30 abril 2014

A segurança dos serviços clouds

Enquanto sinalizo os links enviados pelo amigo Ricardo (e acerca dos quais teremos de falar. Por enquanto eis um link em inglês: BBC, o assunto é a Tobin tax), eu tenho uma dúvida: vamos escrever uma coisa acerca do Insólito ou algo de Informática?

Leo, o que tu achas? "Bau" não significa nada... ok, vamos com a informática pois há um assunto que pode interessar muitos Leitores.

Então é assim. Nos últimos anos difundiram-se cada vez mais os serviços de File Storage, tipo Dropbox, Google Drive e muitos mais. São algo cómodo, sem dúvida.

O Anti-Fascismo

Passou há pouco o dia 25 de Abril.

Por um mero acaso, é festividade nacional em Portugal e na Italia também: em Lisboa celebra-se a Revolução dos Cravos e o fim do regime salazarista, em Italia o fim da Segunda Guerra Mundial e o fim do regime fascista de Mussolini.

Discursos, reportagens, bandeiras, algumas lágrimas. O fascismo italiano acabou há mais de 60 anos, aquele português há 40 anos.

Em ambos os casos, não faz sentido o sobreviver dum antifascismo "clássico": épocas que acabaram e se tivessem de voltar seria com outros moldes. Mas um anti-fascismo sem fascismo e feito de fotografias amareladas não é apenas inútil: até é prejudicial, porque em muitos casos é apenas um álibi para não ser anti-capitalista.

O genocídio irritante

Há genocídios "fáceis" e há genocídios irritantes.

Aqueles "fáceis" são os genocídios que despertam desaprovação e condenação de todos os lados: as pessoa comovem-se, na televisão aparecem personalidades indignadas que pedem para uma acção firme e imediata, os diários publicam fotografias chocantes.

Desta primeira categoria fazem parte o genocídio do povo hebraico (um must) ou o genocídio cambojano dos anos '70.  

Depois há os genocídios irritantes, aqueles acerca dos quais ninguém liga ou quer saber.
O dos Armenos pertence à esta segunda categoria: o genocídio deles simplesmente é ignorado. E a coisa engraçada (mas não do ponto de vista arménio) é que os genocídios foram mais do que um.

29 abril 2014

Egipto: 683 penas capitais

O Egipto é um dos Países sortudos que foram livrados da opressão e conseguiram abraçar a
Democracia. E os resultados estão à vista.

Um tribunal do Cairo condenou à morte 683 seguidores do ex-presidente egípcio Morsi, deposto após um golpe de Estado. Todos os acusados fazem parte da Irmandade Muçulmana, por isso no Ocidente ninguém encontrou nada para dizer.

Fazem-se manifestações, artigos de jornais, programas televisivos quando o Irão condena à morte uma mulher que matou o marido (a propósito: a mulher está livre, sabiam?), mas se os condenados forem muçulmanos, e num País recentemente "democraticizado", está tudo bem.

A Rússia e os OGM

Eis uma notícia que dificilmente o Leitor encontrará nos media mainstream.

O Primeiro-Ministro Dmitri Medvedev anunciou recentemente que a Rússia não irá importar mais produtos OGM (os geneticamente modificados), afirmando que o País tem o espaço e recursos suficientes para produzir alimentos orgânicos:
Se os americanos gostam de comer produtos que OGM, que comam. Nós não precisamos deles; temos espaço suficiente e a capacidade de produzir alimentos orgânicos.

28 abril 2014

Glaxo: corrupção sem fronteiras

A Glaxo Smith Kline (GSK) está entre a espada e a parede.

Tranquilos, irá sair-se na boa mais uma vez, pois estamos a falar da quarta empresa farmacêutica no mundo após Pfizer, Novartis e Sanofi, um monstro com 25 biliões de Libras de facturado no ano passado (mais de 42 biliões de Dólares ou 30 biliões de Euros). Mas são chatices, isso sim.

A empresa está a coleccionar denúncias de corrupção em todo o mundo, sem parar. As mais recentes chegam do Líbano e da Jordânia. No passado dia 16 de Abril, o Wall Street Journal escreveu ter entrado na posse dum e-mail segundo o qual os funcionários da Glaxo teriam corrumpido médicos locais com amostras gratuitas de medicamentos (depois vendidas pelos médicos directamente aos pacientes) viagens.

