23 março 2017

Mulheres do Islão

Uma boa parte do choque de civilizações entre Ocidente e mundo islâmico é jogado no âmbito
diferente papel que as mulheres têm nas duas culturas.

Se o Ocidente conseguir convencer a mulher muçulmana a homologar-se aos direitos das mulheres ocidentais, o Ocidente ganha o jogo sem disparar um único tiro, a não ser os tiros do Isis que terá um certo poder militar mas não tem a força para opor-se à violência duma cultura superior.  E, neste caso, superior fica sem aspas porque, apesar dos infinitos defeitos que o mundo ocidental tem, aos menos conseguiu libertar (parcialmente) o papel da mulher.

Como explicado pelo filósofo e antropólogo Claude Levi-Strauss, uma cultura é feita de pesos e contrapesos, de medidas e contramedidas que mantêm o equilíbrio. Se qualquer um dos elementos dessa cultura é eliminado, isso modifica todos os outros e a cultura ficará desequilibrada, eventualmente destruído. O mundo islâmico tem este problema: vive, pensa e actua no 50% das suas possibilidade. Metade dos muçulmanos praticamente não existem, ficando fechados em casa para criar os filhos.

Por esta razão a propaganda ocidental insiste de maneira sufocante sobre os direitos negados à mulher muçulmana, ganhando assim o apoio espontâneo das mulheres ocidentais que, mesmo odiando a política agressiva e terroristas dos governo Bush, Clinton ou Obama nos Países árabes, sentem o dever moral de vir em auxílio das "irmãs" islâmicas.

Um exemplo é dado pela história do Afeganistão. Há quinze anos os ocidentais ocupam e lutam contra este País cuja liderança impôs como chefe um boneco, Ashraf Ghani, que estudou na Columbia University, lecionou na John Hopkins, era membro do Fundo Monetário Internacional (FMI), é casado com uma mulher cristã libanesa. O Afeganistão não tem petróleo, o seu subsolo está entre os mais pobres do mundo. É um País bastante desgraçado. Então, por que o Ocidente lutas no Afeganistão? Por três razões.

A primeira é a posição estratégica do Afeganistão. Não que o País seja um must (o vizinho Irão é muito mais importante neste aspecto), mas é pedaço de terra que entra no famoso jogo americano da conquista da Eurásia.

A segunda razão é o ópio. A terra afegã é misera mas produz ópio de ótima qualidade, em particular desde a chegada das forças Ocidentais.

A terceira razão são os talebans. O Ocidente luta contra o fenómeno Taleban, os costumes Talebans, a ideologia Taleban. O projecto de Mullah Omar, o comandante supremo dos Talebans, era aquele duma modernização moderada do País, mantendo as suas tradições. E entre estes uma fundamental prevê que o papel da mulher seja principalmente o de ter filhos e cuidar da família. Em troca recebe uma protecção quase absoluta: durante os seis anos do governo do Mullah Omar não se lembra um único caso de violação e que tenha tentado isso foi direito para a forca.

O projecto de Omar derivava daquele do Ayatollah Khomeini, cuja chegada ao poder no Irão, em 1979, pode ser datada como o começo da nova guerra de civilizações entre o Ocidente e o Islão (já houve mais no passado, como é notório). A diferença entre os dois é que Khomeini era um intelectual refinado, que tinha uma grande cultura (a Persa) completada com a experiência nos anos de exílio em Paris; Omar era um menino pobre dum País miserável, do qual nunca saiu, e aplicou a teoria do Ayatollah Khomeini de forma muito mais crua.

Assim, a guerra no Afeganistão dos Talebans é também uma guerra ideológica que pode ser tomada como emblema, dada a sua clareza, do confronto entre o Islão e o Ocidente. É óbvio que no caos do Médio Oriente há muitos outros factores em jogo: o poder económico, a geopolítica, o petróleo e mais ainda. Mas a vertente feminina não pode ser esquecida.

Se o Ocidente não conseguir libertar a mulher muçulmana, os Islâmicos irão prevalecer com a massa deles, porque continuam a produzir filhos. É só uma questão de números, nada mais. E, finalmente, conseguirão dominar-nos, infiltrando-se nos nossos territórios, sem muito esforço, porque a Natureza não tolera o vazio (o horror vacui) e um vácuo de valores (é o caso da sociedade ocidental) só pode ser preenchidos com outros valores.

As mulheres islâmicas têm nas mãos um enorme potencial. Tal como a religião cristã tem (fadigosamente) que actualizar-se, também a islâmica não pode ficar parada num mundo em contínua mudança (entre as outras coisas, é bom realçar como as palavras de Allah no Alcorão prevejam um papel de igualdade entre homens e mulheres: depois chegou o homem e interpretou isso à maneira dele...).

Importante é lembrar-se que o objectivo final não é criar um clone da mulher ocidental, mas uma mulher islâmica livre.


Ipse dixit.

Fonte: L'Islam e i Diritti della Donna, La Donna nella Cultura Islamica, Wikipedia - Mulheres no Islão, Massimo Fini.

