29 fevereiro 2016

Bíblia: Satanás

Acima Pã, em baixo Satanás
Um capítulo separado merece aquele que entre os "anjos" é sem dúvida o mais famoso e, ao mesmo tempo, o mais exagerado em relação à forma como é apresentado e às relativas características atribuídas. Falamos de Satanás.

O termo Satanás é presente 18 vezes no Antigo Testamento e temos que começar imediatamente dizendo que a maior parte do que acreditamos saber acerca dele não provém do livro sagrado da Cristandade.

A imagem comum que o representa um demónio com cauda bifurcada, chifres e o corpo de uma cabra da cintura para baixo é a iconografia fruto da identificação com o deus grego Pã (Πάν: de facto, fisicamente é igual). Obviamente, Pã é uma das muitas invenções imaginativas absolutamente desprovidas de realidade.

Mas voltemos ao Príncipe das Trevas original. Em hebraico, a palavra Satan (origem de Satanás) significa "adversário" e é um termo que define uma função precisa: aquela do antagonista, bem como o termo malakh ("Anjo") simplesmente identifica a função de mensageiro e não um ser com traços espirituais.

O próprio facto de que muitas vezes se encontra precedida nos documentos pelo artigo (escrever "Satanás" ou "O Satanás" não é  a mesma coisa) testemunha sem margem para dúvidas de que não não estamos perante um nome dado a um indivíduo, material ou espiritual: tal como Elohim e Malàkhìm, indica um status ou uma tarefa.

Alguns exemplos ajudam a esclarecer melhor a ideia. Longe de ser uma tarefa executada exclusivamente por um suposto "anjo" descaído, veremos como o termo Satanás indica várias vezes, e sem qualquer dúvida, uma actividade realizada por homens.

24 fevereiro 2016

Psico...

Os diferentes pilares da nossa vida social (família, escola, trabalho, medicina, direito, consumismo) criam dezenas de milhões de indivíduos neuróticos, criam demência, loucura, uma realidade que todos conhecem. Dúvida: é um desastre intencional? Em parte não, no sentido que é a nossa sociedade a criar monstros.

Uma vez havia o padre que ouvia os teus problemas, mandava-te dizer três Ave Maria e a culpa era automaticamente enviada para o senhor que vive acima das nuvens, aquele com a barba branca. Pelo visto, o senhor ficava com a barba e com as culpas de todos também, sem queixar-se muito.

Hoje uma criança muito vivaz não é normal, é hiperactiva, precisa dum especialista o qual, entre as outras coisas, prescreve medicamentos. Isso quando for o especialista, às vezes nem é preciso chegar até lá. Hoje uma pessoa não está "um pouco em baixo", tem a depressão. E, com ou sem especialista, eis que chega o medicamento. As casas farmacêuticas agradecem, as farmácias também. E o paciente? Fica escravo do medicamento ao longo de meses, anos.

17 fevereiro 2016

O que acontecerá em 2016?

Como vai ser o 2016?
Depois das previsões económicas (previsão pessoal: leve retoma. Logo a seguir eis que as bolsas de meio mundo entraram em queda....), vamos alargar os horizontes. Porque há vida além da economia.

O Plano A

Breve resumo dos últimos 25 anos: em Dezembro de 1991 a União Soviética desaparece oficialmente da história; em Fevereiro de 1992 é assinado o Tratado de Maastricht que estabelece as bases da desastrosa moeda única e o futuro alargamento da União Europeia; no mesmo ano, o Congresso do Partido Comunista Chinês abraça oficialmente a "economia socialista do mercado", tornando Pequim a fábrica do mundo que produz os bens consumidos pelos Estados Unidos e que também financia a compra porções crescentes de dívida pública dos EUA.

Entre Golem e psicose

Na tradição judaica, o Golem é um tipo de automáto criado por hebraicos para servir o povo escolhido e os seus interesses tribais.

A história mais famosa sobre o Golem é aquela do rabino Judah Loew ben Bezalel, também conhecido como Maharal de Praga (1513-1609). Diz-se que Maharal criou um Golem de argila para proteger os judeus da acusação de sangue (a acusação, generalizada no século XI, segundo a qual os judeus utilizavam sangue humano por razões rituais) e apoiá-los no trabalho físico.

Mais tarde, o Golem chegou em israel. Hoje, os palestinianos estão habituados a ser constantemente supervisionados por um grupo de Golem voadores israelitas, também conhecidos como "drones kosher".

Mas a Organização Mundial Sionista (WZO) decidiu ir além e investir num novo tipo de Golem: o ciber-Golem, desenvolvido especificamente para espionar todos nós. Sniper (este o nome da criatura) utiliza um algoritmo específico para procurar na internet conteúdos anti-judaicos.

15 fevereiro 2016

A Fundação Bill and Melinda Gates: o agro-negócio

Global Justice Now, uma organização sem fins lucrativos do Reino Unido, fez um bom trabalho. Pegou na Fundação Bill e Melinda Gates (BMGF) e analisou as suas actividades; depois publicou tudo num relatório, disponível online (em idioma inglês).

Demasiado simples falar mal da família Gates? Talvez. Mas os dados são dados e não há margem para discussão. É isso que interessa. E nem podemos esquecer que, com activos na ordem de 43,5 bilhões de Dólares, a BMGF é a maior fundação de caridade do mundo, que distribui mais ajuda para a saúde global do que qualquer governo.

É claro que uma organização privada destas dimensões tem o poder de influenciar grandemente assuntos quais o bem estar global, o desenvolvimento de determinadas regiões, a agricultura. E é mesmo esta a questão analisada pelo relatório de Global Justice Now. A BMGF poderia exacerbar as desigualdades globais e fortalecer ainda mais o poder do mundo das grandes empresas.

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