21 fevereiro 2014

Brasil: os Justiceiros

Copio e colo do diário Público:
Os episódios de justiça popular estão a multiplicar-se no Brasil, com grupos de milícias populares a organizarem-se nas redes sociais, onde têm divulgado relatos e vídeos de ataques violentos contra indivíduos suspeitos de envolvimento em assaltos ou contra homossexuais.

“A sociedade civil está ficando progressivamente descontrolada”, observou o sociólogo José de Souza Martins, em declarações ao jornal Folha de São Paulo. O especialista em fenómenos de justiça popular, que documenta a sucessão de casos há cerca de duas décadas, detectou uma “ligeira intensificação de ocorrências” de uma média de quatro por semana para uma por dia, e uma tendência de inflexão da violência, outrora concentrada nos grandes centros urbanos de São Paulo, Rio de Janeiro e Baía, para o interior do país.

O caso de um adolescente de 15 anos, que foi violentamente agredido e preso a um poste com um cadeado de bicicleta, no bairro do Flamengo do Rio de Janeiro, no dia 31 de Janeiro, voltou a lançar o debate sobre as operações de linchamento e os direitos humanos no Brasil. O jovem, que é negro, foi encontrado à noite, ensanguentado e sem roupa, por uma educadora responsável pelo projecto Uerê dedicado a crianças carentes: depois de alertar as autoridades, e publicar fotografias na Internet denunciando o crime, Yvonne Bezerra de Mello recebeu ameaças de morte.

Depois de ser preso ao poste, o menor foi espancado por cerca de 30 homens (um deles armado com uma pistola), que o acusaram de andar a roubar bicicletas e o atingiram com pontapés e joelhadas e golpes com capacetes. Os agressores, que disse serem todos jovens, bem vestidos e brancos, cortaram-lhe uma orelha e deixaram-no amarrado ao poste, nu. A educadora que lhe prestou socorro disse à BBC Brasil que foi censurada por grupos de vigilantes do bairro – “Diziam que a culpa dos roubos era minha porque eu ajudava essas crianças.”

O criador do grupo “Reage Flamengo: Queremos Nosso Bairro de Volta” no Facebook, Angelo Castilho, disse ao repórter da estação britânica que não sabia quem eram os participantes no ataque, mas confirmou que apoiava a acção contra o adolescente. “Os moradores estão abandonados e revoltados diante dos assaltos frequentes. Se a população tiver oportunidade, tem que reagir”, declarou.

Cinco dias depois, o jornal Extra divulgou imagens captadas por telemóvel, de uma execução a tiro de um jovem de 20 anos acusado de praticar assaltos na Baixada Fluminense, uma zona desfavorecida na área metropolitana do Rio. O crime ocorre à luz do dia, numa das ruas mais movimentadas da localidade de Belford Roxo: o jovem está sentado no chão, subjugado por um grupo de homens, que o agarram à espera de um motociclista que o atinge com três tiros na cabeça. Segundo disseram moradores do bairro à reportagem da rede Globo, a zona tem estado em pé de guerra, com confrontos entre traficantes e milícias populares.

Os dois episódios motivaram amplo debate e dividiram a opinião pública em dois grandes blocos, um de compreensão e elogio à justiça praticada pelos vigilantes e outro de repúdio das acções violentas dos justiceiros.

Depois dos incidentes no Rio de Janeiro, foram reportados casos semelhantes de “justiçamento” (conforme designa a imprensa brasileira) nos estados de Goiânia, Piauí, Santa Catarina, Pernambuco, Baía e Mato Grosso do Sul. Quase todos dizem respeito a acções colectivas de violência para a punição de indivíduos apanhados em flagrante ou suspeitos de furtos, roubos ou violações, alguns deles menores.

Na cidade de Teresina, no Piauí, um homem a quem foram atados os pés e as mãos, foi atirado para cima de um formigueiro. No vídeo que documenta a acção, que foi divulgado por estações de televisão locais, ouvem-se os insultos da assistência, enquanto o homem grita por ajuda, com a cara já inchada pelas picadas das formigas. A Secretaria de Segurança do Estado disse que o inquérito ainda não permitiu identificar a identidade do agredido e dos agressores, mas apenas apurar que o ataque decorreu no bairro Dirceu Arcoverde, no fim-de-semana passado.