A Páscoa: o simbolismo escondido

Então? Páscoa já passou? Acabaram as festas? Páscoa, 25 de Abril (em, Portugal: no Brasil o dia 25 é só o dia antes do 26), em breve teremos o 1º de Maio e a Festa da Mãe.

A Festa da Mãe! Por acaso, agora não interessa. Passo atrás: Páscoa. Vamos falar dela. Porquê? Porque sim.

A Páscoa é uma "festa" estranha, aparentemente menos sentida do que o Natal: o que é um paradoxo porque, do ponto de vista religioso, o alegado nascimento de Cristo tem um valor relativo, enquanto a Ressurreição é a pedra angular sobre a qual se apoia todo o Cristianismo.
Sem uma Ressurreição, Cristo teria sido apenas mais um profeta (na melhor das hipóteses).

22 abril 2014

A Suíça e os imigrantes

Diz o nobre Rafael:
Gostaria de sugerir que fizesse um artigo sobre o recente referendo na Suíça sobre emigração. Gostaria de saber a sua opinião, e a dos comentadores habituais...
Emigração? Assunto complicado, muito complicado.

No passado mês de Fevereiro houve um referendum na Suíça. Assunto: imigração.
Os media fizeram o trabalho deles: passaram a ideia de que os suíços já não querem imigrados.
O que é falso.

18 abril 2014

Gabriel García Márquez


Dia triste, meus senhores, dia muito triste.
Morreu Gabriel Garcia Marquez.

Tenho uma grande dívida com este escritor.
Sempre tinha preferido livros baseados em factos reais: reportagens, investigações, aprofundamentos, considerando os romances como um tipo de literatura "secundária". Afinal, eram só contos saídos da mente de alguém, não passavam de fantasias.

Até que um dia alguém deu-me Cem Anos de Solidão.
Comecei a ler e aconteceu algo esquisito: simplesmente não conseguia parar. Não era um simples livro, era uma viagem. Mais: era uma parábola. Via formar-se diante de mim os lugares, os rostos, as ruas. Até podia quase sentir o calor abafado, a chuva torrencial.

17 abril 2014

Insólito: o Big Bang cansou

O modelo cosmológico mais acreditado prevê que o Universo tenha nascido duma grande explosão inicial, o Big Bang.

Esta teoria é tão bem radicada na comunidade científica que até a Igreja de Roma decidiu adopta-la: neste caso, Deus não criou o mundo em 6 dias, mas foi a causa primária do Big Bang que, explica a Igreja, a partir daí começou a funcionar segundo as regras estabelecidas por Deus.

Afinal, o que a Astrofísica faz é apenas tentar entender quais as "regras do jogo" estabelecidas inicialmente por Deus.

A teoria do Big Bang é simples e bastante hollywodiana (uma mega-explosão!), mas também é verdade que apresenta problemas, alguns dos quais ainda não encontraram uma explicação suficientemente válida.

Páscoa?

É Páscoa. Quase.

Então Informação Incorrecta pára? Nem pensar!

Páscoa ou não, tudo vai em frente. Só que nos próximos dias os artigos serão um pouco mais "leves". Nada de guerra ou economia (a não ser que aconteça algo grave, como óbvio), vamos dar mais espaço ao insólito e falamos de coisas curiosas ou úteis (como a pasta dentífrica!).

Não é para celebrar a festividade religiosa, é assim, para descansar um pouco.

Depois, na próxima Segunda-feira, tudo voltará ao normal: guerras, economias e outras desgraças à condizer, tanto para não perder o bom humor.

Por enquanto, queria aproveitar da ocasião para desejar uma Feliz Páscoa para todos os Leitores.
Passem uns bons dias. E isso não apenas no período pascoal, se for possível.
E obrigado por continuar a ter a paciência necessária para seguir o blog.

Boa Páscoa.


Max

16 abril 2014

Eis o Triclosan

São coisas que acontecem.

Utilizamos uma substância ao longo de anos, às vezes décadas, e ficamos descansados porque o mundo científico já emitiu o parecer: "Aquela substância? Uh, é toda saúde, tranquilos, não faria mal a uma mosca".

Passa o tempo e eis que um bom dia chegam uns outros cientistas: "Lembram-se daquela substância que não faria mal a uma mosca? Olhem, é assim: as moscas de facto estão bem, o problema são todos os outros...".

Como afirmado: acontece. Paciência.
Esta é a vez do Triclosan.

