31 outubro 2013

Yemen: petróleo, corrupção, fome. E drones.


A intenção deveria ser tentar evitar os conflitos: mas desde que isso não está em nosso poder, podemos ver quais zonas do planeta reúnem as condições para tornar-se novas frentes. E  há um País que parece ser o melhor candidato neste aspecto: o Yemen.

A República do Yemen é um País muçulmano que ocupa a parte sul da Península Arábica. É rodeada pelo Mar Vermelho, o Golfo de Aden e o Mar da Arábia. Faz fronteira com o Omã e a Arábia Saudita. A capital é Sanaa. Todas cosias que é possível encontrar em qualquer enciclopédia.

O Yemen é um País tradicionalmente pobre e dividido em diferentes grupos étnicos, sobretudo os Hashid e os Bakil. O confronto entre o partido único (o Congresso Geral do Povo) e o ramo iemenita da Irmandade Muçulmana é uma constante na vida política. O Congresso Geral do Povo tem sido ao longo das décadas a face política da ditadura secular, enquanto a Irmandade Muçulmana prefere um governo mais islâmico, embora não seja claro quanto mais democrático.

Desde janeiro de 2011, coincidindo com a propagação dos protestos no mundo árabe, começaram as agitações no Yemen, que tinham como objectivo derrubar o poder de Ali Abdullah Saleh, no poder de forma contínua desde 1978. Apesar de Saleh ter tentado acalmar os manifestantes, os militares dispararam sobre a multidão na praça central em Sanaa, matando pelo menos 50 pessoas.

30 outubro 2013

Arrancados

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Duas imagens condensam a mensagem contida no recente relatório do Banco Mundial sobre o estado da economia palestina.

A primeira é um cartaz da campanha Visualizing Palestine (Visualizando a Palestina), que mostra uma imagem modificada do Central Park de New York: estranhamente vazio. Entre os arranha-céus, o parque tem sido despojado das suas árvores e a legenda explica: desde o início da ocupação, em 1967, israel tem arrancado 800.000 oliveiras pertencentes aos palestinianos, o suficiente para encher os 33 do Central Park.

A segunda imagem, uma fotografia amplamente divulgada em israel no mês passado, é duma diplomática francesa no chão, olhando para os soldados israelitas que a rodeiam com as armas apontadas. Marion Castaing tinha sido maltratada quando, com um pequeno grupo de colegas diplomatas, tentavam fornecer ajuda de emergência, incluindo tendas, para os agricultores palestinianos cujas casas tinham acabado de ser arrasada.

As demolições foram parte dos esforços de longo prazo de israel para remover os palestinianos do Vale do Jordão, o coração agrícola de um futuro Estado palestiniano. O desafio da diplomata Castaing teve como resultado o facto de ser repatriada para a Europa, como as autoridades francesas a tentar evitar um confronto com israel.

25 outubro 2013

Datagate: o Sorm da Rússia

Enquanto o simpático Barack Obama afirma "compreender as preocupações" dos 35 líderes mundiais cujas conversas telefónicas foram espiadas pelos Estados Unidos, vamos ver o que se passa do outro lado da antiga Cortina de Ferro.

As recentes revelações do The Guardian sobre as medidas de vigilância adoptadas pela Rússia para garantir a segurança dos Jogos Olímpicos de Inverno em Sochi, fazem lembrar os sistemas de espionagem utilizados pela National Security Agency (NSA) dos EUA.

Desde já: há profundas diferenças não apenas técnicas entre os dois sistemas, como também no alcance das operações de controle e, sobretudo, nas concepções geopolíticas acerca da vigilância de Internet: se os Estados Unidos têm a ambição de colocar sob controle todo o sistema de comunicação global, chegando a espiar os fluxos de comunicação no interior dos países (França, Alemanha, México...), a Rússia tem metas aparentemente mais modestas. Basicamente, Moscovo está interessada em controlar os seus próprios cidadãos e aqueles dos Países nascidos após a dissolução da antiga União Soviética.

Isso não quer dizer que Moscovo não tenha ferramentas para espiar electronicamente outras áreas do mundo, com satélites e estações de escuta, bem como com o emprego de sofisticados hackers: mas tudo isso não iguala o sistema da ​​NSA, que pode contar também com os aliados de língua inglesa (como no caso do sistema britânico Tempora) e, talvez, até dos chineses.

24 outubro 2013

Geopatía e rádon

Quando os primeiros grupos nómadas se tornaram sedentários, começaram a desenvolver um especifico conhecimento ligado à terra: alguns lugares eram "bons" para construir casas e criar animais, outros eram "maus". Na altura não havia os instrumentos para determinar a causa destas diferenças, mas tudo era baseado na observação: em alguns lugares, o gado, por exemplo, ficava doente, em outros não.

Também os Romanos conheciam a questão: escolhiam um local sobre o qual construir de acordo com a exposição ao sol, os ventos, na proximidade de água (mas não parada), protegido por trás e aberto na parte da frente. Então, traziam os seus rebanhos para pastar ao longo de dois meses: a observação do estado de saúde dos animais e a análise dos fígados destes após a estadia no local, determinava a escolha.

