31 março 2015

GermanWings: caso fechado

O caso do avião da GermanWings pode ser considerado fechado.
Duas as certezas:
  1. os mortos estão realmente mortos
  2. as causas reais do acidente nunca serão conhecidas.
Depois há alguma dúvidas, mas a comunicação mainstream têm activamente trabalhado para eliminar estas pequenas arestas:
  1. o avião está "praticamente intacto".
  2. "milhares de fragmentos do avião e partes de corpos humanos estão espalhados na encosta da montanha".

30 março 2015

Conhecimentos e galinhas

Então: mudamos?
Sim senhor: vamos acabar com o tríptico "Reflexões inúteis mas escritas como se fossem coisas com muita pinta". Hoje mudamos.

Mas como? Simples. Muito simples mesmo.
Só uma coisa: não tudo duma vez só, não estamos preparados.

Fomos criados e crescidos com uma única forma de pensar: não estamos habituados a mudar, não faz sentido passar de 8 para 80 de repente. Devagarinho. Começamos com pequenas coisas.

Vou repetir algumas partes de quanto escrito há quatro anos em "O que podemos fazer?".

Informação e curiosidade

Temos que ser curiosos e também humildes. Entender que o que sabemos é apenas uma parte da verdade: há muitas outras verdades lá fora que estão à nossa espera. A informação é a única maneira para poder formar uma ideia de forma consciente e ponderada. Sem informação, o máximo que podemos fazer é repetir as coisas ditas por outros, como um eco.

Onde informar-se? Na internet, por exemplo. Nem temos que gastar um dinheirão nos livros.

28 março 2015

Como mudar de vida

Num outro artigo vimos qual a situação: não é vida.
E agora: Como mudar de vida? Nada menos...

Mas a pergunta qual lógica consequência parece ser mesmo esta: o que podemos fazer para mudar?

Pena: a pergunta está errada. Para ser honestos, tem que ser dividida em dois:
  1. o que podemos fazer?
  2. o que queremos fazer?
E não é a mesma coisa.
Seriamente: é mesmo preciso que um blogueiro, um fulano que o Leitor nunca viu na vida toda, lhe explique como melhorar a sua vida? Claro que não. É como comprar um daqueles livros de auto-ajuda: escrito bem, com observações inteligentes e bons conselhos. Acabado o livro, somos os mesmos dantes. E não poderia ser diversamente: tudo só pode partir de nós.

Pelo que, a primeira pergunta até é inútil: o que podemos fazer? Tudo, meus amigos, tudo, não há limites. Não há limites de idade, de sexo, de cultura, nem de dinheiro: podemos fazer tudo. E acreditem: "tudo" significa isso mesmo. Os únicos que põem limites somos nós. E, de facto, o problema surge com a segunda pergunta, que depois é a mais importante: "o que queremos fazer?" significa na realidade "o que estamos disposto a fazer?". A resposta? Estamos dispostos a fazer pouco, muito pouco.

27 março 2015

Não é vida

Pensamos nisso: o que é melhor para uma empresa? Um cidadão feliz ou um cidadão infeliz?

A resposta parece óbvia: todas as publicidades são construídas para que o consumidor possa alcançar a felicidade, com a satisfação das suas exigências, autênticas ou induzidas. Mas para que o consumidor possa alcançar este estádio de "felicidade", é preciso que parta dum estado de "infelicidade": deve sentir a necessidade de algo, algo que lhe falta.

Eis portanto a resposta correcta: o ideal para o mercado é um cidadão infeliz, que precisa de comprar.
Mas ainda antes do que isso é preciso que o consumidor interprete a felicidade como algo que pode ser obtido simplesmente gastando dinheiro.

Na prática: o mercado precisa de pessoas infelizes e bem pouco inteligentes.
E o que tem o mercado? Exactamente isso: idiotas tristes.

26 março 2015

Ops! (Update voo Germanwings)

Olá pessoal!

Peço desculpa por não ter publicado nada hoje, mas o que se passa é o seguinte: na verdade já escrevi e apaguei 3 artigos. O assunto? O acidente do avião da GermanWings.

Aparentemente já foi encontrado o culpado: o copiloto que decidiu suicidar-se matando também todas as pessoas no avião. Ámen.

Mas talvez as coisas não sejam tão simples. Tranquilos, não é a tentativa de criar um caso onde o caso nem existe; sei que por vezes é mais simples criar monstros de que aceitar a monstruosidade que mora em nós.

Só que há notícias que estou a controlar, o que não é nada simples.
Para já: na área do acidente havia uma exercitação militar. Algo que nenhum órgão de comunicação reporta.

Amanhã, com calma, ponto da situação.
Como dizem nas autoestradas: pedimos desculpa pelo incómodo, prometemos ser breves.

25 março 2015

Publicidade e saúde

A publicidade evolui com o passar do tempo. Adapta-se e o que hoje é considerado normal, amanhã pode horrorizar. O problema é que "hoje" não temos o conhecimento do "amanhã", pelo que tomamos como bons conselhos que no futuro poderão ser não apenas ultrapassados ou fora de moda como também perigosos.

Mas, por enquanto, não passam de inocentes publicidades, regularmente utilizadas por empresas privadas cujo objectivo é vender. Isso acontece agora assim como acontecia no passado.

 photo 69.jpg
Normal, no final de 1800, aconselhar pílulas de cocaína para a dor de dente. Vendidas nas farmácias, prometiam "tratamento instantâneo". E provavelmente funcionavam...

Alarme Portugal: a Monsanto mata

Uma notícia sinalizada por um Leitor Anónimo (que agradeço), acerca do glifosato (o Roundup da Monsanto), que reporto na integra:
As organizações da Plataforma Transgénicos Fora transmitiram esta quarta-feira a sua preocupação após a declaração da Agência Internacional do Cancro que aponta para a possibilidade de o herbicida "mais vendido em Portugal", o glifosato, causar aquela doença.

