21 julho 2014

Ucrânia: o que os média não dizem. E os satélites?

Nestes dias após a queda do avião da Malaysia Airlines é possível encontrar qualquer tipo de notícia na internet.

"Provas" ou alegadas tais circulam sem parar. E aqui surgem algumas reflexões do médico e ex político americano Ron Paul:

Poucos dias depois do trágico acidente do voo da Malaysia Airlines no leste da Ucrânia, os políticos e os meios de comunicação ocidentais uniram-se para obter o máximo lucro da propaganda do desastre. Foi a Rússia; foi Putin, segundo eles. O Presidente Obama realizou uma conferência de imprensa para acusar - mesmo antes de uma investigação qualquer - que os responsáveis eram os rebeldes pró-Rússia. O embaixador na ONU, Samantha Power, fez o mesmo no Conselho de Segurança das Nações Unidas, apenas um dia após o acidente!
Enquanto os meios de comunicação ocidentais são rápidos em repetir a propaganda do governo acerca do evento, há algumas coisas que não dizem.

Não informam que a crise na Ucrânia começou no final do ano passado, quando os manifestantes apoiados pelos Estados Unidos e a União Europeia provocaram o derrube do presidente eleito da Ucrânia, Viktor Yanukovych. Sem uma "mudança de regime" patrocinada, é pouco provável que centenas de pessoas teriam sido mortas nos tumultos que se seguiram. Nem o incidente Malaysia Airlines teria acontecido.

Os meios de comunicação informaram que o avião deve ter sido abatido pelas forças russas e separatistas pró-Rússia, porque o míssil usado para derrubar o avião era russo. Mas não informam que o governo ucraniano também usa as mesmas armas de fabricação russa.

Não informaram que o governo pós-golpe de Kiev, de acordo com observadores da OSCE, matou 250 pessoas na região separatista da Lugansk desde Junho, incluindo 20 vitimadas pelas forças do governo de Kiev que bombardearam o centro da cidade um dia após o acidente de avião. A maioria destes eram civis e, juntos, perfazem quase o número de mortes do acidente de avião. Pelo contrário, a Rússia não matou ninguém na Ucrânia, e os separatistas têm atingidos alvo militares, e não civis.

Não informam que os Estados Unidos têm apoiado fortemente o governo ucraniano nos ataques contra os civis, que um porta-voz do Departamento de Estado dos EUA descreveu como "comedidos e moderados."

Não informam que nem a Rússia nem os separatistas no leste da Ucrânia não tem nada a
ganhar, mas tudo a perder com o abate dum avião cheio de civis.

Não informaram que o governo ucraniano tem muito a ganhar atirando as culpas do ataque para a Rússia, e que o primeiro-ministro da Ucrânia já expressou a felicidade pelo facto da Rússia ter sido culpada pelo ataque.

Não informaram que o míssil que derrubou o avião aparentemente veio de um sofisticado sistema de mísseis superfície-ar, que requer uma boa quantidade de treino que os separatistas não têm.

Não informam que os separatistas da Ucrânia oriental infligiram pesadas perdas ao governo ucraniano na semana antes do avião ser abatido.
Não realçam como semelhante foi o caso dos EUA, no Verão passado, quando culpou o governo de Assad na Síria para o uso de gás venenoso contra os civis em Ghouta. Assad estava a ganhar vantagem na luta contra os rebeldes apoiados pelos Estados Unidos, e afirmou que o ataque não tinha vindo das posições das forças governamentais sírias. Em seguida, a propaganda dos Estados Unidos nos trouxeram à beira duma nova guerra no Oriente Médio. No último minuto, a oposição pública obrigou Obama a recuar, e então percebemos que as declarações do governo dos EUA sobre o ataque do gás eram falsas.

