30 abril 2011

O nuclear é seguro




Informação Incorrecta tornou-se um blog ambientalista?
Não, nada disso. Mas o que se passa em Fukushima traz à superfície o problema do nuclear, com as relativas mentiras.

O nuclear é seguro? Claro que é.
Apenas uma dúvida: se for assim seguro, porque continuar a construir as centrais longe das cidades e gastar assim parte da energia produzida com as perdas do transporte?

Uma central nuclear no meio da Praça do Comércio em Lisboa ou ao lado do Cristo Redentor em Rio seria muito mais eficiente.

Talvez seja apenas uma questão de estética, deve ser isso.
Porque se vamos ver os acidentes nucleares ocorridos nos últimos 60 anos o que encontramos? Chernobyl e Fukushima, e nada mais.
Ah, e Three Miles Islands, verdade. Bom, são sempre e só 3 acidentes em 60 anos, poucos.

Esta, pelo menos a versão oficial.
Porque ao ler as estatísticas reais reparamos que a situação é ligeiramente diferente.
Não muito, apenas ligeiramente.

25 anos depois

Dizia Marx:
A História repete-se sempre duas vezes: a primeira como tragédia, a segunda como farsa.
Diziam os Split Enz:
A História nunca se repete.
Embora eu aprecie mais a banda neozelandesa do que o filósofo judeu-alemão, tenho que admitir: desta vez o bom Marx tinha razão.

15 de Abril de 1986: os Estados Unidos iniciaram a Operation El Dorado Canyon, um ataque aéreo contra as cidades líbias de Tripoli e Bengasi. O objectivo de matar Khadafi faliu, morreram cerca de 60 entre cidadãos e militares.

26 de Abril de 1986: uma explosão na central de Chernobyl libertou uma grande quantidade de partículas radioactivas na atmosfera. Milhares de pessoas morreram na altura ou pelas consequentes patologias, mas o número exacto permanece não conhecido.

Um ataque contra a Líbia e um acidente nuclear, no mesmo ano, no mesmo mês.

Agora uma salto de 25 anos.

11 de Março de 2011: um sismo de 9º grau de magnitude atinge o Japão, causando a libertação na atmosfera de grandes quantidades de partículas radioactivas. Desconhecido o número de baixas, estando o acidente ainda em curso.

19 de Março de 2011: inicia a intervenção da Nato para suportar as operações dos rebeldes na Líbia. Desconhecido o número de baixas estando o conflicto ainda em curso.

25 anos depois, um acidente nuclear e um ataque contra a Líbia. Mesmo ano, mesmo mês.
Coincidências, sem dúvida.

A primeira lição que podemos aprender é a seguinte: ao longo de 25 anos o Homem não aprendeu rigorosamente nada. Continua com as guerras e continua a ter de enfrentar o perigo nuclear.
25 anos deitados no lixo.

A segunda lição é a seguinte: as comemorações trazem azar. Daqui a 25 anos, quando alguém propuser comemorar o 50º aniversário de Chernobyl e o 25º de Fukushima, façam um favor: calem-no.

Parabéns a Marx.
Mas o vídeo é dos Split Enz: History Never Repeats, (1981)




Ipse dixit

9/11: os Voos Delta


Ano importante este.
Além do meu aniversário, e do aniversário de Informação Incorretca, que outros eventos podemos lembrar? Talvez os primeiros 10 anos após o 11 de Setembro, data que mudou de forma radical as nossas vidas.

O terrorismo existia também antes, mas foi apenas após a queda das Torres Gémeas que surgiu como o novo demónio da nossa sociedade. A invasão do Afeganistão começou com o álibi de "combater os terroristas". Bin Laden ficou conhecido como o Senhor do Mal enquanto antes, aos serviços da CIA, era um simples agente revolucionário. Nos Estados Unidos e no resto do mundo foram introduzidas regras de segurança mais apertadas, sempre em nome da luta ao terrorismo.

Apesar disso, ainda há muitos pontos obscuros nesta história. Mas muitos mesmo. A maioria dos cidadão dos Estados Unidos, por exemplo, está convencida de que o governo do próprio País mentiu acerca do assunto.

Informação Incorrecta começa aqui uma série de artigos dedicados ao 11 de Setembro de 2001.
Objectivo é lembrar e pôr em evidencia as notas desafinadas dum concerto político-militar-mediático que não convenceu o público.  Publico que pagou, e bem, para assistir ao concerto. Só que pagou depois e sem direito ao reembolso.

Como sempre acontece perante casos destas envergaduras, não é fácil poder escrever algo de certo: ao longo dos anos surgiram as mais variadas teorias acerca dos atentados. Auto-atentado, terrorismo, ataque militar estrangeiro, conspiração. Sem esquecer os omnipresentes reptilianos.

A única coisa que é possível fazer sem correr o risco de perder-se nos meandros da fantasia mais desenfreada, é limitar-se aos factos.
É isso que vamos fazer.

29 abril 2011

Sonhar


É meio-dia de sexta-feira 29 de abril de 2011, e nesta precisa altura 3 dos 4 canais "nacionais" da televisão portuguesa estão a transmitir em directo o casamento de Kate e William.

Há 2.000 convidados de honra na Catedral de Westminster, enquanto mais de 8.000 são os enviados de jornais e televisões que estacionam fora da igreja, entre as dezenas de milhares de "pessoas comuns" que querem ver de perto este evento.

Vamos repetir os números para entender melhor as dimensões dessa loucura: oito mil jornalistas de jornais, rádio e TV, que vieram de todo o mundo, estão a contar a dois mil milhões de pessoas a mesma coisa. Pois um casamento é um casamento, mesmo que seja da realeza.

No entanto, se perguntarmos a qualquer jornalista se tudo isso é normal, se este circo mediático não seja um bocado absurdo, com certeza o jornalista responderá que "as pessoas precisam de sonhar."

BitCoin?

Bitcoin, um projecto open source criado em 2009 por Satoshi Nakamoto, é a primeira moeda do mundo digital, distribuída e anónima. parece uma afirmação um pouco complexa, mas na realidade não é muito difícil de compreender.

Desde que existe internet, vimos passar todos os tipos de dinheiro virtual.
As moedas de Facebook, por exemplo, com as quais é possível comprar produtos virtuais nos jogos, ou o Microsoft Point, a moeda do mercado para Xbox Live e a loja Zune. É possível troca-las por Dólares ou Euros.

Mas, ao contrário do dinheiro "real", o dinheiro online precisa sempre de um intermediário que garanta a confiabilidade da operação. E isto porque o dinheiro digital é diferente numa característica muito importante: se eu entregar uma nota de 100 Euros, fico sem ela.

Mas não podemos ter a mesma segurança quando o meu dinheiro for feito...de nada, sendo virtual. Portanto, sempre foi necessário ter uma terceira parte de confiança, que apague o montante transferido da conta do pagador.

Bitcoin é o primeiro dinheiro digital que resolve o problema do Double Spending (literalmente, "gastar duas vezes", NDT) sem o uso de um terceiro.

28 abril 2011

A comida e o lixo


Vivemos em Países ricos, muito ricos.
Mesmo com crises, corte nos salários, preços em subida, os nosso não deixam de ser lugares dourados onde viver. Tão dourados ao ponto de enfrentar como natural o desperdício da comida. Que é deitada no lixo, literalmente.

Uma vez procurar comida era a actividade principal do Homem e ainda hoje há milhões de pessoas que não têm o suficiente para sobreviver. Mas nos Países Ocidentais a realidade é outra: a comida deixou de ser um problema há muito.

Os gastos das lobbies

O que é uma lobby?

