31 maio 2014

A vingança da poeira

Diz a Siempre Muy Nobre Maria:
Mas o que aconteceu nos EUA para que, na primeira metade do século XX, a prosperidade atingisse tão boa parcela da população nativa norte americana que o mundo todo pasmou ante The way of life? Aquela economia de produção (ao invés da especulação)não terá nenhuma chance de retornar, me parece. Uma grande, muito total guerra, permitiria fazer retornar os bons tempos aos nativos predadores? Então, salvo melhor juízo, o U vira um gancho até que essa sociedade predadora se auto fagocita.
Acho (isso é: se alguém tiver uma teoria diferente, faça o favor de sugerir, eu agradeço desde já...mas não comecem com Illuminati & C., obrigado!) que o truque, como sempre, é olhar para a História como se do futuro se tratasse.

30 maio 2014

A Nova Belle Époque

Da economia dos Estados Unidos falámos várias vezes e por muitas razões, a mais importante das
quais é que Washington é a capital da primeira potência mundial.

O cenário pode mudar no futuro? Sim, pode, mas não tão rapidamente. Se há forças que trabalham para destronar os EUA, há também forças que actuam no sentido oposto. E, por enquanto, estás últimas são as mais fortes.

Então torna-se interessante observar não apenas os dados, mas a tendência também. Aliás, sobretudo esta: porque se os dados são uma "fotografia" da actualidade, é o percurso no médio e longo prazo que implicará os desenvolvimentos maiores.

Por exemplo: sabemos que após a crise financeira de 2009, nos Estados Unidos 95% do crescimento económico ficou concentrado nas mãos de 1 % da população. Um 1% que hoje é dono de mais de um terço da riqueza nacional, enquanto o restante 99 %...observa e fica contente com as migalhas.
Mas o que diz isso acerca do futuro?

29 maio 2014

Insólito: a Nasa e os antigos astronautas

Já ouviram falar da teoria dos antigos astronautas?
Claro que já ouviram.

Mas vamos supor o caso segundo o qual o Leitor nunca ouviu falar disso: o que podemos fazer? Talvez uma breve síntese? Pode ser uma escolha apropriada.

E quem poderia fazer uma síntese melhor de que Leonardo, o meu cão, que além de comer bolachas que nem uma criança é também especialista em assunto astronáuticos?

- Olá Leo.
- Olá para ti e para este blog piolhento.
- Então, podes fazer uma síntese de forma que o Leitor entenda o que é esta teoria dos antigos astronautas?
- Claro que posso.
- ....e?
- Bolacha.
- Fogo, começas logo...toma.
- Então eis a síntese. Segundo algumas teorias, no passado o nosso mundo foi visitado por seres de outros mundos.

Nós e o monstro

Espantem-se: artigo interessante num diário de grande difusão.

Assunto: internet.
Dúvida: teremos criado um monstro?

O monstro

Um jornalista do Expresso foi até Estocolmo ("o jornalista do Expresso viajou a convite da Embaixada da Suécia em Portugal" específica o diário. Algo do tipo "desculpem se desta vez tratarmos um assunto sério, mas recusar o convite sabia mal") e encontrou Agnes Callamard, fundadora da organização Artigo 19.

Artigo 19 é uma organização não-governamental (ONG) de defesa da liberdade de expressão e informação em todo o mundo. Criada em Londres em 1987, actua em mais de 30 Países, baseando a sua intervenção no Artigo 19° da Declaração Universal dos Direitos Humanos (que fala disso mesmo: a liberdade de expressão).

É tudo ruim?

Há uma rachadura, uma rachadura em tudo
É daí que a luz entra

Leonard Cohen

Informação Incorrecta, como muitas outras páginas da informação alternativa, focaliza a sua atenção
nos aspectos negativos da sociedade.

Masoquismo? Vontade de mostrar que tudo está mal, tudo é ruim? Não sei qual a ideia que o Leitor tem deste blog e de quem escreve: mas a realidade está muito longe duma possível "negatividade".

Concentrar-se nos aspectos negativos das coisas pode ser uma forma de auto-mutilação, é verdade: mas pode também ser uma maneira de melhorar as tais coisas. Um pintor não dá os últimos retoques no quadro para poder dizer "olha só que porcaria que me saiu". Pelo contrário, focaliza a atenção nos pontos menos conseguidos para melhorar o todo.

É da mesma forma que temos que ver as coisas.

28 maio 2014

Bilderberg 2014: Copenhagen

É como o Natal.
A cada ano, uma vez por ano, eis o Bilderberg.
Sem Bilderberg não seria a mesma coisa. Faltaria algo. Exactamente como Natal.

E, como o Natal, o Bilderberg entrega presentes.
A mim, por exemplo, permite publicar um artigo sem esforço: é só fazer copy/paste.

Mas os mais favorecidos são os que vêem no Bilderberg a creme da elite, a elite da elite: têm material para vários meses. É só pôr debaixo da lupa os nomes, um após o outro, e descobrir o que já tinha sido descoberto no anos anteriores por outras milhares de blogues paranóicos também: são eles que mandam, os do Bilderberg são os patrões.

