mas é na Zona NEuro, com todos os problemas ligados à Dívida Pública, a falta de dinheiro, o limite do deficit público e as outras amenidades.

Agora voltamos a pegar no Japão, que tínhamos posto momentaneamente na mesa de cabeceira, e vamos ver como é que aí resolvem estes problemas.

Haruhiko Kuroda, governador do Banco Central do Japão, anuncia ter encontrado 1.400 biliões de Dólares. Sorte dele, sem dúvida. Mas onde é que encontrou este dinheiro todo? Bom, em verdade não "encontrou", mas "criou". Ligou para um dos funcionários e disse "Ó Zé [nome bastante difundido no Japão], lembra-se da impressora Canon, aquela com o tinteiro de cores? Ora bem, deixe aí o sudoku e imprima uns 150.000 biliões de Yen, faça o favor".

05 abril 2013

Portugal: a decisão do Tribunal Constitucional

Antes de continuar com um novo capítulo da adorada Breve História da Economia, o humilde blogueiro fica na frente da televisão à espera da decisão do Tribunal Constitucional.

Isso porque estamos num País sério onde não é a televisão que dita os tempos da política e da economia, é só por acaso se após 90 dias a decisão está prestes a ser comunicada na hora dos telejornais nacionais.
Aliás, pensando bem parece normal que o Tribunal trabalhe só após as 17:00, a hora do chá com bolachas.

Os Leitores não Portugueses estarão a pensar: "Cadê?" que não significa nada mas faz lembrar "Que é?". Então o humilde blogueiro explica.

O governo de Portugal, isso é, o conjunto de indivíduos que obedece às ordens da troika (FMI+BCE+EU), apresentou um Orçamento de Estado que contém algumas normas anticonstitucionais.
Como por aqui ainda é importante a fachada, o Tribunal Constitucional disse "Cadê?", que neste caso significa: "Calma, vamos analisar o assunto, afinal temos que justificar os ordenados".

1999 - 2012: Os gastos de Portugal

Então vamos ver dois dados.

Falamos de quê? Mas claro, falamos de Portugal, este feliz cantinho de terra à beira mar plantado.
Qual o lema que circula no feliz cantinho de terra? Já sabemos: antes fizemos uma boa vida, gastámos acima das possibilidades, Portugal tem que consumir pouco porque produz pouco, austeridade, sofrimento, penitência. Tudo gentilmente oferecido pelo actual governo, o mesmo que com a cumplicidade e as ordens da troika FMI-BCE-EU vende o País ao quilo.

Mas porque não espreitar os dados? O que tem o Leitor contra os dados? Porque é assim: o lema até pode ser simpático (e funcional), mas depois não será uma boa ideia ver o que realmente aconteceu?

"Eh, mas isso é complicado..." pensa o querido Leitor.
É complicado porque é preciso vasculhar no meio dos arquivos empoeirados, mas o Leitor pode ficar descansado: esta é uma missão para Informação Incorrecta, o blog que não apenas gosta mas até adora a poeira e o bolor.

Por isso: eis os resultados.

04 abril 2013

Portugal: bater punho? As demissões de Relvas (actualizado)

Recebi um artigo acerca de Portugal e, como sempre, este blog publica quanto os Leitores decidirem
enviar, mesmo que isto não reflicta as opiniões de Informação Incorrecta.

Pelo que, lembro que qualquer pessoa pode escrever um texto e envia-lo via e-mail ao seguinte endereço:

informacaoincorrecta@gmail.com

para que, magicamente, este apareça publicado. 

Entretanto, agradeço o Anónimo Leitor que decidiu escrever e faço votos de boa leitura.

Coreia do Norte: cão que ladra...

Uma nova guerra?
A Coreia do Norte que ataca a Coreia do Sul e bombardeia os Estados Unidos?

Um conselho: não é o caso para ficar preocupados.
Poucos levam a sério as belicosas declarações dos comandos da Coreia do Norte. O nível de retórica do jovem Kim Jong Un parece querer furar a nossa atenção aumentando os tons, e consegue: se um chefe de Estado ameaça arrasar as cidades os EUA, inevitavelmente ganha os créditos dos meios de comunicação, faz levantar algumas sobrancelhas e também mais alguns helicópteros.

Pouco sabemos sobre a dinâmica interna do poder na Coreia do Norte, um estado eremita, mas não é difícil apostar que ninguém acha que pode vencer uma guerra contra os Estados Unidos, mesmo uma guerra termonuclear. Em Pyongyang não são suicidas, ou pelo menos não até este ponto.

03 abril 2013

Breve mas interessante história da economia - Parte VII

Querido Leitor,

Economistas Clássicos, Neo-Clássicos, e agora?

Agora estamos perante uns 40 anos complicados: é o período entre as duas guerras mundiais. Porque dum lado há as ideias de Marx, ideias que inflamam um monte de pessoas na Europa e mais além ainda; do outro lado há os economistas Neo-Clássicos, muito menos "espectaculares", que  trabalham como loucos para resistir ao marxismo.

