20 janeiro 2015

França: liberdade de expressão com asterisco

Ficamos a saber que o famoso comediante e actor francês Dieudonné M'Bala M'Bala foi preso sob a acusação de "apologia do terrorismo".

Dieudonné, por causa das suas batalhas em defesa do povo palestiniano e da resistência dos povos oprimidos contra a agressão imperialista, por anos foi pintado pelos media de regime como "anti-semita", uma acusação sempre rejeitada pelo actor.

Dieudonné tinha participado na marcha do dia 11 de Janeiro, aquela contra o terrorismo e para a defesa da liberdade de expressão, a tal Je Suis Charlie. Mas pouco depois escreveu na sua página Facebook: Je me sens Charlie Coulibaly, "Eu sinto-me Charlie Colulibaly", referindo-se a Amedy Coulibaly, o autor do massacre no supermercado hebraico.

Isso foi suficiente para ser colocado na prisão, com a acusação de apologia do terrorismo, apesar de Dieudonné (que, lembramos, é um comediante) ter realçado como a sua fosse sátira.
Podemos pensar que a frase incriminada, aquele "Eu sinto-me Charlie Colulibaly", não seja muito
simpática. O que é verdade: tem a mesma sensibilidade dos cartoons de Charlie Hebdo.

E é mesmo este o ponto: num País que desce nas ruas para defender a "liberdade de pensamento", nem todos têm o direito de fazer sátira. Pelo menos, não de um certo tipo.

Se Dieudonné tivesse gozado com Allah ou Maomé, hoje seria apontado como exemplo de coragem e liberdade. Infelizmente, brincou com o lado errado.

O que fez mais de errado o comediante? Nada, só aquela frase. Por isso a prisão é um claro acto político e judicial: acusa-se uma ideia, um pensamento, nada mais do que isso. Qual o nome desta atitude? Deixem ver..."Democracia" não..."Liberdade", não, não é...ah, é este: "Fascismo".

Vamos ver agora se o enxame de políticos, jornalistas, intelectuais que gritavam Charlie terão a coragem de denunciar a prisão do comediante francês. Alguém acredita nisso?


Ipse dixit.

Fonte. The Guardian

3 comentários:

  1. Anónimo20.1.15

    O termo que me vem à cabeça para a prisão do Dieudonné é vigarice. Estes tipos, políticos e não só, são uma cambada de vigaristas.
    Se aparecesse um jornal a gozar com os judeus era logo diabolizado. Os vigaristas do costume, ficavam todos histéricos, a espumar da boca de raiva, e apelidavam-no logo de anti-semita entre outras coisas.
    Problema: Grande parte da população tem apetência para ir na conversa dos vigaristas. Por isso eles têm tanto sucesso.

    Krowler

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  2. -> Já há mais de dez anos (comecei nos fóruns clix e sapo) que venho divulgando algo que, embora seja politicamente incorrecto, é, no entanto, óbvio:
    - Promover a Monoparentalidade - sem 'beliscar' a Parentalidade Tradicional (e vice-versa) - é EVOLUÇÃO NATURAL DAS SOCIEDADES TRADICIONALMENTE MONOGÂMICAS..
    {ver blogs http://tabusexo.blogspot.com/ e http://existeestedireito.blogspot.pt/}
    .
    -> O assunto tarda em sair para o debate público... todavia, no entanto... aqui o je não vai deixar de continuar a insistir!

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