30 junho 2011

24.06.2011: Ufo em Londres?

Como curiosidade, eis o vídeo dum Ufo (vários Ufo, na verdade) nos céus de Londres, no passado dia 24 de Junho.

Atenção: no vídeo aparecem também alguns pombos: não são eles o Ufo.
Acho eu. Se calhar estou errado.
Oh minha nossa! E se depois dos Reptilianos tivesse chegada a altura dos Pombianos???





Fonte: YouTube

A próxima crise: o que dizem os sinais

Uma nova crise financeira de dimensões globais?

E porque não?

Nem será a última, eventualmente.

Podemos não gostar dos profetas de desgraças (eu não gosto), mas neste caso temos que observar os factos.

O mundo está numa espiral. Ou labirinto, se o Leitor preferir. Em qualquer caso, a palavra-chave é "dívida".

Com o "livre" comércio (que tão livre não é) e a globalização (o "Capitalismo Parasitário" das últimas décadas) os Estados têm cedido o poder de criar dinheiro ao capital financeiro. Bancos privados, em bom Português.

Quase todos os Países desenvolvidos estão endividados com o sistema financeiro. No Terceiro Mundo perguntam: "Então?". Pois para eles é uma situação absolutamente normal. Mas para os Países "avançados" não é.

O preço das guerras

Em 1781, George Washington disse que o custo da guerra da independência americana era para ser reembolsado imediatamente, para que a geração presente não deixasse esse fardo nos ombros das futuras gerações.

A guerra contra os Ingleses trouxe a independência aos Americanos. mas o Iraque, o Afeganistão, a Líbia, o que trouxeram?

1.200.000 milhões

Por enquanto sabemos que o custo das campanhas no Médio Oriente é de, pelo menos, 1.200.000 milhões de Dólares.
Oficialmente.

O custo real, no entanto, estimado pelo Prêmio Nobel Joseph Stiglitz, deverá ascender a mais de 3.000.000 milhões. Todos recursos económicos subtraídos dum sistema, o dos Estados Unidos, cada vez mais dificuldades.

No final de 2001, quando as forças dos EUA invadiram o Afeganistão, o Produto Interno Bruto (PIB) dos EUA ascendia a cerca de 10.100 milhões de Dólares, agora é de 14.700 milhões de Dólares, aumentou a uma taxa de crescimento de cerca de 2% ao ano.

Em outras palavras, a economia dos EUA tem sido capaz de expandir-se, apesar dos custos enormes da guerra, pelo menos até o colapso de Wall Street em 2008.

Hoje, a economia americana é afetada pelo desemprego e pela perda de competitividade, a dívida total equivale a três vezes o PIB.

O que teria acontecido se o dinheiro tivesse sido injectado no sistema de produção do País, em vez de ser desperdiçado nas guerras?

Egipto: a Democracia avança

E o Egipto?
Tudo bem, tudo regular, não há crise.

Mubarak foi afastado do poder, agora no Cairo há um regime democrático e o País goza duma prosperidade sem precedentes.

900 pessoas feridas numa manifestação? Sim, acontece. E não, não era uma revolta contra a descida de divisão do River Plate. Na verdade no Egipto não ligam muito ao futebol argentino.

Por alguma estranha razão, estas 900 pessoas encontravam-se na Praça Tahtit na passada Terça-feira. E na Quarta-feira também.

Protestavam, mas não se percebe bem porque. Agora que caiu o ditador deveriam estar todos felizes, não é?

120 pessoas internadas? Eh sim, acontece também. River Plate? Não, também nada de futebol neste caso.

A coisa estranha é que também estes 120 desgraçados encontravam-se na mesma praça, nos mesmos dias.
E também protestavam, mas nem neste caso podemos entender a razão. Quando a Democracia chega, é festa para todos.

Muita gente na praça. Gente desiludida, zangada. O Governo não é nada daquilo que era suposto ser.
É uma desilusão que não tem uma explicação racional.

Os amigos egípcios parem e pensem: forças ocidentais forneceram o apoio logístico, financeiro, mediático para o despoletar da revolução. E uma vez a revolução ter ganho o jogo, o poder nas mãos do povo?
E aqueles que forneceram o apoio? Um aperto de mão, um "obrigado" e até a próxima?
Era esta a ideia?

Os amigos egípcios que fiquem felizes: na Líbia a coisa não correu tão bem.
E satisfeitos também, em breve serão submergidos de direitos.
Inúteis, como os nossos, mas sempre direitos.

E Rafah? A passagem aberta entre Egipto e Palestina após a queda do tirânico regime?
Fechada. Obras. O Governo egípcio não disse nada a ninguém e simplesmente fechou.

A Democracia avança.


Ipse dixit.

Fonte: InfoPal, Russia Today

29 junho 2011

As palavras dum Grego

Enquanto na directa vídeo continuam as imagens da melhor "democracia em acção", espaço para uma reflexão.

Enquanto o streaming oferece a lindíssima imagem dum Governo trancado num Parlamento-bunker a legislar contra a vontade do próprio povo, dos policias que usam os cassetetes contra quem não quer vender a própria terra e o próprio futuro, dos lacrimogéneos, das pedras, do fumo, dos alarmes, tudo em nome duma economia podre, espaço para o ponto de vista dum Grego.

O compositor e ex-Ministro grego Mikis Theodorakis não acredita que o seu País seja responsável pela actual crise financeira.

Theodorakis vê a mão de Washington atrás de tudo isso e denuncia o papel do Fundo Monetário Internacional.

Uma ideia interessante.

O bom senso que eu tenho não me permite explicar nem justificar a rapidez da queda do nosso País desde 2009, uma queda que levou a recorrer ao FMI, privando-o de parte da sua soberania nacional e colocando-o sob um sistema de protecção .

É curioso que ninguém até agora tenha tratado da coisa mais óbvia, ou seja, explicar a nossa trajetória económica com números e documentos, para permitir que nós, os ignorantes, podemos compreender as verdadeiras causas dessa evolução sem precedentes e vertiginosa, cujo resultado é a perda da nossa identidade nacional e a humilhação internacional.

Oiço falar duma dívida de 360 mil milhões de Dólares, mas ao mesmo tempo, vejo que muitos Países têm a mesma dívida, e alguém ainda pior.

Então, isso pode não ser a raiz do problema.

O treino das crianças


A Suprema Corte dos EUA decidiu que a lei da Califórnia que proíbe a venda e aluguer de vídeo-jogos violentos a menores de idade é "inconstitucional e viola a liberdade de expressão.  

Afirma o juiz Antonin Scalia:
Assim como os livros, os jogos e os filmes antes, os vídeo-jogos comunicam ideias e mensagens até sociais através de meios familiares. Isto é suficiente para conferir a protecção ao abrigo da Primeira Emenda da Constituição dos Estados Unidos. 

O caso foi aberto em 2005, quando a Califórnia aprovou uma lei que previa multas de até 1.000 Dólares para quem vendia ou alugava vídeo-jogos rotulados como violentos para os menores de 18 anos. A lei já tinha sido rejeitada por um tribunal em 2007 e o então Governador, Arnold Schwarzenegger (Terminator contra os videojogos violentos: até a que ponto chegámos...), tinha apelado ao Tribunal Supremo. 

A autoridade máxima dos EUA sublinhou que também os livros infantis contêm cenas violentas, como nos contos Cinderela ou de Hansel e Gretel, onde filhos matam os raptores ao cozinha-los num forno. 


Segundo o Tribunal, todos os estudos que tentaram demonstrar a perigosidade dos vídeo-jogos violentos foram rejeitados por todos os tribunais e por uma boa razão: 

não conseguiram provar que os videogames violentos possam provocar um comportamento agressivo nos menores.

Calling all station

Estou? Planeta Terra? Há ainda alguém aqui?

Estou a pensar em extinguir-me. Porque estou fora do tempo, vivo num outro mundo, um mundo que já não existe. Sou um dinossauro.

E o eventual Leitor que esteja a ler este artigo é um dinossauro também. Deveria pensar na própria extinção.

No meu mundo arcaico, para perceber que um videojogo pode ser negativo, não é preciso que uma criança entre numa loja armada com uma metralhadora, elimine o dono e os clientes, e depois peça para aceder ao nível seguinte.
No mundo arcaico é uma questão de senso comum, que deve ser usado "antes" e não "depois".

