12 maio 2016

O futuro: menos cultura, menos certezas, menos família

Stefania Giannini
O caso: um Ministro responde às perguntas dum jornalista sobre assuntos quais trabalho, família e escola; a entrevista é publicada na internet, logo é apagada; intervém o Ministério para justificar.
Obviamente algo correu mal.

O que podemos fazer? Simples: recuperar a entrevista e tentar entender. E após a leitura percebe-se a reacção do Ministério, percebe-se o facto do The Huffington Post ter apagado o conteúdo.

Para boa sorte, o diário para o qual trabalha o entrevistador, o suíço Il Corriere del Ticino, não faz marcha atrás e republica tudo de forma integral. Então pouco interessa a nacionalidade do entrevistado (o Ministro italiano Stefania Giannini), porque aqui temos uma bonita visão daquele que será (provavelmente) o futuro da nossa sociedade, independentemente das latitudes.

Eis alguns trechos da conversa recolhida pelo jornalista Luke Steinmann:
Ministro: A Itália paga um sistema de ensino excessivamente teórico, ligado às nossas raízes clássicas. Saber não significa necessariamente saber fazer. Para treinar pessoas altamente qualificadas, como o mercado exige, é necessário dar a impressão duma educação mais prática, libertando-a das limitações que podem resultar duma imposição clássica e muito teórica.
Jornalista: A formação italiana, no entanto, é quase sempre a razão pela qual os estudantes italianos se destacam no exterior perante os seus pares estrangeiros. Eu mesmo já experimentei este privilégio em primeira pessoa e tenho certeza que qualquer um que se tenha encontrado nesta situação pode concordar.
Ministro: Certamente não devemos negar as raízes clássicas do sistema italiano, todavia é necessário manter o ritmo dos tempos e preencher a lacuna que nos separa dos países competitivos. O mercado exige a formação de pessoas flexíveis e a abordagem muito teórica do sistema italiano é susceptível de ser um obstáculo.
Interessante troca de opiniões. A escola consegue fornecer alunos preparados, com resultados superiores à média; todavia, o mercado exige indivíduos mais "flexíveis" (e a seguir vamos ver em que consiste esta "flexibilidade"), portanto a escola (e não o mercado) tem que mudar: menos teoria e mais prática. Porque a teoria arrisca ser um "obstáculo".
Jornalista: Para falar de flexibilidade, este conceito em Itália é considerado equivalente ao de insegurança. É possível, portanto, afirmar que a flexibilidade não é sinónimo de precariado?

Ministro: Sim. A flexibilidade deve significar dinamismo e mobilidade do trabalho e das pessoas, mesmo que isso esteja infelizmente associado ao precariado. Com as reformas queremos introduzir uma flexibilidade virtuosa tanto social quanto profissional.

Jornalista: Um modelo deste tipo é, por exemplo, aquele americano, cuja economia está baseada na flexibilidade, portanto naquele que é chamado de precariado, embora muitas vezes seja pago muito melhor do que em Itália. O economista-chefe do Partido Democrático, Filippo Taddei, disse que o modelo final para o qual a Itália pode aspirar é o americana. Compartilha essas posições?

Ministro: Sim, desde que seja lembrado como nenhum modelo é exatamente replicável e que a Itália tem as suas particularidades que devem ser mantidas. Mesmo assim é necessário proceder no sentido de tornar o mercado mais flexível. A rigidez do século XX deve ser abatida. As pessoas devem ser capazes de se mover e mover-se de acordo com qualquer exigência do trabalho ou humana.
Trabalho duradouro? Já foi. O mercado precisa de indivíduos que saltitem consoante as exigências do
mesmo mercado.

