16 maio 2014

Síria: as vitórias de Assad

Contra todas as expectativas, Bashar Assad está a ganhar a guerra na Síria.

O exército regular reconquista Homs, a terceira maior cidade do País, com uma população de um milhão de habitantes, onde a revolta tinha começado há cerca de três anos.

As duas brigadas do exército que libertou a cidade devem agora ser reutilizadas, no norte da Síria, na batalha decisiva para Aleppo. As forças do governo recapturaram também a parte oriental da Guta, um subúrbio de Damasco. E estão disponíveis novos reforços, após a vitória na região de Qalamoun.

Tudo isso significa que na época das eleições presidenciais, marcada para o dia 3 de Julho, as forças regulares terão o controle da parte do País onde vive, pelo menos, 85% da população. Washington já afirmou que a vitória (esperada) de Bashar Assad seria ilegal, porque obtida no meio duma guerra civil.

Problema: os EUA já reconheceram como legítimos os resultados das eleições presidenciais que serão realizadas em breve na Ucrânia, em circunstâncias muitos semelhantes.




De facto, o que se passa nos dois Países não é uma mera coincidência. Especialistas dizem que Washington poderia ter causado a crise na Ucrânia na tentativa de desviar a atenção de uma derrota humilhante no tabuleiro de xadrez sírio. Da mesma foram, teria sido uma ocasião para "distrair" Moscovo. Se esta versão estiver correta (estamos sempre no campo das hipóteses), os planos faliram.

A situação dos Estados Unidos é complicada: qualquer intervenção americana na Síria dá à Rússia um maior impulso para intensificar os esforços na Ucrânia e "autoriza" Moscovo a fornecer mais ajudas a Bashar Assad.

O diário francês Le Monde:
Não há nenhum sinal em Damasco de que o regime de Bashar Assad esteja prestes a cair. As suas vitórias são incríveis e até mesmo os cronistas mais perspicazes não conseguem explicar como pode alcançar tais sucessos. 
Óbvia a "mão russa" atrás disso.

Do outro lado, o lado dos "rebeldes", a Arábia Saudita e o Qatar fizeram um terrível erro: cegados pelo ódio ao presidente sírio, forneceram fundos para a Al-Qaeda e outras organizações radicais islâmicas. O Ocidente tem ignorado estes factos, mas o resto do mundo não.estava bem ciente.

Resultado: Assad afirma a população tem sido o factor decisivo para influenciar os eventos e esta certo. Fartos da extrema violência provocadas nas suas terras por mercenários e fundamentalistas vindos de cada canto do planeta, os cidadãos da Síria tem apoiado cada vez mais o governo e as forças dele.

Ao mesmo tempo, Assad tem conseguido fazer uma certa "limpeza" no interior da sua estrutura, e depois de tantas traições tem conseguido reunir um grupo de elementos fieis ao regime.

Entretanto, o Ocidente continua os esforços. Londres acabada de entregar 20 milhões de Euros aos "rebeldes" e a Casa Branca preparou um grupo bem armado (estão incluídas armas pesadas) constituído por nove milícias e posicionado perto da fronteira israelo-sírio-jordaniana.

A tentativa é evitar um eixo Teheran (Irão) - Damasco (Síria) - Beirute (Líbano) - Bagdade (Iraque): um pesadelo que, graças às políticas desastradas postas em prática pelo ex-presidente George Bush e o actual presidente Barack Obama, está prestes a tornar-se realidade.


Ipse dixit.

Fontes: Debka File, Le Monde via Le Huffington Post, Strategic Culture Foundation

2 comentários:

  1. maria16.5.14

    Olá Max:faço minhas as palavras lidas na Redecastorphoto, e escritas por algum jornalista que considero lúcido, e que não me recordo o nome: quando que o mundo vai parar de aceitar as reiteradas safadezas que a classe dominante sediada nos EUA organiza para manter e cada vez mais ampliar seu poder sobre populações, nações, instituições...intimidando, mentindo, inventando uma realidade que não existe, assassinando? A história se repete continuamente, a histeria norte americana de um império em decadência, cujo único alento é a manutenção da guerra no mundo, continua deslocando milhões de seres humanos se seus lares, destruindo o planeta inteiro, incluindo gentes... e só um que outro governante tipo Putin (que não é santo) consegue tomar alguma iniciativa para conter a saga de terrorismo de Estado que essas meia dúzia de poderosos comanda...quando !!!??? Abraços

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  2. anónimo 5616.5.14

    nymhmyuk rywhyvhOS EUA SÃO PARTE DO “GRANDE ISRAEL”


    O rabino Avraam Shmulevich, um dos criadores da doutrina do “hipersionismo”, influente na elite israelense, falou abertamente sobre as razões desse interesse, em entrevista, em 2011. É interessante: ali, ele via a “Primavera Árabe” como uma bênção para Israel.

    “O mundo muçulmano, escreveu Avraam Shmulevich, está mergulhando em um estado de caos, e esse desenvolvimento será positivo para os judeus. O caos é o momento perfeito para assumir o controle de uma situação e pôr em operação o sistema da civilização judaica. Exatamente agora, acontece uma batalha pelo lugar de guia espiritual da humanidade: Roma (o Ocidente) ou Israel. (...) Agora é o momento em que devemos tomar em nossas mãos o controle. (...) Não apenas varrer a elite árabe, mas fazê-la comer na nossa mão. (...) Quem alcance a liberdade deve, ao mesmo tempo, ser orientado sobre como usar essa liberdade. E essa orientação, para toda a humanidade, será escrita por nós. (...) O judaísmo florescerá, do incêndio das revoluções árabes.”
    “Está começando simultaneamente no Oriente Médio uma cadeia de desintegração e reforma. Assad, que atualmente está afogando em sangue os processos revolucionários na Síria, não conseguirá, contudo, manter-se por mais um, dois anos. A revolução está começando na Jordânia. Até os curdos e o Cáucaso estão emergindo como parte integrante do Oriente Médio” (...)

    Não é difícil ver aí um Iraque, ou um Afeganistão, continuados.

    http://democraciapolitica.blogspot.pt/2013/11/os-eua-sao-parte-do-grande-israel.html

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