31 março 2014

Eu, Michelle e 898 amigos

Apenas uma curiosidade, nada mais do que isso.

No início desta semana, o presidente dos Estados Unidos, o simpático Barack Obama, chegou a Bruxelas em ocasião do encontro com as Mentes Pensantes europeias. Obviamente Obama não estava sozinho, levou consigo algumas pessoas: colaboradores, conselheiros, seguranças. Compreensível.

Mas quantas eram aquelas "algumas" pessoas? Eram 900 (novecentos). Um pequeno exército, onde faltava só Bo, o cão do presidente, que ficou em Washington para tratar do deficit federal.

Tudo isso pode deixar algumas levíssimas dúvidas sobre os custos das viagens presidenciais, que, para boa sorte, são pagos directamente pelo mesmo Obama.
Ah, não desculpem: li agora quem paga é o contribuinte norte-americanos.
Erro meu.

Mais: em Bruxelas foram também tomadas algumas medidas de segurança, porque nós amamos Obama e não desejamos que algo de mal possa acontecer-lhe. Custo da segurança: 10 milhões de Dólares, contra os 700 mil Dólares normalmente gastos em cimeiras deste tipo e sempre na Europa.

É claro que este tipo de viagens feudais não são novidade para os presidentes norte-americanos do século XXI. Como observado pelo Washington Post, George W. Bush levou consigo 700 pessoas durante a viagem em Londres, em 2003.

Deslocações um bocado caras? Nem pensar: a viagem da família Obama na África subsariana, em 2013, tinha um orçamento entre 60 e 100 milhões de Dólares.

Voltemos para Bruxelas, com o artigo do Washington Post:
O prefeito de Bruxelas, Yvan Mayeur, disse ao Guardian que a cidade vai gastar 10,4 milhões de Dólares para garantir a segurança de Obama durante a visita presidencial de 24 horas. Hospedar uma cimeira da União Europeia custa, geralmente, cerca de 500.000 Euros. Mas, disse Mayeur, "desta vez, você pode multiplicar este valor por 20".

Os requisitos de segurança não são exclusivos de Obama, pois o seu antecessor, o presidente George W. Bush, quando viajava para o exterior não limitava as despesas. Em Novembro de 2003, poucos meses depois da invasão americana do Iraque, Bush levou consigo 700 pessoas em Londres.
The Guardian, na altura, descreveu o momento como "a viagem dum monarca medieval". O governo britânico orçamentou uma despesa extra de cerca de 5 milhões de Libras para proteger Bush durante a sua estadia de quatro dias em Londres.
Enquanto isso, nada destes assuntos chega ao ouvido do homem comum.
Limita-se a pagar.


Ipse dixit.

Fontes: The Washington Post, The Guardian 

5 comentários:

  1. Caro Max, heis-me cá mais uma vez depois de muita necessária ausência.

    Nesta hora de memórias tenebrosas, principalmente nesta faxina de memórias historicamente encardidas. "Se" a velhice pudesse e a juventude soubesse", pouco se modificaria neste ter infernal de Guantânamos "for ever and ever". Admirável! 31 de março ou 1º de abril? Ou pão e circo! Ou de golpe em golpe... Paus de araras, corrupção, guilhotinas, cruzes e fogueiras... TODAS AS UTOPIAS HUMANITÁRIAS SÃO CONCESSÕES TÁTICAS DENTRO DA MILENAR ESTRATÉGIA ESCRAVAGISTA. E a chuva caíno nas vaca ruminano... Sinto muito,me perdoe, te amo, sou grato. Toda PAZ.

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  2. Anónimo31.3.14

    O lado positivo é que parte significativa desse dinheiro gasto volta a alimentar a economia.
    A grande questão é saber-se se o dinheiro estava antes em melhores mãos ou se está agora.

    Krowler

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  3. Ou será que esse dinheiro sequer existe? Se pensarmos em vez nisso em coisas obectivas como o trabalho que foi feito, não me inquata muito se foram 10 milhoes ou um trilião. Em que é que isso contribui para a destruição do ambiente? Em que é que isso aumentou a aspiração de poder da maioria de nós? Esses são os pontos chave...

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  4. Anónimo1.4.14


    Lógico que não, baseado em quê? O "Fede" a "citiada de londres" o "uale strite". Um sistema falido faz de conta que tem tudo sobre controle até eventualmente rebentar. Tem é que "aparentar que"(que basicamente é o que conta hoje em dia, que funciona e é credível.)
    Deram nos veneno o tal de €, a vida melhorou? Não é claro. Perda imediata de poder de compra a princípio...e depois o que é esse tal de BCE e outras palhaçadas estrangeiras a ditar o nosso destino.
    Porque é que à excepção da Finlândia aqueles paises frios e outros não entraram no carrossel do neuro? Perguntaram ou explicaram, basicamente pediram a opinião do povo/população? gebrinc
    Nuno



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  5. Chaplin1.4.14

    A lógica do poder tem três pilares. Controle da propaganda(o que não é divulgado não existe), o endividamento público e privado tendo a usura como principal substância, e a informação privilegiada que elimina qualquer possibilidade de critérios meritocráticos. Torno-me repetitivo mas não temos como desenvolver qualquer pensamento livre e independente sem atentarmos para tal realidade.

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