Não são os homens que mandam, é o mercado: não é o mundo do trabalho que deve ser adaptado às condições da vida humana, é extactamente o contrário. Algo que fica bem claro a seguir:
Jornalista: Sempre Taddei disse que devemos "taxar o que ainda é imóvel e promover o que é móvel". Num tal sistema, para os indivíduos é certamente mais difícil ter certeza. Pensamos sobretudo nas mulheres, que por razões biológicas precisam talvez de mais garantias no curto e médio prazo do que os homens, mesmo ter o tempo para decidir com calma se ter filhos. Concorda?
Ministro: Sim, concordo. Eu mesma, logo após ter tido o meu primeiro filho, deixeis geograficamente a minha casa para ir trabalhar, deixando o pai com a tarefa de lidar com a criança diariamente. O meu era um comportamento atípico para a época, mas terá que tornar-se normal no futuro, porque também as mulheres devem ser capazes de se mover. É certo que aquele das mulheres é um dos maiores desafios do novo sistema.
Pelo que: mulheres, desejam ter um filho? Sim, pode ser, mas com uma certa rapidez, porque o mercado está a chamar. E a família?
Jornalista: Um novo elemento será definitivamente representado também pela família. Num sistema flexível como aquele descrito, dificilmente haverá espaço para uma família tal como conhecida até agora, dificilmente será entendida como uma forma de estabilidade e de segurança para o indivíduo.

Ministro: É verdade, eu mesma tive a sorte de receber estabilidade e segurança por parte da minha família. No entanto, o modelo que foi promovido pela geração dos meus pais, ambos nascidos na década de '20, é inevitavelmente destinado a mudar com a sociedade que, tornando-se mais flexível, precisa que os núcleos familiares o sejam também. Gostaria que a flexibilidade fosse considerada no futuro como sinónimo de abertura.
Vamos resumir os conceitos expressos pelo Ministro: o mercado precisa de indivíduos mais especializados, com menos preparação teórica e mais prática. Isso dará direito não a uma ocupação fixa mas "flexível", que obrigará a deslocalizações geográficas porque as pessoas terão que mover-se de acordo com as exigências do trabalho. A consequência será uma novo tipo de agregado familiar, também de tipo flexível, onde a estabilidade e a segurança serão abandonados mesmo perante o aparecimentos de filhos, porque as mulheres também terão que deslocar-se.

Portanto, a intenção é atacar o núcleo da sociedade, a família, partindo-a e tornando mais frágeis as ligações no seio dela, desde os primeiros anos de vida. Neste aspecto não estão presentes aqui novidades, apenas confirmações acerca de como deverá ser a sociedade no futuro segundo os arquitectos do Poder.
Mas quem é Stefania Giannini? Uma neoliberal? Uma empresária prestada ao mundo da política? Nada disso: é professora universitária e desde Fevereiro de 2014 é Ministro da Instrução, da Universidade e da Pesquisa no governo do Primeiro Ministro Matteo Renzi. Um governo de Esquerda. E a mesma Giannini é inscrita no Partido Democrático, o ex-Partido Comunista Italiano.


Ipse dixit.

Fonte: Il Corriere del Ticino

28 comentários:

  1. Bandido12.5.16

    "E a mesma Giannini é inscrita no Partido Democrático, o ex-Partido Comunista Italiano"

    Demonstra bem o que significa o caminho da "abertura" seguido pelos Partidos Comunistas em Itália, França, etc...

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    1. Anónimo13.5.16

      Lembro-me dessa época em que estava na moda a abertura e renovação dos Partidos Comunistas na Europa. O PC Françês quase desapareceu o Italiano foi dissolvido. O PC Portugues foi dos poucos que nunca alinhou nisso e manteve-se fiel a sua doutrina, la nisso sao coerentes. Lembro-me tambem que na epoca dessa moda ca em Portugal houve fortes movimentos para empurrar o PCP por esse caminho, com a comunicacao social a dar forte destaque aos elementos comunistas do movimento renovador. Passado pouco tempo depois de verem que a coisa não funcionou foi ver-se os ratos a pular fora para outras andanças.
      -Pina Moura saltou para o PS e foi Ministro das Financas
      -Mario Lino saltou para o PS e foi Ministro das Obras Publicas
      -Zita Seabra saltou para o PSD e tambem nao se amanhou nada mal
      José Magalhães saltou para o PS e tambem nao se amanhou nada mal
      - Jose Luis Judas saltou para o PSD e foi para autarca da camara de cascais

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  2. Anónimo12.5.16

    ahahah é tudo negócio.
    É só mudar a roupagem.

    O essencial:
    "Portanto, a intenção é atacar o núcleo da sociedade, a família, partindo-a e tornando mais frágeis as ligações no seio dela, desde os primeiros anos de vida."

