30 janeiro 2014

ONU: a essência da inutilidade

A ONU. O que seria de nós sem as Nações Unidas?

A história desta organização começa em 1919 com o nome de Sociedade das Nações.
Não teve muito sucesso: alguns Países entraram, depois saíram, outros entraram só depois e saíram na mesma, outros ainda nem quiseram saber nada disso.

Pelo que, em 1946, eis uma mão de verniz: novo nome (desta vez ONU) e, sobretudo, o apadrinhamento das cinco Nações que ganharam a Segunda Guerra Mundial (Estados Unidos, União Soviética, Reino Unido, China e França).

Hoje são 193 os Países que fazem parte da organização: a quase totalidade dos Estados independentes.
Apesar disso, apenas um País decide o que a ONU deve pensar, dizer, aprovar, rejeitar.

29 janeiro 2014

Insólito: o Copo de Licúrgico

A imagem em baixo representa o mesmo objecto: é um copo que resulta verde quando é iluminado frontalmente e torna-se vermelho com luz posterior. Trata-se dum cálice, conhecido como o Copo de Licúrgico, e mostra uma cena que envolve o rei da Trácia, um importante personagem na mitologia grega.


Adquirido em 1950 pelo Museu Britânico, as suas propriedades policromáticas tem confundido os cientistas há décadas, porque o Copo foi construído na Roma do 300 d.C.. Como foram capazes os artesãos da altura de criar um objecto com estas propriedades?

O Inverno Árabe: a Líbia

É silêncio acerca da Líbia.

Não admira: o Egipto também faz notícia só quando houver um número "decente" de mortos, o mesmo se passa no Iraque, a Tunísia desapareceu dos mapas.

Antes publicitados como intervenções humanitárias, como "a democracia que avança", em seguida esquecidos. Mas nestes Países há pessoas que continuam a lutar.

As batalhas no sul da Líbia, por exemplo, não são simples conflitos tribais. Pelo contrário, representam uma possível aliança entre dois grupos (um deles pró-Khadafi) que têm a intenção de libertar o País do governo neo-colonial implementado pela Nato.

28 janeiro 2014

SSSS: entre realidade e ficção

Eis um artigo curioso.
Mas antes uma premissa.

Dizer que a televisão faz mal (da forma como é gerida hoje) é uma coisa óbvia.
Dizer que a televisão é um instrumento que, além de massacrar os neurónios, transmite mensagens "subliminais" (entre aspas, como veremos) é algo bem diferente. E bastante suspeito também.

Porque as empresas que constroem os aparelhos televisivos são muitas, espalhadas pelo mundo fora, e afirmar que todas fazem parte dum maléfico plano para controlar nós escravos é, no mínimo, exagerado. Em primeiro lugar porque já estamos perfeitamente controlados, depois porque pressupõe a participação de dezenas de milhares de pessoas em algo secreto.

E tudo o banco levou.

Eis um artigo divertido publicado pelo semanário Visão.
O itálico é meu.
Quanto vale a noção de que os bancos são "demasiado grandes para falir"? Essa garantia, que os mercados avaliam desde que a crise financeira rebentou, em Wall Street, funciona como um aval dos Estados. E vale muito dinheiro. O eurodeputado belga dos Verdes, Philippe Lamberts, coordenou um relatório sobre o valor real dessa ajuda, escondida, ao sector financeiro. O estudo conclui que as ajudas "implícitas" valem o dobro das que são públicas. 1,3 biliões de euros, em quatro anos. Estas conclusões serão reveladas esta segunda-feira, 27, mas a VISÃO faz parte de um pequeno grupo de órgãos de informação (como o New York Times e o El País), que recebeu o relatório antecipadamente. Leia aqui as principais conclusões e na quinta-feira, na edição impressa, saiba como Lamberts pensa combater esta "distorção dos mercados que cria incentivos para a especulação".

27 janeiro 2014

Vai tudo bem


Não é que as pessoas assim divirtam-se a prever desgraças.

Mas quando ligo a televisão (mea culpa) e:
  • vejo o primeiro ministro de Portugal a dizer que tudo vai bem;
  • oiço o governador do Banco Central Europeu afirmar que a crise do Euro acabou;
  • não vejo Barack Obama (a propósito: foi para onde o homem?) com um ar minimamente preocupado;
  • observo os participantes do Fórum Económico de Davos discutir acerca do sexo dos anjos;
bom, quando isso acontece tenho a sensação de viver num outro planeta. Definitivamente, o mundo destas pessoas não é o meu.

O Leitor faz ideia do que se passa na Argentina? Na Venezuela? Sabe da quase "guerra civil" da Ucrânia? Da bolsa da Turquia? Da guerra no sul da Líbia? Das armas químicas da Síria que querem afundar no Mediterrâneo (esta é genial)?

24 janeiro 2014

A China e a filosofia do ouro

E acabamos falando ainda de ouro.

Zero Hedge publica uma reflexão de Alasdair Macleod, que é um operador financeiro com relativo blog (Gold Money, ver link abaixo):
Muitos leitores têm feito recentemente uma suposição de que poderia haver acordo entre a América e a China para justificar o enorme fluxo de lingotes de ouro dos mercados de capitais ocidentais [e depois a Alemanha não consegue reaver o seu ouro por causa do formato..., ndt]. Há muitos que acreditam que os governos sabem o que estão a fazer e então há um jogo maior daquele que estamos a pensar.

A verdade é que o mercado de capitais ocidentais e aquele chinês têm duas perspectivas completamente diferentes.

Insólito: estrela ou planeta?

Estrelas, planetas, planetóides e...?
Pode haver algo mais.