Simplificando muito, podemos dizer que o início do século XX vê uma economia de raiz social/socialista espalhar-se de forma muito rápida, especialmente entre as pessoas comuns e determinados círculos intelectuais, e uma economia minoritária elitista, os Neo-Clássicos, que começa a obter financiamento das classes superiores.

Do primeiro grupo faz parte também o anarquismo, do qual pouco ou nada se fala hoje, mas que na época era fenómeno notável. Os principais pensadores neste sentido são Pierre Joseph Proudhon, Mikhail Bakunin e Kaspar Schmidt. Como o querido Leitor sabe, agora quando alguém dizer "anarquismo" a ideia é logo "caos", mas isto é falso. Os anarquistas da época eram intelectuais finos e complexos, muitas vezes até fanáticos, pessoas que não tinham medo de sacrificar-se em acções suicidas para chamar a atenção contra as injustiça social (como a fome do povo ou o desejo de liberdade deste).

Economistas, raça feia...

O blog da Universida de Chicago Booth realizou um inquérito entre um painel de economistas das
maiores universidades dos EUA: o que acham do salário mínimo de 9 Dólares/hora proposto pela Administração do simpático Obama?

A ideia está na base dum debate que há meses ocupa os media dos americanos.

Os resultados são surpreendentes, sobretudo se a ideia for a economia como uma ciência exacta: na verdade, os economistas não são capazes de decidir qual o efeito da medida sobre o desemprego.

No gráfico à direita, eis o que diz a teoria neo-clássica: o salário mínimo, se posicionado acima do ponto de equilíbrio entre procura e oferta de trabalho, provoca desemprego.

02 abril 2013

Israel e as crianças dos outros

Declarou em Janeiro de 2012 Mark Regev, porta-voz do primeiro-ministro israelita Benyamin Netanyahu.
O teste de uma democracia reside no tratamento dos prisioneiros, das pessoas na prisão e, especialmente, das crianças
Obviamente tudo isso não conta quando o assunto for israel: o País está além de qualquer lei ou juízo moral. Por isso não espanta o relatório da Unicef, que analisa mais de 400 casos documentados de detenção e maus-tratos de jovens prisioneiros nas prisões de Rei David.

Afirma o mesmo relatório:
As crianças palestinianas que entram em contacto com o sistema de detenção militar de israel são submetidas a maus-tratos generalizados, sistemáticos e institucionalizados. Isto baseia-se nas repetidas queixas que ocorreram durante os últimos dez anos, na entidades das mesmas, fundamentação e persistência.
Esta conclusão é apoiada também pelo exame dos casos através de um sistema de monitorização das
graves violações dos direitos das crianças, bem como das entrevistas com advogados israelitas e palestinianos. E também com as crianças alvos de mau-tratos.

01 abril 2013

Breve mas interessante historia da economia - Parte VI

(nota prévia: artigo ainda não corrigido. Há erros? Acontece, culpa do querido Leitor, falasse italiano seria tudo mais simples)

Querido leitor,

sei o que pensas: mas quanto vai em frente ainda esta raio de história da economia? Mas não era suposto ser breve?

E é.
Em poucos artigos já estão condensados uns 200 anos de estudo. E de borla. Sem esquecer que, como disse a Bíblia, “Nem só de pão viverá o homem, mas também dum copinho de água que ajuda na digestão” (Mt 4,1-11).
Por isso: vamos com um novo capítulo.

Então, vimos Marx. E muitas pessoas comentaram: "Ah, Marx aqui, Marx aí!". Em verdade, em verdade Vós digo: esta é uma história da economia, nada mais. Pelo que, vamos que o que acontece depois do estudioso alemão que, como lembrado, acaba o período dos economistas clássicos..

E o quê encontramso depois dos Clássicos? Simples: os Neo-Clássicos.
Mas antes tentamos enquadrar a época histórica.

Estamos no final de 1800, quase 1900, falta pouco. Na Inglaterra domina a Rainha Vitória, em Portugal o período da monarquia está preste à esgotar-se, o mesmo acontece no Brasil, na Antárctica vivem os pinguins. E no comércio? Temos o Mercantilismo. O quê é isso?

O Mercantilismo é a ideia pela qual uma nação que exportar é muito rica: em particular, é uma concepção que acredita na existência de grandes grupos industrias que produzem com baixos custos (e baixos salários). Se estes grupos conseguirem conquistar largas fatias dos mercados estrangeiros, haverá riqueza para todos. Este é o Mercantilismo, um processo que tinha iniciado muito tempo antes (já em 1500) e que até mudou de nome com o tempo, sendo conhecido mais tarde como "proteccionismo".

Dirá o querido Leitor: "Olha só, parece a ideia que temos hoje...só que hoje o Proteccionismo é uma blasfémia!". Pois parece. É por isso que há a deslocação de empresas para Países com mão de obra mais barata: super exportação e salários baixos, nada de novo. E o Proteccionismo? Querido Leitor, o que acha ser a política económica da União Europeia, onde um grupo de Estados com interesses comuns (assim é contado) evitam fazer-se concorrência para defender-se (em teoria) das empresas estrangeiras?

Printfriendly

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...