Pergunta: por qual razão os animais que estacionavam em determinados terrenos ficavam doentes? Como é que a terra, que na Antiguidade não era poluída por produtos químicos, representava um perigo para a saúde dos seres humanos e dos animais? Quais segredos estão escondidos no subsolo?

15.08.1939: o dia em que a guerra poderia ter sido evitada

Estaline
Documentos permanecidos em segredo por quase 70 anos, mostram que a União Soviética propôs o
envio duma poderosa força militar na tentativa de envolver Reino Unidos e França numa coligação anti- nazista.

Este acordo poderia ter mudado o curso da história: a proposta duma força militar para conter Hitler veio de uma delegação militar soviética durante uma reunião no Kremlin com altos oficiais britânicos e franceses, duas semanas antes da eclosão da guerra em 1939.

A notícia não é nova, mas acerca disso há só o silêncio absoluto: s. Esquisito, pois os documentos o tamanho da força que Estaline propunha em território polaco: um milhão de unidades entre infantaria, artilharia e aviões.

Na prática, teria-se tratado de repetir numa escala maior quanto já feito por Mussolini em 1934, quando Hitler queria invadir a Áustria e foi travado pelas divisões italianas perto da fronteiras.

23 outubro 2013

Colômbia: o lado escuro da América do Sul

A Colômbia , de acordo com os dados divulgados pelo Ministério do Tesouro e relativos ao orçamento
de 2014, destina para a Defesa e a Polícia uns colossais 27.740 milhões de Pesos, o equivalente a 14.717 mil Dólares: 13.555 para o funcionamento, 1.166 para as operações em curso e os novos investimentos.

No orçamento total do País em 2014, a parte destinada a Polícia, Exército e Forças de Segurança representa 17,9% do total. Uma enormidade, muito acima de educação, saúde e trabalho.

Comparada com o período de quatro anos entre 2007 e 2010, a despesa militar aumentou 19,6%.

De acordo com o mesmo Ministério, as quantias do orçamento dedicadas à defesa e polícia "tentam assegurar o financiamento para fortalecer a política integral de defesa e de segurança em todos os cantos do País", bem como o "apoio aos programas de comando, controle e comunicação, mobilidade, segurança do cidadão, bem-estar da força pública, intelligence, defesa aérea e controle dos canais marítimos e terrestres".

A próxima guerra de Benny

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Benjamin "Benny" Gantz
Os discursos dos generais são usualmente aborrecidos.
Normal, não são pagos para falar.

Todavia, pode haver excepções.
No passado dia 11 de Outubro de 2013, o Chefe do Estado Maior do IDF (as Forças Armadas israelitas), Benny Gantz, suscitou espanto com aquele que foi classificado como "o mais importante discurso público do seu mandato".

O evento teve lugar no Centro de Estudos Estratégicos Begin-Sadat, na Universidade Bar Ilan, perto da capital Tel Aviv.
O que disse o general Gantz? Algumas coisas.

22 outubro 2013

Futuro: os próximos 15 anos segundo Global Trends

O Intelligence National Council, órgão ligado à Intelligence Community (IC) dos Estados Unidos, que realiza tarefas de análise estratégica a médio e longo prazo, publicou o novo relatório sobre a evolução político- económica global para os próximos 15 anos: Global Trends 2030: Alternative Worlds ("Tendências Globais 2030:  Os Mundos Alternativos").

O documento fornece orientações para os decisores políticos e os agentes económicos sobre a evolução da situação mundial, examinando as frentes geopolíticas com particular atenção às questões de segurança nacional.

Como primeira coisa, vamos ver quem é esta Intelligence Community, o "editor" da publicação por assim dizer.

A Comunidade da Inteligência e a inteligência do Director 

A IC é uma federação de 16 diferentes agências governamentais que trabalham separadamente e em conjunto para realizar as actividades de intelligence consideradas necessárias para a condução das relações externas e da segurança nacional dos Estados Unidos. As organizações membros da IC incluem agências de intelligence militares, civis e departamentos de análise. A IC é liderada pelo Director da Inteligência Nacional (DNI), que trabalha directamente pelo Presidente dos EUA.

Actualmente, o Director é James R. Clapper. Ex militar, o homem deve ser um génio ou algo parecido.
Em 2003, Clapper, então director da Agência Nacional de Inteligência Geoespacial, tentou explicar a ausência de armas de destruição em massa no Iraque afirmando que estas tinham sido "inquestionavelmente" enviadas fora do Iraque, com destino a Síria e outros Países, antes da invasão norte-americana.

21 outubro 2013

Armas nucleares: os bancos, as empresas, o arsenal

Neste mês de Outubro, foi publicado Don't Bank on the Bomb: a Global Report on the Financing of Nuclear Weapons Producers, uma investigação desenvolvida pela IKV Paz Christi e o ICAN - International Campaign to Abolish Nuclear Weapons.

