30 novembro 2011

O cérebro doente

Sabem quantas pessoas com Alzheimer existem na França? Um milhão.
"Normal", pode pensar o Leitor, "também o Presidente deles não batem muito bem de cabeça".

Verdade. Mas aqui falamos duma doença diferente, algo de terrível que ataca as faculdades mentais dum indivíduo. Como Sarkozy, mas de forma mais triste.

Um milhão de pessoas com a doença de Alzheimer é muito. Num País com 65 milhões de habitantes significa que uma pessoa em cada 65 é afecto por esta doença. Muito mesmo. Talvez seria o caso de falar em pandemia neurológica, cujas vítimas são cada vez mais jovens. Mas as autoridade preferem olhar de lado.
Como explicam Marie Grosman, cientista, e Roger Lenglet, filósofo.

O nascimento duma ditadura

Há luz no fim do túnel. Deve ser a Europa que queima.
Sim, vamos falar da Grande Doente: a Zona Neuro.

Moody´s ameaça cortar o rating dos Países da União.
Quais? Todos, duma só vez.

Faz sentido: basta com os cortes "gota a gota", bem melhor um corte único e abrangente. Poupa-se tempo.
Diz a agência:
A Zona Euro está a aproximar-se de uma encruzilhada, entre mais integração ou maior fragmentação.
E Moody's que contribuir a desvendar as dúvidas acerca da direcção. Resta saber se o Dólar realmente ficaria avantajado no médio e longo prazo com a desintegração do Euro. Mas aqui o discurso é mais complicado.

E acerca da Europa, eis uma entrevista com Nigel Farage.

Árduer e Sóftuer

Aqui está.

Do profundo do abismo, o heróico computador disse "Biiiiip" e ganhou vida. Ainda uma vez as forças do Mal tinham sido derrotadas. Claro, ficaram as cicatrizes da batalha, entre as quais um teclado novo que parece ter sido projectado por seres com bracinhos de 12 centímetros e 4 dedos no total, mas tudo bem, nada que não se possa resolver.

Foi um problema de árduer e não de sóftuer. Aprenda o Leitor: quando o computador cheirar a frango assado, pode ter a certeza de que algo se passa. Mas antes de retomar o normal percurso do blog, gostava de comentar as palavras de Pedro H.:
Prezado Max, penso que entende algo acerca de computadores, e se não usa ainda, fica aqui a sugestão para que comece a usar o S.O. Ubuntu, baseado em Linux, nunca mais irá sofrer de males a não ser os de normal deterioração do hardware, e o custo é zero.
O sistema é rápido leve e estável, e vem com todos os programas de uso comum, sendo que caso não encontre algo o próprio sistema sai em busca e lhe fornece.
Justo, faz todo o sentido.
Curiosidade: abro Google Analytic para ver qual a situação.

29 novembro 2011

Aviso de doença


Lamentamos informar os prezados Leitores que o computador encontra-se num estado de profundo sofrimento, pelo que as transmissões poderão retomar apenas no dia de amanhã.

Pedimos desculpa pelo inconveniente, seremos breves, rezem muito.

A gerência.

28 novembro 2011

Síria: os mísseis da Rússia

A Rússia observa com preocupação a situação na Síria..
Observa? Não só.

Seis navios de Moscovo entraram nas águas da Síria ao longo dos últimos dias. Transportam técnicos russos que servirão para a instalação do sofisticado sistema de defesa adquirido por Damasco.

Segundo o diário londrino em língua árabe Al Quds Al-Arabi do passado 24 de Novembro, o sistema utiliza os mísseis terra-ar S-300, concebidos para a defesa contra ataques aéreos e de mísseis inimigos.

O sistema é considerados como um dos mais potentes, capaz de monitorizar 100 alvos por vez e de enfrentar 12 deles ao mesmo tempo. Com boa paz das possíveis "no fly zone".

Síria: direitos humanos e outras parvoíces

O próximo objectivo é já noto: a Síria.
Não e difícil perceber isso.

Um claro sintoma é a actividade das associações de defesa dos direitos humanos, atrás das quais fica escondida a campanha mediática em favor duma intervenção "humanitária". É o mesmo roteiro já seguido no caso da Líbia, com os resultados que conhecemos.

Por exemplo: o Syrian Obeservatory for Human Rights (Sohr), um alegado centro para a defesa dos direitos humanos. No passado mês de Agosto, Sohr denunciou via CNN que Assad tinha ordenado de desligar a energia eléctrica na cidade de Hama, provocando a morte de diversos recém-nascidos nas incubadoras.

25 novembro 2011

O Financial Times sabe

O banco Snoras AB foi fundado em 1992 e cedo conseguiu distinguir-se no próprio sector: em 2008 tinha adquirido quase 30% da casa automobilística holandesa Spyker e em 2010 tornou-se sponsor da Renault Fórmula 1.

O mensal The Banker, publicação do Financial Times, nomeou Snoras AB o melhor banco da Lituânia. Porque o Financial Times destas coisas percebe.

No passado ai 24 de Novembro (ontem) Snoras AB faliu.
Os magistrados lituanos emitiram uma ordem de prisão contra Vladimir Antonov e Raimondas Baranauskas, os maiores accionistas da instituição (82% das acções no total). Acusação: apropriação indevida, falsificação de documentos, fraude contabilística e abuso de poder.

E os clientes do bancos? Ehhhhh...azar.
O banco não tem o dinheiro para pagar clientes e credores: os correntistas podem retirar 50 Lati por dia até o fim da semana. Mais ou menos 95 Dólares.

Longa filas na frente da instituição, todos os cidadãos tentam recuperar quanto mais possível. Porque por enquanto há ainda dinheiro, depois não se sabe.

Porque no Financial Times destas coisas percebem.


Ipse dixit.

Fonte: Bloomberg

As greves de Pequim

Então parece mesmo verdade. Não era uma mera impressão, algo está a acontecer: será temporário ou algo mais do que isso?

Mas ainda mais importante: estamos a falar de quê?
Da China, meus Senhores, da China.

Habituados a considerar Pequim como a capital dum monstro industrial que produz enquanto o resto do planeta fixa o umbigo, com produtos Made in China presentes em qualquer casa, a ideia de que algo possa mudar faz uma certa impressão.

Mas está a mudar de facto.

Tomatoland

Leram o comentário de Maria acerca dos pesticidas e das malformações das crianças?

Este artigo fala sempre de América, só que desta vez é o Norte.
Mudam as latitudes, não os efeitos.

