06 novembro 2014

Retrato de família: invertebrados & estúpidos.

Fim da crise, retoma, Produto Interno bruto, deficit controlado...

Enquanto o trabalho nas fábricas continuar a matar cidadãos, o desemprego obrigar ao suicídio e as empresa insistirem em produzir resíduos e lixo tóxico, não pode existir fim da crise. Inútil também falar de retoma, crescimento e desenvolvimento.

Enquanto o ar, a água e a terra não recuperarem as suas purezas primordiais e todas as coisas vivas não recuperarem as suas dignidades e éticas, a moral e o senso comum, dando assim um sentido à existência do Homem, como é possível falar de democracia, progresso e liberdade?

O tempo está a esgotar-se e nem damos por isso. Ficamos escondidos nos nossos apartamentos, asfixiados pelas televisão, o computador, a máquina de lavar a loiça, a geladeira e tudo o que oferece o diabólico circo da tecnológica, que incapacita as funções básicas do nosso cérebro e do nosso, corpo ajudando a esconder a nossa condição de escravos.

Amamos os nossos filhos? Sério? Mas qual pai trabalha para um mundo poluído, onde encontrar trabalho é um desafio, onde quando afinal uma ocupação for encontrada é sub-paga, com ordenados que mal servem para pagar as contas? Qual pai fica imóvel enquanto observa o mundo que será dos seus filhos precipitar na decadência? Que tipo de pai é aquele que aceita submeter-se à escravidão e cresce os filhos para que estes possam tornar-se bons escravos também? Como podemos definir um pai que recusa abrir os olhos e perceber a realidade das coisas, cultivando e transmitindo a mesma ignorância para os seus descendentes?

É este o amor? Ou é a morte?

Há quem compare a espécie humana aos vírus. Mas a única coisa em comum entre nós e o vírus é o facto de ser invertebrados: fisiologicamente os vírus, moralmente nós. Porque o vírus vive, combate, morre. Nós não. Nós obedecemos e servimos.

Que ideia terão de nós os nossos descendentes, as próximas gerações? Biliões de alienados nas mãos dum punhado de psicopatas, uma sociedade que envenenou o seu habitat, cobriu o chão com uma espessa camada de cimento, entretinha-se com os seus joguinhos electrónicos, sem um motivo real e compreensível que fique além da escravidão.

Faltava apenas a prova científica: agora temos também esta.
Os geneticista da Universidade de Stanford descobriram que o Homem está a perder as suas capacidades intelectuais e emocionais, dado que a rede dos genes que confere o poder ao nosso cérebro é particularmente vulnerável às mudanças ambientais e sociais.

Não consigo ler esta notícia com espanto. Espanto seria saber que o Homem consegue manter a sua inteligência apesar da sociedade que criou. Numa sociedade onde não há necessidade de criatividade e de raciocínio para sobreviver, onde o que é nos pedido é repetitivo, onde todas as respostas oficiais são duma simplicidade desanimadoras, é normal que as nossas capacidades diminuam.

Apesar das descobertas científicas e dos avanços tecnológicos, o Homem há dois mil anos era mais inteligente: hoje, do ponto de vista evolutivo, está em fase descendente.

Explica Gerald Crabtree, genetista:
Somos uma espécie surpreendentemente frágil do ponto de vista intelectual e talvez atingimos o nosso pico de inteligência entre 6.000 e 2.000 anos atrás.
Na época da Antiga Grécia, não acaso.
Crabtree não tem dúvidas: após estudar a composição genética dos homens através dos tempos, verificou-se que o homem sofreu muitas mudanças ao longo dos últimos 3.000 anos: uma espiral descendente que levou a humanidade a uma gradual e inevitável banalização genética no período de 120 gerações.

Seria só olhar à nossa volta e perceber que algo não bate certo: biliões de pessoas que diariamente repetem os mesmos gestos, os mesmos percurso, as mesmas palavras. Lógico que os genes tentem suicidar-se.

