10 agosto 2010

A mordaça

Lembram Jane Bürgermeister?
Não lembram? Ohhhhh...

Então podem ler O caso não está fechado, só para ter uma ideia.
Agora Jane volta. Desta vez denuncia uma conspiração...contra ela mesma.
O que, para um conspiracionista, deve ser o máximo.

Podemos concordar ou não com as teorias da Bürgermeister, mas uma coisa temos que admitir: esta "fúria judicial" soa estranha.
O facto de ser uma alegada visionária não é suficiente: imaginem se os juízes tivessem que perseguir todas as delirantes teorias que circulam na internet. Além disso, na rede é possível encontrar pessoas bem mais perigosas dela.

Ou será que acusar um colosso farmacêutico (a Baxter neste caso) e a Organização Mundial da Saúde pode ter efeitos secundários como este?

Bloggers perseguidos e declarados insanos
Oi, o meu nome é Jane Bürgermeister e estou em Viena, na Heldenplatz onde Hitler fez o famoso discurso de 1938, quando houve a anexação da Áustria, e agora, em 2010, sinto-me como uma pessoa que tinha sido perseguida pelo Governo austríaco.

Em 12 de Agosto, terei que comparecer no tribunal em Dublin, para ser ouvida sobre a possibilidade de ser submetida à supervisão judicial. Se eu for colocada sob supervisão judicial não terei nenhum direito, nem o direito de defender-me em tribunal, nem de manter a minha propriedade, nem a oportunidade de continuar o meu trabalho.

Como jornalista que trabalhava para a Natureza, o British Medical Journal, The Guardian e The Observer foi uma das pessoas que alertaram o mundo de que a pandemia da gripe suína não era tão ruim como tinham pintados os governos, os meios de comunicação e do Mundo da Saúde de que o vírus era de fato bastante fraco; de que as vacinas não eram necessárias; de que as vacinas não tinham sido testadas ou insuficientemente testadas, e estavam a ser um risco.

Estes pareceres foram validados pelo parlamentar britânico Paul Flynn num relatório, apresentado no final de Junho, à Assembleia Parlamentar do Conselho da Europa, onde também concluiu que a pandemia de gripe suína e todo o alarme tinha sido produzido pela OMS e principalmente pelas empresas farmacêuticas para o próprio lucro. Até mesmo o British Medical Journal, por sua vez, publicou um artigo muito crítico em relação à pandemia de gripe suína e à campanha de vacinação global.

Apesar de tudo isto, estou prestes a ficar sob supervisão judicial por decreto de um tribunal austríaco com a acusação de ver conspirações em qualquer lugar, conspirações que não posso provar e para as quais não tenho qualquer prova; e com a acusação de ter colocado financeiramente em risco a propriedade do meu pai.
Meu pai faleceu em Outubro de 2009 e deixou a mim e aos meus irmãos uma casa e um apartamento no valor de cerca de 700 - 800.000 Euros: já tiveram de lidar com a herança de nossa mãe e vender a sua casa, coisa realizada com êxito, mas aqui na Áustria poderia ser colocada na prisão e privada de todos os meus direitos em continuar meu trabalho, como resultado de denúncias do Tribunal de Justiça.

Eu lancei apelos e também fiz uma queixa formal contra esta corte, porque posso provar através de documentos, e-mail, fax e outros elementos de prova que este é um falso pretexto para silenciar-me de forma deliberada.

Não sou a única pessoa na Áustria ou na Alemanha que tem de fazer face a estas acusações, existem outros blogueiros que têm sido entregues pelo Estado e tornaram-se alvos de juízes corruptos que fazem uma utilização abusiva do direito para silencia-los.

Esta é, infelizmente, uma tendência que não está a ocorrer apenas na Europa mas também na Nova Zelândia, Estados Unidos e Canadá. Na Áustria também foi aprovado em 2010 um Acto para a Prevenção do Terrorismo que permite ao governo prender praticamente qualquer pessoa com o pretexto de que possam constituir uma ameaça para o Estado.

Então estamos a entrar numa era muito mais perigosa, comparável à de 1933, quando da mesma forma havia prisões em massa, aqui na Áustria, feitas por juízes corruptos que faziam uso instrumental do direito; e logo após Hitler ter marchado sobre a Áustria, em 1938, cerca de 200 mil Austríacos foram presos sob vários pretextos no que foi o início do "regime de terror".

Agora vamos enfrentar as mesmas circunstâncias, após todos estes anos experimentamos uma crise económica semelhante, esta também orquestrada pelos bancos, estamos à beira da terceira guerra mundial contra o Irão, corremos o risco de recrutamento obrigatório nos termos do Tratado de Lisboa e estamos a lidar com um governo cada vez mais autoritário.

Nos Estados Unidos e na Europa também esperamos novas vacinas contra a gripe, que contêm elementos tóxicos de vacinação contra a gripe suína, e talvez esperamos uma nova pandemia construída a partir do nada.

É por isso que os governos estão tão ansiosos para obscurecer internet e para silenciar as pessoas que fazem informação acerca deste factos.


Fonte: Nexus
Tradução: Informação Incorrecta

Trabalhar cansa

Diário de Notícias de ontem, 10 de Agosto, última página, rubrica "Um ponto é tudo" do jornalista Ferreira Fernandes:
O título da crónica é "Feliz Cumpleaños, and Adiós" (em anglo-espanhol, o que daria "Parabéns e bye-bye" em português).

Com certeza.
E, como costumam dizer em Guimarães: "Sayonara, baby".
Se estes são os "mestres"...

Trabalhar cansa

Continuamos com a leitura e encontramos outra notícia interessante, que ajuda a perceber um pouco mais porque Portugal está como está: os dependentes da função pública portuguesa trabalham menos do que os colegas europeus.

Nos Países mais desenvolvidos, os trabalhadores ao serviço da comunidade trabalham mais a cada semana:

Luxemburgo e Áustria 40 horas
Suécia 39,7 horas
Alemanha 39 horas
Bélgica 38 horas
Espanha e Noruega 37,5 horas
Dinamarca e Irlanda 37 horas
França e Portugal 35 horas.

A razão? Mistério.
Provavelmente será porque os dependentes públicos ficam cansados a trabalhar. Os dos outros sectores não.
Deve ser por isso.
Eis explicada a razão pela qual os trabalhadores do comércio e dos serviços trabalham 40 horas semanais: não ficam cansados.

Ganhar com a fome

Continuamos com a notícia se calhar mais importante do dia, que não tem a ver só com Portugal: o preço do pão aumenta. Porquê?

Fala-se de diminuição da oferta, de rotura de stock, e ainda mais.
Mas a realidade é mais triste: especulação.

Cobraf:
Parece uma farsa como a de 2007, o preço do trigo em Chicago subiu 90% em dois meses com base no declínio da produção global de 4% e a partir duma posição de reservas totalmente normal, nada dramático

O trigo desde 40 anos variou entre 2,5 e 5,5 Dólares por bushel (unidade de medida, pouco mais de 36 litros) e para exceder 6 Dólar era preciso algo de excepcional, mas em 2007, durante os últimos meses de "boom" dos mercados financeiros, foi levado até 13 Dólares graças às novas regras especulativas introduzidas em 2003.

Em seguida, descobriu-se que os estoques nem eram os mais baixos da década; logo o trigo perdeu 70% do valor alcançado. Aqui estão agora a tentar a repetição

 O preço do trigo ao longo dos últimos 10 meses
(fonte: Cobraf)


O preço do trigo ao longo dos últimos19 anos. 
Repare-se no pico especulativo de 2007.
(fonte: Cobraf)

 Para mais informações podem ler o post: A fome de uns, a riqueza de outros.

