13 fevereiro 2015

Grécia: vamos ver as contas?

Ao ligar a televisão aqui em Portugal é simples encontrar dois indivíduos que deveriam passar o resto da vida deles na prisão e que, pelo contrário, ainda estão em liberdade: não só, mas falam como se quisessem instruir o povinho acerca das contas gregas.

Por incrível que pareça, as declarações de ambos são ouvidas e rematadas pelos media de regime. Falamos, obviamente, do Presidente da República, Aníbal Cavaco Silva, e do digno compadre Primeiro Ministro, Passos Coelho.

Mas podem ficar descansados os amigos Portugueses: Lisboa não é uma excepção. Em cada País, nesta altura, há um ou mais indivíduos que defendem publicamente os interesses dos bancos sem nunca apresentar dados. Porque espreitar os dados significa perceber que as coisas estão ligeirissimamente diferentes de quanto afirmado.

Pegamos nas palavras da múmia, o Presidente:
Portugal tem vindo a demonstrar solidariedade em relação à Grécia para que ela permaneça na zona do Euro. Além do empréstimo que fizemos à Grécia de cerca de mil e 100 milhões de euros [no âmbito do primeiro resgate a este país], Portugal tem vindo a transferir para a Grécia o produto do juros das obrigações na posse do Banco de Portugal, o que significa muitos milhões de euros que saem da bolsa dos contribuintes portugueses.
Sim, então? Isso deveria demonstrar quanto é ridículo um sistema no qual um País em sofrimento (Portugal) tem que desviar 1.100 milhões de Euros (este ó volume da "solidariedade" portuguesa) quando, antes da moeda única, era Atenas que imprimia o seu próprio dinheiro. E como pequeno pormenor: o que é esta "transferência" do "produto dos juros das obrigações"? Foi uma prenda? Assinaram um cheque tipo "Tomem lá, meus irmãos, e tentem sair do buraco"? Sério? Nada de juros? Ahiahiahi...

Mas para o simpático Cavaco isso significa só uma coisa:
A Grécia não pode fazer o que bem entende.
Supérfluo comentar.
Vamos ouvir o outro génio da família, o Coelho. O cobrador de impostos alemães assim declarou na Universidade Católica de Lisboa:
[...] Passos Coelho apelidou de "conto de crianças" a ideia de que "é possível que um país, por exemplo, não queira assumir os seus compromissos, não pagar as suas dívidas, querer aumentar os salários, baixar os impostos e ainda ter a obrigação de, nos seus parceiros, garantir o financiamento sem contrapartidas. [...] É sabido que o programa do partido que ganhou as eleições é difícil de ser conciliado com aquilo que são as regras europeias.
Portanto, em ambos os casos, estamos perante uma imagem que é transmitida de forma bastante clara: a Grécia não quer pagar as suas dívidas e quer fazer a boa vida, aumentado salários, baixando os impostos, etc. E isso apesar de todo o dinheiro que recebeu como "transferências".

Seus parasitas gregos. São a vergonha da Europa toda.
Mas será mesmo assim?

Eis um gráfico que nem o idoso, nem o cobrador alemão nem outros políticos no Velho Continente mostram:



Aqui podemos notar como o sofrimento de uma grande parte da população é devido ao corte brutal nos gastos públicos: de 93 biliões para 77 biliões (- 16 biliões em 5 anos). As dívidas do Estado são agora de 320 biliões contra impostos de 80 biliões.

Também dá para observar como em 2011, por exemplo, o Estado pagou 15 biliões só de interesses. Nos últimos 5 anos, os gregos pagaram 48.6 biliões de Euros em juros. E as projecções indicam que a tendência é para a subida.

A partir do ano de 2013, os Gregos teriam as conta em ordem (a ordem psicótica da Zona Euro, claro), com mais entradas (taxas e impostos) do que saídas (despesas). Mas o que trama os Gregos são os juros. Nada mais do que os juros.