Mas, mesmo assim, eis que aparece alguém para espalhar umas migalhas de esperança. É o Professor 
Robin Dunbar, antropólogo da Universidade de Oxford:
Nos próximos 3.000 anos a partir de agora, é provável que todos os seres humanos serão submetidos a pelo menos duas mutações genéticas adicionais que reduzem a estabilidade intelectual e emocional, mas é muito provável que a ciência irá progredir ao ponto de ser capaz de resolver o problema.
A mesma ciência, conduzida pelas mesmas pessoas que nos trouxeram até este ponto? Agora sim que me sinto mais tranquilo. Posso voltar a ligar a televisão.


Ipse dixit.

Fonte: Il Fattaccio, The Register, Gerald R. Crabtree - Our Fragile Intellecte

11 comentários:

  1. Anónimo6.11.14

    "O Novo Escravo: O Sistema não submete com a inteligência. Submete com a ignorância e a emoção. Não escraviza com as ideias. Escraviza com o desejo e o temor. Não persuade com o conhecimento e a reflexão. Persuade com a busca do princípio do prazer individual. O alienado massivo de nível médio estatístico não está formado na busca da verdade. Está formado na busca do êxito e a gratificação pessoal. Não está programado para pensar reflexivamente. Está programado para consumir irreflectidamente pensamentos alheios crendo que são os seus pensamentos. Não está programado para sentir amor á humanidade. Está programado para amar-se a si mesmo. Não está programado para olhar o e entender o mundo. Está programado para olhar o seu próprio umbigo confundindo-o com o mundo."

    Manuel Freytas


    https://fbcdn-sphotos-g-a.akamaihd.net/hphotos-ak-xfp1/v/t1.0-9/10665737_840153202682362_8764947727991043162_n.jpg?oh=fbecf193fa302b5e76413a0e09131663&oe=54D6919C&__gda__=1425146901_c8af05bd963f40362a82de9db5a9bf41

    https://fbcdn-sphotos-h-a.akamaihd.net/hphotos-ak-xpf1/v/t1.0-9/10426564_841794802518202_6537112567333496781_n.jpg?oh=beb298c93f44434d3fc941439ae373c9&oe=54D7F8A5&__gda__=1423728335_83b689b9a8e90109cc66ddc6e8fcee4a

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  2. Pois é Max: no comentário daquele post do DNA, eu dizia que acreditava que a gente estivesse involuindo. E agora tu me vens com esse belo post, que alimenta minhas convicções. É isso que eu penso, as inovações tecnológicas, a fanfarnalha cibernética não significam evolução mental da raça humana. Se as tecnologias políticas na sociedade tivessem se modificado no sentido da felicidade, bem estar e sociabilidade humanas, aí eu acreditaria em evolução. Mas nada, só vejo a minha volta estupidez, egoísmo, auto destruição. Como posso acreditar que o homem contemporâneo seja mais inteligente, que a humanidade hoje seja mais sujeito de conhecimento que a centenas de anos antes? Abraços

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  3. Anónimo7.11.14

    Sinceramente não acredito. Como dizia o Jô Soares tipo eu não sou idiota, estão é tentando-me fazer de idiota.
    Cara maria, max, krowler, shene., e muitos outros/as...ainda são muitos e ainda bem e incluo sem dúvida quem posta anonimamente.
    Venho a este blog pelo que o italiano ;) aqui coloca, e ver opiniões e comentários. Muitos comentários são do melhor que já li outros sempre geralmente interessantes não me convencem, mas posso estar errado. Ninguém é perfeito e isso é ser humano.
    Não acredito nessa história de regressão, acredito é que certos estímulos exteriores nos vão dando cabo dos neurónios com ou sem intenção e directa ou indirectamente.
    Isso já é outra coisa muito ou diria completamente diferente.
    Abraços
    Nuno