"A Organização Mundial de Saúde, através da sua estrutura especializada - a Agência Internacional para a Investigação sobre o Cancro [IARC] -, declarou o glifosato (junto com outros pesticidas organofosforados) como 'carcinogénio provável para o ser humano'", alerta um comunicado da Plataforma, que reúne 11 entidades não-governamentais das áreas do ambiente e agricultura.

A teoria gender: o NKK

Harald Eia é um comediante bem conhecido na Noruega por causa do seus monólogos satíricos,
acompanhados por uma licenciatura em Ciências Sociais.

Quando a televisão pública norueguesa, desempenhando as suas funções de serviço público e social, lhe encomendou uma série de documentários sobre as ideologias "progressistas", nasceu o programa Hjernevask ("Lavagem cerebral"). O primeiro episódio de Hjernevask foi uma espécie de missa fúnebre das ideologias gender nos Países nórdicos.

Antes de proceder: o que é a teoria gender?

A teoria gender

Tradicionalmente, os indivíduos são divididos em homens e mulheres com base nas suas diferenças biológicas. Geralmente, as pessoas identificam sexo e género como uma coisa só. Os estudos gender, pelo contrário, propõem uma subdivisão no plano teórico-conceitual:

24 março 2015

Operação Salvemos um Cardeal

Informação Incorrecta lança a Operação Salvemos um Cardeal, um acto humanitário que visa
socorrer uma pessoa em grandes dificuldades.

A pessoa em questão é Tarcisio Bertone, o Cardeal que nos últimos anos foi obrigado a enfrentar provas cada vez mais duras:
  • em 2013 perde o título de Secretário de Estado Emérito.
  • em 2014 perde o título de Camerlengo.
  • em 2015 a prova mais difícil: a reestruturação do seu apartamento.
E é mesmo aqui que Informação Incorrecta, com os seus Leitores, pode intervir. Se nos casos anteriores é a lei do Vaticano que manda, a reestruturação da casinha de Tarcisio oferece uma óptima ocasião para uma corrida de solidariedade que visa devolver a felicidade ao coração deste infeliz. Vamos ver as razões.

Tarcisio, como talvez alguns saibam, mora em condições precárias: no topo dum prédio velho (é do 1932), ao lado duma igreja ainda mais velha (S.Pedro), num País tão pequeno que nem espaço para mulheres há. Mais azar ainda: Tarcisio mora ao lado do seu ex-patrão, tal Francesco, um imigrante argentino com o qual nunca se deu muito bem.

23 março 2015

Publicidade e mulheres

Como a publicidade considerou as mulheres ao longo das décadas?
Bem, sem dúvida. Sobretudo considerando as deficiências típicas do género.
Por exemplo, as falhas psicológicas:
 photo 23.jpg
Não é divertido viver com uma mulher com "nervos"

O Estado Islâmico

O que é o ISIS? Como funciona, como é organizado? Como vivem as pessoas?

Afirma-lo com certeza não é simples: a maioria dos que eram contrários (cristãos, yazidis, xiitas, etc.) ou foram mortos ou conseguiram fugir. Os testemunhos são sunitas, da única corrente islâmica permitida no interior do "Califado", ou alguns dos poucos curdos que ainda vivem no Norte do País.

O diário inglês The Independent entrevistou algumas pessoas que viveram no "Califado", um País bem estranho, onde as mulheres não têm permissão para sair de casa sozinhas, onde os yazidis são comprados e vendidos como escravos, onde as decapitações, amputações e flagelações são a norma.

22 março 2015

O Holocausto - Parte III

Câmara de gás
E passamos ao assunto mais "sentido" quando o tema for o Holocausto: as câmaras de gás e os fornos crematórios.

Até agora vimos que os campos de concentração existiam e que eram muito importantes para a economia de guerra da Alemanha. Vimos também como as vítimas da repressão nazi fossem não apenas os hebraicos mas outras etnias e camadas sociais. Vimos até que em alguns campos eram utilizadas medidas cruéis: o comunicado emitido no final de Janeiro de 1943 pelo general das SS Richard Gluecks, que responsabilizava pessoalmente os comandantes dos campos "por eventuais deficiências que levariam a comprometer as forças físicas dos detidos", e as declarações de Himmler, em 1943, que lamentava a morte de prisioneiros russos que poderiam ter trabalhado, são uma indirecta mas clara confirmação disso.

20 março 2015

ISIS: os atentados no Yemen

Pergunta José Burgos:
Estado Islâmico reivindica atentados a mesquitas xiitas que mataram ao menos 142 no Iêmen é verdade ou mais uma tentativa de desestabilizar e criar o clima de guerra entre os muçulmanos?
Boa pergunta. Nos últimos dias parece ter havido um "salto de qualidade" na ofensiva do ISIS.
Duas mesquitas em Sana'a, a capital do Yemen, sob o controle do movimento xiita Houthi, foram atacados por homens-bomba que fizeram-se explodir durante as orações da Sexta-feira.

O resultado é particularmente grave: quase 150 mortos e centenas de feridos. Dois outros atentados em Sa'dah, um reduto dos xiitas, fizeram pelo menos 16 vítimas.

FBI: como construir um terrorista

Sami Osmakac tinha preparado tudo: um carro-bomba, seis granadas, um colete embutido de
explosivo e algumas armas, entre as quais um AK-47.

Depois tinha gravado um vídeo também: 8 minutos com a promessa de vingar a morte dos irmãos muçulmanos caídos no Afeganistão, Iraque, Paquistão e em todas as outras partes do mundo.

Nada de verdadeiramente original: "Olho por olho, dente por dente, uma mulher para cada mulher, uma criança para cada criança".
O costume.

O plano era entrar no pub irlandês em Tampa para depois seguir até o casino local. Aqui, Sami teria tomado alguns reféns antes de fazer-se explodir com a chegada da polícia.

Só que algo correu mal, Sami foi interceptado e condenado, no passado dia 26 de Novembro, a 40 anos de prisão pelo tribunal de Tampa.

Até agora nada de estranho.

19 março 2015

Israel: atómicas contra a Alemanha

O diário Times of Israel reporta um artigo de opinião assinado por Chen Ben-Eliyahun.