 Os três filhos

Cabines Tower é um campo de trabalho composto por cerca de trinta cabanas e um algumas caravanas em ruínas, mantidas juntas por uma cerca de madeira sem pintura perto de Immokalee, no coração das grandes plantações de tomate no Sul-Este da Florida.

A comunidade de trabalhadores migrantes é desanimadora, mas pouco antes do Natal há alguns anos teve que ser feliz. Três mulheres, todas vizinhas, estavam prestes a dar à luz a uma curta distância umas das outras, num período de sete semanas.

A primeira criança, filha de Abraham Candelario, 20 anos, e da esposa Francisca Herrera, 19 anos, chegou no dia 17 de Dezembro. Tem o nome de Carlos. Carlitos, como é chamado, nasce com uma rara forma de "síndrome de tetra-amelia", que provoca a perda de ambos os braços e das pernas.

Três pontos da Rússia

Primeiro ponto.

No dia  8 de Novembro era inaugurado o North Stream, o gasoduto que transporta o gás russo directamente no coração da Europa para aquecer as frias casa da Alemanha.

O North Stream é um projecto importante porque foi planeado de forma  a evitar os Países da Europa Oriental: parte da Rússia, entra no Mar Báltico, chega na Europa Ocidental.

Desta forma, a Rússia não depende dos eventuais mudanças de regime nos Países do ex-bloco soviético, alvo de cada vez mais suspeitas revoluções coloridas, e segura o mercado mais rico.

24 novembro 2011

Greve geral: actualização

Dia de greve em Portugal, guerra dos números.

Segundo o governo a adesão foi de 10.48%. Uma estimativa simplesmente ridícula, até hilariante. E isso depois que até o Primeiro Ministro, Pedro Olha o Coelho Que Voa, ter assumido que a greve iria ter "forte adesão".

Evidentemente os trabalhadores arrependeram-se e decidiram ir todos ao trabalho.
Deve ser por isso que em Almada não há autocarros, metros, recolha de lixo, serviços públicos...

Mas o melhor ainda tinha que vir:
De acordo com a informação disponível na página da Direcção-Geral da Administração e do Emprego Público (DGAEP), às 11:30, de um total de 355.305 trabalhadores, 12.800 estavam em greve.
355.305 funcionários públicos? Mas não eram mais de 600 mil? Será que o governo despediu 300.000 trabalhadores ao longo da noite sem avisar ninguém?

O Maior Crime - Parte I

Advertência

Esta é uma investigação de rigor científico que usufruiu dos aconselhamentos de doze economistas universitários internacionais. Os nomes deles, as notas e as biografias que comprovam a seriedade deste trabalho são listados no final do documento. Mas foi escrito num estilo narrativo para que qualquer pessoa possa lê-lo e divulgá-lo.

Nota do Tradutor

Com poucas excepções, foi sempre mantida a formatação do Autor.
O frontispício, o sumário e as notas serão publicados após a tradução do trabalho estar completa.

*******


"As elites sabiam que os Estados com moeda soberana poderiam ter criado a plena ocupação sem problemas, em todo o mundo, mas isso teria retirado o poder delas. Tínhamos que sofrer".


Eis o Maior Crime.

É simples de perceber. Houve um dia há não muitos anos atrás em que, após séculos de sangue derramado e de enorme empenho intelectual, os Estados abraçaram duas coisas: a democracia e a própria soberania monetária. Uma união única na História, nunca antes existida. Significava o seguinte: pela primeira vez desde sempre, nós, todos nós, poderíamos adquirir o controle da riqueza comum e ficar bem, em sociedades benéficas e prósperas. Mas isso não agradou a alguém, e foi o fim daquele sonho ainda antes deste tornar-se realidade.

O presente trabalho fala do Maior Crime no Ocidente desde o segundo Pós-Guerra até hoje. Milhões de seres humanos e ao longo de gerações foram feitos sofrer e ainda sofrerão por nada. Os pormenores e a amplitude do sofrimento deles são impossíveis de ser traduzidos em palavras. Sofreram e sofrerão por uma decisão que foi tomada numa mesa por poucos criminosos sem escrúpulos, assistidos pelos assassinos intelectuais deles e pelos políticos. Eles estão a trabalhar agora, enquanto vocês lêem, e a desapropriação das nossas vidas está a intensificar-se dia após dia, ano após ano.

A operação deles em escala global é definida para os fins do presente trabalho como "O Plano" Neoclássico, Neomercantil e Neoliberal. Acerca da identidade deles vou falar em breve, mas por enquanto posso dizer que estamos a tratar dos líderes das maiores instituições financeiras do mundo e das corporações de tamanho multinacional deles, acompanhados por uma multidão de fieis pensadores económicos e tecnocratas. Os políticos, obedientes, muitas vezes seguem arrastados. Às vezes é possível ouvi-los ser chamados de "investidores internacionais" que reúnem-se nalguns clubes exclusivos como a Comissão Trilateral, o Bildeberg, o World Economic Forum de Davos, o Aspen Institute e outros. São aqueles que o semanário The Economist recentemente definiu "Os Globocratas".

Mas antes de observá-los em pormenor, com as organizações deles, os patrocinadores e os aspectos do plano decenal, gostaria de oferecer ao leitor uma ideia mais precisa do prejuízo que eles infligiram (e ainda infligem) para milhões de seres humanos aqui, no mundo ocidental. Deixem-me dizer simplesmente que pelo menos ao longo dos últimos 40 anos o plano deles foi a causa dos seguintes fenómenos (apenas para citar alguns):
  • uma grande parte do desemprego e sub-emprego que conhecemos - mantidos em vida sem que houvesse um motivo real, com as devastações sociais que implicaram;
  • a perene falta de fundo para o Estado Social, isso é, a assistência sanitária, as reformas mínimas e muito mais - com a enorme expansão dos níveis de pobreza urbana e os milhares de mortos precoces que tivemos de sofrer;
  • a discriminação no acesso à melhor instrução, onde apenas os privilegiados gozaram de verdadeiras oportunidades - com milhões de nossos jovens entregues a um futuro menor e a uma vida de frustrações;
  • a erosão dos direitos dos trabalhadores e do poder contractual sindical até níveis que poucos anos atrás teriam parecido inimagináveis - o que levou até a actual corrida para a descida dos ordenados perante uma exploração cada vez maior no lugar de trabalho, tudo isso piorado pela deslocalização da ocupação para Países estrangeiros;
  • os dramas das gerações idosas, que foram pintadas como bodes expiatórios pela Histeria do Deficit que atropelou as nossas nações - o que fez que milhões de reformados hoje se sintam responsáveis pela carência de meios financeiros disponíveis para os jovens;
  • a impotência na qual foram arrastados os Estados, aos quais foi subtraída a soberania monetária e legislativa, à qual podemos acrescentar a marginalização da cidadania. Tudo pensado para impedir à maioria dos cidadãos beneficiar dos legítimos poderes do Estado para criar riqueza para eles - as trágicas consequências disso e o inacreditável sucesso desta parte do plano Neoclássico, Neomercantil e Neoliberal ficarão mais claras adiante;
  • as privatizações selvagens, tornadas uma religião económica inatacável, que entregou aos investidores internacionais enormes fatias de bens públicos com preços de saldo - e que entregou também inteiros povos nas mãos de fornecedores de serviços essenciais à procura de lucros, com consequências muitas vezes desastrosas para o tecido social;
  • a enorme expansão dum sector financeiro perigosamente sub-regulamentado que hoje tem o poder de criar devastações em qualquer Estado, burlando milhões de pessoas e especulando com as crises económicas criadas de propósito
  • a actual crise financeira e económica mundial, que está a infligir imensos danos a pequenas e médias empresas, e de consequência a inteiras economias nacionais com massas de trabalhadores em risco, ou até já totalmente arruinados.

