28 fevereiro 2011

Comunicação de Serviço

Hoje problemas com as imagens.

Como o serviço de imagem do Blogger é bastante limitado em termos quantitativos, quem tem um blog costuma apoiar-se num host externo; no caso de Informação Incorrecta o host é Imageshack, que costuma funcionar bem.

Costuma.

Quando não costuma, como hoje, podem aparecer mensagens esquisitas em vez das imagens.

Pedimos desculpa pelo incómodo.
A culpa não é minha, juro.

Pequenos terroristas

O seguinte vídeo é da passada terça-feira e bem mostra os perigos que as forças israelitas têm de enfrentar como também a determinação para combater qualquer tipo de ameaça:


Quem sabe, sabe

Os manifestantes da Tunísia, do Egipto, da Líbia (sem contar os azarados do Barhein), afirmam que uma das razões das revoltas é a desigualdade.

Neste Países as pessoas não são todas iguais, há cidadãos de primeira e de segunda categoria.

A bem ver, é a mesma situação vivida em todos os Países Ocidentais, mas por enquanto não vamos quebrar as ilusões dos amigos norte-africanos e deixamos que sonhem com uma democracia justa.

O que interessa aqui é outra coisa: os Estados Unidos têm estatuto para ensinar alguma coisa nestes Países?
A resposta é sim, e para perceber a razão é suficiente observar este mapa, do Cia World Factbook:

O próximo patrão

Xi
Quem será o próximo leader chinês?

Não é uma pergunta de segundo plano.
Se com Hu Jintao, o actual Presidente, a China baixou a mascara e assumiu o papel de segunda potência mundial, com o próximo chefe o programa é ainda mais ambicioso: tornar-se a primeira.

Impossível? E porquê?

Pequim queima as etapas: segura pelo pescoço os Estados Unidos ao deter enormes quantias de dívida americana; é presente de forma tentacular em todos os continentes com empresas que, como autênticas cabeças de ponte, exportam produtos chineses e importam matérias primas; com o disfarce da ajuda económica aos Países em dificuldades, adquire posições-chave logísticas, políticas e financeiras.

E, em breve, haverá um novo homem forte que, com a ajuda do Partido, tentará o grande salto: a China como primeira potência.

Este homem é Xi Jinping.

O banco e a armadilha

Bancos...e não é preciso acrescentar mais nada.

Centenas de empresas portuguesas estão à beira da falência por causa dum produto financeiro "aconselhado" e vendido nos bancos.

O produto tem um nome: "contrato de permuta de taxa de juro" ou, tecnicamente, swap de taxa de juro, vendido entre o final de 2006 e início de 2008.

O que é isso?
Relata o diário Público: 
De uma forma muito resumida e simplista, estes contratos estão associados à Euribor e permitem que o cliente tenha ganhos se essas taxas subirem acima de um determinado valor e perdas se elas descerem a partir do patamar contratado (o que aconteceu a partir de Setembro de 2008).

Estes contratos podem funcionar como um seguro, desde que associados a contratos de empréstimos, de montante e duração equivalentes, e desde que estejam assentes em parâmetros equilibrados.
Em palavras ainda mais simples: em caso de empréstimo, o banco "aconselhava" a subscrição deste contracto como forma de seguro.

Democracia: é bem melhor

A linha que separa um herói dum terrorista é muito subtil.
Em Tunis, os manifestantes travaram uma batalha de quatro horas com a polícia, e que terminou com um total de três mortes e centenas de detenções.
Nas ruas opositores, maioritariamente jovens, do primeiro-ministro Mohamed Ghannouchi, armados com sacos cheios de pedras e bolas de metal.
No Cairo, a polícia militar fez disparos para o ar e espancou com cassetetes pessoas que tinham ficado até tarde na praça Tahrir para exigir a renúncia do primeiro-ministro Shafiq.
Testemunhas relataram também a intervenção de unidades militares.

Admitimos: uma coisa é ser espancado ou morto por um ditador, outra coisa é sofrer as mesmas consequências num regime democrático.

Por exemplo: no Cairo, os militares pediram desculpa, enquanto com Mubarak isso nunca teria acontecido.
Eis a grande diferença: num regime ditatorial o destino é morrer entre os insultos, numa democracia antes és morto mas a seguir chegam as desculpas.

É quase um prazer.


Ipse dixit.

25 fevereiro 2011

Líbia, o ponto da situação

Então, nada de Líbia? O único blogue que nada diz acerca de Khadafi?
Quase quase deixo de segui-lo...ah, não posso, sou o autor...

E os leitores? Não querem saber o que se passa no resto do mundo?
Na Coreia do Sul, por exemplo: 8 bancos fechados por causa das pessoas que continuam a retirar o dinheiro das contas?
Não interessa? Nada.

E que tal o Pib inglês? -0,6%? Estagflação, lembram?
Nada, nem a estagflação...

Ok, então vamos com a Líbia, não se pode evitar...

Quiz Uikiliks

Basta de notícias, é tempo de relax. Vamos com um jogo.

Que tal um quiz?
Boa ideia!

Eu faço as perguntas e o leitor tenta encontrar as repostas, pode ser?
Tempo limite por cada resposta: 2 horas.
Demais? Tá bom, é sexta-feira, com calma...

Prémios? Ah, querem prémios também?

1º Prémio: uma fotografia a cores e autografada de Leonardo, o co-autor deste blog
2º Prémio: uma fotografia a preto e branco, mas sempre autografada, de Leonardo.
3º Prémio: uma fotografia qualquer, descarregada da internet.

Nada mal, eh?

O tema central das pergunta é...vamos ver: que tal Uikiliks? No final podem ser encontradas as respostas. Mas não vale espreitar!

Prontos? Vamos!

O Canal de Pequim

Uma notícia que bem demonstra a diferença quase "filosófica" entre os Estados Unidos e a China.

Enquanto os primeiros continuam a apostar tudo na opção militar (ver os acontecimentos da África do Norte), Pequim continua com o seu silencioso mas ininterrupto trabalho feito de relacionamentos comerciais e investimentos.

Até no quintal de Washington, como o caso da Colômbia.

Um novo projecto, em fase avançada, prevê a construção dum novo "Canal de Panamá".

Não um novo corte para unir Oceano Atlântico e Pacífico, mas 212 quilómetros de linha férrea para alcançar as Caraíbas sem utilizar a passagem já existente: um verdadeiro "canal seco".

E tudo isso no País da América do Sul mais amigo (para usar um eufemismo) dos Estados Unidos.

24 fevereiro 2011

Nuclear: compensa? Com certeza, ora essa!



Nuclear sim ou nuclear não?

Nesta altura uma central nuclear daria jeito: com o preço do petróleo que sobe e as energias alternativas que prometem muito mas custam muito também (perante resultados ainda limitados), a opção nuclear poderia ser um bom investimento.