A primeira é uma organização pacifista católica, presente em mais de 60 Países, enquanto a segunda é uma coligação civil formada por numerosas organizações não governamentais que têm como objectivo a abolição das armas nucleares.

O grupo de Don´t Bank on the Bomb, entre Junho e Setembro de 2013, com a ajuda da consultora holandesa Profundo realizou uma pesquisa financeira, analisando as relações comerciais e os documentos corporativos de bancos e produtores de armas nucleares. Uma pesquisa por enquanto limitada a três grandes áreas geográficas: América do Norte, Europa, Ásia-Oceânia.

O resultado é deprimente: após quase 70 anos da primeira atómica (Hiroshima, Japão, Agosto de 1945), ainda existem cerca de 17 mil armas nucleares e os Países que detêm esta tecnologia planeiam um gasto de 1.000.000.000.000 de Dólares ao longo da próxima década para a actualiza-la e moderniza-la.
Mais de um trilhão de Dólares em dez anos: isso significa 100.000 milhões por ano.

Enquanto o maior parte destes montantes provêm dos bolsos dos contribuintes, o relatório mostra que o sector privado está a investir mais de 314.349.920.000 Dólares nas empresas que produzem ou tratam da manutenção dos arsenais nucleares de França, Índia, Reino Unido e Estados Unidos.

Mas o que significa "sector privado"? Significa uma vasta gama de instituições financeiras que operam no mundo, em particular: bancos, companhias de seguros, fundos de investimento, bancos de investimento, fundos de pensão, agências de crédito e mais ainda. Dada a quantia investida, é óbvio que estas empresas representam um forte entrave perante a possibilidade de eliminar o opção nuclear: as armas "atómicas" são uma fonte de investimentos rentável e com poucas margens de risco.

18 outubro 2013

Nova Ordem Mundial: as dúvidas

Algumas reflexões acerca da Nova Ordem Mundial?

E vamos, apesar de ser exercício "perigoso": cada vez que alguém pôr em causa o NWO, logo chovem insultos (que, lembro, são apagados).

Publiquei esta Cronologia porque sei que muitos Leitores acreditam na ideia da Nova Ordem Mundial, embora com variantes e nuances diferentes, e achei simpático pôr à disposição algo prático, que pode ser consultado tendo como base as datas.
No entanto, como já afirmei várias vezes, não acredito nisso. Explico.

O facto de existir um grupo de pessoas que deseje "governar" o mundo não é nenhuma novidade: sempre houve, é só ler a História.

Qual a forma melhor para governar o mundo? Simples: um único governo, dirigido por uma única elite. Também neste caso, exemplos históricos não faltam: sempre houve e sempre haverá. Anormal seria não ter ninguém com estas ideias: seria o sinal duma evolução da nossa espécie.

Coisas já ditas, que não vale a pena repetir (para os mais curiosos: Illuminati: uma crítica ou Nova Ordem Mundial?).
Hoje, pelo contrário, gostaria de realçar alguns pontos presentes na Cronologia.
Vamos ver alguns destes casos.

Uma ideia: França fora do Euro?

Mudanças na França.

Um partido a favor da saída do Euro acaba de derrotar um os dois maiores partidos de poder (o UMP, o partido de centro-direita também do ex-presidente Sarkozy) nas eleições autárquicas.

E não é apenas o Euro que está em jogo, mas também a ameaça de saída da União Europeia, um factor que estará em discussão no referendo da Grã-Bretanha (que, segundo o primeiro-ministro britânico D. Cameron, poderá irá concretiar-se em 2017).

A Frente Nacional de Marine Le Pen ganhou com 54% dos votos. Uma derrota difícil para os gaullistas do UMP. Isso enquanto os socialistas do presidente Hollande tinham sido derrotados logo no primeiro turno das eleições.

A Frente Nacional é actualmente o maior partido da França, com 24 % dos votos, de acordo com a mais recente sondagem do Ifop (Institut français d'opinion publique): algo nunca acontecido no pós- guerra. O UMP atinge 22%, os socialistas 21%.

A Europa, um engano

Marine Le Pen tinha sido clara: em caso de vitória na eleição presidencial, como primeiro acto o anuncio dum referendum sobre a saída da União Europeia:
Negociarei [...], sem uma solução satisfatória, vou pedir a saída. A Europa é apenas um engano. Por um lado, há o enorme poder dos povos soberanos, por outro lado, um punhado de tecnocratas.
Uma saída imediata?

17 outubro 2013

Cronologia da Nova Ordem Mundial - Parte III: 1951 - 2013

Terceira e última parte da Cronologia.
Boa leitura.

Cronologia da Nova Ordem Mundial
1951 - 2013

1952
A World Association of Parliamentarians for World Government ("Associação Mundial de Parlamentares para o Governo Mundial") prepara um mapa projectado para ilustrar como as tropas teriam ocupado e controlado as seis regiões dos Estados Unidos e do Canadá se estes forem divididos, como parte do plano para um Governo Mundial.