Ao submeter o cérebro duma criatura em plena fase de aprendizagem a cenas violentas e repetidas, onde matar é a única maneira para obter sucesso ou até sobreviver, esperemos o quê? Que um dia peça para ser o novo Gandhi?

Stress testes. Outra vez.

Stress-test.

É um teste, de facto, que mede a capacidade de resistência perante um acontecimento "estressante".

Por exemplo: eu ligo a televisão e vejo que começa uma novela. Quanto tempo costumo aguentar?
Em média 0,12 segundos. Depois digo um palavrão e mudo de canal.

E os stress-testes dos bancos?
É um bocado diferente. Neste caso não há uma televisão nem uma novela.
Aqui é criada uma condição de crise virtual e os bancos são observados enquanto tentam responder perante esta situação.

Foram feitos há alguns meses e os resultados publicados em pompa magna: todos os bancos europeus tinham ultrapassado a crise com a máxima descontração.
Na altura apenas 7 instituições necessitaram de correções, mas nada de grave e, sobretudo, nada que pudesse pôr em causa a estabilidade da estrutura económica-financeira europeia.

Em verdade as coisas não foram bem assim, pois alguém tinha observado que determinados parâmetros tinham sido alterados para "facilitar" a vida das instituições bancárias. E que com dados "reais" o resultado teria sido bem diferente.

Mas que interessa? Todos os bancos promovidos, esta a mensagem que era preciso espalhar. E nós, felizes como crianças: todos os bancos passaram os testes, que alegria!

Teria sido preciso parar um segundo e pensar: como é possível? Como é que há empresas que fecham perante a pior crise desde a Grande Depressão do século passado enquanto os bancos (que sempre privados são) resistem perante tudo e mais alguma coisa? Onde fica o "truque"?

Porque um banco (lembramos: sempre empresa privada) não sofre dos males dos comuns mortais?
E que há para festejar?

Grécia, directa vídeo




LIVE STREAMING: Γενική Απεργία ενάντια στο... por News247


Este é o vídeo streaming em directo da Praça Syntagma, Atenas.

Salvo erros, Informação Incorrecta é o único blog em língua portuguesa que oferece as imagens "ao vivo" dos acontecimentos de Atenas.
(Actualização: em verdade há Prova Final que oferece o mesmo serviço também!)

Um acontecimento que merece ser seguido e divulgado: hoje Grécia, amanhã...?


Lembramos que na Grécia foi declarada uma greve geral de dois dias: são paralisados os serviços públicos, escolas, bancos e transportes. Nos hospitais são garantidas as urgências.

As medidas de austeridade incluem  privatizações por um total de 50 mil milhões de Euros.
Além da venda das participações do Estado na Ote Telecom e na Post Bank, serão vendidos os portos do Pireu e de Salonicco. Nesta última localidade será privatizado o sistema de água para uso doméstico.

O plano prevê também cortes nos salários, despedimentos no sector público e novos impostos sobre os consumos e deve ser aprovado pelo Parlamento.

Última nota: a actividade do blog hoje é reduzida, pois escolhi deixar a directa vídeo em primeiro lugar.


Ipse dixit.

Apenas matéria

Já aconteceu ao Leitor não conseguir dormir?

Pois, é mesmo isso. Não sofro de insónia, mas hoje mesmo não há maneira de fechar os olhos.
Portanto agarrei numa revista e comecei a ler.
E fiquei ainda mais enervado.

A revista é Superinteressante nº 158, de Junho. É a mesma revista vendida no Brasil também, só que muitos dos artigos são diferentes.
Quase todos.
Aliás, não há um que seja igual.
Mas porque raio têm o mesmo nome?
Boh, não interessa.

O que interessa é que na página 72 da edição portuguesa está um artigo cujo título promete muito e oferece nada: "Vítimas da magia", de M.A.S., que suponho serem as iniciais de Miguel Angel Sabadell.


Tudo junto, com descontração

No artigo de "mágico" não há absolutamente nada. Pelo contrário, é um conjunto de superstição, ufologia, cartomancia, tarot, Paulo Coelho, Rhonda Byrne, tudo enfeitado com citações de escritores do passado.

Pergunta: porquê? Que têm em comum as imagens duma reunião wicca, um jogador de totoloto, uma velhota que livra do mau olhado e da aldeia francesa de Bugarach?

Porque ligar tudo isso à palavra "magia" quando depois o artigo fala apenas de superstição?
A intenção é transmitir a ideia de que "magia" é sinonimo de superstição? E que as religiões neo-pagãs pertencem à mesma família (caso contrário não se percebe a fotografia wicca ou aquela da cerimonia de religiosa de Glanstonbury, Inglaterra)?

E nem falamos dos Ufo.

28 junho 2011

EUA: algo não bate certo...

Acabou de sair o relatório Personal Income and Outlays do BEA (The Bureau of Economic Analysis) de Maio. O dato mais importante é o PCE (Personal Consumption Expenditures), os consumos pessoais, cujas percentagens são analisadas meses apôs meses.

É um dado importante, pois é uma das componente que compõem o PIB dos Estados Unidos.

Em Maio os consumos pessoais baixaram 0,128% em relação ao mês anterior.
E em Abril já tinham baixado -0,063%.

Percentagens baixas, pode dizer o Leitor.
Sim, baixas: mas não podemos esquecer que o PCE é utilizado nas previsões para o futuro PIB; e como a correlação entre PCE e PIB é igual a 70%, isso significa um PIB negativo  ao longo do segundo trimestre de 2011 e um valor anual (sempre para o presente ano) de zero.

Apenas 5 dias atrás, a Federal Reserve avançava com uma projecção de crescimento de 2,7 e 2,9 % no mês de Junho.
Aliás, vamos ver quais as previsões da Fed relativas a vários assuntos.

E os Leitores comentam...

Enquanto continuam a chegar as imagens da Praça Syntagma em Atenas, aproveito para fazer uma breve pausa e falar dalguns comentários que foram publicados nos últimos tempo.

Antes demais: muito, muito, muito obrigado para os parabéns e as boas palavras que chegaram em ocasião não apenas do aniversário.E não acrescento mais nada pois não quero tornar este blog uma espécie de "Querido Diário", demasiado ligado à vida pessoal.
Mas muito obrigado mesmo.

A propósito:
Sou o Anónimo do Brasil que postou comentários na postagem do Robin Hood! Qual foi a surpresa em saber que comemoramos o nascimento no mesmo dia!!! Um hurra para nós, os Guerreiros da Luz, pela passagem! Forte abraço.
Somos os melhores, não há nada para fazer :)

A seguir.

Anónimo, 27.06.2011
Não não, há muita gente que devia dar graças a Deus é terem saúde para trabalhar e fazerem-se à vida trabalhando em vez de ficarem em casa a receber do subsidio social de desemprego.Porque a crise não é provocada pelos mercados e empresas de rating ou outras palavras bonitas que aparecem nos noticiários e que 90% das pessoas não entendem do que se trata..a crise vem de todos aqueles que estão em casa a receber desses inumeros subsidios que existem à espera que este pais cresça por si mesmo.Não esquecendo de todas aquelas mentes que optam por gastar 100 quando apenas têm 50 no bolso.E não é preciso ser doutorado em economia para se entender que isso no fim vai dar bronca. Enfim, mas como diz o amigo acima, "vamos dar Graças ao Senhor por haver subsidio social de desemprego"..viva Portugal e viva ao futebol.
Anónimo, fiquei bastante surpreso com este comentário.
A crise não é apenas portuguesa, mas interessa todo o mundo ocidental. Até atravessa Países que não têm subsidio de desemprego, tal como a Italia e outros.

Pensar que tudo aconteça simplesmente por causa "daqueles que estão em casa a receber desses inumeros subsidios" é uma visão bastante limitada e errada.
Além disso, não cometemos o erro de desligar Portugal do resto do Mundo: os problemas não são apenas portugueses, acabei de pôr uma directa vídeo da Grécia. O Anónimo acha que também na Grécia as causas são os que recebem o dito subsidio?
E na Irlanda, também?
E na Espanha?

O Anónimo acha de verdade que ao eliminar os subsídios este País poderia resolver todos os seus problemas?

