27 janeiro 2015

Ucrãnia: as minas da paz

Tentem ajudar o pobre blogueiro porque ele tem problemas.

Este vídeo foi gravado em Mariupol, na Ucrânia, uns 30 quilómetros escasso da fronteira com a Rússia. É uma zona onde há combates entre as forças rebeldes e o exército de Kiev.

O vídeo é curto, menos dum minuto, mas numa certa altura acontece algo esquisito: a jornalista pergunta a um soldado o que está a acontecer. O soldado veste a farda do exército ucraniano e tem um Kalashnikov (também em dotação ao exército de Kiev).

Até aqui tudo bem.
Mas o que espanta é a resposta: que idioma é aquele?

Vejam o vídeo, onde a resposta do soldado é presente ao minuto 00:40:


Ouvido assim parece algo como "Out of my face, please", que podemos traduzir como "Longe da minha cara, por favor". Pode ser um soldado muito tímido, mas sobra a questão do idioma. Talvez um soldado muito tímido mas culto, que para tornar a reportagem mais intencional decidiu responder em inglês.
  
Ou será um dialecto local utilizado pelos habitantes de Mariupol? Pode ser, mas é estranho pois este dialecto tem sons que fazem lembrar os idiomas anglo-saxónicos, nomeadamente com sotaque inglês, não as línguas do Leste europeu.

Se calhar é um emigrante que abandonou o Reino Unido para tentar a sorte na Ucrânia. Depois viu-se envolvido na guerra civil e decidiu agradecer o País que deu-lhe abrigo, alistando-se no exército de Kiev. Deve ser isso, acho que faz todo o sentido.

Ou será que a resposta é outra ainda?
Se querem saber qual a versão correcta, continuem a ler.

As minas humanitárias

O soldado é de facto um inglês, tal Chris Garrett, e tem ideia de ficar na Ucrânia até o fim da guerra.

Na página Facebook, Chris explica que está na Ucrânia para "ajudar as pessoas", dado que já esteve na Birmânia como voluntário na assistência humanitária.
Arrisquei tudo para ajudar as pessoas daqui. Não sou um radical de direita. E sim, tenho na mão uma arma. Mas o meu objectivo é a paz.
Sem dúvida. Também os Ingleses na Geórgia ofereciam assistência humanitária. Depois, nos retalhos de tempo, treinavam os soldados de Tbilisi contra os Russos. O mesmo se passava na Chechênia. Sempre com uma arma na mão, pois o objectivo é a paz. E sabemos como é: se queres a paz, começa a disparar.

O termo é: "mercenário". Como explicado numa reportagem da televisão alemã, na Ucrânia combatem elementos da Academi, empresa militar privada americana anteriormente conhecida como  Blackwater.

A Academi continua a prestar serviços para o governo dos Estados Unidos: a Administração Obama assinou um contracto de 250 milhões de Dólares para a Academi prestar serviços por conta da CIA.

Depois há o caso dos serviços de assistência humanitária, que os serviços secretos exploram para operações de intelligence. É o caso da inglesa/americana Halo Trust, empenhada na luta contra as minas, que em 2008 ajudava o exército da Geórgia na preparação das minas anti-Russos.

O que não deve admirar: os líderes de Halo Trust são:
  • no Reino Unido Amanda Pullinger, chefe executiva da organização 100 Women in Hedge Funds ("100 mulheres nos Fundos de Investimento")
  • nos Estados Unidos Cindy Lou Hensley McCain, esposa do Senador Republicano John McCain.
O simpático Chris Garrett é um homem da Academi? Um mercenário? Obviamente não é possível afirma-lo com certeza. Mas olhem o acaso: não é que Chris é especializado em minas?


Ipse dixit.

Fontes: The Atlantic, Life News, Facebook, Pandora Tv, Zero Hedge

10 comentários:

  1. Anónimo27.1.15

    Pelo sotaque ia jurar que ele era americano. Mas se está identificado, seja inglês.
    A Academi precisa de facturar, por isso, nada melhor que um teatro de guerra para fazer dinheiro.
    Mercenários parados em Moycock, na Carolina do Norte, a beber Budweiser e a comer hamburgers, não é negócio para ninguém, muito menos para a Academi.

    Krowler

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    1. E o Dep. da Defesa EUA diz nada saber.
      Deve ser uma escapadinha tanto para quebrar a monotonia.

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  2. Anónimo28.1.15

    Max, o pessoal da Blackwater/Academi esteve aqui no Brasil antes da copa do Mundo em julho para "colaborar" com a segurança do evento. Não sei se permanecem, mas como o Brasil é um país muito bonito, com belas praias e mulheres sensuais acho que resolveram ficar.....
    Eduardo!

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    1. Pois, tinha lido algo mas nem queria acreditar.
      Obrigado pela informação Eduardo!

      Abraço!!!

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  3. O mais impressionante é como a mídia formal simplesmente "ignora"um fato tão grave.Deste modo,se eu falo disso para qualquer pessoa ( mesmo aquelas com nível universitário e que acreditam serem bem informadas) elas judiciosamente respondem: Isto é coisa de internet, boato.Aliás, aqui no Brasil as pessoas só acreditam no que a TV Globo mostra e o que lêem na revista Veja.Se não está lá....não existe no mundo.