1954
O príncipe Bernhard dos Países Baixos (1911-2004) cria o Club Bilderberg: estadistas e banqueiros internacionais que se reúnem secretamente com base anual .

1961
O documento n º 7277, publicado pelo Departamento de Estado dos Estados Unidos, intitulado Freedom From War: The U.S. Program for General and Complete Disarmament in a Peaceful World ("Liberdade da Guerra: o Programa Norte-Americano de Desarmamento Geral e Completo num Mundo Pacificado"), descreve um plano de três fases para desarmar todas as nações e armar as Nações Unidas, com vista para a fase final na qual é afirmado:
Nenhum estado teria o poder militar para desafiar a Força de Paz progressivamente fortalecida das Nações Unidas.

Iraque: a OMS, o urânio empobrecido e os nascimentos prematuros

No mês passado , a Organização Mundial de Saúde (World Health Organization) publicou um documento, altamente esperado, antecipado resumindo uma investigação acerca da prevalência de defeitos congénitos de nascimento no Iraque, coisa que muitos especialistas acreditam estar relacionado com a utilização de munições de urânio empobrecido (DU) por parte das forças aliadas.

O Dr. Nafeez Ahmed, director executivo do Institute for Policy Research & Development, seguiu o caso por conta do diário britânico The Guardiam.

Segundo a síntese do relatório:
A taxa de aborto espontâneo, morte fetal e parto prematuro encontrada no estudo é consistentes com, ou mesmo inferiores, as estimativas internacionais. O estudo não fornece clara evidência para sugerir uma taxa de parto prematuro anormalmente elevada taxa no Iraque.
Jaffar Hussain, chefe da missão da Organização Mundial da Saúde no Iraque, diz que o relatório é baseado em técnicas de pesquisa que são "conhecida em todo o mundo" e que o estudo foi revisto "extensivamente" por especialistas internacionais.

Um passo atrás

Mas o novo estudo contrasta dramaticamente com as declarações anteriores sobre os resultados duma pesquisa de funcionários do Ministério Iraquiano da Saúde, envolvido no estudo. No início deste ano, a BBC News conversou com os pesquisadores do Ministério, onde se confirmava a "esmagadora evidência" que o relatório teria fornecido: as taxas de parto prematuro são bem maiores nas áreas com intensos combates na guerra de 2003. Num precedente comunicado de imprensa, a OMS da mesma forma reconheceu que "as estatísticas existentes do Ministério da Saúde do Iraque mostram um alto número de casos de partos prematuros" nas áreas de "alto risco" seleccionadas para o estudo .

16 outubro 2013

10%: a máquina do tempo do FMI

Diz a fascinante Christine Lagarde (sempre seja louvada), chefe supremo do Fundo Monetário
Internacional (FMI), que há perigos na implementação de reformas e na aplicação de medidas de austeridade muito agressivas.

A politica de austeridade não precisa de ser adoptada de forma severa:
Acreditamos ser uma questão de ritmo. [As reformas] não têm de ser feitas de forma brutal ou abrupta e de forma massiva.
E mais, Christine "coração de manteiga" não esquece os cidadãos, com as manias deles:
Mais atenção aos assuntos que realmente importam para as pessoas. Isto é algo que levamos muito a sério no FMI.
E é verdade: o FMI leva muito a sério o que realmente importa para as pessoas.
Por exemplo: as pessoas importam-se do dinheiro delas? O FMI também: é por isso que acaba de anunciar que uma taxa de 10% sobre todas as contas bancárias da Zona NEuro não seria nada mal como ideia.
Mas nada mal mesmo.

Cronologia da Nova Ordem Mundial - Parte II: 1900 - 1950

Segunda parte da Cronologia da NWO.
A primeir aparte pode ser encontrada neste links.
Boa leitura.

Cronologia da Nova Ordem Mundial
1900 - 1950
1911
O Partido Socialista Inglês publica um panfleto intitulado Socialism and Religion ("Socialismo e Religião"), no qual explica claramente a posição do partido sobre o Cristianismo:
É , portanto, uma verdade profunda de que o Socialismo é o inimigo natural da religião. Um socialista-cristão é na verdade um anti-socialista. O Cristianismo é a antítese do Socialismo.
1912
O coronel Edward Mandell House (1858-1938), um assessor do presidente Woodrow Wilson (1856-1924), publica Phillip Dru: Administrador, uma obra na qual promove o "Socialismo como sonhado por Karl Marx".

1913 (3 de Fevereiro)
A 16 ª Emenda à Constituição dos Estados Unidos, que torna possível a imposição dum imposto progressivo sobre os rendimentos por parte do Governo Federal, é ratificada. O ponto no programa n º 2 do Manifesto do Partido Comunista insistia na necessidade de um imposto progressivo sobre os rendimentos.

Fukushima: ajudas, acidentes, contaminação

É como uma meia rendição a frase do primeiro-ministro japonês, Shinzo Abe, que numa conferência internacional sobre a energia e o meio ambiente, em Quioto, afirma:
Precisamos do vosso conhecimento e da vossa experiência.
Depois ter sido revelada uma nova fuga de água contaminada dos tanques de armazenamento de Fukushima, o primeiro-ministro japonês quer abrir "ao conhecimento mais avançado" dos Países estrangeiros para tentar conter o problema.