Anónimo, 25.06.11
pois é, ô PORTUGA....esses politicos são a herança que tua dita TERRINHA ( que eu classifico como POVINHO ), deixou vergonhosamente aqui no meu BRASIL, há alguns seculos atrás.
abraços BRASILEIROS. 
Eu sei, nem deveria dar espaço a estas coisas. Mas de vez em quando gosto de lembrar que Informação Incorrecta não exerce algum tipo de censura nos comentário. Isso significa que até pessoas com cérebros desligados podem inserir a própria opinião e o comentário acima é a melhor demonstração disso. 

E dado que o presente post é muito comprido, vou cortar com o famoso "Ler mais...".

Cocaína-Cola

Qual uma das lutas mais difíceis que os Países Ocidentais travam? A luta contra a droga.
Qual uma das bebidas mais vendidas no Mundo Ocidental? A Coca Cola.

Não sei se repararam: "Coca", como "cocaina".

Sim, mas a Coca Cola Company não utiliza a droga, só o nome ficou.
Não é bem assim.

The New York Times, 1988:
Esta semana surgiram, a partir de entrevistas com representantes do governo e cientistas envolvidos em programas de pesquisa sobre drogas, alguns detalhes sobre como a Coca-Cola obtém a coca e como esta é processada.
Eles identificaram Stepan Company, no Illinois, qual importadora e empresa que processa a cocaína usada na Coca-Cola. Depois dos representantes da Stepan terem declarados os laços com a Coca-Cola, a gigante das bebidas confirmou os detalhes das operações.

Em entrevista telefónica com a sede da Coca-Cola em Atlanta, Randy Donaldson, porta-voz da empresa, disse: "Usamos ingredientes da folha de coca, mas não há cocaína e tudo é rigidamente controlado pelas autoridades ".

Nos Andes, as folhas de coca são mastigadas e usadas ​​como chás de ervas desde milhares de anos.
 São ricos em nutrientes essenciais, reduzem as dificuldades respiratórias e digestivas e são um estimulante e um calmante natural. 

Os estudos confirmaram que no estado natural, as folhas são totalmente seguras e não levam ao vício: é para a produção da cocaína que são utilizados ingredientes químicos tóxicos. 

No entanto, os EUA ainda têm uma política de erradicação, que apela para que os Países andinos queimem as florestas com produtos químicos tóxicos, tudo para eliminar esta planta medicinal.

Para travar a expansão da cocaína nas próprias terras, Washington pede que outros Países destruam tradições milenárias e inócuas. 

Proposta FMI em Iniciativas Incorrectas

Olá!

Só para informar que em Iniciativas Incorrectas acabei de publicar o esboço da proposta para o FMI.
Quem estiver interessado pode aceder ao clicar neste link.

Obrigado!

27 junho 2011

Nebraska, Alaska, e o salmão fumado de Fukushima

Eis algumas notícias dos últimos dias.
São notícias que não tiveram muito destaque nos media internacionais.
Quem sabe a razão?

O Nebraska, o nuclear e a água. Muita água.

Fort Calhoun rodeada pelas águas
Uma central nuclear em risco?
Olha a novidade...Fukushima 1? Fukushima 2? É só escolher.

Como? Não é no Japão? Ah, interessante. E onde fica esta? No Nebraska? "Nebraska"...rima com "Alaska", não será por acaso nos Estados Unidos? Pois é!

É a central nuclear de Fort Calhoun, que está com alguns problemas.
Mas que se passa?

No Nebraska há um rio. o Missouri; aliás, provavelmente há mais do que um, mas este passa perto de duas centrais nucleares. Nestes dias, o rio decidiu encher-se de água, ultrapassar as margens e ver o que há nas redondezas.
É justo, também o rio tem o direito de quebrar a monotonia de vez em quando.

Os "Nebraskinos" ficaram um pouco preocupados: fecham autoestradas, tentam proteger casa, aeroportos...e centrais nucleares.

Ontem, dia 26, uma das margem de protecção à volta da central ruiu, assim as águas agora rodeiam a central.
Os inspectores da Nuclear Regulatory Commission já verificaram tudo e o resultado é: não há crise, pois os procedimentos para refrigerar o combustível e o tanque principal não estão afectados.

O site Rense.com faz notar uma coisa curiosa: o site da Msnbc (notícias da Microsoft) tinha uma fotografia de hoje, na qual era possível ver como a situação de facto piorou nas últimas horas à volta da central. Agora esta fotografia já não está disponível; provavelmente a ideia é não alertar os cidadãos.

Pois está tudo bem. Está sempre tudo bem. Está tão bem que não apenas a fotografia mas a inteira notícia desapareceu.

O gaúcho e a Revolución

O que faz um multi-milionário argentino de origem hebraica ao lado do movimento M-15?
"Ajuda" pode ser a resposta.

Pois, ajuda.
É mesmo este o problema.

O gaúcho hebraico filantropo

Martin Varsavsky tem dinheiro, muito dinheiro. Formou-se nas melhores universidades dos Estado Unidos e, segundo Wikipedia, é um filantropo.

Já aprendemos uma coisa: quando Wikipedia junta o termo "filantropo" ao nome duma pessoa, isso significa que chegou a altura de ficar preocupados.

E Varsavsky, como bom filantropo, ajudou.
De facto, deu aos manifestantes a possibilidade de ligar-se via internet de forma gratuita, com a instalação de routers da empresa FON (uma das muitas dele) nos principais centros de encontro.

Mas o apoio de Varsavsky ao movimentoM-15 (os "Indignados" espanhóis) não se limitou apenas a uma ajuda no terreno informático, também envolveu a participação dos media: Varsavsky apareceu nos meios de comunicação, tanto locais quanto internacionais, publicando artigos em Inglês nos diários e nas revistas de maior prestígio no mundo, sem poupar elogios e sem parar de expressar a sua admiração pelos "Indignados".

Este "indignado" muito particular é o fundador de sete grandes empresas, entre as quais estão: Jazztel, Ya.com no campo das telecomunicações, e Medicorpo Sciences na área do negócio de produtos farmacêuticos.

A Líbia, a França, a Nato: trinta e um anos atrás.


No passado mês de Abril, Informação Incorrecta publicou um artigo acerca de Ustica, um dos episódios mais obscuros da aviação civil e militar não apenas italiana mas da Nato dos últimos 30 anos.

Para os leitores mais curiosos eis o link do artigo original: 30 anos, o fio vermelho.
Para os leitores mais preguiçosos, eis um breve resumo.

No dia de Sexta-feira, 27 de Junho de 1980, o voo Itavia 870 com 81 pessoas entre passageiros e tripulação deixou o aeroporto de Bolonha, no Norte de Italia, com destino Palermo, no Sul; mas o avião nunca chegou, tendo misteriosamente desaparecido dos radares uma vez chegado nas proximidades da ilha de Ustica, cerca de 70 quilómetros a Norte de Palermo.

Passados 31 anos, ainda não são conhecidas as causas do desastre, que não registou sobreviventes.
Mas esta não foi uma "normal" tragédia da aviação civil: foi uma operação de guerra que envolveu forças italianas, americanas e francesas dum lado e o leader líbio Khadafi do outro.

Embora do ponto de vista oficial ainda não exista uma explicação definitiva, a teoria mais acreditada já tem contornos definidos: o leader líbio estava num avião naquela noite, com destino uma capital europeia.

O voo Itavia 870 teve o azar de comparecer no lugar errado na altura errada: não havia Khadafi, mas pessoas comuns, migrantes, turistas, crianças.

Caças militares, provavelmente franceses, tinham deixado o aeroporto de Solenzara, Córsega (França): uma vez chegados no lugar onde supostamente tinha que transitar o avião líbio, encontraram o Itavia 870 e, simplesmente, dispararam.

O que aconteceu a seguir foi digno dum livro de espionagem. Um único objectivo: evitar que a verdade fosse tornada pública. Ninguém podia saber que a Nato matou deliberadamente 81 civis, numa acção de guerra contra um País com o qual não estava em guerra.

Mudança

Bom, meus Senhores, acabaram as férias, voltamos à normalidade.
Aliás, nem por isso.