No artigo de opinião, publicado na passada Terça-feira dia 10 de Março, o autor afirma que só com a destruição nuclear do Irão e da Alemanha os israelitas podem impedir a destruição do seu Estado.
Se Israel não proceder à maneira do Deus da Bíblia, receberá uma punição pesada com desgraça e destruição quase total, só alguns serão salvos.
Uma das questões de israel é lembrar os crimes de Amalek, a tribo que na Bíblia representa a pura maldade e que os judeus têm de destruir. Entre os descendentes de Amalek estão os líderes iranianos, o Aiatolá Ali Khamenei, o ex-presidente Mahmoud Ahmadinejad e do actual Presidente Hassan Rouhan.

O atentado na Tunísia

Ontem ataque terrorista na Tunísia.
Objectivo: os turistas que visitavam o museu do Bardo.
Resultado: 21 pessoas mortos, 18 turistas e 3 tunisinos entre os quais um polícia e dois terroristas.

Poucos dias atrás, no passado 15 de Março, tinha sido divulgado um vídeo em um membro do ISIS da Síria convida "os irmãos na Tunísia" a agir. O vídeo, obviamente, tinha a assinatura do Site de Rita Katz. E, perante a falta de reivindicações do atentado, eis a simpática Rita que explica: Se o ataque estivesse ligado ao ISIS não teria nascido do nada". O que significa: "Viram? Os nossos vídeos batem certos, como sempre".

Na verdade, até agora não há nenhuma ligação evidente entre o atentado e o ISIS, apesar desta eventualidade não surpreender. Os dois terroristas mortos são Yassine Laabidi, de Ibn Khaldoun, e Hatem Khachnaoui, nativo de Kasserine. Mais uma vez, um dos elementos era conhecido, como confirma o Primeiro Ministro Habib Essid: Yassine Laabidi era não apenas conhecido como também seguido pelos serviços de segurança.

18 março 2015

Grécia: os cinco mitos

Enquanto Tsipars, Tpiras ou Tripas já anunciou que as promessas feitas durante as eleições devem ser "congeladas" (mas o partido no governo não fica "congelado": aprendem depressa os rapazes...), nós vamos gastar um par de palavrinhas acerca da Dívida grega.

É preciso pois nos últimos tempos circulam ideias bastante esquisitas acerca disso. Estas ideias, activamentes reforçadas por políticos de nível europeu e pelos órgãos de comunicação mainstream, transmitem uma imagem muito falseada acerca do que se passa em Atenas.

Vamos ver quais as razões.

A Cobra e o Pavão

Esta é uma história antiga de séculos:
Um dia, um jovem chamado Adi o Calculator, porque tinha estudado matemática, decidiu deixar Bukhara e sair em busca dum maior conhecimento.
O seu professor aconselhou-o a viajar para o sul, e disse: "Procura o significado do pavão e da Serpente". Isso deu ao jovem Adi material para reflectir.

Ele cruzou o Khorassan e, finalmente, chegou ao Iraque, onde, para sua surpresa, se deparou com um pavão e uma cobra.

Adi começou uma conversa.
"Estamos discutindo os nossos respetivos méritos", disseram eles.
"É exatamente o que eu quero estudar", disse Adi. "Continuem, por favor."
"Eu considero ser o mais importante", disse o pavão. "Represento a aspiração, o impulso para o céu, a beleza celestial e, portanto, o conhecimento das realidades mais elevadas. A minha missão é lembrar ao homem, através da mímica, os aspectos do seu ser que estão escondidos".
"Para mim", disse com voz um pouco sibilante a cobra "eu represento exactamente as mesmas coisas.
Como os seres humanos, estou ligado à terra. Ajudo-o, portanto, a lembrar-se de si mesmo. Como ele sou flexível quando avanço no terreno rastrejando. Ele muitas vezes esquece disso também. Por tradição, sou o guardião dos tesouros enterrados nas profundezas da terra".

Netanyahu, o humorista

Muitas pessoas afirmam que uma enorme conspiração judaica, fundada por ricos judeus com ideias próxima da Esquerda e que vivem fora de Israel, está a manipular as pessoas através dos meios de comunicação, controlados pelos sionistas.

O objectivo desta conspiração é derrubar o governo e realizar políticas que vão contra a vontade e os interesses da população.

Os Protocolos dos Sábios de Sião? Não, aquela é coisa velha e depois dizia coisas um pouco diferentes. Aqui falamos de actualidade. Em particular, falamos do Primeiro-Ministro israelita Benjamin Netanyahu.

Até hoje, Netanyahu pareceu-me uma pessoa antipática, com tiques nazis, um verdadeiro criminoso. Mas hoje li um post dele no Facebook e fez-se luz: Netanyahu é um gajo divertido, com um senso do humor particularmente refinado e atrevido. Se viesse em tournée nos arredores, até pagaria para vê-lo.

17 março 2015

As culpas dos outros

Entre os vários problemas que estão na base de qualquer mudança, um é particularmente subtil e
perverso: a falta de autocrítica.

Não é possível mudar sem olhar para o espelho e reconhecer...o quê?
Uma coisa tão simples, tão banal, que tendemos a esquece-la: somos iguais aos outros.
Todos iguais, não há excepção. E esta igualdade tem que ser lembrada e aplicada em todos os campos.

Em princípio, todos concordamos com esta ideia. Mas só em princípio.
Depois entramos em áreas onde, por alguma estranha razão, de repente ficamos melhores. Quais são estas áreas? São aquelas que despertam as paixões. Tipicamente: o desporto e a política.

A Petrobras e o charco

Fui espreitar vários artigos acerca do escândalo Petrobras, algo que está a abalar o governo de Dilma no Brasil.

Trata-se, de facto, do maior escândalo que alguma vez eclodiu no País.

