03 março 2015

Ciência: o tabu da vida e dos Ufo

Vida extraterrestre (nas nossas imediações) e fenómeno UFO representam um tabu para a
comunidade científica. Os pesquisadores oficiais estão relutantes a discutir abertamente os dois assuntos, enquanto no geral ambos são ou ridicularizados ou simplesmente ignorados.

Embora o público esteja particularmente interessado no assunto, a comunidade científica parece evitar cuidadosamente o tema através de um silêncio auto-imposto, não importa quão forte possa ser a evidência.

O negacionismo da maioria dos cientistas, de que a vida extraterrestre não pode existir nas nossas vizinhanças imediatas assim como o ainda mais controverso fenómeno UFO, parece ser uma regra não escrita que deve ser seguida como uma espécie de dogma. Paradoxalmente, esta é uma atitude completamente oposta à da investigação científica, que necessita de curiosidade, honestidade intelectual e pesquisa, muita pesquisa.

Duas contribuições para o debate vêm de dois pesquisadores. A primeira é Chandra Wickramasinghe, professor de matemática aplicada e astronomia na University College de Cardiff, no País de Gales. A segunda opinião é Eric Davis, um físico e pesquisador do Institute for Advanced Studies em Austin, Texas.

Nalin Chandra Wickramasinghe nasceu em 1939 no Sri Lanka. Estudou astrofísica na Universidade de Cambridge (Reino Unido), onde trabalhou com Fred Hoyle, conhecido pelo público por causa dos seus argumentos não convencionais e várias teorias heterodoxas no interior da comunidade científica.
Wickramasinghe recebeu o doutorado em 1963, já escreveu mais de 30 livros, é um blogueiro prolífico e é considerado um especialista da astronomia infravermelha, a disciplina com a qual é estudada a matéria interestelar.
O meu envolvimento pessoal nesta área remonta a 1970, quando, juntamente com o falecido Fred Hoyle, estava a investigar a natureza da poeira interestelar
N.C. Wickramasinghe
O pesquisador descobriu que as moléculas orgânicas estavam a acumular-se nas nuvens interestelares com um ritmo rápido. Até a data, a poeira interestelar era imaginada como composta de gelo e matéria inorgânica: encontrar polímeros orgânicos complexos de possível origem biológica foi uma notícia surpreendente.
Estes resultados surpreenderam muito os astrónomos. Durante muito tempo, a comunidade científica resistiu às nossas conclusões, segundo as quais estas moléculas podem ser relevantes para o surgimento da vida na Terra.
De facto, Hoyle e Wickramasinghe foram os primeiros pesquisadores a sugerir a hipótese duma correlação entre as nuvens interestelares e a vida biológica na terra: a teorias da Panspermia.

A hipótese baseia-se na ideia de que a vida foi trazida à Terra do espaço em meteoritos que abrigavam formas de vida primárias. O apoio à ideia reside no facto de que, cientificamente, já foi encontrada matéria de natureza orgânica nestas "pedras espaciais" que precipitam para a Terra: há organismos microscópicos suficientemente resistentes para, em teoria, suportar uma viagem espacial até o nosso planeta, mesmo considerado as condições extremas que teriam de enfrentar.
O primeiro sinal de uma censura relativa à vida extraterrestre chegou quando apresentámos a hipótese de que esta correlação pode ter existido também em outros planetas do cosmos. Quando, em 1982, foi apresentado um projecto de pesquisa para testar as nossas hipóteses, este foi rejeitado por ser considerado desprovidos de valor científico.
Fred Hoyle
Mesmo quando foi descoberto, inesperadamente, que também os cometas contêm matéria orgânica, a teoria da Panspermia de Hoyle e de Wickramasinghe foi decretada como um tabu por todas as revistas científicas e as instituições conceituadas.