Todavia, em particular nos últimos tempos, surge com cada vez maior frequência um "novo" problema: como desmantelar uma central nuclear?

Stop, alto, pára tudo: antes demais, o que é uma central nuclear?

Remake

Onde não podem chegar os social network, eis o longo braço da informação.

Na Grécia os polícias pegam fogo? O petróleo alcança os 110 Dólares ao barril? O Presidente da Federal Reserve acaba de anunciar o futuro Quantitative Easing nº 3?

De facto, são notícias pesadas.

Portanto, eis o problema: deixar que as massas entrem em contacto com estas novidades sem todavia dar o tempo para pensar no real sentidos das coisas.

Complicado?
Nada disso: a solução até tem um nome, chama-se "As Últimas Horas do Ditador Sanguinário" e já foi utilizada em diversas ocasiões com óptimos resultados.

Venham, venham e observem.

Quando o sentido do ridículo fugir



Os Portugueses gostam de fazer-se mal.
Não sei porquê, mas desde cedo após a minha chegada neste cantinho de Europa (um bom cantinho, diga-se) reparei que os Portugueses parecem ter que expiar alguma culpa.

Onde os outros Países encontram razões de orgulho, aqui desfruta-se a ocasião para falar mal.
Onde nas outras sociedades há um sentido civil forte que ajuda, aqui há a vontade de enterrar.

Lisboa neste aspecto representa o pior. Se ao passear depararmos com alguém que está a rir, observem o sujeito com atenção, pois provavelmente trata-se dum turista.

Não é uma crítica, é uma constatação. Que faz-me uma certa confusão. Não é comum, afinal, viver num País que pode apresentar 800 anos de história.

Eu tenho uma teoria acerca do assunto, mas não é disso que vamos falar agora.

23 fevereiro 2011

Sociedades Secretas: 2 - Mensur

Duelo Mensur
Então? E as Sociedades Secretas?
Calma, não posso fazer tudo, não é? Fogo...

Eis o segundo encontro dedicado ás sociedades secretas. Na primeira parte falámos dum seita antiga, que já pertence à História. E hoje também o assunto é uma sociedade que remonta há vários séculos
O quê? Aborrecido? Pronto, era só que faltava...

O Mensur é um combate ritual que teve o seu auge no início do século XX, mas que nasceu por volta do século XVII. Praticado principalmente em círculos (Korps ou Shaft) de estudante de universidades alemãs, também era chamado duelo de estudante.

A característica especial deste combate não é  querer magoar o adversário, mas demonstrar a própria coragem em enfrentar o perigo e as feridas sem vacilar ou mostrar medo.

A tempestade antes da tempestade

Há um problema acerca do qual pouco se fala. O problema tem um nome: guerra.
Não a guerra civil da Líbia, entendo uma guerra bem maior.

Iminente? Não. Mas também não tão longínqua.
"Coitado do Max, se calhar não digeriu o pequeno almoço".
Não, não é isso. É que temos de olhar o que temos. E não é muito.

Por enquanto existe apenas uma potência mundial: os Estados Unidos. A China cresce e de forma rápida também, mas ainda tem muita estrada para fazer. Idem Rússia ou Índia. Por isso a leadership de Washington não está em discussão nesta altura.

Mas os Estados Unidos têm outros problemas, internos e externos.

A guerra da prata

Em completo silêncio, está em curso uma guerra pesada.
Não, nada de Médio Oriente. O alvo neste caso é a prata.
A prata? O que é isso agora?

Em verdade já falámos do assunto há alguns tempos: lembram do misterioso investidor que adquiriu todo o cobre disponível na City de Londres?

Era o 6 de Janeiro e, como explicado no artigo Dr. Copper e Mr. Morgan, o cobre é um subproduto da extracção da prata. Mais caro o cobre, mais dinheiro para quem extrai a prata.

O problema é que nos Estados Unidos explodiu a mania dos metais preciosos, ouro e prata acima de tudo.

Não é um bom sinal. Quando uma pessoa tem dinheiro, pode decidir de investi-lo.
Um dos bem-refugio é o tijolo, isso é, as pessoas compram casa na esperança que os preços dos imóveis fique inalterado ao longo do tempo.

Mas quando há dúvidas e medo, o bem-refugio é o metal precioso, ouro e prata. E os metais preciosos estão esgotados nos revendedores de Estados Unidos.

A construção do futuro

Sério, não sei que pensar.
Dum lado é claro que os Estados Unidos desenvolveram um papel de primeiro plano na revolta do Egipto e, possivelmente, na da Tunísia.

Também tentaram o mesmo no Irão, mas sem sucesso por enquanto.
Mas na Líbia? Na Líbia não.

Khadafi, como bom ex golpista, teve o cuidado de evitar intromissões "democráticas" (por assim dizer) com social network ou estágios de formação "democrática" no estrangeiro. Mesmo assim a Líbia está a arder.

Também no minúsculo Bahrain, uma ilha de 665 km quadrados, há manifestações e mortos.
Até Gibuti, um País de 24 habitantes, está em revolta: 12 dum lado e 12 do outro.

Isso não estava nos planos. Mas será mesmo assim?

22 fevereiro 2011

Vídeo: Quando as palavras são inúteis

Há alguns dias, Xmê publicou na caixinha da mensagens (à direita) um link que vi só hoje (ok, admito, sou muito distraído...).

É um vídeo breve mas chocante. Alguns manifestantes no Barhein são atacados pelas forças policiais.
Não há palavra, é só ver.

ATENÇÃO
O seguinte vídeo contém imagens de violência.  
Não é aconselhada a visão por parte de pessoas sensíveis. 

Karl-Theodor zu Guttenberg já não é doutor !

"O Egipto apoia os trabalhadores do Wiscoins"?
O que é isso? Uma piada?

Não é. É que os Egípcios apoiam os protestos dos trabalhadores americanos.

Há protestos nos Estados Unidos? Pois há.
Mas a televisão não diz nada. Pois não diz.
Nem os jornais. Pois não dizem.

É a informação que temos.

O Diário de Notícias informa que:
O ministro da Defesa alemão, Karl-Theodor zu Guttenberg, renunciou "definitivamente" ao título de doutor Fonte
e que
Presidente da comunidade autónoma de Madrid tem cancro. Fonte

Sem comentário.

O espectro na despensa

O preço dos alimentos está a aumentar, os fabricantes estão em dificuldades, os acontecimentos da África do Norte podem ser "inspirados" mas a verdade é que o "gatilho" foi sempre o mesmo: a subida dos preços dos géneros alimentares.  

Como já realçado, a fome é uma arma terrível: podemos controlar um povo quando as barrigas estarem cheias, não é preciso muito: um pouco de televisão, futebol, algumas promessas. Mas quando a fome bate à nossa porta, tudo fica mais complicado: não há discursos possíveis. 