A boa notícia? É que o preço do trigo está a gora a descer.
E o preço do pão?
Vamos ver, com inalterada confiança.

O estranho sinal

E acabamos com uma curiosidade (por enquanto).
Os adeptos das comunicações rádio do Velho Continente estão em alarme: o que é o estranho sinal nos 3.633 Mhz?

Eis o sinal:







A frequência indicada parece apontar para uma emissora russa.
Algo acontece na terra de Ivan?


Fontes: Diário de Notícias, Cobraf, Informazione Scorretta

09 agosto 2010

Fundos vulneráveis

Desapareceram 8,7 bilhões de Dólares.
Não são poucos, de facto.

Doutro lado sabemos que a Democracia tem custos.
E o Iraque adquiriu um inteiro "pacote": Democracia, atentados, guerra civil e pobreza em troca de petróleo. Mais 8,7 bilhões de Dólares.
Um grande negócio, sem dúvida.

O site PSL dá conta deste desaparecimento.
Como acontece com os sites "ideológicos" (PSL é a sigla de Party for Socialism e Liberation), arrisca cair no ridículo ao descrever o Iraque de Saddam Hussein como uma espécie de paraíso.
Mas, além deste pormenor, faz um quadro tristemente verídico da realidade iraquiana. E dos responsáveis.

O saque do Iraque

Quase 9 bilhões de fundos iraquianos desapareceram

A imagem popular criada pelos media corporativos da pilhagem   é a de pessoas pobres que roubam televisões, sapatos ou outros itens das lojas que têm como alvo. Muitos moradores desesperados, a maioria deles afro-americanos, de New Orleans, abandonados quando o furacão Katrina inundou a cidade em 2005, foram agredidos e presos como "saqueadores" para ter subtraído  alimentos nos supermercados fechados.

No dia 27 de Julho o departamento de investigação especial dos Estados Unidos para a reconstrução do Iraque tem publicado um relatório que afirma que o Pentágono não pode dar uma explicação de 95%, pelo menos, dos 9,1 bilhões de Dólares de fundos iraquianos que tem "retirado" quando as forças dos EUA conquistaram o Iraque e desmantelaram o seu governo em 2003. Desapareceram 8,7 bilhões de Dólares do Fundo de Desenvolvimento para o Iraque (DFI).

L. Paul Bremer, o presidente da provisória Autoridade Civil, que governou o Iraque como um ditador de facto ao longo de 15 meses após a ocupação do País em Abril de 2003, criou o DFI. Os seus fundos vinham de activos iraquianos congelados nos Estados Unidos e em outros Países, e da venda de poços de petróleo no Iraque, então nacionalizados.

Talvez Bremer, o Pentágono e os seus camaradas de empresas como Halliburton estão envolvidos em saques generalizados? Não, segundo os media corporativos. O documento do Inspector Geral Especial afirma que nenhum crime foi cometido.
"A falta de controle deixou os fundos vulneráveis ao abuso com perdas não calculadas" afirma, descrevendo um roubo impressionante com termos mais inofensivos possíveis.

A classe dominante capitalista sabe como proteger o que é seu

O documento do DFI não é senão a ponta dum enorme icebergue. O objectivo principal dos saqueadores corporativos, do exército e do governo é que eles precisam de todos esses vastos campos de petróleo do Iraque.

O Iraque está entre os três principais Países do mundo em termos de reservas de petróleo. Quando desde 1920 até 1958 foi uma colónia britânica, 100% do petróleo do Iraque pertencia a empresas petrolíferas estrangeiras: Britânicos, Holandeses, Franceses, Americanos tinham cada um 23,75% das acções participativas. Enquanto as empresas hoje conhecidas como BP, Chevron, Total, Shell e outras aproveitaram-se dos recursos do País, a maioria dos iraquianos sofreu a extrema pobreza, entre 80 e 90% de analfabetismo, com poucas possibilidades de ver um médico.

Após a revolução de 1958, quando terminou a dominação britânica, o petróleo iraquiano foi nacionalizado. As entradas do petróleo serviram de base para a modernização do País e a melhoria espectacular na vida da maioria das pessoas.
A invasão anglo-americana e a ocupação do Iraque em 2003 trouxe de volta o País à condição de colónia.

Um dos principais objectivos declarado das forças de ocupação foi a de-nacionalização do petróleo iraquiano e abertura do País à exploração ilimitada por parte dos EUA e de outras corporações transaccionais, independentemente do custo humano. Este custo foi muito alto.

Estima-se que até 2003 cerca de 1,2 milhão de iraquianos morreram e vários milhões de pessoas ficaram feridas ou tornaram-se refugiados. As condições de vida na maior parte do País estão piores agora que durante o período das sanções e do bloqueio que precedeu a invasão. A ironia cruel é que num País com vastos recursos energéticos, há falta cronica de combustível e em muitas áreas existem frequentemente blackout.

Morreram mais de 4.300 soldados americanos e centenas de milhares de pessoas sofreram danos físicos e psicológicos graves. O preço da guerra ultrapassou 700 bilhões de Dólares e vai crescer ainda.
Todas estas mortes, a destruição e o desperdício de recursos para garantir no Iraque a vantagem das corporações criminais de petróleo, dos bancos e de outros que aqui (no Ocidente) saqueiam o ambiente e a economia.

Fonte: PSL
Tradução: Informação Incorrecta

Vacaciones en España

Cobraf dedica algumas linhas ao "sonho americano": a meio entre o gossip e a economia, ilustra algumas nuances da vida política dos Estados Unidos.
Nas famílias upper-middle-class dos EUA, para um casamento podem chegar a gastar 20 mil ou talvez 30 mil Euros. Para os actores, cantores e celebridades (ver os casamentos de Tom Cruise e Nicole Kidmnan) desde 300 mil Dólares até um milhão de Dólares; e grandes homens de negócios, como Donald Trump, ultrapassa-se mesmo um milhão (1.5 milhões para ser exactos)

Mas como foi possível para uma família [a Clinton, NDT] que ganhava um salário bruto de 300 mil Dólares por ano na Presidência dos EUA pagar 30 mil Dólares só para o bolo de casamento?

Como fez para pagar 3 milhões de Dólares para o casamento da filha? Bem, ganha cerca de 100 milhões em dois ou três anos.
E como é que Tony Blair, um ano depois de ter renunciado ao cargo de primeiro-ministro, de repente, agora têm uma renda acima de 20 milhões de Euros por ano?
Costumamos dizer que os nossos políticos são os mais corruptos; e santos não são, de certeza.  Mas os políticos europeus, mesmo ex-presidentes, não ganham legalmente e facilmente 20 milhões por ano. Esta semana, a esposa de Obama foi de férias sozinha, sem o Presidente que deve levar consigo uma equipa, e reservou 30 quartos no Ritz Carlton para a própria assessoria pessoal: a senhora esposa, sem qualquer cargo no governo. Esta é uma atitude de sultão de Brunei.

Se observarmos Países como a Alemanha, encontramos Angela Merkel que vive num condomínio e a esmagadora maioria dos ministros e ex-presidentes que não se tornam milionários, mas vivem como faziam antes do Governo (a única excepção é Gerhard Schroeder, que entrou numa sociedade russa e que talvez chegue ao milhão de Euros)

O enriquecimento da elite americana, a vida dos políticos milionários norte-americanos que hoje passam as noites e os fins de semana nas vilas dos amigos milionários e imediatamente entram nos conselhos de administração de dez empresas e três fundos de investimento e são pagos assim como representantes de lobby logo que deixarem o escritório, explica a diferença "macroeconómica" de oito milhões de desempregados entre a Alemanha e os EUA.