5 comentários:

  1. separatista-50-5023.3.17

    As reacções ao discurso de Donald Trump vieram realçar algo que já se sabia: o pessoal com uma elevada taxa de natalidade é altamente amigo... desde que... não seja posta em causa a sua condição de «DONOS DISTO TUDO».
    .
    .
    O bandalho europeu é um lambe-botas dos «donos disto tudo».
    ---» Tal como os «donos disto tudo», o bandalho europeu não gosta de povos nativos que procuram sobreviver.
    ---» Tal como os «donos disto tudo», o bandalho europeu é NAZI: andam por aí numa constante busca de pretextos para negar o Direito à Sobrevivência de Identidades Autóctones.
    {nota: nazi não é ser alto e louro, blá, blá, blá... mas sim, a busca de pretextos com o objectivo de negar o Direito à Sobrevivência de outros}
    ---» Tal como os «donos disto tudo», o bandalho europeu têm um completo desprezo pelos povos nativos (na América do Norte, na América do Sul, na Austrália) que procuraram sobreviver pacatamente; e que, como eram economicamente pouco rentáveis, levaram com um holocausto massivo em cima... porque tiveram o «desplante» de querer ter o SEU espaço no planeta e de querer prosperar ao seu ritmo.
    .
    Mais: um nazi é um nazi (não aceita a existência de outros), e o bandalho europeu como lambe-botas que é dos «ddt», proclama que defender a existência de outros... deve ser considerado um crime de ódio; pois, o estatuto dos «donos disto tudo» (salvadores da demografia) não pode ser posto em causa.
    .
    .
    Nota: O Bandalho Europeu é fácil de identificar:
    - não se interessa por sustentabilidade;
    - como a sociedade nativa não é sustentável (média de 2.1 filhos por mulher), ao mesmo tempo que critica a repressão dos Direitos das mulheres, em simultâneo, para cúmulo, bajula a 'boa produção' demográfica daqueles que tratam as mulheres como úteros ambulantes - ex: islâmicos.
    .
    .
    .
    P.S.
    Em vez de andar a chatear SEPARATISTAS-50-50, o bandalho europeu DEVE É IR FAZER PÉRIPLOS... tal como o primeiro ministro de Portugal, António Costa, faz.
    ---» Como uma sociedade sustentável é uma coisa muito trabalhosa, o bandalho europeu prefere fazer périplos apelando à naturalização de jovens oriundos de povos com uma boa 'produção' demográfica.

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  2. Esta história de direitos é muito relativa, penso eu. Será que o que eu entendo por direitos (a maioria dos quais não tenho), enquanto mulher ocidental é a mesma coisa que almeja uma mulher afegã? Sinceramente gostaria que alguém aí me indicasse onde encontrar o pronunciamento das interessadas islâmicas.
    Minha única experiência vem da Guiné Bissau e faz muitíssimos anos. Participava eu de um projeto com um educador brasileiro famoso, que fora meu orientador no doutorado. Propunha-se a "libertação" das adolescentes locais da prática, para nós absurda, de mutilar o clitóris da menina na puberdade, para que ela não alcançasse prazer no sexo. Nesse embate conscientizador tive oportunidade de dialogar com muitas protagonistas deste tradição cultural. Nem todas concordavam com nossa missão civilizatória e várias expunham motivos para tal. Um, por exemplo, era garantir a felicidade no matrimônio, ou seja, me explicavam que sem prazer sexual não havia motivo, vinculado ao desejo, de variar de parceiro. E esta era para elas uma razão que justificava a aceitação da tortura.
    Ás vezes me pergunto: como e porque as ocidentais aceitam a tortura do parto com tanta alegria? Mistérios...mistérios!

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    Respostas
    1. Cara Maria, vou te dar mais razões para duvidar das liberdades propaladas mas não proporcionadas!
      No ocidente mulher é "obrigada" a usar salto alto (para se mostrar pronta para o coito com o arrebitamento da anca, e ao mesmo tempo submissa sem base), só que mulheres de salto alto em um acidente ou calamidade são as mais mortais das criaturas!
      Sem base caem e são pisoteadas pelos "cavalheiros", não conseguem se deslocar eficazmente e são as últimas a escapar, quando escapam.
      Mulheres estimuladas a se deitar com qualquer um por "liberdade" são as incubadoras dos papilomas virus que agora estão impondo até vacina provocadora de toda sorte de desgraça obrigatoriamente para que as mulheres sejam mais e mais objetos sexuais de viagreiros - será que quem toma viagra é homem?

      Mas o mais fundamental é uma obviedade fisiológica: Uma mulher por mais afeita a sexuar só vai parir em casos raríssimos duas gerações de crias em um ano, ao passo que um macho viril insemina no MÍNIMO umas mil mulheres por ano!
      Enquanto óvulos só amadurecem um por mês, espermas são produzidos sem parar e aos bilhões.
      Enquanto o sexo masculino é externo e fácil de higienizar, o da fêmea é interno e incuba tudo, inclusive doenças se a fêmea não for sadia e seletiva!