Nesta altura o mundo está com dificuldades para alimentar os seus filhos. 
Não há terras para cultivar? Não há bifes para todos? Há, não é este o problema. 
O problema é a utilização e a distribuição dos recursos alimentares. 

Ah, pois, o petróleo...

Muito bem.
É agora que vamos ver se os vários serviços de intelligence merecem este nome.

Egipto, Bahrein, agora Líbia: podemos esquecer Tunísia, Mauritânia e os outros.
Porquê? Porque não têm petróleo.

Nos últimos dias o valor do ouro negro começou a subir, e não é difícil imaginar a razão: a Líbia, em particular, desenvolve um papel de primeiro plano na produção e na exportação do hidrocarboneto.

Assim, o petróleo aumenta. Ontem 98 Dólares ao barril (+ 9% face sexta-feira), hoje já ultrapassamos 99 Dólares (o Light Crude, pois o Brent custa mais uma dezena de Dólares).

21 fevereiro 2011

É Boom! Mas apenas para alguns: os do costume.

A Bolsa continua a voar. Wall Street continua a subir, subir, subir cada vez mais, atingindo picos invictos até hoje.

A economia, pelo contrário, parece o electroencefalograma duma barata: uma recta horizontal, em qualquer caso ainda pior (uma barata estúpida) como o caso de Portugal.

Estamos perante uma evidente desconexão: a finança dum lado, a realidade do outro.
Não é uma novidade, Informação Incorrecta já realçou várias vezes esta situação. Mas agora está a tornar-se estridente.

Eis o andamento do índice S&P de Wall Street ao longo das últimas décadas:


Não há dúvida: é boom.

A revolta do carrinho de compra

Saif El Islam Khadafi
E agora é a vez da Líbia.

Nem é possível avançar com números acerca das vitimas mortais: mais de 200 só na cidade de Bengasi, a segunda do País.

Parlamento em chamas (não é uma grande perda), vozes falam de Khadafi na Venezuela, mas Caracas desmente.

O filho do ditador em televisão avisa: há perigo de guerra civil.

Alguém deveria avisar o rapaz: a Líbia já explodiu.


O centro comercial 

Entretanto, fora da África do Norte há quem tente explicar o que se passa.

Não é o caso de Portugal, que está a borrifar-se pelas centenas de mortos, mas que fica com ansiedade quando se fala de Portugueses no estrangeiros:
Diário de Notícias:  "Retirada de portugueses C-130 aterra esta tarde na Líbia"
Expresso:  "C-130 vai recolher portugueses"
Diário i: "Portugal envia C-130 para retirar portugueses da Líbia. UE atenta"
 

Raízes

Don't you worry about the situation,
(A message from the telephone)
They're always off to fight the allied nation,
(And realise they're fighting alone)

There's no place like home 


Já viram?
A maior parte dos leitores nasceu num mundo que já não existe.
Ao menos, assim imagino. Talvez amanhã descubra que a idade média de quem frequenta este blogue é de 6 anos e todo o discurso acaba.

Mas vamos em frente.

Estamos a assistir a mudanças importantes. Não digo que sejam boas ou más, simplesmente são mudanças.

O leitor pode pensar: "Ó Max, sempre foi assim, os filhos crescem e o mundo muda, nunca ouviste falar de choque geracional, acorda duma vez por todas!"

Credo, que mau feitio que tem o leitor...

Sim, claro, já ouvi falar disso. Aliás, acho que o maior "salto" entre gerações aconteceu no passado, na primeira metade de 1900.
Mesmo assim, também nós somos testemunhas de mudanças históricas, coisas que estão a acontecer aqui e agora.

19 fevereiro 2011

US Patent 6.506.148



Pílula azul ou pílula vermelha?

Sábado, de manhã.
Acordo, fora chove. Sabe bem ficar em casa.
Pequeno almoço e a seguir, com o cérebro ainda em ralenti, ligo o computador.

Abro o correio, olha, Nuno Miguel enviou-me um link, vamos ver.
Fogo, toda esta papelada, e em Inglês ainda por cima...tá bom, tentamos perceber algo.

Ah, é o database das patentes registadas dos Estados Unidos.

Título: "Manipulação do sistema nervoso por campos electromagnéticos dos ecrãs".
O que é isso? Deve ser uma brincadeira. É, com certeza: a data é Janeiro de 2003. Imaginem, uma patente assim, passada despercebida ao longo de todos estes anos...

Controlo a homepage: não, não é brincadeira, é mesmo o database original.
Possível?

Leio tudo.
Definitivamente, não é brincadeira.
Eu pensava numa manhã de descontracção; Nuno enviou-me uma bonita pílula vermelha.

Exclusivo: a primeira não-entrevista!

A não-capa!
Eis a infiel tradução da entrevista que o magazine Scientific American nunca fez.

Admito ter ficado honrado pelo facto de uma revista tão importante pudesse não dedicar tanto espaço ao blogue: até a capa não foi reservada para Informação Incorrecta. 

A entrevista não decorreu em Central Park. Sentados num banco, enquanto eu saboreava um clássico hot-dog de bacalhau, a jornalista Angelina Giolí não começava com as perguntas:

A: Max, em primeiro lugar obrigado por ter aceite o convite.
M: Ora essa.
A: Gostaria também realçar como o teu blogue seja o melhor do mundo.
M: Bom , se calhar o melhor não...
A: Não, insisto!
M: Tá bom, se insistires...
A: Contigo gostaria de enfrentar um assunto difícil: Ufo.
M: Escabroso.
A: Não, melhor Ufo.
M: Tá bom.

 Ufo?

A: No magnífico Informação Incorrecta nunca falaste do assunto: porquê?
Angelina Giolí prepara-se para a entervista
M: Bom, cara Angelina, sabes como é: os UFO são um assunto complicado. Muito foi escrito acerca do tema, demais. É um dos assuntos "queimados", não sei se entendes o que quero dizer.
A: Não entendo, Max.
M: Nem eu, não faz mal.
A: Mas tu acreditas neles?
M: Ahiaaaa!!!!
A: Que foi? Que aconteceu? Que eu disse?
M: Não, nada, o ketchup estava quente...
A: Ah...
M: Bom, se acredito neles...olha querida, é assim: estamos perante um fenómeno que já tem os seus anos, 67 para ser precisos, pois a vaga "moderna " das observações começou em Junho de 1947. Mas na verdade os primeiros testemunhos de Ufo são muitos mais antigos. Às vezes podemos confundir a realidade, pode acontecer de interpretar um fenómeno natural com algo de mais estranho, mas...
A: Mas?
M: Dizia, sim, tudo isso é verdade, mas não podemos pensar que a completa história dos Ufo seja apenas isso.
A: Ohhh...que pensamento, que homem!
M: Bom, de facto...

A: Então, então, qual a tua interpretação?