Quanto acima descrito materializou-se num projecto de proporções históricas como poucos antes, arquitectado com um emprego de meios impressionante, quase impossível de conceber por uma mente comum, e com uma finalidade que pára a respiração só ao considera-la: 

A destruição dos Estados com despesa soberana, das leis, das classes trabalhadoras e de qualquer rebento sobrevivente de democracia participativa em todo o Ocidente, para lucro.

Foi literalmente planeado e conseguiram. Os sindicatos nunca entenderam nada, ainda piores os trabalhadores.

A um nível pessoal, estamos a falar de milhões de vidas, sonhos, esperanças castrados ou destruídos de todo para sempre, aqui, no mundo ocidental. Mas desejamos esclarecer desde já com os leitores que esta não é uma teoria da conspiração. Pelo contrário, os traços mais genéricos deste crime foram objecto ao longo de décadas de livros e debates por parte de intelectuais, activistas e movimentos sortidos. O que nunca foi revelado é o seguinte:
  1. QUE O ACTUAL E APARENTEMENTE INCONTRASTÁVEL PODER DOS "GLOBOCRATAS", E O IMENSO SOFRIMENTO PROVOCADO, SÃO O FRUTO DUMA ESTRATÉGIA DE 75 ANOS, COORDENADA, ESTRUTURAL, E SUSTENTADA COM UMA IDEOLOGIA ECONÓMICA PRECISA. E QUE NÃO SÃO, COMO MUITAS VEZES DECLARADO, UMA ABERRAÇÃO DO CAPITALISMO.
  2. QUE EXISTE UMA DOUTRINA E FILOSOFIA ECONÓMICA QUE PODERIAM TER EVITADO, E AINDA HOJE PODERIAM EVITAR, TODO AQUELE SOFRIMENTO, QUE É PELO CONTRÁRIO APRESENTADO PELA PROPAGANDA COMO O RESULTADO DUMA AZARADA NECESSIDADE DERIVADA DA CRISE GLOBAL. NÃO, NUNCA FOI ISSO, PELO MENOS NOS ÚLTIMOS 40 ANOS. A VERSÃO MODERNA DAQUELA DOUTRINA E FILOSOFIA ECONÓMICA TEM O NOME DE MODERN MONEY THEORY (pormenores mais adiante).
  3. QUE  FOI EXACTAMENTE PARA DESACTIVAR AQUELA DOUTRINA E FILOSOFIA ECONÓMICA QUE AS ELITES NEOCLÁSSICAS, NEOMERCANTIS E NEOLIBERAIS LUTARAM AO LONGO DE DÉCADAS, INFILTRANDO A POLITICA, AS UNIVERSIDADES E OS MEDIA.
  4. QUE O QUE FOI AGREDIDO E TALVEZ ATINGIDO MORTALMENTE FOI A ESSÊNCIA DA DEMOCRACIA, DEFINIDA COMO A EXISTÊNCIA DE ESTADOS SOBERANOS QUE UTILIZAM O PRÓPRIO PODER PARA CRIAR RIQUEZA EM PROL DOS CIDADÃOS.
  5. QUE AS MENTES DESTE PLANO CRIMINOSO ESTÃO MESMO AGORA A EMPURRAR AS NOSSAS SOCIEDADES E ECONOMIAS À BEIRA DO PRECIPÍCIO POR MERAS RAZÕES DE LUCRO, COM CONSEQUÊNCIAS DRAMÁTICAS. TÊM DE SER PARADOS COM UM ESFORÇO PARA ALERTAR O PÚBLICO, QUE TERÁ DE EXIGIR EXPLICAÇÕES AOS POLÍTICOS.
O que segue é um tratado acerca dum plano que parou mais de duzentos anos de progressos democráticos e sociais no ocidente e que abriu as portas ao regresso dum poder quase absoluto das elites financeiras e grandes empresários. Ignorar o plano Neoclássico, Neomercantil e Neoliberal significa em primeiro lugar não entender a realidade ocidental contemporânea. Significa não entender nada do que guia a mão dos governos, italiano incluído, totalmente reféns das elites. Significa, por fim, não poder fazer nada para combater as escandalosas injustiças diárias, mas sobretudo auto-condenar-nos a décadas de ulteriores sofrimentos na vida real de milhões de famílias.

52 mil biliões. E o Japão?

As dividas públicas mundiais totalizam 52 mil biliões de Dólares, 50% mais do que em 2007.
É este um estudo realizado pelo diário económico Il Sole 24 Ore em colaboração com a agência internacional Moody's.

Boa parte da dívida (84%) fica localizada nos Países industrializados, Mas não faltam surpresas.
Vamos ler os dados? Olha, boa ideia: vamos.

 (Clicar para magicamente aumentar)

Como sempre, vale a pena evidenciar a posição do Japão: 233,1% de rácio Dívida/PIL. Maior do que Portugal, Estados Unidos ou até da Grécia.

Segundo os teoremas em circulação, o Japão deveria estar de rastos, mas não está, longe disso: paga juros de 0,95 sobre os Títulos decenais.
Porquê será?

Talvez porque:
1. o Japão é dono da sua própria moeda
2. a maior parte da dívida é detida pelo cidadãos e não por bancos estrangeiros.

O que demonstra, mais uma vez, como a dívida não seja o verdadeiro problema.
Caso ainda haja dúvidas.


Ipse dixit.