Outro episódio emblemático ocorreu alguns anos mais tarde. Richard B. Hoover, um dos astrobiologistas mais importantes do Marshall Space Flight Center da NASA, entre 1997 e 2011 executou uma série de aprofundadas análises do famoso meteorito Murchison, que caiu na Austrália em 1969. Explica Wickramasinghe:
Utilizando a tecnologia actualmente disponível, no último estudo, publicado em 2011, Hoover conclui que o meteorito contém fósseis micróbicos em grandes quantidades. A fúria com que foi acolhida esta última publicação e a condenação de revistas como Science e dos chefes das NASA mostra que as anteriores tácticas de silêncio foram substituídas por violentos insultos pessoais.
E Hoover perdeu o emprego. No mesmo ano, a NASA decidiu terminar a sua cooperação com o astro-biologista, depois de 45 anos de carreira e numerosas publicações científicas.
Conclui Wickramasinghe:
Se tivéssemos vivido na Idade Média, não há dúvida de que Hoover, Hoyle e eu teríamos acabado bem mal.
Wickramasinghe, no entanto, tem a impressão de que as coisas estão começar a mudar, também porque a resistência aos fatos, no longo prazo, será inútil. O realidade tem sempre a última palavra.

Mas, além da vida extraterrestre, há uma outra questão ainda mais controversa e criticada, tanto pela comunidade científica como pelos media. O argumento é muitas vezes negado ou ridicularizado.
No entanto, também neste caso as coisas estariam lentamente a mudar.

Eric Davis
É isso que pensa Eric Davis, pesquisador do Institute for Advanced Studies de Austin (Texas, EUA), envolvido na investigação acerca de novos sistemas de propulsão interestelar:
Os UFO são fenómenos reais. São objectos artificiais sob controle inteligente. São definitivamente o resultado duma tecnologia extremamente avançada
Davis espera que os seus estudos de física da propulsão um dia possam permitir que o homem viaje no espaço da mesma forma. No entanto, está ciente de que nenhum cientista está actualmente disponível para discutir a questão UFO.
Eles estão errados. São ingénuos, teimosos, tacanhos, com medo. Parece que esta é uma palavra suja e um assunto proibido. A Ciência requer uma mente aberta. Não deveria rir-se das pessoas, mas mostrar-lhes respeito. Os cientistas precisam de voltar a utilizar o método científico para entender as coisas desconhecidas e incomuns. O assunto OVNIs é uma delas.
Davis ganhou recentemente um prémio do Instituto Americano de Aeronáutica e Astronáutica para o seu estudo "Space Warp: mais rápido do que a luz" e conhece muitos colegas que, secretamente, lidam com o fenómeno UFO.
Há muitos cientistas que estão conscientes dos dados objectivos e verdadeiros, mas nunca saem da toca para publicar os seus estudos porque temem o escárnio dos seus colegas. O impacto sobre as suas carreiras pode ser prejudicial. Nenhuma instituição está disponível para financiar a investigação. A Fundação Nacional de Ciência não aceita o tema UFO como um objecto de estudo científico.
J. Allen Hynek
No entanto, surpreendentemente, muitos cientistas proeminentes têm estudado o fenómeno por
décadas. O astrónomo J. Allen Hynek, astrónomo e ex-assessor científico da Força Aérea dos Estados Unidos, estudou UFO por 20 anos, como parte do Projecto Blue Book que acabou concluiu em 1969.

Basicamente, Davis acredita que o domínio sobre as investigações UFO não está nas mãos de cientistas. E de quem, então?
Sob o controle da inteligência militar. O facto de que os objectos desconhecidos estão a voar em torno do nosso planeta não é considerado um tema para a ciência. Porque? Porque a ciência tem de lidar com os fenómenos naturais e os UFO não são naturais.
Será o caso de dedicar mais espaço aos eventos mais significativos no âmbito UFO?
A palavra aos Leitores.


Ipse dixit.

Fonte: The Huffington Post (1, 2), Il Navigatore Curioso

18 comentários:

  1. Anónimo3.3.15

    Se tu estiver disposto a chafurdar na lama de modo a encontrar algo que o valha, terá todo o meu apoio.

