06 janeiro 2017

A riqueza do mundo

O banco Credit Suisse publicou o relatório anual acerca da distribuição da riqueza no planeta. E não,
não há boas notícias.

Na pirâmide da distribuição, o 1% da população detém 51% da riqueza do mundo; o 10% detém 89%, enquanto o resto do planeta possui apenas 1% do total da riqueza planetária.

Assumindo que não intervenha nenhuma mudança, espera-se que nos próximos cinco anos irão aparecer outros 945 bilionários, elevando o total destes super-ricos para quase 3.000 pessoas: mais de 300 novos milionários na América do Norte com a China que alcançará o total de 420 super-ricos.

Credit Suisse estima que a riqueza global total seja agora de 334 trilhões de Dólares, cerca de quatro vezes o PIB anual do mundo. Após o final do século, houve no início um rápido aumento da riqueza global, em particular no caso da China, da Índia e de outras economias emergentes, responsáveis por 25% do crescimento da riqueza; a riqueza global diminuiu em 2008 e apresentou uma recuperação bastante lenta, com uma taxa significativamente mais baixa quando comparada com o período pré-crise financeira.


 Mudanças anuais na riqueza global nos anos 2000 - 2016
Na verdade, a riqueza tem vindo a diminuir em todas as regiões desde 2010, expecto na América do Norte, na Ásia e na China. Tendo como base a população composta apenas por adultos, o adulto médio tem ficado mais pobre neste período.

Nos últimos 12 meses, a riqueza global cresceu apenas 1,4%, limitando-se a manter o ritmo com o crescimento da população. Como resultado, em 2016 a população mundial não se tornou mais próspera, enquanto a desigualdade cresceu.

Na pirâmide da distribuição da riqueza, como afirmado, 1% dos adultos possui 51% da riqueza do mundo inteiro, enquanto a metade inferior da pirâmide representa os indivíduos que possuem apenas 1%. E 10% da população adulta possui 89% de toda a riqueza do planeta.

A principal razão para essa enorme desigualdade é que há muitas pessoas pobres no mundo. E isso apesar de não ser tão difícil pertencer ao grupo da população mais rica: uma vez que as dívidas forem subtraídas, uma pessoa só precisa de 3.650 Dólares para ficar na faixa dos "mais ricos". No entanto, são precisos cerca de 77.000 Dólares para ser membros daquele 10% dos detentores da riqueza global e 798.000 Dólares para fazer parte daquele 1% que constitui o topo da pirâmide.

A pesquisa mostra que 3.5 bilhões de pessoas (73% de todos os adultos do mundo) têm uma riqueza abaixo de 10.000 Dólares em 2016. Isso enquanto 900 milhões de adultos (19% da população mundial) ficam na faixa de 10.000-100.000 Dólares.

Níveis de riqueza em 2016
Os pobres estão concentrados na Índia, na África e nos Países asiáticos. Mas há também um número significativo de pobres (até para os padrões globais) na América do Norte e na Europa, com 9% dos norte-americanos, a maioria parte com património líquido negativo, na parte inferior da pirâmide e com 34% dos europeus sempre na metade inferior. Essas pessoas não só não têm riqueza, mas têm dívidas.

Na Índia as coisas não estão melhor: tem apenas 3,1% das pessoas na "classe média" global (a faixa entre 10.000 e 100.000 Dólares), e esta percentagem manteve-se inalterada ao longo do último ano. Pelo contrário, a China tem 33% da população na tal "classe média" global, dez vezes a Índia, e esta proporção dobrou desde 2000. Isso mostra a expansão económica sem precedentes da China, que retirou centenas de milhões de pessoas da pobreza, embora a desigualdade seja de facto aumentada.




Número de milionários segundo o País
(% do total mundial)
Voltando aos dados globais, o número de milionários, que caiu em 2008, mostrou uma rápida recuperação após a crise financeira e agora é mais do que o dobro quando comparada com o ano de 2000. Hoje há 32,9 milhões de milionários globais, ou seja de adultos com mais de 1 milhão de Dólares em propriedades ou poupança líquida. Mas existem apenas 140.000 pessoas em todo o mundo que têm mais de 50 milhões de Dólares. E só 3.000 (escassos) bilionários. São estes últimos que possuem o mundo.