Vamos ver o omnipresente Wikipedia:
Lobby (do inglês lobby, ante-sala, corredor) é o nome que se dá à atividade de pressão, muitas vezes individual, ostensiva ou velada, de se interferir nas decisões do poder público, em especial do Legislativo, em favor de interesses privados.
A palavra lobby tem origem inglesa e significa salão, hall, corredor. Segundo alguns estudiosos, o fato de várias articulações políticas acontecerem nas ante-salas (lobby) de hotéis e congressos, fez nascer a expressão “lobbying” (lobismo) para designar as tentativas de influenciar decisões importantes tomadas pelo poder público, sobretudo aquelas relacionadas a questões legislativas, de acordo com interesses privados de alguns grupos ou setores inteiros da sociedade.

Enquanto nos Estados Unidos o lobby é uma atividade considerada como parte do processo político (ser lobista é uma profissão reconhecida e a atividade em si é regulamentada por leis), em outros países como o Brasil, a atividade é informal e não regulamentada, o que pode dar margem a interpretações de corrupção.

Então, a lobby parece algo que existe numa zona cinzenta, entre a legalidade o crime.

Na minha óptica, é uma forma de pressão que tende a condicionar as escolhas dum parlamento, e como tal não deveria ser permitida por várias razões, as primeira das quais são
1. o facto do Parlamento legislar não com base no bem comum mas nos desejos de poucos
2. o lobismo favorece a corrupção e quem afirmar o contrário vive no País das Maravilhas.

Mas esta é uma opinião pessoal, pois como vimos há Países (os EUA, por exemplo) onde a lobby é reconhecida.

Nem uma palavra

Certas notícias não aparecem nos media.
O que é muito curioso, pois estamos a falar de decisões que determinam o futuro de centenas de milhões de cidadãos.

O Velho Continente, por exemplo, está a tornar-se algo de monstruoso. Esqueçam a solidariedade, os grandes ideais, pois aqui tudo é muito mais básico e pode ser resumido numa palavra: dinheiro.

Dinheiro para todos? Não, o dinheiro de todos nas mãos de poucos. É esta a síntese das novas medidas aprovadas em Bruxelas.

Quem escreve é um europeista convencido: sempre achei e continuo a achar que o futuro da Europa passa obrigatoriamente por uma federação de Estados. Por isso faz mal ver o que foi feito do projecto "União Europeia": esta Europa Unida nada tem a ver com o futuro, pelo contrário, é o pior entre os pesadelos do passado.
Cada vez mais faz lembrar a antiga União Soviética: uma oligarquia onde o poder de muitos esmaga os desejos de poucos, onde os "eleitos" controlam a verdadeira riqueza, deixando as migalhas para a sobrevivência da maioria.

O que não deixa de ser irónico: o Capitalismo sublima-se no Comunismo para criar uma nova sociedade, na qual o parlamento é uma sombra nas mãos dum poder central e onde o individuo é um mero escravo.

27 abril 2011

O que os especialistas não dizem


Uma pessoa como eu, que nada percebe acerca do assunto, fica sempre na dúvida: mas será que as energias alternativas não podem substituir as clássicas (e poluentes) como o petróleo ou o nuclear?

Os especialistas dizem que não, que não é possível. E, sendo especialistas, temos que acreditar: caso contrário, que especialistas seriam?

Todavia penso acerca de Países como Portugal ou o Brasil: quanto Sol há disponível? Quanto vento? Quanto mar? Será que tudo o que era possível fazer foi feito? Neste caso a resposta é: não, não foi feito.

Os custos

O tema aqui não é ser ecologista a qualquer custo, pois há outros factores envolvidos: o preço do petróleo, por exemplo (e a consequente recaída nas economias nacionais), os riscos do nuclear (ou será que Fukushima não ensinou nada?), a disponibilidade da matéria prima (explorações petrolíferas cada vez mais arriscada, oferta limitada por causa de conflitos).

Mesmo não sendo "verde", é suficiente fazer duas contas para perceber que uma coisa é extrair um liquido preto das entranhas da terra, outra coisa é desfrutar a luz do Sol que naturalmente chega até a superfície do planeta.

Verdade: as energias alternativas custam e para ser rentáveis é precisa a ajuda do Estado. Por isso, explicam os especialistas, o fotovoltaico ou o eólico não podem competir com o custo do petróleo.

Eu tenho algumas dúvidas acerca disso. Como disse, nada percebo do assunto.
Mas quanto paga um Estado para adquiri o petróleo necessário à produção de energia? Quanto paga para combater a poluição do ar gerada pelo petróleo? Quanto paga para cuidar das pessoas envenenada pelo petróleo? Quanto paga em termos ambientais pelos prejuízos causado pelo petróleo?

Estes são custos que devem ser somados ao preço "oficial". E ao somar todas as variáveis, vemos que a vantagem do ouro negro reduze-se drasticamente. Até desaparecer.

E agora quem paga? A China. E a Grécia. E a Síria. E a Líbia...

Pequim abre a carteira: e agora, quem paga?

É a questão que colocámos em várias ocasiões: e agora, quem paga?

Porque, basicamente, temos visto e ouvido que na prática  não houve reação à queda da economia, se não a mera criação de mais dívidas.

E isso, como sabemos, funcionou parcialmente.

Ou seja, é como colocar uma flor cortada num vaso com água: realmente parece ficar um pouco melhor, mas é uma questão de tempo e acabará como todas as flores cortadas, é inevitável.

Uma questão de placas

Construir centrais nucleares ao longo duma falha sísmica é uma boa ideia? Talvez não. Pois se a falha acordar, podem surgir problemas.
O facto é que já existem tais centrais, e a falha em questão acordou.

Não gostamos de lembrar disso, mas a verdade é que vivemos em enormes barcos que chamamos de "placas tectónicas"; estes barcos flutuam, literalmente, por cima dum mar de rocha fundida.
Todas as placas juntas formam a superfície do nosso planeta, num enorme puzzle, e não existindo folga entre um "barco" e os outros, o movimento de um tem consequências nos outros, as vezes centenas ou milhares de quilómetros de distância.

É um fenómeno natural, pois a superfície do planeta é coisa "viva".

Pode o Homem controlar ou até provocar estes movimentos? Haarp ou não Haarp?
Não é isso que interessa agora: o que interessa é que um dos "barcos" está em movimento.

O que acontece com as centrais nucleares construídas ao longo deste "barco"? Fukushima foi um acidente isolado ou há mais riscos?

26 abril 2011

Um pequeno esforço...

Pessoal!

Façam um esforço e espreitem as novidades em Iniciatvias Incorrectas, s.f.f..

Obrigado!

A maçã podre


Mais fino e mais fino, mais leve, mais rápido, mais tudo: o novo iPad 2 é o último duma longa lista de máquinas touch-screen produzidas pela Apple.
 
Chega ao mercado somente após 12 meses do primeiro iPad e depois do iPhone de quarta geração. Desde o lançamento do primeiro iPhone em 2007, os smartphones e os microcomputadores da Apple foram impostos nos mercados mundiais.

Mas nos últimos anos multiplicaram-se as críticas por causa da política da empresa: as condições dos empregados, o pouco respeito pelo meio ambiente, o uso de produtos químicos tóxicos, a falta de transparência na oferta e a total indiferença à ecologia.

Ao contrário do que fazem outras empresas do sector, a Apple recusa respeitar os limites das emissões de gases com efeito de estufa e de publicar os CSR, o relatórios de responsabilidade social da empresa. Respondeu às críticas apenas em parte, enquanto dum pioneiro da indústria seria de esperar um comportamento muito diferente.

Os 20 mais bem pagos

Já afirmei e volto a afirmar: um bom gestor tem que ser bem pago.
Sabe criar riqueza? Sabe criar emprego? Então é justo que seja recompensado, e bem.
Mas existe uma dúvida: há limites?

O diário Expresso publica as fotografias dos 20 manager mais bem pagos dos Estados Unidos.
E aqui surge o problema: os EUA são um País em crise, com 14 milhões de desempregados (oficiais...), autarquias à beira da falência, uma dívida pública assustadora.