Não estou interessado nas manifestações de rua, nas paneladas das avenidas de S. Paulo. Esta é só a oposição que faz o trabalho dela. Mais interessante o que afirma Dilma:
Se em 1996 e 1997 tivessem investigado e tivessem naquele momento punido, nós não teríamos o caso desse funcionário que ficou quase 20 anos praticando atos de corrupção. A impunidade leva a água para o moinho da corrupção
Não sei se Dilma entende a gravidade das suas palavras. Está a dizer que ao longo de 2 governos Lula e 1 dela ninguém suspeitou, investigou ou reparou nas centenas de milhões que mudavam de bolso com a máxima tranquilidade. Vinte anos de sono profundo, enquanto numa empresa do Estado uma quantia impressionante de dinheiro era desviado. Pior a emenda do que o soneto? Não vinte meses, foram vinte anos...

16 março 2015

Ucrânia: a Solução Final

Matar russos? Olha que boa ideia!
Mas quantos? Muitos, muitos mesmo, até criar uma fila interminável de sacos pretos com cadáveres.

Isso é necessário para que os Estados Unidos consigam resolver a crise ucraniana. E ficam todos contentes: Washington, Kiev. Talvez um russos um pouco menos, mas sabemos que é difícil satisfazer todos.

Esta é a ideia de Robert Scales, General em repouso das Forças Armadas dos Estados Unidos, ex-comandante do U.S. Army War College, a escola de guerra de Carlisle (Pensilvânia), agora analista militar, comentador dos canais televisivos Fox News e NPR, articulista de Time Magazine, Professor da University of California, Berkeley, escritor.

Fukushima: 4 anos, 10 pontos

Passados quatro anos, qual o ponto da situação em Fukushima?

No artigo Fukushima: 7.000% vimos um dos problemas que afligem as operações de bonificação, mas qual a situação no geral?

Para já: continua a ser muito difícil reduzir a contaminação. Será um processo que vai durar por muitos anos. As (ex) central nuclear não estará completamente acessível antes do ano 2020, mas isso segundo as estimativas mais optimistas. Na verdade o programa da TEPCO, a empresa privada dona da usina e encarregada das operações pós-tsunami, avança mas com dificuldades, algumas das quais ainda para resolver. Previsões mais realistas apontam para um completo desmantelamento em 40 anos.

14 março 2015

A parte melhor? O intervalo.

Um cinema de terceira ordem na periferia, daqueles duma vez, com bancos de madeira, o rasto de luz que do projector parte o fumo da sala até chegar ao ecrã.

Parece de estar ainda lá. Um filme sem sentido, uma tragicomédia realizada com as sobras de outras películas. Só que o filme é a nossa realidade. Mas é tão mau que nem dá para acreditar.

A partir do dia 11 de Setembro de 2001 as coisas aceleraram: com uma regularidade impressionante, somos confrontados com eventos trágicos e ridículos. Não "trágicos ou ridículos", mas as duas coisas juntas.

Só alguns exemplos, em ordem casual: a morte de Bin Laden, o atentado de Madrid, aquele de Londres, de Boston, a Primavera Árabe, a "libertação" da Líbia, o ISIS, Charlie Hebdo. E agora a morte de Boris Nemtsov.

Os sentidos

Quanto sentimos?

Noutro dia, pensando ao período dos estudos, lembrei-me que ninguém me ensinou a sentir, isso é, a utilizar de forma apropriada os sentidos. Sim, havia as horas dedicadas à música, à arte. Mas sentir é algo mais abrangente.

A nossa sociedade tende a suprimir ou a reduzir fortemente determinados sentidos que, no passado, eram muitos mais utilizados. Por exemplo: o vento é um inimigo que traz frio e constipações, não um instrumento para cheirar o mundo em volta, algo que traz informações. E sabemos que uma vez o olfacto era mais apurado, pois tratava-se dum instrumento que nas idades mais antigas podia ter salvo a nossa vida (o cheiro dum predador).

Um exemplo ainda mais evidente é dado pelo céu: antigamente as estrelas indicavam a nossa orientação, o caminho, as horas e o passar das estações. Hoje quase ninguém olha para o céu, cúmplices as luzes da cidade que retiram um espectáculo maravilhoso.

13 março 2015

UFO: as primeiras imagens

...e para acabar a semana em alegria: UFO!

Criar uma fotografia de UFO é extremamente simples. Com a actual tecnologia é um trabalho de 2 minutos (ou ainda menos) ao alcance de qualquer pessoa com um computador. Todavia, conseguir eliminar todos os vestígios das intervenções digitais não é simples. Há especialistas nesta área que conseguem detectar as mais minúsculas imperfeições, ao nível de pequenos bytes fora do lugar.

Criar uma boa fotografia de UFO, que possa ultrapassar os exames mais rigorosos (os laboratoriais), não é nada simples. Peguem, por exemplo, no 99% das imagens presentes no Youtube: podem tranquilamente atira-las para o lixo.

E até poucas décadas a situação era ainda mais complicada, dado que a tecnologia digital estava disponível apenas para quem tivesse grandes recursos. Indo mais atrás no tempo, chegamos na altura em que o digital não existia. Significa isso que todas as imagens de UFO anteriores aos ano'70, por exemplo, são autênticas? Nem pensar. Na verdade, é possível criar falsos completamente analógicos e com bom aspecto.

Como criar um e-mail temporário

Como vimos num artigo anterior, é possível criar uma nova identidade para proteger a nossa
privacidade: por exemplo, perante páginas internet ou fórum que pedem muitos dos nossos dados.

Mas na maior parte dos casos, as inscrições (ou registações, os tais Sign Up) requerem unicamente um endereço de correio electrónico para enviar um link que deverá ser utilizado para concluir o processo. Esta, aliás, é a prática mais comum. Não devemos esquecer que os endereços de correio electrónicos são bens valiosos: há um inteiro mercado que funciona com a aquisição e a venda destes endereços.

O objectivo é óbvio: enviar publicidade não desejada, o assim chamado Spam, fenómeno totalmente descontrolado e bem pouco agradável.

12 março 2015

Fukushima: 7.000%

E Fukushima, como está? Tinham-se esquecido dela, não é? Mau. Pois Fukushima ainda lá está, com todos os seus problemas sem solução.

