29 junho 2015

As estranhas ideias de Thomas Jefferson

Da destruição do poder dos Estados de gastar no Interesse Público, como no caso do sistema Euro
que oferece esse poder aos bancos privados (BCE etc.):
Acho que os bancos são, pela nossa liberdade, mais perigosos do que um exército [...] se as pessoas permitem que os bancos privados controlem a emissão da moeda, primeiro com a inflação e depois com a deflação, os bancos e as corporações que crescerão em torno do grandes bancos privarão os povos das suas coisas, até que os seus filhos terão de dormir debaixo das pontes.
Da desproporcional tributação imposta pelos Estados, como no caso da Troika que nenhum cidadão europeu alguma vez votou. E da justa reacção contra a tirania da Troika:

Forçar as pessoas a financiar com os seus próprios impostos a propaganda das ideias que não estão nos interesses delas é criminoso e tirânico [...] A árvore da liberdade deve ser refrescada de vez em quando com o sangue dos patriotas e dos tiranos.
Da devastação dos rendimentos e das reformas, sob o falsos pretextos da "salvação nacional", para enriquecer um enxame de especuladores e parasitas:
A felicidade dum povo existe se ele conseguir impedir que governo destruía o trabalho das pessoas com o falso pretexto de protegê-las [...] Na verdade, a democracia morre quando é roubado a quem trabalha para das àqueles que nada fazem.

Autor destas palavras é Thomas Jefferson (1743-1826).


Ipse dixit.

Fonte: Paolo Barnard

8 comentários:

  1. Nas últimas citações temos dois pontos importantes: "Na verdade, a democracia morre quando é roubado a quem trabalha para das àqueles que nada fazem"... Esse também é o argumento utilizado pelos "liberalistas" quando o assunto se trata de políticas assistenciais... O fato é que em uma Política de Bem Estar Social essa dimensão é vista com bons olhos. Aqui no Brasil a Classe Média Burguesa não admiti ter seus impostos utilizados em políticas sociais e vem como um "Roubo do Estado" aos seus dinheiros... uma proteção do status quo do liberalismo econômico dado pelo capitalismo... Será que não é democrático e tão prejudicial?

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    1. Não conheço quais as bases da classe média brasileira para ir contra os impostos, duvido que sejam as mesmas que as minhas.

      Mas... e se taxas e impostos não fossem necessários para o bom funcionamento dum País? Quanto achamos que incidem as receitas fiscais num orçamento de Estado? A sério imaginemos que o nosso Estado funcione graças aos impostos? Que as grandes obras sejam financiadas com o nosso dinheiro?

      Dica: se os Estados funcionassem com base nos nossos impostos a partir de hoje, amanhã iam falir todos. Não "alguns": digo todos. Peguem no orçamento do vosso Estado e confiram, s.f.f..

      Não entendo com isso defender a classe média brasileira ou o liberalismo. Mas seria chegada a altura de quebrar dogmas que são inseridos no nosso cerebrinho desde crianças e que nunca, digo nunca, alguém entre nós controla.

      Até em Países que não podem emitir dinheiro (ver o caso da Zona Euro) ninguém consegue sobreviver só com as receitas fiscais. Isso não existe mesmo, é pura fantasia.

      Taxas e impostos são antidemocráticos? Depende: se a maioria dum povo assim achar, pode escolher de continuar a pagar taxas e impostos, então é democrático e cada um tem que participar na medida das suas possibilidades. Isso é óbvio.

      É prejudicial? Tendo em conta que o Estado (fora da Zona Euro) tem o poder de criar dinheiro (e o mesmo acontece com os bancos privados), sim, é prejudicial, seja uma escolha democrática ou não.

      Então, porque taxas e impostos existem? Por uma razão muito simples: é a única maneira que um Estado tem para que os seus cidadãos utilizem o dinheiro dele. Não há outra forma e é por isso que pagamos, não para manter as despesas do Estado.

      Isso, repito, não para defender a classe média do Brasil ou de qualquer outro País: não tenho interesse nenhum nisso.

      Abraçooooo!!!!!

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    2. Anónimo29.6.15

      Não sei a que classe média brasileira José Burgos se refere. Sou brasileiro, classe média, pago meus impostos religiosamente em dia e não me incomodo em, teoricamente, vê-los aplicados em politicas sociais. A classe média brasileira e, acredito eu de qualquer país, incomoda-se quando impostos não são aplicados também em segurança pública (50 mil assassinatos/ano no Brasil) , em saúde, em educação fundamental que é a base de qualquer ser humano "pensante", em mecanismos de combate a corrupção e por aí vai. Politicas sociais devem fazer parte de qualquer governo, mas a política do "pão e circo" não tem lugar em uma nação que almeja uma sociedade mais justa e igualitária, por mais utópico que isso pareça.
      Abraços, Eduardo.

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  2. Babeuf29.6.15

    Eis um dos assuntos malditos e omitidos pelos grandes medias. O cidadão comum não faz a menor idéia sobre a importância do entendimento desta questão. A servidão passa por ela.

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  3. Anónimo29.6.15

    'A árvore da liberdade deve ser refrescada de vez em quando com o sangue dos patriotas e dos tiranos.'

    Sobretudo com o sangue dos tiranos. O sangue dos patriotas será uma inevitabilidade.
    O problema é que hoje os tiranos já não têm rosto, são instituições, e o patriotas estão a dar lugar a alienados.

    Krowler

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    1. Babeuf1.7.15

      Exatamente...e nós aqui, ilhados no II...

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  4. Anónimo4.7.15

    Esta claro que a frase "Na verdade, a democracia morre quando é roubado a quem trabalha para das àqueles que nada fazem" se refere ao estado parasita e aos banqueiros.Todos tendo trabalho não seria necessário assistencialismo algum.Os parasitas criam as circunstâncias para que o assistencialismo seja necessário para depois se apresentarem como salvadores da pátria, distribuidores de renda.Governos direita e esquerda usam diferentes expedientes mas com o mesmo propósito de parasitar as massas. No Brasil ( como nos demais países com recursos naturais abundantes) quem manda é capital internacional.Colocam um governo de fachada para dar alguma impressão de democracia. A este "governo " é dada alguma liberdade de ação (roubar, escorchar) desde que garantam os interesses de quem realmente manda e que jamais será alcançado pelo voto.Apesar do exposto a esquerda marxista, por seus métodos, é a mais daninha e degradante, pois quer transformar a todos em formigas que não pensam e só existem.

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    1. Anónimo4.7.15

      Faltou eu lembrar que se os "governos democráticos" não funcionarem mais, basta armar uma guerra civil fomentada pela luta de classes ou o que seja. Assim os que realmente mandam ainda lucraram com com a venda de armas. Depois suas empreiteiras serão enviadas para o trabalho "humanitário" de reconstruir o país.A perversidade humana parece não ter limite só que chamamos isto de evolução, progresso...

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