27 maio 2014

Windows XP: actualizações até 2019

Dado que quase 15% dos Leitores ainda utiliza o sistema operativo Windows XP, e considerado que
uma das preocupações é o fim do suporte (actualizações) da Microsoft, eis uma boa notícia.

Na realidade, Microsoft interrompeu definitivamente o suporte para os clientes particulares. Mas Windows XP é utilizado também por parte de empresas, como por exemplo aquelas da rede Bancomat (ou Multibanco, etc.), na versão Windows XP Embedded POSReady: neste caso, o suporte continuará até o ano 2019.

Se a intenção não for mudar de sistema operativo (e pessoalmente aconselho mudar), o ideal seria fazer crer ao sistema Update da Microsoft que o nosso computador faça parte duma destas redes.
É possível? Sim, é.

Bancos à prova d´água

O que têm em comum Goldman Sachs, JP Morgan Chase, Citigroup, UBS, Deutsche Bank, Credit Suisse, Macquarie Bank, Barclays Bank, Blackstone Group, Allianz, HSBC Bank, T. Boone Pickens, George H.W. Bush, Li Ka-shing e Manuel V. Pangilinan?

Responde o sagaz Leitor: "São ricos".
Sim, verdade. Mas além disso?
"São uns gatunos".
Sim, tudo bem: mas além disso?
"Fazem parte da restrita elite que condiciona pesadamente o caminho do Mundo".
...e isto é verdade também. Mas além de serem ricos, gatunos e fazer parte da restrita elite que condiciona pesadamente o caminho do Mundo, o que têm em comum?
"Manipulam a Finança para aumentar as suas próprias riquezas e o poder também".

Ok, querido Leitor, vamos fazer assim: esqueça a pergunta, tá bom? E que raio...
O que quero dizer é que todos os nomes citados antes têm outra coisa em comum: e esta coisa chama-se "água". Os bancos de Wall Street e os bilionários da oligarquia planetária estão a comprar água em todo o mundo, e com um ritmo muito preocupante.

26 maio 2014

Resultados Eleições Europeias 2014

Independentemente do que podemos pensar das eleições, estas representam sempre um bom teste
para tentar perceber quais os pensamentos que agitam as cabezinhas dos eleitores.

Então vamos ver o que aconteceu na Europa, onde ontem votou-se para renovar o inofensivo Parlamento Europeu.

Pergunta o leitor do Brasil: "Cadê?", que significa "Mas como são organizadas as eleições europeias?". Boa pergunta. Então é assim: cada cidadão vota para eleger os representantes que o seu País enviará para Bruxelas, sede do Parlamento continental. Uma vez aí chegados, os representantes terão duas simples tarefas:
  • falar durante as sessões do Parlamento e, de vez em quando, fomentar alguns choques entre os deputados, para que os Eleitores tenham a impressão de que algo está a funcionar (os deputados custam).
  • aprovar todos os projectos de lei apresentados pela Comissão Europeia, instituição democraticamente formada por pessoas que ninguém alguma vez elegeu e que, de facto, decide tudo em matéria de Europa.
Esclarecido este ponto, observará o Leitor Brasileiro: "Cadê?", que significa "Sim, mas agora cala-te e diz quais os resultados". Mau feitio este Leitor...e sim que com a grande festa da Copa a aproximar-se, deveria estar cada vez mais feliz.
Seja como for, eis uma rápida panorâmica.

25 maio 2014

Notas soltas sobre a imbecilidade inteligente

Diz Ricardo:
PS: você não é imbecil. Eu não sou. Maria não é. Não se trata de natureza humana, apenas de uma quantidade impressionante de bem treinados, dos escravos aos poderosos.

Segundo Darwin, o mais forte sobrevive. Por milênios as nossas sociedades beneficiam os imbecis. Mas não podemos perder a esperança de que algum dia uma meritocracia vingará e, finalmente, seremos recompensados.
Caro Ricardo, o assunto "imbecilidade" é muito complexo. Mas o ponto mais importante acho ser o seguinte: a imbecilidade não distingue entre donos e escravos, mas reúne a nossa raça numa única, grande categoria à qual todos pertencemos.

O mais curioso é que nós estamos bem conscientes deste grande limite intrínseco e temos forjado um termo para defini-lo: "inteligência".

24 maio 2014

Silent Weapons for Quiet Wars: o falso verdadeiro

Silent Weapons for Quiet Wars ("Armas Silenciosas para Guerras Tranquilas") é um curto documento
(menos de 30 páginas) datado 1979 e supostamente encontrado em 1986 numa fotocopiadora IBM comprada num leilão de equipamentos militares.

É apontado como sendo um documento do Grupo Bilderberg, portanto é destinado a uma restrita elite político-económica-militar, e (sempre "supostamente") encontrava-se na posse dos serviços secretos da Marinha os Estados Unidos.

