16 fevereiro 2014

Insólito: a cratera Patomskiy

Quando, em 1949, Vadim Kolpakov deparou-se com uma estranha forma geológica em forma de funil na região de Irkutsk, na Sibéria, não tinha a menor ideia de que a sua descoberta teria desencadeado um dos mistérios científicos mais controversos do nosso tempo.

O geólogo russo viu-se diante de um enorme cone convexo com um monte oco e arredondado em forma de funil ao centro, muito parecido com um ninho de águia com tanto de ovo preservado no interior.

Mais tarde, a cratera foi baptizada Patomskiy por causa do rio que corre nas redondezas. Kolpakov tentou voltar ao lugar, sem então conseguir organizar uma expedição científica para colectar amostras a serem analisadas; mais tarde, todavia, várias expedições foram realizadas, permitindo avançar algumas suposições .

Em primeiro lugar, procurou-se identificar a época de formação. De acordo com os estudos realizados, a cratera formou-se entre 350 e 300 anos atrás: isso significa no final do XVII século. A divisão das áreas da cratera sugere uns processos geológicos ainda activos, talvez causados por emissões de gases a partir da base da cratera.

Mas como é que é foi criado?

A origem da cratera Patomskiy tem confundido os cientistas ao longo das décadas, pois apesar das teorias ainda não foi alcançada uma conclusão unânime. Alguns dos pesquisadores acreditam que o "ninho de águia" seja o resultado do impacto dum meteoro, embora nenhum vestígio de material deste tipo tenha sido encontrado para apoiar a teoria.

Além disso, de acordo com os geofísicos do Instituto de São Petersburgo e daquele de Yekaterinburg, as crateras de meteoritos têm uma forma muito diferente.

Segundo outros, a cratera foi provocada por um fragmento do "meteorito" de Tunguska. Mas nunca foi encontrado um meteorito em Tunguska e as datas não coincidem (o episódio de Tunguska é de 1908).

Viktor Antipin, Doutor em Ciências Geológicas e Mineralógicas:
Desde 2006, quando a expedição chegou à conclusão, achamos que a origem da cratera Patomskiy seja o resultado de processos geológicos. Certamente não existem argumentos válidos sobre o facto de que a cratera possa ser o resultado de um impacto com um meteorito.
Vadim Kolpakov na altura da descoberta
No entanto, permanecem desconhecidos os eventuais processos geológicos que estariam na base da formação da cratera.

Outras teorias têm sido propostas, incluindo uma experiência segreda nuclear ou material de uma
mina mantida com os trabalhos forçados dum gulag. Mas, além dos problemas ligados à datação,  nenhuma fonte histórica confirma a existência de um campo de trabalhos forçados na área ou testes nucleares.

Nem pode ser um vulcão, já que a região não é afectada por fenómenos deste tipo.

O aspecto que mais surpreende é a cratera estar "viva", no sentido de que a sua forma muda, variando a altura tanto em termos de aumento quanto de redução.  E, como se não fosse suficiente, a última expedição determinou a presença de material ferroso, electromagnético e água a uma profundidade de 100-150 metros abaixo da cratera. 

Apesar das inúmeras expedições e da grande quantidade de amostras (só no ano passado foi recolhida meia tonelada de amostras), as origens e a natureza da cratera Patomskiy permanecem um enigma.


Ipse dixit.

Fontes: Il Navigatore Curioso, Wikipedia (versão russa), English Russia

1 comentário:

  1. Descubro com o passar do tempo que tens um gosto parecido com o meu por casos estranhos pelo mundo afora...
    Dizem que essa cratera Patomskyi emite radiação, por lá um pessoal andou sofrendo de queimaduras, tem um guarda caça que sumiu junto com toda a família e antes dele foi o pai que desapareceu pela floresta. O pessoal que voltou para dar continuidade à pesquisa nesse "ninho da águia" não encontrou a familia e a casa estava em ruínas com coisar largadas como se saíssem às pressas e deixaram até comida na cozinha... Rádios não funcionam perto desse ninho e não funcionaram na casa abandonada... Os relatos sugerem que houve mesmo uma explosão no ar em torno da casa (?!?) quando tentaram ligar o radio transmissor por causa da faísca do comutador (!?!) durante a estadia na região um dos pesquisadores sentiu-se doente e foi a causa de todos saírem às pressas para levá-lo a tratamento(!!!)
    Ainda bem que tenho um oceano a nos separar e não me vens bater à porta para me internar por escrever sandices, sandices? Ou fatos que ainda não podemos conferir?!?!?!?!?! Lamento, não achei o link desses argumentos...

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