Pegamos nas projecções para o ano corrente. Os impostos irão totalizar 81.2 biliões, as despesas 77.6 biliões, pelo que é festa: sobram 3.6 biliões de Euros, que dariam perfeitamente para pagar o papel das impressoras utilizadas nos escritórios públicos de todo o País. E, contratando com o fornecedor, talvez um par de tinteiros também. E mais nada. Sem dúvida um grande passo em frente.
Mas...

Mas há alguém que quer 9.1 biliões de juros. Pelo que, não apenas não sobra nada (adeus papel, adeus tinteiros) como até os Gregos têm que encontrar ainda 5.5 biliões de Euros.

"Eeeehhhhh, mas Max, sabes como é, o mercado, os investidores....".
Stop, pára tudo: quais investidores? Quem são estes? De quem estamos a falar? Mas ainda alguém acha que os bancos privados estejam envolvidos na lama da Dívida grega? Se for assim, então actualizem-se: os bancos abandonaram o barco que afundava há tempo. Sobram alguns hedge founds que adquiriram a Dívida com preços mais baixos em 2011-2012, mas agora os credores têm outros nomes: União Europeia, Fundo Monetário Internacional, fundo salva-Estados. E mais nada.

Confrontem as declarações da simpática Angela Merkel na altura da explosão da crise grega
("Austeridade!") com aquelas de agora ("Querem sair? Adeus"). O que mudou? Mudou o facto dos bancos alemães já não ter activos gregos.

Não há desculpas, já não dá para esconder-se atrás de fantomáticos "investidores": para que a Grécia possa recuperar um mínimo (mas um mínimo mesmo), são Bruxelas e companhia que devem fazer um passo atrás. Porque reparem: não estamos a falar de devolver ou não a Dívida, falamos exclusivamente do pagamento dos juros. É tão difícil não lucrar com as desgraças dos outros?

Vamos fazer um rápido cálculo? Desde quando a Grécia entrou no Euro, tem pago algo como 100 biliões de juros sobre a Dívida Pública (isso porque antes as taxas eram maiores em percentagem). Mas este é um cálculo parcial, pois não tem em conta a dívida privada: na verdade, o total pode bem alcançar os 200 biliões de Euros. Isso num País com um Produto Interno Bruto (PIB) anual de 180 biliões.

Repito: falamos apenas dos juros, não da devolução do capital.

Parte destes interesses foram para os bancos privados gregos, mas 3/4 foram para as instituições financeiras estrangeiras, para as quais o Euro funcionou como uma máquina para espremer juros gregos (e para fazer enriquecer uma mínima parte da sociedade grega que, em seguida, levou o dinheiro para o estrangeiro: a mãe do último Primeiro Ministro socialista do Pasok, Papandreou, tem uma conta na Suíça com 500 milhões de Euros).

Fugidos os "investidores estrangeiros", sobram os "investidores amigos" institucionais: Bruxelas, FMI, Fundo Salva-Estados. E com amigos destes a ruína fica ao virar da esquina.

Se a ideia for dar algumas possibilidades aos Gregos, a Europa tem que abdicar dos quase 10 biliões de juros anuais. Qualquer outra solução que implique o pagamento irá manter o País numa condição de pré-morte, sem possibilidade de melhorias.

Se, como diz o catatónico Cavaco, "A Grécia não pode fazer o que bem entende", nem a Europa tem o direito de vida ou morte sobre os Estados Membros.

Se, como afirma o cobrador alemão Coelho, "o programa do partido que ganhou as eleições é difícil de ser conciliado com aquilo que são as regras europeias", talvez seja o caso de explicar a todos qual o fim destas regras: cooperação ou usura? Se o programa de Syriza é "um conto de fada", também a ideia de que Portugal e os outros Países "amigos" estejam a "ajudar" a Grécia sem ganhar nada com isso.
 
E por favor: paramos duma vez por todas de chama-la "ajuda", ok?

Addendum

No meio de tudo isso, esqueci-me de realçar um "detalhe" que tão "detalhe" não é.
Antes, como vimos, a Dívida grega estava nas mãos dos "investidores estrangeiros" (basicamente os bancos privados internacionais), agora é detida maioritariamente pelo Fundo Salva-Estados (mais FMI).