A tradução integral pode ser lida  no blog Armas Silenciosas Para Guerras Tranquilas (obrigado Paulo pela indicação!).

Mas que dizer do documento?
Esquecimento? Fuga de notícias? Falso? Ou outro ainda?

Responder não é simples, porque na verdade há duas respostas, diametralmente opostas:
  1. Armas Silenciosas para Guerras Tranquilas é um falso, e nem particularmente bem feito.
  2. Armas Silenciosas para Guerras Tranquilas é autêntico, pois descreve como funciona a nossa sociedade.
O problema? Ambas as respostas estão correctas.

22 maio 2014

O Nobel e o totalitarismo científico

Ciência?
Assunto complicado: perguntem a Randy Wayne Schekman, o biólogo celular estadunidense.

Foi laureado com o Nobel da Medicina em 2013, trabalha na Universidade da Califórnia em Berkeley, é membro da Academia Nacional de Ciências dos Estados Unido. Recebeu uma enormidade de prémios e reconhecimentos.

Mas Schekman não está satisfeito, e o problema é mesmo isso: a Ciência.
Num recente artigo do jornal britânico The Guardian, afirmou:
A ciência está em risco; já não é de confiança porque está na mão duma casta fechada e não independente.
Sem dúvida, uma denúncia forte e corajosa contra o status quo e o conformismo vigente na chamada "comunidade científica", tanto mais que estas declarações foram feitas por Schekman no mesmo dia em que recebeu o Prémio Nobel: não só o momento mais importante da sua carreira como pesquisador, mas também a altura de máxima visibilidade.

Station Wagon ou Sedan? (Update: removido)

Tinha encontrado o presente artigo no site Come Don Chisciotte (normalmente um site de confiança no âmbito da informação alternativa); fui espreitar o original italiano Incredibilia (que desconhecia); este, por sua vez, publicava a fonte original em língua inglesa, Vince Lewis.

Li os comentários em cada um dos sites (muitas vezes contêm informações úteis) e nada de estranho encontrei (só o site de Vince Lewis não autoriza comentários).

Li também quanto publicado por Zero Hedge, outro site que costuma ter conteúdos correctos (às vezes erra, como é óbvio, mas no geral está certo). Por último utilizei Google Map para controlar algumas das fotografias (o autor dá indicações acerca dalgumas localidades) e, de facto, as imagens correspondiam.

Espantem-se: este é o trabalho que está atrás de cada artigo publicado aqui no blog. E, como podem ver, às vezes não é suficiente.

Aqui entra em cena o Leitor: tem notícia de que um artigo publicado que está incorrecto, inexacto, desactualizado, ultrapassado, manipulado? Façam como o Pedro: alertem, e o artigo será corrigido ou, como neste caso, simplesmente apagado. Eu agradeço desde já.

Pedro, muito obrigado.
E acerca de Silent Weapons for Quiet Wars: encontrei o documento original em versão Pdf e não sei o que pensar. Como tu dizes: pelo menos à 1ª vista faz sentido.
Amanhã artigo dedicado ao assunto :)

Para os outros Leitores: peço desculpa pelo incómodo.
No caso, é favor culpar o Pedro.


Ipse dixit

21 maio 2014

E paranóia e a ovelha


Uma rápida vista de olho no artigo, tanto para evitar os erros macroscópicos (os micro ficam por conta do Leitor lolol), carrego no "publicar" e pronto: "A paranóia dos escravos" já está.
Então abro internet e...oh não, not again...

O que escrevi no artigo anterior? "Ás vezes é complicado ser autor dum blog"? E não é só isso: ás vezes um gajo com um blog tem vontade de fechar tudo. Parece inútil, sem sentido. Mas quais backdoor, mas qual anonimado na internet? Estas são coisas primitivas, a realidade está muito mais à frente. Somos uma cambada de ovelhas sem rumo.

Ok, calma. Vamos explicar o desabafo.
O sagaz Leitor sabe como funcionam as coisas: há no planeta um grupo de pessoas, um grupo muito restrito, que sozinhas detêm a maior parte das riquezas do mundo. Esta não é uma das teorias da conspiração, são dados.

A paranóia dos escravos

Alguns comentários:
Acreditar em anonimato na internet é surreal...esse é o terrorismo que interessa aos protagonistas da dominação global...

Max: Tor foi Criado pelos serviços secretos dos EUA. O FireFox também foi parcialmente programado por um indivíduo de lá, que se viu a braços com uma falha de privacidade.

Tor um sistema seguro?! (lol)
Não me parece MAx ) tenho a certeza!
Mas a sensacão que dá é de que sim, mas é só a sensacão que querem que tenhas ...
Pessoal, algumas considerações.

Querem o total anonimado? Existe: é só desligar internet. E nada de wireless. Isso parece-me óbvio. Ah, desliguem também o telemóvel. E o smartphone. E o tablet. E não usem o cartão de crédito, nem o multibanco. Nem a conta bancária. E já que estão a fazer tudo isso, controlem também a linha do telefone fixo. E, ao sair, ponham um cachecol na cara para evitar as câmaras nas ruas, nos escritórios, nas estações, no trânsito...Depois voltem e vamos falar do anonimado na internet.