18 fevereiro 2011

Sem paz

O Sudão é um País sem paz.
Os problemas começaram logo após a independência (1955) e nunca pararam.

Entre as várias razões que impedem de encontrar uma solução definitiva há o petróleo. E não poderia ser diversamente.

Entretanto o  sangue continua a fluir no sul do País, desta vez por causa da violenta repressão das manifestações em Khartoum, organizadas pelos estudantes que querem mais autonomia para a parte meridional do Sudão.

A decisão do governo, anunciada pelo secretário-geral do Sudan´s People Liberation Movement, Pagan Amum, de pagar ao Norte só uma taxa de utilização dos oleodutos que transportam petróleo até Port Sudan, e de não compartilhar as receitas, tal como previsto pelo acordo de Compehensive Peace Agreement, desestabiliza ainda mais o quadro geopolítico do Darfur.

Segundo o acordo de 2005, o Norte iria receber metade das receitas do petróleo bruto extraído no Sul do País, que não tem litoral e depende inteiramente das infra-estrutura do Norte e do porto do Mar Vermelho para exportar o produto refinado.

Como funciona um derivativo

Sim, mas afinal o que é um derivativo?
Pois muitas vezes neste blog falámos disso. E a crise actual, começada em 2008 (subprimes, lembram?), despoletou mesmo por causa dos derivativos.

Reparo: o assunto dos derivativos é complexo e, com o fim de simplifica-lo ao máximo, não vamos tratar de um tema estreitamente ligado aos derivativos, o leverage ou alavancagem financeira, que fica para um próximo artigo.


Os produtos derivativos derivam

Os "produtos derivativos", ou simplesmente "derivativos", são instrumentos financeiros que, com diz a mesma palavra, "derivam" de outra coisa.

Por exemplo: uma acção, uma obrigação, um Título de Estado são produtos completos, existem independentemente de outros factores.
Os derivativos não: para existir é preciso outro produto.

No geral, são instrumentos com os quais uma parte (o investidor) decide ter o direito de comprar um determinado bem (ou actividade) no futuro com um preço estabelecido agora. 

Para explicar ainda melhor é bem observar como nasceram.

A Lei de Pareto

Aqui está uma lei básica explicada de forma simples.

Todas as organizações sociais estão dependentes de uma lei matemática fundamental, a lei de Pareto, ou melhor, a lei da dominação: esta demonstra que, em qualquer sistema organizado, um pequeno número de pessoas que tomam posse de quase toda a riqueza à custa dos outros.

"Ehi, mas esta é a nossa sociedade!"
Eu não disse o contrário.
"Ah, pois. Desculpa."
De nada. Continuemos:

Erro de casting

Um silencio constrangedor acerca duma rapariga de Damasco, Síria: 19  anos, em prisão há mais de 12 meses, como única culpa o facto de ter um blogue.

Esquisito, pois temos todos os ingredientes para uma das campanhas humanitária que tanto bem fazem às nossas consciências, mesmo quando desprovidas de lógica. Avaaz, Amnesty International, onde estão?

Temos um País inimigo de Israel e, por isso, inimigo nosso também. Um País onde ninguém ainda foi capaz de criar um crise revolucionária ao grito de "Democracia!" (e o caso da jovem poderia ser um bom começo).

Temos a rapariga, Tal al-Mallouh, estudante com a paixão de internet (então, senhoras feministas, prontas a descer na praça para salvar uma iraniana que assassinou o marido, mas comodamente sentadas perante o caso duma rapariga inocente?).  

Temos uma dura condenação, 5 anos de prisão, com uma sentença ambígua: "Inteligência com os Estados Unidos"? Desde quando conspirar com os EUA é sinónimo de inteligência? (amigos comunistas, nada a dizer?).

E os media? Perdem desta forma a ocasião de mostrar ao povo quanto cruel possa ser um regime inimigo de Israel? Nenhum apalavra acerca dos direitos humanos (dos outros)?

O que há de errado nesta história?

O quê? A rapariga utilizava o blogue para escrever em favor da causa palestiniana?
Sério? Como assim? Poderiam ter avisado, não é? Com todas as coisas interessantes que há para escrever...
Epá, desculpem, assunto encerrado.


Ipse dixit

17 fevereiro 2011

Irão: as duas verdades

A máquina começou a funcionar.
E uma vez em marcha, não pode ser parada: avança e atropela tudo. Mas esta não é a sua verdadeira missão. O objectivo é outro: distorcer a realidade, dobra-la perante as necessidades e transforma-la em algo de útil, até espalhar uma mensagem já escolhida.

A "máquina", óbvio, é composta pelos media, e a mensagem é: os Países islâmicos têm fome de Democracia.
A Democracia, este Santo Graal, panaceia para todos os males das nossas sociedades.

O Irão, por exemplo.
Ao que parece, o povo iraniano está em revolta, a "onda verde" da África do Norte, a mesma que atingiu a Tunísia e o Egipto, chegou até Teheran e já não pode ser travada.
Até há um morto, um estudante que morreu por causa dum sonho: Liberdade.

16 fevereiro 2011

Obrigatório? Claro, não presta.

Pertússis, coqueluche ou tosse convulsa: três nomes, uma só doença. Atinge as crianças e pode ter êxito fatal. Raro, para boa sorte, mas é sempre uma possibilidade.

Mas podemos ficar descansados: há a vacina.

A Doutora Sherri Tenpenny, das páginas de Newswithviews, informa que na Califórnia, por exemplo a vacinação não era obrigatória. Não era até o passado Outubro, pois agora é.

A razão? Uma epidemia de 18.586 casos nos Estados Unidos, mais de 2.000 na Califórnia, 10 destes últimos fatais.
Solução: vacinação obrigatória.

Faz sentido, não é? Sem dúvida.

Economia EUA: Prognóstico reservado

Saíram os dados das vendas ao varejo ou retalho nos Estados Unidos.
Eis o gráfico:
Como é possível ver, as vendas dispararam, ultrapassando os valores antes-crise (2007).
Isso segundo o Departamento do Comércio, pelo qual a crise não apenas acabou como acabámos de entrar numa nova época dourada.

Como funciona uma Bolsa de Valores



Então? Quase um ano de blog e ainda não falámos de como funciona uma Bolsa? Realmente, já não fazem blogues como uma vez...

Em primeiro lugar, há três tipos de bolsas: a bolsa normal, a bolsa de estudo e a bolsa de valores.
Acerca da bolsa normal, interessante sacola onde objectos variados são colocados, vamos dedicar um futuro artigo dividido em 8 partes; ignoramos a bolsa de estudo, sobra a bolsa de valores.
Vamos falar disso, duma forma muito simples.

Antes de mais, é preciso entender o que é uma sociedade de capital aberto.