Fontes: Il Sole 24 Ore

Obama e os perus

Obama perdoa perus
A tradição voltou a repetir-se na Casa Branca. O Presidente norte-americano, Barack Obama, perdoou dois perus antes do Dia de Acção de Graças, que se assinala amanhã.
No feriado, estas aves costumam ser o principal ingrediente no menu dos norte-americanos. Mas 'Liberdade', de 20 quilos, e 'Paz' foram salvos desse destino, indo passar o resto dos seus dias na propriedade de George Washington, em Mount Vernon (Virgínia).
A acompanhar o Presidente na cerimónia de perdão no Pórtico Norte da Casa Branca, estavam as filhas Malia, de 13 anos, e Sasha, de 10 anos.

Greve geral

Hoje dia de greve geral em Portugal.

O Público, cada vez mais parecido com O Globo:
  • Greve geral arrancou no Porto a meio gás
  • Uma greve geral muda alguma coisa?
  • Governo divulga quinta-feira números sobre adesão

23 novembro 2011

Egipto: gás, petróleo e papiros

Mas porque um ou mais Países estrangeiros (um palpite: Estados Unidos?) deveriam estar interessados na política interna do Egipto?

Será por causa das Pirâmides? Talvez seja isso.
Aliás, deve ser por isso, porque não é que o Egipto possa oferecer muito mais.

Que dizer, haveria o petróleo. Mas não é este o verdadeiro objectivo: Kioto, aquecimento global, os limites das emissões, o carro eléctrico (o Graal!!!)...nesta altura o Ocidente nem saberia o que fazer com o petróleo.
E o gás? Não, o gás cheira mal, está fora de questão.

Curioso.
Curioso porque apesar de tudo no Egipto continuam a procurar o ouro negro e o ouro "volátil". Um novo campo de gás foi encontrado acidentalmente no Delta do Nilo (Salmon) pela BP e a Eni Egipto, 50 km a norte de Damietta. BP e ENI estavam à procura de antigos papiros manuscriptos quando de repente, olha só, gás.

Na praça Tahrir matam-se coma Primavera Árabe e não muito longe fazem buracos para encontrar gás. E os observadores internacionais agora estão preocupados: como é possível procurar papiros num País onde as pessoas passam o tempo a matar-se?
O que é verdade. No mínimo incomoda.

Egipto: Praça Tahrir, mais uma vez

O que acontece no Egipto?
O mau Mubarak não tinha sido derrotado e com ele o regime sangrento?
Mas não tinha chegado a Democracia?

Talvez o problema seja mesmo este: a Democracia chegou.

Tínhamos deixado o Egipto após a vitória dos rebeldes, ou melhor, do "povo". E agora outra vez nas ruas, com mortos, feridos choques entre autoridades e demonstrantes.

Após a queda do regime, o poder passou para as mãos do militares, cujo chefes eram (e ainda são) em boa parte homens nomeado por Mubarak. Referendo, projecto para uma nova república, governo provisório.

Só que depois a passagem entre "velho" e "novo" ficou quase parada.
As leis de emergência não foram removidas.
As forças armadas cometeram abusos.
No topo continuavam homens de Mubarak.
E muito mais.

OGM: uma opinião pessoal

Uma "opinião pessoal"? E de quem?
Minha!
Que originalidade...

Diz Burgos: "Transgénicos argentinos".
Digo eu: "OGM? Todos gostam do OGM".
E não é uma brincadeira.

Todos os Leitores gostam de Organismos Geneticamente Modificados. Ao ponto que se fossem retirados do mercado, ficariam muito zangados. Os Leitores, não os OGM.

O trigo é um OGM. Não o trigo saído dos laboratórios, mas o trigo "normal", o que os nossos antepassados cultivaram ao longo de séculos. De facto o trigo original era bem diferente daquele que depois ficou como uma das bases da nossa alimentação. Ao longo de gerações, os agricultores conseguiram melhorar a planta, até a forma que todos conhecemos.

Todos os cães são OGM. Do lobo, o homem conseguiu obter um companheiro um pouco mais civilizado, até as raças de exposição, os mais OGM de todos os cães.

Todas as mulas são OGM, tendo 31 cromossomas do burro e 32 da égua. As mulas não existem em Natureza, são um produto OGM por excelência.

E os exemplos poderiam continuar.
Faz uma certa impressão considerar OGM coisas tão comuns e "naturais" como o trigo, os cães, as mulas...mas todos são Organismo Geneticamente Modificados e não há como contornar a coisa. Os seres transgénicos modificados pelo Homem têm uma história milenária.

Aviso aos navegantes

Pessoal, é assim.

Leram "As coisas que este cão sabe"? Alguém leu, pelo menos é disso que conseguiram convencer-me.
E como escrevi, as conversas entre Leo, o Mestre Chiuhahua e Max eram a adaptação duma obra do jornalista Paolo Barnard. Uma obra mais complexa do que as conversas "caninas", com tanto de parte técnica e colaboração de professores universitários.

Paolo Barnard disponibiliza a obra no site dele, em versão integral, para que seja possível não apenas ler mas difundi-la. Problema: está em língua italiana.

Como acho ser um um trabalho importante, que fornece uma interpretação no mínimo interessante dos actuais acontecimentos, decidi traduzi-la e publica-la aqui no blog.

Obviamente, não tudo duma vez só: são mais de 80 páginas, o que leva o seu tempo. Além disso, desejo que a tradução seja mais cuidadosa do que é o standard dos post de Informação Incorrecta. Isso porque, se alguém no final assim desejar, será possível copia-la, republica-la e difundi-la.

Com os créditos do autor e do tradutor, isso fica implícito.
A propósito: já avisei Barnard, o qual respondeu para dizer de proceder.

Por isso, de vez em quando aparecerá no blog uma parte de "O maior crime". É sem dúvida mais pesado do que as conversas caninas, mas sendo escrito em forma de narração, lê-se.

No final da tradução (2024 ou primeiro semestre de 2025), todas as partes serão reunidas num só artigo que, talvez em formato Pdf, será possível baixar, emoldurar e pendurar por cima da mesa de cabeceira.

Bom, era só isso, não estranhem caso apareçam coisas tipo "O maior crime - Parte XXXVIII"...

E a tradução?
Que tradução? Quem falou em tradução?
Ah, a tradução das 80 páginas...epá, quanta pressa, mas acham que sou o quê, uma máquina?
Ingratos...


Ipse dixit.

22 novembro 2011

Vídeo gourmet

"Gatos"
Colecção privada de Leo

O exemplo da Argentina

O Leitor pensa que as receitas do FMI sejam a única possibilidade para sair da crise?
O Leitor pensa que declarar default ou não pagar a dívida significa a exclusão dos mercados?
O Leitor acha que a solução está num Estado mais pobre, nos cortes dos serviços sociais?
O Leitor pensa que certas coisas funcionam só na Islândia porque é pequena e tem vulcões?
O Leitor acha a recessão um mal necessário?
Mas porque o Leitor pensas coisas destas?