Informação Incorrecta vai em frente, como sempre: mas paralelamente acho ter chegado a altura para fazer algo, como já antecipado. Por isso: Informação Incorrecta dum lado, Iniciativas Incorrectas do outro.
Pouco muda, os leitores e o autor afinal são sempre os mesmos, mas é só para pôr um pouco de ordem: dum lado a informação, do outro a "acção", por assim dizer.

Embora por questões de tempo tenha algumas dificuldades em responder, leio todos os comentários. Todos, nenhum escapa. Por isso vou tentar desfrutar ao máximo as Vossas sugestões, enquanto espero por novas também.

Nestes dias de pausa pensei acerca da lista do Fundo Monetário Internacional, e acho que não seria mal ter esta como ponto de partida.
Não escondo, fiquei perturbado, o que é bastante raro.

O facto é que esta lista abre um novo ponto de vista acerca da nossa realidade. Sabemos que a nossa sociedade tem muitos "defeitos", por assim dizer, e alguns deles podem ser encontrados nas páginas deste blog.
Sabemos também que a nossa atitude perante o assim chamado "Terceiro Mundo" é péssima, por várias razões (exploração sob várias formas).

Mas a lista do FMI vai além disso.
Não chega ficar com os recursos dos povos mais pobres; não chega negar-lhes o direito a uma verdadeira cidadania, a uma vida melhor, à saúde, à instrução: coisas que todos sabemos e não desde hoje.

Agora a "novidade" é que até estamos a retirar-lhes o pouco dinheiro que têm nas carteiras e tudo para que as nossas sociedades ocidentais (Europa, América do Norte, alguns Países da América do Sul) possam manter os standard de vida e resolver (ou tentar resolver) os próprios problemas económicos; para perpetrar desta forma um sistema baseado...em quê?

Quem costuma seguir este blog já conhece a resposta, sabe quais as reais bases da nossa sociedade.
Sabe quem manda, quem ganha com isso, com quais instrumentos e pode até vislumbrar o projecto de médio/longo prazo.

24 junho 2011

Parabéns a Mecê, e férias :)

Parabéns a Você, nesta data querida, etc. etc.

Pois é, é o aniversário!

Nunca percebi esta história dos parabéns. Seria mais correcto "Os meus pêsames" ou algo do género.
Mas enfim...

E não é tudo: ontem "fiesta" em Portugal! Uma festividade religiosa, Corpo de Deus.
E amanha Sábado. E a seguir Domingo. Isso significa "ponte", 4 dias de férias!!!

Portanto o bom Max retira-se em meditação.
Fechado numa caverna, com uma garrafa de água e pão seco, vestido duma túnica branca, rodeado por velas de incenso, uma cruz de madeira, um Buda, um Alcorão.

Ou isso ou vou para Espanha.
Sobretudo porque ainda não encontrei uma caverna.

22 junho 2011

Robin Hood e os mortos de fome ("Sem palavras" reloaded): uma iniciativa

Uma pessoa lê certas coisas e depois fica assim.
Assim como? Bah, não sei.

Assim do tipo: com uma vontade de sair para fazer justiça ou de começar a rir.

Eu, que sou uma pessoa pacífica e acho a violência estúpida (pelo menos, a violência contra mim), prefiro rir.
Não é fácil, mas por enquanto é a única solução.

Por enquanto.


O caso da Libéria

A Libéria mais do que um Estado é um conjunto de desgraças. Independente desde 1847, é hoje um País entre os mais pobres do planeta. 3,5 milhões de cidadãos com um rendimento per capita de pouco mais de 200 Dólares. Rendimento anual, claro.

Que pode fazer uma pessoa com pouco mais de 200 Dólares anuais? Além de morrer de fome, entendo.
Em verdade não pode fazer muito.

Mas uma coisa terá que fazer, obrigatoriamente: pagar o Fundo Monetário Internacional.

Sim, leram bem.
Não é o FMI que empresta dinheiro: neste caso é o FMI que, como um vampiro, chupa os poucos Dólares que ainda estão no bolso dos desgraçados Liberianos.

Quantos Dólares? 21,10 % do rendimento. São 47,69 os Dólares que o FMI subtrai da miséria de cada Liberiano, a cada ano.

Isso acontece porque o FMI é financiado com o sistema de percentagens. Cada País tem de contribuir com uma parte do próprio rendimento, calculada tendo como base o dado do PIB (Produto Interno Bruto).
Mas algo deve ter corrido mal nos cálculos. Ou talvez correu demasiado bem, ponto de vista. Porque a Libéria é o País do Mundo que mais contribui em termos de percentagem.

Mas este País não deveria receber ajuda em vez que oferece-la? Deveria. Mas para boa sorte existe o FMI, que não perdoa: "Morres de fome? Tudo bem , mas antes de morrer dá cá o dinheiro".

A derrota dos Estados Unidos

Até que enfim.
Parece que a guerra no Afeganistão está prestes a acabar.
Barack Obama, o Prémio Nobel de origem irlandesa com o hobby de governar o Mundo, está a tratar com os Talibans.

Tratar? Pára, pára tudo.
Mas Bin Laden não morreu? Al Qaeda não está enfraquecida? Então os Estados Unidos tratam o quê? Impõem e ponto final, não é?


A derrota

Em teoria sim. Na verdade não.
O problema não é, e nunca foi, o agente da CIA ou a estrutura criada para assustar o planeta. O problema é composto por quem realmente vive no Afeganistão. E este alguém são os Talibans.

E se o bom Obama quer acabar com esta guerra, que seca os cofres da Administração e não leva para lado nenhum, tem que tratar com eles.

No futuro a intervenção no Afeganistão será parte dos manuais das academias militares, com o título de "Como não conduzir uma guerra". E antecipará o capitulo sucessivo: "Como não gerir um post-guerra", onde o assunto principal será o Iraque.

Começar uma intervenção militar sem conhecer os adversários foi o pior erro dos Estados Unidos. A Administração Bush não gastou muito tempo na análise deste povo: confiou na superior capacidade de fogo, técnica, nos drones, nos bombardeiros invisíveis aos radares.

Mas os Talibans não têm radares, têm camelos. E o camelo é a melhor máquina para terras áridas, porque foi projectado pela Natureza.

Homoquê??? Uhiii!!!

Um assunto que ainda não foi tratado aqui: a homossexualidade.

Uhiiii!!!

Qual o meu ponto de vista? Não interessa. A sexualidade é um assunto pessoal e cada um deve tratar dele, sem as opiniões dos outros.

As coisas mudam ao falar dos vários Gay Pride ou Gay Parade. Se não comento a sexualidade privada, quando esta se tornar espectáculo (isso é, pública) então cada um tem o direito de dizer o que pensa.

No meu caso, acho estas manifestações gay bastante penosas.
Explico.

Os gays de todo o mundo lutam para ter iguais direitos.
Que significa isso? Significa, entre as outras coisas, passar despercebidos. Ninguém anda na rua com um cartaz a dizer "sou heterossexual", pois a heterossexualidade é assumida como normal, não é preciso mostra-la ou até publicita-la.

Se eu fosse gay (mas não sou!), o meu desejo seria passar despercebido, exactamente como qualquer heterossexual. Isso significaria que a sociedade assume a homossexualidade como absolutamente normal.

O Gay Pride ou Gay Parade fazem exactamente o oposto. Criam um "ghetto". Quem participa nestas manifestações faz o contrário do que seria desejável (do ponto de vista gay, óbvio): diz "eu sou diferente". E faz questão de realçar isso.

Difícil obter a igualdade quando é atirada a "normalidade" nas caras dos "normais", como se esta fosse uma anormalidade.

Prince no Iperurânio

Já tiveram a impressão que algo esteja a fugir?
Algo de importante, algo de fundamentalmente importante.
Algo de tão importante que nem conseguimos vê-lo. Mas que existe, está aí.

"Aí" onde? Não sei, mas sei que está.

Eu tenho muitas vezes esta impressão.
Na rua, nas lojas. Vejo as pessoas nas filas, com as caras preocupadas. E gostaria de dizer "Pessoal, acordem: olhem que não é assim, olhem que está errado."
Mas não digo nada, porque depois não saberia que acrescentar.

Então, para não ser acompanhado até o mais próximo consultório de psiquiatria, fico calado.

Mas a sensação volta.