Fonte: Cobraf

O stress da China

Stress test? Uhi...

Também a China tem o próprios testes de stress. Que assustam. Porque não suficientemente crediveis e porque podem ser sinal de algumas preocupações.

Preocupações económicas na China?
Ah, pois é...

Habitação: crise da bolha chinesa assusta o Ocidente
Pequim ordena novos testes de stress. O resultado é uma hipótese apocalíptica, capaz de prejudicar seriamente o crescimento do País. EUA e Europa temem uma nova recessão

Agora é oficial. A possibilidade de uma crise imobiliária monstruosa, capaz de perturbar a economia, já não é exclusivamente assunto para analistas paranóicos. Isso tornou-se uma hipótese credível, talvez não tão óbvia, mas concreta o suficiente para influenciar o mercado e assim prejudicar o (fraco) processo de recuperação global.

A notícia, uma exclusiva Bloomberg, é que os Chineses estão a preparar-se para o pior. No mês passado, disse uma fonte não identificada em Pequim, as autoridades de regulamentação têm ordenado uma nova série de testes de stress, os testes já famosos da força com que ocorre a resistência dos bancos face cenários virtuais negativos.
A novidade, no entanto, é dada da entidade do alarme. Os testes do ano passado foram considerados o pior cenário, um declínio dos preços dos imóveis de 30%. Mas nos testes de hoje, esse percentual subiu para 60%. Uma visão muito pessimista. Mas isso não leva a assumir um colapso similar.

Estes números servem, no entanto, para dar aos observadores uma notícia: também a China está com medo da crise económica. Para aterrorizar os mercados é a hipótese dum repetidamente sussurrado Big One, o estouro da bolha imobiliária na China. Um evento desta natureza seria capaz de atirar a economia mundial numa nova recessão: mas, desta vez, tendo sobre os ombros o peso de uma crise ainda não resolvida, além do estados das contas públicas.
Os dados não são certamente encorajadores. No ano passado, o mercado chinês foi inundado pela onda recorde de empréstimos no valor total de 1,4 trilião de Dólares. No primeiro trimestre de 2010, o preço médio das habitações das famílias chinesas aumentaram 68% em relação ao mesmo período do ano passado.

Os bancos, entretanto, enfrentam riscos crescentes. Nas últimas semanas, a agência de notação Standard & Poor's alertou sobre o crescimento dos empréstimos non-performing ou créditos não rentáveis ou, na pior das hipóteses, não recuperáveis. Um fenómeno que levou Pequim a baixar o tecto máximo para o ano 2010 sobre o crédito concedido. Alguém, como o ex-economista-chefe do Fundo Monetário Internacional (FMI) Kenneth Rogoff, não hesita em falar duma explosão iminente.
Tal colapso, naturalmente, conduziria a um abrandamento do crescimento em Pequim, gerando uma contracção na demanda que poderia pesar sobre o sector das economias mais desenvolvidas. A  famosa fase negativa da crise em "W" deixaria de ser uma simples suposição, assumindo claramente um rosto.

Para trazer um pouco de serenidade serviriam talvez resultados encorajadores nos temidos testes de stress em Pequim, mas as dúvidas manifestada em Europa sobre a utilidade destes exames alimentam o medo. E o risco é que as garantias dos Chineses possam perder credibilidade.

Fonte: Fantapolitik

A Ressurreição e os Dados

Pois é, cá estamos outra vez.

On the road, como dizem os Americanos.
No meio da rua, em Português.
O que não é bem a mesma coisa.

E para celebrar a Ressurreição, eis uma prenda para todos os Leitores.

Debaixo do título, na barra azul, podem encontrar um novo link: Dados.

O que é isso?
É o link que dá acesso à uma serie de páginas com dados extrapolados do CIA Factbook 2009.

A cada ano a CIA, a Central Intelligence Agency, publica um "livro dos factos" no qual são contidos os dados mais importantes inerentes os Países do Mundo: dados acerca da geografia, economia, comunicações, etc.

Agora estes dados serão publicados na página Dados.
É um trabalho que requer alguns tempos, mas já é possível encontrar bastante material.

Só CIA? Claro que não. Há outras fontes também. Mas este é um bom início.
Por isso aconselhamos "espreitar" de vez em quando para poder ver as actualizações.


Para facilitar a leitura e a pesquisa, os Países Lusófonos aparecem nos quadros com a cor vermelha.
Ah, e os comentários são desactivados.

Boa leitura!

Ipse dixit.

PS: Obrigado See The Truth!

06 agosto 2010

Gripe!

Único caso em todo o Hemisfério Norte, Max foi atingido pela gripe.

Como é possível ver na fotografia ao lado, já foi submetido aos cuidados do sistema de saúde nacional, razão pela qual o seu estado piorou sensivelmente.

No entanto, o blog fica parado, o que é uma pena.

Uma boa ocasião para explorar as ligações presentes na página dos Links :)

Ámen.

05 agosto 2010

Uma questão de velocidade

Cedo ou tarde iremos dedicar maior espaço aos acontecimentos do fatídico 11 de Setembro de 2001.

Foi um ataque terrorista? A versão do governo dos Estados Unidos reflecte a realidade? Ou foi uma conspiração? Ou o que mais?

Opiniões não faltam: o difícil é distinguir os verdadeiros dados das teorias sem bases. E o risco é que o 9/11 enfrente o mesmo destino da morte do presidente J.F. Kennedy, pela qual não existe certeza embora as décadas de investigações e vozes.

Enquanto isso, tomamos nota do que segue:

o relatório oficial do National Transportation Safety Board (NTSB) acerca dos dois aviões que atingiram o World Trade Center, no dia 11 de Setembro de 2001, mostra que voavam respeitavelmente a 945 km/h e 796 km/h.

No entanto, a associação americana Pilotos For 911 Truth revela que segundo a fabricante o Boeing 767 não é operável uma vez ultrapassados os 660 kmh. Estes dados foram confirmados pelo ex-gerente da NASA, Dwain Deets.

Daqui resulta que os aviões que atingiram o World Trade Center não poderiam ser os aviões de voo 175 da United e American 11.

No The Incredible Lie, Thierry Meyssan havia levantado a possibilidade de que aviões militares tivessem substituído os aviões de linha, de acordo com os procedimentos da Operação Northwoods (página 168 do original).

Os documentos NTSB, desclassificados a pedido dos Pilots For 911 Truth, já haviam mostrado que a porta da cabine do voo American 77 tinha permanecido fechada desde a descolagem até perder o seu rasto. Daqui resulta que este avião não poderia ter ficado vítima de sequestro.

Lembramos para que não haja dúvida: estamos a falar de documentos oficiais do National Transportation Safety Board, a agência do governo dos Estados Unidos encarregada de investigar os acidentes de aviação. 


Fonte: Voltaire.net
Tradução: Informação Incorrecta

O lado doentio do homem

O que é uma bomba de fragmentação ou cluster?

Vamos ver a fiel Wikipédia:
Bomba de fragmentação (em inglês: cluster bombs ou cluster munitions) é um artefacto explosivo que, quando accionado, libera uma certa quantidade de projécteis ou fragmentos menores, com a finalidade de causar grande número de vítimas, já que, além da concussão causada pela explosão em si, os fragmentos são lançados a alta velocidade em todas as direcções, provocando ferimentos graves ou mesmo mortais dentro de uma grande área. O efeito sobre uma tropa é devastador: além dos mortos e feridos, causa um pânico generalizado, devido exactamente à sua crueza e brutalidade.
Não só sobre "uma tropa": imaginem o dramático efeito que uma tal arma pode ter com os civis.
Por isso: a bomba de fragmentação é outro produto do lado obscuro da mente humana, o mais perverso e o mais doentio.