É esta uma jogada necessária também para tentar recuperar credibilidade, tendo em vista os planos para 2020, quando Tóquio irá acolher pela segunda vez na sua história a Olimpíada. Shinzo Abe é fortemente criticado em Pátria, como bem demonstra um artigo do Shukan Kinoby:
Apesar de desejar a qualquer custo as Olimpíadas, como é possível que ninguém tenha descoberto que mentir para a comunidade internacional só irá diminuir a confiança no Japão?
Isso na mesma semana em que seis trabalhadores foram expostos directamente a uma perda de água com materiais radioactivos e depois da confirmação de que a radioactividade do mar alcançara a costa leste dos Estados Unidos.

15 outubro 2013

O futuro: as duas sociedades, sem nada no meio


O nome é Inequality for All (Desigualdade para Todos) e é o documentário que nesses estreia nos cinemas dos Estados Unidos.

Enquanto esperamos que a película chegue até aqui, vamos espreitar.

O filme-reportagem está baseado nos cursos universitários em que Robert Reich (professor na Universidade de Berkeley e ex-ministro do Trabalho de Bill Clinton) denuncia os perturbadores efeitos sociais da acentuação da desigualdade que ocorreu nos Estados Unidos (mas não só): o fosso entre os ricos e o resto da sociedade, cada vez mais profundo e que hoje atingiu uma dimensão nunca vista desde os anos vinte do século XX.

Mais capital, menos trabalho

E, enquanto Barack Obama promete gastar o que resta do seu mandato para a criação de empregos e para dar oxigénio a uma classe média que está a desaparecer, Sidney Blumenthal diz que os Democratas vão centrar a campanha presidencial de 2016 sobre as desigualdades. Um filme este que já conhecemos: antes cria-se o problema (ou, pelo menos, nada-faz-se para limita-lo), depois sugere-se a solução.

Mas não é só a "esquerda" que coloca os holofotes sobre a questão do crescente fosso entre ricos e pobres: acaba de chegar nas livrarias Avegare is Over (A Média está Acabada), um ensaio de Tyler Cowen, economista da George Mason University, brilhante, provocador e certamente não progressista, que desenha futuros cenários alarmantes em que a classe média, como o título sugere, irá desaparecer.

Voltemos ao filme-documentário de Robert Reich.

Cronologia da Nova Ordem Mundial - Parte I: 1773 - 1899

Prenda para os Leitores ou, pelo menos, para boa parte deles.

Há dois anos, o blog publicou uma primeira história da Nova Ordem Mundial (NWO); entretanto, encontrei uma cronologia um pouco diferente (obviamente, as linhas gerais continuam a ser as mesmas), muito mais esquemática e de mais simples consultação (organizada por datas).

Enquanto aquela publicada foi uma história "pensada", esta é uma cronologia, isso é, um elenco dos acontecimentos mais importantes ordenados cronologicamente, desde o ano 1773 até os nossos dias.

Perdi um pouco de tempo para tentar averiguar alguns dos factos citados e, por fim, eis o resultado.

Apesar das dúvidas pessoais (cada vez mais fortes), sei que um número relevante de pessoas que costumam seguir Informação Incorrecta acreditam na realidade do NWO. Talvez no fim dos artigos (ah, pois, mais do que um: coisa comprida é) haverá espaço para algumas reflexões.

Por enquanto: eis a História da Nova Ordem Mundial.

Boa leitura.

14 outubro 2013

Bayer e OGM

E voltamos a falar de OGM, os organismos geneticamente modificados.

Quando se fala em OGM, a primeira coisa que lembramos é um nome: Monsanto.
É verdade, a simpática empresa americana tem um lugar em destaque no mundo da manipulação genética. Mas não é a única que opera neste sector.

Uma pesquisa realizada no Instituto Europeu de Patentes mostra que, em termos de número de patentes OGM, a Bayer detém o primeiro lugar. Milho, trigo, arroz, cevada, soja, algodão, beterraba, nabo, batatas, tabaco, tomate, uva: a lista de plantas transgênicas patenteadas pela Bayer CropScience é longa. A corporação também patenteou árvores geneticamente modificadas, tais como choupos, pinheiros e eucaliptos.

Este é o resultado de uma pesquisa na sede do citado Instituto Europeu de Patentes, em Mónaco de Baviera, na Alemanha, realizada pela Coalition Against Bayer Dangers (CBG, Alemanha), juntamente com No Patents On Seeds! ("Nenhuma Patente Sobre as Sementes!"): os pesquisadores examinaram todos os pedidos de patentes apresentados pela Bayer nos últimos 20 anos.

De acordo com os resultados da pesquisa, a empresa possui 206 das 2.000 patentes concedidas na Europa para as plantas transgénicas: isso coloca o Bayer no primeiro lugar, à frente da Pioneer (179), Basf (144), Syngenta (135) e Monsanto (119).