O Presidente Barack Obama foi claro no discurso deste mês: serão 38 mil milhões de Dólares a menos nos gastos federais neste ano, disse que alguns dos cortes "serão dolorosos." e explicou que "os projetos de infra-estrutura serão adiados", pediu que os norte-americanos comecem a viver dentro das suas possibilidades.
Obama sublinhou que o novo orçamento "faz os maiores cortes anuais na despesa da história” do País.

Por isso ver gestores ganharem dezenas de milhões de Dólares faz reflectir: vale ainda a pena falar de moralidade?

A força das palavras e o lucro do FMI

Ajuda ou empréstimo?
Não é a mesma coisa.

Um exemplo:
O leitor quer comprar uma sandes mas não tem dinheiro. Contacta Informação Incorrecta que, sem um tostão, organiza uma recolha de fundos.
Ao fim de 12 anos, o blog consegue recolher 2,50 Euros que o leitor poderia ter utilizado para comer algo se entretanto não tivesse morrido de fome.

Ok, vamos com um outro exemplo, é melhor.

Primeira hipótese:
X não tem dinheiro para acabar a própria casa, então surge Y que diz: "Querido X, fica descansado, eis 1.000 Euros para acabar as obras. Depois, quando puderes, vai devolver-me o dinheiro, está bem?"
X, satisfeito, agradece e, com o tempo, devolve os 1.000 Euros.

Esta é uma ajuda.

Segunda hipótese:
X não tem dinheiro para acabar a própria casa, então surge Y que diz: "Querido X, fica descansado, eis 1.000 Euros para acabar as obras. Depois vai devolver-me o dinheiro, com uma taxa de juro de 5%, está bem?"
X, satisfeito mas nem tanto, agradece e mensalmente devolve os 1.000 Euros com prestações e juros.

Esta não é uma ajuda, é um negócio. 

A lista da comida


Muito gostam os Americanos de listas.
Que, de facto, ajudam em perceber melhor alguns aspectos.

A crise alimentar, por exemplo.
Entramos em qualquer super ou hiper mercado e podemos observar filas e filas de expositores cheios de comida. Faz sentido falar de crise alimentar perante um espectáculo como este?

Sim, faz sentido, pois a riqueza de hoje não necessariamente indica a riqueza de amanhã. Aliás, os indicadores apontam para outra direcção. Vamos ver qual.

De volta.

...e de repente, cá está: eis que volta Informação Incorrecta! (Aplausos)
Acabaram as ferias? Acabaram.

Acabaram as obras? Não acabaram.
Como é que diz Ana? "Aqui pensei que ia levar 1 semana e acabou por ser 1 mês e meio". Isso mesmo.

E antes de voltar à normalidade, apenas alguns dados. Pois este blog acabou de comemorar um ano de vida, por isso eis alguns dados.

22 abril 2011

Estou nas tintas. Literalmente. E Boa Páscoa.


Max foi raptado pelos alienígenas? Ou pelos Rothschild? Terá sido JP Morgan? Ou será que Max foi para a Líbia para ver o que realmente se passa?
Nada disso, a realidade é muito mais prosaica.


Então é assim: o pessoal aqui decidiu aproveitar a Páscoa para fazer algumas obras em casa, tipo dar o branco, melhorar o chão, etc. etc.

É nestas alturas que uma pessoa percebe o sentido da palavra "experiência", a diferença entre querer fazer e saber fazer.

Então, eis o computador que fica deslocado dum lado para outro, para depois voltar atrás e ser afastado outra vez porque afinal "aquele cantinho não ficou tão bem, enfim, não tinha reparado antes mas agora que a tinta secou efectivamente uma outra demão não seria demais, que dizer, não ficou assim mal, ou seja, é uma porcaria, ok, já percebi, desligo tudo e vou dar mais tinta...".

Assim, uma pausa de um dia torna-se uma pausa de alguns dias e entretanto a Páscoa aproxima-se, as ruas ficam cheias de ovos de chocolate e coelhos sorridentes, e começam as férias.

Resumindo:
peço desculpa pelo incómodo e faço votos para que todos os leitores passem uma Páscoa Feliz.
Páscoa Muito Feliz.
Páscoa Felicíssima!
Será demais? Ok, Páscoa Feliz e ponto final.

Não abusem com o chocolate.
Não bebam antes de conduzir, mas podem conduzir antes de beber.
Cuidado com o fígado, nada de comida pesada.
Cuidado com o colesterol, nada de gorduras.
Cuidado com a diabetes, nada de açúcares.

Caldo de galinha, isso é que é. Caldo de galinha e uma fatia de pão. Que, por acaso, será o menu dos Portugueses ao longo dos próximos tempos. Mas este é outro discurso.

Sobretudo: divirtam-se.
Chi vuol esser lieto, sia: 
di doman non v'é certezza.
Quem quer gozar, que goze: acerca do amanhã não há certezas

Palavras de Lorenzo de' Medici, séc. XV.
E pensem um pouco nos outros também que nunca faz mal.

Ah, fechem o gás antes de sair.

Nada mais? Não, nada mais.
Informação Incorrecta volta no dia 26 de Abril 2011 d.C.

Ámen.

E Páscoa Feliz outra vez.

19 abril 2011

As vacas e os bancos: o caso Parmalat



Acabou o julgamento Parmalat.
Qual julgamento?

Então é assim: a Parmalat era uma empresa fundada nos anos '60 por Callisto Tanzi, em Parma (Italia). Produção: leite.
Muito simples: é só convencer as vacas a colaborar, o resto é apenas embalar o produto e distribuir.

Com o tempo a empresa cresceu, adquiriu outras unidades produtivas na Europa, Sul América e África até tornar-se a principal produtora de leite e derivados no mundo. Nada mal.

Mas debaixo dos bons resultados havia problemas, e muitos.
Como é possível criar problemas com uma empresa que recolhe e distribui leite? Que dizer, deveria ser uma actividade bastante simples, mesmo ao considerar a produção de derivados quais queijos e iogurtes.
Mas é possível.

18 abril 2011

A Rainha do Sol e a morte das abelhas


Enquanto as indústrias continuam a poluir o planeta com os inebriante produtos químicos, os insectos polinizadores diminuem, o que não deixa dúvida quanto à loucura da civilização moderna.

A nossa capacidade de ouvir e responder adequadamente à crise do destes insetos vai determinar a sobrevivência das espécies: a espécie dos insectos e a nossa.

"Em 1923, Rudolf Steiner, cientista, filósofo e inovador social austríaca, previu que dentro de 80-100 anos, as abelhas do mel de abelhas teriam desaparecido."

Steiner acreditava que a industrialização traria as abelhas para o fim. Aparentemente estava certo. Nos últimos 20 anos, os EUA perderam entre 100.000 e 300.000 milhões de abelhas e o problema contagiou a Europa também. Enquanto as operações de apicultura industrializadas matam milhões de abelhas a cada ano, vários outros factores contribuem para o desaparecimento.

Esses insectos ficam doentes devido à falta de alimentação que seja diferente das dezenas de milhões de hectares de monocultura.
Ao ingerir culturas geneticamente modificadas, também ingerem micróbios OMG prejudiciais.

17 abril 2011

O Nomes - Parte IV

Quarta e última parte do artigo Os Nomes.
Boa leitura!

Onde decidem

Peter Sutherland
As ordens para ser dados aos políticos e aos bancos são decididos por lobistas em reuniões de clubes exclusivos.

Não é a Maçonaria, que certamente é disseminada nos clubes, mas não é a mãe deles.

As reuniões podem ser informais e realizar-se em Fundações ou nas Lobby acima referidas, mas em alguns casos tomam a forma de grupos institucionalizados.