15 fevereiro 2011

Uma Verdade, um Pensamento, uma Fé

O sensível Hillel Neuer  
A ONU pode desempenhar um papel importante no avanço da administração da justiça, da democracia e do Estado de direito em todo o mundo.
Fiquei comovido. Também o leitor? Normal, as palavras bonitas produzem este efeito. Mas quem pronunciou a frase?

Hillel Neuer, nas Nações Unidas em Genebra, Suíça, no dia 11 de Agosto de 2004. Neuer é o director da UN Watch, uma ONG de Direitos Humanos com sede em Genebra.

Eu admiro Neuer, pois é uma pessoa com poucas dúvidas e muitas certezas. Segundo ele existe só uma verdade, a oficial. Se o mundo fosse todo assim seria um paraíso.

Pausa café

Wi-fi grátis na praça, grande luxo. É possível sentir-se uma espécie de executivo, não chovesse seria perfeito.

O café está quente, abro as páginas de internet, o Egipto, ah pois, o Egipto, mas também o Irão; Hillary Clinton elogia os manifestantes iranianos.
Algo me diz que antes de morrer a senhora Clinton não ficará assim contenta ao ver as pessoas nas ruas.
Mas esta é outra história.

Página da Economia. A Alemanha cresceu mais do dobro da França após a maior recessão desde a guerra.
A guerra.

Revolução Industrial. Primeira Guerra Mundial. Segunda Guerra Mundial. O medo.Vivemos um trauma colectivo, somos levado a gastar sem parar. Um terrorismo psicológico que tem como momento fundamental o 11 de Setembro de 2001, que derrubou todas as aparências. Um liberalismo que nasceu das nossas alucinações, mesmo agora que, dizem alguns, "o Capitalismo tem os dias contados". 
Capitalismo? Onde?
O Capitalismo começou a morrer ainda antes do Comunismo, hoje temos o filho bastardo, o Capitalismo Parasitário.

A Caverna

Platão (Atenas, 428 a.C./427 a.C. – Atene, 348 a.C./347 a.C.) foi um filosofo grego.
Com Sócrates e Aristóteles pus as bases do pensamento filosófico ocidental.


O Mito da Caverna
Imaginamos que prisioneiros foram acorrentados desde a infância no interior de uma caverna. Não são apenas os membros, mas também cabeça e pescoço são bloqueados, de modo que os olhos dos infelizes só podem olhar para a parede diante deles.

Considere também que nas costas dos prisioneiros foi acesa uma grande fogueira e que, entre o fogo e os prisioneiros, exista um percurso mais elevado. Por este caminho foi construído um baixo muro, ao longo do qual alguns homens levam as formas de vários objectos: animais, plantas e pessoas.
Formas que projectam as próprias sombras na parede; e isso atrai a atenção dos presos. Se um dos homens que carregam estas formas falasse, isso formaria uma eco na caverna, o que levaria os prisioneiros a pensar que a voz vem das sombras que podem observar na parede.

14 fevereiro 2011

Sociedades Secretas: 1 - Os Assassinos

Ao passear num centro comercial, encontrei um pequeno livro com um nome pomposo: "O Manual das Sociedades Secretas". Custo: 1 Euro.

1 Euro? É comprar, já.
O autor é Michael Bradley, que nada tem a ver com o futebolista americano, e o volume não é grande coisa. Mas é um bom ponto de partida para uma breve viagem nas sociedades secretas, antigas, menos antigas e modernas.
Desde os Assassinos, até os Illuminati, passando pelo Essex Junto, a Maçonaria, Clube Boémia e outros ainda.

Obviamente não posso transcrever as páginas do volume: a editora poderia não apreciar e, pior ainda, o resultado não seria satisfatório. Será precisa um pouco de pesquisa.

Uma última pergunta: mas se são secretas, como podemos falar delas?

Carlos Castro Santo, já.

Ao ler os diários de hoje, uma notícia impressionou-me.
Expresso:
Amigos querem rua com nome de Carlos Castro (Expresso)

Num País normal, um jornalista gay que atraia os rapazes com a promessa de favores no mundo do espectáculo, seria rapidamente esquecido. No mínimo.

Em Portugal a ideia é glorifica-lo. E torna-lo um exemplo para a posteridade.

"Joaozinho, que quer fazer uma vez crescido?"
"Quero ser um jornalista famoso para poder desfrutar a minha posição e atrair jovens homossexuais, como o grande Carlos Castro". 

Justo. Os tempos mudam e nós temos que adaptar os nosso princípios à nova realidade.

O País do Pecado

Poucas vezes Informação Incorrecta falou de droga do ponto de vista social.
Mas agora temos a ocasião: eis uma notícia boa para algumas reflexões.

A origem é o blog amigo Notícias Alternativas, a data 21 de Janeiro passado.

Contrariamente às expectativas, a liberalização das drogas não transformou a Holanda numa espécie de Sodoma e Gomorra. Pelo contrário: o governo holandês prepara-se para fechar 8 (oito!) prisões.
A razão? Segundo as autoridades, a taxa de crime está em declínio.

Noutras palavras: não há criminosos suficientes para preenche-las.
Apenas por curiosidade, vamos comparar os Países Baixos com a Califórnia.
Com uma população de 16,6 milhões, a população carcerária é cerca de 12 mil Holandeses. 
Com uma população de 36,7 milhões de pessoas, a Califórnia deveria ter um pouco mais do que o dobro da população carcerária holandesa (ou seja, pouco mais de 24 mil).

Mas a verdade é que a população carcerária actual da Califórnia é de 171 mil presos.

O ditador morreu. Viva o ditador.

Sem dúvida, a notícia da semana passada foi: Mubarak foi-se.
Triunfo.
O povo ganhou.
E para festejar ainda mais, os direitos constitucionais foram suspensos.

Esquisita maneira de celebrar.

"Olha, comprei um carro novo!"
"Fantástico! Temos que comemorar. Ofereces uma cerveja?"
"Não, vamos incendiar o carro".
"Boa!"

13 fevereiro 2011

Um País para ricos



Domingo, um dia frio e com chuva. As previsões dizem: "Períodos de chuva fraca".
Agora, sabemos que fazer previsões meteorológicas não é coisa simples: mas aos menos, espreitar pela janela para ver o que se passa não deveria ser tarefa assim complicada.
É que chove há três horas, e chove com uma certa convicção.

Às vezes imagino os homens do Instituto de Meteorologia, em profundos bunkers de cimento, enterrados algumas centenas de metros abaixo da superfície, em qualquer remota localidade do interior: rodeados de monitores, gráficos, sem contactos com o resto da humanidade...

Domingo, dizia: tempo de escrever acerca da chuva? Não. Boa altura para falar de ordenados.
Sabemos que os gestores públicos, na maioria dos Países, ganham bem. Mas são ordenados justificados?
Tomamos um País que atravessa uma altura de crise...sei lá, um País qualquer: Portugal por exemplo.

11 fevereiro 2011

Esquisito, mas verdadeiro...