É interessante notar como a situação evoluiu: antes quem arriscava eram os privados, agora...pois, quem arrisca agora? A resposta é dada pelo catatónico Presidente português, Cavaco Silva, na já citada intervenção:
Portugal tem vindo a transferir para a Grécia o produto do juros das obrigações na posse do Banco de Portugal, o que significa muitos milhões de euros que saem da bolsa dos contribuintes portugueses.
Cá estão os novos "investidores", os que arriscam agora: os contribuintes. É o dinheiro que "sai dos bolsos dos contribuintes" que agora financia a Grécia, o risco é dos cidadãos. A classe política conseguiu salvar os bancos privados à custa do dinheiro de todos. Mais uma vez.

O que se passou com os grandes bancos privados dos Estados Unidos na altura dos subprimes (com as pesadíssimas intervenções "líquidas" da Administração Obama), repetiu-se agora com a bolha grega. Porque neste jogo há entidades que nunca perdem. E não são as públicas.


Ipse dixit.

Fonte: Blitz, Expresso (1, 2), Cobraf

12 comentários:

  1. HenryWallace13.2.15

    Max, agora que falas em juros, o que são os juros da dívida publica a 2, a 5 e a 10 anos? Porque é que aumentam uns e baixam os outros?

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  2. Anónimo13.2.15

    Pois ... mas acerca do Swiss Leaks nem querem ouvir falar

    EXP001

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  3. Chaplin14.2.15

    Como inserir na pauta midiática o assunto CAMBISTAS? Eis a questão! O nada só deixa de existir quando se percebe os acontecimentos em sua plenitude...Vivemos a pior das eras. A das meias verdades, pior do que mentiras, pois são facilmente perpetuadas como "verdades" pelos media.

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  4. Contrariando a 'germanização'... uma das primeiras medidas do novo governo grego foi a (re) contratação das 595 (!?!?!?!?!?!!!) empregadas de limpeza do ministério das finanças.
    {http://31daarmada.blogs.sapo.pt/}
    .
    As pessoas interrogam-se:
    - como é que uma 'chuva' de empregadas de limpeza... contribui para o aumento da produtividade e para uma economia mais sustentável?...

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    Respostas
    1. Anónimo14.2.15

      Sim... o 31 um blog de mexericos e ma lingua bem ao estilo Portugues.
      Defensores ferrenhos do querido lider coelho e mumia lda

      Em vez de terem um link a indicar "Responder" ou "Comentar" o artigo, teem "número de insultos e acusações aos autores" e "faça terapia"