A Cruz Vermelha e a fome no Reino Unido

Pela primeira vez em 50 anos , a Cruz Vermelha irá distribuir comida para os desabrigados na Grã-Bretanha .

Os voluntários da Cruz Vermelha começarão a arrecadar fundos para os alimentos, isso pela primeira vez desde o fim da II Guerra Mundial: porque desta vez, os alimentos são para as famílias pobres do mesmo Reino Unido.

Segundo os analistas, isso é devido ao rigoroso regime económico imposta pelo governo conservador de David Cameron.

A intervenção de recolha de fundos começarão em Novembro deste anos, tal como informa o diário The Independent. Os voluntários serão enviados nas lojas e irão pedir aos clientes para incluir nas compras artigos que possam tornar-se doações. Em seguida, os funcionários da Cruz Vermelha irão entregar os produtos para a organização FareShare.

13 outubro 2013

Irão: o espelho de Yuli-Yoel Edelstein

O diário italiano Il Corriere della Sera entrevista o porta-voz do parlamento israelita, Yuli - Yoel Edelstein:
Quando se trata do direito do Irão ter uma indústria nuclear, eu oiço de todos os lados: "Mas vocês israelitas não assinaram esta Convenção e esta outra". Francamente, é uma comparação que não se pode subscrever. Dada a história do regime iraniano, é como se um serial killer dissesse: "O que há de esquisito se trago uma arma? Até mesmo os policiais têm armas". Há Países democráticos, confiáveis e Países que não o são
Não é uma piada: disse mesmo isso.

Tanto para ter uma ideia, vamos ver quantas e quais guerras viram envolvido o serial killer Irão desde a Segunda Guerra Mundial até hoje.
  • 1980: Guerra Iraque - Irão.
O Iraque de Saddam Hussein, apoiado e militarmente armado por vários Países, no dia 22 de Setembro de 1980 atacou o Irão. Após sete anos de guerra, o resultado foi de 805.000 mortos (dos quais mais de 200 mil civis) e perdas económicas que atingiram 1.000 biliões de Dólares.

11 outubro 2013

A invenção de Jesus

Atenção: artigo comprido e aborrecido, antes de ler consultar as advertências.
Advertências: é verdade, este artigo é mesmo comprido e aborrecido.

A invenção de Jesus

Uma notícia clamorosa apareceu nos últimos dias. Talvez demasiado clamorosa: mas vale a pena cita-la e pensar acerca do assunto.

O especialista da Bíblia norte-americano Joseph Atwill vai aparecer na frente do público britânico pela primeira vez em Londres, no próximo dia 19 de Outubro, para apresentar uma nova e controversa descoberta: antigas confissões recém-descobertas mostram, de acordo com Atwill, que o Novo Testamento foi escrito por aristocratas romanos do primeiro século depois de Cristo, aristocratas que fabricaram toda a história de Jesus.

A apresentação será parte dum simpósio intitulado Covert Messiah em Conway Hall, em Holborn (Londres).

Embora para muitos estudiosos a teoria possa parecer extravagante, Atwill acredita que as provas são conclusivas e está confiante de que a aceitação é apenas uma questão de tempo:
Apresento o meu trabalho com uma certa ambivalência, já que eu não quero causar qualquer dano directo aos Cristãos, mas isso é importante para a nossa cultura. Os cidadãos precisam de saber a verdade sobre o nosso passado para que possamos entender como e porque os governos criam histórias falsas e falsos deuses. Muitas vezes fazem isso para alcançar uma ordem social que é contra os interesses das pessoas comuns.
Sem dúvida, mas esta é uma observação genérica, vamos descobrir algo mais.
Atwill argumenta que o Cristianismo começou não como uma religião, mas como um sofisticado projecto de governo, uma espécie de exercício de propaganda utilizado para pacificar os cidadãos do Império Romano:

Líbia: a felicidade democrática

E a Líbia?
Já ninguém fala dela?

Esquisito, afinal é um País que saiu das trevas para aceder ao Paraíso Democrático, deveria ser um exemplo para todos. Para o Egipto, por exemplo, ou a Síria. Quem pode não gostar da ideia de abandonar as trevas?

No entanto, ontem os diários do mundo falaram da Líbia. Nada de grave, que fique claro: foi raptado o Primeiro Ministro, coisas que acontecem num País feliz. Mas o resto? Vamos espreitar.

Como sabemos, em 2011, quando Muammar Khadafi recusou-se deixar o governo da Líbia, a Administração de Obama escondeu-se atrás das saias francesas e lançou uma feroz campanha de bombardeio, tudo em prol do bem dos cidadãos. Além disso, foi criada uma No-Fly Zone, uma zona de exclusão aérea para apoiar os combatentes democráticos, entre os quais militava Al-Qaeda. E nós sabemos que a democracia sempre esteve no topo da lista das prioridades de Al-Qaeda.

10 outubro 2013

O estado da economia do Império

Então, como vai a economia dos Estados Unidos?
Porque é inútil fingir o contrário: eventuais mudanças do Império atingem todos, cedo ou tarde.
Sim, está o shutdown, sabemos isso: mas o resto? A economia real?

