30 junho 2015

Grécia: para onde foi o dinheiro?

Enquanto Tripas pede um novo resgate e um prolongamento do programa de assistência (tinha jurado que não, nem pensar, mas enfim, sempre político é...), surge uma dúvida: para onde foi o dinheiro que até agora foi "dado" (por assim dizer) à Grécia?

A resposta está aqui:
Notas:
  • o Deficit Primário são as despesas do Governo não cobertas pelas receitas (tanto para simplificar).
  • o PSI foi uma operação do Eurogrupo para cortar parte da Dívida
  • o EMS é o Mecanismo Europeu de Estabilidade, pensado para ajudar os Países em dificuldades. E a Grécia tem que pagar o EMS...

TTIP, TTP e TISA

E falamos de tratados segredos.
Segredos por assim dizer.

Como o atento Leitor sabe, circulam pelo mundo fora dois tratados segredos, o TTIP e o TPP.
O primeiro (Transatlantic Trade and Investment Partnership, em bom português "Acordo de Parceria Transatlântica de Comércio e Investimento") é apresentado pela sábia Wikipedia desta forma:
é uma proposta de acordo de livre comércio entre a União Europeia e o Estados Unidos, em forma de tratado internacional. O tratado visa impedir a interferências dos Estados no comércio entre os países aderentes e está a ser negociado em paralelo com a Parceria Trans-Pacífico ou TPP [...]. Estima-se que o acordo deva impulsionar a economia da UE em € 120 biliões, a economia dos EUA em € 90 biliões e a do restante do mundo em € 100 biliões.
Wow, 310 biliões de Euros de ganho! Esta sim que é vida.

29 junho 2015

As estranhas ideias de Thomas Jefferson

Da destruição do poder dos Estados de gastar no Interesse Público, como no caso do sistema Euro
que oferece esse poder aos bancos privados (BCE etc.):
Acho que os bancos são, pela nossa liberdade, mais perigosos do que um exército [...] se as pessoas permitem que os bancos privados controlem a emissão da moeda, primeiro com a inflação e depois com a deflação, os bancos e as corporações que crescerão em torno do grandes bancos privarão os povos das suas coisas, até que os seus filhos terão de dormir debaixo das pontes.
Da desproporcional tributação imposta pelos Estados, como no caso da Troika que nenhum cidadão europeu alguma vez votou. E da justa reacção contra a tirania da Troika:

Grécia: a horna é salva, o País condenado

Olé...Oleeeeé!!!

Festejamos: Tripas decidiu fazer um referendo.
Que homem, que herói: ele sim sabe como se doma a fera europeia. Antes Tripas tem esgotado as Mentes Pensantes de Bruxelas, agora volta para a Grécia e zac! com um golpe de mestre devolve a palavra aos cidadãos. A Esquerda é assim: o povo é que manda.

Pena que o referendo sirva para nada. Rigorosamente, incontestavelmente, absolutamente, definitivamente nada. Zero. Niente. Rien. Nicht. E Tripas, que estúpido não é, bem sabe isso.

A razão? Simples: o Eurogrupo  já recusou o pedido grego para obter os dias necessários para efectuar a consulta popular. A proposta da União Europeia acaba antes. Pelo que, no dia em que os Gregos irão votar, já não haverá nenhuma proposta acerca da qual votar. Que digam "sim" ou que digam "não" tanto faz: será como fazer um referendo sobre uma lei queo existe.

27 junho 2015

Lyon, França, ano de 2014

- Boa tarde senhor Sahli.
- Boa tarde senhor comissário.
- Ora bem, senhor Sahli, obrigado por ter vindo a este encontro.
- Ora essa.
- Como sabe, o senhor encontra-se sob vigilância desde pelo menos o ano de 2006.
- Sim, eu sei.
- E sabe também que chegámos a vigiá-lo 24 horas por dia.
- Sim, sei também.
- Durante este período, o senhor desapareceu ao longo de três meses. Simplesmente, os nossos serviços de segurança não conseguiam estabelecer o seu paradeiro. Posso perguntar-lhe para onde foi?
- Com certeza, senhor comissário.

26 junho 2015

O novo vídeo do ISIS

Atenção: em alguns leitores para feed, 
o link do vídeo aparece logo no início.
Não assistam ao vídeo antes de ter lido
as recomendações contidas no artigo!

Eis um vídeo do ISIS que, como do costume, horroriza.