Olho para as pessoas nos transportes públicos ou nos carros. São tristes, estão sempre ocupadas e pensam.
Em quê? Nos problemas do dia a dia: as contas, o trabalho. Ficam enervadas quando falam com alguém.
É raro ver um rosto sereno.

Algo não bate certo. Há algo mais do que isso.
Olho para o Leonardo. Parece-me sereno. Óbvio: tem a barriga cheia e eu não estou a chateá-lo.
Ou será que consegue ver algo?


Prince, o cão que não canta (mas anda)

Prince (o cão)
Myrna Carillo é uma mulher americana que cinco anos atrás vivia na Califórnia e tinha uma cão, Prince. Não o cantante, um cão mesmo.

Um dia Myrna perdeu Prince e a seguir teve de transferir-se para outra cidade. E outra ainda. Um total de quatro mudanças.

Casou, nasceram dois filhos e após cinco anos eis que à porta de casa aparece Prince. Não o cantante, sempre o cão.

As crónicas estão repletas de casos como este. E sobra sempre uma pergunta: como foi possível?
A clássica resposta neste caso é: instinto. Que não significa nada.
Instinto de quê? Instinto GPS TomTom?

Que coisa consegue ver um cão que percorre centenas ou até milhares de quilómetros para encontrar o dono?
Que coisa vêm as aves que percorrem o planeta com descontracção como se fosse o quintal de casa?
Que coisa conduz as enguias no meio do Atlântico até alcançar o Mar dos Sargaços e depois de volta, até Europa?

21 junho 2011

Turbo Bactéria contra todos

Vozes, vozes...como distinguir a verdade da mentira?
Por exemplo, o caso da bactéria assassina e malcriada: a Escherichia coli.

Há rumores na internet. Que não são bem rumores, pois são suportados por documentos.
Como sempre: vamos com ordem.
E começamos com um resumo.

E.coli Story

O autêntico e original E.coli
Morre alguém na Alemanha.
Culpa do pepino espanhol.

Como se costuma dizer em Portugal: "de Espanha nem bom vento, nem bom casamento, nem bom pepino".

Ok, admito: "nem bom pepino" é algo que acrescentei eu.
Mas logo outra notícia: não é o pepino ibérico. É a soja.
Ohhh, a soja...

Entretanto os mortos aumentam. 40 até agora. Mas os novos casos continuam a diminuir.

Depois há as sete crianças francesas intoxicadas pela carne da Alemanha. Uma história ainda mais esquisita e provavelmente muito mal contada.

Perante tudo isso, a explicação oficial é: "A E.coli transformou-se num agente patogénico letal".
Ámen.

Uma vida com a E.coli.

Até aqui o resumo.
Como não entendo nada de evolução bacteriana, nem comento.
Mas como sou curioso, vou procurando.

Helge Karch dirige o laboratório do Policlínico Universitário de Munich, na Baviera (Alemanha), e dedicou boa parte da própria existência ao estudo do E.Coli.
Uma vida excitante, sem dúvida.

As dúvidas existenciais e os novos caminhos. Tudo junto. É obra!

Queridos Leitores,

sou Max e como sabem sou o autor deste blog.
Querem saber uma coisa? Começa a ser cada vez mais difícil escrever algo de interessante. De realmente interessante.

Faltam assuntos? Não, pelo contrário. Assuntos são coisas que não faltam.
O problema é outro.

O problema é que os assuntos que a crónica, a política, a economia, a finança apresentam são uma treta.
Uma treta? O que significa isso?
Vou explicar.

Há poucos dias publiquei um artigo que reportava algumas dúvidas e até auto-criticas dum blogueiro (Autocrítica e Suspeitas). Pareceu-me interessante, pois de facto apresentava alguns pontos que um blog e os relativos leitores deveriam ter presentes:
1. Inserir notícias atrás de notícias com a ilusão de "fazer informação", sem ter e dar o tempo para assimila-las;
2. Procurar sempre o "nível superior", o responsável, como se isso pudesse resolver.
3. A culpa é dele!, isso é, responsabilizar os outros sem ter em conta também os nossos deveres.

Este artigo fez-me pensar, pois faltava algo...

De facto acho que faltam dois pontos muitos importantes:
4. Ter a convicção de ser superiores
5. Tornar-se uma involuntária parte do "sistema".

O primeiro ponto não é uma novidade: os leitores mais antigos provavelmente lembram que a ideia de ver-se como uma espécie de "elite" sempre me assustou bastante.

Não há "escolhidos" aqui, não há seres superiores, mais inteligentes ou donos da verdade absoluta.
Há, isso sim, pessoas informadas e pessoas menos informadas (que poderão tornar-se informadas também).
E esta acho ser a única diferença.

Mas o ponto mais importante é o segundo.
Informação Incorrecta tenta fornecer uma visão do mundo que não é a mesma oferecida pelos media mainstream. Chama-se esta "contra-informação" ou "informação alternativa".

O problema é que ao navegar na internet podemos encontrar dezenas, centenas de blogues de contra-informação em Português. E todos orbitam (aliás, orbitamos) à volta dum punhado de assuntos.
Que raio de contra-informação é esta?

Para onde?
Um exemplo.
Neste blog os leitores e eu passámos o primeiro ano a tratar de muitos assuntos, procurando as causas que, acho, foram individuadas ou imaginadas (nos casos de falta de provas).

E agora? Vamos repetir as mesmas coisas até quando? Até ficarem velhos?

A guerra da Líbia: todos percebemos o que se passa naquele País, não adianta repetir 24 horas por dia que sim, de facto é uma vergonha, ninguém diz nada, etc. etc.

Ao tratar sempre dos mesmos assuntos, é fácil tornar-se parte do mesmo sistema que criticamos. Um paradoxo? Não, uma normalidade.
Informação/Contrainformação como EUA/URSS, Bem/Mal, Luz/Escuridão: um dualismo no qual uma parte justifica a existência da outra.
De forma talvez involuntária, mas efectiva.

A Informação Alternativa acaba assim de ser parte integrante do sistema: existe porque existe a Informação Oficial. A qual, por sua vez, existe também (mas não apenas) como "porto seguro" das almas perturbadas pela Informação Alternativa.

É claro: não vou ser eu a resolver este que não é um problema de Informação Incorrecta mas é bem mais abrangente.
Todavia posso mudar alguma coisa.

Ao longo do ano passado, o amigo Felice de Informazione Scorretta disse-me: "Max, acho que a "missão" do meu blog está cumprida. Quase quase fecho...".
Eu respondi que estava doido, que o meu blog tinha nascido graças ao trabalho dele, que teria sido um enorme desperdício e outras coisas ainda.

Mas a verdade é que passados 10 meses, mais ou menos, estou na mesma situação de Felice.

Não quero fechar (em verdade nem penso nisso), só que não sei bem qual direcção tomar.

Continuar assim, como foi feito até agora?
Ou continuar assim (pois de facto gostaria continuar) e juntar mais alguma coisa?
E coisa?
E porque mesmo agora?

Esta última é a única pergunta à qual posso responder.
Agora porque hoje é o primeiro dia de Verão (dia de Solstício, dia simbólico...mah...), porque há pouco tempo este blog comemorou o primeiro ano de vida (boa altura para fazer algumas contas) e porque em breve será o meu aniversário.

E as outras perguntas?
Este é o problema. E aqui entram em cena os leitores.

Queridos Leitores,

sou Max e como sabem sou o autor...ah, não, já escrevi isso...

Tentamos outra vez:

Queridos Leitores,

se pudessem escolher (e podem de facto), como mudariam Informação Incorrecta?
Quais assuntos gostariam de ver tratados?
Sugestões? Críticas?

Mais crónica, mais política, mais religião, mais música, mais receitas culinárias (mas que raio de ideias têm os Leitores???)...
Como seria possível tornar este blog "diferente" e mais perto dos vossos desejos?

Acham estas perguntas esquisitas? Eu acho que não.

Sempre roguei para uma participação activa dos Leitores, de forma que Informação Incorrecta não fosse apenas "o blog de Max" mas algo para partilhar experiências, interesses, críticas.
Esta pode ser uma boa ocasião.

Apenas um regra, a única: por favor, não escrevam para dar os parabéns, porque não estou à procura de elogios. Pelo contrário: tentem criticar.