Claro, que é perfeitamente possível que o governo Obama e o governo dos EUA tenham visto justo desta vez, e os separatistas da Ucrânia Oriental ou a Rússia podem ter disparado intencionalmente ou não contra a aeronave. A verdadeira questão é que é muito difícil obter informações precisas com toda essa propaganda. Neste ponto, não é sensato afirmar que foram os russos fizeram, foi o governo ucraniano, foram os rebeldes. É tão difícil exigir uma simples e verdadeira investigação?
Provavelmente é o que irá acontecer: uma comissão de investigação que será motivo de outros choques, trocas de acusações, suspeitas, omissões.

Sobra uma dúvida.
Sabemos que no espaço, bem perto de nós, há uma série de satélites-espia com invulgares capacidades de observação. Não "observam" apenas o visível, mas também o que o olho humano não consegue ver, como os rastos térmicos. Estes satélites são americanos, russos, chineses. E de certeza que uma zona "quente" como aquela oriental da Ucrânia está sob uma observação particularmente apertada.

Já é difícil acreditar que um avião possa desaparecer no nada sem que nenhum destes satélites possa ter observado alguma coisa. Mas que um avião civil seja abatido em plena zona de guerra sem que ninguém possa mostrar o que os tais satélites observaram, bom, isso é simplesmente surreal.

Eis uns exemplos do que um satélite-espia pode detectar:
  • Fotografia de alta resolução
  • Comunicações criptografadas
  • Comunicações secretas.
  • Detecção de testes nucleares proibidos.
  • Detecção de lançamento de mísseis.
  • Rastreamento veloz

Eis a lista dos Países que dispõem de satélites-espia:
  • Estados Unidos
  • União Soviética
  • China
  • Alemanha
  • França
  • Reino Unido
  • Índia
  • Iran
  • israel
  • Japão
  • Egipto
  • Coréia do Sul

É possível compreender que alguns destes Países não tenham apontados os sensores para a Ucrânia. Mas os outros?


Ipse dixit.

Fonte: Ron Paul Institute

8 comentários:

  1. Anónimo21.7.14

    Foi abatido por Nibiru.

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    Respostas
    1. Eis uma boa explicação!!! lololol

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    2. Anónimo21.7.14

      Foi a Al-qaeda ao serviço dos reptilianos, que governam secretamente o nosso planeta.

      Krowler

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  2. Anónimo21.7.14

    Caça ucraniano voava próximo de Boeing antes de tragédia, diz Rússia.
    21/07/2014 | 12:31 | Efe


    O dia em que o avião malaio caiu no leste da Ucrânia, um aparelho militar ucraniano voava perto do Boeing 777, afirmou nesta segunda-feira (21) o Estado-Maior Geral das Forças Armadas russas, que negou que Moscou tenha entregado sistemas de mísseis BUK ou outras armas aos rebeldes pró-Rússia.

    "Observou-se a situação de três aeronaves, entre elas o avião Boeing 777 da companhia aérea malaia. Ao mesmo tempo, se observou a ascensão de uma aeronave da Força Aérea ucraniana, possivelmente um SU-25, a uma distância de três a cinco quilômetros do Boeing", disse o general Andrei Kartapolov, chefe de operações do Estado-Maior.

    Em entrevista coletiva para informar sobre a tragédia do voo MH17, que segundo as potências ocidentais e as autoridades de Kiev foi derrubado por um míssil pelas milícias pró-Rússia, o general negou que Moscou tenha fornecido armas aos insurgentes.

    "A Rússia não entregou aos rebeldes sistemas de defesa antiaérea BUK nem outro tipo de armamento ou técnica militar", garantiu.

    Kartapolov denunciou que o exército ucraniano transferiu uma bateria de mísseis BUK de um subúrbio de Donetsk para uma área próxima controlada pelos insurgentes pouco antes da queda do Boeing.

    "Aqui tem uma foto da zona tirada em 17 de julho. Olhem como esse sistema não estava lá. Outra foto mostra que, na manhã desse dia, uma bateria BUK foi detectada nas cercanias da cidade de Zarochinske, a 50 quilômetros ao leste de Donetsk e oito quilômetros ao sul de Shjtarsk", afirmou.

