28 outubro 2015

A carne provoca o câncer?

Carne, este inimigo.

A carne vermelha é cancerígena. A carne processada depois é a pior: bacon, chouriço e fiambre são mortais.

As pesquisas feitas pelos investigadores da OMS, através da Agência Internacional de Investigação do Cancro (IARC), demonstraram provas suficientes para incluir a carne vermelha processada entre as mais de 100 substâncias indutoras de neoplasias.

No grupo, estão o álcool, a poluição causada pelos gases dos motores a gasóleo, a exposição ao sol ou a equipamentos de raio-X em quantidades elevadas, por exemplo.

De volta!

...e pronto, de volta ao blog.

Peço desculpa pela pausa forçada, definitivamente não foi divertido. Mas aqui estamos outra vez, é isso que interessa.

Agradeço desde já todos os Leitores pela paciência. E permitam-me também um agradecimento para o pessoal da Cirurgia do hospital de Almada: simpáticos e eficientes, apesar da falta de meios.

Moral: cuidado com aquilo que engolem, porque depois, dum dia para outro, um gajo encontra-se internado, nem sabe o porque e vê a sua vida virada de avesso...

Vamos a ver o que se passa no mundo?
E vamos! Há a série dedicada ao Verdadeiro Poder e há também... a carne! Pois é: o Leitor come uma salsicha? É como fumar um cigarro, mesma coisa. Dá vontade de voltar para o hospital, não dá? Mas na Psiquiatria...


Ipse dixit!

17 outubro 2015

Interrupção involuntária

Peço desculpa a todos os Leitores por causa da interrupção nas publicações.

Isso foi devido a um acidente inesperado (como todos os acidentes) que obrigou-me a cuidados especiais. Nada de grave, tudo irá resolver-se nas próximas horas (como disse Roberspierre no dia em que foi decapitado). Portanto, no prazo de poucos dias tudo voltará à normalidade.

Percalço, coisas que acontecem.
Tenham paciência.


Ipse dixit.

14 outubro 2015

O Verdadeiro Poder - Parte III

Não é simples resumir tudo o que se encontra nas páginas do ISGP: é muito material. Doutro lado, como já afirmado, o site é o fruto de muitos anos de trabalho. Todavia é possível tentar uma síntese (que, como tal, pode esquecer alguns aspectos "secundários").

A ideia de base do ISGP é que a História tal como é contada nos livros escolares seja apenas a superfície de algo bem mais complexo. Não é difícil concordar com esta teoria: sabemos que a História é escrita pelos vencedores, os quais tenderão sempre a exaltar alguns aspectos enquanto ocultam outros.

Além disso, manipular a História pode servir também para adaptar o presente e preparar o futuro.
Na Europa, por exemplo, é agitado o espectro de Hitler cada vez que a União Europeia for questionada: uma Europa não unida pode deixar espaços para "loucos" com tendências hegemónicas, o que significaria o regresso da guerra entre Países irmãos. Poucos gostam de explicar que quem tinha financiado Hitler e o movimento dele eram as mesmas forças "democráticas" hoje ocupadas a invadir outros Países por interesses meramente particulares (Afeganistão, Iraque, etc.). Só um observador atento (mas nem muito) pode entender que o mesmo processo pode ser encontrado também hoje, num País europeu como a Ucrânia, onde um grupo de oligarcas fascistas recebe o apoio de Washington.

12 outubro 2015

O Verdadeiro Poder - Parte II

E continuemos com a série dedicada ao Verdadeiro Poder.
Comecemos a analisar um site muito importante: o The Institute for the Study of Globalization and Covert Politics ("Instituto para o Estudo da Globalização e das Políticas Encobertas", de seguida ISGP, tanto para encurtar).

O instituto é obra dum holandês, Joël van der Reijden, que passou os últimos 11 anos a estudar o poder, com resultados dignos de nota. Pessoalmente não concordo com todos os pontos de vista dele, mas com muitos sim e acho valer a pena seguir o seu trabalho, porque as conclusões são deveras interessantes. Não se trata apenas de afirmações teóricas, mas duma incrível quantidade de dados recolhidos ao longo dos anos: ligações entre as várias vertentes do Poder, nomes de empresas e de indivíduos. Exactamente aquilo que estamos à procurar.

Para começar, nada melhor de que uma lista... negativa. Isso é: iniciamos a limpar a mesa, excluímos teorias que não fazem sentido, a tralha, para que seja possível focar a nossa atenção nas coisas verdadeiramente importantes.

10 outubro 2015

EUA: a guerra poupada contra o ISIS

Navega aqui, navega aí... e eis que aparece um documento interessante.
Assunto: os Estados Unidos bombardeiam o ISIS (ou Estado Islâmico).

O pesquisador Micah Zenko pensou bem comparar as últimas séries de bombardeios dos EUA, desde a Primeira Guerra dos Golfo até hoje, contra o ISIS. Coisa não simples, porque Washington gosta de bombardear: o lema parece ser "nunca é demasiado cedo para largar uma bomba". Portanto é precisa paciência. Mas compensa.