E se não surgirem novas ideias?
Bah, algo acontecerá.
Talvez possa nascer um fórum.
Talvez comece a postar via áudio também.

A ideia é tornar este blog um pouco diferente e mais perto das expectativas dos leitores.
E, porque não?, de quem escreve também.
Um blog que não seja apenas "um outro blog de Informação Alternativa".

Em qualquer caso, Informação Incorrecta irá em frente.
É uma promessa. Ou uma ameaça, pontos de vista.

Ah: obrigado pela atenção.

Um abraço,

Max.

O exemplo: Islândia


Há um País que nos últimos tempos desapareceu por completo das notícias.

Ao longo de algumas semanas títulos, reportagens. Depois nada, o silêncio absoluto.

De facto, a Islândia desapareceu dos mapas.
Será que ainda existe? Ou simplesmente emigrou rumo outro planeta? Um tsunami engoliu a ilha? Foi um dos seus vulcões que vaporizou tudo?

Que aconteceu afinal?

Acontece uma coisa esquisita: a Islândia está a resolver os próprios problemas.
Como? Esta é a parte mais divertida.

Mas antes um pequeno passo atrás.
Vamos lembrar.

2008

Em Setembro o maior banco é nacionalizado, o Banco Glitnir. O colapso da moeda e da Bolsa de Valores suspende todas as actividades: o País declara falência.

Israel escondida

Google Earth.

Como este programito podemos ver o mundo, todo o mundo.

É só mexer no rato, com zoom e setas é possível visitar lugares que ficam do outro lado do planeta, passear pelas ruas de New York, admirar os palácios de Roma ou as ramblas de Barcelona.

Sempre ficando sentados na nossa cadeira, claro.

Mas há uma coisa que Google não mostra. E não adianta fazer zoom ou pegar na lupa: Israel não aparece e ponto final.

Que dizer: há Israel no mapa, óbvio, não há um buraco negro no lugar dele. Só que não há imagens pormenorizadas.

Um caso? Não, uma lei.
National Defense Authorization Act, ratificado pelo congresso dos Estados Unidos em 1997, contempla uma secção cujo  nome é "Proibição de recolha e difusão de imagens pormenorizadas do satélite relativas à Israel".

Esperem um segundo: uma lei dos Estados Unidos proíbe a recolha e a difusão de imagens de Israel?
Sim, exacto. E existe uma agencia federal, a NOAA's Commercial Remote Sensing Regulatory Affairs, encarregada de vigiar acerca da correcta aplicação da lei.

National Defense Authorization Act, defesa nacional.
Curiosos: Washington considera assunto de defesa nacional a resolução da imagens de Israel.

E mais: de Gaza também.
Porque Google Earth nem os Territórios Ocupados mostra.
E aqui a coisa começa a tornar-se esquisita, não é? Porque se com muita boa vontade é possível justificar o facto de Washington não mostrar instalações militares israelitas, qual o problema com Gaza?

Em Gaza, supostamente, não há instalações militares secretas de Tel Avive. Evidentemente, há outras coisas que nem os EUA nem Israel querem mostrar ao mundo ao falar de Gaza.

Mas que diz Google de toda a situação?
As imagens de Google Earth provêm dum elevado número de fontes comerciais e públicas. Obtemos as nossas imagens de companhias que têm sede nos Estados Unidos e ficam sujeitas às leis dos Estados Unidos, entre as quais o National Defense Authorization Act de 1997, que limita a resolução das imagens de Israel que podem ser distribuídas.
Tradução: é assim e ponto final.

Todavia as coisas podem mudar.O satélite turco GokTurk, por exemplo, captará imagens de alta resolução de Israel em 2013 e as autoridades já anunciaram a divulgação desta últimas.

Israel não está muito satisfeito com isso.
Mas não parece simples convencer um Turco de que as imagens da Terra de David são uma questão de Defesa Nacional para Ankara.


Anexo

Após (justo) pedido dum Leitor, eis uma comparação:

Na primeira imagem podemos ver Praça He Be'lyar, em Tel Avive, a capital administrativa de Israel:


Na segunda imagem a localidade de Rimal, em Gaza:



Na terceira imagem, o Paço do Concelho de Almada:


Na última imagem, sempre como comparação, Praça Italia, em São Paulo, Brasil:



As quatro imagens foram retiradas do meu ecrã uma vez escolhido o zoom máximo e sucessivamente reduzidas na mesma percentagem (50%).

Obviamente nenhuma outra modificação foi operada e o leitor pode facilmente conferir procurando
He Be'lyar, Tel Avive, Israel
Rimal, Gaza
Rua Capitão Leitão, Almada, Portugal
Praça Italia, São Paulo, Brasil

As diferencias são notórias.


Ipse dixit.

Fontes: Uruknet, The Jerusalem Fund

20 junho 2011

Um milhão de crianças, Um horror

Não sei.
Talvez é pelo facto de ter lido muitos livros, alguns dos quais falavam de sociedade assustadoras, filhas do Pensamento Único.
Talvez porque certas coisas fazem lembrar o livro de Orwell, 1984.
Talvez porque há cenas que interpretamos como uma visão dum triste mas sempre possível futuro.

Seja como for, encontrei este vídeo e fiquei com um arrepio.
Um milhão (1.000.000) de crianças à volta do templo de Dhammakaya, Tailândia.
Todos vestidos da mesma forma, todos a cantar uma canção que é o hino da Nova Era.

O templo de Dhammakaya é duma corrente alegadamente budista (muito alegadamente...), bastante recente (primeiros anos do séc. XX) que está a conseguir uma ampla difusão.

Sim, serão budistas.
Mas eu fico assustado.

Guerra-Não-Guerra


Barack Obama defende vigorosamente o próprio direito de empreender uma acção militar na Líbia sem a luz verde formal do Congresso.

Porquê? Porque, segundo o Prémio Nobel da Paz, não é uma verdadeira guerra.

Nos últimos dias, a o leader republicano na Câmara dos Deputados, John Boehner, havia escrito que Obama, ao abrigo do War Powers Act de 1973, é obrigado a obter a aprovação do Congresso para a campanha militar na Líbia.

A Casa Bianca respondeu com um documento de 38 páginas, argumentando que a lei (que estipula que deve haver uma votação no prazo de 90 dias a partir do momento em que os EUA entrarem na guerra) não é aplicável à participação na campanha militar da Nato na Líbia, porque não é um conflito real, mas uma missão para remover do poder Muammar Khadafi.

A Administração argumenta que desde que a Nato tem assumido o comando das operações militares, em Abril, o papel dos EUA é limitado ao apoio das ações militares da Grã-Bretanha, da França e dos outros Países, com missões de reabastecimento e vigilância.

O Governo dos Estados Unidos reconhece, no entanto, o uso de drones em alguns casos, tais como aqueles usados no Paquistão e no Yemen: aviões não pilotados, que entram em território inimigo e atacam objectivos de vária natureza.

Esta, segundo o Nobel da Paz, não é guerra. E é um ponto de vista extremamente interessante.

O malabarista e a menina

Do blog Informazione Scorretta do amigo Felice:

Hoje fazemos uma pausa por um momento e contar a história do malabarista e da garota sem um braço.

Era uma vez um malabarista que jogava no parque com 3 bolas.

Em seguida, vieram as crianças que ficaram a observa-lo enquanto fazia malabarismos.

Depois as crianças forma-se.

Logo chega uma menina, sorridente, sem um braço: tem apenas um pedaço de cerca de 3 cm, logo abaixo do cotovelo.

E pede ao malabarista: "Posso tentar, mas apenas 2 bolas?"

O malabarista olha para a garota com uma mistura de pena e admiração.

E, em vez de dizer "tu não podes conseguir", fica calado e alonga as duas bolas.

A interminável Tragédia Grega

Então, acabou o fim de semana, não é?

Todos a descansar, nada de trabalho, boa vida...vergonha, é por isso que este País vai mal!
Qual País?
Não importa, um País qualquer, um tipo...a Grécia, por exemplo.

Enquanto o leitor nada fazia para melhorar as condições do planeta, andavam por aí pessoas que não paravam um segundo.

Como George Papandreou, um Grego com o hobby do Primeiro Ministro, segundo o qual as “consequências de uma bancarrota violenta ou a saída do Euro” seriam uma “catástrofe imediata” para as pessoas, para os bancos e para a credibilidade do País.