    O que são os pseudos ismos se vai dar tudo ao mesmo.
    Se a senhora é feliz com a vida que tem melhor para ela, agora promover a desintegração de algo que liga pessoas em mais um valor, a ser atirado ao chão pelas misteriosas leis de algo invisível e com leis criadas sabe-se lá por quem e com que fins chamado o mercado uma nova biblia: "flexibilização", "deslocalização" etc...
    Vamos lá a entender de uma vez por não muda nada só fica uma sociedade sem ligação humanas ao/no mínimo e isso vai contra o próprio ser humano numa tribo numa cidade, socializar. Ou uma socialização artificial, até os animais não racionais (já duvido) sabem isso instintivamente não é mentalmente higiénico.

    Nuno

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    1. Anónimo12.5.16

      Peço desculpa é o corretor coreano do celular ptzz

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  3. Notável entrevista, perspicaz artigo, mais uma vez tenho de dar alguma razão aqueles que lêem a evolução da sociedade a luz da chamada "nova ordem mundial", pelo menos neste ponto tem razão, esquerda ou direita a longo prazo unem-se num objectivo comum, dissolução dos laços familiares e sociedade precária e consequentemente vulnerável. Foi bom ter referido as raízes da senhora mas creio que ele deve fazer parte de algo maior ... não quero conspirar mas o discurso dela esta vocacionado para a criação de uma sociedade que ira tomar forma depois do seu tempo de vida, logo ela parece falar por algo superior a ela e que se perpetua na sociedade por gerações, algo como maçonaria ...é apenas especulação... .
    Max posso pedir-lhe o obséquio de ao publicar uma entrevista como essa deixar destacável as suas observações e conclusões, são excelentes observações, não me interprete mal, mas note que por exemplo para usar o texto como documento de trabalho numa aula teria vantagem, só para o caso de por lapso tomar como de outro uma sua observação. Muito bom trabalho.

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  4. O admirável mundo novo está aí, um aprofundamento da pós-modernidade.

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  5. Os homens e mulheres no futuro, em qualquer lugar do planeta deverão estar preparados para serem objetos de uso e descarte, isto está claro para mim. Portanto me parece que a linha de raciocínio da entrevistada atende à destinação da humanidade comum, ela está trabalhando no lugar adequado: os negócios da educação. Observem que, para ser objeto de uso e descarte, divíduos (não mais indivíduos) não devem ter raízes porque isto lhes conferiria alguma força, não devem ter qualquer resquício de autonomia porque isso lhes conferiria alguma individuação, alguma singularidade, alguma subjetividade. Mas é importante que considerem que têm autonomia, e aí a ausência de raízes lhes soa como um pré requisito da autonomia. Evidente que o pensamento deve ser encarado como pecado mortal, mas devem acreditar que pensam, e confundir perfeitamente comunicação com informação. Devem finalmente esquecer tanto passado como futuro, vivendo exclusivamente o momento, o que favorece a naturalização do descarte. Resumindo: bilhões de zumbis imbecis, massa de manobra para o que der e vier em função dos interesses de uma pequena casta pensante com o privilégio de viver, não apenas existir. Se cometerem o pecado de pensar um pouquinho encontrarão mil indícios que esta pauta já está em funcionamento faz bastante tempo. O que difere é apenas que em alguns lugares mais avançada, em outros mais tardia.

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  6. Anónimo13.5.16

    Penso que esta é a tendência, aliás, as coisas já funcionam um pouco assim.
    A desumanização do homem passa pela trasformação gradual deste de pessoa em cidadão envolto num espartilho legislativo.
    Esta crescente mudança, continuará a causar cada vez mais uma pressão demográfica negativa, cuja tendência já se verifica nos países ocidentais.
    Causa também uma pressão negativa no consumo devido a diminuição do poder de compra.
    Mas o modelo tem as suas resistências e vai se adaptando e acompanhando as transformações com a evolução natural para uma nova ordem.