Eis o resultado:
Clicar para ampliar!



A fonte? Tranquilos: é o Council on Foreign Relations, melhor não há.

O que significam estes números?
Significam que Washington bombardeia, sim, mas sem muita convicção. Uma bomba de vez em quando, justo para mostrar que está empenhada numa luta feroz contra os radicais mais radicais da galáxia, mas sem exagerar. Aliás: poupando (menor percentagem de bombardeios), porque o risco de acertar num combatente do ISIS existe. Risco não muito grande, dadas as 43 bombas por dia, mas nunca se sabe: um pouco de vento e pronto, eis que aconteceu o dano.

Os dados são claros: quando os EUA querem ganhar uma guerra, o esforço não poupa material. Na Segunda Guerra do Golfo (Iraque, 2003) foram 596 bombardeios por dia, na Líbia (onde eram empenhadas também outras forças da NATO) foram 46. Na guerra contra o ISIS não passam de 11.

Apenas como curiosidade: só nos conflitos considerados acima, os Estados Unidos lançaram mais de 350 mil bombas. Destas, 292 mil no Iraque: uma por cada 108 habitantes.
E depois dizem que os EUA são egoístas...


Ipse dixit.

Fonte: Newsweek

08 outubro 2015

Não existe a cura contra o câncer

As multinacionais dos medicamentos escondem o tratamento contra o câncer?
Não.

As multinacionais dos fármacos são criminosas? Sim, sem dúvida. E, provavelmente, dizer "criminosas" é pouco. Mas não escondem o tratamento contra o câncer, simplesmente porque não o conhecem. Gostariam, e imensamente até, mas não, não o conhecem.

Todavia, na internet circula a ideia contrária. Sobretudo em determinadas áreas da informação alternativa, a convicção é aquela segundo a qual estas multinacionais tramam para que o tratamento definitivo não seja descoberto. Ignoram ou sabotam intencionalmente a pesquisa.

E pensar, como é possível encontrar nas mesmas páginas "alternativas", que basta pouco, tão pouco. Um chá com água salgada aquecida a 45 graus, um pouco de bicarbonato, feijão com ascorbato de potássio, algumas vitaminas, a meditação, a psicoterapia com TAC do trauma originário... estas são receitas que podem ser encontradas na internet. E que, é explicado, tratam os tumores. Não apenas alguns tipos, mas todos os tumores. As multinacionais ignoram isso deliberadamente e, como afirmado, obstaculizam, sabotam.

07 outubro 2015

Fármacos: o terceiro assassino

Temos gripe?

Experiência pessoal:
  • a primeira coisa que faz um médico formado na Europa ocidental é agarrar no bloco das receitas e prescrever uma série de fármacos. Se for suficientemente estúpido, acrescenta um antibiótico também (eh sim, aconteceu-me isso também no sistema de saúde nacional).
  • a primeira coisa que faz um médico formado na Europa oriental é prescrever-te um anti-inflamatório e um chã com mel, canela mais um punhado de ervas.
É uma questão de forma mental: o médico ocidental foi "criado" na ilusão de que a única medicina decente é aquela apoiada nos fármacos, enquanto no Leste teimam em não abandonar os curativos tradicionais e a medicina alternativa.

Como é óbvio, o caminho melhor é o segundo. Mas por qual razão? Porque as doenças não são todas iguais, pelo que algumas necessitam de fármacos (aqueles desenvolvidos nos laboratórios), outras podem ser tratadas ou com um conjunto de fármacos mais remédios naturais ou até só com os segundos.

06 outubro 2015

O Verdadeiro Poder - Parte I

Começa hoje uma nova série que, segundo as previsões, deverá ser bastante comprida.
Assunto? O Verdadeiro Poder. Nada mais, nada menos.

Sabemos que o Verdadeiro Poder está escondido. É normal: se assim não fosse tornear-se-ia um poder... menos poderoso. Seria visível e esta é uma fraqueza, porque poderia ser investigado, estudado, analisado. Em breve, deixaria de ser Verdadeiro Poder, ficaria como "fenómeno de costume" e como tal seria absorvido pela sociedade.

O facto de ser invisível tem outra vantagem também: nós, que estamos deste lado da barricada, nem sabemos bem quem é o inimigo. Não conhecemos o rosto, os hábitos, nada. Podemos só fazer conjecturas, mas isso não ajuda, pois a conjectura traz consigo sempre uma percentagem de dúvida que elimina qualquer certeza. Por esta razão não é simples escrever acerca do Verdadeiro Poder e a possibilidade de errar é bem presente. Melhor proceder com calma e, sobretudo, suportados com dados, não apenas com hipóteses.

Varoufakis: a Grécia sem ilusões

Uma declaração do ex-Ministro das Finanças do primeiro governo de Syriza, Yanis Varoufakis.