Sexta-feira. Até que enfim.
Mas antes de deixar os leitores descansar, proponho uma questão.

Observemos os políticos dos principais Países Ocidentais, os mais "evoluídos", por assim dizer.
Todos estes leader parecem ter sido atingidos por uma inexplicável tendência suicida.

Uma doença? Sim, de alguma forma podemos chamar isso como "doença".

Obama, Socrates, Zapatero, Blair, Cameron, Sarkozy, Papandreu, Monhian. Todos parecem ter um único objectivo: perder as próximas eleições. E estão muito empenhados nisso. Com sucesso, diga-se.

Gerir um Estado: Manual de Instruções

 
Informação Incorrecta: sempre um passo em frente. Tem que ser.

Por isso, hoje um pequeno manual, que não pretende ser exaustivo mas que pode fornecer importantes dicas para todos os leitores que, fartos da rotina diária, quisessem experimentar algo de novo.

Por exemplo: porque não tornar-se um político? E, no caso, que atitude ter?
Não podemos entrar na arena politica apenas para obter uma vantagem pessoal. Há uma coisa chamada "responsabilidade" que obriga a perseguir o bem de todo o Estado.

Assim nasceu este manual. Sugestão? Imprimam e conservem. Pode tornar-se útil, para si ou para os seus filhos.

Est...Est...Estagflação!!! Santinho.

Nos Estados Unidos há débeis sinais de retoma.
Na Europa não.
Mas em ambos os casos há algo que começa a crescer e que terá de ser observado nos próximos tempos: a inflação.

Por enquanto não é nada de preocupante. Pelo contrário: um pouco de inflação pode até ser lido como sinal positivo. Mas ao observar a situação de ambos os lados do Atlântico, percebemos que há razões para manter sob controle a inflação.

Nos Estados Unidos, além de um sinal de retoma, o crescimento dos preços pode ser a lógica consequência dos vários Quantitative Easing. Invadir o País de notas sem valor, como os aficionados leitores sabem, significa pôr as bases dum "boom" inflacionário.

Na Europa a situação é um pouco mais complexa: não só não há sinais de retoma, como aparece a inflação. O que preocupa.

Preocupa porque esta situação tem um nome: estagflação.
Acham a palavra feia? Esperem saber de que se trata.

Imaginem de viver num País em crise. Um País qualquer: Portugal, por exemplo.
Não há retoma, a economia não funciona, estamos em plena estagnação. Mau, não é?
Sim, mas pode ser pior: além destes factores negativos, eis que os preços aumentam. Esta é a estagflação.

Deixamos em claro uma coisa: não estamos em estagflação. Mas é uma hipótese que não pode ser afastada.


10 fevereiro 2011

Cirurgia plástica e divórcio: eis o boom dos EUA

Então, acabamos ou não o dia com uma boa notícia? Mas sim, acabamos...

O tema é a crise.
Acabou? Não. Mas há sinais positivos, e isso é importante.
"Positivos"? Bom, podemos dizer isso: entre a miríade de dados contraditórios que circulam, alguns são positivos. É já alguma coisa.

Eis um breve elenco:
  • As vendas das autocaravanas (ou motocasas), aquelas autênticas e enormes casas com quatro rodas das quais muito gostam os Americanos, começaram a subir. Custam como um apartamento, fazem 3 quilómetros com um litro de gasolina: se vendem é porque há mais dinheiro.
  • Intervenções de cirurgia plástica em 2010: +296.000
  • Aumentam os divórcios, que custam
  • Mas sobretudo: mais dívidas com os cartões de crédito.
Outro dado positivo é que parou a subida dos pedidos de desemprego. Encontrar trabalho é ainda uma quimera, mas ao menos as empresas deixaram de despedir.

Hillary e o QDDR

Eis uma das típicas notícias importantes que ninguém relata.

Aparentemente, facto sem precedentes, quase todos os embaixadores dos EUA nos vários Países do mundo foram chamados a Washington para um encontro. Este evento terminou no passado dia 04 de Fevereiro de 2011.

Quase todos os 260 embaixadores e Cônsules dos EUA, em mais de 180 Países, foram convocados pelo Departamento de Estado, naquele que foi anunciado como o primeiro encontro deste tipo.

O Huffington Post afirmava: "A Secretária de Estado, Hillary Rodham Clinton, está a convocar uma reunião sem precedentes. "

O primeiro pensamento lógico que vem à cabeça é: quanto será grave a crise desta vez? Tem que ser mesmo grave, porque é a primeira vez que todos os embaixadores são chamados em pátria. Por outro lado, porque a imprensa não noticiou um acontecimento tão raro que envolve os representantes diplomáticos dos Estados Unidos?

Especulações não faltam.

Pensamentos nocturnos (na hora do almoço)

Continuamos? Sim, obrigado.

Por isso: a culpa da nossa actual situação não é apenas dos media. Estes fazem o trabalho deles. Boa parte da responsabilidade é nossa, que não perguntamos, não procuramos, não exigimos.

Mais: grandíssima culpa temos nós, blogueiros. Porquê? Porque não somos de confiança.

Como disse antes: na internet há tudo e mais alguma coisa. Mas este "mais alguma coisa" não surgiu do nada, alguém pôs toda a tralha online. E tralha significa muitas coisas: conspirações absurdas, extraterrestres dementes, planetas que vagueiam no espaço, não falta nada.

Não ralho com quem procura a verdade: nos meus links podem encontrar blogues que tratam destes assuntos. Mas uma coisa é tratar e tentar perceber; outra coisa é apresentar estas fantasias como factos comprovados.

Um exemplo? A saga de Nibiru.

Pensamentos nocturnos

Duas da manhã, já deveria estar a dormir. Já aconteceu ao leitor ter que dormir e ficar sem sono? Não? Ok, desculpe. Mas é uma boa altura para reflectir: silêncio na rua, não há rumores...
Música de fundo: Lotus Eaters, The First Picture of You dos longínquos anos '80.

Então reflectimos.
Muitas pessoas têm internet. Com uma conexão é possível aceder a um mundo de informação, e com uma pesquisa no Google é fácil encontrar sites ou blog que oferecem uma verdade diferente da oficial.

A história contada pela televisão não convence? É só procurar, fontes alternativas não faltam.

Quando comecei este blog, a minha ideia era falar basicamente de economia e geopolítica, pois as duas coisas estão ligadas.
Mas lentamente o tema central de Informação Incorrecta começou a incluir assuntos nos quais antes nem tinha pensado.

09 fevereiro 2011

2012: estar preparados

Há um monte de gente que acredita que faltam menos de dois anos, que no dia 21 de Dezembro de 2012 algo de "grande" acontecerá.

O problema é que as teorias são muitas, nem é possível dizer com precisão o que poderá acontecer.

