24 maio 2015

Porque Microsoft ameaça o Reino Unido?

A reforma do sistema informático acerca da qual o
Reino Unido está a trabalhar tem que deparar-se
com a forte oposição dos gigantes da tecnologia que operam com instalações locais e fazem negócios no País.

Alguns até chegam ao ponto de chantagear os deputados com o fim de bloquear qualquer tipo de alteração que possa ser-lhes prejudicial.

Ex-chefe de estratégia de David Cameron, Steve Hilton, revelou durante um discurso público que funcionários da Microsoft têm contactado membros do Parlamento inglês e tentaram chantageá-los para bloquear a adopção de determinadas leis, ameaçando o fecho de instalações caso as medidas fossem aprovadas.
É preciso lutar contra eles. Posso fornecer exemplos concretos, o que mencionei acerca os contactos para o sistema informático. Há alguém da Microsoft aqui que possa confirmar? Quando avançámos com a proposta, a Microsoft telefonou aos parlamentares conservadores e às divisões Pesquisa e Desenvolvimento da Microsoft nos seus círculos eleitorais, afirmando: "Vamos fechá-los na sua circunscrição, se isso passar"
E parece que a Microsoft não seja a única grande empresa de tecnologia a utilizar tácticas de intimidação para se certificar de que a reforma não venha a ser aprovada na forma atual.

Hilton explicou que algumas outras empresas ("às vezes um CEO global") telefonou aos membros do Parlamentos com ameaças semelhantes, dizendo que teriam fechado as fábricas no Reino Unido.

A Microsoft recentemente perdeu uma importante batalha no Reino Unido, dado que o governo decidiu mudar para os documentos em formato ODF e, assim, diminuir fortemente a necessidade de utilizar softwares comerciais. O governo estabeleceu como novo padrão o formato ODF (Open Document Format for Office Applications), substituindo assim o clássico DOC e derivados (como o DOCX): trata-se do mesmo ODF utilizado pelo software gratuito (e open source) LibreOffice.

Mas o discurso é mais amplo, não limitado apenas a um só tipo de formato: é a filosofia de base que muda. Como confirmou no ano passado a consultora governamental Rohan Silva:
Um ou dois dias antes de apresentar um discurso, um par de assistentes de membros do Parlamento ligaram para o escritório e disseram que a Microsoft tinha chamado para dizer que se formos em frente com o discurso de arquitetura aberta ou código aberto, ia cortar os gastos ou até fechar os centros de investigação e desenvolvimento nos círculos eleitorais dos deputados que tinham sido ligados.
Sem surpresa, a Microsoft recusa comentar estas afirmações, mas não há dúvida de que o gigante da programação não quer ficar envolvido num escândalo e, ao mesmo tempo, deseja impedir uma mudança informática no Reino Unido.

Se, por alguma e obscura razão, o Leitor ainda não passou para uma suite office de tipo open source (que, lembramos, são totalmente gratuitas e compatíveis com os vários Office da Microsoft), aqui vão alguns links (pessoalmente aconselho LiberOffice):


Ipse dixit.

Fonte: The Guardian (1, 2)

5 comentários:

  1. Anónimo24.5.15

    Será que o Max pode explicar a diferença entre Open Source e "não" Open Source?

    Sou um "nabo" nesta matéria heheheh

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  2. Anónimo24.5.15

    Open Source significa que o codigo fonte do programa e aberto. Ou seja podes espreitar as entranhas do programa, ver como é escrito , alterar coisas de acordo com o que queiras. Nao confundir Open Source com gratuito pois ha programas que nao da para ver como estao escritos (nao Open Source) mas sao gratuitos (freeware) e tambem ha programas Open Source que nao sao gratuitos

    EXP001

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  3. Chaplin25.5.15

    A surpresa não é constatar, mais uma vez, o uso do expediente de monopólios, tão utilizados pelos judeus ao longo da história, mas o vazamento da situação durante o seu próprio andamento. O que deve estar rolando para que isso seja noticiado é a questão...

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  4. Anónimo25.5.15

    Nada como colocar nas redes sociais, o que aliás já deve estar a ser feito até ficar viral, aí a noticia espalha-se.
    Fica a questão porquê? Dinheiro de licenciamento que é perdido quando existe alternativa. Mas se Reino Unido faz isso provoca um efeito "bola de neve". = ameaça fechar instalações não só eles mas a panóplia de empresas que vivem do/s seus produtos.
    Outra razão mas igualmente válida é a segurança ou falta dela.
    Ou ambas.

    Nuno

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  5. Bill Gates, assim como todo mundo tem "Jus Sperneandi" , ou seja o Direito de Espernear, mas o futuro é incorrigivel, sempre vem.

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