      E finalizando, vou citar a questão do prazer, embora eu entenda que o prazer é apenas prêmio para o macho alfa se esforçar em se manter alfa e os outros se esforçarem para ser mais do que simples coadjuvantes e se as f~emeas oferecem sexo mesmo para os fracos, o rsultado é descendência fraca!
      Uma mulher depende totalmente do macho para ter um orgasmo em um intercurso, ela precisa da inteligência, sensibilidade e sutileza do macho ou fica a ver navios, já o macho, só de entrar e bombar uma vez já consegue fecundar a f~emea.
      Qual a lógica de se pensar que a liberdade da mulher está em uma ato em que elas são completamente dependentes do homem???

      O poder REAL da Fêmea é o da SELEÇÃO, é escolher só o melhor para perpetuar o melhor, o resto é gastar recursos fisiológicos para sabotar a própria espécie!!
      Fica claro que os a favor da liberdade sexual são extamente os que não prestam para sexuar e são os coadjuvantes no mundo animal, mas viraram atuantes em um mundo misógino falocrata e o resultado de macho sem qualidade sexuando é seres que entendem que buraco de fezes é órgão sexual!!
      É o ódio contra as mulheres no topo do mundo, até as leis agora dizem que ânus é como Vagina e pode fazer o mesmo que ela. Isso é dizer com todas as letras que Vaginas valem um ...u!!!
      Se a Vagina, a porta da vida, pode ser substituida por um ânus masculino (ou feminino), é sinal que gente poide ser substituida por excremento!

      Só loucos acreditam que mulheres muçulmanas tem menos direitos que mulheres ocidentais, ou então os estupradores, os misóginos, os psicopatas!
      Vagina não é parquinho de diversão de lixos e se eu estivesse errado não nasceriam seres que acham que até buraco de fezes vale mais que Vagina!
      Todo fraco precisa de agendas libertadoras de sexo feminino,pois é a única forma dele, fraco, ter acesso a mulher!

      Onde buraco de fezes vira órgão sexual inclusive por força de lei, o que menos existe é direito feminino e homens, pois homem extermina tudo o que ameace ou ofenda suas fêmeas!
      Pelo jeito falta fêmeas e machos, e sobra fecoativistas e excremento!

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  3. As mulheres aceitam as torturas do parto com alegria porque foram condicionadas que a maternidade é a "mais nobre ato de uma mulher", só que se fosse, não nascia fecalistas!!!
    Só nasceriam os mais nobres indivíduos!!
    Essa agenda de sementeiras de viagreiros é a que garante o i-mundo como está, cheio de acéfalos legitimando lixos empoderados, imponderados e empodreirados!!

    Leia sobre a circulação crâniosacral para entender o porque de se rasgar barriga de mulheres para gerar aberrações.
    A vágina no parto comprime a cabeça do feto e dispara a circulação crâniosacral. Seres que tem essa circulação forte são mais inteligentes, fortes e o mais importante, não são tão sujeitos a tolices religiosas!

    Pense o seguinte: o folho de deus foi feito de um estupro, deus abduziu e estuprou uma menina de 13 anos já casada!! E só com a argumentação do poder. Ela foi submetida e acabou em sindrome de estocolmo e em síndrome chamou o estuprador de deus!!
    Se o otdo poderoso pode estuprar mulheres, quem o segue também pode!!
    Em nome do pai, do filho e do espírito santo!!!
    Onde está a Mãe? Onde está a Filha, onde está a Espirita Santa?
    Percebeu o ardil??

    Se deus precisou estuprar uma menina virgem para fazer o filhote dele, não é sinal que a divindade está entre as pernas da Mulher?
    Afinal, se deus fosse deus, não precisaria de mulher para nada, até porque ele as entende imundas em suas menstruações, está no Velho testamento!!!
    Se fosse deus fazia seu filhote em um estalar de deos e não em um estuprar de virgem!

    A desgraça feminina é obra de deus!! E deus é misógino, fraco ao ponto de não ser capaz de fazer só com sua vontade, precisa da Vagina da Mulher!

    Com essa agenda incoerente, demente, sádica, misógina e estupradora é que se forjou a sociedade ocidental e oriental.
    Está na cara que a agenda não é de desenvolvimento da humanidade, se o fosse as fêmeas seriam defendidas e não sabotadas!!! Pois é a seletividade de vocês mulheres que ditam a qualidade da espécie!

    O plano original é medonho, e quando o entendemos de verdade, a casa cai, o véu cai, e ficamos desnudos para a realidade humana! Somos seres absolutamente miseráveis e desgraçados tudo pela graça de deus!

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  4. Chaplin27.3.17

    Assunto parte de uma premissa complicada. Conceitos ocidentais invadindo cultura oriental...ora ora... precisamos resolver tantas questões no ocidente e não se para de querer "ensinar" o oriente...nossas últimas gerações não passam de autômatos enrustidos em tecnologia, alienados substancialmente do mundo real...

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