Insolito: Marte e as pedras que passeiam

De fotografias com alienígenas, ufo e anomalias de vária natureza está cheia internet. A maior parte
são falsos, alguns infantis até; outros não fornecem condições para verificar as condições nas quais as imagens foram tiradas, pelo que é preciso confira nas palavras do autor ou, melhor ainda, ignorar.

Depois há as fotografias "oficiais", aquelas da Nasa por exemplo: são imagens com o carimbo da "cientificidade", por isso cada fotograma é analisado com a lupa porque, caso fosse encontrado algo, seria muito difícil acusar o descobridor de fraude: as imagens não são dele, mas do ente espacial americano.

Neste ponto seria possível fazer um desvio e começar a falar das imagens manipuladas directamente pela Nasa, com várias finalidades: para corrigir erros, para melhorar a qualidade, para esconder algo. É um assunto interessante e um dia teremos que tratar disso: mas por enquanto nada de desvio, voltamos às anomalias relevadas pelos observadores armados de lupa.

19 maio 2014

EUA: as cidades-tendas

As cidades das tendas crescem.

Debaixo das pontes, nas floresta, nas margens das autoestradas, vivem as pessoas sem uma casa, com uma tenda e poucos bens pessoais. Por enquanto são mais de 100, mas as tent-cities (as "cidades-tendas") dos Estados Unidos aumentam, principalmente nas grandes cidades de estados como Alaska, Califórnia, Hawaii e Connecticut.

Esta é uma das informações contidas no último relatório do National Law Center on Homelessness & Poverty (NLCHP), uma organização sem fins lucrativos que presta assistência aos desabrigados.

As cidades das tendas, improvisadas, surgem como comunidades e, com o tempo, aumentam de dimensão até tornar-se quase cidades em miniatura: têm a sua própria organização interna e, às vezes, até mesmo um "prefeito". Algumas são mantidas com cuidado, outras estão cheias de lixo. Algumas são reconhecidos pelos Estados, a maior parte não.

Líbia: o golpe da CIA

Nos últimos anos tem sido um padrão: os Estados Unidos invadem um País (ou, mais frequentemente, financiam uma mudança de regime), depois abandonam tudo no meio duma confusão que mais parece um labirinto sem possibilidade de solução.

"Abandonam" por assim dizer: na realidade, Washington continua a influenciar os Países "libertados", apenas recusando um envolvimento directo. 

O Iraque foi o primeiro: depois foi a vez da Líbia, do Egipto, da Síria, da Ucrânia. Depois de Dezembro será possível acrescentar o Afeganistão também. Impossível falar numa série de coincidências: é evidente que na base existe uma estratégia, que mira a desestabilizar os Países antes para tentar controla-los depois, sem a utilização de forças militares no terreno, mas confiando na actuação dos "agentes" depois.

18 maio 2014

Insólito: The Philadelphia Experiment - Parte II

Uma vez entendido os alegados factos, vamos analisar tudo.

E comecemos desde o princípio: a base teórica sobre a qual todo o experimento está construído.

A teoria

Tudo apoia em vagas conexões entre a teoria dos campos unificados de Albert Einstein e os estudos de Nikola Tesla.

De acordo com esta hipótese, a instalação de cabos eléctricos no perímetro do casco dum navio teria criado um campo magnético rotante, parecido com o processo de degauss, desmagnetização. O experimento estaria assim baseado na "teoria dos campos unificados" de Einstein, que assume uma relação recíproca entre as forças da radiação electromagnética e da gravidade, usando para a geração do campo magnético as Bobinas de Tesla.

Bitcoins e Tor: o ataque do "anti-terrorismo"

Notícia extremamente interessante.

O Departamento de Defesa dos Estados Unidos está a realizar um programa de pesquisa acerca das moedas virtuais como Bitcoin e de outras novas tecnologias (incluindo smartphones e social media) na óptica do anti-terrorismo, para verificar se estas possam representar uma ameaça.

Alguns entre os Leitores estarão a rir-se, por várias razões, e com toda a razão. Mas continuemos.

O Terrorismo na internet

De acordo com o International Business Times, os gestores do programa, administrado pelo CTTSO (Combating Terrorism Technical Support Office, "Gabinete de Apoio Técnico ao Combate ao Terrorismo"), uma divisão do Pentágono que analisa o potencial do terrorismo e das guerras irregulares, pedem que os fornecedores dos serviços ajudem o exército dos Estados Unidos a compreender as tecnologias que, potencialmente, possam implicar um qualquer tipo de ameaça.

Hei, este botão é para quê?

Dica para os Leitores.

Tomem cuidado: evitem deixar o vosso tanque estacionado no meio da rua, com as chaves no tablier.
Lembrem que o veículo pode atrair a atenção dos mais curiosos, alguns dos quais ainda não tiraram a carta, com resultados imprevisíveis.