As principais são:
a Comissão Trilateral, Bilderberg Group, o Aspen Institute e o World Economic Forum.

Recolhem a 'Globocrazia' ocidental (citação da The Economist), cujo poder não precisa de explicações, basta ler quem forem estas pessoas.

16 abril 2011

Subprimes?

Este vídeo tem alguns tempos, mas é sempre muito engraçado.

Enjoy it!

Os Nomes - Parte III

Terceira parte do artigo "Os Nomes".
Boa leitura!


Os lucros fabulosos são do mercado financeiro, não da produção

Alan Greenspan
Esta é a ideia que atropel a produção mundial nos anos '80, quando nasce a percepção de que o dinheiro pode render muito mais se retirado dos investimentos tradicionais (bens materiais, de produção) e investido na especulação financeira (ações, derivados ...).  

No jogo dos números que multiplicam outros números jogam ambos: os privados (fundos de pensão, seguro de vida, economia ...) e as empresas que desviam para o sector financeiro cada vez mais capital à custa dos investimento e da inovação. 

Aparece o fenômeno do Pension Fund Capitalism e Money Manager Capitalism. A mesma coisa acontece entre os bancos, que deixam a forma tradicional de realizar lucros (empréstimos) e jogam tudo na finança especulativa.  

Resultado: criaçã de imensas bolhas especulativas que regularmente explodem, arrastando bancos, privados, empresas.  

15 abril 2011

Kill Team

ATENÇÃO
Leiam antes de prosseguir com leitura, leiam quanto segue:
as imagens que seguem são particularmente violentas e chocantes.
É desaconselhada a visão por parte de crianças e de pessoas sensíveis.

É fácil escrever de Moral e de Valores ficando aqui, na frente dum ecrã, no conforto da própria casa, rodeado de objectos amigos.

Mais difícil é lembrar de tais conceitos quando a casa fica longe milhares de quilómetros, quando os rostos amigos são poucos e à nossa volta há só lugares desconhecidos, que não contam histórias familiares. 

Mas há limites. Há sempre limites, ultrapassados os quais entramos num território desconhecido, feito de pulsões que pouco têm a ver com o juízo que costumamos ter acerca do Homem e da alegada superioridade dele.

É por isso que nos Países "desenvolvidos" os exércitos são disciplinados, de forma que os Valores sejam preservados. Em guerra é isso que diferencia um País civil dum País não civil.


Por isso sobra uma pergunta: qual o lugar da Companhia Bravo?
No seio do exército mais desenvolvido do Mundo, o mesmo que espalha ideias como Democracia e Liberdade?
Ou no campo dos adversários, os cruéis talibãns?
Ou noutro ainda, um exército sem bandeira feito de homens que afinal são apenas o que parecem: homens e nada mais?

Difícil responder, mesmo ficando aqui, sentado com toda a comodidade em frente do ecrã tão familiar.

Nota: no link abaixo podem encontrar o artigo completo (em língua inglesa) com a história da Companhia Bravo.

Fonte: Uruknet


ATENÇÃO
As imagens que seguem são particularmente violentas e chocantes.
É desaconselhada a visão por parte de crianças e de pessoas sensíveis.


Os CDS e a Hit Parade ao contrário

Gráficos?
Isso mesmo, alguns gráficos.

O primeiro mostra o andamento dos CDS (Credit Default Swap) gregos.

O que é um CDS? Bom, os CDS podem ser vistos como uma espécie de aposta acerca da falência duma empresa ou dum Estado. São instrumentos puramente especulativos, tratados fora do Mercado clássico, mas que bem fotografam a situação; um  tipo de "termómetro".


Neste caso é interessante notar o "sucesso" da chegada do Fundo Monetário Internacional: os CDS da Grécia não param de subir. E quanto mais alto for um CDS, tanto mais elevadas são as hipóteses de falência...

Os Nomes - Parte II


Segunda parte do artigo.
Que, repito, é comprido. Mas vela bem a pena.


Cidadãos participativos "desactivados". 
  
Samuel Huntington
A última peça para submeter os Estados e as democracias as elites financeiras, industriais e globais eram os cidadãos participativos, os que tinham cultivado o espírito das revoluções democráticas do século XIX e XX.

O objectivo era torna-los apáticos e incapazes de agir em público.  

Dois pensadores norte-americano, Walter Lippman e Edward Berneys, deram o arranque para a manipulação já na década de '30, de acordo com a crença de que os cidadãos são "outsiders aborrecidos"; depois foram os profetas da Existência de Negócios e da Cultura da visibilidade mediática, com em destaque os nomes de Lewis Power (O Memorando, 1971), Samuel Huntington, Joji Watanuki e Michel Crozier (A Crise da Democracia, 1975).  

Resultado: as massas de todos os Ocidentais modernos paralisados e manipulados.

14 abril 2011

Fukushima? Agora, a sério...

Voltamos a falar de radiações?
Voltamos.

Mas desta vez nada de iodo 131 e afins no leite, vamos ver directamente a situação na fonte: Fukushima.

A situação é boa, pois como sempre a central ainda não explodiu.
Sim, verdade, o acidente é agora classificado como de nível 7,  igual ao caso Chernobyl, mas nas televisões já surgem peritos que tranquilizam: 7 é demais, 6 seria mais idóneo.

Calma, muita calma e confiança, é só disso que precisamos.

E nós concordamos, afinal estamos a falar duma central nuclear cuja situação está fora de controle, há coisas piores na vida. Nível 6 ou 5 seria mais correcto.

Mesma linha de pensamento de Yukio Edano, Secretário de Estado japonês, o qual afirma:
De momento não temos razão para pensar que as radiações possam ter um efeito sobre a saúde das pessoas. 
Correcto: e por que carga d'água as radiações deveriam ter efeitos sobre a saúde? Não é verdade que do Sol recebemos continuamente radiações que, aliás, representam a nossa vida?
Portanto: calma. 6, 5, talvez 4 fosse mais justo.

Os Nomes - Parte I


Os Títulos gregos alcançam e ultrapassam 13%? Normal, têm o Fundo Monetário em casa.
Os portugueses apenas 10%? Calma, o FMI acabou de chegar.

Na Grécia fala-se dum haircut, isso é, duma reestruturação com corte de 35% da dívida (ok, chamamos as coisas com o nome deles: falência)? Normal, após um ano de FMI.
Em Portugal nada de haircut? Calma, é preciso tempo.

Coisas que acontecem.
Mas agora vamos falar da Origem. No do filme (bonito mesmo, aconselho), falo da Origem dos nossos males.
De todos os males? Não, não de todos, mas de muitos.

E, coisa mais importante ainda, falamos de nomes.
Porque quando alguém perguntar "Mas de quem a culpa?" o leitor poderá responder não encolhendo os ombros, mas com nomes e sobrenomes. Responsáveis.

Nada de pânico

E agora? Que fazemos?

Acreditamos nas notícias oficiais ou consideramos também as outras vozes?

Sim, verdade: informação alternativa, tudo bem.

Mas a ideia não é criar o pânico, não é gritar "o lobo, o lobo!".

Por isso vamos ler o seguinte artigo com o benefício da dúvida.

Quantas dúvidas?
Algumas.
Poucas.



O CRIIRAD, nada mais, nada menos

Em França de interessante há os croissants e Carla Bruni. E, desde hoje, podemos acrescentar uma organização ONG (Organização Não Governamental), a CRIIRAD.

Com sede em Valence, no Sul do País, a CRIIRAD (Commission de Recherche et d'Information Indépendantes sur la Radioactivité) passa o próprio tempo na medição dos níveis de radiação.
Bastante aborrecido.

Aborrecido até os níveis ficarem baixos, óbvio: ao aumentar, a coisa torna-se muito mais empolgante.
Agora o CRIIRAD afirma que não podemos mais considerar insignificantes os riscos decorrentes da contaminação prolongada entre os grupos mais vulneráveis ​​da população, sendo necessário evitar comportamentos de risco.
Mas, ao mesmo tempo, salienta não ser o caso de ficar fechados em casa ou tomar comprimidos de iodo.