    Krowler

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  7. Chaplin13.5.16

    Sensacional! Desde o final da segunda guerra, quando a propaganda dominante identificou que o trabalho, assim como havia sido feito com o dinheiro há mais tempo, poderia ser alçado de mera função social a um valor, mais, os dois principais valores ocidentais. O automóvel segue a mesma lógica. Ora, feito isso, o pensar e a própria civilização faliu... No maior campo de concentração uma frase era o cartão de visitas para seus futuros ocupantes: "O TRABALHO ENOBRECE O HOMEM"...

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    1. Anónimo13.5.16

      ahahah isso e outras coisas veio da europa central e explorado até à exaustão já nos eua.
      Um familiar de Freud parece-me, tara familiar provavelmente.
      O automóvel henry ford (com defeitos e muitas virtudes) e a concorrência gm (o inverso)...@Chaplin podia e devia desenvolver mais ;)

      Nuno

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  8. Chaplin13.5.16

    Mostre-se como seu amigo de fé, depois ocupe-o e distraia-o...pronto...uma presa totalmente dominada...
    Religião, trabalho e entretenimento...

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  9. Anónimo13.5.16

    Ao ler certas coisas que evidenciam a NOM, me toma uma conspiranóia de que a I.A. já está entre nós. Não entra na minha cabeça que humanos sejam tão criativos e eficazes quando se trata de disseminar a infelicidade. A robótica é desnecessária, por que os robôs somos nós. Vivemos vidas dedicadas às corporações. Educamos corporativamente nossos filhos. Breve, em nossos sonhos, sonharemos soluções para problemas corporativos.

    Bebidas, músicas, diversão. O ser humano tem que estar sempre pra cima. Nenhum minuto para contemplar é tolerado. Tem que estar ligado. Ligadão. Na atividade. Na adrenalina. Canabis estupefaciente já era. Onda só com as sintéticas.

    Década após década o inferno tem saído das profundezas para se estabelecer na superfície deste planeta. Torço para que aquelas bolhas trilionárias explodam de uma vez. Talvez sobre alguma coisa pros ratos e baratas.

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    1. Anónimo13.5.16

      Não a IA já está em uso basta ver o que aconteceu na bolsa em 2010 Flash Crash
      Link:
      http://www.bbc.com/news/business-35196351

      http://www.wired.com/2016/01/the-rise-of-the-artificially-intelligent-hedge-fund/

      Algoritmos, sim mas são programados por cpu's não programadores, isso foi no início e se calhar aí reside o problema ou pode se perder o controle... eis uns pontos de vista:

      https://en.m.wikipedia.org/wiki/Existential_risk_from_artificial_general_intelligence

      Nuno
      ps: o melhor método é criar caos já que tudo é colectado, mas tudo (grato Snowden) para criar padrões o que abaixo generalizei por nichos é só um pouco mais complexo.

      Nuno

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    2. Anónimo15.5.16

      Nuno, tudo muito interessante, principalmente o último link.

      Te digo com toda sinceridade que minha intenção não era levantar a hipótese da existência da I.A.. Embora não duvide da existência de tal tecnologia, usei uma imagem para demonstrar minha incredulidade na infinita capacidade humana de transformar o cenário sempre para pior.

      De qualquer forma, registrei mais estas informações do teu comentário.

      Muito agradecido.

      Nosotros.

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  10. Anónimo13.5.16

    O exemplo abaixo acaba por complementar e resumir muito bem tudo que se espera.
    http://rr.sapo.pt/noticia/54075/trabalhadores_de_aviarios_nos_eua_sem_pausas_sao_obrigados_a_usar_fraldas

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    1. Anónimo15.5.16

      Coisas de homo capensis, nunca de humanos. Penso que não somos capazes de tamanhas imbecilidades.

      Nosotros.

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    2. Anónimo16.5.16

      É procurar na web:
      http://www.dailymail.co.uk/news/article-2847613/Seattle-s-bus-drivers-forced-wear-adult-diapers-carry-jar-route-toilet-access-bad.html

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  11. Isto não é novidade nenhuma. Destacar o que está mal, já estamos todos carecas de o fazer e de saber o que é. È tempo de usar a cabeça e começar a construir algo melhor. Aliás, já há várias pessoas a experimentarem novos modos de vida e novas organizações societárias que dão mais importância aos individuos, á sua liberdade e a uma relação positiva com o meio ambiente.
    È muito fácil deixarmo-nos levar pelo negativismo e apontarmos o futuro como negro. Creio que a maioria das pessoas deste blog, já se apercebeu, que as elites pretendem nos manter o mais escravizados possível. Cabe a nós libertarmo-nos através da ação e combatendo o medo que nos assombra e nos impede de executá-la.