O Campo 7 de Guantánamo

O advogado James Connell só visitou uma vez o seu cliente na Base Naval de Guantánamo, onde chegou numa carrinha com as janelas escurecidas após um tortuoso caminho entre cactos e arbustos.

O cliente de Connell fica numa área especial de Guantánamo, conhecida como Campo 7, e o advogado não está autorizado a dizer muito acerca disso, excepto que é uma instalação como nenhuma outra:
É um isolamento muito maior do que já vi em outros lugares. Já tive casos de pena de morte na Virgínia e no Texas e posso dizer que estas condições são muito mais severas em termos de isolamento.
O Campo 7 é tão envolvido no segredo que a sua exacta localização dentro da base é confidencial e as autoridades recusam discutir o assunto. Mas agora dois eventos separados, e relacionados, começam a relevar o que se passa na zona mais vergonhosa da já vergonhosa base de Guantánamo.

14 abril 2014

Putin: porquê?

Vladimir Putin?
Um tirano, um oportunista, um déspota, um anti-democrático, praticamente um ditador segundo os media ocidentais.

Problema: na Rússia, a grande maioria dos eleitores gosta de Putin. E muito até.

A mais recente pesquisa do Instituto Vciom-Levada, considerado o mais confiável no País, credencia o líder do Kremlin dum índice de popularidade de quase 76 por cento (75,7% para sermos mais precisos). Sim, sem dúvida, o número cresceu após os factos da Crimeia: mas em Maio de 2012 já era 68,8 % e ,em média ao longo dos últimos 13 anos, esse número tem-se mantido mais ou menos estável, sempre acima de 60%.

Comparem com a popularidade dum Barack Obama, por exemplo: nas últimas sondagens (Outubro de 2013), apenas 42% dos entrevistados apoiavam as suas decisões, enquanto 51% declaravam como "não satisfatório" o trabalho do Presidente. O facto é que o Nobel da Paz fica apenas 5% acima do pior resultado de Bush.

13 abril 2014

Inúteis, caros e egoístas

Os Leitores já com uma certa idade deveriam ter o bom gosto de suicidar-se.

E quem não for Leitor deste blog? Também.

Não é um problema de discriminação: é um problema económico.
O facto é que a vida média tornou-se demasiado comprida, o aumento da longevidade torna os sistemas das reformas cada vez mais caros e isso tem um impacto negativo sobre as finanças públicas.

A análise é do Fundo Monetário Internacional (FMI) e está contida no Global Financial Stability Report ("Relatório de Estabilidade Financeira Global") que será apresentado na íntegra na próxima semana em Washington.

11 abril 2014

Insólito: o Universo é uma treta

El Gordo
Quase todas as descobertas científicas que envolvem o estudo do Universo, quando divulgadas são sempre consideradas como "estupefacientes".

Mas dois astrónomos, o professor Chris Collins e o Dr. Ian McCarthy de Liverpool (a John Moores University), admitem que o resultado dos seus estudos é simplesmente... "decepcionante".

Os dois astrónomos, em duas pesquisas separadas, descobriram que o universo é mais subtil e mais "liso" do que anteriormente teorizado.

Porque uma lobby é injusta e quais as maiores

No artigo anterior vimos como o conceito de lobby não esteja necessariamente ligado ao de corrupção, até que um dois lugares (Estados Unidos e Bruxelas) as lobbies são reconhecidas.

Portanto, estamos nos limites da legalidade: eu formo e pago um grupo de pessoas parta que estas "informem" os políticos e pressionem (sempre legalmente) os mesmos.

A prática formativa pode consistir em seminários, conferências, encontros informais: em qualquer caso, tudo regular. 

Mas o facto de ser legal e reconhecida não significa que a ideia de lobby justa também.

E percebe-lo é simples: vamos fazer um exemplo.

O que é uma lobby

O que é como, como é e funciona uma lobby?
Uhhh, quantas perguntas...

Responder à primeira é simples: a lobby (em bom português: grupo de pressão) é um conjunto de pessoas sem cargos no governo, dotado de uma organização formal baseada na divisão de tarefas, que age em vista do interesse particular (duma empresa, por exemplo, ou duma instituição) que formou o mesmo grupo de poder; o grupo de poder exerce a sua influência sobre as decisões políticas, obviamente em favor ou de quem a formou ou dum cliente.