No final de Fevereiro, as equipas de limpeza tentaram mitigar uma imprevista crise na emissão de radioactividade: os sensores de monitorização relevaram um enorme aumento dos níveis de radiação na água que é drenada da central (o que resta dela) para acabar no oceano.

A Tokyo Electric Power Company (TEPCO), a empresa dona das instalações, afirma que os níveis de radiação atingiram entre 70 até 7.000 por cento dos valores considerados normais, o que tem provocado a imediata paragem das bombas de drenagem. A primeira leitura teve lugar por volta das 10:00 da manhã, hora local, no dia 22 de Fevereiro, accionando os alarmes não uma mas várias vezes.

O Holocausto - Parte II

Na primeira parte do artigo vimos alguns números. Mas é este um aspecto importante?

Afinal qual a diferença entre 6 milhões de judeus assassinados ou apenas 5 milhões? O Holocausto foi uma tragédia, mesmo que tivesse havido apenas um morto.

Em outro casos não adoptamos a mesma lógica. Por exemplo: no caso do 11 de Setembro ninguém vai controlar se os mortos foram 3.000 ou 2.900. Aceita-se o total de 3.000 para indicar um acto hediondo. Esta número, apesar de ligeiramente incorrecto, é não apenas aceite como também é suficiente para que as pessoas indaguem acerca dos acontecimentos.

No caso do Holocausto, pelo contrário, os números fazem a diferença. Como vimos também, são as mesmas fontes hebraicas que aumentam as vítimas, quase a reclamar uma supremacia entre as mortes. A explicação é simples: adoptando os números reais, a tragédia do povo judeu permanece tal (sempre tragédia é), mas não consegue ultrapassar em horror quanto sofrido por outros povos também. O Holocausto perde assim o título de "maior horror entre os horrores".

Como criar uma falsa identidade

Uma falsa identidade? Eis como.
Mas antes: por qual razão?

Razão simples: nada de ajudar os stalerks (tomem nota: a polícia empregaria menos dum minuto para descobrir a vossa verdadeira identidade caso utilizem este método), mas uma falsa identidade pode sempre ser útil quando o desejo for inscrever-se em serviços internet cuja confiabilidade e confidencialidade fazem surgir dúvidas.

Caso sejam pedidos itens quais nome, apelido, número de cartão de crédito ou mais ainda, eis que a falsa identidade pode dar jeito. Além disso, é uma óptima medida para evitar ver a nossa caixa de correio cheia de spam (os e-mail publicitários).

11 março 2015

UFO: os Clássicos - Roswell

Não é possível falar de UFO's sem falar de Roswell. Só que falar de Roswell é absolutamente inútil.

Um paradoxo? Aparentemente sim.
O facto é que Roswell é um caso "queimado". É provável que um dia será conhecida a verdade acerca deste episódio, mas até hoje foi publicado tudo e o contrário de tudo: teorias, contra-teorias, confirmações e desmentidas, acerca de Roswell há de tudo um pouco. Até temos um boneco submetido a uma autopsia, mesmo para não nada falte.

Seria possível notar como "queimar" um caso, torna-lo "inútil", seja uma óptima maneira para ocultar a verdade e afastar os curiosos. Esta pode ser uma explicação, mas de certezas no caso de Roswell não há muitas. E é uma pena, pois teremos que ficar na dúvida: o melhor caso da história ufológica ou uma cadeia de más interpretações e de erros?

O Holocausto - Parte I

O Holocausto aconteceu? E se sim: quem e quantos foram os mortos? E mais: o que é realmente o Holocausto?

Este é um assunto particularmente sensível: o Holocausto é um típico dogma da nossa sociedade. Não é possível falar dele sem reconhecer desde logo que aconteceu e sem concordar com a tipologia e o número das vítimas.

Em alguns Países até existem leis que proíbem a negação.

Estas leis existem na Alemanha, na Áustria, na França e na Bélgica.
Em outros Países é punida a negação dum qualquer genocídio: Portugal, Espanha e, obviamente, israel.

A existência de tais leis constitui já por si um paradoxo: quais regimes proíbem a livre discussão acerca de determinados assuntos? Tipicamente os regimes ditatoriais ou nazi-fascistas. Portanto: para demonstrar a brutalidade dos regimes nazi-fascistas, é implementada uma medida tipicamente nazi-fascista.

10 março 2015

Arte e ridículo: Jonas Tarm

Do diário Público, copio e colo pois nem vale a pena mexer nisso...
A direcção da New York Youth Symphony (NYYS) cancelou a antestreia de uma peça de um jovem compositor no prestigiado Carnegie Hall, em Manhattan, quando se apercebeu de que esta dava a ouvir um excerto de um célebre hino nazi.

O concerto da orquestra nova-iorquina, que apoia compositores e instrumentistas com menos de 22 anos, estava previsto para domingo e destinava-se a chamar a atenção para a obra de Jonas Tarm, de 21 anos, um músico americano de origem estónia.

Italia: melhor legalizar a Marijuana

É do passado dia 7 de Março a notícia segundo a qual Estado se rende perante o fenómeno das drogas leves. A Direcção Nacional Anti-Mafia (DNA) descreve a situação preto no branco: chegou a hora de legalizar.

Num relatório de seis pastas, a DNA afirma que, embora foram empregados em 2014 "enormes recursos humanos e materiais" para combater o fenómeno, foram colocados no mercado 3.000.000 de quilogramas de cannabis, incluindo haxixe e marijuana. Traduzido, isso dá cerca de 200 doses por cada italiano.

Estamos a falar de algo como 10 biliões de doses, comercializadas a cada ano.
Com os recursos actuais não é viável nem desejável não só empregar mais recursos e homens na frente anti-droga entendida em sentido global, incluindo todas as drogas, mas nem é pensável deslocar mais ​​recursos no interior da mesma frente, ou seja, do combate ao tráfico de drogas [pesadas, ndt] para o combate do tráfico das drogas leves. Em definitiva, seria um grotesco nonsense.

As previsões para 2015-2025: Stratfor

Como será o mundo dos próximos 10 anos?
Eis um tema interessante.