      Que lindo

      EXP001

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  5. Anónimo14.2.15

    Além das meias verdades ( o que é uma meia verdade? Decerto não é a verdade).
    Os pormenores desnessarios como a contratação de profissionais da limpeza que estavam no desemprego (austeridade "suja").
    Os meios de comunicação têm nos brindado com as pérolas do mais estúpido e estupidificantes que tenho memória.(perdem tempo com o acessório na vez de cingirem aos factos, que é o que importa). Ex: Não usam gravata sim isto é importantíssimo e são muitos mais exemplos...
    Vão resgatar milhares do desemprego, aumentam o salário minimo, restituem os serviços de saúde público, a educação, acabam com as privatizações e a lista continua...
    Quem ganha com isto? Pouco a pouco o povo grego que da terapia de choque volta nem que momentaneamente à normalidade.
    A múmia e o cobrador de impostos. É isto que temos?
    Mais do mesmo, aliás um ficou com cara de múmia depois do oliveira e costa lhe ter levado uns milhões, o outro cromo/figurinha vive no fabulozo mundo de Oz, com escândalos e mais escândalos a rebentar pelas costuras, vistos gold, espionagem no sis, submarinos sinceramente nem sei por onde começar? !
    E pior com dinheiro de todos ajudaram/ajudam bancos privados.
    Que moral tem esta gente para falar? Para falar como deve ser governado um país que não é o deles? E porque não se calam e olham para o que fizeram desde que governam. Tudo piorou, em geral sim tudo. A austeridade(para alguns, a maioria) já está visto e revisto que não passa de 2 coisas:
    -Privatizar tudo incluindo serviços essenciais como a saúde, educação etc...
    -Exportações? Como? Se o preço do petróleo não para de cair e a maioria do consumo a nível global não pára de cair seja na Europa, Ásia, Brasil, Angola, Estados Unidos, etc...a economia mundial está em recessão, só não vê quem não quer!
    Ha o empreendedorismo, bonita palavra que não se coaduna com o nível de vida das populações em muitos locais a baixar constantemente e com as famílias a poupar cada vez mais só para não perder o pouco que já há.
    Muito bem a UE dar cabo do sul da Europa: mão de obra cada vez mais barata, desemprego, leis de estados soberanos ditadas lá em cima por bur"r"ocratas do piorio que vão contra as constituições dessas nações soberanas, que claro figuras como a múmia/colector de impostos se pudessem rasgavam a mesma.
    Segundo estimativas só por volta de 2040 a divida estará paga e quem o diz é o fmi.
    Um autêntico cozido à portuguesa.
    No futuro o emprego mais abundante será no turismo, servir com uma bandeja os srs do norte, quer reformados, e os que estão de passagem a fazer turismo nos vários locais da Europa do sul, onde existe sol, praias e calor.

    Nuno

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    1. Mais nada, Nuno, mais nada. Nem uma palavra acrescento, está perfeito assim.

      Obrigado.

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  6. Chaplin15.2.15

    Uma meia verdade é toda e qualquer informação descontextualizada. Vivemos nesse reino, onde os media se notabilizam por divulgar e propagar notícias com essa condição. E qual seria o propósito? Impossibilitar o entendimento da verdade! Sobre a Grécia, trata-se de apenas mais um caso. Estados nacionais dão certo, mas não no entendimento vulgarizado, pois os Estados foram criados para represar uma maioria em favorecimento de uma minoria. O único desafio legítimo é inverter essa lógica...mas não consigo vislumbrar tal possibilidade... abraço

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  7. As notícias (hahaha) televisivas da Grécia são ao mesmo estilo do que ouvíamos sobre o Iraque quando do primeiro massacre daquele país. Só alguém com uma deficiência intelectual, ou que aprendeu a não pensar quando não é conveniente, é que poderia assimilar tais frases. Ouvir as noticias televisivas portuguesas é como viver na ilha do livro "Deus das Moscas".

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  8. Anónimo18.2.15

    Olá Max!
    Leio o teu blog há cerca de 5 anos e foi uma das razões para ter ido para economia. Entre o que leio aqui, aprendo nas aulas de economia e ouço na televisão tento ter uma opinião própria, o que não tem sido tarefa fácil.
    Então, o que eu te quero perguntar vai um pouco contra o que defendes mas simplesmente quero saber melhor a tua argumentação quanto a isso e poder facilitar a minha tarefa de ter uma opinião própria.
    Assim sendo, criticas a Zona Euro porque retira a soberania monetária dos países mas um país verdadeiramente desenvolvido deveria conseguir desenvolver-se. Vou pôr uma situação hipotética semelhante a algumas tuas para me poder explicar melhor.
    O país A (membro da Zona Euro) retira aos seus cidadão 100€ em impostos e gasta 80€, ou seja tira, na prática, 20€ aos cidadãos. No entanto, se os cidadãos conseguirem acrescentar valor aos bens produzidos num valor superior aos 20€ já terão um superavit. Concluindo, nesta situação, o Estado não teve défice e a população enriqueceu.
    Assim sendo, gostaria de saber a tua opinião quanto a isto

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    Respostas
    1. "e foi uma das razões para ter ido para economia" !!!!!!! Agora sinto-me em culpa... lolololol

      Em primeiro lugar: muito obrigado.
      A seguir: está um pequeno erro. O Estado antes gasta e só depois taxa. Mas isso não é fundamental.