Por isso: nada de alarmismos.

Na Europa, os riscos associados à contaminação de iodo-131 não podem mais ser ignorados: se o leitor for uma mulher grávida ou uma criança (uma criança? Mas não deveria estar na escola? Ah, férias, tudo bem...), cuidado na ingestão de leite ou vegetais com folhas largas.

Isso porque, depois da nuvem radioativa da central nuclear de Fukushima ter chegado à Europa no final de Março passado, o Criirad tem encontrado iodo radioativo 131 na água de chuva do Sul-Leste da França.
 
Em testes paralelos, o Instituto Francês de Radioproteção e Segurança Nuclear (IRSN), a instituição pública que faz a monitorização dos riscos nucleares e da radiação, também encontrou iodo 131 no leite.

Mas qual o problema com iodo 131? Não será como o leite enriquecido? Tipo o com Ómega 3 ou Cálcio?
Sim, de facto o leite com iodo131 é um leite enriquecido: só que pode causar problemas, nomeadamente o surgimento de tumores na tiroide. O que é outra coisa aborrecida.

E, normalmente, não há iodo 131 no leite ou na água de chuva (nem o Ómega 3, em boa verdade...). E isso algo significará.

Mas qual o nível de risco?
Como já afirmado, e repetimos ainda uma vez: não há razões para o pânico.
Todavia há algumas medidas que podem ser implementadas para reduzir o já baixo risco, sobretudo nos sujeitos mais vulneráveis.


Algumas medidas

Para as mulheres grávidas, bebés ou crianças:
  • Evitar o consumo de leite fresco, vegetais de folha larga e queijo cremoso.
  • Não há riscos se ficarem molhados após uma trovoada, no entanto, afirma o CRIIRAD, é melhor não beber a água de chuva.
  • Em relação ao regar o jardim com água da chuva, o Criirad alerta para molhar a terra e não as plantas, pois a absorção é mais rápida neste último caso (e o Iodo 131 tem uma emivida de apenas 8 dias).
  • Espinafre, alface, couve e outros vegetais folhosos são particularmente sensíveis ao iodo 131, se cultivados ao ar livre e expostos à água da chuva. Lavar as plantas não ajuda, porque o iodo-131 é metabolizado pelas plantas de forma muito rápida. Melhor abdicar ao longo de alguns tempos.
 
E a carne? O CRIIRAD afirma que a carne do gado que pastou alegremente nos campos tem que ser monitorizada.

E aqui começam os problemas. Experimentem perguntar ao vosso talhante se a carne pertence a uma vaca que vivia ao ar livre, se tinha comido relva molhada nos últimos 8 dias, se tinha um olhar esquisito ou a cauda fluorescente. Não é simples.


Os valores 

A Directiva Euratom de 13 de Maio de 1996 estabelece o quadro das normas de segurança em matéria de radioactividade na Europa. Nos termos da directiva, o impacto das actividades nucleares pode ser ignorado se as doses da radiação não ultrapassarem 10 microSieverts (mSv) por ano. Acima desse valor, melhor considerar as medidas possíveis para reduzir a exposição.

Embora o iodo radioativo 131 esteja mais presente na forma de gás, nota o CRIIRAD que, no caso de Fukushima, o maior problema é limitar a ingestão do dito elemento.

O instituto realça como a quantidade de iodo-131 que pode fornecer uma dose de 10 mSv varia muito com a idade do consumidor.

As crianças com menos de 2 anos são as mais vulneráveis ​​e a ingestão de 50 Becquerel (Bq) é suficiente para fornecer ao corpo uma dose de 10 mSv.

Se o alimento (verduras, leite etc.) contém entre 1 e 10Bq ou mais por cada quilograma, é possível que o valor de 10 mSv seja ultrapassado em duas ou três semanas.
 
Os valores de iodo131 medidos pelo Instituto Francês de Radioproteção e Segurança Nuclear (IRSN) nos últimos dias indicam os seguintes níveis de variação:
 
- 0,08 Bq / kg em alface, espinafre, alho-porro em Aix-en-Provence (Sul-Leste da França)
- 0,17 Bq / litro de leite em Lourdes (milagre!) (Sul-Oeste do País)
- 2,1 Bq / litro do leite de cabra em Clansayes (Sul)
 
O Criirad observa que "grandes quantidades de material radioativo foram liberados a partir da central nuclear de Fukushima desde 12 de Março e que quase um mês após o acidente a libertação de substâncias continua.


E no resto da Europa? 

O CRIIRAD afirma que os níveis medidos são iguais aos encontrados em outros Países do Velho Continente, nomeadamente Alemanha, Bélgica e Italia.

E Portugal?

Almaraz, olé
As últimas notícias são do dia 28 de Março, quando foram reveladas partículas de Xénon nos Açores.
Depois nada.

Provavelmente a chegada do FMI imunizou o País.

No site de Rádio Renascença informa:
Existe risco para Portugal?
O acidente nuclear ocorrido no Japão não representa riscos para o país. Por outro lado, em Portugal não há produção de energia a partir de reactores nucleares.

Justo. Não podemos esquecer que a central nuclear espanhola de Almaraz despeja as águas de refrigeração no Tejo, um rio com conhecidas propriedades anti-radiação, e que afinal a mesma central encontra-se a nada menos de que 150 km de Castelo Branco.

Mas o que interessa pode ser encontrado no site do já citado Instituto Francês de Radioproteção e Segurança Nuclear (IRSN). A partir dos modelos de previsão de Meteo France, o Instituto estimou o modelo de dispersão da nuvem radioactiva, em escala global.

Peguem nas pipocas e vejam a animação neste link.


Ipse dixit.

Fontes: CRIIRAD (Homepage), CRIIRAD (Realtório, em Francês, Pdf), EURATOM (em Inglês, Pdf), Rádio Renascença, IRSN 

Os desejos do povo

Na Líbia a situação é caótica.

Difícil afirmar quem ganha terreno, qual o êxito a curto prazo, pois as certezas são apenas duas:
  1. As bombas da Nato (o Bem) não provocam mortos nem feridos 
  2. Khadafi (o Mau) perderá
O resto, afinal, é acessório.

Por isso os rebeldes (os Bons) não perdem tempo. As balas ainda não tocaram o chão e já temos as primeiras medidas essenciais em cada País livre e democrático digno destes adjectivos.


Os desejos do povo: Banco e Petróleo

Medida nº 1: um novo Banco Central.

"Como assim? É esta uma das medidas essenciais? Mas não seria melhor, sei lá, um governo, um..."

Shhhht!. Basta, chega: um novo Banco Central é a melhor medida possível, e ponto final.
E prioritária também, outro ponto final.

Perguntem, perguntem ao povo: "Qual a primeira coisa que sonham uma vez obtida a liberdade?".

Resposta, em coro: "Um novo Banco Central!". Estes são factos, não palavras.

Demonstração: os rebeldes são expressão do povo, de todo o povo Líbio, por isso os desejos dos rebeldes são a encarnação dos desejos frustrados ao longo das décadas, de todos os Líbios.

Os melhores

Videmus nunc per speculum in enigmate,
tunc autem facie ad faciem
Agora vemos as coisas através dum espelho, por meio de enigmas,
mas um dia será cara a cara


Nada melhor do que uma boa notícia para começar o dia.

E a boa notícia é esta: há uma empresa, neste conturbado mundo ocidental, que ao longo do primeiro trimestre de 2011 aumentou o próprio útil: + 67%!
As receitas brutas alcançam agora 25,79 mil milhões de Dólares, o lucro 5,56 mil milhões de Dólares.
Nada mal, não é?

