13 novembro 2015

Notícas & notícias: a psico-policia

Que azar!
Não um, mas duas televisões russas têm revelado um segredo de Estado. Qual segredo?
E temos também "novidades" acerca do assassinato de JFK...

O "segredo" de Putin

Em Sochi, durante uma reunião do Presidente Putin com as chefias militares, a câmara tem parado
numa página com desenhos e descrição de um torpedo, mais precisamente um drone subaquático atómico. O tempo suficiente para que fosse possível ler e traduzir, coisa que as agência ocidentais têm feito.

Trata-se do Status-6, um aparelho que pode ser lançado como um torpedo a partir dum submarino para explodir na costa dum País inimigo com o fim de "danificar componentes importantes da economia do adversário na área costeira e para infligir danos inaceitáveis ​​no território de um País, a criação de grandes áreas de contaminação radioactiva que se tornam intransitáveis ​pela actividade económica, agrícola ou militar por um longo período de tempo".

Obviamente as televisões foram intimadas de cancelar as imagens, pois continham dados secretos; mas entretanto Sputnik já tinha espalhado a notícia, que permanece em circulação.

O objectivo desta cena? Talvez um País que tem petróleo no litoral, não apenas os maiores depósitos,
mas também refinarias, oleodutos, enormes tanques de armazenamento.

Um País que talvez tenha um revoltante jogo duplo sobre a questão da Síria, que enviando os seus ministros para lidar de forma amigável com Putin enquanto continua a armar os terroristas do ISIS. Pode ser um País que bem sabe que abateu o voo russo de turistas no Sinai.

É claro que tornar inutilizáveis por um longo período as zonas costeiras e economicamente prósperas deste País seria como apaga-lo do mapa dos grandes jogadores geopolíticos. Isso para não mencionar o aumento do preço do petróleo, algo altamente desejável para Moscovo.

Claro, não passam de hipóteses. Além disso, o torpedo não seria utilizado, exceto em casos extremos, como numa guerra total. O torpedo nuclear ficam melhor como arma nuclear tática: está aí e o Ocidente agora sabe disso.

Kennedy: fora tempo máximo

Nos últimos dias, o preso James Files, de 72 anos, foi transferido duma uma prisão de segurança
máxima para outra com regime mais brando, com vista à sua libertação depois de 36 anos de prisão por vários assassinatos.

Assim, o nome dele reapareceu na comunicação, talvez pela última vez. É desde 1994 que Files afirma ter sido ele e não Lee H. Oswald a disparar o golpe fatal contra o Presidente John F. Kennedy no dia de 22 de Novembro de 1963.

Files alega ter sido membro da 82ª Divisão Airborne, um corpo especial de para-quedistas utilizados em operações encobertas no ​​tempo do Laos e do Vietnam. Acusado por um tribunal marcial por ter matado dois dos seus homens durante uma operação no Laos, foi "protegido" por uma agente da CIA e apresentado a Charles Nicoletti (do qual ficará como motorista), um dos chefes da máfia em Chicago nos anos '60.

Nicoletti e Files dispararam da colina relvada, a mesma que muitos entre os presentes indicaram qual origem de disparos, sem nunca ter sido considerados de forma séria. Files desta forma confirma a sequência que há anos é definida como "complotista" e enquanto tal ridicularizada.

A versão de Files foi parcialmente confirmada pelo historiador oficial John C. Grady (Files efectivamente era membro da 82ª Divisão), não sem dificuldades, pois todos os dados relativo ao passado de Files tinham sido apagados dos registos.

Mas importa? James Files pode dizer o que ele desejar agora. As notícias têm um prazo de validade, passado o qual tornam-se inúteis.

O torpedo russo é fresco, tem um efeito político completo. A morte de Kennedy já perdeu a sua carga "explosiva" que teria tido logo após o assassinato ou nos anos seguintes. Hoje, esta notícia serve unicamente para ocupar as páginas dos diários e distrair o público: é já História e ninguém liga à História.

Um dia, também a verdade acerca do 11 de Setembro começará a circular, a versão oficial será demolida. Até mesmo aqueles que hoje negam, dirão "Mas sim, é sabido que correu assim e não da outra forma, todo o mundo sabe disso, também eu já sabia". Mais uma vez: será História e não haverá consequências.

Estes são canalhas, pagos também. Não teriam o poder que têm se não estivesse atrás deles a maioria dos que aceitam o princípio da "autoridade" (o político, o telejornal): é por isso que podem ridicularizar e atirar-se contra quem propõe uma versão alternativa, seja ela qual for.
É uma pisco-policia que representa o poder.


Ipse dixit.

Fontes: Sputnik, BBC, Daily Mail, Television AfricaMaurizio Blondet

Nota:
Queria muito responder a todos os comentários que apareceram nos últimos dias. Lamento, por questões de tempo não tenho conseguido e peço desculpa por isso. Amanhã é Sábado mas vou tentar recuperar!  

2 comentários:

  1. Realmente é isso, e não tem jeito...produção construída para o momento no jogo de interesses em guerra sem fim.É muito triste ouvir as pessoas discutindo o que ouvem e leem na TV, nas redes sociais etc, como se de informações se tratasse. É desastroso perceber que a expressão: "vi na internet" é argumento de fidedignidade da informação e senso crítico de quem "viu". "Viu", nas não ligou para as fontes, não se apercebe a que responde quem escreveu e/ou divulgou, não sabe quando, onde nem porque. O escrito, repetido ou emitido por um âncora de TV, por exemplo, tem uma poderosa força de penetração nas mentes desavisadas ou mal intencionadas que mereceria muito estudo. Pior ainda é o ensino, crivado de omissões,erros de interpretação, mentiras deslavadas, que não são gratuitos, mas que permitem a enunciação de conhecimento elaborado, de ciência, como se de algum rigor fosse depositaria. Os posts de II dos últimos dias atestam a nossa irreversível (conotação que eu dou a essa sociedade de representação) realidade, pelo menos na sociedade de maneira geral.

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  2. Chaplin13.11.15

    É isso mesmo. Quem detêm a propaganda, controle da moeda ou a informação privilegiada, domina e edita o mundo ao seu bel prazer...

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