      O que é fundamental é o seguinte: os 100 € que o Estado retira sob forma de impostos são absolutamente insuficientes para poder gastar 80. Se assim fosse, a Zona Euro deveria ser já um paraíso.

      Os impostos que os cidadãos pagam não conseguem colmatar as despesas do Estado. Por isso o Estado (na Zona Euro) é obrigado a emitir Dívida. Que, todavia, prevê juros (que são um imposto indirecto que grava nos cidadãos também). No gráfico apresentado no artigo, o caso da Grécia é evidente: já agora a Grécia retira X e gasta X (impostos) - Y (despesas) = Z. Todavia, os cidadãos nem conseguem ver este Z pela simples razão que Z nem chega para pagar os juros da Dívida.

      Abandonamos a Grécia, que é um caso limite, e falamos dum País "normal". Dado que o Estado tem que gastar algo, e dado que este "algo" de forma nenhuma pode limitar-se às receitas fiscais, eis que a emissão da Dívida é a única outra forma de financiamento. Mas a situação é perversa: quanto mais o Estado decidir gastar, tanto maiores serão os juros acumulados.

      E situação na Zona Euro é ainda mais perversa pela simples razão que a emissão da Dívida tem que ser feita tendo como base o PIB (Dívida = % do PIB, segundo as regras do Pacto de Estabilidade). Pelo que, num País como Portugal onde o PIB é reduzido, as possibilidades de financiamento são também limitadas.

      Interessante realçar como mesmo num País "virtuoso" como Portugal (vejam-se os aplausos da Alemanha de hoje), a Dívida Pública tem sido aumentada de forma brutal durante os últimos anos: de 80 e picos % para 120 e pico %. A Dívida cresceu +40% em 4 anos, e isso apesar do aumento dos impostos e dos cortes na Função Pública. Como raio poderá este País pagar os juros (e falo só de juros) sem um crescimento significativo é um autêntico mistério.

      Isso porque, sem emissão de dinheiro, nos Países da Zona Euro não há outra alternativa senão a Dívida.

      No exemplo, o País A consegue devolver nada menos de que 80% dos impostos colectados. Na verdade, nenhum País consegue devolver um só cêntimo dos impostos porque, como vimos, estes nem chegam para cobrir as despesas.

      Agora: se, em condições ideais, os cidadãos conseguissem "pôr a trabalhar" aqueles 20 Euros, então sim, não haveria deficit por parte do Estado e seria produzida mais riqueza, isso sem dúvida.

      No entanto, não é esta a situação que podemos encontrar nos Países da Zona Euro, nem nos mais "virtuosos". Sem dúvida temos que ter em conta uma economia global que não funciona como seria suposto: mas é só este o problema?

      Pegamos no caso da Italia: 7ª economia mundial, um PIB assinalável, uma classe empresarial experiente. E, mesmo assim, arrisca "implodir" por causa do Euro, ao ponto que multiplicam-se os estudos para uma possível saída da moeda única.

      Pensamos nisso: a Italia foi um dos Países fundadores da antiga CEE, a sua classe política está bem ligada aos escritórios de Bruxelas, até temos um italiano no BCE. E cada vez mais a saída é vista como uma forma para recuperar competitividade.

      Qual o problema da Italia? Exacto, a Dívida Pública. Apesar de ter uma maior capacidade de financiar-se por causa dum PIB mais elevado, apesar de poder contar com receitas fiscais não comparáveis àquelas de Portugal, o peso dos juros no médio e longo prazo (90 biliões/ano) é visto cada vez mais como uma impossibilidade.

      E o mesmo tipo de sinais chegam da França.

      Mesmo nestes dias apareceu um artigo de Krugman acerca do papel fundamental da Dívida na economia dum Estado. Obviamente agora não encontro o link, mas amanhã com calma vou procura-lo e publica-lo.

      Abraçooooo!!!!!

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    2. Anónimo19.2.15

      http://krugman.blogs.nytimes.com/2011/03/25/deficits-and-the-printing-press-somewhat-wonkish/

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