Um exclusivo DN/Project Syndicate que reporto na integra, porque bem explica qual a situação da Grécia hoje e no próximo futuro. Porque explica quais as consequências da marcha-atrás efectuada pelo líder Tripas. E porque bem mostra, mais uma vez, o que é hoje a União Europeia: uma máquina ao serviço da Finança internacional, e nada mais.

Varoufakis não ataca de forma directa o ex-camarada. Não é preciso: os factos falam sozinhos. É só ler o que acontecerá aos Gregos nos próximos tempos para entender o custo de ter-se dobrado perante os servos de Bruxelas, de ter traído os desejos dum povo. 
"A menor e mais barata remodelação governamental na história da Grécia." Esta é, pelo menos, uma maneira de descrever o resultado das eleições legislativas gregas que decorreram a 20 de setembro. É verdade que, com poucas exceções, os mesmos ministros voltaram para os mesmos gabinetes fazendo parte de um governo apoiado pelo mesmo singular par de partidos (o Syriza de esquerda e o Gregos Independentes, mais pequeno e de direita), que recebeu apenas uma quota ligeiramente menor de votos do que no governo anterior.

05 outubro 2015

Sobre o Sistema: sem escolhas



Tem que ser, não há alternativa.

Ficar calados? Fingir que sim, que há o Bem contra o Mal? Que nós escolhemos o Bem e que "os outros" são o Mal? Não é assim, lamento.

Em todas as áreas da vida social e política, o dilema que se coloca é: votamos para o nojo ou para o horror? Estas são as únicas duas opções que o Sistema oferece. E as opções são sempre estas, em qualquer lugar.

Óbvio: isso não acontece por acaso. Quando as pessoas não têm alternativas senão a de escolher porque "se não escolhes o nojo ficas com o horror", então significa que o Verdadeiro Poder colocou todos entre a espada e a parede. Eliminou sistematicamente todas as alternativas e a escolha é obrigatória.

O que escolher hoje em dia? O Capitalismo (e continuamos a chama-lo assim...) dos Estados Unidos ou aquele da China, da Rússia...? Qual a diferença? Sempre "Capitalismo" (aspas necessárias) é.

Portugal: resultados das legislativas 2015


Portugal tinha que continuar no caminho traçado por Bruxelas, ninguém desejava enfrentar o risco duma nova Grécia. Os políticos locais, sempre servos da vontade superior, adaptaram-se.

PàF!

A coligação de Direita PàF (Portugal à Frente) proclama vitória. O que é falso.

Se pensarmos que nas últimas legislativas os dois partidos (PSD+CDS) tinham mais de 50% dos votos e agora nem chegam a 37%, é difícil falar em vitória. O PàF perdeu a maioria absoluta, pode formar só um governo de minoria, condicionado pela oposição. Feitas as contas (número de votos), é como se o PàF, que nasceu da união do PSD e do CDS, tivesse perdido o CDS. Se esta for uma vitória...

03 outubro 2015

No Afeganistão, na Síria...

O hospital de Kunduz hoje
Sentado na sala de espera do dentista, olho para as imagens que correm no ecrã da televisão sem som.

Faz um certo efeito ver um hospital em chamas, as ambulâncias correrem, enquanto ao lado tenho um puto que joga com o tablet do pai. Em qualquer caso: reportagem curta, não mais do que 20 segundos.

A seguir aparece Obama, que merece muito mais tempo. Tem ar sério, o Presidente. Não por causa dos seus aviões que provocaram 33 mortos no Afeganistão, mas por causa dos aviões russos que atacaram o Estado Islâmico na Síria e provocaram "7 vítimas civis" (isso segundo a ONG Ondus, note-se...).

01 outubro 2015

O Sistema

A nossa é uma sociedade massificada?
Sim, claro. O problema é outro: não é uma sociedade.

O que significa isso? Afinal muitas vezes, mesmo aqui no blog, utilizamos o termo "sociedade" para indicar o "lugar" onde vivemos. E temos horror da sociedade massificada, correcto?
Bem, acho melhor fazer um par de distinções.

Massificação: absolutamente normal

A massificação é um fenómeno antigo, típico de cada sociedade. Isso não deve assustar, porque sem uma "padronização" não haveria uma coerência social e a mesma sociedade não poderia existir.

Parece esquisito, não é? Estamos habituados a considerar a massificação como algo ruim.
Mas pegamos num exemplo banal: um exército não massificado nem seria um exército, seria um conjunto de pessoas desligadas uma das outras, sem uma motivação ideológica (como defender a Pátria) e coisas assim.

Mas atenção: a motivação é sempre algo que deve ser aceite por cada indivíduo, portanto temos que distinguir em massificação útil (por exemplo: um povo unido pelos ideais republicanos, comunistas, fascistas, até anárquicos, etc.) e uma massificação inútil.

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