Bom, na verdade haveria outros assuntos dignos de nota. Por exemplo: um dos irmãos Kouachi (Charlie Hebdo, lembram-se?) era praticamente cego. Ou ainda: o dinheiro pago aos killers de Boris Nemtsov tinha passado por empresas de contractors dos Estados Unidos.

Mas estes são pormenores: o futuro é sempre algo mais fascinante, sobretudo quando quem faz as previsões for uma empresa conceituada.

Neste caso, a "conceitualidade" pertence à Strategic Forecasting, Inc., ou mais simplesmente Stratfor,  empresa americana fundada por George Friedman, cientista político e escritor dos Estados Unidos. E não é uma empresa qualquer: Friedman rodeou-se de especialistas com provas dadas no terreno, quais ex-oficiais do Comando Operações Especiais do exército americano, ex-oficiais dos SEAL, executivos de empresas de espionagem, especialistas financeiros...enfim, um bom grupo, sem dúvidas.

Portanto: quais as previsões até 2015? Vamos ler.

09 março 2015

Sondagem: os resultados

Acabou a sondagem!
Então vamos ver os resultados:


Bom, em primeiro lugar: muito obrigado a todos os Leitores que participaram.

Consideração: mais de 2.000 Leitores por dia, com picos de 3.000, e apenas 155 votos numa semana de sondagem. Isso significa que votaram 5% de todos os Leitores. Pergunta demasiado complicada? Foi pedido um esforço excessivo? Ou responder era perigoso? Nem numa miserável sondagem participamos para nós conhecer melhor e depois queremos mudar o mundo? Tá bom tá...

Mas o que dizem os resultados? Ora bem: os resultados confirmaram o meu medo. A maioria absoluta dos Leitores (65%) está doente: não consegue sair dos clássicos rótulos Direita-Esquerda-Centro. Uma pena.

A seguir, eis o grupo no qual fica também o autor do blog: "Nenhuma". Esta, obviamente, é a categoria dos sábios.

Depois temos 16% que admitem ser Anarquistas (Leitores não propriamente sábios mas lá perto vamos), 12% Ambientalista/Animalistas (mesma consideração), 9% "Outra". O que raio é esta "outra"? Não faço ideia.

Para acabar, 5% esperam o regresso do Rei. E aqui deveria ter divido a pergunta em duas partes: monarquia constitucional ou absoluta? A diferença é profunda e fica a dúvida.

Como autor do blog, fico muito satisfeito pelo facto dos Leitores apresentarem várias orientações políticas: ser apenas um blog "de Esquerda" ou "de Direita", por exemplo, seria bastante deprimente. Desta forma, pelo contrário, é possível confrontar vários pontos de vista, o que é objectivo principal de Informação Incorrecta.

E fico ainda mais satisfeito em observar que um bom 20% respondeu "Nenhuma", pois outro objectivo é ir além da actual "rotulagem" partidária.

Mais uma vez: obrigado a todos os que participaram :)


Ipse dixit.

Como escrever um bom post

Após 5 anos de blog (e muitos mais de internet), eis o que aprendi: truques e regras de base para
todos os Leitores que têm uma página web. E não são poucos.

Tanto para sermos claros: este não é um guia para aumentar de forma exponencial o número de Leitores.

Para isso são precisas escolhas diferentes, quais um assunto extremamente popular, uma organização do conjunto artigos-layout-elementos multimedias-links particular e, sobretudo, máxima atenção às regras que determinam o funcionamento SEO e SERP.

Mas não há nada de mal em aumentar o número dos Leitores. Aliás, se a ideia for trocar opiniões, quanto mais forem os Leitores tanto mais serão os pontos de vista alcançados. O importante é decidir se escrever apenas para os Leitores (isso é, seguindo unicamente os gostos deles e as regras SEO/SERP) ou se escrever para todos, autor incluído. O nosso é o segundo caso: então nunca o blog será uma fonte de rendimento económico mas sim de enriquecimento pessoal.  

1. Ideia!
A ideia de escrever um artigo pode ocorrer a qualquer momento, mesmo quando não estamos no computador. Por isso, convém tomar nota das ideias que passam pela cabeça para não esquecê-las. Com um smartphone é possível utilizar um aplicativo como Evernote para tomar notas e planear o trabalho.

Dito entre nós: esta é uma coisa que nunca faço, mas fica bem dizê-la, dá a ideia dum Max sempre atento e à procura da melhor inspiração.

2. Atitude
O autor dum blog não tem a verdade no bolso. Por isso, escrever sabendo que podemos errar e, sobretudo, respeitando sempre as opiniões de quem comenta o nosso trabalho. Mesmo que sejam opiniões completamente disparatadas, nunca insultar uma pessoa, não temos este direito (assim como ninguém tem o direito de nos insultar, óbvio).

Como costumo dizer: criticar é perfeitamente lícito, desde que no fim admitam o vosso erro :)

08 março 2015

Poder e obediência - Parte II

A chave para entender os resultados da experiência de Milgram tem um nome: heteronomia.

Palavra de origem grega, a heteronomia indica uma condição na qual um sujeito (que é individual mas pode também ser colectivo) actua recebendo "de fora dele" as regras e as razões da sua acção; portanto atribui a culpa, a responsabilidade, a vergonha etc. a outros, não a si mesmo.

Ficção científica? Manipulações mentais da CIA? Nada disso: um comportamento perfeitamente humano, fruto dum condicionamento social muito antigo, que quase faz parte do nosso DNA.

Na experiência de Milgram, é presente uma autoridade reconhecida, neste caso o experimentador (aquele que coordena a experiência), ao qual os sujeitos (os "professores", que subministram os choques) atribuem a culpa e as consequências das suas acções. Os sujeitos, portanto, exploram a presença da autoridade para abdicar temporariamente das suas normas éticas, das consciências, e actuam porque não se consideram responsáveis, uma vez que limitam-se a obedecer às instruções recebidas de uma autoridade.