Diz o relatório preparado pelos economistas John C. Bluedorn , Joerg Decressin e Mark E. Terrones, do Fundo Monetário Internacional :
O colapso dos preços dos activos mostra que a recessão já começou e também os estoques [...] começam a diminuir mais do que diminui o valor dos imóveis. Estes sinais são suficientes para prever a chegada da recessão.
Portanto: alegria!

Mas vamos lá ver: afinal, o facto dos preços das açcões terem tido uma baixa não prova que haja uma verdadeira recessão económica. Nem servem como provas o bloqueio do governo (o tal shutdown), o mercado das casas que não reparte, a confiança das pessoas que estão sob os calcanhares, o desemprego que continua teimosamente muito alto, o aumento do nível da pobreza extrema, a cada vez maior dependência dos mais pobres dos vales-refeição, a baixa propensão ao consumo, a estagnação dos salários, a queda dos rendimentos da classe média, o aumento da desigualdade social.

09 outubro 2013

Bitcoin: depois de Silky Road

Nos Estados Unidos, este é o período dos shutdown: além do governo federal, também fechou um site internet bem conhecido em todo o mundo, Silk Road.

O Leitor não conhece Silky Road? É uma espécie de eBay da droga, onde era possível comprar estupefacientes e substâncias psicotrópicas de forma anónimas, mas também documentos falsos, vírus informáticos e outras pequenas utilidades.

O fundador e dono, Ross William Ulbricht de 29 anos, foi preso sob a acusação de conspiração para tráfico ilícito de estupefacientes e outros pormenores, todos graves. De acordo com o FBI, Silky Road conseguiu um volume de negócios de 1,2 milhões de Dólares em Bitcoin e comissões por 80 milhões de Dólares em menos de três anos.

Stop, pára tudo: Bitcoin? O que é isso?
Bravo Leitor, boa pergunta, vejo que está atento. Então vamos investigar.

08 outubro 2013

O modelo Chipre: quando o Estado rouba

Os cidadãos têm dinheiro nos bancos: contas, depósitos, investimentos, fundos.
E que tal utilizar este dinheiro parta resolver parte dos problemas financeiros?
Se calhar não todo o dinheiro: mas um pouquinho sim, porque não?

A grande ideia nasceu em Chipre e tomou o nome de bail-in.

Funcionou? Funcionou: alguns foram para as ruas, tímidos protestos. Mas nada de sério: o bail-in passou. Então, se passou em Chipre, porque não deveria passar em outros Países também?

Polónia, por exemplo: mas também Islândia, Nova Zelândia, Canada e outros lugares. A moda cipriota pegou.

07 outubro 2013

Strauss-Kahn e a não-notícia do ouro desaparecido

Dominique Strauss Kahn
Bom, vamos ver.

Lembram-se de Dominique Strauss Kahn?
Não Khan aquele de Star Treck e nem o Aga Khan: falamos aqui do ex director do Fundo Monetário Internacional, quem 2011 foi foi preso no aeroporto de New York com a acusação de actos sexuais criminosos, tentativa de estupro e sequestro contra um jovem do hotel Sofitel.

O simpático Dominique já tinha tido bastante problemas ao longo da sua vida por causa do sexo, por isso a notícia não foi totalmente inesperada.

Alguns, todavia, acharam esta uma manobra para eliminar o simpático tarado sexual com Christine Lagarde, a fascinante mulher que costuma aparecer com um gato histérico na cabeça e que ela continua a chamar "o meu penteado".

Pode ser? Pode ser, e porque não?

04 outubro 2013

IVA e o Crédito Público

Apenas duas linhas muito simples de economia.
A primeira é uma pergunta, que até parece absurda.

O Crédito Público

Como sabemos, nos últimos anos temos assistido à demonização da Dívida Pública. Não há possibilidades: a Dívida é má, ponto final, e tem que ser reduzida ao mínimo, até desaparecer ou quase.

Então eis a pergunta: mas por qual razão nenhum Estado tem um crédito público?

O contrário da Dívida Pública é o Crédito Público. Por exemplo, pegamos num País virtuoso como a Alemanha. Porque em vez que dever dinheiro (esta é a Dívida) não tem créditos?
Porque não tem que receber dinheiro de alguém (e esta seria o Crédito Público)?
Porque em vez de pagar juros sobre a Dívida, não recebe juros sobre o seu crédito?

A Copa do Mundo 2022 e o drama do Qatar

Faltam ainda 9 anos antes que a Copa do Mundo de futebol seja realizada no Qatar, mas as preocupações não faltam.

Por exemplo: o Qatar é um País com um clima árido, em parte desértico, e temperaturas que no Verão podem atingir os 50ºC (record: 50.4ºC registado em 2010). O que pode não ser o ideal para um jogo de futebol.