O Leitor pode ler o seguinte artigo.

No passado dia 23 de Outubro, a Presidente Cristina Fernandez ganhou as eleições na Argentina tendo recebido 54% dos votos, 37 pontos percentuais acima do adversário mais próximo.

A coligação dela também ganhou o Congresso Presidencial, o Senado e as Regiões, bem como 135 do 136 entre os maiores municípios de Buenos Aires.

Em nítido contraste com o simpático Barack Obama, que de acordo com as mais recentes pesquisas vê os candidatos republicanos avançar (apesar das gaffes destes) e parece destinado a perder o controle do Congresso em 2012, Cristina Fernandez ganha.

Dois Presidentes, dois destinos diferentes: porquê?

Os últimos dias do Euro

Algo vai acontecer na Zona Neuro ao longo dos próximos tempos. Tempos muito curtos.

Não é a afirmação dum blog à procura de notícias bombásticas, mas a análise dos homens do Credit Suisse. Gente séria, que não tem vontade de rir. Aliás, quando alguém do Credit começar a rir, logo é multado, mesmo que esteja fora de serviço. Não acaso são Suíços.

Os analistas afirmam que o Euro, tal como ficou conhecido, tem os dias contados. Não meses, mas dias mesmo. Isso não significa o fim do Euro, pelo que podem repor a garrafa de champanhe na prateleira. Significa o seguinte, segundo os homens que nunca riem:
Devem acontecer coisas extraordinárias, e possivelmente não além da metade de Janeiro, para impedir o fecho progressivo de todos os mercados dos Títulos de Estado da eurozona, com a possibilidade que na mesma altura haja ataques especulativos até contra os bancos mais fortes.
Mas porquê? Por causa do caos. A Zona Neuro tornou-se algo de esquizofrénico, com reuniões urgentes uma semana sim e a outra também, com escolhas cada vez apresentadas como "decisivas" que são a antecâmara de novas escolhas ainda mais decisivas, numa dança sem fim no horizonte.

Becerra: Brasil versão 2.0 da Espanha?

Niño Becerra? Uhhh, quanto tempo!

Encontrámos Becerra ainda no ano passado, quando o blog era um recém nascido. Na altura falava-se da crise dos subprimes e a maior preocupação na Europa era a Grécia.
Outros tempos.

Agora Becerra volta, mas desta vez para falar do Brasil. A seguir a entrevista do Estadão, que reporto na integra pois julgo ser bem interessante:
Como, depois de anos de euforia, a Espanha chegou a essa situação? A festa não era real?
A festa em todo o mundo tem sido uma ficção e ainda é uma ficção nos países onde continua. Quando a capacidade de endividamento se esgotou, o pagamento da dívida se tornou impossível.
Como o sr. explica que ninguém na classe política viu essa ameaça e a criação de bolhas?
Certamente sabiam. Mas tinham de ignorar essa possibilidade. O hiperendividamento era, desde o final dos anos 80, a única opção para crescer.

21 novembro 2011

Pacific Trash Vortex

E depois dizem que o Homem só é capaz de destruir.
Falso: sabe também construir. Por exemplo uma nova ilha no Oceano Pacífico. Toda feita de lixo. E já tem um nome: Pacific Trash Vortex.

Ok, ok, é uma exageração: na verdade não há uma ilha formada por lixo, mas é realidade o facto que se todo o lixo daquele oceano fosse reunido, nesta altura já atingiria um tamanho dobro dos Estados Unidos.
Nada mal.

E o Pacific Trash Vortex, este acumulo de resíduos plásticos que flutuam no Oceano Pacífico, está a crescer, constantemente. Com dezenas de milhões de toneladas de detritos que navegam alegremente entre as costas do Japão e dos EUA, é de facto o maior aterro sanitário do mundo.
De acordo com o oceanógrafo Marcus Eriksen, director de pesquisa da Algalita Marine Research Foundation, a extensão já atingiu "níveis alarmantes", provavelmente "o dobro dos Estados Unidos."

O terror das caixas do correio

Hoje os diários estão cheios de notícias interessantes.
Um curto elenco:

Espanha: olé
 
O Governo do socialista Zapatero, após ter posto as mãos nas carteiras dos Espanhóis e após meses de manifestações nas praças, acabou. Ontem as eleições e eis o vencedor: o Partido Popular de Mariano Rajoy.

O qual já fez saber que "será cortado tudo o que é possível cortar".
Um programa novo e original.

Mas Rajoy não ficou por aqui e espalhou toda uma série de declarações revolucionárias:
Esta vitória obriga-nos à humildade e ao compromisso
Vou ser o presidente de todos, os meus inimigos são o desemprego, o défice a dívida externa
Não haverá sectarismos, guerras pequenas, divisões artificiais, haverá esforço comum, de todos e para todos, esforço solidário
A voz espanhola tem de voltar a ser respeitada em Bruxelas e em Frankfurt, seremos o mais leal e mais exigente dos sócios, cumpridores e vigilantes.
Não vai haver milagres, porque não os prometemos. Mas que ninguém duvide de que tudo o que humanamente possa fazer para melhorar a situação será feito.
Deixaremos de ser parte do problema, para ser parte da solução.
E festas grandes nas ruas.
Uma vez havia festa quando um País ganhava a Taça do Mundo.
Hoje há festa quando alguém diz: "vou tornar-vos mais pobres".

Os tempos mudaram.

Chevron Brasil

Há uma notícia esquisita que circula na internet. Trata-se dum derrame de petróleo perto de Rio de Janeiro. "Esquisita" porque até parece falsa: não é simples encontrar algo relacionado nos principais diários ocidentais.

Poderia visitar publicações no Brasil, mas não, quero ver como os "outros" tratam, se tratam, da notícia.
Encontrei algo no Público:

O Ministério do Ambiente brasileiro deverá anunciar hoje que a Chevron tem de pagar 20 milhões de euros pelo derrame de petróleo ao largo da costa do Rio de Janeiro, que já dura há duas semanas.
Os 50 milhões de reais (20,6 milhões de euros) correspondem apenas aos danos ambientais causados. A companhia petrolífera incorre ainda em outras multas, nomeadamente por negligência na segurança da exploração e por falhas no cumprimento do Plano de Emergência Individual, requisito nos processos de licenciamento, noticia o jornal brasileiro “O Globo”.

Chemtrails addendum (e final)

Noutro dia pensei: 147 seguidores? Epá, demais, vamos diminuir: vamos falar das chemtrails.