O Leitor não consegue encontrar o botão "play"? Claro que não, o vídeo não está aqui por uma questão de escolha: as imagens são brutais. Verdadeiras ou falsas que sejam.

É um vídeo de 7 minutos e meio, em idioma árabe; mas o que conta, como é óbvio, são as imagens. O que pode ser visualizado nesta nova realização do ISIS?
  • um carro com 4 prisioneiros feitos explodir com uma granada RPG (tudo gravado com várias angulações).
  • uma gaiola com 5 prisioneiros, imergida numa piscina até todos morrerem (também com câmaras subaquáticas).
  • outros 6 prisioneiros feitos literalmente explodir.
Tudo condimentado com restos humanos, pedaços de membros, cabeças cortadas.

24 junho 2015

Solženicyn: escolher ou ficar inertes

Considerado que:
  • hoje é dia de S. João, festa em Almada (onde moro)
  • hoje é o aniversário do meu antigo aniversário (isso é: antigamente era hoje que fazia os anos, depois decidi parar na casa dos 35);
então post breve e curto, dedicado ao pensamento de Aleksandr I. Solženicyn, romancista, dramaturgo e historiador russo, conhecido, entre as outras coisas, pelo sua obra Arkhipelag Gulag ("Arquipélago Gulag"), publicado em Ocidente no ano de 1973.

Este é um livro que conta as experiência de Solženicyn no sistema dos gulags da época de Estaline e sem dúvida aconselho a sua leitura. Não completa, pois não conheço pessoas ainda em vida que tenham conseguido digerir todas as 600 páginas, mas as primeiras 200 ou 300 podem ser suficientes para entender a bondade da obra sem arriscar entrar em estado de coma vegetativo.

23 junho 2015

Dimona: a pequena Chernobyl de Israel

Dimona
Enquanto os Estados Unidos estão empenhados nas negociações com o Irão para evitar que o País
islâmico entre na posse de armas nucleares (pelo menos, esta é a tese de Washington), na mesma região israel recusa assinar o Tratado de não proliferação de armas nucleares, nem admite estar na posse de centenas de ogivas atómicas (entre 200 e 400, mas não há dados oficiais) e continua alegremente a produzir combustível nuclear para fins bélicos.

E sabemos até onde: na central de Dimona, pequena localidade no deserto de Negev, a 35 quilómetros do Mar Morto.

Acerca de Dimona muitas coisas são conhecidas, inclusive os incidentes e as relativas vítimas. Mas, por alguma estranha razão, os media ocidentais tendem a esquecer-se destes como de outros factos...

22 junho 2015

A Grécia não sai da Zona Euro (por enquanto)

A Grécia sai do Euro?

Hoje é o dia das grandes negociações: todos reunidos em Bruxelas para discutir da possível "fuga" de Atenas, provocada pelas divergências entre os pedidos dos "credores oficiais" (pode ler-se: imposições do Fundo Monetário Internacional, União Europeia, etc.) e a oferta de Tsipras, o líder do governo helénico.

O próximo 30 de Junho é o fim da extensão do programa de assistência financeira à Grécia e, no mesmo dia, Atenas tem também de pagar mais de 1,5 mil milhões de Euros ao FMI.

A falha de pagamento será considerada como um “default” pela instituição liderada por Christine Lagarde, pelo que no encontro de hoje estarão presentes todos: a chancelera alemã Angela Merkel, o Presidente francês François Hollande, outros 16 chefes de Estado e de Governo, o Presidente da Comissão Europeia Jean-Claude Juncker, o Presidente do Conselho Europeu Donald Tusk, e o Presidente do Banco Central Europeu Mario Draghi. Todos em Bruxelas para encontrar uma solução.

Então volta a pergunta: a Grécia sai?
Previsão do dia: não, a Grécia fica.
As razões?

19 junho 2015

Nuclear: o 5+1 de Irão e EUA

No próximo 30 de Junho deverá ser assinado um acordo histórico entre os Estados Unidos e o Irão,
acordo conhecido também como "5+1".
Assunto: o nuclear.

A possível conclusão positiva das negociações já despoletou a ira de israel, que vê em Teherão a origem de todos os males, mas os EUA insistem na via diplomática e até no Irão a notícia dum acordo com consequente fim das sanções económicas foi abundantemente festejada.