O nome da empresa? Curiosos, eh?
Então o nome é o seguinte: JP Morgan.

Eh? Que significa "Mas é um banco"?
Basta de preconceitos, um banco é uma empresa privada como as outras.
Mais ou menos. talvez menos do que mais.

A coisa esquisita é que, apesar destes resultados, na Bolsa de Valores o nome JP Morgan ontem perdeu 1,42%. Esquisito mesmo. Porque será?

Talvez seja por este pormenor: as reservas de risco, o capital guardado para os tempos difíceis, caíram num ano de 7 mil milhões para 1,17 mil milhões de Dólares.

Doutro lado é altura de sermos realistas: qual risco?
Problemas? Entre intervenção pública e Quantitative Easing, uma solução encontra-se sempre. Neste aspecto, um banco não é uma empresa como as outras: é bem melhor.

13 abril 2011

Os Gestores Públicos

Atenção: este é o último artigo acerca das petições que aparece aqui, em Informação Incorrecta.
O mesmo artigo será publicado no novo blog dedicado, Iniciativas Incorrectas, que já está disponível
neste link (wow!).

Bom meus senhores, mãos à obra.
E começamos com um dúvida.

Antes de mais pensei: mas é justo que um fulano, só por ser director dum serviço público, possa ganhar mais do que o Presidente da República ou Primeiro Ministro?

A minha resposta é: depende.

Em Portugal existem, de facto, directores de serviços públicos com buracos financeiros abismais, que ganham mais do que o Presidente da República, Primeiro Ministro, Deputados.
Isso sem contar as reformas, ajudas de custo, os vários benefits (como o carro da empresa, que não costuma ser um Smart) e prémios.

É dinheiro ganho com mérito ou não?
Outra vez: depende.

E o Egipto?


Nenhum dos principais diários em Portugal dedica espaço ao que se passa no Egipto.

A única notícia, neste sentido, é do Público que informa acerca do ex Presidente, Mubarak, que foi detido.
O Público completa o artigo com uma penosa fotografia, que podem encontrar à direita e que reportamos com a legenda original...

Na mesma página encontramos outra notícia, desta vez com fotografia séria: os adeptos do Peñarol têm a maior bandeira do mundo.
São 15 mil metros quadrados e 1880 quilos de puro amor ao Peñarol.
Este foi um projecto em grande. Ou em gigante. Envolveu 200 adeptos, que trabalharam durante quatro meses na bandeira gigante com as cores do Peñarol. Custou mais de 23 mil euros a realizar, mas o efeito foi poderoso.

Chegou ao Estádio Centenário de camião e foram necessárias 300 pessoas para a descarregar. Na entrada da equipa em campo para defrontar o Independiente, numa partida da Taça Libertadores, os adeptos do Peñarol desfraldaram a bandeira gigante, que cobriu cerca de um terço das bancadas do Estádio Centenário.
Dá para ficar comovidos, sem dúvida.
Estamos perante um grande notícia e pergunto como é que ninguém ainda pensou em fazer uma reportagem especial, com tanto de entrevistas aos adeptos.

12 abril 2011

Onde estamos agora?

O que é um ciclo económico?
Boa pergunta: o que é?
Eh?

Ah, sou eu o autor...tudo bem, então vamos explicar de forma extremamente simples.
Para simplificar podemos dizer que um ciclo económico é como um balanço: sobe e desce.

Quando sobe, todos ficam contentes, quando desce, todos ficam tristes.
Em verdade não é bem assim, pois não existe apenas um ciclo económico. Aliás, foram individuados no mínimo três ciclos:

o ciclo breve de Kitchin, que tem uma duração de 3 até 5 anos;
o ciclo médio de Juglar, de 7-11 anos;
o ciclo de Kondratiev, que dura dezenas de anos.

Mas não vamos complicar: tratamos do ciclo "clássico" e tentamos perceber em que ponto do ciclo estamos agora.
E para explicar, nada melhor do que uma imagem, esta:

O Grande Espectáculo


Acabou o trabalho, o leitor chega em casa, cumprimenta a mulher, os filhos, o cão.

Janta.
A seguir liga o computador e consulta Informação Incorrecta, óbvio.
Depois, farto de ler tantos disparates, desliga o pc e liga a televisão. E ai passa algumas horas, no sofá, com a mulher, os filhos e o cão.

Mas que faz o cão?
Dorme.
E porque dorme?
Porque é o único que se preocupa com o próprio cérebro.

A força da independência

Finalmente um político sério em Portugal.

Uma pessoa que diz o que pensa. Que pensa o que diz.

Alguém que dá confiança. Uma pessoa à qual seria possível entregar a nossa carteira, com toda a tranquilidade, ou as chaves do carro.

Fernando Nobre candidatou-se no principio do ano para o cargo de Presidente da República portuguesa: como independente, conseguiu arrecadar 14% das preferências, nada mal.
A sua ideia é clara: cidadania, longe dos partidos, longe do poder.

Ufo e FBI?

Notícia curiosa esta.
Curiosa mesmo.

Acredita nos UFO? Fique descansado, pois está em boa companhia: também o FBI acredita neles.
FBI? Federal Bureau of Investigation? Os dos filmes? Sim, eles mesmo.

No site do Bureau, o The Vault, foram publicados dois documentos desclassificados após anos: neles, o FBI relata dois avistamentos, um no Utah e outro em Roswell. 
Exacto, "aquela" Roswell.

Começamos mesmo com o segundo caso, que levou a rios de tinta ao longo das décadas.

11 abril 2011

Export Land Model

Export Land Model. O quê?

Vou até a bomba de gasolina, carrego no display (ah pois, aqui é tudo automático, gente fina estes Europeus), seleciono 40 Euros de gasolina Super 95.

Chegada aos 25 litros, a bomba pára.
Entupiu-se? Não, um litro custa 1,60 Euros, por isso 40 Euros representam 25 litros de gasolina. Só isso.

A vontade é de dar um pontapé à bomba, ir até a empregada da caixa, apertar-lhe o pescoço, perguntar se acha que eu vou assaltar os bancos para viver, se não acha isso um autêntico roubo, etc. etc.

Depois penso. A empregada provavelmente ganha 500 Euros ou pouco mais, e depois costuma ser simpática.
E o preço da gasolina é baixo.

Baixo???
Sim, baixo, muito baixo.

A Arte de Viajar

Viajar é uma arte.
Mas não apenas isso. É uma maneira (a melhor) para conhecer o Mundo, as pessoas, diferentes modos de vida, de pensamentos, culturas, tradições...Significa sair do nosso casulo e descobrir que há um universo lá fora.

Viajar é também um estilo de vida.
Pode não ser fácil: imaginem, deixar tudo e começar a viajar, de localidade em localidade, num motorhome (auto-caravana em Portugal).
É precisa coragem e determinação. E uma mente aberta.

Eduardo e Geya têm tudo isso e decidiram viajar. Sempre.
E ter um blog também.

Querem viajar um bocado sem sair de casa? Então leia Universo dos Viajantes, que é actualizado diariamente (maravilha de internet).
Informações, dicas, gastronomia, fotografias, vídeos...isso e muito mais podem encontrar no blog de Eduardo e Geya.

Blog que, a partir de hoje, podem também encontrar à direita, com o título de "A Arte de Viajar".
Sendo um blog especial mereceu um lugar especial, uma maneira de "acompanhar" os nossos viajantes.

Se bem percebi, nesta altura Eduardo e Geya encontram-se no Brasil. Talvez perto da casa do leitor, quem sabe?

Para Edu e Geya: boa viagem!


Ipse dixit

Link: Universo dos Viajantes

Resistir? Boa ideia.

Ok, ok...não é com o hip-hop que podemos mudar o mundo. Nem gosto de hip-hop.
Se tenho que escolher, então que seja rock. Progressivo, se for possível.
Mas nem com o Prog Rock vamos mudar o Mundo, eu sei.