    "A gente se pergunta por que a bateria terminou nessa zona, perto do território controlado pelas milícias e justamente antes da tragédia", ponderou.

    O general afirmou que a Rússia solicita aos Estados Unidos que entreguem para a comunidade internacional as fotos de satélite que foram registradas no dia em que o avião da Malaysia Airlines caiu.

    "Segundo as declarações de representantes dos Estados Unidos, eles têm em seu poder fotos de satélite que confirmam que o míssil lançado em direção ao avião malaio foi disparado por milicianos, mas ninguém viu essas fotos", questionou.

    O general acrescentou que, segundo dados russos, "de fato um aparelho espacial dos Estados Unidos sobrevoava regiões do sudeste da Ucrânia" minutos antes da queda do avião.

    "Trata-se de um sistema espacial destinado a detectar e seguir diferentes trajetórias de lançamentos de mísseis. Se os americanos têm fotos desse satélite, seria muito amável de concedê-las à comunidade internacional para seu estudo", ressaltou.

    O voo MH17 viajava entre Amsterdã e Kuala Lumpur quando ocorreu a tragédia sobre o céu de Donetsk, uma das regiões rebeldes ucranianas, onde milícias pró-Rússia enfrentam as forças ucranianas.

    O general russo disse ainda que o Boeing se desviou de sua rota 14 quilômetros em direção ao norte.

    Bob

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  3. Anónimo21.7.14

    E assim foi...e assim é:


    21 de julho de 2014 • 12h36

    FBI incentivou atos terroristas em operações infiltradas.

    "Segundo relatório da Human Rights Watch, a agência americana teria pago para pessoas cometerem atos terroristas.

    O FBI encorajou e até mesmo pagou muçulmanos americanos para incitá-los a cometer atentados durante operações infiltradas, montadas depois dos atentados do 11 de setembro, segundo um relatório da ONG Human Rights Watch (HRW) divulgado nesta segunda-feira."
    (...)
    "Outro do caso apresentado é de Rezwan Ferdaus, de 27 anos, condenado a 17 anos de prisão por pretender atacar o Pentágono com pequenos drones carregados de explosivos..."

    Fonte: AFP/Terra/http://bit.ly/1rwsIrW

    Bob

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  4. maria21.7.14

    Olá Max: me parece que os objetivos pró imperialismo norte americano já foram alcançados neste triste episódio.A esta altura a "inteligente e sagaz opinião pública ocidental" está formada,ou seja, foram os russos, melhor dizendo, foi Putin, é lá que reside o mal. É claro que o eficiente serviço secreto russo conseguirá provar a realidade, seja ela qual for. Mas então não será mais "notícia". Por outro lado, entre um grande avião que é explodido, e o velho genocídio perpetrado por israel,"é mais interessante, dá um filme de ação legal, baseado em fatos reais" o primeiro evento assinalado -" O terror da nova KGB ataca". Já estou vendo um astro das películas americanas, cruéis olhos azuis, no papel de Putin, ex funcionário da Kgb, alçado a chefe de Estado, distribuindo maldades, ante plateias fascinadas, quando um corpulento agente negro do FBI esclarece " a verdade".Eis, missão cumprida, mais uma aula dada, e a vida continua...um pouco pior para os ucranianos e os palestinos...mas afinal, mais uma prova de como deus é brasileiro, porque somos "um povo gentil", sem guerras. Abraços

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  5. Anónimo21.7.14

    Será isto verdade?

    http://www.prisonplanet.com/whistleblower-u-s-satellite-images-show-ukrainian-troops-shooting-down-mh17.html

    De qualquer forma como em todas as guerras a propaganda dos vencedores se tornará a verdade.

    Uma coisa é certa, estamos a viver a HISTÓRIA.

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  6. Anónimo22.7.14

    O que estamos a assistir é a uma GUERRA ALIMENTAR e não a uma energética. A Ucrania é "só" o 3º MAIOR PRODUTOR MUNDIAL DE GRÂO

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