    Saudações a todos.

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    1. Anónimo13.5.16

      Soluções existem e não são poucas, umas implicam mudar completamente o estilo de vida até alterar os nossos hábitos com coisas pequenas do dia a dia.
      Todos somos consumidores de algo (coisas indispensáveis e outras dispensáveis). A pior coisa para o controle e dito mercado é um cidadão que não se ajuste a um determinado nicho. Ou em poucas palavras onde lhes dói mais é na carteira, que tal tentar alternativas e sermos cada vez mais informados/informar o próximo sob os pontos positivos e negativos de algo produto/modo de vida etc nos tentam vender. E virar costas ao que é mais negativo, claro.
      Pode parecer pouco, mas é um começo.
      É uma revolução silenciosa só que a vitima é o "explorador".

      abraços
      Nuno

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    2. Anónimo15.5.16

      Moram aqui perto de onde vivo alemães, pessoal novo e bastante interessantes a todos os níveis, são novos. Uns trabalham em grandes corporações durante 6 meses os outros 6 meses estão aqui a dedicar-se ao que mais gostam agricultura de auto sustentação levado à minuncia, aproveitam tudo. A principio os "rastas" eram vistos com surpresa, agora fazem parte dos locais que ocupam. Um deles é ví os documentos(um dos que está num desses navios containers da Maersk, é só o comandante). Eles produzem a sua própria energia e comunicam com os familiares lá na Alemanha e Holanda.
      A terra é deles e ajudam a comunidade no que podem numa aldeia(pequena cidade) aqui perto. São praticamente auto suficientes, mas possuem as proridades inteligentemente bem definidas.
      A única barreira foi a língua, agora nem isso.

      Existem sempre alternativas.
      Eles são felizes assim e querem a menor exposição mediática possível.
      Ah não tem tv mas tem portáteis.
      Nuno

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  12. Este comentário foi removido pelo autor.

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  13. Admirável mundo novo..., só que eu não fui feito para essa coisa, então parem o mundo que eu quero descer

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  14. Olá Gito: por favor, menciona as ações que estás envolvido para alterar este estado de coisas. Isto é muito positivo e, com certeza vou gostar muito de saber. As minhas ações são do conhecimento dos leitores contumazes desse blog.

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    1. Olá Maria. Eu gostava de poder dizer que tenho uma ação vigorosa em prol da libertação do ser humano. Mas a verdade, é que sou um assalariado numa empresa multinacional. Estou inscrito numa rede de alojamento gratuito á escala planetária, chamada couchsurfing,e frequentemente tenho convidados de várias partes do globo. Pode-se dizer que é o meu humilde contributo para tentar tornar este mundo um lugar melhor. Não é muito, eu sei, mas é o que se pode arranjar nesta altura da minha vida e do meu desenvolvimento pessoal.

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    2. Olá Maria. Eu gostava de poder dizer que tenho uma ação vigorosa em prol da libertação do ser humano. Mas a verdade, é que sou um assalariado numa empresa multinacional. Estou inscrito numa rede de alojamento gratuito á escala planetária, chamada couchsurfing,e frequentemente tenho convidados de várias partes do globo. Pode-se dizer que é o meu humilde contributo para tentar tornar este mundo um lugar melhor. Não é muito, eu sei, mas é o que se pode arranjar nesta altura da minha vida e do meu desenvolvimento pessoal.

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  15. Chaplin14.5.16

    Existem duas liberdades. Uma possível,a mental; outra impossível, a circunstancial. A civilização só deixará de ser escravizante quanto grandes contingentes populacionais tornarem-se mentalmente libertos e capazes de iniciarem a verdadeira reversão da atual ideologia dominante.
    Mas não vejo qualquer indício para que isso aconteça...

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  16. Anónimo20.6.16

    Marx e Engels devem estar sapateando de alegria (no mais fundo do inferno)

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