Até que, finalmente, os Países decidiram proibir a produção e a utilização destas terríveis armas.

Todos os Países?

Claro que não. Há sempre umas maças podres. E são sempre as maças do costume.

No seguinte artigo, Insurgente faz o ponto da situação:

Hipocrisia e bombas de fragmentação

Os grandes produtores recusam assinar: desde Domingo é proibida a produção, o armazenamento e o uso de bombas cluster. Estados Unidos, Israel, Rússia, China e Brasil são os maiores produtores, mas recusaram assinar o compromisso.
Os primeiros quatro votaram sanções contra o Irão; e os EUA lançaram a bomba atómica sobre Hiroshima e Nagasaki. Todos eles são produtores de energia nuclear.

Numa altura em que assistimos ao debate global sobre armas ou energia nucleares, são aprovadas sanções contra o Irão, ameaça-se a Coreia do Norte, desde os Estados Unidos até a União Europeia passando pelas Nações Unidas, estamos a presenciar mais uma vez a hipocrisia dos principais produtores de armas, assim poderoso que têm geralmente dois, três ou até quatro discursos diferentes sobre o mesmo tema.

Dois anos após a sua aprovação, entra em vigor a convenção que proíbe as munições cluster, geralmente disparados de aviões e que, no interior, têm centenas ou mesmo milhares de mini-bombas que podem matar num raio de 15 metros.

O aspecto mais contestado das bombas cluster é que, em muitos casos, estas pequenas bombas (o mesmo tamanho de uma lata de refrigerante) não explodem e permanecem activas por mais de 40 anos.

Portanto, são altamente perigosas para os civis depois duma guerra ter acabado.

Também tendem a ter cores brilhantes, tornando-as atraentes aos olhos das crianças.

Potências não assinam

O tratado internacional foi assinado por 108 Países, dos quais 34 o ratificaram.

No entanto, as principais potências militares não ratificaram a convenção, pois consideram legitima a utilização destas armas.

Entre os Países que se mantiveram à margem ficam os principais produtores das bombas de fragmentação, como os Estados Unidos, a Rússia e a China; além das nações envolvidas em conflitos abertos ou latentes, como Paquistão, Índia e Israel.

Quanto ao cenário latino-americano, o Brasil está entre os maiores produtores de bombas de fragmentação que recusaram assinar o acordo.
Para os grupos que lutam para proibir estes dispositivos, este é o tratado humanitário mais importante da década.

Thomas Nash, coordenador da Coligação Contra Armas de Fragmentação, que reúne mais de 300 organizações não-governamentais, disse à BBC que:
É um triunfo dos valores humanitários perante uma arma cruel e injusta.
Armamento abominável

Por seu turno, o Secretário-Geral das Nações Unidas (ONU), Ban Ki-moon, disse que a entrada em vigor do tratado:
ressalta não apenas a repulsa colectiva frente este tipo de armas abomináveis, mas também o poder da cooperação entre governos, sociedade civil e Nações Unidas para mudar as atitudes e as políticas relacionadas às ameaças que a humanidade enfrenta.
Na ausência de dados sobre a produção na Rússia e na China, o maior produtor e exportador de bombas de fragmentação é a América, com um total de 800 milhões comprovadas.

Israel é um dos Países que mais armazena estes tipo de explosivos, embora a quantidade permaneça desconhecida. O Reino Unido e a Alemanha, com 50 milhões de bombas de fragmentação cada um, ratificaram o tratado e comprometeram-se a destruí-las.

Segundo a Coligação Contra Armas de Fragmentação, estes explosivos atingiram (com mortos o/ou feridos) desde 1965 mais de 100.000 pessoas, um terço das quais crianças.

A campanha para a proibição deste tipo de bomba começou em 2006, após a guerra entre Israel e Hezbollah no Líbano, no curso da qual as bombas provocaram muitas baixas.

Como lembrou Nash:
Na última guerra no Líbano, foram utilizados seis diferentes tipos de bombas de fragmentação, e quatro delas foram compradas por Israel aos Estados Unidos


Uma única dúvida.
Para retomar as palavras de Nash "É um triunfo dos valores humanitários perante uma arma cruel e injusta": quais seriam as armas justas e não cruéis?

Ipse dixit.


Fonte: Wikipédia, Insurgente
Tradução: Informação Incorrecta

Até que enfim! O poço está...como?

Admitimos: a ideia era fazer um post acerca do sucesso da Bp na luta para fechar o derrame e petróleo no Golfo do México. Segundo a companhia petrolífera, após três meses o poço estaria agora selado e controlado.
Portanto: um post feliz.

Só que, na procura de dados para confirmar a notícia, surgem novos vídeos segundo os quais a situação não estaria sob controle. Aliás, o derrame estaria a continuar.

Que fazer?
Confiar numa empresa que já mentiu descaradamente várias vezes ou acreditar na internet, fonte da qual pode sair tudo e mais alguma coisa?

As imagens disponibilizadas pela Bp são ambíguas: antes era visível uma panoramica do poço, agora só um pormenor, o seguinte:



O que é certo é que com um pouco mais de zoom seria possível ler o nome do fabricante dos tubos amarelos, mas não é isso que interessa. Seria precisa uma panorâmica para poder avaliar a situação. Só que a Bp fornece estas imagens, não outras. O que é esquisito, por assim dizer.

A escolha mais sensata: esperar algumas horas para ver qual o desenvolvimento.

Pena. Seria uma boa notícia mesmo.
Seria ou será.
Vamos ver.

Ipse dixit.

04 agosto 2010

A ultrapassagem

Era apenas uma questão de tempo.

A China ultrapassa o Japão como a segunda maior economia mundial em termos de PIB (Produto Interno Bruto) e justifica assim o famoso G-2 de alguns meses atrás entre os grandes líderes da China e dos EUA.


Dito de outra forma: a segunda economia mundial é a da China.

A estatística é do site do FMI e o contexto é claro.

Porque se 2009 foi o ano da grande aproximação ao nível de PIB , 2010 é o ano da ultrapassagem, também porque a China continua a crescer enquanto o Japão não tem uma verdadeira recuperação económica.

Nesta altura o que devem pensar os EUA? Devem começar a temer pela liderança?

A resposta é absolutamente não. De facto, para o Fundo Monetário Internacional, a liderança norte-americana não está em discussão, especialmente se levarmos em consideração um período relativamente curto, ou seja, uma projecção dos próximos cinco anos. Projecção, no entanto, que se torna significativa quando analisamos as tendências.

De facto, estas são as projecções de crescimento do PIB dos EUA, China e Japão, em milhões de Dólares:

Projecções PIB 2010
EUA = 14.798.000
China = 5.365.000
Japão = 5.273.000

Projecções PIB 2015
EUA = 18.250.000
China = 9.436.000
Japão = 6.192.000



Como é possível observar, a diferença entre a China e os EUA nunca é questionada, enquanto o Japão tem um crescimento que continua e continuará a ser fraco ou ausente. A deflação ainda limitará o crescimento económico.

Mas cuidado: o FMI ignora completamente essa hipótese para a economia americana. Numa hipótese deflacionista nos EUA a diferença com a China poderia diminuir significativamente.