Eis o que aconteceu em Mariupol, na Ucrânia do Leste, nestes dias:


Por isso: fechem as janelas, tranquem as portas e retirem as chaves. Boa ideia é também trazer os projecteis consigo e inserir o alarme. E não deixem objectos de valor nos bancos.

(nota: Maripuol fica a poucas dezenas de quilómetros da fronteira coma Rússia: no acidente ficou ferido um velhote, e de forma ligeira, mas imaginem o que teria acontecido se tivesse havido mortos. Imaginem como a notícia teria chegado até nós com os media ocidentais: "Separatistas russos armados com tanques semeiam o terror", "Rebeldes pró-Moscovo atacam civis em Maripuol", etc., etc.)


Ipse dixit.

16 maio 2014

Insólito: The Philadelphia Experiment - Parte I

O amigo e Leitor Saraiva ainda em S. Tomé se encontra, com a Muy Nobre companheira.
Entretanto, escreve:
Conheces Tesla, certo? Duvido que não tenhas ouvido falar deste fantástico cientista admirado inclusive por Albert Einstein.

O que tem o senhor Tesla? Andou na "guerra" com Thomas Edison e a corrente DC vs AC. Ele também estudou forma de se produzir energia (electricidade) gratuita para toda a gente e ainda concluiu que as pirâmides dos egípcios eram centrais eléctricas.
Isto fora outras fantásticas descobertas dele...procura por Philadelphia Experiment, por exemplo.
Tesla é um assunto que o blog tem descuidado. Mea culpa.

Síria: as vitórias de Assad

Contra todas as expectativas, Bashar Assad está a ganhar a guerra na Síria.

O exército regular reconquista Homs, a terceira maior cidade do País, com uma população de um milhão de habitantes, onde a revolta tinha começado há cerca de três anos.

As duas brigadas do exército que libertou a cidade devem agora ser reutilizadas, no norte da Síria, na batalha decisiva para Aleppo. As forças do governo recapturaram também a parte oriental da Guta, um subúrbio de Damasco. E estão disponíveis novos reforços, após a vitória na região de Qalamoun.

15 maio 2014

Bohemian Grove: quem tem medo da coruja?

Diz a omnisciente Wikipedia, que tudo sabe e tudo conta (quando não censurado):
Bohemian Grove é um acampamento de 2.700 acres (1.100 ha), localizado em Bohemian Avenue 20.601, em Monte Rio, na Califórnia, pertencente a um clube privado de homens sediado em San Francisco conhecido como Bohemian Club. Em meados de Julho de cada ano, o acampamento hospeda por três semanas alguns dos homens mais poderosos do mundo.
Desde 1899, atende apenas os membros masculinos do "Bohemian Club", que são recrutados principalmente da elite política, economica, artistica e da mídia dos Estados Unidos para um retiro de 14 dias.
Em primeiro lugar: "económica" precisa de acento. E também "artística". Já a gente aqui erra do seu, se depois também os "sagrados textos" dão más indicações...

14 maio 2014

O Efeito Werther e a manipulação mediática

Estamos no meio da semana, tempo para algo divertido: suicídios.

Nos últimos tempos, Facebook tem sido alvo de fortes críticas por se recusar a remover imagens extremamente violentas: o suicídio dum veterano de guerra, tudo postado segundo as sagradas leis da social media.

Apesar das insistência de família e amigos, as imagens do ex-fuzileiro naval Daniel Rey Wolfe permaneceram visíveis desde Domingo até Quarta-feira. Douglas Tripp, um dos ex-companheiros do fuzileiro:
Os seus amigos e familiares foram expostos a imagens que nunca queriam ter visto. São removidas rapidamente as imagens de um peito de mulher nu e aquelas trágicas dum homem que se corta antes de cometer suicídio não?

13 maio 2014

Vacinas: o caso da anti-polio

Falar das vacinas nunca é simples.
Por isso o blog tenta sempre publicar material que possa ser definido como "razoável", ou pelo menos que assim aprecem aos olhos de quem, como quem escreve, médico não é.

O presente artigo segue a mesma direcção e o assunto é a história da vacina contra a poliomielite. E é importante realçar que as vacinas aqui tratadas são aquelas utilizadas em meados do século passado.

A poliomielite

A poliomielite é uma doença infecciosa viral aguda transmitida de pessoa a pessoa: em 90% dos casos, a poliomielite é assintomática (isso é, o dente não tem qualquer tipo de sintoma) e pode passar despercebida, mas em 1% dos casos o vírus alcança o sistema nervoso central, infectando e destruindo neurónios motores, levando à fraqueza muscular e à paralisia.

12 maio 2014

História do Sistema da Dívida - Parte I

O Código de Hammurabi
Bom, meus Senhores: estamos certos de que a Antiguidade fosse imunes aos nossos males?