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  4. Anónimo7.11.14

    Cara Maria
    Não é, possui é mais formas de se enriquecer à disposição.
    O problema e o que relata e embora estando a milhares de quilómetros, são o mesmo.
    Acho não tenho a certeza que o sistemas em que vivemos glorificam coisas inúteis, vivem de aparências, egoístas e enganadores.
    Porque o novo Deus tem um nome :Dinheiro
    Money is the root of all evil, ...maybe?
    Nuno

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  5. Little Boxes
    Nara Leão
    Nara Leão Compositor: Malvina Reynolds / Versão: Nara Leão

    Tom: G


    G Em G Em
    Música americana do princípio dos anos '60(!) e ainda permanecemos bovinamente bovinos.
    http://www.cifraclub.com.br/nara-leao/little-boxes/
    Little Boxes
    Malvina Reynolds / Versão: Nara Leão
    Uma caixa bem na praça, uma caixa bem quadradinha
    Uma caixa, outra caixa, todas elas iguaizinhas
    Uma verde, outra rosa e uma bem amarelinha
    Todas elas feitas de tic tac, todas elas iguaizinhas
    As pessoas dessas casas vão todas pra universidade
    Onde entram em caixinhas quadradinhas iguaizinhas
    Saem doutores, advogados, banqueiros de bons negócios
    Todos eles feitos de tic tac, todos, todos iguaizinhos
    Jogam golf, jogam pólo, bebendo um bom martini dry
    Todos têm lindos filhinhos bonequinhos engomadinhos
    As crianças vão pra escola, depois pra universidade
    G D G D G
    Onde entram em caixinhas e saem todas iguaizinhas
    Os rapazes ficam ricos e formam uma família
    Todos eles em caixinhas, em casinhas iguaizinhas
    Uma verde, outra rosa e outra bem amarelinha
    E são todas feitas de tic tac, todas, todas iguaizinhas

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  6. Meu tempo está acabando. Haverá alguém no futuro que adotará essa canção de Chico como hino?
    Rosa-dos-Ventos
    Chico Buarque

    E do amor gritou-se o escândalo
    Do medo criou-se o trágico
    No rosto pintou-se o pálido
    E não rolou uma lágrima
    Nem uma lástima para socorrer
    E na gente deu o hábito
    De caminhar pelas trevas
    De murmurar entre as pregas
    De tirar leite das pedras
    De ver o tempo correr
    Mas sob o sono dos séculos
    Amanheceu o espetáculo
    Como uma chuva de pétalas
    Como se o céu vendo as penas
    Morresse de pena
    E chovesse o perdão
    E a prudência dos sábios
    Nem ousou conter nos lábios
    O sorriso e a paixão

    Pois transbordando de flores
    A calma dos lagos zangou-se
    A rosa-dos-ventos danou-se
    O leito do rio fartou-se
    E inundou de água doce
    A amargura do mar
    Numa enchente amazônica
    Numa explosão atlântica
    E a multidão vendo em pânico
    E a multidão vendo atônita
    Ainda que tarde
    O seu despertar
    https://www.youtube.com/watch?v=H5VML6FUg0c

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  7. Olá Maria, olá Nuno!

    A minha ideia (que pode não estar correcta) é que qualquer parte do nosso corpo tenha que ser estimulada para obter o máximo rendimento dela. É assim no caso dos músculos, no caso do coração: acredito ser o mesmo no caso do cérebro.

    Antigamente, a selecção natural tratava do assunto: os mais fortes, rápidos e inteligentes sobreviviam, os outros não. Para boa sorte, esta fase acabou, mas é aqui que nasce um problema: a nossa sociedade é suficientemente "estimulante" para o nosso cérebro?

    Olhamos o que se passa no âmbito da alimentação: a falta de exercício e um regime dietético alucinado tornam a média da população mais gorda. Não significa que todos estejam mais flácidos e gordos, significa que a média apresenta esta tendência. Neste aspecto, a sociedade estimula de forma negativa a população.