O termo deriva da língua inglesa utilizada nos Estados Unidos, onde lobby (plural: lobbies) indica originariamente a tribuna parlamentar. O modo de acção da lobby sobre o sistema político é chamado de lobbying.


10 abril 2014

465 anos

É incrível como o povo, logo após ter sido subjugado, cai rapidamente num esquecimento da liberdade tão profundo que nem é possível que acorde para obtê-la de volta, mas serve de forma tão sincera e de tão boa vontade que, ao vê-lo, parece não ter perdido a liberdade mas ganho a servidão. [ ...]

É verdade que, num primeiro momento, serve-se porque forçados e vencidos pela força, mas aqueles que virem depois servem sem arrependimentos e fazem de bom grado o que os seus antecessores haviam feito com a força.

É assim que os homens nascidos sob o jugo e, em seguida, criados e educados na servidão, sem já olhar para a frente, contentam-se em viver como nasceram e não pensam em ter outro bem nem outro direito excepto aquele que receberam, e assumem como natural a condição do nascimento deles. [ ...]

09 abril 2014

O que é a homossexualidade - Parte III

Até agora vimos uma brevíssima síntese histórica da homossexualidade.

Mas a pergunta fica: o que é afinal a homossexualidade?

Diz Wikipedia:
Homossexualidade, também chamada de homossexualismo (do grego antigo ὁμός (homos), igual + latim sexus = sexo), refere-se à característica ou qualidade de um ser (humano ou não) que sente atração física, estética e/ou emocional por outro ser do mesmo sexo ou gênero. Enquanto orientação sexual, a homossexualidade se refere a "um padrão duradouro de experiências sexuais, afetivas e românticas" principalmente ou exclusivamente entre pessoas do mesmo sexo [...]
Parece-me uma boa definição.
E aqui temos dois termos importantes: "emocional" e "afectivas".

O boomerang dos EUA: PRO 100 e Petrodólares

As posições afastam-se cada vez mais.

Barack Obama deu ordem para que Visa e Mastercard bloqueiem as operações na Rússia: isso faz parte do pacote de sanções, as mesmas que irão causar grave perdas em Europa (que tem em Moscovo um importante partner comercial).

Depois alguém deve ter feito notar ao simpático Obama o efeito-boomerang da decisão: isso fazia que os circuitos Visa e Mastercard perdessem de repente um mercado de 100 milhões de clientes.

As operações retomaram, mas já era tarde: em dois dias, os clientes tinham retirado 111 milhões de Dólares só dum banco, o SMP Bank.

Pior: a medida deu uma forte aceleração ao projecto russo PRO 100.

08 abril 2014

Rei Obama em Roma

Rei Obama
O Rei do Mundo, Barack Obama, visita Roma.
Um evento, sem dúvida.

Por isso: média a sentido único, com o Presidente dos Estados Unidos na capa de diários, revistas e televisões.

É o Rei do Mundo.
É o mínimo.

O tour já tinha começado mal, com o Primeiro Ministro italiano, regularmente não eleito por ninguém, que tinha recebido Obama I com a seguinte frase:
"Yes we can" hoje vale também para nós em Italia.
Uma tristeza. Mas duma pessoa como Renzi não é possível esperar mais.

07 abril 2014

O Grande Parasita

Observem este gráfico:

Isso representa a morte do Ocidente. E não apenas dele.

Em 1947, logo após a Segunda Guerra Mundial, 28% do Produto Interno Bruto (a "riqueza" total dum País) era constituído pela produção industrial. A Finança jogava um papel secundário, com apenas 11%.

O que é a homossexualidade? - Parte II

Até agora foi-se falando da homossexualidade masculina. Mas a feminina?

Aqui as coisas complicam-se, pois as sociedades antigas (ocidentais e boa parte das asiáticas) eram fortemente patriarcais. Às mulheres era reservado um papel de segundo plano, mesmo quando o assunto era o relacionamento homossexual.

No mundo grego é lembrado o papel de Safo, da ilha de Lesbo (da qual a definição de "relacionamento lésbico"), mas esta representa a típica excepção que confirma a regra, ao ponto de não existir outros explícitas referências (acho existir apenas uma breve citação de Ovídio acerca disso, mas nada mais).

Isso porque, mais uma vez, a homossexualidade nas antigas culturas ocidentais não é comparável com a homossexualidade moderna. Não era sinónimo de "liberdade", bem pelo contrário: em Roma, a sodomia, por exemplo, era entendida como acto que reforçava a virilidade masculina, um sinónimo de poder.