Todavia nem todos encontram razões para sorrir.
O Dr. Davood Abbasi é o antigo director da IRIB Italia, a rádio nacional iraniana. Agora voltou para Teherão mas cada vez que pensa no acordo não acha graça nenhuma.
Vamos ver quais as razões.

18 junho 2015

O microchip NFC

Como sabemos, a Samsung admitiu candidamente que os televisores com tecnologia de reconhecimento vocal recolhem tudo o que se passa no ambiente no qual o aparelho se encontra, ao ponto que, como explica o Prof. Michael Price do Concelho de Liberdade e do Programa Nacional de Segurança do Centro Brennan (New York University School of Law), a Política de Privacy da empresa avisa (em síntese):
É favor lembrar que se as palavras pronunciadas incluírem informações pessoais sensíveis, estas ficarão entre os dados adquiridos e transmitidos para terceiros através do utilizo do reconhecimento vocal.
Na verdade, o reconhecimento vocal é apenas uma das maneiras que o televisor emprega para controlar o utente: o aparelho memoriza também as visitas efectuadas em internet, tem uma foto-câmara com tecnologia para o reconhecimento facial e utiliza cookies para controlar também o nosso correio electrónico.

Tudo bem, afinal a privacidade serve para quê? Come-se? Não? Então não presta.
Pelo menos isso é o que devem ter pensado na Samsung, empresa onde boa parte do tempo parece ser empregue para pensar quais as melhores formas de entrar na posse dos nossos dados.

Pegamos no smartphone Galaxy, por exemplo. Abrimos a tampa e retiramos a bateria. Notamos algo? Não? Claro que não, há um autocolante por cima. Mas debaixo dele há um localizador integrado com microchip que pode capturar os comandos vocais e os textos associados para "melhorar as características" do sistema.

17 junho 2015

Apophis, o fim do mundo

O Dia do Juízo se aproxima.

Já são visíveis entre nós as pragas, como aquela do papel higiénico transformado em lixa, enquanto no Céu ecoam as trompas de Eustáquio. Ainda temos alguns tempos, mas não muito: os Quatros Cavaleiros da Apocalipse, Athos, Porthos, Aramis e D'Artagnan, já ultrapassaram a portagem e agora estão em marcha na autoestrada.

A razão? Apophis, o asteroide que irá colidir com o nosso planeta (a Terra, caso haja dúvidas) provocando o fim do Homem e dos campeonatos de futebol. Paciência para o Homem, mas os campeonatos é bastante chato.

16 junho 2015

Os Espíritas nacionalistas do Brasil (Gott mit uns)

No outro dia encontrei no Facebook do blog o seguinte texto. Decidi logo partilhar esta luminosa visão com os Leitores, para que também eles possam celebrar e elevar-se espiritualmente.

Fiz um fiel copia e cola, só mudei as frases maiúsculas para minúsculas porque me irritam.

E a propósito de espírito: supostamente este é um texto Espírita.

De pé os Mortos

(JR.33.2) Assim diz o Senhor que faz estas cousas, o Senhor que as forma para
estabelecer (o Senhor é Seu nome): (GL.1.9) Assim como já dissemos, agora repito:

A Batalha de Shichwa

Uma excelente pergunta de José Eugenio Burgos (que agradeço!) via Twitter:
O que você pode nos contar sobre a matéria da BBC sobre a guerra em Shichwa e a sua autenticidade???
A Batalha de Shichwa, desenrolada-se nos passados dias, foi um temível confronto entre os militantes do ISIS (o Estado Islâmico), soldados iraquianos e combatentes xiitas. No final do conflito, o ISIS foi derrotado mas com custos muito elevado: mais de 10 mil refugiados abandonaram a cidade devastada pelos combates.

Óbvia a reacção de exultação dos apoiantes xiitas e as promessas de vingança do ISIS, isso enquanto no Ocidente a CNN seguia o desenrolar-se dos acontecimentos com tanto de especialistas e uma pergunta: o que deveríamos fazer acerca de Shichwa?

15 junho 2015

A mecânica quântica para totós - Parte II

Domingo, dia perfeito para acabar o discurso acerca da Mecânica Quântica (MQ). Por isso vai ser publicado na Segunda.

Até agora vimos aquele fenómeno que tem nome feio, o entanglement. Mas há mais do que isso, muuuuuito mais. Em boa verdade, o entanglement é apenas um dos três princípios da MQ. Vamos conhecer os outros dois? E vamos!