Ipse dixit.

Fonte: InterMarket & More
Tradução: Informação Incorrecta

O alegre quase atentado

Segundo algumas fontes, o presidente iraniano Mahmoud Ahmadinejad foi vitima dum atendado.
Segundo outras fontes não, ora essa, era só que faltava.
Segundo outras fontes ainda alguém teria lançado uma bomba mas foi assim, mais para fazer algo que outra coisa.

Então, como ficamos?

Ficamos com as notícias da televisão al-Arabiya, pela qual uma bomba artesanal foi lançada em direcção do grupo de pessoas entre as quais se encontrava Ahmadinejad. O qual, todavia, saiu ileso e continuou o próprio programa, com um discurso na cidade de Hamadan.
Sempre segundo a emissora, houve alguns feridos entre os jornalistas que acompanhavam o presidente.
Esta é a primeira versão.

Segunda versão: a presidência iraniana desmente a notícia. Houve sim uma explosão, mas foi um fogo de artificio. Enfim, uma explosão de felicidade.

Terceira versão: a televisão iraniana al-Alam fala dum homem que efectivamente teria lançado uma bomba, mas não uma verdadeira bomba, uma bomba artesanal que nem tinha a vontade de matar alguém. Demonstração: ninguém ficou ferido (pelo que podemos deduzir que as bombas que não provocam vitimas não são bombas à sério).
Afinal foi uma bomba para matar o aborrecimento e nada mais.
Na dúvida, a polícia prendeu o homem, caso o aborrecimento entenda fazer uma participação às autoridades.

Outra história interessante que vamos seguir.
Relatos podem ser encontrados também em Prova Final.


Ipse dixit.

Fontes: Ansa, Reuters

Mais salário, menos emprego?

Se estes são as bases para o futuro...

Mercado do trabalho: o desemprego dos mais jovens no máximo e os salários no mínimo.
Naturalmente, destes números só podemos melhorar, mas não podemos falar numa verdadeira retoma.

Os dados divulgados nestes dias são contrastantes. Há, porém, um facto que é bem realçar e que talvez representa a crise no mercado do trabalho nos EUA.

Todos sabemos que a taxa de desemprego dos Estados Unidos é de cerca 9,5 %; a taxa oficial, claro, pois a verdadeira é muito maior, mas vamos esquecer este "pormenor" e tomamos os dados fornecidos como bons, pois neste contexto não importa muito.

Se fosse verdadeira retoma o desemprego não deveria ser tão alto (com o dinheiro de quem é possível incrementar o consumo privado?), mesmo considerando uma fisiológica e já prevista discrepância temporal entre início da retoma e subida da ocupação.
Mas até agora a situação é tudo somado normal, porque os desempregados têm desfrutado do apoio estatal para ir em frente e viver quase normalmente.

Os problemas são outros.
O primeiro: quantos sabem que o salário chamado "salário mínimo sindical" está no máximos históricos, ao considerar os últimos 30 anos?
O segundo: quantos sabem que o desemprego juvenil é igual a 26,20%?

Ok ok, vamos com ordem.
Recentemente o salário mínimo, decidido pelo governo federal, foi alvo de grandes melhorias, trazendo esse valor de 5,15 para 7,25 Dólares (por cada hora de trabalho, óbvio).

Bem, parece uma boa notícia: mais dinheiro para gastar.
Não, mal. Porque isso teve um dramático lado negativo: as empresas reduziram o pessoal para cortar os custos, em parte devido a esse aumento.



Um gráfico importante: a linha vermelha representa o valor do salário mínimo desde o final dos anos Sessenta, enquanto a linha cor de rosa é a percentagem do desemprego juvenil (entre os 16 e os 19 anos) ao longo do mesmo período.

Duas simples observações:

1. é evidente um relacionamento entre os dois valores: ao aumentar o salário mínimo cresce também o desemprego. Pensem nisso da próxima vez que alguém gritar "Salários mais altos para quem trabalha!" e nada mais: aumentar os salários sem tomar outras medidas adicionais significa atingir com mais desemprego mesmo quem trabalha.

2. nunca antes o desemprego tinha disparado desta forma. Mesmo no final dos anos Setenta, quando o salário mínimo tinha atingido os 8,50 Dólares/hora, o desemprego ficou na casa dos 23 e pouco em percentagem. Agora, com um salário de 7,25 Dólares/hora, já ultrapassou o 26%.

Quem perdeu mais do que os outros? Os jovens. Ficaram praticamente todos (ou quase) em casa.
Obviamente agora há alguém que sugere um salário sub-mínimo para pagar os adolescentes, mas hoje a situação é dramática.

Se estas são as bases para o futuro da nova recuperação económica, se os jovens estão nessas condições e se a taxa de desemprego continua a viajar para nestes valores, não é possível acreditar que haja uma verdadeira retoma.

Ipse dixit.


Fonte e gráfico: MediaMarket & More

Ninguém mexa nas árvores!

Escaramuça de fronteira entre Israel e Líbano, esta manhã.

Esta a reconstrução dos factos segundo Swissinfo e televisões árabes:

Segundo as emissoras Al Arabiya e Al Jazeera, os confrontos foram desencadeados pela tentativa de uma patrulha israelita, protegida por um tanque, de cortar uma árvore em território Libanês.

Em sinal de alerta, os soldados de Beirute dispararam para o ar, e logo começou um tiroteio entre os militares e uma sucessiva troca de golpes de morteiros.

O balanço final seria de quatro feridos: dois soldados israelitas, um militar e um civil libaneses. Segundo a televisão libanesa Future Tv, duas casas de civis em Adaysse foram atingidas e danificadas pelo fogo israelita.

Citando fontes militares israelitas e libaneses, a televisão Al Arabiya disse que os confrontos ocorreram perto Adaisse, ao longo da Linha Azul da demarcação, e que agora acabaram mas que a força de manutenção de paz da ONU (soldados espanhóis, neste caso) decretaram o alerta máximo.

Também o meu amigo João outro dia cortou uma árvore na fronteira.

Mas não tinha um tanque para protege-lo.

Mesmo assim: é uma árvore rapazes, calma, não vale a pena. Os soldados israelitas voltaram atrás com o tanque, houve feridos e não mortos, poderia ter acabado pior, não é?

Nem por isso.

Uma árvore libanês é sempre uma árvore libanês. Não uma árvore qualquer. O presidente e o primeiro-ministro libaneses denunciaram a "agressão" de Israel contra o Líbano. Michel Suleiman, denunciou a "nova violação israelita da Resolução 1701" e Saad Hariri condenou "a violação da soberania" do Líbano.

E Israel? Verdade, passaram a fronteira, poderiam pedir desculpa e plantar uma outra árvore.

Árvore? Quem falou em árvore? Foram sérios incidentes, quase um ataque.
Israel ameaça "consequências" se os incidentes não acabarem e para o Ministério dos Negócios Estrangeiros de Israel "o governo libanês é responsável dos graves acidentes".

Este é o clima entre Israel e o Líbano. E não promete bem.


Ipse dixit.

Fonte: Informazione Scorretta,

Feio, barato e limpo

Verdade: não será o carro mais bonito do mundo. 
Aliás, parece uma frigideira motorizada.

Mas tem algumas particularidades interessantes:
- é um carro electrico
- funciona com energia solar
- custa 3.000 Euros
- é construído na Palestina.

Pois: em Hebron a gasolina é bem pouca, então alguns estudantes decidiram juntar os próprios conhecimentos e construir um carro que desfrutasse um recurso que Israel não conseguiu (por enquanto) racionar: o sol.