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  2. Anónimo3.3.15

    Mantendo uma perspectiva de abertura, não vejo nenhum motivo para não se debater o tema UFO.
    Existe o projecto SETI, que custa dinheiro, e que busca sinais de radio de baixa frequência com origem extraterrestre.
    Existe a equação de Drake.
    Existem mais estrelas no universo que grãos de areia nas praias da Terra, logo o numero de planetas existente é incontável.
    Probabilisticamente falando, não tenho dúvidas que existe vida extraterrestre. É também provável que uma civilização alienígena com 100.000, 1.000.000 ou mesmo um 1.000.000.000.000.000 de anos tecnologicamente mais avançada que nós, possa ter meios de viajar no espaço a longas distâncias e que para nós são inimagináveis.
    Neste campo, a soberba da ignorância e da insignificância tem de dar lugar á humildade, para que o conhecimento nesta matéria possa crescer.
    Admiro o trabalho destes cientistas acima referidos em oposição aqueles pseudo-cientistas quadrados, que não se preocupam mais que com o salário ao fim do mês, ou com umas bolsas de investigação que lhes enchem os bolsos.

    Krowler

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  3. Anónimo4.3.15

    Vamos nessa. Curioso para ver o que pode aparecer por aqui.

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  4. Anónimo4.3.15

    Da minha parte não contribuo. Já aqui e digo com a maior honestidade, a resposta foi o que esperava e não tenho nada contra, muito pelo contrário o usual e racional.
    Agora eu acompanhado pura e simplesmente nunca vou negar o meu sentido de visão, audição e vá não tacto mas sensação (tipo estar ao pé de algo que faz ou parece fazer alterações no próprio sistema nervoso e corpo, claro)
    O que sei? Nada...e como perco tempo aqui a mentir propusitadamente e a perder credibilidade(seja lá o que isso for)
    Assunto morto.
    Nuno

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    1. Nuno: desta vez não entendi mesmo. "Assunto morto"? Porque? Não é provocação a minha, é apenas curiosidade.

      Abraçoooo!!!!

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  5. Anónimo4.3.15

    Digo=disse

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  6. UFO, leva a pensar em espçonaves vindas de outros planetas, mas se pensarmos bem, é uma idiotice achar que seres inteligentes vão construir uma espaçonave para vir até aqui escondidos ver-nos, a sujar e destruir um planeta e saírem sem manifesto quase nenhum, ou seja vieram rir dos bocós que aqui existem e vão se à francesa.
    Acho que tem pelo universo muito lugar bonito, jamais viriam aqui só a pesseio, jamais vieram.

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    1. Duvido que os UFO sejam só homenzinhos verdes. Como dizes, só se for para "rir dos bocós que aqui existem", tipo "vamos ao cinema a ver uma comédia". Interesso-me do assunto há muitos anos: o primeiro livro que comprei (e tinha 7 anos) falava dos Mayas, o segundo dos UFO. Isso não faz de mim um especialista, longe disso: aliás, nem sei dar uma resposta definitiva (tomara eu!), ainda estou com dúvidas.

      Mas até hoje os testemunhos foram milhões e incluíram astrofísicos, outros cientistas, autoridades policias e militares, pilotas... Um meu conhecido (um parente próximo) trabalhou ao longo de décadas numa base aérea da Nato, em Italia, e várias vezes falámos do assunto: os pilotos sabem da existência dos UFO, só que não falam por várias razões (que não é difícil intuir). Mas que seja um fenómeno real, por quanto ainda sem resposta (e com uma dose descomunal de lixo em volta, diga-se), disso acho não existirem dúvidas.

      Abraçooooo!!!!!

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  7. Anónimo5.3.15

    Pois é isso.
    O que é não sei, nem faço ideia.
    O que presenciei uma das vezes, muitas testemunhas(que inclusive saiu no pasquim local) foi interessante.
    A outra é algo que escapa ao nosso raciocínio/interpretação é aquele tipo de coisas que não é suposto existir ou até pode ser um fenómeno bem terreno que a ciência não consegue explicar.
    Se existe uma coisa que não gosto são histórias da carochinha. O problema é que mesmo alguém céptico (como eu) fica baralhado.
    Maldita a hora que passei naquele local errado a hora errada.
    Provavelmente o meu pai tinha razão: vamos embora filho esses pessoal não sabe o que é, inventam...seja o que for vamos a nossa vida e isso seja lá o que for vai a vida dele.
    Nem fiz mais perguntas durante o restante da viagem.
    A resposta que me deu enfim encheu-me as medidas.

    Abraços
    Nuno aluado, ou nem por isso.

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    1. Muuuuuuito interessante....