06 abril 2014

Comunicações: tudo controlado

Grandes manobras, muito pouco publicitadas.
É o que acontece no sector das comunicações.

E nós, como sempre, a discutir do sexo dos anjos enquanto os grandes poderes aperfeiçoam os meios de controle, condicionando assim o que sabemos, o que pensamos, o que iremos fazer.

A procura por dados (sejam estes áudio, vídeos ou simples documentos escritos) atingiu níveis astronómicos. Isso ocorre em parte porque os usuários de internet estão cada vez mais escravos (voluntários) das redes sociais.
Facebook, por exemplo, já tem mais de 1,3 biliões de utilizadores (apesar de sofrer uma ligeira queda, unida a uma mudança das faixas etárias: cada vez menos jovens e mais adultos); Youtube ultrapassa o bilião; Twitter 750 milhões; WhatsApp 450 milhões.

05 abril 2014

O que é a homossexualidade? - Parte I


Após o artigo anterior e, sobretudo, os polémicos comentários relativos à homossexualidade, lembrei que até hoje nunca foi tratada neste blog a questão do que é um relacionamento gay e, mais no geral, a história da homossexualidade.

Estou consciente que um tal artigo irá desencadear as reacções indesejadas por parte de pessoas histéricas e/ou limitadas; mas não é para estas pessoas que o artigo é pensado.

E, dado que prevenir é melhor do que curar, lembro que desta vez a censura será aplicada com "tolerância zero", pois estou farto de idiotas (não é Luciano?): perante a primeira ofensa, "zac!", o comentário desaparece.

Ficam de fora assuntos como o casamento gay ou a adopção por parte de casais homossexuais, pois não são estes o tema principal e o risco seria de perder de vista o verdadeiro objectivo: falar da homossexualidade, da sua história, de como desenvolveu-se ao longo das épocas.
Também não é abrangido neste artigo o assunto do hermafroditismo.

04 abril 2014

O fascismo gay

O administrador delegado de Mozilla, o colosso "pai" do navegador Firefox, foi obrigado a demitir-se após uma semana da tomada de posse. Brendan Eich, este o nome, não perdeu o cargo por causa de má gestão ou ilegalidades, mas por ter uma opinião "politicamente incorrecta": era contrário aos casamentos gays. 

Em 2008, Eich tinha doado 1.000 Dólares aos promotores dum referendum acerca da Proposition 8, a consultação que levou ao anulamento dos casamentos gays na Califórnia.

Uma doação perfeitamente legal, com a qual Eich exprimia uma sua opinião pessoal. Mas uma dupla de programadores informáticos gays começou uma batalha no site de encontros Ok Cupid, convidando ao boicote.

Eich tentou defender a sua posição das páginas do New York Times, convidando a não confundir as opiniões pessoais com aquelas do trabalho. Mas nada: o inventor da linguagem de programação Java foi obrigado a demitir-se.

03 abril 2014

Todas as vantagens do microchip

Então, gosta o Leitor da ideia do microchip implantado no corpo dele?
Não? Esquisito, pois a BBC fornece uma série de boas razões para correr e pedir um chip já, sem perder tempo.

Conta o jornalista Frank Swain:
Alguns anos atrás, eu estava sentado na beira da minha cama num pequeno apartamento, respirando uma nuvem de acetona, utilizando um bisturi para pegar no canto de um cartão de viagem electrónico. Mais de 10 milhões de londrinos usam estes cartões Oyster para utilizar a rede de transportes públicos da cidade. Eu tinha decidido dissecar o meu. [...] Escondido dentro havia um minúsculo microchip ligado a um fino fio de cobre fino: a chip de identificação por radiofrequência (RFID).
Aprendemos: todos utilizam microchips (10 milhões só em Londres!), não fazem mal nenhum, até dão para usar os transportes públicos.

A caminho da próxima guerra

Na nossa sociedade é normal que um Prémio Nobel da Paz desencadeie uma espiral de atritos que
pode levar até uma guerra. É exactamente isso que o simpático Obama faz.

Tanto para sermos claros: uma guerra, e mundial, existe já. Só que é combatida em âmbito económico e financeiro, não há balas que voam, não há granadas lançadas. Há mortos, sem dúvida, mas não fazem efeitos, por isso podemos continuar a viver alegremente, como se nada acontecesse.