Explica Zahdi Salhab, director do departamento de engenheria mecânica da Escola Politécnica da Palestina:
Foi um projecto complexo e os nossos alunos têm projectado e construído este carro inteiro a partir do zero.
O carro, o que levou vários meses para ser projectado, está equipado com um motor eléctrico 2bhp alimentado por uma bateria que armazena a energia absorvida pelos painéis solares.  

E se falta o sol? 
Neste caso a bateria do veículo pode ser recarregada através da rede.
Foi um projeto complexo e os nossos alunos têm projetado e construído este carro inteiro a partir do zero
Óbvio, existem algumas limitações: a mais evidente é a velocidade máxima, limitada em 45 km/h. Explica ainda Salhab:
A construção tem um custo de cerca 4.000 Dólares (três mil Euros), mas precisaríamos do dobro para construir uma  máquina com mais prestações, durar mais e ser capaz de funcionar em todas as condições.
E se a intenção for vender, acrescentamos nós, não seria mal juntar uns trocos para alguém que possa dar uma forma mais "normal" a um carro que agora arrisca assustar gatos e crianças...

Ipse dixit.

Fonte: The Guardian via Petrolio

03 agosto 2010

O bom amianto

O amianto mata?

A resposta é "sim".

O amianto é um mineral que provoca asbestose: doença causada pela inspiração de partículas de asbesto, outro nome do amianto.
As partículas de amianto, que não são sintetizadas pelo nosso organismo, literalmente ficam nos pulmões, criando uma zona de forte inflamação que muitas vezes degenera em tumor.

Por isso esta substancia é agora proibida no União Europeia.

Pergunta: e que acontece com todo o amianto retirado da Europa? Ou ainda produzido?
Adivinhem...

Segundo um inquérito internacional realizado pelo "Consórcio dos jornalistas de investigação", sediado em Washington, e pela emissora britânica BBC International News Service, grandes quantidades de amianto são exportadas em direcção dos Países do Sul do Mundo.

Apesar dos dados alarmantes para a saúde humana divulgados pela Organização Mundial de Saúde (OMS), estima-se que pelo menos 90.000 pessoas morrem a cada ano depois de terem sido expostas ao amianto, material do qual dois milhões de toneladas ainda são produzidas anualmente.

A China e a Índia importar 50% da produção (Nova Deli utiliza a cada ano 30% mais do amianto), enquanto o México é o terceiro maior consumidor do mundo: material 'atraente' para comprar devido ao seu baixo custo, é utilizado na construção de casas, edifícios públicos e as turbações de água potável.

Até 2030 médicos e especialistas prevêem mais de um milhão de mortes devidas ao amianto e a pagar o maior tributo serão os habitantes dos Países em desenvolvimento, em primeiro lugar a China e Índia.

Além do dano o insulto: os principais Países produtores (incluindo o Canadá, Rússia, Cazaquistão, Brasil e China) contornam as restrições sobre o comércio internacional e os boicotes e têm investido milhões de Dólares em campanhas de marketing para promover um "mineral milagroso" e semear dúvidas sobre as provas científicas da sua toxicidade.

O exportado, portanto, é o "bom amianto"...

Ipse dixit.

Fonte: NotizieLibere

O fim do Império

Atenção a esta história.

Como os leitores sabem, Informação Incorrecta não costuma publicar contos de fantasia.
Mas desta vez é diferente. Porquê? 
Porque o autor não é um jovem escritor em busca de fama, mas um homem de 70 anos que nesta altura da vida poderia gozar com calma da própria reforma.

Um jovem de 70 anos (71 para ser exactos) que no passado ocupou vários cargos, incluindo o de Secretário Adjunto do Tesouro durante a Administração Reagan, cargo ao longo do qual foi um dos fundadores da reaganeconomic.

Paul Craig Roberts, este o nome, foi também editor e colunista do The Wall Street Journal e Business Week e ainda é um popular comentarista em programas de rádio e televisão.

Basicamente Roberts é um economista: e neste conto que segue descreve um possível futuro. E não é uma previsão muito alegre.



O ano em que a América se dissolveu

Era 2017. Os clãs governavam a América

Os primeiros clãs foram organizados em torno das forças policiais locais. A guerra dos Conservadores contra o crime, durante a segunda metade do século 20º e a guerra contra o terrorismo da Administração Bush / Obama durante a primeira década do século 21º levaram a polícia a tornar-se militarizada e incontrolável.
Paul Craig Roberts
Enquanto a sociedade partia-se, a polícia tornou-se um "senhor da guerra". A polícia do Estado caia aos pedaços, e os oficiais foram contratados pelas forças locais das próprias comunidades. As tribos recém-formadas estendiam-se aos familiares e amigos da polícia.
O Dólar tinha caído como moeda de reserva mundial em 2012, quando a pior depressão   económica deixou claro para os credores de Washington que o deficit do orçamento federal era grande demais para ser financiados, senão com a impressão de dinheiro.

Com o colapso do Dólar, os preços das importações subiram rapidamente. Enquanto os Norte-Americanos eram incapazes de pagar as mercadorias produzidas no exterior, as empresas multinacionais que produziam offshore para o mercado dos EUA foram à falência, o que compromete ainda mais a base das receitas do governo.

O governo foi forçado a imprimir dinheiro para pagar as próprias contas, causando um rápido aumento dos preços internos. Diante da hiperinflação, Washington teve de terminar os programas "Segurança Social" e "Medicare" e depois confiscou o que sobrava das pensões privadas. Isso proporcionou uma trégua de um ano, mas sem mais recursos para serem confiscados, a criação de dinheiro e a hiperinflação retomaram.

A organização das entregas de alimentos foi cortada quando o governo combateu a hiperinflação com os preços fixos e com a ordem de que todas as compras e as vendas tinham que ser feitas com papel-moeda norte-americano. Não querendo trocar bens com o não bem-vindo papel, os produtos desapareceram das lojas.
Washington reagiu, como tinha feito Lenine na União Soviética durante o "comunismo de guerra". O governo enviou as tropas para confiscar os bens das pessoas. Esta foi uma medida paliativa temporária até o esgotamento das reservas existentes, e a subsequente produção ficou desencorajado. A maioria parte das mercadorias confiscadas tornaram-se bens das tropas que as tinham apreendido.

Outros clãs estavam organizadas em torno das famílias e dos indivíduos que possuíam estoques de alimentos, ouros, armas e munições. Alianças não simples, formadas para compensar as diferenças nas forças dos vários clã. As traições exigiram a "lealdade" como um acto necessário para a sobrevivência.

A produção de alimentos em grande escala e a produção de outros produtos caiu apenas as milícias locais começaram a tributar a distribuição e o transporte de mercadorias. Washington apreendeu a produção interna de petróleo e as refinarias, mas muita da gasolina do governo serviu para garantir uma passagem segura sobre o território do clã.

A maioria das tropas nas bases do outro lado do oceano foi abandonada. Enquanto os stocks e os recursos desapareciam, os soldados abandonados foram obrigados a fazer alianças com aqueles contra os quais tinham lutado.