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  8. Chaplin5.3.15

    A ciência, como qualquer atividade humana organizada, possui suas elites dominantes, e essas autorizam que a mesma se abra ou se feche, conforme interesses econômicos presentes. A história é rica em demonstrar o quanto a mesma ciência altera, ao longo do tempo, inúmeros conceitos sobre os mesmos contextos. Ciência, infelizmente, também é fonte de extrema manipulação e propaganda à serviço dessas minorias. Toda ação contrária é imediatamente rechaçada por descrédito ou por desqualificação (folclore), assim como outros assuntos malditos, exemplo: anti-semitismo.

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  9. Anónimo5.3.15

    Concordo plenamente.
    Só espero que depois de tanta mentira a todos os níveis que se chegue a um ponto em que seja tudo posto em dúvida.
    Como exemplo aquele tema abordado da ida ou não do homem à lua.
    Estão no seu direito e perguntam como no fim dos anos 60 principios de 70 era algo vulgar e hoje em dia não.
    Todas os participantes ao fim ao cabo têm razão.
    Mentiras+ mentiras+mentiras=descrédito de instituições, politicas/politicos etc...efeito bola de neve.
    Isto faz lembrar a história de pedro e o lobo.

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    1. "Mentiras+ mentiras+mentiras=descrédito de instituições, politicas/politicos etc...efeito bola de neve."

      Exactamente. Estamos numa condição na qual temos que duvidar de tudo e todos. Não há um "ponto firme" do qual partir. Neste aspecto, a maior circulação de ideias e notícias piorou a situação. Não porque uma maior circulação seja negativa em si (pelo contrário, em princípio é altamente positiva), mas porque os mesmos canais são utilizados para difundir mais mentiras. Hoje estamos literalmente rodeados de versões em conflito e entender onde fica a verdade (a única coisa que interessa) é cada vez mais complicado.

      Para quem gere um blog como este e para os Leitores, por vezes é muito difícil distinguir quais os factos. Temos de desconfiar das vozes, dos sons, das imagens, dos vídeos, das notícias dos órgãos de informação, dos exageros dos social media...o que sobra? O raciocínio, o "bom senso". Mas também estes podem ser enganosos, pois a realidade nem sempre segue a via racional, o tal "bom senso"...

      Abraço!!!!!

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  10. MAX, o assunto é tão impontante e verídico que querem que acreditemos ser apenas filme de ficção. Não entendo como um ser que diz ser racional desacredita, diante de tamanhas evidencias deixadas para nós.
    Agora mesmo sendo infantil, posso dizer que adoro a ideia de outras vidas, outros lugares, melhores e piores que aqui. Então prefiro continuar com minha certeza mesmo não tendo visto nem um cara a cara. O ser humano é tão pretensioso em achar ou duvidar de vidas nesse universo infinito que chega a ser engraçado !!! E como declarado pela nossa excelentíssima presidenta o RIO é a cidade mais importante da galaxia então estamos bem perante nossos amigos UFOS é claro se eles forem dessa galaxia. Abraços !!

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    Respostas
    1. "mesmo sendo infantil, posso dizer que adoro a ideia de outras vidas, outros lugares, melhores e piores que aqui."

      Não há nada de infantil nisso. Pelo contrário, parece-me uma visão muito positiva, realista, "aberta". Tomara que esta posição fosse mais difundida: provavelmente mudaria algo na nossa atitude.

      Abraçooo!!!!

      Eliminar
  11. MAX, o assunto é tão impontante e verídico que querem que acreditemos ser apenas filme de ficção. Não entendo como um ser que diz ser racional desacredita, diante de tamanhas evidencias deixadas para nós.
    Agora mesmo sendo infantil, posso dizer que adoro a ideia de outras vidas, outros lugares, melhores e piores que aqui. Então prefiro continuar com minha certeza mesmo não tendo visto nem um cara a cara. O ser humano é tão pretensioso em achar ou duvidar de vidas nesse universo infinito que chega a ser engraçado !!! E como declarado pela nossa excelentíssima presidenta o RIO é a cidade mais importante da galaxia então estamos bem perante nossos amigos UFOS é claro se eles forem dessa galaxia. Abraços !!

    ResponderEliminar
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