A descoberta de Roxs 42Bb desafia as actuais teorias acerca da formação dos planetas, das estrelas, tal como a classificação dos corpos celestes .

É um objeto grande cerca de 9 vezes a massa de Júpiter, por isso enorme, mas ainda abaixo do limite reconhecido pela maioria dos astrónomos para marcar a diferença entre um planeta e uma anã marrom ou castanha: esta última é um corpo celeste de baixa luminosidade que não consegue iniciar a fusão do hidrogénio no seu núcleo.

A Fed e os lingotes anormais

...e hoje falemos de ouro.

Há um ano, no dia 16 de Janeiro de 2013, o Banco Central alemão, o Bundesbank , disse que iria trazer de volta para casa todas as 374 toneladas de ouro depositadas no Banco da França, em Paris, assim como as 300 toneladas detidas pela Federal Reserve em New York. Tudo isso não de imediato mas até o ano 2020.

Um ano depois, os alemães foram capazes de trazer para casa apenas ​​37 toneladas de precioso metal.
E apenas 5 toneladas vieram dos Estados Unidos, o resto de Paris. Mas a Fed detém (em teoria) 45 % do ouro alemão.

Escusado será dizer que isso tem provocado novas dúvidas sobre se o ouro da Alemanha ainda existe nos cofres de Manhattan ou se foi emprestado ou vendido. Na época do anúncio original da Bundesbank, havia rumores sobre o facto de que a Alemanha quisesse o seu ouro de volta por causa de um par de meses antes a Fed ter negado aos funcionários alemães a possibilidade de ver o metal.

23 janeiro 2014

Gerald Celente: as tendências de 2014

Podemos ou não gostar dele, mas Gerald Celente consegue boas previsões.

No começo do ano passado estava à espera de:
  • Guerras (que não é grande coisa como previsão, admitimos)
  • Um despertar espiritual (não especificamente cristão)
  • Aumento do fracking
  • A "geração Y", os com um futuro incerto e uma economia de dificuldades.
  • O enchimento da bolha dos "T-bonds" (os Títulos ligados ao Dólar)
  • A explosão da instrução digital
  • O aumento dos desejos secessionistas
Portanto, não de verdadeiras "previsões" seria melhor falar, quanto duma atenta análise do presente para individuar as tendências no médio prazo. E nisso Celente é bom.

E acerca do ano 2014?
Vamos ver também neste caso quais as próximas "previsões".

22 janeiro 2014

De volta...

Um pedido de desculpa para todos os Leitores.

Infelizmente, problemas pessoais mantiveram-me afastado do blog ao longo das últimas semanas.
A boa notícia a actividade retoma. Pelo menos, espero seja uma boa notícia.

Obrigado por terem aguardado pacientemente.
Prontos para um novo ano?
Então vamos.

Ipse atrasado.

03 janeiro 2014

Insólito: as minas em chamas

Em 1971, um grupo de geólogos da então União Soviética decidiu atirar fogo para o interior duma cavidade subterrânea cheia de gás, pensando que com isso o problema do contínuo vazamento ficaria encerrado dentro de um curto espaço de tempo. Mas não foi o que aconteceu e enorme buraco perto da aldeia de Derweze, no Turcomenistão, queima desde então.

Derweze, Turcomenistão
O Gates of Hell ("As portas do inferno"), como é conhecido, é apenas uma das cavidades subterrâneas ou minas em chamas. Seja por erros de cálculo, seja por acidente, este lugares repletos de combustíveis pegaram fogo e não há como apaga-los.

E Derweze não é nem o caso maior ou o mais antigo.

O incêndio de Centralia, na Pennsylvania (EUA), teve um impacto bem maior. Aldeia de 2.000 habitantes nos anos 50 do século passado, hoje conta com 10 residentes. A razão? O incêndio da mina de carvão que deflagrou por acidente em 1962 e que ainda torna o ar irrespirável. As previsões não são muito optimistas: segundos o cálculos, há combustível suficiente para alimentar o fogo ao longo dos próximos 250 anos.

Todas as centrais nucleares do mundo

Para melhor compreender o estado da indústria de energia nuclear, o site Climate Central construiu o seguinte mapa interactivo das instalações nucleares, tal como relatado pela World Nuclear Association.

O mapa mostra cada reactor nuclear que já foi ligado à rede eléctrica, bem como um número de usinas cuja construção foi planeada.

O cartão de crédito: efeito bola de neve

O Brasil já não é o que era: deixado atrás o rotulo de País "em desenvolvimento", agora pode
razoavelmente aspirar a um patamar maior.

Um dos sintomas? O cartão de credito.
Este pequeno objecto tem a capacidade de tornar realidade os nossos desejos: é só apresentar o cartão, digitar o PIN, e sair da loja com o nosso novo bem.

Nem parece quase um pagamento: não há dinheiro em toda a operação, só o terminal do banco e o sorriso do funcionário enquanto embrulha a compra.

Dito de outra forma: o cartão de crédito é um armadilha letal, que bem pode arruinar a nossa economia domestica e as nossas vidas com ela.

02 janeiro 2014

O vapor de Fukushima

Não há hipótese: Fukushima desapareceu mesmo do mundo das notícias. A ideia deve ser "se ninguém fala do assunto, este morre". E não seria mal se os problemas pudessem ser resolvidos desta forma. Mas não funciona.

Este vazio de informação provoca também a dificuldade em encontrar fontes de confiança: não faltam páginas internet nas quais as notícias são exageradas ou, mais simplesmente, inventadas.

No entanto, nas última semanas a realidade parece ultrapassar a fantasia: não apenas a situação em Fukushima não melhora, como até há razões para ver a preocupação aumentar.

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