Pois, imaginava as reacções ao artigo Chemtrails: realidade ou ilusão?, sobretudo perante as dúvidas.
De facto, este é outro dos argumentos "sagrados": não se pode não acreditar, não é sério, não fica bem.

As pessoas que seguem este blog há muito tempo (e que mesmo assim insistem inexplicavelmente em ler) já sabem o que penso; os mais recentes se calhar não. Então será bom lembrar o lema de Informação Incorrecta, que é bastante simples: "Gaivotas em terra, tempestade no mar"...não, não é este...como era? Ah, isso: questionar, sempre, tudo.
Ponto final.

Não aceito explicações pré-confeccionadas. E se tenho que passar por parvo por causa disso, que assim seja, outros são os problemas da vida. Prefiro passar por parvo que acreditar na versão "na onda" só porque assim fazem todos.

Abro a janela e que vejo? Nada. Após um dia de chuva, eis um bonito céu, com vista até a Serra de Arrábida. Chemtrails? Não há.
Isso não significa que não existam, claro. Então para encontra-las visito Inforwars de Alex Jones.
Quem é Alex Jones? Porque fala disso? O que ganha a falar disso? Não sei.

20 novembro 2011

Chemtrails: realidade ou ilusão? - Parte II (e Asperatus)

Até agora vimos opiniões.
Haverá algo mais nesta história de rastos químicos?
Sim, parece haver: é isso que afirmam os apoiantes da teoria.
E para isso temos que voltar ao artigo iniciado na primeira parte:

A discussão sobre a tecnologia da geo-engenharia é muitas vezes definida como uma consideração válida para o futuro, mas os governos já estão a realizar programas deste tipo, talvez numa fase avançada.

O programa para a Medição da Radiação Atmosférica (ARM) foi criado em 1989 com financiamento do Departamento da Energia dos Estados Unidos (DOE), é patrocinado pelo DOE e gerido pelo Instituto de Investigação Científica de Engenharia Biológica e Ambiental.

Um dos programas ARM, a campanha intitulada Aerossóis Indirectos e Semi-Directos (ISDAC), tem como objetivo avaliar "simulações de nuvens" e "recuperações aerossol."

Outro programa do Programa de Ciência Atmosférica do Departamento de Energia é destinado a "desenvolver uma compreensão abrangente dos processos atmosféricos globais que controlam o transporte, transformação e destinação dos produtos químicos e partículas relacionadas com a consumo de energia "

O dinheiro

Tudo o que estamos a viver (crise, bancos e muito mais) tem um culpado.

Todas as notícias que circulam nos media contam incessantemente das acções que têm como razão primeira e última sempre o mesmo culpado. É um relacionamento de amor-ódio que nos últimos tempos está cada vez mais virado em favor do sentimento negativo.

Afinal, parece que todas as nossas desgraças têm a mesma causa.
Falamos dele, o grande responsável: o dinheiro.

O dinheiro é assim tão mau? É a ruína da Humanidade?
Não, não é. Aliás, foi uma das melhores invenções desde o aparecimento do Homem. E perceber a razão é simples.

18 novembro 2011

Chemtrails: realidade ou ilusão? - Parte I

Chemtrail: existem?
Resposta: boh?

Na verdade nunca prestei muita atenção ao assunto: se calhar foi um erro, se calhar não foi, mas a verdade é que existem apenas dois artigos dedicados ao assunto neste blog (ver abaixo: Relacionados). E isso apesar de muitos entre os Leitores acreditar nesta teoria.
Vou tentar emendar.

Segundo os apoiantes da teoria, o planeta é bombardeado com produtos químicos pulverizados em altitude elevadas, como parte de programas de geo-engenharia conduzidos por agências governamentais e universidades dos EUA, programas aprovados sem qualquer controle.

Sempre segundo os apoiantes, o aquecimento global (outro assunto polémico) tem sido utilizado pelos governos como uma desculpa para experimentos secretos que envolvem muitos perigos para o Homem e o ambiente.

No entanto, agora que a crescente consciência da geo-engenharia como resultado do fenómeno chemtrail parece espalhar-se, as autoridades são obrigadas a revelar aos poucos alguns aspectos do programa. Estamos agora não muito longe da plena divulgação da verdadeira extensão da experimentação no campo da geo-engenharia? É isso que sustentam "chemitrailólogos" (este é um neologismo!).

Este é um artigo de Infowars, o site de Alex Jones. Podemos não gostar do autor, mas de facto constitui um bom resumo dos actuais conhecimentos acerca do fenómeno. Por isso, vamos ler.

Objectivo Síria

Funcionou o joguinho na Líbia? Então porque não deveria funcionar na Síria?

Assim: outra vez a Nato, outra vez civis armados, outra vez uma ofensiva militar contra o governo. É um deja- vu, muda apenas o pano de fundo. O que falta? A missão humanitária? Com um pouco de sorte nem vai ser precisa.

VOA News relata que os rebeldes do exército sírio grátis dispararam com foguetes e metralhadoras contra um complexo de intelligence da Força Aérea, no subúrbio de Harasta, Damasco, na madrugada de Quarta-feira.

A notícia veio de um "porta-voz com sede na Alemanha", apesar de não haver confirmação independente do ataque que, alegadamente, matou 11 pessoas.

Enquanto isso, a Turquia e os Países da Liga Árabe reuniram-seu para considerar novas sanções contra a Síria por causa da "recusa em acabar com a repressão" contra os rebeldes violentos, os mesmos que aqui entre nós gostamos de definir como "manifestantes pacíficos".

A Síria tem atribuído grande parte da violência a terroristas apoiados do exterior, e está a crescer a evidência que mostra como estas preocupações fossem válidas. Olha a surpresa.

17 novembro 2011

As coisas que este cão sabe... - Parte IX

- Arriba! Arriba!
- Oh não...
- Mira: el patán!
- Pois...
- Olha Max, fiz acomodar o Excelentísimo Señor Professor Pedro Juan de Castilla y Suabia y Danmartín, Señor de Marchena y Zuheros, Pepe para os amigos, pois disse que hoje é o Dia dos Dias!
- Que dia?
- Dos Dias.
- Sim, mas que significa isso?
- Significa que hoje vai ser revelada a Grande Verdade!
- Nada menos...
- Pois, nada menos: e imagina, este é a última aula do Professor antes do regresso para o México. Uma aula só para nós!
- Uma honra, sem dúvida...quando acaba? Ahiahiahiaaaa....
- Professor, quando puder largar o tornozelo do atordoado e desejar começar...
- Bueno, diz-me patán: viste o telejornal?
- Sim, vejo sempre o telejornal.
- E porquê?
- Para manter-me informado.
- Ahi ahi ahi caramba!!