Ipse dixit

Fonte: Credit Suisse

8 comentários:

  1. Sim, assim se entendem melhor as políticas que depois são efectivamente seguidas na generalidade do mundo.

    Na China ensina-se às crianças que devem pensar primeiro nos outros e só depois nelas próprias, o que deve explicar um pouco o que se passou nos últimos 20 anos, que foi o oposto do que aconteceu nos EUA.

    Já em Portugal, a mesma fonte indicava que havia cerca de 50 mil milionários, e dias depois li que temos cerca de 50.000 militantes do partido comunista. Não é minha intenção falar das intenções, ou da falta de intenções, destes dois grupos, mas apenas afirmar como esta informação não é apreendida pelas pessoas em geral, mas espelha bem não as relações de força mas as actuais características da população portuguesa.

    Não espelha a relação de forças pois não há qualquer disputa aqui: as pessoas em geral são frias para a política e aceitam quaisquer imposições da parte da autoridade pois desde crianças foram educadas num sistema esclavagista que condiciona uma certa forma de estar que é responsável por quase todo o mal que nos rodeia.

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    1. Anónimo8.1.17

      "Já em Portugal, a mesma fonte indicava que havia cerca de 50 mil milionários, e dias depois li que temos cerca de 50.000 militantes do partido comunista."

      Qual é a relação que pretende estabelecer ?

      EXP001

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    2. Anónimo11.1.17

      Pois... bem me parecia e a sua ausencia de resposta apenas confirmou. Apenas pretendeu mandar larachas para o ar.

      EXP001

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  2. É bem interessante ficar atenta a esses dados em percentuais embora não tenha aparecido a situação da América Latina em números. Aqui no Brazil (com z)e, em especial no sul onde vivo, à medida que a miséria aumenta, os miseráveis somem, ficam invisíveis! Por certo que algumas razões as tenho elencadas. A tolerância zero (ao pobre, claro...) significa que as administrações locais de várias cidades (inclusive as mais próximas de onde moro) despejam os pobres que chegam para lugares muito distantes tipo os malditos donos de viralatas que, quando querem se livrar dos infelizes animais, soltam os coitados em lugares tão longínquos que eles não conseguem voltar e morrem de fome e outras penúrias por lá mesmo. Trata-se de um ambicioso projeto nova yorquino assimilado com carinho por nossos administradores tupiniquins.Uma outra razão provável eu diria que, entre nós sulistas, a vergonha de ser pobre está entranhada na cultura popular porque aqui o pobre é sempre o culpado por esta situação, então melhor ocultá-la de todas as formas possíveis.E, se ainda assim o pobre "insistir" em se mostrar, automaticamente vira bandido, drogado, sujeito perigoso que deve ser caçado pelas forças policiais, enjaulado, morto, trucidado.(Temo que as forças da ordem e da lei vão ter muito serviço nos tempos que se anunciam...)
    Por outro lado ser rico por posses materiais é sinal de inteligência trabalho e determinação. Então as cidades de médio e grande porte ostentam bairros enormes com verdadeiros palácios em casas e edifícios povoados por aquela célebre classe "mérdia" brasileira que ganha o que eu ganho mas ostenta uma vida de luxo e ostentação absolutamente fora das suas possibilidades. E então sobrevive de falcatrua em falcatrua sobre quaisquer uns que possa enganar e deles tirar algum proveito material. Daí que temos cidades pungentes e um povo sulista de sucesso.

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  3. Bom ter o retorno de vcs: Max e Maria. Também sou sulista e realmente , Maria, há muito tempo acontece o que vc falou. Certos prefeitos e secretários de municipios incentivam a migração para a capital do estado. Existem bolsões de misérias que se proliferam nas encostas dos morros , todos oriundos de uma mesma região. São convencidos a se mudarem esperando uma vida melhor, baseados na enganosa vida ostentada pelos moradores das cidades mais badaladas.

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  4. Abro o noticiário e olhe aí a coincidência:

    http://horadesantacatarina.clicrbs.com.br/sc/geral/noticia/2017/01/prefeitura-investiga-se-moradores-de-rua-estao-sendo-trazidos-de-outras-cidades-para-florianopolis-9203673.html

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