Ok, vamos pôr um piedoso pano que esconda a questão da credibilidade do País: mas o resto é verdade.
Fazer bancarrota e sair do Euro nestas condições dói, e muito.

Porque uma coisa é planear: reconhecer que a Grécia tem problemas enormes e preparar tudo com calma.
Outra coisa é começar a gritar "acabou o dinheiro!", esperar uma ajuda que talvez chegará, talvez não, e que em qualquer caso não resolverá o problema. E fazer default.

Assim dói.
Pena que assim será.

17 junho 2011

Argentina: Cristina e o espectro da inflação











A Argentina é um País que sempre me atraiu.

E não sei porque: afinal o que conheço dele é mesmo pouco: lugares comuns (o tango), alguma coisa acerca da música contemporânea (Soda Stereo, Nexus, Invisible), a Guerra das Malvinas, pouco mais.

Mas a Argentina é também um exemplo dos excessos da economia moderna. Obrigada a declarar default em 2001, mostra os possíveis cenário que, cedo ou tarde, poderiam tornar-se realidade em outras partes do Mundo.

Não sei porque, mas mesmo agora lembro de Países quais a Grécia, a Irlanda, Portugal...ahhh, não, desculpem: "A situação de Portugal não é comparavael a da Grecia".

Tinha esquecido.

Grécia: o ponto da situação. Ainda uma vez.

A situação na Grécia tornou-se caótica.
Tentamos fazer o ponto da situação.


Papandreou: o novo executivo

O primeiro-ministro grego, George Papandreou, desistiu da ideia de formar um governo de unidade nacional. 

Não apenas não conseguiu recolher o apoio dos partidos da oposição, mas tem de controlar o próprio partido, o PASOK, que continua a perder pedaços: nos últimos dias foram 5 os deputados que fugiram do Parlamento.

Hoje o Primeiro Ministro irá anunciar a nova equipa governamental, na qual o actual Ministro da Defesa, Evangelos Venizelos, será Ministro das Finanças e Vice-Primeiro Ministro; e George Papaconstantinou (o criador da impopulares medidas de austeridade postas em prática para satisfazer as exigências da União Europeia e do Fundo Monetário Internacional) ocupará o cargo de Ministro do Meio Ambiente.

Venizelos, que concorreu para a liderança do Partido Socialista PASOK em 2007 e que ainda está a agradecer os Deuses do Olimpo por não ter ganho, ocupou vários cargos governamentais na administração socialista desde meados dos anos noventa, incluindo o do Porta-voz do Governo, Ministro da Justiça, Ministro do Desenvolvimento, Ministro da Defesa e agora, como vimos, será Ministro das Finanças. 

16 junho 2011

O botão vermelho



Leo Panetta, candidato Director da CIA, fala aos Senadores que estão prestes a confirmar a sua nominação para o cargo:
A próxima grande batalha que irão enfrentar os Estados Unidos provavelmente será uma guerra cibernética.
A próxima Pearl Harbor será um ataque cibernético que colocará a rede elétrica americana de joelhos assim como a sua segurança e o sistema financeiro.
Uh? Existe um botão vermelho com escrito "Atenção: não carregar! Isso destrói a rede electríca do País mais a segurança e já que estamos a falar disso também o sistema financeiro"?

Conclui Panetta:
Vamos tomar medidas defensivas e medidas agressivas para resolver este problema

Interessante. Porque não é a primeira vez que o novo Director da CIA encara o assunto.
No passado mês de Maio, no Pentagono, tinha afirmado:
Qualquer ataque cibernético duma nação adversária, prejudicial para as infra-estruturas vitais dos Estados Unidos ou para a sua capacidade militar, poderia ser considerado um acto de guerra.

Henry Kissinger, um que diz sempre muito menos daquilo que sabe:
Os Estados Unidos e a China devem chegar a um acordo para limitar o alto nível de espionagem e de ataques cibernéticos.
Outra vez: interessante.

E porque não falar doWall Street Journal?
O simpático diário acaba de revelar a existência dum documento do Pentágono, não o público, que diz claramente que "uma operação de ciberespionagem poderia provocar uma resposta dos EUA em termos de bombas e balas".

0,1%

Boas notícias!
De vez em quando acontece.

A boa notícia é a seguinte: estamos mais ricos!

Ok, não todos. Alguns. Poucos. Mas poucos mesmo.
Mas que importa? Afinal sempre de maior riqueza falamos.


0,1%

The Wall Street Journal informa que 0,1 por cento da população mundial (ou seja, as pessoas mais ricas do mundo) possuem 22% da riqueza do planeta e que o número de super-ricos está em crescimento.

Visto? Cada vez mais ricos.

Segundo o diário, no ano passado, durante uma das fases mais agudas da crise, o número de pessoas ricas aumentou 12,2%.
E depois dizem que as crises fazem mal.

Outro facto: os cinco maiores bancos dos Estados Unidos (Bank of America, JP Morgan, Citibank, HSBC e Goldman Sachs) no final de 2010 originaram lucros por mais de 19 mil milhões de Dólares.
Por isso: crises? Que venham elas.

Morte dum País

O que se passa com a imprensa de regime é espantoso.

Pegamos nos principais diários de língua portuguesa: notícias acerca da situação na Grécia?

Porque o leitor pode não saber, mas ontem foi um dia para ser lembrado em Atenas e arredores.

Estadão:
Ex-jogador Edmundo é preso em um flat na capital paulista

Uma notícia importante, até é a notícia logo abaixo do título. Meus senhores, é Edmundo, não um Zé Ninguém qualquer.

Afeganistão é o país mais perigoso para mulheres, mostra estudo
Por isso as leitoras já sabem: nada de férias em Kabul neste Verão. Para os homens nenhum problema.

Xeque egípcio substitui Bin Laden no comando da Al-Qaeda
Com certeza.

Autocrítica e Suspeitas

O bom Max estava a passear alegremente pela net, à procura de algo acerca do Neuromarketing (culpa de Saraiva), quando de repente encontrou algo acerca do qual reflectir.

O que já não é bom, pois pensar e reflectir podem conduzir o Homem à perdição.
Além de implicar um esforço cada vez mais doloroso.

Todavia o que encontrei obriga a parar e perguntar: o que estamos a fazer?

Informação Incorrecta tem pouco mais de um ano e é apenas um entre dezenas, talvez centenas de milhares de blogues em Português. Nem falamos dos blogues de todo o Mundo.

Somos muitos, mas a pergunta continua: o que estamos a fazer? Informação? Contra-informação? Divulgação? Ou quê?
E os leitores: qual o papel deles? O que sobra após ter lido um post?

Dúvidas existenciais. Mas obrigatórias. Porque fazer (ou tentar fazer) contra-informação para depois descobrir que somos parte da mesma vaga mainstream da qual tentamos destacar-nos, bom, não seria o máximo, pois não? E o risco é mesmo este: obter os mesmos resultados dos canais de informação "oficiais".

Parece estranho. Mas vamos ler este artigo.

15 junho 2011

De Deus e dos Homos



Meus amigos, vamos tratar dum assunto importante.

Todos os assuntos são importantes. É que não sabia como iniciar o artigo, então pensei que definir este como "importante" fosse uma boa maneira para destacar a questão.

Poderia ter dito: "Já conhecem a história do macaco e do Homem?". Mas assim não teria ficado engraçado, pois mais parece o começo duma anedota. Que também pode ser importante, pois traz alegria. Então qual a diferença entre uma anedota e o assunto que vamos tratar?

Boa pergunta. Se calhar vou fazer outro post: "A anedota, o macaco e o Homem".

Sim, já percebi, o leitor está a tentar confundir-me com todas estas histórias: homens, macacos, anedotas...mas eu insisto: vamos tratar do assunto.
Porque é importante.

The Thainer enviou-me um e-mail bem interessante.
A propósito: aconselho dar uma vista de olhos no Canal YouTube de The Thainer, pois tem coisas mesmo bonitas, coisas que ajudam a reflectir. E não é pouco.

O mail de The Thainer consta essencialmente dum vídeo. Um vídeo com o qual não concordo, mas que tem algumas partes interessantes: mais ou menos os primeiros dois minutos, depois é como entrar numa igreja.