Em Goiás, já foram reportados três ataques esta semana: um adolescente de 16 anos foi agredido com uma barra de ferro pelos trabalhadores de uma obra que o viram a tentar roubar uma mota; um jovem de 20 anos foi perseguido por três motociclistas, que o espancaram por ter roubado a carteira de uma mulher e um homem de 32 anos foi hospitalizado depois de ter sido arrastado e pontapeado por vizinhos que o viram invadir uma residência. O ataque foi filmado e divulgado nas redes sociais.

Em declarações ao Diário da Manhã, o presidente da secção de Goiás da ordem dos Advogados do Brasil, Henrique Tibúrcio, refere-se a um “efeito de imitação” provocado pela “repercussão do caso do Rio de Janeiro”, e à desconfiança popular com a actuação das forças de segurança e o funcionamento da justiça. “A sociedade está descrente quanto à polícia, quanto à justiça, quanto às leis de impunidade”, observa, ressalvando porém que “embora a população tenha o direito de se defender, não pode espancar ou agredir outra pessoa”.

O deputado federal e líder da bancada do PSOL, Ivan Valente, fala na “substituição do Estado pela barbárie” e na ressurreição do pelourinho, “125 anos após o fim da escravidão, para regozijo de quem sempre está pronto para empinar o chicote e fazer justiça com as próprias mãos”, num artigo para o Observatório da Imprensa brasileiro.“A prática punitiva persiste no Brasil e é permeada pela violência física desproporcional. De certa forma, uma parte da população entende aquilo como compreensível”, diz a investigadora do departamento de Sociologia da Universidade federal de São Carlos, Jacqueline Sinhoretto, à revista Veja. “Ainda somos um país que impõe e aceita penas degradantes”, prossegue, lamentando o desfasamento entre o quadro jurídico e institucional e a realidade do quotidiano – onde a violência acontece pela mão dos vigilantes de bairro, dos “bandidos” do narcotráfico ou dos agentes da autoridade. “Sob o controlo do Estado, ocorrem mortes, decapitações e práticas que o arcabouço institucional tenta eliminar, mas persistem pelas mãos de linchadores e matadores dentro do sistema carcerário”, refere.

Desconhecia por completo a situação.
Mas será um retrato fiel?
A palavra aos Leitores.


Ipse dixit.

Fonte: Público

21 comentários:

  1. Anónimo21.2.14

    O texto cita duas pessoas ligadas à sociologia.

    Eis uma pequena lição de sociologia: solidariedade mecânica versus solidariedade orgânica. Estes termos são "enganadores", por isso, cuidado.

    Isto refere-se ao confronto entre a maneira "automática" (e daí o termo "mecânica") de resolver as coisas (à paulada, à moda antiga) e a maneira "organizada" (segundo órgãos de estado e daí o nome "orgânica"). Usa-se o termo "solidariedade" por se estar a referir o modo da população resolver os problemas uns dos outros.

    É suposto a orgânica substituir a mecânica, mas quando a orgânica falha, e ninguém vê nada de errado na mecânica, as coisas descambam.

    E quando (eis mais uma lição de sociologia) o Estado detém o monopólio da violência legítima, mas não age coerentemente ou tem falta de meios, ou é controlado do exterior consoante a violência social convém, estão a ver o resultado, não estão?

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  2. Caro Max
    Como ser humano , lamento a justiça feita pelas próprias mãos. Como brasileiro , estou cansado da passividade dos nossos governantes diante da violência e da brandura nas penas impostas aos criminosos. O país , INEGAVELMENTE vive uma situação econômica melhor do que 20 anos atrás. Conheço pequenos empresários ( que não podem pagar altos salários ) que hoje têm dificuldade em contratar funcionários. O bolsa família (programa de assistência social do governo) atende a milhões de brasileiros. Não vivemos no Brasil um "primeiro mundo", mas , repito, INEGAVELMENTE vivemos melhor do que outrora.
    Vejo hoje nos jornais que um destes delinquentes que foi amarrado ao poste ( e posteriormente solto pela policia) foi flagrado cometendo novo delito ( www.uol.com.br).
    Nossa população não aguenta mais este estado de insegurança, este assunto deste post , só nos mostra a ponta da iceberg deste mar de insegurança em que vivem os brasileiros , em todos os estados da união.
    MUDEM AS LEIS, JÁ ou casos como este continuarão crescendo.
    NOSSA PACIENCIA JÁ SE ESGOTOU !!