O dinheiro, os juros, o ouro...não, claro que não, sabemos disso. Mas até a que ponto os mesmos males de hoje atingiam os tempos antigos? Em qual medida? Eram mesmo os "bons tempos idos"? Ou será que certas coisas afinal nem pioraram tanto como podemos imaginar?

Começa hoje um novo artigo, daqueles aborrecidos, que fazem adormecer grandes e pequeninos. Vou tentar sintetizar, pois o material é muito, mas nada de ilusões: sempre aborrecido é.

As escavações arqueológicas de Sir Leonard Wooley (1920) trouxeram à tona a existência dum antigo sistema de transacções e pagamentos entre comerciantes baseado em tábuas de argila. Isso é importante, porque não podemos esquecer, entre outros, o que encontramos no antigo código de leis de Hammurabi (século 3 a.C. ).

11 maio 2014

A Revolução: para uma mudança da nossa sociedade - Parte V

A acabamos com coisas bem práticas, tangíveis.
Por exemplo: trocas.

Trocas!

Porque utilizar o dinheiro? Porque não trocar?
Não se trata de fazer uma campanha contra o dinheiro, não é isso que está em causa (o dinheiro em si não é "mau"). O ponto é aplicar tudo o que vimos nas capítulos anteriores: reduzir a pegada ecológica, inserir-se numa comunidade, aprender a viver (pelo menos parcialmente) de forma diferente.

E sim, depois há as observações de Humberto: a ideia do dinheiro não é mal, mas: "Um órgão saudável não é um problema, mas quando ele está com um tumor, passa a ser parte do problema e vale o questionamento sobre continuar com ele ou não". Absolutamente correcto: de instrumento "neutral", como deveria ser, o dinheiro de hoje é o instrumento para o enriquecimento de poucos.

Eurotristeza 2014

O Eurofestival da canção.
Informação Incorrecta trata de música também?
Informação Incorrecta trata de tudo: Música, História, Economia, Jardinagem e Manutenção das Caldeias também.

O Eurofestival, em teoria, deveria ser o melhor da música europeia: na verdade é uma manifestação desgraçada, na qual participam artistas que, caso contrário, nunca teriam uma ocasião para ser vistos fora dos confins dos seus Países (e às vezes dos bairros).

Quem ganhou?
Ora bem. O vencedor é este/esta, Conchita Wurst, da Áustria:


Epá, pessoal, eu já não sei que dizer...
Além de fazer um pouco de impressão, acho que estamos a exagerar um bocado, não é?
Sim, tá bom, o "diverso", os prejuízos, a integração e tudo o resto. Todas coisas sacrossantas, que não estão minimamente em discussão.

09 maio 2014

A Revolução: para uma mudança da nossa sociedade - Parte IV

E acabamos com a nossa Revolução.
Desde já a minha pessoal opinião: não vai haver Revolução nenhuma.
Porque? Há muitas razões.

Em primeiro lugar: não conheço a situação de todos os continentes, como é óbvio, mas posso falar da Europa.

Aqui as pessoas sofreram perdas económicas não indiferentes, o futuro delas é hipotecados (Portugal vai ficar sob controle do FMI para os próximo 30 anos), há desemprego (sobretudo entre os jovens), mas a verdade é que ainda o nível de vida é superior ao de outros continentes, América do Norte incluída. Como fartei-me de repetir: ninguém vai trocar voluntariamente um nível de vida para outro inferior.

08 maio 2014

Al-Qaeda? Um pouco barulhentos, mas bons rapazes...

O Council on Foreing Relations (CFR) não precisa de apresentações: é a maior "fábrica de ideias geo-políticas" e exerce a sua influência não apenas em Washington mas em todas as capitais ocidentais.

Para ter uma ideia do que é o CFR, podem espreitar aqui: O mundo segundo o Council on Foreing Relations, com nomes, datas, ideias, tudo.

Há não muito tempo (em 2009), Hillary Clinton saudava com prazer a abertura dum escritório do CFR na mesma rua do Departamento de Estado, em Washington, porque significava que "não preciso ir muito longe para ouvir dizer o que tenho de fazer".

As primeiras crianças OGM

Boas notícias hoje.
O Leitor acha bem manipular geneticamente as plantas? Qual direito temos de fazer isso? Não seria mais correcto começar a manipular os seres humanos?

Dito, feito: os primeiros seres humanos geneticamente modificados foram criados.

Trinta crianças saudáveis ​​nasceram após uma série de experimentos nos Estados Unidos (óbvio...). Até agora, duas das crianças foram testadas e verificou-se que contêm os genes de três pais. No pleno respeito da Natureza, evidentemente.

Quinze dos filhos nasceram nos últimos três anos, como resultado dum programa experimental do Instituto de Medicina Reprodutiva e Ciências de São Barnaba, New Jersey. Um hospital non-profit? Muito bem, tudo cientificamente controlado e longe dos lucros, esta é uma garantia.

07 maio 2014

Manipulação: não é só televisão

Quando as pessoas se depararem com a expressão "manipulação das massa", a primeira imagem que normalmente vem à mente é aquela da televisão e, no geral, dos média: diários, revistas, etc. Algo que transmite ideias , sugestões e conteúdos para os cérebros dos utilizadores.