Eis o vídeo:

Fantahistória - Parte I

O Velho estava aborrecido.
Não que os planos não funcionassem. Tudo funcionava quando o Velho puxava os cordéis. Sempre funcionava.
Só que desta vez as coisas avançavam de forma lenta. E o Velho não gostava da esperar.
Tudo, sempre e já.

- Então, qual o problema desta vez? Dinheiro? É isso que querem?
- Não, não Meu Senhor, não é o dinheiro. Temos com fartura disso, não...
- Então, é o quê? Eh?
- Imprevistos.
- "Imprevistos"? Devem estar a gozar comigo. Só podem.
- Não, não, desculpe Meu Senhor, nunca um pensamento deste...
- Sim, já sei, parem com esta treta. Factos, quero factos. O que está a correr mal?
- A China, Meu Senhor, a China é...
- A China o quê? A China o quê? Eh?

O Velho tinha mudado de cor. Uma nuance quase impercetível mas que os Mordomos tinham aprendido a reconhecer. E depressa, pois era a cor da tempestade.

9/11: Steve Pieczenik


Steve Pieczenik é um individuo bem estranho. Oficialmente é um psiquiatra americano, nascido em Cuba. Mas o curriculum dele é...estranho.

Formado na Universidade de Harvard em Psiquiatria e em Relações Internacionais no MIT, Pieczenik foi Secretário de Estado Adjunto sob Henry Kissinger, Cyrus Vance e James Baker.

Serviu as administrações presidenciais de Gerald Ford , Jimmy Carter , Ronald Reagan e George HW Bush, na qualidade de Secretário Adjunto.

Em 1974, juntou-se ao Departamento de Estado como um consultor para a Prevenção do Terrorismo. Como especialista nos casos de reféns, participou nas negociações e nas investigações no caso do voo 355 da TWA (1976), no sequestro do filho do Presidente de Chipre (1977), no caso Moro (1978), no caso dos reféns americanos no Irão (1979).

Já em 1978 tinha alcançado um status único: psiquiatra e cientista político do Departamento de Estado dos EUA, cujas credenciais e experiências são únicas entre os funcionários para lidar com situações de terrorismo.

Em Setembro de 1978, durante os Acordos de Camp David, Pieczenik estava ai, em incógnito.

É também escritor, músico e membro do Council on Foreign Relations 

A lista poderia continuar, mas uma coisa parece já clara: Pieczenik é uma das eminencias pardas de Washington.

Mas afinal, porque interessa tanto este Steve Pieczenik?

Fukushima: fusão de parasitas no sushi

Fukushima...onde é que já ouvimos isso?
Deve ser no Japão, mas foi há muito tempo, já não se encontra nada nos jornais.

As centrais, pois é, as centrais nucleares.
Aconteceu alguma coisa na central de Fukushima. Uma greve? "Greve" ou grave"?

De certeza não foi nada de preocupante, caso contrário o assunto seria falado ainda hoje. Por isso vamos ler, mas sem histerismos, pois não é o caso.

Melt-through

E as últimas notícias são tranquilizadoras.
O combustível nuclear fundiu, agora é oficial. Não só, mas já saiu do contentor principal, o vessel.

Uma boa notícia, como afirmado, pois isso facilita as operações de limpeza. Em vez de retirar o núcleo a partir deste vessel, o núcleo fundido está mesmo aí, perto da entrada. Fica tudo mais simples. 

Entretanto há uma fuga de petróleo. Um dos reactores de Fukushima perdeu o "ouro negro".
Notícia má? Nem por isso.

Em primeiro lugar porque a Tepco, a empresa privada que gere as centrais, já afirmou que o petróleo em questão não é raioactivo. E ninguém pode pôr em causa as declarações duma empresa estimada e que tanto bem fez, tal como a Tepco.

A Monsanto e o melão atrasado

Só como curiosidade: a Monsanto brevetou um melão.

"Boh", pode pensar o leitor, "Qual o problema? Será uma daquelas coisas modificadas geneticamente e que de melão tem apenas o nome".

É mesmo este o problema: o melão é absolutamente normal, não foi modificado, a não ser com as técnicas convencionais. Aquelas, para entender, que desde sempre o Homem utiliza para refinar os produtos da terra.

Mas como é possível? Não existem normas que proíbem a patente de seres viventes (animais e plantas) não modificados geneticamente? Existem, na Europa existem. Mas a Europa concedeu a patente na mesma.

O melão em questão é uma variedade selvática que tem uma propriedade: é resistente ao vírus típico das plantações das Cucurbitacee (a mesma família do melão, da abóbora, da melancia, do pepino). Este melão tinha sido descoberto por parte duma empresa holandesa, a DeRuiter.

Sucessivamente a DeRuiter foi adquirida pela Monsanto, a qual pediu a patente para a planta e as sementes. A União Europeia num primeiro momento (Dezembro de 2010) tinha respondido: Não! E que raio, o melão é sempre um ser vivo.

14 junho 2011

Entre Zombie e Estrelas

Ok, ok, tudo bem: este não é um blog catastrofista, não é costume tratar de assuntos como este.

Mas temos de ser honestos: não é tão normal que a Nasa prepare um kit de emergência para os empregados e as famílias deles, não é?

E se o leitor acabou de imaginar planetas malignos (Nibiru!) que colidem com a nossa pobre Terra ou alienígenas (Annunaki!) que querem destruir o nosso carro com uma pistola laser...então pare.
E pense.

Pois pode haver emergências muito menos "celestiais" e muito mas terrenas. E este cenário pode até ser pior do que uma invasão espacial.
Pior?
Sim, pior.

Na página Headquarters Emergency Operations da Agência Espacial Americana é possível ver um vídeo de Charles F. Bolden Jr., ex astronauta e actual Administrador da Nasa. O vídeo, muito simples, explica a razão de fundo do Plano de Emergência: estar preparados.
Mas preparados para quê? Tudo: furacões, terrorismo, porque, afirma Bolden:
I have concerne that our rights now is not as good as it ought to be
Literalmente: estou preocupado com o facto dos nossos direitos agora não estarem tão bem como deveriam estar.

Eh? De que está a falar o chefe da Nasa, uma agência que em princípio deveria ocupar-se de estrelas e afins?

Bah, vamos em frente.

A Tempestade Perfeita de Roubini

Mini-férias acabadas?
Então voltamos ao trabalho.
Com Nouriel Roubini.

Os leitores aficionados conhecem Roubini: o economista foi um dos poucos que previu a crise começada em 2008. E agora volta a falar do futuro. Neste vídeo:






Assim, Roubini individua 4 pontos perfeitos que formam esta possível "tempestade perfeita":
  • o deficit orçamental dos Estados Unidos
  • o abrandamento do crescimento da economia chinesa
  • a reestruturação da dívida da Europa
  • a inércia da economia do Japão

São todos elementos bem conhecidos.
E o que preocupa é mesmo isso: com a única excepção do abrandamento económico a China (a verdadeira novidade das últimas semanas), os outros são factores acerca dos quais os leitores deste blog já leram tudo e mais alguma coisa.

E, apesar disso, são problemas que ainda parecem não ter solução: arrastam-se há meses (mas seria mais correcto falar em anos), sem que sejam tomadas iniciativas resolutórias.

11 junho 2011

A menina que calou o Mundo

Brilde...Blinder...Bdiler...Bilderberg, isso.

Eis a lista dos participantes na última reunião do grupo Bilderberg. A lista de quem admitiu ter participado, óbvio. Outros preferiram não falar. Como Bill Gates.

Este ano, lembramos, única data em St.Moritz, Suíça.

Eu continuo a achar a comitiva Bilderberg um óptimo chamariz e nada mais.
Sim, são tratados assuntos importantes, não há dúvida: economia, geopolítica, e tudo o resto.
Mas as decisões importantes não são tomadas aqui.
Não são estes os Senhores do Planeta.
Estes são os mordomos.

Todavia, este simpático grupo tem um mérito: lembra qual o grau de verdadeira importância dos vários candidatos locais. Que não são o problema principal, nunca foram, pois a autonomia deles é bastante limitada.

Se querem entender o Mundo, esqueçam a Política e comecem a seguir as pistas da Economia.

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