    E o cérebro? Para fazer um exemplo: não acho que a televisão em si torne mais estúpidos, mas o tempo passado na frente do ecrã é tempo durante o qual o cérebro não está suficientemente estimulado, entra quase em stand-by, limitando-se a receber passivamente inputs do exterior, sem o tempo (ou a vontade) de analisa-los e elabora-los.

    Agora: multipliquem umas 3 ou 4 horas diárias de televisão vezes todos os dias do ano; acrescentem todas as outras actividades que implicam uma falta de estimulação (e aqui exemplos não faltam: pensamos só na diminuição do número e da qualidade dos relacionamentos interpessoais). Acrescentem também as actividade rotineiras, que não precisam dum mínimo de esforço intelectual.

    O resultado poderá ser uma média da população que lentamente perde as capacidades cerebrais? Repito: posso estar errado, mas não tenho dificuldades em aceitar isso.
    Claro está: o processo é lento, pois falamos de milhares de anos.

    Acho que acerca duma coisa podemos estar todos de acordo: o ambiente influencia as atitudes de qualquer espécie, não apenas da nossa. Será a nossa sociedade suficientemente estimulante?

    Grande abraço!

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  8. Obrigado Gilson!

    Desconhecia a canção dos anos 60 (!!!) e também aquela de Chico Barque (alguém que, infelizmente, conheço bem pouco). E pensar que um meu tio, que mora em Italia, adora-o e tem uma ampla colecção das obras deles.
    Mea culpa neste caso.

    Acho que vou já espreitar o Youtube para ver se encontro mais coisas dele.

    Grande Abraço!!"

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  9. Max,

    Quando no teu artigo começas a falar de genética, afastaste-te do que de facto foi escrito na fonte citada:

    "Os geneticista da Universidade de Stanford descobriram que o Homem está a perder as suas capacidades intelectuais e emocionais, dado que a rede dos genes que confere o poder ao nosso cérebro é particularmente vulnerável às mudanças ambientais e sociais."

    Não é nada disso! Há um geneticista que escreveu dois artigos e algumas respostas às objecções levantadas pelos colegas sobre esses dois artigos. Esse geneticista defende que actualmente as nossas capacidades intelectuais são inferiores às dos homens de há cinco a dez mil anos atrás. Não se trata de qualquer vulnerabilidade a mudanças ambientais e sociais no sentido do teu texto. Pelo contrário o que se passa é que quando a especie humana passou a viver em comunidades grandes a inteligência deixou de estar sujeita à selecção natural e assim é mais provável que indivíduos intelctualmente menos aptos se reproduzam. Isto não se aplicaria apenas à inteligência, mas é particularmente relevante nesta área, pois dado o grande número de genes envolvidos é de esperar que num lapso temporal de alguns milhares de anos haja consequências em temos do potencial cognitivo (segundo Cabtree).

    Agora voltando ao ponto chave do teu artigo, penso que a ciência pode dizer-nos alguma coisa:

    Sabemos que a inteligência é uma característica hereditária, mas também sabemos que o peso da hereditariedade é dependente do meio ambiente. Assim as crianças que tenham acesso a óptimas condições de vida vão ter uma inteligência que é muito dependente da inteligência dos pais. Pelo contrário a inteligência das crianças que vivem na pobreza é essencialmente dependente das condições ambientais, sendo tanto mais inferior quanto mais miseráveis forem as condições.

    Ora, nas últimas décadas temos assistido à instalação de uma doutrina que implica uma miséria moral e afectiva (e claro intellectual), pelo que é de prever que a inteligência dos adultos condicionados por este sistema (uma cada vez maior maioria) tenha sido particularmente afectada.

    Bem sei que os testes formais de inteligência indicam o contrário, mas penso que para esta audiência não preciso de explicar a irrelevância daquelas avaliações neste contexto.