Aqui falamos duma guerra verdadeira, a guerra "clássica". Será este o futuro próximo?
Provavelmente não, pelo menos não de forma imediata. Mas o que Obama faz é elevar a fasquia de risco e alimentar aquelas condições que, mais cedo ou mais tarde, irão levar até uma guerra.
Simples prever os dois lados: Rússia e China, EUA e aliados. 

02 abril 2014

Avião? Não: lixo

Desde o seu desaparecimento no dia 8 de Março, as autoridades de todo o mundo estão à procura dos restos do vôo 370 da Malaysia Airlines. Os satélites encontram pedaços de avião aí, outros lá, mas afinal tudo não passa de lixo. Muito lixo. Ilhas de lixo no meio do oceanos. E não pequenos lixo, mas peças tão grande que podem ser confundidas com pedaço de avião.

Nesta imagem tirada pelo satélite Thaichote em 24 de Março de 2014 e publicados no seguinte dia 27 pela Geo-Informatics e pela Space Techonology Development Agency (GISTDA) é mostrada uma parte dos cerca 300 objectos que flutuam no Oceano Índico, na área de pesquisa do voo. Obviamente, os visíveis são apenas os objectos de dimensão maior, os que flutuam no sul do Oceano Índico, cerca de 2.700 quilómetros ao sudoeste de Perth, na Austrália.

01 abril 2014

Breve história do consumismo - Parte III

Nesta terceira e última parte do artigo dedicado ao consumismo, quatro vídeos.
Um total de quase quatro horas. Pior do que "...E Tudo o Vento Levou".

A boa notícia: os vídeos são em língua inglesa mas está tudo legendado em Gyeongsang, um dialecto da Coreia do Sul. Desculpem, verifiquei: afinal as legendas são portuguesas, uma pena.

Quatro horas: muito? Sim, sem dúvida. Mas os vídeos são interessantes.
Por isso: liguem para o escritório e peçam meio dia de folga, despachem já a comida do cão, fechem o filho pequeno na despensa, peguem nas pipocas e baixem as luzes. Os Leitores estão autorizados a fazer uma breve pausa entre um vídeo e o seguinte (max: 3 minutos).


Um obrigado ao Leitor Ferreira por ter indicado estes documentos.

Acção!

Insólito: as pilhas de Bagdad e a acupunctura

A Bateria de Bagdad é um artefacto que remonta à dinastia dos Partos (Pérsia, 250 a.C. - 226 d.C.), descoberto em 1936 perto da vila de Khujut Rabu (Bagdad, Iraque).

O objecto tornou-se conhecido apenas em 1938, quando o alemão Wilhelm König, director do Museu Nacional do Iraque, encontro algo estranho na colecção da instituição que dirige: uma pequena panela de terracota na qual é inserido um cilindro de cobre.

Suspensa no centro do cilindro fica uma barra de ferro, posicionada de modo a não entrar em contacto com o outro metal. Tanto o cilindro como a barra de ferro são mantidos no lugar com uma camada de alcatrão.

Cobre e de ferro constituem um par electroquímico, o qual, em presença de um electrólito (uma solução ácida ou de base), gera uma diferença de potencial, ou seja: uma corrente eléctrica.

Breve história do consumismo - Parte II

Como vimos na primeira parte, um afigura-chave no desenvolvimento do consumismo foi Edward Bernays.

Neto do pai da psicanálise Sigmund Freud, austríaco de origem hebraica como o tio, Bernays foi um dos primeiros spin doctors, os especialistas em relações públicas e comunicação política.

A sua teoria era bastante simples: as pessoas são irracionais, as decisões e as acções delas são manipuladas facilmente. Bernays aplicou isso na construção de propaganda.

Essencialmente, o objectivo de Bernays foi aperfeiçoar as técnicas de propaganda e persuasão, com o fim de torná-las ainda mais subtis, e ao mesmo tempo transmitir uma sensação de liberdade, para esconder, pelo menos num nível consciente, a manipulação.

De facto, a "liberdade de escolha" a nível comercial (mas também político) existe apenas formalmente. É possível navegar entre os muitos produtos diferentes, mas o fundamental é que o consumidor sinta a necessidade de adquiri-los, e este é o objectivo da persuasão oculta: a dependência dos produtos, que são as estruturas fundamentais da sociedade de consumo. Ao ponto de acreditar que não possa existir uma alternativa.

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