03 março 2016

O glifosato, provavelmente.

O glifosato (N-(fosfonometil) glicina, C3H8NO5P) é um velho amigo do blog: já falámos dele várias vezes, sendo um dos herbicidas mais vendidos no mundo (principal nome comercial: RoundUp). Mas é necessário voltar sobre o assunto por duas razões:
  • A União Europeia esta semana irá decidir se renovar a licença para o uso do produto ao longo dos próximos anos.
  • Em Portugal a situação é grave e no Brasil não é melhor.
Mas vamos com ordem.

Saúde: uma questão de probabilidades

Escusado será dizer que o glifosato foi inventado pela Monsanto, nos anos '70. É um herbicida, muito utilizado em praticamente todas as culturas de soja ("Bebo leite de soja porque contém aminoácidos, cálcio, vitaminas e glifosato"). De acordo com a IARC (Agência Internacional de Investigação do Cancro), o glifosato pode ser encontrado em pelo menos 750 produtos destinados ao consumo humano e há no mínimo três estudos que confirmam o seu perigo para a saúde.

01 março 2016

Professores, os formadores do Poder

Não é preciso muito para pensar sobre como lutar contra as guerras.

Professores, docentes, multidões de culpados: seguem "o programa" do Ministério, preenchem fichas, dão notas. Mas notas de quê? Se o rapaz sabe Shakespeare de cor merece uma nota elevada? Maravilhoso. E como vai enfrentar a vida real este miúdo? Citando Julieta e Romeu? "Romeu, Romeu. Por que tu Romeu"?

Shakespeare é excelente, que fique claro, e é justo que seja ensinado. Mas não seria melhor também algo mais, algo mais "realidade"? A guerra, por exemplo? Porque não falar dela, sem datas mas como conceito mesmo? Como evita-la? Como lutar contra ela?

Existe uma maneira e nem é tão difícil assim: seria suficiente ensinar a pensar de forma independente. O que é exactamente o contrário do que a escola faz.

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