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  3. Acessem:
    http://noticias.band.uol.com.br/cidades/rio/noticia/100000665417/Menor-preso-a-poste-e-flagrado-em-novo-roubo.html

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  4. Acessem: http://noticias.band.uol.com.br/cidades/rio/noticia/100000665417/Menor-preso-a-poste-e-flagrado-em-novo-roubo.html

    E, por favor, leiam os comentários. Eles são um termômetro da insatisfação do brasileiRo.
    DIREITOS HUMANOS ? SIM. MAS PARA OS HUMANOS DIREITOS !!

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  5. Humberto21.2.14

    Há alguns pontos a se ponderar. Sob o ponto de vista do excesso de violência do Brasil, sim, o post acima é um retrato fiel. Mas sob o ponto de vista da contextualização, não. É o velho truque de colocar fatos parecidos no mesmo balaio para que estes pareçam iguais. Um motoqueiro descer da moto e dar um tiro na cabeça de um jovem sentado no chão é uma típica execução de narcotráfego. Normal. Inaceitável, mas normal por aqui. E muito mais frequente do que parece. Justiça com as próprias mãos por cidadãos que se vêem desprotegidos pelo Estado? Sempre ocorreu quando houve oportunidade. Também nada de novo. Talvez a novidade é termos vídeos. Portanto, essa estória de que AGORA há um aumento de "milícias" de "justiceiros" é demagogia. Há milícias, há justiceiros, há execuções encomendadas pelo narcotráfego, há execuções nos presídios. Mas isso não é de hoje, porque não é de hoje que a segurança do Estado não funciona porque foi feita para não funcionar.

    Este é mais um caso típico da imprensa querendo defender teses. Defendem a tese que o pobre e injustiçado é negro e o rico malvado é branco, defendem a tese que é preciso combater a causa da violência, e a sociedade - "brancos", "ricos" e "cupados" pelas injustiças sociais - devem suportar as consequências (ignorando que quem a suporta é o pai de família trabalhador).

    É o mesmo que ter um paciente com 42 graus de febre, ignorar a febre e deixar o paciente convulsionando sob o pretexto de curar uma causa sem Estado capaz de aplicar-lhe o remédio.

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  6. Anónimo21.2.14

    No momento, a minha impressão é que essas notícias são semelhantes ao seu post sobre o garoto Mawani.
    O foco está em alguns casos, mas não representa (pelo menos por enquanto) o que se vê no dia-a-dia dos cidadãos. Há casos de 'justiça feita com as próprias mãos' desde há muito tempo; conforme a notícia, houve um pequeno aumento de casos, sendo noticiados os mais violentos.
    No big picture, o que existe é um grande aumento da sensação de insegurança pública (que será forte tema das campanhas eleitorais próximas), amplificado pela percepção de impunidade, exemplificada por casos de corruptos que zombam da processo legal, por manifestantes 'não-pacíficos' (black blocks pagos) que não sofrem qualquer punição, e até pelos movimentos ditos sociais (sempre fomentados por partidos políticos...).
    Porém a sociedade ainda não encontrou meios de combater estes sintomas. Os casos apresentados são exceções e não a regra geral. São gritos na multidão e não o grito da multidão.
    Novamente, a esperança recai no aparecimento do super-homem (governante do momento), esquecendo que a solução passa por instituições sólidas não corruptas (polícia, ministério público, juízes, sistema carcerário, para citar aquelas que podem apaziguar o sintoma, não a causa).
    E então discussões acaloradas sobre quem é o melhor super-homem (ou mulher maravilha), deixando de lado a valorização e cobrança das instituições...
    AS

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  7. Até iria fazer um comentário, mas depois do que o Humberto falou, apenas vou reforçar o que ele disse.

    De fato, aqui sempre houve esse tipo de reação com bandidos, que quando pegos em flagrante sem condições de fugir ou reagir, acabam sendo espancados.

    A grande verdade é que, trata-se de ano eleitoral, e coisas sinistras costumam ocorrer nesse período, sempre foi assim...


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  8. Max,
    Esse vídeo explica, não tudo. mas grande parte do que ocorre por aqui: http://www.youtube.com/watch?v=PjcUOQbuvXU
    "Deputados ruralistas incitam violência e afirmam que quilombolas, índios e homossexuais são “tudo o que não presta”"