Todavia, tudo isso está certo só em parte: é verdade que os media têm uma aplicação "imediata", transmitindo directamente determinados conteúdos; no entanto, a fase do bombardeio mediático é muitas vezes o último elo de uma cadeia invisível, por trás da qual esconde-se o que poderíamos definir como a "fábrica da manipulação".

Os meios de comunicação de massa, em última análise, não apenas difundem no éter ideias e conteúdos que já tiveram uma fase de preparação.
Tanto para citar as palavras do estudioso norte-americano Ben Shapiro:
A televisão reflecte aqueles que a criam e transformam todos os outros.

06 maio 2014

A Revolução: para uma mudança da nossa sociedade - Parte III

Então, até agora vimos como não deveria ser a Revolução.
Sobra a parte mais difícil: o que deveria ser? Quais são as soluções? O que podemos fazer para mudar a sociedade? Se o desejo for mudar, temos que ser capazes de responder a tudo isso (e a mais alguma coisa, diga-se).

Começamos como deveria ser a Revolução? Isso é: mudar em favor de quê?

Falemos das ideias de Serge Latouche e do seu Decrescimento Feliz.

O Decrescimento

Latouche é um economista, filósofo e professor universitário francês. Adversário do consumismo e da racionalidade instrumental, contrário à ocidentalização do planeta, Latouche é um dos mais conhecidos partidários do decrescimento sustentável.

Muito falou-se acerca deste Decrescimento, também neste blog, e lembro que na altura apareceram entre os outros comentaristas que, em nome do Decrescimento, convidavam a ir trabalhar nos campos. Este não é Decrescimento, é um regresso à Idade Média.

Copa do Mundo 2014: talvez alguns problemas

A pouco menos de um mês e meio do início da Copa do Mundo, o que sabemos na Europa da
situação no Brasil?

Não muito: alguns trabalhadores que precipitam nas obras, alguns choques nas favelas. E de vez em quando temos até que ouvir Pelé.

A violência nas favelas chegou a níveis preocupantes. No início de Abril, mais de 2.500 policiais e fuzileiros navais foram enviados nas áreas mais sensíveis para ajudar a polícia local e manter a situação sob controle, mas sem grande sucesso. Na periferia do Rio de Janeiro, até o exército foi enviado nos confrontos entre a polícia e a população.

Na verdade, o problema não são os habitantes das favelas, mas os bandos que aí operam e que fazem crescer os índices de criminalidade de forma exponencial. Em particular, na favela Mar, não muito longe do aeroporto de Rio, há uma sangrenta guerra de bandos: Terceiro Comando Puro dum lado e Comando Vermelho do outro, com ataques contra unidades policiais no meio segundo as autoridades.

05 maio 2014

Nigéria: a vida dum criança em 12 Dólares

O Presidente da Nigéria pediu a ajuda dos Estados Unidos para encontrar as 223 raparigas raptadas
em Fevereiro numa escola de Chibok pelo grupo islamista Boko Haram.

Por toda a Nigéria têm-se realizado manifestações contra os islamistas, além de surgirem muitas críticas ao Governo, que se tem mostrado incapaz para travar o grupo.

Diz o Presidente, Goodluck Jonathan:
Prometemos a estas jovens raparigas que, estejam onde estiverem, serão encontradas.
Há poucas dúvidas acerca dos autores do rapto: foi o mesmo Boko Haram que reivindicou o acto.
Diz o líder do grupo, Abubakar Shekau.
Eu raptei suas as raparigas. Com a permissão de Allah, vou vendê-las no mercado, Allah é grande.
Allah será grande, mas o Alcorão não diz de raptar menores para vende-los no mercado. 
Mas afinal quem é este Boko Haram?

Odessa: tudo segundo os planos

Mais um País "libertado", mais um massacre planeado.

E as notícias no Ocidente são distorcidas, porque a dúvida não é uma opção permitida.

Pelo menos 38 ativistas anti-governativos foram mortos na Câmara do Trabalho de Odessa, em consequência de asfixia ou depois de ter saltado das janelas do edifício para escapara das chamas. Os que precipitavam e não morriam logo, eram pontapeados pelo grupo que tinha incendiado a Cãmara, os radicais pró-Kiev.

Esta não é uma notícia qualquer: é um comunicado do Ministro do Interior da Ucrânia.
Mas como relatou a imprensa ocidental este acontecimento?

04 maio 2014

A Revolução: para uma mudança da nossa sociedade - Parte II

Continuemos com as notas para uma próxima Revolução. Que, para já, fica marcada para a próxima Terça-feira, pode ser? Segunda não porque tenho o dentista.

O grande, enorme problema encontra-se agora: porque é simples destruir, muito mais complicado construir. Neste caso: se já "abater" a nossa actual sociedade pode ser difícil, imaginemos quando o assunto for substitui-la por outra.

Qual Revolução?