07 março 2015

UFO: os Clássicos - Kenneth Arnold e os foguetes-fantasma

A ufologia moderna começa no dia 24 de Junho de 1947 com a experiência de Kenneth Arnold.
Todavia, já no ano anterior alguns fenómenos tinham atraído a atenção dos diários, algo que ficou conhecido como os foguetes-fantasma.

Apesar de ser pouco conhecido, o evento dos foguetes-fantasma é importante porque representa um acontecimento que, como o caso dos Foo Fighters, teve centenas (aliás: milhares) de testemunhas e teve um discreto impacto na sociedade, que só não foi mais forte por via dos desenvolvimentos pós-bélicos.

Os foguetes-fantasma

07 de Setembro de 1946
Os foguetes-fantasma foram observados sobretudo entre Fevereiro e Dezembro de 1946 nos céus da Suécia, dos Países vizinhos, na Grécia, na Italia, na Bélgica, na Jugoslávia e em Portugal.

Os primeiros episódios aconteceram na Suécia, durante o inverno 1944-45, mas não provocaram clamor porque, dado os eventos bélicos, pensava-se tratar-se duma nova arma, provavelmente um V3 nazista. Todavia, algo não batia certo e o governo da Suécia (País neutral) decidiu instalar uma rede de observação: os objectos não caiam explodindo e em alguns casos eram capazes de manobrar.

No total (até 1946) foram relatados 16 mil episódios (200 com observações radar também), a maior parte dos quais explicáveis: o pico das observações em 1946 verificou-se principalmente à noite e entre os dias 9 e 16 de Agosto, coincidindo assim com os meteoritos das Perseidas.

No entanto, sobravam 5.890 casos sem explicação: durante o dia, sem chuvas de meteoros, objectos com trajectórias e até formas não compatíveis com os dum meteoro. Foi proposta a possibilidade de lançamentos de mísseis V1 e V2 do ex-Reich por parte da União Soviética, possivelmente a partir da base de Peenemünde (na Alemanha).

06 março 2015

O urânio, as crianças e o silêncio

É o silêncio.

As autoridades norte-americanas admitem ter usado 320 toneladas de urânio empobrecido, números contestados pela fundação Laka de Amsterdam que estima a quantidade real mais perto de 800 mil toneladas, lançadas no Iraque durante a guerra de 1991 e 1.200 toneladas durante a invasão de 2003.

Em 1991, o exército norte-americano lançou quase um milhão de bombas de urânio empobrecido em três dias contra os soldados iraquianos em retiradas e milhares de refugiados ao longo das estradas perto de Bassora.

O resultado? Rapidamente, algumas áreas do sul do Iraque tiveram um aumento anual de 350% dos casos de leucemia, deficiências imunológicas, cataratas e disfunções renais. As estatísticas oficiais mostram que antes da eclosão da primeira Guerra do Golfo, em 1991, a taxa de casos de câncer era de 40 por cada 100.000 habitantes. Em 1995 tinha subido para 800 por 100 mil e, em 2005, dobrou para pelo menos 1.600 pessoas por 100.000.

Poder e obediência - Parte I

Stanley Milgram foi um psicólogo que conduziu a experiência dos pequenos mundos (a fonte do
conceito dos seis graus de separação) e a Experiência de Milgram sobre a obediência à autoridade.

Esta última pretendia avaliar de que forma é que os indivíduos observados tendem a obedecer às autoridades, mesmo que estas contradigam o bom-senso individual.

Em 1964, Milgram recebeu por este trabalho o prémio anual em psicologia social da American Association for the Advancement of Science. Os resultados da experiência foram apresentados no artigo Behavioral study of obedience no Journal of abnormal and social psychology e, posteriormente, no seu livro Obedience to Authority: An Experimental View de 1974.

A experiência

Os participantes da pesquisa foram recrutados através dum anúncio num jornal local e através de convites enviados a endereços obtidos a partir da lista telefónica. A amostra era composta por pessoas entre 20 e 50 anos de idade, do sexo masculino, de várias camadas sociais. Foram informados que teriam participado, com recompensa, num experimento sobre os efeitos da memória e da aprendizagem.

05 março 2015

UFO: os Clássicos - Foo Fighters

E começamos a tratar da questão UFO. Algo tinha sido já dito no passado (links no fundo do artigo), mas agora tentamos construir um discurso mais completo.

A ideia não é responder à pergunta "O que são os UFOs?", pois actualmente ninguém tem esta possibilidade. Mais simples (por assim dizer) é estabelecer se o fenómeno UFO exista ou não: após quase 70 anos de Ufologia moderna, responder é possível.

Os adeptos dos UFOs ficarão desiludidos com algumas das consideração que irão aparecer nesta série de artigos. O problema é que a Ciência oficial decidiu ignorar (oficialmente) o assunto e este facto deixou abertas as portas para vagas intermináveis de dementes que utilizam vários meios (em primeiro lugar Youtube) para espalhar toneladas de autêntico lixo sobre o assunto. Até o ponto que qualquer pessoa que deseje seriamente informar-se tem boas possibilidades de ficar com uma ideia totalmente errada do fenómeno.

Haiti após o terremoto - Parte II

Hoje a polícia de Haiti é treinada pela empresa militar de segurança privada DynCorp, obviamente
dos Estados Unidos.

Em Abril de 2013, a DynCorp "ganhou" um contracto de 48.6 milhões de Dólares do US State Department’s Bureau of International Narcotics and Law Enforcement Affairs para um período de um ano com três opções de um ano casa uma para a inclusão dos seus alunos na força de polícia das Nações Unidas que operam em Haiti.

Mas o MINUSTAH parece cada vez mais uma força de ocupação e não um peacekeeping ("manutenror de paz"). Desde o início da suas operações, a missão das Nações Unidas tem actuado para reprimir os partidários do Fanmi Lavalas (de Esquerda) e recentemente atirou com munições verdadeiras (não de borracha) contra os manifestantes.

Durante estes dez anos, a MINUSTAH atingiu um recorde de violações dos direitos humanos, que incluem execuções extra-judiciarias, violência sexual contra homens, mulheres e crianças e repressão de manifestações políticas pacíficas.