Os Países, os preços, as mentalidades

Olá pessoal.
Já disse que gosto de carros? Sim, já disse. E gosto mesmo.
Mas tentamos ver as coisas sob outra luz, pode ser?

Observem este automóvel:

Feiosinho, não é?
Bom, apesar do facto que eu gostaria de ter um deles, na verdade é um carro feio. E velho, muito velho.
Trata-se dum Morris Oxford de 1958, que a empresa Hindustan produz e vende normalmente na Índia. Ao longo das décadas o modelo não foi substituído mas constantemente melhorado. Evitou-se assim o gasto de milhões de Dólares na procura de novos chassis, projectação, etc.

A palmilha mágica

Eis o que encontrei ontem: as excepcionais palmilhas PLW, Made in China, claro.

Descrição:
A pimilha pode ser ventilar, absorve na agua,
anti-magica, mas tambem aprevencao da
doenca dope. Grealmente nao, seca acima
dos sapatos gonfortaveis dos pes da rua da
palmiliia e protegida.

Obviamente comprei logo, pois uma palmilha anti-magica pode sempre dar jeito. Não que eu acredite em bruxas, mas nunca se sabe na vida. Única coisa um pouco aborrecida é que a palmilha PLW "seca acima dos sapatos", que serão "gonfortaveis", mas que molhados não prestam mesmo.

Para compensar, previne  a "doenca dope", que sabemos ser uma autêntica praga.

Acreditem ou não, estes analfabetos são os mesmos que conseguem comprar o mundo e mandar em crise as empresas ocidentais.
Dá que pensar...


Ipse dixit.

Bank Charter Act

A nossa ideia de riqueza é o dinheiro. Um pouco como tio Patinha: um enorme cofre cheio de notas e moedas. Esta é uma ideia errada, profundamente errada.

Sem falar de poços de petróleo ou minas de diamantes, a verdadeira riqueza é outra: é ter uma companhia privada, nossa possivelmente, com a qual criar dinheiro a partir do nada. O Leitores mais antigos já intuíram: "Um banco!".

97% do dinheiro não existe

Exacto.
Segundo as últimas estimativas, 97% de todo o dinheiro em circulação é virtual. Não existe. Ou melhor: existe nos ecrãs, não fisicamente. E não é criado pelo Estado: a maioria é criado pelos bancos.

Criar notas na própria casa não é coisa bem vista pelas Autoridades, a não ser que a vossa casa tenha o nome duma instituição financeira. Neste caso sim, é possível "imprimir" mais dinheiro do que os falsários do planetas todos juntos. "Imprimir" entre aspas, pois na realidade apenas 3% do dinheiro em circulação é físico, tudo hoje acontece pela via informática.

Competição

Breve actualização portuguesinha.
Os enviados da Dupla Maravilha FMI-BCE (os homens da Troika) acabaram a avaliação acerca do País. Avaliação positiva, sem dúvida.
A fim de melhorar a competitividade dos custos da mão-de-obra, os salários do sector privado deverão seguir o exemplo do sector público e aplicar reduções sustentadas [...] Os exportadores portugueses têm de concorrer com países onde custo de mão-de-obra é mais baixo.

Palavras de Jürgen Kröger, um dos vampiros da Troika, que salienta também que a competitividade só se consegue por duas vias: ou pagando menos pela mão-de-obra ou aumentando a produtividade e estimulando o crescimento.

Três considerações:
  1. o salário mínimo na China é de 148 Euros, em Portugal de 485 Euros: se a ideia é competir, há ainda margem para uns 300 Euros de cortes.
  2. a ideia de que a competitividade só se consegue com salários mais reduzidos ou mais crescimento é fundamentalmente errada. Desde que aqui cheguei reparei nas seguintes anomalias: os Portugueses têm o vício de comer duas vezes por dia e não existe uma taxa para as pessoas que morrem. Só apenas dois simples exemplos que demonstram como ainda haja espaço para melhorias.
  3. dúvida: mas o problema não era a dívida pública?

Ipse dixit.

Fontes: Diário Económico, Público

16 novembro 2011

A anarquia da felicidade

Sem pedir autorização do Autor, copio e colo aqui um post do blog Farplex, realçado por Vanessa (que agradeço!).

Ok, ok, eu sei: seria possível criticar algumas das afirmações, em particular a última segundo a qual "Yannis, o seu bar e os seus clientes não dependem de mais ninguém. são livres".

Mas não, não vou criticar. Aliás, limito-me a ler e a absorver o sentido positivo das letras. Porque se for verdade que vivemos num mundo complicado, cheio de problemas e injusto, também é verdade que não podemos deixar de viver e tentar recolher as coisas boas que aparecem no nosso caminho.

São poucas? E que interessa? São boas e ponto final.

Este post faz mesmo isso: não é pouco.

A Democracia do Spread

Como vimos, agora os donos do sistema financeiro europeu levam isso a sério. E já nem é preciso esconder-se, tudo à luz do sol.

Doutro lado, esconder-se para quê? As massas estão suficientemente idiotizadas para reagir. E no caso reajam, é sempre possível demonstrar que nos bastidores há financiamentos "ilícitos" para que seja espalhada a desconfiança.


Democracia suspensa

Na Italia, Berlusconi, um político (mais ou menos...), foi substituído por um técnico, Monti.
Na Grécia, Papandreou foi substituído por um técnico também, Papademos.

Os técnicos, dizem, são objectivos, não são fãs de um dos dois lados da arena política.
Como se a verdadeira divisão da sociedade humana passasse pelos cartões do partido, e não através da hierarquia do poder.

Isso porque, dizem, o político não é objectivo, o técnico sim. Mas como é possível acreditar num disparate como este? O técnico não é um cientista, cujo fim é a procura da "verdade": o técnico é uma pessoa paga para fazer prevalecer um entre os vários pontos de vista. A diferença é que o técnico tem, supostamente, mais conhecimentos numa área específica.
Esta é a vantagem mas também o grande limite do técnico. 

Os técnicos são funcionários directos duma das partes, como Mario Monti, uma vida ao serviço do grande capital. Que neste caso tem não apenas um mas vários nomes: Goldman Sachs, Banco Central Europeu, etc.
Mesma coisa com o "técnico" grego, Papademos.

A Líbia democrática

O que acontece na Líbia? Ou, melhor, na "Nova Líbia"?

Após a queda de Sirte e a captura com linchamento em directo de Khadafi, três dias depois foi proclamado o fim da guerra civil (oh, desculpem: "revolução") e, no final do mês, também o fim da missão "humanitária" da NATO.

