23 setembro 2015

A Islândia boicota Israel

Dobro-me perante a Islândia.

Pessoal, temos muito que aprender com aquele povo. A começar da forma como geriram a crise dos bancos privados (simples e eficaz: multas às instituições, responsáveis na prisão).

Agora vão além disso: qualquer produto Made in Israel não entra na ilha.
Anti-semitismo? Nada disso. A Islândia não odeia os hebreus, inútil começar com acusações histéricas.

País estranho este. Uma espécie de panorama dantesco, feito de vulcões e gelo, habitado por pessoas que são "o povo mais pacífico da Europa". Onde na lista telefónica os nomes precedem os apelidos, porque o nome é mais importante, também do ponto de vista legal. Pode não parecer, mas esta é uma escolha particularmente profunda, que bem explica qual a visão da sociedade daquele povo. Um padrão de vida alto, não há desemprego sob o manto protetor do Estado social escandinavo.

Esta ilha remota, fustigada por tempestades do Atlântico e fisicamente longe de tudo e de todos, onde a vida corre bem, muito bem, decidiu proibir os produtos feitos em israel. Na capital da Islândia, Reykjavik, o vereador Björk Vilhelmsdóttir sugeriu boicotar todos os produtos israelitas. Todos, sem excepção. É a primeira vez que isso acontece num País ocidental.

Björk Vilhelmsdóttir
A razão? Mais do que óbvia.
A resolução anti-israelita foi proposta pelos sociais-democratas como forma de protesto contra o holocausto do povo palestiniano.

O Ministro das Relações Exteriores, Össur Skarphéinsson, afirma que também está a ser avaliado o fim das relações diplomáticas com Jerusalém: e se a decisão no final for negativa, isso será só porque a Islândia mantém relações com Países como o Sudão e a Coreia do Norte. Israel na lista negra, portanto, aquela dos Estados "maus".

O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores de israel, Nachson Emanuel, tira fora do armário a já podre bandeira do ódio racial:
Não há nenhuma razão ou justificação para esta medida a não ser o ódio em si mesmo, que se faz sentir na forma do boicote contra israel, o Estado judeu. Esperemos que alguém na Islândia acorde e parar essa cega parcialidade contra a única democracia no Oriente Médio.
A "única democracia no Oriente Médio". Não se pode dizer que em Tel Avive falte um negro sentido de humor. Entretanto, Standwithus, uma ONG pro-israel, já lançou um boicote aos produtos islandeses enquanto o congresso europeu hebraico pensa num processo judicial.

Mais uma vez, a Islândia dá um exemplo ao mundo.


Ipse dixit.

Fonte: Il Foglio

13 comentários:

  1. Realmente um exemplo para todos.
    Mas caro Informação Incorrecta, o caso se as pessoas tivessem este esclarecimento, era de individualmente , cada um boicotar produtos de Israel.
    Isto sim ia lhes fazer mossa.
    Depende da atitude de cada um, mas isto tambem tem a haver muito com a instrução que as pessoas tem.

    Gostem de teu post, como sempre, é um gosto ler aqui, de pessoas inteligentes.

    Um abraço.

    Ramiro Lopes Andrade

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  2. Eu sempre acreditei que atitudes individuais e de pequenos coletivos que conseguissem ter afinidade de pensamento ação eram as únicas chances disponíveis para, não modificar o sistema, que não acredito nessa possibilidade, mas sobreviver como linhas de fuga, espécie de ilhas de liberdade, auto formação e autogestão, e que ao mesmo tempo serviriam de exemplo para construção de alguns arquipélagos. Tanto que investi parte da minha vida nisso e não me arrependo. No entanto não acreditava que um país, ainda que um pequeno país pudesse ser uma ilha de livre pensadores. Pois é...está aí a Islândia. Longa vida para os islandeses!!

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  3. Anónimo24.9.15

    A Islândia continua a dar lições de civismo ao resto do mundo.
    Uma luz neste mundo obscuro da politica internacional.

    Krowler

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  4. Anónimo24.9.15

    Muito bom. Ignorava isto...

    A 56

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  5. Chaplin24.9.15

    A dificuldade em países maiores como o Brasil é identificar os produtos made in Israel, pois sionistas controlam e se camuflam em corporações cujos acionistas majoritários são seus vassalos. A Inglaterra, por 300 anos, mais do que proibir entradas de produtos, proibiu a imigração dos próprios hebreus brancos (miscigenados com europeus). Oliver Cromwell se encarregou de reverter tal situação, patrocinado e pressionado pela alta burguesia que via nos judeus os parceiros imprescindíveis para sua expansão fora do território inglês.

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    Respostas
    1. Chaplin gostaria que se possível me indicasse literatura para entender... não sou antissemita, mas acredito que o Sionismo funciona como Nazi-fascismo judeu... então sou deverás contra...

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  6. Anónimo24.9.15

    Bem aí vai uma introdução:
    https://m.youtube.com/watch?v=Kc1lGqIGYSA&feature=youtu.be
    Mais links na parte de baixo deste programa de pouco mais de meia hora.
    Bem este tipo coviveu com os s.secretos alemães.
    http://www.bollyn.com/
    Nuno

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  7. Anónimo24.9.15

    A Islândia tem seus pés de barro. É uma das 53 possíveis signatárias do TiSA. Agora 52 com a saída do Uruguai. Ninguém é perfeito. Prenderam os banqueiros e agora participam de um esquema nitidamente de banqueiros pelo pouco que nos chega desta imundície oculta.

    http://www.tlaxcala-int.org/article.asp?reference=16018

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    1. Anónimo26.9.15

      Não entendo tanto trabalho...tenho que ver o que é o tisa com mais detalhe.
      O Uruguai não por parte governo que se diz de "esquerda" pelo que lí mas pela pressão dentro do próprio país e parte do próprio governo.
      PS: Quando meti os links acima não é nada anti-judeu, o próprio fulano diz que estão divididos.
      Essa estória de eternas vítimas já não cola, principalmente vinda de sionistas que com métodos diferentes não variam muito do nazismo.
      Aliás o candidato ideal para as próximas eleições nos EUA é por acaso judeu :

      https://en.m.wikipedia.org/wiki/Bernie_Sanders

      Nunca confundir umas maçãs podres com um todo. Que o que a midia tão habilmente faz.
      Abraços
      Nuno

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    2. Anónimo26.9.15

      Bernie Sanders... talvez tenham dado um basta nos lobbies via AIPAC e suas semelhantes. No caso iraniano, a primeira vista, parece não ter funcionado. Talvez tenha chegado a hora de ir pras vias de fato. Escancarar o que andava oculto. Colocar um judeu na casa branca. Nada que já não tenha acontecido antes, mas neste exato momento com os acontecimentos que temos assistido no O.M... Os palestinos devem estar de orelha em pé.

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  8. Anónimo28.9.15

    Até tu Islândia?! Tá tudo cooptado!

    http://www.esquerda.net/artigo/o-que-austeridade-na-finlandia/38279

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  9. Anónimo28.9.15

    Desculpem, pelo engano é Finlândia.

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