Quantum? Pouco, obrigado.

O Quantum, este desconhecido. Como defini-lo? E sobretudo: porque temos que defini-lo? Simples: porque é o segundo princípio da MQ.

Wikipedia fornece a seguinte explicação (versão inglesa: as versões portuguesas e italianas dão definições que parecem ter saído do "Manual para o aprendiz analfabeta"):
Em física, um quantum (plural: quanta) é a quantidade mínima de qualquer entidade física envolvida numa interação.
Ehhh? O que raio significa isso?

Podcast: Episódio 3

Eis o terceiro podcast!

Lamento pessoal, desta vez é um pouco mais comprido.
E é mais tedioso também.

Mas há uma razão: trata-se duma pergunta.
Alguém tem vontade para ajudar a encontrar a resposta?
O espaço do blog está a vossa disposição.

Boa audição.


Ipse dixit.

12 junho 2015

A mecânica quântica para totós - Parte I

É Sexta-feira, último dia de trabalho, altura para algo mais leve.

Por exemplo: a mecânica quântica, um típico assunto de esplanada, entre uma cervejola e uns tremoços.

Pensará o Leitor: "Epá, este blog está a cair no ridículo, para a próxima o quê? Um artigo sobre os cabelos de Scarlett Johanson?". Calma pessoal, calma: em primeiro lugar aqui é proibido falar mal de Scarlett Johanson, depois não podemos tratar sempre de assuntos sérios como o futebol, de vez em quando algo leve é necessário.

"Mas a mecânica quântica é uma seca...".
É uma seca só porque tem dois acentos circunflexos, pelo resto não, não é.
E mais: é muito importante. Um exemplo? Simples: com certeza haverá Leitores cujo computador (o mesmo que estão a utilizar para ler este fantástico blog) utiliza no seu interior itens (exemplo: o transistor) que funcionam tendo como base os princípios da mecânica quântica.

10 junho 2015

Futebol e sociedade - Parte II

Por qual razão o futebol é tão importante na nossa sociedade?

Resposta simples: porque é um desporto bonito. E é, ao ponto de ter sido praticado (com algumas óbvias diferenças) em várias sociedades do passado também.

Os inícios

No III e II séculos a.C., por exemplo, na China (dinastia Han) era praticado um desporto chamado ts'uh kúh que consistia em lançar uma bola com os pés para uma pequena rede, em alguns casos evitando as defesas dos adversários.

Mais ou menos na mesma altura, na Grécia jogava-se o episkyros, do qual pouco sabemos: mas o jogo foi importado para Roma, onde tomou o nome de harpastum, jogado num campo de forma rectangular, dividido ao meio.

09 junho 2015

Bilderberg 2015: a Lista

Eh? O que é que falta? Ahhhh, pois, o Bilderberg.

Todos os anos chega o encontro anual do Bilderberg, como o Natal, só sem árvore. E todos os anos, um blog sério tem que publicar a lista dos participantes.

Como sabemos, a do Bilderberg é uma reunião secretíssima, tão secreta que dela conhecemos:
  • lugar
  • data e hora
  • participantes, fixos mais convidados
Certeza que é secreta? Sim, certeza, está escrito também no Guardian. Mas porque é tão secreta? Simples: porque os que nela participam são os mesmos indivíduos que decidem... nada. Absolutamente nada de nada. Zero. Nothing. Niente. Nicht. Ничего (este é russo, agradeço a participação de Google Translator).

08 junho 2015

Futebol e sociedade - Parte I

Um trecho dum comentário que o Leitor Anónimo escreveu a seguir o último artigo, o "desabafo"
acerca da invasão do futebol nos medias nacionais de Portugal (como sempre: muitíssimo obrigado para participar!):
Panem et circenses!
Já vem dos romanos. Os gladiadores foram substituídos pelo futebol (e não é só em Portugal, Max, é global), e tornou-se numa arma de controle da população.[...]
Justo, não há dúvida.
O futebol é uma arma de distracção maciça, utilizada para desviar a atenção dos cidadãos.
Todavia, pouco antes, outro Leitor Anónimo tinha escrito:
Os media, como disse o Max, fazem o trabalho deles, que é vender o quer rende.
E aqui está o problema.

06 junho 2015

Estupidez no-stop

São três dias que nas televisões e diários portugueses fala-se só dum assunto: a transferência do antigo treinador do Benfica para o Sporting, Jorge Jesus.