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  9. maria21.2.14

    Olá Max: acho que todos os comentários acima te ajudarão a compreender a situação que, do meu ponto de vista, é comum a todo terceiro mundo, e histórica. São lugares construídos na violência ao longo de meio milênio, violências de todos os matizes: urbana, doméstica, no campo, religiosa, moral, social, política, econômica...Isso pode surpreender os não terceiro mundistas, mas a nós não surpreende,convivemos com a truculência dos ricos e dos pobres,a segunda espelho da primeira, violência do Estado, da Igreja, das corporações...Somos herdeiros de um mundo de luta pela sobrevivência, do vire-se se for capaz,do Deus por alguns e o diabo pela maioria, aprendemos a ter uma agilidade mental que facilmente sobrepuja os "bem vividos", mas a saber desde tenra idade que na maior parte das ocasiões estamos simplesmente sós. Abraços

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  10. Chaplin22.2.14

    O flagelo social entre gentios, seja ele através de guerras militares ou guerrilhas civis, sempre foi uma estratégia do poder judaico sionista dominante, aperfeiçoado com a tecnologia de controle e manipulação de massas atualmente disponível. A trilogia invisível do aforismo alemão nunca esteve tão em voga. Guerras, comércio e pirataria.

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  11. Anónimo22.2.14

    Como a Maria bem disse: “Isso pode surpreender os não terceiro mundistas”
    Não se pode esquecer o tamanho do Brasil e o histórico de nossa população, caberiam 92 Portugal dentro do Brasil,

    População Brasil: 198,7 milhões,
    População Portugal: 10,53 milhões,
    19 vezes mais que Portugal, e se compararmos as taxas atuais de desemprego:

    Taxa de desemprego em Portugal: 15,7% (2013)
    Taxa de desemprego no Brasil:
    5.3 % (2013)

    E se a zona do Euro continuar caindo economicamente como mostra o cenário mundial, muito em breve a população portuguesa e toda a Europa se surpreenderá com o aumento de sua taxa de criminalidade.

    http://img.gforum.tv/ver.php?i=c76ffb98dcd4f69c3a85def1938d475dbc389171.jpg

    Por isso tudo, talvez não demore muito que um europeu (não terceiro mundista) acorrente outro europeu em um poste.
    E nós brasileiros (terceiros mundistas) não vamos nos surpreender nem um pouco, pois conhecemos muito bem este cenário.
    Até porque Portugal já está acorrentado a União Européia.

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  12. relevante parece-me ser cada um não estar sempre a espera para ter opinião e actuar. ao olhar para a Venezuela e a degradação davida social tambem promovida por uma oposição e imprensa incendiaria e de sarjeta tem que fazer pensar que se deixa que queimar um autocarro fique impune e seja normal,pois aoposição têm o direito de se debelar contra a copa, os aumentos,os ricos, os pobres.o raio que os parta,as tentaçoes vão aumentando e descontrolando-se. Deixemo-nos de filosofias democraticas e vamos exigir dasautoridades que sejam celeres a fazer cumprir a lei e que todos sejam responsabilizados imediatamente pelos seus actos e até ofensa verbais.

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  13. Anónimo23.2.14

    bleque bloque é a mania de incendiar as coisas dos outros, gentalha instruída pelas ONG´s de além mar, gente sem capacidade de discernir, vão na onda da ideologia americana. A violência no Brasil é a mesma violência guardadas as devidas proporções que ocorre na UE. É a mesma violência que a OTAN criou na Líbia (lá não tinha ninguém amarrado a algum poste). E onde mora a OTAN? Se vocês europeus não sabem? Não importa se é em um poste, pois nesse poste (emblemático)estamos todos, vocês do primeiro mundo e nós terceiromundistas. A violência sempre partiu do primeiro mundo como até hoje é assim, basta reler um pouco da história. O Brasil tem os seus problemas, é claro, mas são problemas que a quinhentos anos não conseguimos resolver, porque infelizmente os malditos europeus resolveram colonizar essa terra com a escravidão do negros da África e tentaram também com os nativos os "índios", mas esses não se sujeitaram ,felizmente. De modo que a violência também existe em Portugal, principalmente por conta dos excluidos, das ex-colônias. Isso posto podemos ver que o problema é muito mais complexo. Não é só a criminalidade gratuíta, mas o o mundo está a implodir.