    Bem hajas!

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. Olá J.J.!

      A primeira parte do artigo é obra minha, não do geneticista!
      Depois liguei a primeira parte e a segunda, pois Crabtree afirma que a inteligência do Homem foi vindo a diminuir.

      Crabtree parte da ideia do caçador que começou a de-evoluir (do ponto de vista intelectual) na altura em que tornou-se agricultor (assim, num ambiente onde a selecção é menos importante) mas não foi apenas naquela altura que as coisas mudaram:

      "Eu estaria disposto a apostar que, se um cidadão comum de Atenas de 1000 a.C. aparecesse subitamente entre nós, ele ou ela estaria entre os mais brilhantes e intelectualmente activo dos nossos colegas."

      A diminuição da inteligência não foi um episódio que acabou, mas algo que continua: 1. porque é preciso tempo para que a "regressão" alcance com a hereditariedade a maioria dos indivíduos
      2. porque as condições ambientais propícias ao desenvolvimento intelectual não apenas não melhoraram mas até pioraram
      3. porque a nossa espécie é particularmente exposta aos riscos neste sentido. Crabtree: "Quanto maior o número de genes necessários, o mais susceptível ficamos como espécie aos acontecimentos genéticos aleatórios que reduzem a nossa aptidão intelectual e emocional."

      Os recentes avanços na pesquisa genética têm mostrado que "o número de genes necessários para a normal inteligência humana pode ser surpreendentemente grande", entre 2.000 e 5.000 para a função intelectual e emocional completa.

      Crabtree cita também estudos que têm demonstrado como as mutações genéticas são mais comuns do que se pensava, e que "um gene não precisa ser humana ou específico do cérebro, para que a sua função seja essencial para as nossas capacidades intelectuais humanas". O facto é que os genes funcionam como elos de uma corrente, e que "uma falha em qualquer uma das ligações dá origem a deficiência".

      "Num prazo de três mil anos ou cerca de 120 gerações todos nós temos muito provavelmente sofrido duas ou mais mutações prejudiciais para a nossa estabilidade intelectual ou emocional" acrescenta ainda.

      "Também é bastante provável", diz ele, "que a necessidade de inteligência foi reduzida à medida que começamos a viver em cidades de alta densidade" .

      Em outras palavras, "as nossas capacidades intelectuais e emocionais deterioraram porque não eram tão importantes para a sobrevivência".

      Mas as considerações mais importantes acho serem duas:
      1. quanto maior o número de genes necessários, o mais susceptível ficamos como espécie aos acontecimentos genéticos aleatórios que reduzem a nossa aptidão intelectual e emocional.
      2. estas mudanças aconteceram (e continuam) por uma questão exclusivamente ligada ao ambiente em que o Homem viveu e vive (e Crabtree fala em cidade de alta densidade).

      Todas as frases entre aspas podem ser encontradas no escrito original de Crabtree, Gerald R. Crabtree - Our Fragile Intellecte, cujo link está no fundo do artigo.

      Abraço!!!

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    2. Olá Max!

      Fico muito feliz com a tua resposta.

      Tudo o que dizes está correcto, mas penso que fizeste a interpretação errada. O potencial intelectual de cada pessoa em média podia ter vindo a dimminuir desde há 5 a dez mil anos, como ele diz em uma das respostas às objecções levantadas, pois a espécie passou a viver em "cidades de alta densidade", isto é em comunidades agriculas, em que passou a ser fácil o acesso a alimentos.

      Em nenhum momento ele quer dizer que o ambiente destas cidades não era bom, i.e. que havia poluentes ou algum outro problema. O que se passou é que a vida comunitária fez com a selecção natural deixa-se de actuar sobre cada indivíduo. A espécie, no que respeita à inteligência, ficou ilesa do efeito da selecção natural.

      Eu vou envia-te por mail os artigos completos!

      Eliminar

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