Basta. Isso deveria provocar vergonha. Não nos media, que fazem o trabalho deles (barris de Valium despejados, o costume), mas nos Portugueses. Façam algo, organizem uma manifestação, escrevam para as redacções: isso é um insulto à qualquer inteligência, por pequena que seja.

Se é para ser anestesiados, pelo menos que seja com algo que tem a aparência de coisa com sentido. Há as eleições este ano, não será um assunto mais importante? Em Janeiro haverá a substituição do Presidente da República, o cadáver Cavaco Silva: não será um assunto mais importante? A economia está de rastos, não será mais importante? Uma boa percentagem da população está desempregada, não será um pouco mais importante?

05 junho 2015

Hipótese para o futuro - Parte II

A segunda fase será a definitiva deslocação do "centro do mundo" para o Oriente, nomeadamente
para a região russo-chinesa (mais chinesa do que russa), com sucessiva expansão para as regiões do Sul asiático (Índia, mas também as outras economias em progressão).

A Rússia ainda terá um papel fundamental por via dos imensos recursos naturais, mas o centro do mercado ficará bem firme na Ásia, por uma mera questão demográfica.

Todavia, neste percurso há um obstáculo. E é um grande obstáculo, cujo nome é Estados Unidos.
O que vamos fazer com eles?

04 junho 2015

Hipótese para o futuro - Parte I

Por qual razão a Finança internacional, na figura da especulador George Soros, está a desenvolver um papel tão activo na Ucrânia?

A resposta é complexa e tem a ver com o futuro da nossa sociedade.

Obviamente muitas são as hipóteses possíveis: de seguida vamos ver uma delas. Está certa? Está errada? E eu como posso saber isso? Acham que sou um profeta?

Simplesmente, parece-me uma hipótese lógica, porque baseada na tentativa de conectar entre eles os acontecimentos que têm marcado (e ainda marcam) os últimos anos da nossa História. E porque parte duma base extremamente sólida: a regra áurea. Que é sempre a mesma: na dúvida, sigam o dinheiro.

A viragem do Capitalismo 

O ponto de partida é entender que o nosso sistema alcançou um ponto de viragem. Não de "roptura", no sentido que o Capitalismo (ou aquela coisa que ainda costumamos definir com tal termo) ainda tem margem para continuar a viver e, se possível, prosperar (em boa verdade: nunca esteve tão forte como agora). Podem não ser margens tão amplos (e a seguir iremos ver quais as razões), mas existem: e de certeza que a Finança global não deixará de explora-las até o limite.

03 junho 2015

Insólito: o misterioso infrassom 36 km acima

Daniel Bowman é um jovem estudante da Universidade de Carolina do Norte, nos Estados Unidos.

No dia 9 de Agosto de 2014 construiu um balão com instalado um microfone para captar infrassons.

O que é um infrassom? Bom, os seres humanos não captam todos os sons que existem: na verdade, temos a capacidade de ouvir uma limitada gama de sons, aproximadamente entre os 20 Hertz e os 20 KHertz. Tudo aquilo que estiver abaixo dos 20 Hertz é definido como infrassom, tudo aquilo que estiver acima ultrassom.

E que tal uma tabela para visualizar a coisa?
Olha que boa ideia.


Obviamente, ao fazer "click" na imagem, esta magicamente amplia-se. Ou se amplia. Para mim tanto faz, é o Leitor que escolhe.

George Soros e a Spectre.

O Muy Nobre Nuno sinaliza um artigo de Zero Hegde (obrigado!).

O que diz Zero Hedge? Diz isso: diz que atrás da "revolução" na Ucrânia está George Soros.
Acredito que sim. Aliás: nem sei por qual razão Zero Hedge se dá ao trabalho de publicar um extenso artigo acerca deste assunto.

Que fique claro: a notícia em si é interessante, mas é uma confirmação, não uma surpresa. Do meu ponto de vista, realçar de forma exagerada certos factos é contraproducente.
Explico.

Dito assim, George Soros parece um bilionário aborrecido que, não sabendo como ocupar a vidinha dele, decide ajudar o regime neo-fascista da Ucrânia. É uma visão enganadora. Pegamos nas três cartas que o grupo de hackers CyberBerkut tem revelado: são três escritos (que podem ser lidos no original inglês no artigo de Zero Hedge) de George Soros nos quais, como é óbvio, o acento é posto sobre a situação ucraniana.