Para Washington era cada vez mais difícil manter-se a si própria. Assim como tinha perdido o controle do País, Washington não era capaz de garantir os bens do exterior, tributos de todos aqueles que ameaçava de ataques nucleares. Aos poucos, as outras potências militares entenderam que o único objectivo da América era Washington. Os mais espertos viram a escrita na parede e fugiram da cidade antiga capital.
Quando Roma começou o seu império, a moeda consistia de moedas de ouro e prata. Roma estava bem organizada, com instituições eficientes e com a possibilidade de enviar tropas para lutar, assim que as suas campanha pudessem continuar indefinidamente, um monopólio no mundo de Roma.
Quando a insolência enviou a América em busca dum império ultramarino, a empresa coincidiu com a deslocalização da produção manufactureira americana, industrial, trabalhos industriais e serviços profissionais e a correspondente erosão da base tributária do governo, com a chegada do balanço de massa e os deficit comerciais, com a erosão do valor da moeda, e com a dependência americana dos credores estrangeiros e governantes marionetas.

O Império Romano durou ao longo de séculos. O americano colapsou durante uma noite.

A corrupção de Roma tornou-se a força dos seus inimigos, e o Império do Ocidente foi ultrapassado.

O colapso da América aconteceu quando o governo deixou de representar o povo e tornou-se um instrumento da oligarquia privada. As decisões eram tomadas em nome do lucro a curto prazo para uns poucos à custa das dívidas incontroláveis de muitos. Esmagado pela dívida, o governo entrou em colapso.

O globalismo seguiu o seu próprio curso. A vida foi recriada com bases locais.

Fonte: CounterPunch
Tradução: Informação Incorrecta

África e droga - Parte II



Segunda e última parte do artigo sobre as novas rotas da droga na África Ocidental.
A primeira parte pode ser encontrada aqui.


Boa leitura.
As Rotas da Droga
De acordo com as estimativas do UNODC, 80% da droga na África Ocidental chega por mar, acondicionada em contentores de grandes dimensões ou em barcos de pesca. 
É transportada em navios "mãe", modificados para conter várias toneladas de substância e, em seguida, transbordada ao longo das costas do Atlântico em pequenas embarcações cuja proveniência são Países menos "suspeitos" no que diz ao tráfico de drogas, assegurando assim uma redução dos riscos de controles das autoridades marítimas.  

Os canais principais são dois: o do Sul, ou seja, a Baía de Benim, depois o Togo, o Benim e a Nigéria e o do Norte, ou seja as duas Guiné e, presumivelmente, a Serra Leoa e a Mauritânia.  
Os restantes 20% da cocaína vem através de ligações aéreas directas, com base em pistas de aterragem clandestinas, especialmente numerosas na Guiné-Bissau, mas também com voos comerciais de linha. Essas aeronaves aproveitam a fraca cobertura radar do Atlântico e muitas vezes são equipadas com tanques de combustível extra que permitem o reabastecimento ao longo da viagem.
 
60% da droga que transita pela África Ocidental e prossegue assim até a Europa por via marítima (predominantemente) ou transporte aéreo. Os traficantes usam barcos que percorrem as rotas de navegação muito frequentadas, misturado-se com outros meios, e, reflectindo o uso de instrumentos cada vez mais sofisticados, também podem aproveitar de novos sistemas de vigias. 
As organizações criminais traficam a cocaína para a Europa também com aeronaves de grande porte (Boeing 727, 707 e DC9), pequenos jactos em versão cargueiro que podem transportar 10 toneladas de droga ou hélice bimotores.  
Especialmente os correios nigerianos utilizam aviões de linha para o transporte de pequenas quantidades de cocaína, ocultadas ou ingeridas.
 

O caso emblemático da Guiné-Bissau: O Narco-Estado
A Guiné-Bissau é o caso mais evidente da crescente utilização da área como zona nevrálgica do tráfico de cocaína para a Europa e, com os seus 350 km de costa e 82 ilhas, é a chave entrada da cocaína na África. 

Entre os seis Países mais pobres do mundo, atende perfeitamente as necessidades dos traficantes de drogas que, ao mudar-se fisicamente para Bissau, têm, de facto tornar-do a Guiné o primeiro narco-Estado do mundo. 
Fortalecidos por um clima de corrupção generalizada e de aberrante cumplicidade institucional, de patente ineficácia da polícia e de fraqueza do sistema judiciário, os traficantes de drogas têm, de facto, criado na Guiné-Bissau uma espécie de poderoso e soberano Estado dentro do Estado, que as classes políticas e militares, sempre em luta e absorvidas nos fluxos de dinheiro garantido pelo tráfico de cocaína, não podem e não querem contrastar.  

A perda progressiva de controle territorial por parte das autoridades centrais e as lutas entre facções étnicas arriscam acabar numa nova e dramática guerra civil. É o mesmo secretário da ONU, Ban Ki-Moon, que lança o alarme, advertindo que "o tráfico de droga afecta negativamente os esforços de manutenção da paz na Guiné-Bissau".
 
A participação indirecta da administração pública no negócio da droga permite aos traficantes de droga reduzir drasticamente os custos de transporte e de comercialização, de explorar impunemente as inúmeras pistas de aterragem espalhadas por todo o País e operar quase sem obstáculos.  

Além disso, a fragilidade política e económica do País agrava ainda mais as consequências internas da actividade dos traficantes de droga e torna a Guiné-Bissau um terreno fértil para o terrorismo internacional e a ideologia fundamentalista.  
Grupos como a Al Qaeda, Hezbollah e as Farc da Colômbia investiram, com sucesso, no País e o papel do extremismo islâmico está em forte crescimento: nomeadamente, há uma poderosa rede clandestina libanesa que gera os lucros da droga para subsidiar as actividades dos Hezbollah xiitas.  

O País é tão vulnerável ao crime organizado que, como disse o director do UNODC, Antonio Maria Costa, agora há temores de que os traficantes tencionem fazer da Guiné-Bissau não só uma zona de trânsito para substâncias estupefacientes, mas também um lugar de produção de drogas sintéticas.
Conclusões
 
A utilização dos Países da África Ocidental como rotas de trânsito preferenciais para o tráfico internacional de cocaína é mais um obstáculo para o desenvolvimento do continente e, em virtude dos impactos de longo prazo que este fenómeno produz,  arrisca travar projectos de paz e de desenvolvimento económico, político e social.
O dramático aumento dos crimes violentos, da corrupção, da fraude bancária, a gradual mas inexorável desintegração do tecido social  e a crescente influência dos grupos terroristas agravam os problemas já presentes numa região como a África Ocidental, incapaz, causa a escassez de meios, recursos e coordenação, de lidar com estas graves ameaças.
Apesar do grande número de missões da ONU na região (ONUCI na Côte d'Ivoire, UNMIL na Libéria, UNOGBIS na Guiné-Bissau, UNIPSIL na Serra Leoa e UNOWA na África Ocidental em geral), resultados notáveis são lentos a chegar. 
Os esforços nacionais ou  bilaterais realizados por vários Países envolvidos no trafico da droga arriscam simplesmente deslocar o fluxo da droga para áreas ainda mais pobres e, portanto, mais frágeis e menos controladas, e gerar assim situações como a da Guiné - Bissau. 
Também à luz dos convites do Conselho de Segurança da ONU para o reforço da cooperação regional,  vale a pena realçar que, provavelmente, apenas a criação duma rede africana e um eficaz acção coordenada a nível global, juntamente com rigorosas medidas preventivas, podem realmente lutar contra um tráfego que está muito abrangente em termos mundiais e cujas consequências incluem, directa ou indirectamente, a segurança e a estabilidade internacionais.

Lembramos que a primeira deste artigo pode ser encontrada neste link.

Fonte: Eurasia
Tradução: Informação Incorrecta

02 agosto 2010

As gaivotas assassinas

O blog amigo Kafe Kultura publica a noticia dum facto curioso. Curioso e preocupante.