Não é isso que interessa.
O que interessa é que algo está a mexer-se.

Com certeza não irão encontrar esta noticia nos telejornais do próximo dia 15 de Abril. Mas naquele dia, algo de bom terá acontecido: uma manifestação em frente do Bank of America, em New York.

Só isso? Só isso.
É pouco? Sim, nem uma manifestação vai mudar o Mundo, não há dúvida. Mas o que pode mudar o Mundo é a consciência de que algo está  a acontecer; a consciência de que as pessoas começam a perceber. E não apenas a perceber, mas a fazer.

As prendas

Diz Guilherme acerca da actual situação portuguesa:
Acredito que toda esta calamidade seja uma abertura de mentes e atitudes que até então não existiam…

Encontrai esta frase no blog Tendências Simplicistas, de Guilherme. Uma boa frase, uma boa maneira de encarar as adversidade.

Tempos difíceis estes, sem dúvida. Podemos decidir de para e chorar; ou, pelo contrário, podemos ver todas estas "calamidades" como uma ocasião de crescimento. Ou renovação. Ou partida.
Afinal é o leitor que escolhe. 

As dificuldades obrigam a mudar. Em Portugal, por exemplo, em breve chegará o Fundo Monetário Internacional, com muitas prensas para todos nós.
Eu, pessoalmente, nem precisava de prendas, estava bem assim. Mas alguém decidiu que não, era mesmo altura de prendas. Então tudo bem, que venham estas prensas do FMI.

"Prendas"? Sim, prendas.
Porque as medidas adoptadas obrigarão a quebrar a rotina e mudar a nossa perspectiva.

Quem paga?

Ajuda, ajuda...sim, tudo bem, mas donde chega esta ajuda?
Afinal, quem paga?

No próximo mês de Maio será activada a ajuda para Portugal: um rio de dinheiro que terá como objectivo evitar a falência oficial dum País já falido. E antes já tinham sido "ajudados" outros dois Países, a Grécia e a Irlanda. Qual a origem de todo este dinheiro?

O fundo de ajuda da União Europeia tem, em princípio, uma capacidade de 440 mil milhões de Euros, mais o dinheiro do Fundo Monetário Internacional (280 mil milhões), mais uns trocos como os do bilateral loans e EFSM.
Total: 865 mil milhões de Euros, suficientes para "salvar" pequenas economias.

08 abril 2011

Banco Central e Taxa de Juro


O Banco Central Europeu aumentou a taxa de juro.

Mas que significa isso? Porque um Banco Central decide aumentar ou baixar a taxa de juro? E que acontece? O que muda para o cidadão?

Ena, quantas perguntas, calma pessoal, vamos ver.


O preço do dinheiro

Pode parecer esquisito falar de "preço do dinheiro": mas é mesmo assim, tudo tem um custo e o dinheiro não é uma excepção.

Para encontrar alguns exemplos acerca deste assunto podem ler o artigo O que é a taxa de juro?.
E depois voltar aqui, óbvio.

Resumindo, podemos dizer que quando o leitor entra num banco para pedir um empréstimo, este implica o pagamento duma taxa de juro, que é variável: este é o preço do dinheiro, quanto o banco cobra para emprestar o montante pretendido.

O Banco Central, no caso especifico o BCE mas as regras são as mesmas em todo o mundo (ou quase),  decide quais as taxas de juros, através da implementação duma taxa principal, que, em cascata, influencia as taxas cobradas pelos bancos para os empréstimos comerciais, hipotecas, contas correntes e assim por diante.

Cortar esta taxa é sinónimo de "abrandamento monetário", enquanto aumenta-la significa o contrário, um "aperto monetário".

Leite energético

Lembram das hipóteses dos terramotos e do papel do Haarp?
Ontem novo sismo no Japão, 7 e picos graus de intensidade. Nada mau.

E agora? Ainda desejamos ver os gráficos do Haarp para procurar uma alegada correlação entre actividades antes e o terramoto depois?
Não, não vamos fazer isso.

Não porque falte o interesse, mas porque os gráficos já não são disponibilizados via internet.
Tudo bem até o dia 3 de Abril, depois nada, rien, blackout, apagão.

Curioso.

Eu ainda não estou convencido acerca do real papel do Haarp. Mas admito: este "fora de serviço" é esquisito.

30 anos, o fio vermelho


 30 anos atrás

Sexta-feira, dia 27 de Junho de 1980.

A tripulação do voo Itavia 870 está descontraída: uma ligação normal entre Bolonha e Palermo (Italia), num normal dia de Verão.

Os pilotos conversam:
Assim, são discursos estes? [...] Bem, tenho o cabelo branco, faz sentido...  Eh, na Segunda a ideia era encontrar-nos poucas vezes, caso contrário...Apimentada, eh? Então, oiçam esta...olh...

A gravação da caixa preta acaba assim: poucos segundos depois, o Douglas DC-9 precipita no mar Tirreno meridional , não longe da ilha de Ustica, com 81 pessoas, das quais 13 crianças.

Não há alertas, não há pedidos de socorro.

Passados 30 anos, as causas do acidente são ainda desconhecidas.
Oficialmente.

07 abril 2011

Atento à língua

Conferência de imprensa de Jean Claude Trichet, o chefe do Banco Central Europeu, após ter aumentado a taxa de juro da Zona Euro (+1,25%).

Vamos ver quais as palavras que Trichet disse e a respectiva tradução.


Trichet: Política monetária determinada para toda a área, nós olhamos para 17 Países
Tradução: "Raio de Velho Continente, dependesse de mim, Democracia? Puff, já era"

Trichet: Inflação, é preciso agir antes que os problemas atinjam o mercado
"...pois os mercados têm que estar prontos para recebe-la".

Trichet: Crescimento também relacionado com eventos fora da Zona Euro, acontecimentos geopolíticos
"A crise teima em não acabar? Eu sei...olha, culpa dos Líbios, isso, dos Líbios"

Trichet: Norte da África, Médio Oriente e Japão são factores de risco
"Líbios e Japoneses, pois claro, culpa deles!"

Trichet: É essencial que o recente crescimento da inflação não determine recaídas de amplo alcance
"É essencial que enquanto a inflação subir os cidadãos fiquem calmos, nada de manifestações ou protestos, muito calmos, calmamente calmos"

Os comentários e as Iniciativas Incorrectas

Ligo o computador e penso: ora bem, é altura de responder aos comentários.

O autor de Informação Incorrecta
Começo a ler e descubro uma coisa muito interessante: os comentários dos posts  O que fazer - Parte I e II são, de facto, muito bons. Muito, muito bons mesmo.

Não que usualmente os comentários sejam "inferiores", não é isso que quero dizer: o que quero dizer é que todos estes comentários têm um assunto em comum e tal assunto despertou interesse, ideias, participação. Denotam uma real vontade de mudar e são comentários "pensados".

Eu fico feliz com isso. Pois significa que ao longo de alguns meses foi possível criar um ponto de encontro feito de pessoas "que pensam".
Cada um com as próprias ideias, alguma vez em contraste.

Gilson, por exemplo (olá Gilson!), tem pontos de vista diferentes dos meus acerca de alguns assuntos, mas o que interessa é que Gilson pensa. E isso é suficiente para que eu seja feliz de te-lo como leitor (se aos menos acabasse com a história de Cesare Battisti...).
E isso vale para todos os autores dos comentários citados.

E os outros leitores? Vamos apaga-los do blogue? :)

Nada disso. Eu tenho uma teoria.

Informação Incorrecta é um blogue difícil.

Não que as ideias aqui apresentadas sejam fruto duma elite de génios ou ao alcance de poucos mortais.