Caso Nemtsov: as pistas tchetchena e ucranianas

Algo começa a emergir das investigações sobre a morte de Boris Nemtsov em Moscovo.

Ao que parece, os assassinos foram no mínimo dois e Nemtsov não teria sido morto na ponte perto do Kremlin.

Um dos killers já tem nome: Aslan Alkanov. Alkanov foi encontrado morto no dia 28 de Fevereiro, aparentemente suicida no quarto do hotel onde havia também um computador portátil e alguns documentos.

Alkanov fazia parte do grupo extremista islâmico-tchetcheno Doku Umarov, destruído em 2014. Após o desaparecimento do grupo, Alkanov teria começado a trabalhar como assassino pago por terceiros: tinha chegado em Moscovo via Ucrânia há pouco.

04 março 2015

Haiti após o terremoto - Parte I

Às 16:53 do dia 12 de Janeiro de 2012, um terremoto de magnitude 7 investiu Haiti, um dos Países mais pobre do Mundo, provocando, no mínimo, 230.000 mortos.

Particularmente atingida foi a capital, Port-au-Prince: todos os hospitais foram destruídos, a sede do Parlamento, vários Ministérios, escolas, o aeroporto. Uma situação catastrófica.

Após 5 anos, a situação em Haiti ainda não está normalizada. E isso apesar de todas as ajudas internacionais. Aliás: Haiti é a melhor demonstração de como, em muitos casos, as ajudas sejam uma burla. Para onde foram os fundos?

Como qualquer bom neoliberal, também Bill Clinton sabe que não se deve desperdiçar uma crise: então o terremoto de Haiti representou uma boa ocasião. Nos quatro meses seguintes ao terremoto, formou a Comissão Interina para a Reconstrução do Haiti (CIRH), um grupo de empresários e funcionários dos Países da MINUSTAH (a Missão das Nações Unidas para a estabilização no Haiti, uma missão de criada pelo Conselho de Segurança das Nações Unidas em 2004 para restaurar a ordem na ilha, após um período de instabilidade e a deposição do presidente Jean-Bertrand Aristide), que concordaram em fornecer tropas e/ou dinheiro.

Oriente Médio: o Tempo não pára

Então, vamos ver: uma bactéria altamente infecciosa e potencialmente mortal fugiu dum laboratório da Louisiana, nos Estados Unidos; há rachaduras numa central nuclear da Bélgica com saída de material contaminado...tudo normal, nada de interessante.

Ah, aqui está: Benjamin Netanyahu foi nos EUA, quase não convidado, a falar perante o Congresso contra as negociações com o Irão.

Acusações duras, às vezes quase surreais, contra eventuais acordos sobre o nuclear iraniano nas negociações em curso em Montreaux, na Suíça, e contra toda a abordagem de Obama em direcção ao Irão. E o simpático Barack nem quis encontra-lo.

Isso sim é interessante, porque a viagem de Netanyahu em Washington tinha sido organizada pela AIPAC (a mais poderosa das lobby judeu nos EUA). Tinha sido a AIPAC a proporcionar o convite dos Republicanos (não da Administração) com duas finalidades: as eleições de Março em israel (um discurso perante o Congresso com tanto de ovação de pé é sempre boa publicidade) e a tentativa extrema de intervir pesadamente nas negociações para o nuclear iraniano.

03 março 2015

Ciência: o tabu da vida e dos Ufo

Vida extraterrestre (nas nossas imediações) e fenómeno UFO representam um tabu para a
comunidade científica. Os pesquisadores oficiais estão relutantes a discutir abertamente os dois assuntos, enquanto no geral ambos são ou ridicularizados ou simplesmente ignorados.

Embora o público esteja particularmente interessado no assunto, a comunidade científica parece evitar cuidadosamente o tema através de um silêncio auto-imposto, não importa quão forte possa ser a evidência.

O negacionismo da maioria dos cientistas, de que a vida extraterrestre não pode existir nas nossas vizinhanças imediatas assim como o ainda mais controverso fenómeno UFO, parece ser uma regra não escrita que deve ser seguida como uma espécie de dogma. Paradoxalmente, esta é uma atitude completamente oposta à da investigação científica, que necessita de curiosidade, honestidade intelectual e pesquisa, muita pesquisa.

Sondagem: qual a Sua orientação política?

Nova sondagem!

Ora bem, vamos conhecer-nos melhor.
Quem somos? Quantos somos? Quando partimos? Ou melhor: qual a nossa orientação política?

À direita podem encontrar as perguntas com as relativas respostas. Ok, não estão presentes todas as orientações possíveis, mas as principais sim.

Quem pode votar? Todos! E os votos são anónimos. Já fizeram login com Google? Então terminem a sessão para estarem mais tranquilos (obviamente, mesmo com login efectuado eu não posso saber quem e o que votou, as sondagens de Google são sempre anónimas para o blogueiro).

Quem matou Boris Nemtsov?

Passaram alguns dias, tanto para tentar perceber algo mais, mas nada. Não há novas pistas e a
pergunta fica: quem matou Boris Nemtsov?

Com os tempos que vivemos, qualquer hipótese é válida. Então afirmar quem foi o assassino é impossível, por enquanto. A importância do crime é evidente, tal como a cena do crime: a poucas centenas de metros do Kremlin, óbvio o significado simbólico da escolha.

Vladimir Putim eliminou um perigoso adversário? Ou Vladimir Putin foi o alvo deste ataque?

02 março 2015

Porque os Russos gostam de Putin?

Pois é: mas como fazem os Russos a gostar de Putin que é tão mau?
Vamos ver:

Fonte: Rischio Calcolato


Será por ter reduzido o desemprego de 14% para menos de 6%? Mah, quem sabe?

Fonte: Rischio Calcolato

Ou será por ter duplicado o poder de compra dos cidadãos?
Ehhh, difícil entender, sobretudo porque não faltam no Ocidente estadistas que tenham conseguido os mesmos resultados nos últimos tempos. Por acaso, agora não consigo lembrar nem dum exemplo, mas com certeza devem ser muitos...


Ipse dixit.

Printfriendly

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...