Um super-petroleiro japonês foi atacado no Estreito de Ormuz no dia 28 de Julho, numa das zonas mais sensíveis da actualidade.

Eis a notícia de Kafe Kultura:
Um superpetroleiro japonês da companhia Mitsui foi no passado dia 28 de Julho de 2010 atingido por uma onda gigante ao atravessar o Estreito de Ormuz (próximo do Irão), provocando vários danos e ferimentos em alguns tripulantes.
Os primeiros relatos davam conta de uma possível explosão a bordo, tendo chegado a ser aventada a possibilidade de um ataque terrorrista.
Mais uma vez, uma notícia deste quilate foi remetida para as páginas interiores dos jornais, sendo dada como notícia de rodapé, nos jornais da noite.

Afinal foi uma onda anómala? Uma notícia justamente ignorada pelos orgãos de informação?
Não é assim simples.

O Estreito de Ormuz tem uma elevada importância estratégica: neste pedaço de mar, 30 quilómetros de largura e 60 de comprimento, transita um quinto de todo o petróleo do mundo.
Não só: os Países que encontramos à volta do Estreito são o Irão, os Emirados Árabes Unidos e a Arábia Saudita.
O Estreito consente o acesso ao Golfo Pérsico, mar partilhado também pelo Iraque, o Qatar, o Kuwait e o Bahrain.

Além disso, é provável que nesta altura o Estreito (e também o Golfo) seja uma zona super-traficada: além dos petroleiros  é certa a presença de navios de guerra, não só do Irão.
Por isso, o facto dum super-petroleiro ter sido vítima dum ataque não é de todo uma notícia secundária.

O navio atingido
Mas quais as explicações? Aqui começa a parte mais "divertida".

Os primeiros relatos falavam de um ataque "externo". O Ministério dos Transportes japonês:

Um tripulante viu uma luz no horizonte um pouco antes da explosão, por isso (o dono do navio Mitsui OSK) pensa que pode ter sido causado por um ataque externo.
O Irão? Al-Qaeda? Nada disso, afirma a Guarda Costeira, foi um terramoto:
O navio foi atingido por um terramoto [...] não temos nenhuma informação de ataques.
Um terramoto que atinge um navio?

Hipótese esquisita, talvez fosse melhor falar em onda anómala, consequência dum tremor de terra.
Há todavia um problema: o último terramoto antes do acidente aconteceu no dia 24 de Julho, 4 dias antes do navio japonês ser atacado.

A onda anómala demorou 4 dias para atingir o navio? De facto o navio não estava parado e isso pode ter dificultado o trabalho da onda...mesmo assim parece uma hipótese um pouco fraca.

Interior do navio: sushi por todos os lados
Assim, nada de terroristas, nada de onda anómala: que tal uma mina? Ao longo da guerra Iraque-Irão foram milhares as minas largadas na zona.
Richard Skinner, o director executivo da Orchid Marítime, uma empresa de segurança privada especializada em segurança marítima, diz que não foi uma mina e nem um míssil e afirma:

Se fosse uma mina ou algo na água, os restos não são realmente consistentes com uma explosão de um dispositivo como esse.
Skinner aponta uma colisão como única hipótese que faça sentido.

Colisão? Nem pensar.
Ravi Gupta, um especialista em reparação de navios da Clarkson Technical Services, é peremptório:
Este definitivamente não foi um choque, pois não há marcas de raspagem. Mas o que é certo é que isso foi causado por uma força externa
Resumindo: não foi uma explosão interna, não foi uma onda anómala, não foi uma mina, não foi um míssil, não foi uma colisão.

As gaivotas não brincam
O que foi? Gaivotas.

Um bando de gaivotas (numerosas, cerca de 6 ou 7 milhões segundo os nosso cálculos) esvoaçava calmamente no Estreito de Ormuz quando, ao ouvir uma conversa entre os marinheiros dos navios, ficou assustado (o idioma japonês assusta as gaivotas) e mudou repentinamente de direcção.

O bater das asas provocou uma onda anómala de ar que atingiu o navio.

Tão simples como isso.

Nota: bom, na verdade havia também outra possível explicação (gás intestinal libertado por 4 milhões de orcas), mas sendo muito menos elegante preferimos a primeira versão.

Ipse dixit.


Fonte: Kafe Kultura, Reuters, The National, Iris

Banzai

Além da Nato ocidental pode surgir uma homologa instituição na área do Pacífico.

Neste caso o Japão seria obrigado a participar nesta nova aventura militar com um exercito desenvolvido, muito mais da actual Força de Auto-Defesa que vigia o País desde o final da Segunda Guerra Mundial.

Seria uma mudança histórica num País que ao longo das décadas aprendeu a resolver os problemas internacionais com a força da diplomacia.

Voltairenet dedica um artigo ao assunto, realçando um dado preocupante e uma moral.

O dado preocupante: a ameaça nuclear continua a espalhar-se, apesar dos tratados e dos proclamas.
A moral: ter uma politica anti-americana encurta a própria carreira, como aprendeu o ex Primeiro Ministro Yukio Hatoyama.

Kan planeia rearmar o Japão ao lado dos Estados Unidos 

Um comité de especialistas produziu no início de Agosto, para o novo primeiro-ministro japonês Naoto Kan, um relatório que recomenda uma mudança na política externa e militar do Japão.

No final da II Guerra Mundial, a força de ocupação dos EUA no Japão impôs a adopção de uma Constituição que proibia a possibilidade do País usar a força para resolver qualquer controvérsia internacional. Desde então, porém, o Japão ficou com uma Força de Auto-Defesa e manteve-se sob o "chapéu" de protecção Americano.

Yukio Hatoyama
Reduzido ao longo de 60 anos numa posição de servidão, o Japão continua sem resolver, com a via diplomática, as disputas territoriais com a Rússia, Taiwan, China e Coreia.

Nos últimos anos, os Estados Unidos procuraram usar o Japão como um meio para reforçar as suas próprias forças armadas. A Força de Auto-Defesa japonesa tem sido utilizada no contexto de várias missões de paz da ONU e em missões não-militares no Iraque. Mas os Estados Unidos pretendem desenvolver e integrar o exército japonês como as forças armadas da Austrália, para a expandir uma Nato do Pacífico.

Por seu lado, o Japão tem expressado o desejo de permanecer pacifista e de libertar-se da tutela dos EUA. A base militar de Futema, dos EUA, em Okinawa, tornou-se um símbolo da presença constante de vencedor que ainda ocupa o Japão.

Naoto Kan
Em Setembro de 2009, os eleitores japoneses trouxeram ao poder o Partido Democrata, que se comprometeu a rever as relações com Washington. O primeiro ministro Yukio Hatoyama tornou públicos os tratados secretos que ligam o País aos Estados Unidos, mas não conseguiu encerrar a base de Okinawa, e afinal demitiu-se. Em Junho de 2010, Hatoyama deixava o cargo de primeiro-ministro nas mãos do seu ministro da Economia, Naoto Kan

Este último tem a total confiança de Washington e está a preparar uma "modernização" da política externa e do sector militar japonês. O Japão abandonará o pacifismo para desenvolver o exército, autorizará a presença de armas nucleares no território do Japão e participará intensamente às operações de paz da ONU.

O novo primeiro ministro japonês tem explorado abundantemente o caso do afundamento do navio sul-coreano Cheonan, atribuído às forças da Coreia do Norte. O incidente está a ser usado para justificar o rearmamento japonês e o emprego das tropas como protecção contra a "ameaça" da Coreia do Norte.
Fonte: Voltairenet 
Tradução: Informação Incorrecta 

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