Diz Sepp Blatter, Presidente da FIFA (Federação Internacional de Futebol Associado):
O mundo árabe merece a Copa do Mundo. Têm 22 Países e nunca tiveram a oportunidade de organizar o torneio.
Justo. O pior será quando Blatter se aperceber que nem a Antártida teve oportunidades até agora.

Mas enquanto a FIFA fica preocupada com os extremos climatéricos, há pessoas que olham para outros problemas. Pormenores, tais como violações dos direitos humanos, condições de trabalho que mais parecem uma moderna escravidão, tudo em nome do futebol e dos interesses implicados.
Como afirmado: pormenores.

03 outubro 2013

Sudão: as notícias e a realidade

Pegamos em alguns dos mais lidos diários de Portugal e procuramos as notícias das últimas revoltas no Sudão:

Público: zero.
Diário i: zero.
Correio da Manhã: zero.
Expresso: uma notícia, esta:
Pelo menos 29 pessoas foram mortas ao longo de três dias de protestos antigovernamentais no Sudão, segundo indicaram hoje à agência AFP fontes hospitalares.
"Nós recebemos os corpos de 21 pessoas" desde que começaram as manifestações, na segunda-feira, contra o fim das subvenções sobre os preços dos combustíveis, declarou fonte do hospital de Oumdurman. Outras oito pessoas morreram em todo o país, segundo testemunhas e familiares.

Hersh, o dinossauro

Seymour Hersh é como um dinossauro, uma espécie em rápida via de extinção.

A espécie dos jornalistas que não ficam sentados na redação à espera de receber as notícias das várias agências de imprensa mas levantam-se e vão à procura das notícias. Seja onde for.

Foi assim que desvendou os factos de May Lai, quando o exército dos Estados Unidos massacrou 347 civis desarmados no Vietnam. E na mesma linha continuou ao longo das décadas, tornando-o um dos reportes mais conhecido do planeta:.foi ele, por exemplo, que publicou as fotografias dos mau-tratos na prisão iraquiana de Abu Ghraib, o que deu início ao escândalo nas Forças Armadas dos EUA.

Hersh publicará um novo livro nos próximos tempos e foi entrevistado pelo diário britânico The Guardian. Eis o artigo.

Seymour Hersh sobre Obama, NSA 
e os "patético" media americanos

Seymour Hersh tem algumas ideias radicais sobre a reorganização do jornalismo: fechar as redações da NBC e da ABC, despedir 90% dos redatores e voltar ao trabalho fundamental dos jornalistas que, segundo ele, é ser um outsider.

Não é preciso muito para fazer indignar Hersh, o jornalista investigativo que tem sido o inimigo dos presidentes dos Estados Unidos desde os Anos Sessenta e já foi descrito pelo Partido Republicano como "a coisa mais próxima dum terrorista que tem o jornalismo americano".

02 outubro 2013

Bancos: demasiado grandes...para tudo

Seis bancos controlam 67% de todas as actividades bancárias dos Estados Unidos e Bank of America
sozinha é responsável por cerca de um terço de todos os empréstimos concedidos no ano passado as empresas.

Toda a nossa economia está baseada no crédito e estes bancos gigantes são o centro do sistema de crédito: se estas instituições colapsassem, uma depressão económica brutal seria garantida.

Infelizmente, como já aprendemos, estes bancos não aprenderam nada com a crise de 2008: continuam a ser extremamente imprudentes. Sabem que, se algo correr mal, alguém iria intervir para salva-los. Pelo menos, foi isso que aconteceu no passado: mas da próxima vez o desfecho poderia ser diferente.

01 outubro 2013

Nairobi: a sombra dos serviços

E vamos concluir os discurso relativo ao ataque terrorista no centro comercial de Nairobi, no Quénia.

Agora são conhecidos os nomes dos alegados terroristas, pelo que podemos espreitar um pouco no passado deles. É uma história confusa, mas dá para ter uma ideia.

Samantha Lewthwaite

Samantha Lewthwaite, também conhecida como "a viúva negra" por ter sido casasa com um dos bombistas suicidas dos atentados de Londres (em 2005), voltou a casar-se com uma ex- oficial da Marinha do Quénia, de acordo com os registros da polícia do Reino Unido. O ex- oficial da Marinha é Abdi Wahid: em 2011, Wahid tinha sido preso quando a polícia percebeu que a casa dele em Mombasa (Quénia) tinha sido transformada numa potencial fábrica de bombas.

Estados Unidos: shutdown

Fecha o Governo Federal dos Estados Unidos.

O Congresso não chegou a um acordo sobre o financiamento da máquina estatal, tornando realidade o shutdown, o fecho generalizado.

É um grande revés: o último shutdown remonta a 17 anos atrás e custou 2 biliões de Dólares. Agora também haverá um impacto imediato sobre toda a economia, bastante pesado.

O problema? Falta dinheiro e o Congresso disse não perante o Obamacare: nada de acordo entre republicanos e democratas sobre o orçamento provisório. A partir da meia-noite passada, cerca de 800 mil trabalhadores do Estado não receberão salários, ficarão fechados museus, ministérios, parques naturais em todos os Estados.

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