Os leitores de Informação Incorrecta
O facto é que este blogue apresenta e trata de assuntos que requerem um mínimo de reflexão: política, geopolítica, economia, não são coisas transmitidas às 8 da noite pelas televisões comerciais, e isso significa algo.

Muitas vezes os assuntos são tratados de forma demasiado comprida (meu vício, reconheço) na tentativa de esclarecer melhor alguns pontos. Muitas vezes ideias e conceitos são repetidos até todos os leitores serem capazes de canta-los em coro.

Resumindo: este blogue é uma seca.

Por isso se um leitor costuma seguir Informação Incorrecta, ou tem sérios problemas pessoais ou então está mesmo interessado nos assuntos tratados. Ou se calhar as duas coisas, não sei.
O que entendo é que, no meu ver, quem segue um blog "pesado" como este é uma pessoa "que pensa", independentemente dos comentários inseridos ou não.

Atenção: nada de elite, nada de seres "superiores", simplesmente pessoas que pensam.
O que na minha opinião não é pouca coisa.

"Max?"
Sim?
"Importas-te de chegar ao ponto?"
Sim, desculpem, como disse é o meu vício...

O ponto é o seguinte: não vou responder aso comentários que acabei de citar. Vou, pelo contrário, guarda-los (mentira: todos os comentários ficam guardados) e publica-los (se os autores não terem nada em contrário) num novo blogue que já tem nome: Iniciativas Incorrectas.
Mesma coisa, óbvio, para as ideias que aparecem sob forma de mail e não são publicados no blogue (pois também os mails são guardados, sempre).

"Espera, espera...o que é isso agora? Iniciativas Incorrectas? Este gajo está cada vez mais convencido..."

Olha, um novo blogue..
Não é isso, o facto é que Informação Incorrecta não pode conter ao mesmo tempo "informações incorrectas" e tratar de eventuais iniciativas.
Tipo umas petições, por exemplo.

O risco é de criar muita confusão. E, além disso, há pessoas que não estão interessadas nas iniciativas, querem apenas informações.

Iniciativas Incorrectas não terá notícias de actualidade, nem política, economia, nada disso: será dedicado exclusivamente às iniciativas, ideias, propostas, discussões acerca destes temas.

Por isso será actualizado com menor frequência e será sempre uma apêndice de Informação Incorrecta.

Pronto, era só para dizer isso.

Ah, não, há outra coisa.
Assim, tanto para falar: que tal uma petição para que os ordenados da classe dirigente sejam ligados indissoluvelmente com um relacionamento fixo ao ordenado mínimo nacional e não possam subir sem que também este último seja aumentado?

É esta a solução para a crise?
Claro que não. É apenas uma iniciativa. Que pode avançar em Portugal e no Brasil.
Se a ideia passar, começo a informar-me e a tratar do assunto.


Ipse dixit.

"Max?"
Que foi agora?
"O link para Iniciativas Incorrectas?"
Fogo, estou a trabalhar nisso, quanta pressa!
"Incapaz..."

Nigéria? Era só que faltava.

Nigéria.
O que quer agora a Nigéria? Já não temos problemas suficientes?
Talvez não.

A Nigéria é um caso exemplar: há anos que os nigerianos querem democracia e justiça. Só que a comunidade internacional não consegue decidir: quem são os Maus neste caso?

Os Nigerianos insistem que os Maus são as companhias petrolíferas, as quais exploram o principal recurso do País, o ouro negro, corrompem políticos e funcionários, matam com os próprios exércitos privados, devastam o território.

Mas as companhias petrolíferas são ocidentais e a comunidade internacional sabe que uma companhia ocidental não pode ser má. Este é um dogma.

O míssil é o melhor amigo do homem


Guerra? Que guerra?

Ahhh, a Líbia, pois...é que este conflicto está a tornar-se uma espécie de habito. Nos telejornais aparece entre as noticias económicas e o desporto, a altura certa para ir até a cozinha a buscar o queijo.

Porque novidades não há. Que dizer, por haver há: mas são novidades esquisitas.

Não sei se repararam, mas este parece ser o primeiro conflito da história sem vítimas. Os únicos mortos dignos de aparecer nos canais das televisões foram alguns rebeldes atingidos, por engano, pelas forças da Nato.
Outras vitimas? Não há.

Pelo que, surge uma dúvida: mas onde acabam todos os misseis disparados? Provavelmente no deserto. Deve ser isso. Talvez erros de pontaria, se calhar defeitos de fabrico, sem esquecer o calor.
Eis explicada a razão pela qual as forças do Bem não conseguem derrotar Khadafi (que, lembramos, é o Mal).

Na realidade, quem mais está a sofrer nesta guerra são os camelos, que já não sabem abaixo de qual duna ir a esconder-se.

Mas será mesmo assim?

A calma antes da tempestade

Bom, inútil gastar muitas palavras, o assunto foi amplamente tratado com boa antecedência: na dúvida, é só ver o que se passou nas várias Grécias e Irlandas.

Resumo.
Portugal, mergulhado nas dívidas, acabou de pedir ajuda internacional.

Isso significa que cedo chegarão, na ordem:
1. o dinheiro do Fundo Monetário Internacional e do Banco Central Europeu (é a mesma coisa).
2. as ordens do Fundo Monetário Internacional.

Quanto dinheiro?
Na imprensa internacional fala-se de 80 mil milhões de Euros.

Quais ordens?
É possível responder com um exemplo: da última vez que o FMI esteve em Portugal, uma das exigências foi o fim da agitação social, leia-se nada de greves.

Quem mora em Portugal, nas próximas horas poderá até receber algumas boas notícias: por exemplo, o Governo acabou de abdicar da introdução das portagens nas vias denominadas SCUT.

E, provavelmente, aparecerão os especialistas que pintarão um quadro com tintas timidamente alegres. Por razões partidárias, por razões de auto-convencimento patriótico, por razões de cegueira económico-política, ou porque, muito mais simplesmente, vozes pagas pelos bancos.

Não se deixem enganar: é a calma antes da tempestade.
A realidade é só uma e irreversível: os destinos económicos de Portugal já não pertences aos Portugueses mas serão decididos fora do País. É assim que trabalha o FMI, é assim que deseja o BCE.

06 abril 2011

Portugal (1143 - 2011)

O que fazer? (e ficar sem leitores) Parte II

Ainda Eduardo:
Então, prezado Max o que deve ser feito? Pois milhões estão gritando que ninguém faz nada. Porém a pergunta é: O que fazer baseado na realidade e no possível?
Correcto Eduardo, correcto.
Mas para enfrentar esta parte, temos que ser honestos e ler as entrelinhas.


O bolo

Eu lancei aqui uma iniciativa e um tópico:
  • a iniciativa é uma(s) petição(ões)
  • o tópico é para debater os problemas abismais que marcam Portugal nestes dias.
Alguém viu sugestões dos leitores? Conseguem encontrar hipóteses? Palpites?

A única sugestão foi de Gilson Sampaio, não acaso uma pessoa já muito activa na blogosfera (e, ironia, tive que chumbar a proposta dele...).

Mas os outros?
Feedback: zero.

Eduardo: nem se esforçam para uma miserável sugestão num ínfimo blogue e querem organizar a revolução no mundo?

Eu sei, eu sei...se fosse um blogueiro inteligente, não deveria ser tão crítico com os leitores, com o risco de perde-los. Mas estamos aqui para dizer que sim, somos mesmo bons, somos porreiros, somos os melhores, ou estamos aqui para tentar perceber as coisas e também encontrar possíveis soluções?

Perguntam a mim as soluções?
Meus senhores, eu costumo ler os vossos comentários, todos, nem um escapa. Por isso sei que estou a interagir com pessoas inteligentes, que têm capacidade para analisar, reflectir, exprimir opiniões, escolher.
E, de facto, vocês analisam, reflectem, exprimem opiniões e...e escolhem esperar.

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