15 julho 2014

Este israel é um insulto


Tudo o que está a acontecer na Palestina nestes dias não é o fruto dum acaso: há um plano e não
desde hoje.

O sionista Yosef Weitz tinha preenchido a lista das aldeias palestinianas para serem destruídas anos antes dos Protocolos de Wannsee, onde o regime de Hitler estabeleceu a Solução Final contra o povo hebreu, em 1942.

Em 22 de Junho de 1941, ele escreveu no seu diário (Masalha, 1992, p. 134-135):
A terra de Israel não é pequena, se apenas os árabes forem removidos e suas fronteiras ampliadas um pouco, para o norte até o rio Litani e para o leste incluindo as Colinas do Golan [...] com os árabes transferidos para o norte da Síria e do Iraque [...] Não temos outra alternativa, não vamos viver aqui com os árabes.
Mais tarde (Pappe, 2006, p. 61-64):
Elaborei uma lista de aldeias árabes que na minha opinião devem ser limpas, a fim de completar as regiões judaicas. Também elaborei uma lista das disputas de terra que devem ser resolvidas por meios militares.
O regime de israel não quer uma solução pacífica do conflito, não está interessada nisso: tem um plano e está a implementa-lo.

Diário de Ben Gurion, primeiro ministro de israel, 1 de Janeiro de 1948:
É precisa uma reacção brutal. Temos que ser precisos com aquele que atingimos. Se acusarmos uma família palestiniana, não há necessidade de distinguir entre culpados e inocentes. Temos que atingi-los sem piedade, caso contrário não seria uma acção eficaz.:
Os mesmos princípios têm continuado a guiar a política de israel ao longo das décadas.
Moshe Dayan, militar e político (RAFI secretariat meeting in September of 1967, Yossi Beilin, Mehiro shel Ihud):
Temos que dizer aos palestinianos dos territórios ocupados que não existe solução para eles, continuarão a viver como cães, se querem podem ir-se embora.
Não é de estranhar que os cidadãos de israel apoiem os próprios governantes: o país vive num regime militar, a pressão mediática é forte e sempre presente, a mesma religião não ajuda. Poucos são os que podem ter consciência do que realmente se passa: a oposição, aquela verdadeira, é marginalizada e não tem voz.

Rete Eco (Hebreus Contra a Ocupação, 12 Julho de 2014): 
A partir do momento, no mês passado, em que os três rapazes foram dados como desaparecidos, o primeiro-ministro israelita Benjamin Netanyahu, os militares e a intelligence do país impediram o fluxo de informação ao público. Através duma mistura tóxica de propaganda, subterfúgios e incentivos, têm inflamado a já precária situação, manipulando os israelitas para apoiar a sua agenda tornando um pesadelo evitável inevitável.
Aharon Cizling, Ministro do primeiro governo de israel (Minutes of Israeli cabinet meeting, 17 nov. 1948, Kibbutz Meuhad Archive, section 9 container 9 file 1):
Agora também os hebreus comportaram-se como os nazis e toda a minha alma fica turbada. 
O nazismo sionista antecipa aquele alemão. O sionismo é uma aberração da humanidade. A existência de israel, deste israel, é o mais ignóbil insulto para a memória dos judeus exterminados na Alemanha.


Ipse dixit.

Links:
Grupos hebraicos dissidentes no mundo:

Fontes: Paolo Barnard, Rete Eco, Wikipedia (várias páginas versão inglesa)

4 comentários:

  1. maria15.7.14

    Olá Max: "O nazismo sionista antecipa aquele alemão. O sionismo é uma aberração da humanidade. A existência de israel, deste israel, é o mais ignóbil insulto para a memória dos judeus exterminados na Alemanha." Quem escreveu isso conhece história, em especial a afirmação da primeira frase é difícil de encontrar. Abraços

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  2. Olá Maria!

    Não fui eu, juro!
    A base deste artigo está no blog de Paolo Barnard e estas três frases são dele. Um dos melhores (e poucos) jornalista italianos: um daqueles que se levanta e vai. Nomeadamente, conhece bem a Palestina, israel e o Oriente Médio, terroristas inclusos: foi aí, falou com eles.

    Já tive a honra de trocar mail com Barnard, é um gajo rude, nada de compromissos, que escolheu um percurso difícil, afastado dos diários que vendem. Por isso: marginalizado.

    Doutro lado: ou assim ou vendido, hoje não há alternativas.

    Grande abraço!!!

    ResponderEliminar
  3. Anónimo15.7.14

    Max, a propósito do holocausto, qual a tua opinião acerca do relatório elaborado pelo judeu Norman Filkenstein - 'A indústria do holocausto' ?

    abraço
    Krowler

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    Respostas
    1. Olá Krowler!

      "A indústria do holocausto" não ficou esquecida"!

      Grande abraço!

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