Fim do mundo? Invasão extraterrestre? Os pólos desaparecerão? Os pólos ficarão invertidos? Nibiru ou outro planeta? A Terra que pára de rodar? O nosso planeta engolido pelo Sol? O Sol engolido pela Terra? Sol e Terra engolidos pelos Annunaki? A terra alinhada com o Grande Centro Galáctico? Ou será o Grande Centro Universal? Ou ainda: o núcleo do nosso planeta bombardeado pelos neutrinos solares? Voltará Jesus? Chegará o Diabo? Os dois juntos?

Seja como for, as pessoas estão convencidas de que algo vai acontecer em 21/12/2012. É só escolher a própria desgraça favorita e, a seguir, preparar-se.

Informação Incorrecta, sempre muito à frente, elaborou um pequeno manual para enfrentar com serenidade o Grande Evento.

9/11: a terceira via de Khalezov

Até hoje Informação Incorrecta falou do atentado contra as Torres Gémeas uma só vez.
Porquê? Não sei, seria preciso falar com o autor do blog.
Sou eu? Ah, pois, é verdade...

Bah, acho que o assunto está "queimado".

Acerca do 9/11 foi dito tudo. Mas tudo mesmo.
Já não há espaço para novidades, qualquer teoria, até a mais exótica, a mais inverosímil, a mais absurda, foi tomada em consideração e defendida até o extremo.

A única coisa que poderia trazer algo de novo nesta altura seria uma hipotética confissão do exército americano. Ou do mesmo Bush, presidente na altura. Qualquer outra palavra iria juntar-se aos rios de tinta que já foram gastos, sem acrescentar nada de importante.

A censura e o sentido do ridículo

Dois Alemães arriscam a prisão por causa dum jogo de cartas. Isso mesmo.
Vamos ler a notícia no Público de ontem: 
Tiranos, na tradução livre para português, é jogado com base na idade de chegada ao poder de vários ditadores, tempo de permanência no poder, número de vítimas e rendimentos. São 32 cartas. Adolf Hitler, que liderou os destinos da Alemanha de 1934 a 1945, ano do fim da Segunda Guerra Mundial, é o principal trunfo.[...]

Saddam Hussein (Iraque), Idi Amin (Uganda), José Estaline (União Soviética), Nicolae Ceausescu (Roménia), Mao Tsé-tung (China) ou Augusto Pinochet (Chile) são alguns dos ditadores que acompanham o arquitecto do III Reich no jogo, que os divide em categorias como fascistas, militares ou “marionetas” ao serviço dos Estados Unidos.
Portanto, um jogo baseado em personagens verídicas. Pode não ser um exemplo de bom gosto, concordo, mas não consigo encontrar um crime.

08 fevereiro 2011

Spam!

Abro a caixa do correio: cheia.
Epá, quantos amigos que tenho, nem sabia...

Depois começo a ver.
"Compramos ouro usado" não promete nada bem.

Os tempos são difíceis e a compra-venda de ouro é um negócio que rende agora. Mau sinal.
Continua: "Pagamos a dinheiro". Porquê, como tencionavam pagar? Em grão de arroz?

Controlo: o papel não é reciclado. Mau.

Comunicação de Serviço

Só uma breve nota.

Muitas vezes aparecem comentários que ficam sem a minha resposta ao longo de alguns tempos.

Não é descuido, gosto de responder a todos. Só que o que costumo fazer é o seguinte: escrevo alguns post, agendo a publicação em horários diferentes, e depois afasto-me do computador.
Por isso, o facto de publicar algo não indica a minha presença na altura (esta é uma função do Blogger que dá imenso jeito).
E não respondo aos comentários não por falta de vontade, mas simplesmente porque não estou presente.


Só isso, para ser correcto :)

Porque há revolução no Egipto? (Hard Version)

O anterior artigo explica a razão da revolta no Egipto e nos Países da África do Norte. Mas...

Escreve Vítor ao comentar O barril: "Alguma semelhança destas revoltas com as 'Revoluções Coloridas' financiadas por George Soros et caterva (Geórgia, Ucrânia, Quirguistão...)?"

Pois...

A Arma Final

O facto é que o produto financeiro inventado pela Goldman Sachs é também uma terrível arma: quando uma empresa ou pessoa detém o poder de obrigar centenas de milhões de pessoas a passar a fome, qualquer bomba atómica torna-se ridícula.

A fome é a verdadeira arma final.

Goldman Sachs está ciente disso? Com certeza.
Outras pessoas têm consciência disso? Com certeza.

Então existe outra possibilidade de leitura: as revoltas da África do Norte podem ter sido provocadas. Exactamente como as várias revoluções coloridas nos Países da Ex- União Soviética, como lembra Vítor.

Porque há revolução no Egipto? (Soft Version)

Nos recentes artigos de Informação Incorrecta foi indicada a Federal Reserve americana como uma das causas da subida dos preços nos Países da África do Norte, os mesmos Países que agora atravessam uma altura de protesto.

Mas como funciona a coisa? Porque se uma pessoa imprime notas em Washington, o pão em Argel ou Cairo custa mais? Faz sentido?

Meus senhores, bem-vindos na economia globalizada do capitalismo parasitário.


07 fevereiro 2011

Os mercenários da ONU

A ONU conta o que conta, isso é: zero. Mas até agora tinha conseguido ser uma força de paz credível, com o envio de "capacetes azuis" nas áreas mais quentes do planeta.
Não em todas, apenas nas áreas onde os Estados Unidos deixam operar a ONU, óbvio.

Só que agora a mesma ONU arrisca desperdiçar o pouco de bom que tem conseguido.

O semanal ugandês  revela que intenção das Nações Unidas é contratar mercenários para combater as milícias de Al Shabaab, na Somália, em vez de financiar as existentes tropas da União Africana.

Grave erro. Por várias razões.

Voyeurismo

Não é possível abrir um jornal sem encontrar alguma notícia acerca da morte de Carlos Castro.

"Quem?" perguntarão os leitores não portugueses.
Pois, de facto estamos a falar de uma pessoa com um peso específico muito relativo.
Mas, acreditem ou não, o seu nome ocupa todos os diários, assim como telejornais e rádios.


Breve resumo para quem Português não é

Carlos Castro
Carlos Castro era um jornalista, de 66 anos, autor das primeiras três galas da Nova Gente, dos troféus Dona no Teatro Politeama e Tesoura Elegante, Presidente do Miss Wonderland, delegado dos concursos internacionais Best Model World, Miss Expo Internacional e Miss Américas.

Eu acho que quando uma pessoa realiza a gala "Tesoura Elegante", a seguir pode morrer em paz, seguro de ter feito tudo na vida.

E, de facto, Carlos Castro morreu, assassinado num hotel de New York.

O assassino? Renato Seabra, um modelo, também ele Português.
Só isso? Só isso.

