29 novembro 2014

Vacinas: 11 mortes suspeitas em Italia (com actualização)

Continuam a aumentar as notícias de mortes potencialmente ligadas à vacina contra a gripe Fluad da Novartis, entretanto bloqueada pela Agência Italiana dos Medicamentos (AIFA) desde a passada Quinta-feira.

O último caso é aquele dum homem de 68 anos que morreu em Cuneo (Piemonte) após a administração de Agrippal, uma vacina contra a gripe também produzida pela Novartis. O homem, vacinado na Quinta-feira, há muito estava a receber tratamentos para problemas circulatórios e de pressão arterial: morreu devido a arritmia cardíaca.

No total (e não tendo em conta o caso de Cuneo) são 10 os relatos de mortes suspeitas, todas ligadas à vacina Fluad. Além dos casos italianos, é preciso acrescentar as duas mortes suspeitas na Inglaterra e em New York.

O Diretor da AIFA, Luca Pani, afirma:
Espero um elevado número de relatórios, até mesmo por causa da exposição mediática. Não há uma relação directa entre a administração da vacina e os mortos, mas há uma concordância suspeita.
Enquanto isso, a Agência Europeia de Medicamentos (EMA) abriu uma investigação:
Não há até agora nenhuma evidência que possa sugerir um nexo de causalidade entre a vacina e os eventos adversos relatados. A suspensão é uma precaução, testes sobre os lotes estão em curso e não há uma análise detalhada dos relatórios que vêm da Itália.
A vacina é produzida em fábricas da Novartis, onde apareceram os Carabinieri do NAS (Núcleo Anti-Sofisticação) para retirar eventuais sobras dos dois lotes incriminados.

Como afirmado, as mortes suspeitas são 11 e envolvem todas pessoas idosas, dado ser este o público alvo da vacina anti-gripe. Isso complica a avaliação dos acontecimentos, pois é normal sofrer de algumas doenças crónicas nesta faixa etária.
Os casos divulgados: 
  • dois casos em Roma, uma mulher de 92 anos e um homem de 77 anos.
  • um em Parma: um homem de 80 anos com uma doença crónica grave, morreu dentro de 48 horas após a administração da vacina.
  • em Prato (Toscana) o procurador judicial abriu uma investigação sobre a morte de uma mulher de 90 anos vacinada na Segunda-feira e morta no dia seguinte. Sempre em Toscana (Firenze), debaixo da lupa acabaram os internamentos de outros dois idosos, possivelmente atingidos pelos "efeitos adversos" da post-vacinação.
  • em Como (Lombardia) outra pessoa idosa, doente, morreu na semana passada após a vacinação.
  • um caso foi relatado em Puglia, na província de Lecce, onde a vítima, uma mulher de 84 anos que sofria de doença de Parkinson e diabetes, morreu no passado 24 de Novembro, três dias após a administração da vacina.
  • duas mortes na Sicília, na cidade de Siracusa, onde a perder a vida foram dois pacientes de 68 e 87 anos. 
  • finalmente, uma mulher de 79 anos morreu em Termoli, na região do Molise.
Verificações estão a ser realizadas em Trieste (Friuli) sobre o caso de uma mulher idosa em coma após ter recebido a vacina.
Após a suspensão do produto, a Novartis divulgou um comunicado:
A verificação da conformidade dos dois lotes de vacina contra a gripe Fluad retirados como medida de precaução pela Agência Italiana dos Medicamentos confirmou o cumprimento de todas as normas de produção e de qualidade, sem detectar qualquer contaminação.
Mas a Novartis fala apenas de verificações internas, pois as análises públicas aos lotes retirados (nº 142701 e 143301) começaram hoje. Walter Ricciardi, comissário do Instituto Superior da Sanidade:
Os dois lotes chegaram esta manhã, logo começaram os procedimentos analíticos toxicológicos e microbiológicos: para os primeiros teremos as respostas no começo da próxima semana, para os segundos será preciso mais tempo.

Update 30 de Novembro

O número de mortes suspeitas aumenta até 13. A última vítima é uma idosa de Este é um paciente de 83 anos que morreu após ter recebido a vacina. No total esta é a situação dos óbitos por cada região: Sicília (2), Molise (1), Puglia (2), Toscana (2), Emilia Romagna (2), Lombardia (2), Lazio (1) Umbria (1), mais o caso de New York e aquele do Reino Unido.
Enquanto isso, as primeiras análises realizadas pelo Instituto Superior de Saúde não detectaram problemas nas dezenas de amostras recebidas imediatamente após a suspensão decretada pela AIFA. Mas para os resultados definitivos, como já anunciado, será preciso esperar mais.
Os especialistas estão a investigar três principais «pontos críticos». Problemas de produção durante o fabrico das vacinas, problema com a cadeia do frio (a vacina deve ser armazenada entre 2 e 8 graus) e, finalmente, uma possível reacção alérgica a qualquer componente do medicamento.
Ipse dixit.

Fontes: Il Corriere della Sera, Il Secolo XIX, Rai News

5 comentários:

  1. E eu podia acrescentar que uma pessoa que conheço teve um abortamento expontâneo no terceiro trimestre da gravidez no dia seguinte à toma da vacina. Os estudos fetopatológicos não identifcaram qualquer causa.

    Agora eu penso que o foco do artigo não está correcto... Contaminação? É muito mais provável ser a própria vacina letal numa pequena percentagem dos casos.

    O Max já abordou aqui o tema das vacinas algumas vezes, mas eu penso que devíamos refletir um pouco sobre o caracter obrigatório destas, eu ainda há uns dias reparei que uma das condições para trabalhar na função pública era ter as vacinas em dia.

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    1. "terceiro trimestre"?! ...acho que foi a mãe natureza que ajudou.

      Enfim, se depender de mim não tomarei vacina alguma até o últimos dos meus dias, só para garantir que terei longos dias bem vividos.

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  2. Anónimo30.11.14

    H5N1? JJ.? Quantas mulheres grávidas tomaram a "vacina" e quais os resultados.

    Nuno

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    1. não sei sobre essas vacinas contra a H5N1, mas soube que existe uma H7N7... e no meio das contas tem uma criada pelos cientistas que deu um escândalo e eles foram proibidos de brincarem de deuses sórdidos... mas... na minha opinião paranóica, a própria H1N1 que fazia mais mal a porcos já era façanha dos deuses sórdidos com suas placas de petrie e invocações da tabela periódica...

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    2. Pois eu não sei quantas mulheres tomaram a vacina e muito menos os resultados. Para resultados credíveis deveria haver um fórum em que as pessoas descrevessem publicamente os graves efeitos adversos de cada medicamento e um conjunto de profissionais que pudesse depois validar esses relatos... Mas isso claro, se aconteceria nós vivêssemos numa sociedade em que a saúde fosse importante, o oposto se passa...

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