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    1. Anónimo28.1.15

      Cá em Portugal é a mesma coisa. Só acreditam nos jornais e TV.

      Krowler

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    2. Olhem, tenho a sorte de ser amigo dum jornalista conceituado e bem conhecido aqui em Portugal, uma pessoa muito inteligente que aprecio. Mas quando falo de certas coisas, vejo que tem dificuldades em acreditar. Está habituado a ver a "verdade" das agência de imprensa o dia todo. E, mesmo desconfiando (como dito, não e nada estúpido) e percebendo que há mais, não consegue ver o quadro global.

      Aliás, já confirmou-me que nas redacções o que fazem maioritariamente é ler e traduzir (quando preciso) as notícias das agências e ponto final.

      Se nem quem faz informação vai além das agência de imprensa, quem pode acreditar em certas coisas?

      Abraçoooooo!!!

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    3. Anónimo28.1.15

      Max, eu percebo a dificuldade em ver para lá da 'cortina de fumo'.
      Aos olhos do cidadão comum, é mais credível um jornal ou uma TV que um qualquer maluco a dizer coisas esquisitas. É até natural que assim seja.
      A propósito do livro Ensaio sobre a Cegueira, disse José Saramago: Se puderes olhar, vê, se puderes ver, observa.
      Pelo meu entendimento, as pessoas não estão para se dar ao trabalho de observar. Basta olhar. Têm mais em que pensar. Quando chegam a casa vão desanuviar a cabeça vendo TV em vez de martelar as ideias com informação diversa sobre o mundo.
      O que me incomoda, é que hoje em dia muitas coisas já são de tal forma claras que bastava uma simples observação para se perceber a falta de honestidade na informação mediática.
      Há que continuar a lutar.

      Krowler

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  4. Chaplin29.1.15

    A organização midiática judaica/sionista tem como editorial globalizado as notícias produzidas e liberadas por quatro ou cinco agências noticiosas, entre elas a Reuter, FrancesPress e UPI, e desde o final da segunda guerra mundial. De outro lado existe nada mais nada menos do que a fábrica de ilusões e manipulações que atende pelo nome de Hollywood e seus estúdios, controlados igualmente por judeus sionistas, que desde o final da primeira guerra, concentrou e propagou o mercado cinéfilo, até então existente em Paris.

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  5. O sotaque é americano, ou alguém que lá está muito tempo.
    Em relação aos jornalistas eles são doutrinados.
    Vamos por partes, e uma coisa/assunto/ciência que gostaria de ver aqui mais bem explorado, e nada fácil de explicar: "O sistema de controlo"...
    Bem sou amigo de x. X costumava almoçar com jornalistas e na sua área de trabalho relacionar-se com figuras devera interessantes. X não é burro, aliás é bastante inteligente.
    X já viu coisas que nunca passaram ou passarão na tv. Não editadas portanto, aliás o material em bruto o original.
    Não viu sozinho, mas o que começou com 10-15 pessoas acabou com 2 ou 3 (o resto não aguentava, quer pela brutalidade dos conteúdos e aquilo que viam de facto e embora fosse a realidade pura e crua...Não aguentavam porque ia contra tudo o que lhes é dito e punha em causa tudo o que concebiam o seu sistema de valores/crença. Ou seja as peças do puzzle deixavam de fazer sentido).
    Voltando aos jornalistas, alguns possuem de facto "o curso, mas não o curso aprofundado". Nem são bem jornalistas, na tv são mais apresentadores de notícias (âncoras).
    Nos jornais e outros meios repórteres do copy+paste/copiar+colar.
    Os verdadeiros jornalistas já são poucos e com tendência a ser ainda menos. (Pelo menos como é concebido ser jornalista, hoje em dia já nem sei!).
    Como já aqui foi inúmeras vezes dito a informação existe, está lá.
    O problema é que esse informação está cada vez nas mãos de alguns poucos e qualquer meio independente tem tendência a ser comprado ou calado.
    Mas temos a internet não é. Pergunto durante quanto tempo?
    Quando a www. apareceu era o terror ou ódio de estimação de certos poderes, agora é o inverso. É mais um meio para atingir determinados fins. (O I.I. assim como muitos blogs são o que sobra, assim como alguns sites de referência ou contra informação como a RT ou até a Press Tv. Visão alternativa mas a servir também determinados interesses, um oposto da fox news que vejo para rir).
    Ora bem e voltando a X, quando estava com os jornalistas fazia aqui e ali certas perguntas, o concensso era quase geral, certo tópico era quase uma verdade absoluta e imaculada, passado umas semanas já não exitia concensso e uns meses já questionavam tudo. Interessante mas o que aqui creio ser do saber geral, nem um pio ou artigo onde trabalhavam(jornalistas=curiosos por natureza=questionam=chegam a uma conclusão..
    mas nem pensar sequer em propor a notícia=consequências (escrevem entrelinhas e já não é mau) É uma conversa de amigos/conhecidos durante o almoço.
    Isto é básico.
    Outro tema que foi aqui posto sobre Davos e a miniaturizacão e ... muito mais que lá foi dito, que é mais assustador que micro drones...
    E para o Chaplin: Todos os caminhos vão ter a Roma ;-)

    Abraços
    Nuno

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