    José Carlos Pereira

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  14. Anónimo23.2.14

    terceiromundistas? Com a riqueza que o vosso país tem, até acho um termo pejorativo. um estado que podia funcionar melhor isso não tenho dúvidas, mas sendo realistas isso leva o seu tempo(vicios do passado financiado pelo primeiro mundo desde a ditadura militar a cómicos tipo collor de mello). Depois de ler várias opiniões e como tenho o meu irmão aí a viver, acho um retrato algo negativo até porque muitos dos problemas podiam ser facilmente diagnosticados e reduziram-se em médio prazo. Basta mais vontade dos próprios políticos. A maior comédia são as sherazades da vida e imprensa tipo globo sbt e maioria da imprensa escrita como a "maravilhosa" veja e outros que tais, nem vou falar dos jornais. As ong's inúteis para a população e que só criam confusão e divisão mandava de volta a procedência. Isto é uma visão reduzida de quem já aí não vai a muito. Agora o que não gosto de ouvir é falar mal da vossa nação como se a culpa de certos acontecimentos fosse exclusivamente aí, lógico que não. Têm solução mas não é da noite para o dia.
    Abraço
    Nuno

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  15. Anónimo24.2.14

    Caro Max, favor sempre atentar aos seguintes dados :

    O Brasil arrecadou (ano de 2013) 2,190 trilhoes de dolares, perdendo para Reino unido (IDH 26º) França (IDH 20º) Alemanha (IDH 5º) Japão (IDH 10º) China (IDH 101º) e USA (IDH 3º)nas economias mundiais.

    China e Brasil. Brics. Algo estranho ai.

    China tem 1 bilhão mais pessoas que o Brasil.

    Mas aqui tem praia. Futebol.
    Bundas.

    Commodities.

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  16. Recordo que há cerca de uma década também em Portugal actuavam as milícias populares.

    Admito que é com uma certa nostalgia que as recordo, a constituição de milícia devia de deixar de ser crime em Portugal, há muito que o defendo no seio do meu próprio partido.

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  17. Chaplin24.2.14

    Falemos menos de países e mais de grupos dominantes liderados pelas instituições internacionais sionistas, que tornam esses lugares territoriais limítrofes apenas incubadoras de seu poder sustentado pela usura, guerras e tráficos comerciais.

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  18. Anónimo24.2.14

    Boa ideia então vamos falar quase e só da UE e EUA para sermos mais precisos? Afinal é onde esses grupos estão sediados ou escapa-me algo?
    Cumprimentos
    Nuno

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  19. O mundo dito civilizado sempre foi edificado sobre barbaridades, assenta em bases sanguinárias, bélicas e esclavagistas e continuará a “desenvolver-se” nesses mesmos termos…

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  20. Olá Max
    Tocaste num ponto nevraugico... Aqui o policial só pode prender por flagrante, se for por queixa-crime a policia não vai atrás para prender. E se o delinquente for menor de idade, não pode ser condenado como um maior de 18 anos, só pode ir para uma instituição para menores infratores (onde vai se aprimorar na bandidagem) e ainda sairá de lá aos 18 com a ficha limpa e sem escolaridade, logo sem condições para ser empregado e viver honestamente...

    As milícias existem faz tempo, principalmente no Rio... e já não se sabe se elas são para dar uma surra nos bandidos ou se são também bandidos só de analisar a organização delas, a cobrança de proteção e os exageros nas ações...
    E no fim, a questão toda é que, num país onde as leis mais rapidamente votadas são as que favorecem os pilantras... as leis que já existem não são postas em prática. Porque um policial não pode atirar primeiro, não tem equipamento básico em bom estado para sair em campo... fora isso recebe ordens do prefeito (Polícia Civil) ou do governador (Polícia Militar) e estes estão mais interessados em que eles devem conter manifestantes insatisfeitos atirando com balas de borracha na cabeça do que fazendo o serviço de segurança nas cidade.
    Há mais para falar a respeito, daria um livro os casos em que até a polícia civil resolveu por si casos de estupro em que o cara era o autor mas não havia provas, apenas indícios. E não havia pessoal para fazer-lhe campana para flagrar no ato.
    Assim é com muitos ladrões, eles andam na rua se exibindo sabendo que até que o peguem dentro de imóvel alheio com a "mão na massa", ele ficará impune e vai voltar várias vezes ao mesmo local para roubar. Se for menor de idade vai abusar até tomar uma surra e ser preso num poste como exemplo...
    É o ideal? não acho! Tem outra solução? Tem! É o pessoal que elegemos fazerem a lição de casa e trabalharem pela cidade pondo ordem na bagunça que o Brasil virou. Abraços

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  21. E só para acrescentar: não falem de estatísticas de desemprego! Aqui elas são inventadas por economistas que pesquisam números e não realidades. Se uma grande empresa tem 6% de um quadro de empregados sem funcionários é irrelevante diante desempregados que vivem de bicos vendendo balinha e caneta nas ruas. Estes não estão enumerados! ...mas são pais de menores infratores que eventualmente ficarão presos num poste.

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