02 junho 2015

Portalegre: como preparar as crianças para o futuro

Ontem era o Dia da Criança.

Qual a melhor maneira para festejar? Opinião pessoal: preparando as crianças para o futuro.
Para boa sorte, não sou o único a achar isso.

O Município de Portalegre (Alentejo, Portugal), em colaboração com a Polícia, teve uma ideia genial.
Nada de descrição, bem melhores são as imagens.

Em primeiro lugar é necessário um mínimo de preparação. Dividem-se as crianças em dois grupos, ambos devidamente apetrechados: um com capacetes e escudos, o outro com bolas de papel.

Em Portalegre fizeram as coisas em grande e complementaram tudo com verdadeiros carros da polícia.

S. Brian Willson, activista

E quanto mais escrevermos, quanto mais lermos, quanto mais partilharmos, quanto mais carregarmos nas teclas do Smartphone, no Facebook, no WhatsApp, tanto mais outros festejam.

Cash flows, receita líquida, preços das ações, price earning ratio de Apple, Samsung, Zuckerberg, IBM e companhia sobem. Os ganhos deles são directamente proporcionais às tempestades do activismo de teclado. Tempestades criadas por quem escreve em blogues, como este.

Então, só para ajudar as corporações citadas e os relativos bancos, eis uma extraordinária história de activismo que não enriqueceu ninguém, nem um like mereceu, nada.

1987.
O que acontecia naquela época? Uhi, tantas coisas. No dia 1 de Janeiro, por exemplo, a capital do Nunavut mudou o seu nome de Frobisher Bay para Iqaluit. Como esquecer isso?

Entretanto, na Nicaragua era o inferno. Os Contras, financiados pelo Presidente dos Estados Unidos, Ronald Reagan, torturavam e massacravam os camponeses, os sindicalistas, os professores.

Quem é Human Rights Watch

Human Rights Watch (HRW) é um nome que mais ou menos todos conhecemos.

Fundada em 1988, tem sede em New York (EUA), vários escritórios espalhados pelo mundo fora e é actualmente dirigida por Kenneth Roth.

Teoricamente, HRW é (como reza Wikipedia) "uma organização internacional não-governamental que defende e realiza pesquisas sobre os direitos humanos". Na verdade, HWR é uma arma formidável, uma das melhores do arsenal da propaganda ocidental.

O truque? Misturar verdades e mentiras, num mix que confunde e torna difícil separara o trigo do joio. É esta a sua força.

Por exemplo. Abrimos a página oficial de HRW e o que podemos encontrar?
Artigos contra os abusos sexuais nas Forças Armadas dos Estados Unidos; criticas contra o uso da força utilizada contra presos mentalmente atrasados, sempre nos EUA; investigação sobre o massacre de Michoacán, no México; a triste realidade das penas de morte na Arábia Saudita; e muito mais ainda, tudo na óptica da defesa dos direitos humanos.

01 junho 2015

ISIS: o inimigo-aliado

Coitados, até fazem um pouco de pena.

Estes rapazes entram na aviação militar, alguns para fugir da miséria, outros para lutar contra o terrorismo. Isso é o que pensam.

Jovens de 20 e poucos anos que voam com os caças acima do Iraque. Veem os terroristas do ISIS, eis a ocasião para eliminar um pouco daqueles sacanas. Antes de disparar é precisa a autorização da base. Eles pedem a autorização. E depois: nada.

Porque os Estados Unidos não têm nenhuma vontade de combater o ISIS. Mas os pilotos não sabem disso. O que lhes tinha sido ensinado era bem diferente. Entretanto os terroristas, que serão fanáticos mas não totalmente estúpidos, fogem. E nem é precisa muita pressa: para ter a autorização, um piloto tem que esperar até 60 minutos. Dá para tomar um cafezito, recolher algumas peças arqueológicas que serão vendidas no mercado negro e depois, na boa, afastar-se antes que o caça possa disparar.
Houve alturas em que tinha grupos do ISIS no visor, mas não a autorização para disparar.[...] Para receber a permissão para atacar um alvo do ISIS são necessários até 60 minutos.
Uma enormidade. Fosse um drone no Paquistão as coisas seriam bem mais rápidas. Mas aqui é o Califado, é diferente. Os pilotos não entendem, queixam-se. E nem são os únicos.

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