A nossa sociedade é injusta, é má, está cheia de defeitos, é exploradora, é tudo e mais alguma coisa. Concordo: é uma missão quase impossível defender o que este planeta se tornou, em particular nas últimas décadas. Mas onde estão as alternativas?

Porque uma Revolução, para ter um mínimo de sentido, tem que mirar substituir o presente com algo melhor. E onde fica este "algo melhor"?

National Geographic: reescrever a História em favor da Nato

Ontem passei-me. E sim que após quatro anos de blog deveria já estar habituado.

Costumo ver Air Crash Investigations, Mayday - Desastre Aéreos em português, uma série do National Geographic acerca das tragédias do ar: como de vez em quando apanho o avião, é agradável saber antes como podemos morrer depois e quais as causas.
É uma satisfação.

Ontem episódio dedicado aos factos de Ustica, aos quais já tínhamos dedicado dois artigos: 30 anos, o fio vermelho e A Líbia, a França, a Nato: trinta e um anos atrás.

Extrema síntese: no dia 27 de Junho de 1980, um avião civil da Itavia que fazia a ligação entre Bologna e Palermo (Italia) e que transportava 81 passageiros mais a tripulação, de repente desapareceu dos radares.

02 maio 2014

Insólito: Caral

Caral não é, como pode pensar o Leitor malandro, o início dum palavrão, mas o nome duma localidade muito interessante: descoberta pela primeira vez em 1905, mas definitivamente trazida à luz em 1948, Caral é considerada uma das cidades mais antigas do mundo inteiro.

Primeira pergunta: onde fica? Muito simples: no Peru, em Lima, apanham a Nacional nº 1 em direcção Barranca, até o primeiro cruzamento após o Rio Supe; aí viram à direita, na carretera Caral-Las Minas-Ambar; uma vez passado Pueblo Nuevo, perguntam.

Não foi difícil, pois não?
Quando é que fiz isso? Há dois minutos, no Google Map, modalidade Street View. Só que ainda espero que alguém me responda (eis uma falta de Google Map).

Nova Ordem Mundial e Guerra Fria

Eis uma notícia que será a felicidade de muitos Leitores.

Christopher R. Hill, diplomata dos EUA disse que a resposta da Rússia à crise ucraniana significa que Moscovo traiu a "nova ordem mundial", da qual a própria Rússia tem sido parte nos últimos 25 anos.

Num artigo do conceituado Project Syndicate, Hill, ex-embaixador dos EUA no Iraque e na Coreia do Sul, escreve que a anexação da Crimeia e a campanha de "intimidação" contra Kiev, puseram fim a um período histórico de 25 anos, também acusando Moscovo de "regressão, a reincidência e vingança" (e nada mais?).

Segundo Hill, a "nova ordem mundial" era o envolvimento da Rússia no pós-Glasnost, nas instituições ocidentais, na economia de mercado e numa democracia parlamentar multipartidária:

A Revolução: para uma mudança da nossa sociedade - Parte I

E assim seja: vamos organizar uma Revolução.

Em primeiro lugar: que tipo de Revolução? Violenta? Pacífica? Ou um pouco das duas coisas?
Mas esperem: quem deveria rebelar-se? Quantos somos? Quem somos? O que desejamos? Há um líder por aí? E mais importante ainda: quais são as ideias?

O facto é que passamos horas na internet entre injustiças, abusos, páginas após páginas procuramos uma esperança, um sintoma de mudança. Mas sempre aqui estamos. Afinal ficamos um pouco fartos de tudo isso, não é? Como dizem em Italia: quem de esperança vive, desesperado morre.
Alguém quer morrer desesperado? Eu não.
Então falamos da Revolução.

Será um artigo muito comprido, porque vamos falar de muitas coisas: o que é possível fazer, quando, como, porque. Vai ser um discurso em alguns casos aborrecido, às vezes presuntuoso, outras vezes ainda errado (e conto com o Leitor para as necessárias sugestões/correcções). Mas acho que tem que ser feito. Por isso: armem-se de santa paciência.

E começamos pelo fim, pois é a parte mais simples: Revolução violenta ou pacífica?

01 maio 2014

EUA: o estudo que não fazia falta

Eis um típico caso de descoberta da água quente.

Segundo uma reflexão dos professores Martin Gilens e Benjamin Page, das Princerton University e da Northwastern University, os Estados Unidos estão longe de ser uma democracia, como a maioria dos americanos e da população mundial acredita. Na verdade, a federação norte-americana fica mais perto duma oligarquia corporativa.

Nãoooooo!!! Quem diria? É preciso mesmo trabalhar em Princerton para entender certas coisas.

Os pesquisadores examinaram 1.800 medidas políticas que cobrem um período de 20 anos do governo dos EUA. Espantem-se: os dados revelaram uma mudança substancial em favor dos interesses de uma pequena classe dominante, a elite, composta por membros poderosos que exercem um total controle sobre a população. O governo dos EUA representa, portanto, o cidadão rico e poderoso, já não o cidadão comum.

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