17 fevereiro 2016

Entre Golem e psicose

Na tradição judaica, o Golem é um tipo de automáto criado por hebraicos para servir o povo escolhido e os seus interesses tribais.

A história mais famosa sobre o Golem é aquela do rabino Judah Loew ben Bezalel, também conhecido como Maharal de Praga (1513-1609). Diz-se que Maharal criou um Golem de argila para proteger os judeus da acusação de sangue (a acusação, generalizada no século XI, segundo a qual os judeus utilizavam sangue humano por razões rituais) e apoiá-los no trabalho físico.

Mais tarde, o Golem chegou em israel. Hoje, os palestinianos estão habituados a ser constantemente supervisionados por um grupo de Golem voadores israelitas, também conhecidos como "drones kosher".

Mas a Organização Mundial Sionista (WZO) decidiu ir além e investir num novo tipo de Golem: o ciber-Golem, desenvolvido especificamente para espionar todos nós. Sniper (este o nome da criatura) utiliza um algoritmo específico para procurar na internet conteúdos anti-judaicos.

O novo Golem vai procurar certas palavras-chave em diferentes idiomas. Uma equipa de membros da WZO vai monitorizar os resultados para reagir imediatamente. Assim que for descoberto um "culpado", a WZO entrará em contacto com as autoridades no País do infractor ou enviará um Golem-voador para descobrir o suspeito que fala mal dos judeus.

O programa Sniper quer actuar como uma deterrência, afirmam os empresários que o criaram:
Não vai ser fácil publicar uma declaração [nas redes sociais, ndt] que apela para a matança de judeus.
Em muitos anos como frequentador da net nunca consegui encontrar sequer um único apelo que invocasse ao homicídio dos judeus, ainda menos "matanças". E ainda bem que assim foi. Portanto, é óbvio que o objectivo de Sniper não será este, pena ficar sem trabalho após poucos minutos desde a entrada em função. Nada disso. Sniper irá vasculhar a rede à procura de páginas que falam de israel, páginas que depois serão avaliadas pela WZO: porque na verdade o ciber-Golem já existe (é só procurar na internet "Unidade 8200"), simplesmente Sniper constituirá a versão mais sofisticada.

Tudo isso parece expressão bastante séria duma síndrome, algo que faz fronteira com a psicose. E que em nada ajuda o povo hebraico, bem pelo contrário. O moderno anti-semitismo (mas seria mais correcto falar de anti-sionismo, coisa muito diferente) não se apoia em antigas teorias racistas mas está intimamente ligado à atitude que o governo de Tel Avive tem perante os seus vizinhos, Palestinianos em primeiro lugar. Para que o moderno "anti-semitismo" (com aspas necessárias) desapareça, não serve o ciber-Golem mas um novo paradigma que abandone o imperialismo sionista.


Ipse dixit.

Fonte: Ynet News, Sott

3 comentários:

  1. Chaplin17.2.16

    O patrulhamento sionista vem desde o final da segunda guerra mundial com a criação de organizações internacionais para esse fim, um exemplo é a liga anti-difamatória...Esses recursos somados a própria mídia globalizada sob seu controle, incluindo Hollywood, fecham toda e qualquer possibilidade de que a verdade venha à tona. Aliás, outro assunto palpitante. Como foram formados os cartéis sionistas Hollywoodianos, principal fonte ideológica cultural do planeta...irmãos Lumiére,Thomas Alva Edison e suas relações com "investidores"...

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  2. Muito interessante este post...muito mesmo Max. Na verdade não é de hoje que eu sinto um teor um pouco diverso entre o imperialismo motivado por questões substancialmente econômico financeiras e o imperialismo sionista especificamente. Neste último me soa (não sei explicar racionalmente) algo de racismo acrescentado. E este post me aponta uma perseguição racista mesmo, aquela história estúpida de povo escolhido e o resto é m. para ser pisada e escravizada. Então nada melhor que este terrorismo cibernético para identificação dos alvos. Não que o império do caus não faça coisa semelhante mas para inventar inimigos necessários ao funcionamento ideal do seu sistema genocida. Os sionistas estão determinados a identificar claramente os oponentes, e estes são os anti semitas ( designação que considero absolutamente mal colocada), e não qualquer um, o latino, o muçulmano, o afro descendente pobre, o ativista das liberdades, o anti wall street, o bolinador, o drogadito pobre, o amigo do amigo do árabe pobre com cara de mau e barbudo, e por aí vai.

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  3. Que Aláh não se esqueça de punilos, a todos eles!

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