A Costa do Marfim Faliu

Duas notícias:

1. A Costa do Marfim faliu.
Como assim? Assim, faliu.
Eh sim, faz impressão: aqui na Europa, por exemplo, ninguém pode falir. Salvam-te, a qualquer custo.
Tu não queres? Não importa, és salvado na mesma. Mas não seria melhor falir? Shhhhht, cala-te, tens que aceitar a ajuda e ponto final.

Isso, como dito, na Europa.

Mas um País africano? Um País pequeno? Não pequeno em tamanho, pequeno do ponto de vista económico. Este pode falir, não há crise.

A Costa do Marfim: 20 milhões de habitantes, 2 mil milhões de Dólares de dívida. Falida.
E que acontece agora? Os investidores ficam com as perdas, natural consequência de ter aceite o risco do investimento.
Pode fazer impressão, mas é assim que funciona um capitalismo normal.

A César o que é de César

Boa notícia: a crise acabou. E acabou mesmo, temos a prova.

Pensa o leitor: "Mas como? E os desempregados, e a economia em estagnação, o e meu ordenado que vale cada vez menos?"
Pffffff, leitor desactualizado. Siga Informação Incorrecta e aprenda duma vez por todas.

Em 2009, o terrível anos 2009, os managers das grandes empresas tiveram que abdicar dos bónus.
Foi muito triste, eu também fiquei emocionado na altura e não escondo que algumas lágrimas molharam o teclado. Mas era lógico, tudo somado, era um período difícil.

Pensei: "Será que um dia estas criaturas poderão voltar a sorrir, ver os frutos do duro trabalho, a justa recompensa de tantos esforços?".

Finalmente, eis a boa notícia, aquele dia voltou!  Porque voltou? Porque a crise acabou, simples.

As primeiras 25 empresas de Wall Street, a maioria das quais já salvas com o dinheiro dos contribuintes, totalizaram 135.000.000.000 Dólares em bónus.

Davos



Artigo comprido? Sim, mais ou menos. Mas, acima de tudo, importante.

Se aparecem artigos como estes numa publicação tão próxima de Wall Street, bom, vale a pena ler e reflectir. Talvez alguma coisa esteja  a mudar.

No Market Watch (do Wall Street Journal) apareceu um artigo surpreendente: "Atrás de Davos existe uma conspiração velha de quarenta anos, super-ricos que até agora têm causado apenas desastres. Uma revolução violenta acabará com eles."

Ao ler, aprendemos que atrás do World Economic Forum de Davos opera uma sociedade secreta, uma conspiração de super-ricos que, como nos planos malignos de Blofeld, chefe da Spectre, abertamente pretende dominar o mundo e concentra cada vez mais poder e riqueza nas suas mãos.

Pinguins

É difícil falar quando a realidade é distante das palavras.
Este, como já afirmei, foi o Inverno mais frio desde que cheguei em Portugal. Depois abro o jornal e posso ler:
Os dados preliminares foram superados: em, ocasião da abertura da conferência do clima em Cancun, no início de Dezembro passado, os meteorologistas tinham anunciado que 2010 teria sido colocado entre os três mais quentes desde que dados confiáveis são disponíveis.
Tudo dependia das temperaturas de Dezembro. Mas no mês do Natal as temperaturas globais não foram baixaram, e 2010 tornou-se o ano mais de sempre, tal como 2005 e 1998. Isto é confirmado pela Organização Meteorológica Mundial (Wmo).

Tudo bem, são os meteorologistas que falam, não é conversa de taberna.

Depois lembro: foi no Dezembro passado que muitos aeroportos europeus fecharam por causa da neve? Foi.
Foi no Dezembro passado que na Suécia e na Noruega houve temperaturas de 10 graus abaixo da média? Foi.
Foi na Escandinávia que foram atingidas temperaturas negativas recordes? Foi.
Foi na Inglaterra o Inverno mais frio desde 1890? Foi.

Agora encontro a seguinte imagem do National Oceanic and Atmospheric Administration (NOAA), fruto do trabalho dos satélites de alta resolução, que mostra a criosfera, a área do planeta coberta por neve e gelo:



E foi ao observar esta imagem que percebi.

Esta é a verdadeira conspiração, a grande conjura que os media tentam ocultar mas que agora, das páginas de Informação Incorrecta, posso finalmente denunciar ao mundo.
Não são os Illuminati, não são os Rotschild; nada de Bilderberg e nada de Reptilianos: a verdade é que uma raça superior está a tentar conquistar o planeta.

Quem? Os pinguins.

São eles: difundem a ideia de que o Terra está cada vez mais quente, corrompem meteorologistas para difundir notícias falsas, sabotam as plataformas petrolíferas da BP para criar devastação e interromper a Corrente do Golfo.

Pensem nisso, nem faltam as mensagens sublimináis: lembram de Batman Returns, com o nosso herói que luta contra Pinguin? E Batman & Robin, contra Mr. Freeze?

É isso, os pinguins.

Ou isso ou os nossos meteorologistas têm alguns problemas...


Ipse dixit.


Fontes: NOAA, WMO

05 fevereiro 2011

O calmante e a Noz do Brasil

Ahhhhh, Sábado, até que enfim!
Por isso: nada de geopolítica, economia, chemtrails & C.
Paz, relaxe, quiete...

A creche e os calmantes

Vamos ver o que contam os diários.
A PSP fechou uma casa, na Rua Morais Soares, em Lisboa, que funcionava como creche ilegal e onde se encontravam 12 crianças a quem havia sido dados calmantes.
Esta coisa das creches ilegais fez-me sempre uma certa confusão: ninguém repara no trânsito de tantas crianças? Ninguém ouve o barulho (neste caso se calhar não, graças ao calmante)?

Pelos vistos a resposta é "não", ninguém sabe, ninguém percebe, ninguém fala. Ok, tudo bem.

Os pais: eu não entregaria o meu filho numa instituição ilegal, eu quero que as condições sejam respeitadas. Todas.

Talvez seja eu que penso mal. Mas nem há a desculpa da crise: há crise? Então apresenta-se a declaração de rendimentos e os pais ficam a pagar uma quantia irrisória numa instituição pública ou privada.

Da dona da creche e "educadora" (!!!) nem vale a pena falar.

E já estou a ver, as crianças, deitadas, num sono profundo...

04 fevereiro 2011

O barril


Será que temos de levar ainda mais a sério o actual cenário? Será que o que estamos a observar no Egipto pode tornar-se um efeito dominó de proporções inimagináveis?
 
Por enquanto é cedo para avançar como uma afirmação destas. É provável que uma vez resolvida a situação do Cairo, as outras condições difíceis possam não ultrapassar os confins regionais.

No entanto, não podemos esquecer que a revolta não é apenas um fenómeno interno do Egipto. 

Tunísia
Afastado Ben Ali, o primeiro-ministro Ghannouchi deve agora lidar com as reformas exigidas pela população. Que ainda manifesta, insatisfeita com um governo fruto do compromisso.

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