No dia 31 de Outubro, o CNT (Conselho Nacional de Transição) elegeu no lugar de Mahmoud Jibril (pouco amado por causa do seu passado com Khadafi e dos laços com o Ocidente) o novo Primeiro-Ministro interino: Abdurrahim al Keib, um engenheiro elétrico que trabalhou nas universidades dos Estados Unidos e fez fortuna trabalhando nos campos de petróleo de Abu Dhabi: um tecnocrata bilionário mas sem um passado no antigo regime e com raízes em Tripoli.

Mas al-Keib foi eleito apenas com 26 dos 51 votos do CNT, o que mostra as profundas divisões na "vitoriosa revolução", ainda muito frágil apesar do patrocínio do Ocidente e das petro-monarquias do Golfo, Qatar em primeiro lugar.

Pro-memória

Breve resumo do dia de ontem.
  • Polícia em campo que "limpa" com a força Zuccotti Park, coração de Occupy Wall Street.
  • Sempre o New York Police Department que queima 5.000 livros, a biblioteca de Occupy Wall Street.
  • Angela Merkel propõe de proceder na direcção da união política europeia, feita não por pessoas eleitas mas nomeadas.
  • Outra vez a Merkel, pensa que talvez não fosse mal pôr fora de lei o partido neo-nazista.
  • Em Italia o Primeiro Ministro, europeísta, é escolhido pelo Presidente da República depois de ter sido nomeado Senador vitalício sempre pelo mesmo Presidente.
  • Na Grécia acontece o mesmo com outro europeísta.

Não é que eu tenha a fixação da ditadura, mas acho que algumas leves suspeitas deveriam nascer nesta altura.

15 novembro 2011

Domínio Público

O Nobre Saraiva escreve:
Recebi o e-mail em baixo que achei que seria importante divulgar-se, visto que o ii tem muitos leitores brasileiros, mas não só, existem muitas obras interessantes que é sempre bom conhecermos.
Uma bela biblioteca digital, desenvolvida em software livre, mas que está prestes a ser desactivada por falta de acessos. Imaginem um lugar onde você pode gratuitamente:

As mãos sobre a informação

Na madrugada de ontem, ataque israelita contra Gaza. Entre os objectivos atingidos, uma esquadra da polícia naval palestina em Beit Lahiya, no Norte da região.

Um escritório da Segurança do Campo de Refugiados de Ash-Shati foi atingido por dois misseis.
Morreu um polícia, Mohammed Zaher al-Kilani, 20 anos, e quatros colegas ficaram feridos.

Hoje, outro ataque, com a artilharia de Tel Aviv a disparar contra propriedades no bairro de Ash-Shaja'iyah, Leste de Gaza. Desta vez não há vítimas.

No total, 15 Palestinianos morreram ao longo das últimas duas semanas por causa dos ataques de israel, enquanto dezenas são os feridos.

Tink Tink: a minha sociedade ideal

Bom, meus Senhores, é assim.
Até hoje falou-se muito da situação da nossa sociedade: como é, como não é, os defeitos, os problemas.

E que tal agora falar um pouco das soluções? Isso é, há muitos think tank, lugares onde as Mentes Mais Pensantes pensam (é por isso que são Pensantes). E nós, não pensamos? Claro que sim!
Por isso, vamos criar o nosso think tank, que, para ter um pouco de humildade, terá de mudar de nome: tink tink parece-me bom.

E o objectivo do tink tink será individuar uma sociedade melhor. Mais justa, mais bonita, sem trabalho, Domingo 7 dias por semana, com dinheiro de borla para todos. Enfim, um pesadelo.

A pergunta portanto é: como deveria ser uma sociedade ideal para vocês?

The Thing: Gladio

Cá está a Fada:
Para quem ainda não viu o filme "They Live" pode ser que não saiba, que em 1988 Jonh Carpenter já estava a avisar, que a única solução seriam todos acordarem ao mesmo tempo... o que não é possível, especialmente enquanto existir a "caixa mágica". Assim, avisa, em 2025 teremos a ditadura da tecnologia perfeitamente consolidada. Um filme que aconselho vivamente.

Não posso fazer outra coisa se não juntar-me ao convite da Fada.

John Howard Carpenter é o autor de algumas pequenas obras primas que, sendo de qualidade elevada (apesar da penúria de meios), não foram recebidas com muito sucesso nos Estados Unidos, enquanto na Europa tornavam-se verdadeiros cult.

14 novembro 2011

Zona Euro? Não é connosco...

Europa...bla bla...Zona Euro...bla bla bla...mas afinal, estamos certos de que uma crise europeia (uma crise ainda maior entendo) poderia desencadear dificuldades em outras partes do mundo?

Quem está estendido ao sol de Copacabana que tem a ver com os problemas do conjunto de Países que ficam do outro lado do planeta?
Não será mais uma vez uma visão eurocentrista, que esquece a realidade dos outros continentes?

Resposta: não. Que como resposta não é grande coisa, considerado que provem dum europeu.

Então vamos reflectir.

Falta alguém, mas quem?...Ah, pois: os responsáveis!

Publico com muito prazer algumas linhas realçadas pelo Nobre Saraiva.

O texto parte do problema de Portugal para depois abranger o resto do planeta. Operação sabia, pois os Países do Velho Continente são apenas o começo.

E muito importante é também o título.
Reparem: ninguém fala de responsabilizar os criminosos. A única culpada é a Dívida. E como a Dívida é fruto dos governos, e os governos são (em teoria) a nossa "emanação", adivinhem quem são afinal os culpados?
Doutro lado, não é repetido que "vivemos acima das nossas possibilidades"?

2 + 2 =  4. Pelo que encontrar os responsáveis é operação simples...

Irão: a guerra já começou

A notícia não é nova: esta é apenas uma confirmação.

Os Estados Unidos perpetram uma série de ataques terroristas no território do Irão na tentativa de desestabilizar o regime de Ahmadinejad.

"O quê? Os Estados Unidos, inimigos do terrorismo e paladinos da Democracia, que utilizam o terrorismo como arma? Impossível." pensará o Leitor.

Mas, querido Leitor, esta não é uma afirmação do pobre blogueiro: é a mesma CIA que admite.

Vamos com ordem? E vamos.

Carne para tubarões

Estão a jogar com tudo, até com os Estados.
Ocupados, esvaziados de qualquer sentido prático, utilizados como moeda de troca, como Cavalo de Troia para a destruição da nossa velha sociedade e a implementação do novo modelo.

Dito assim parece quase uma operação subtil, mas não, estes estão a mexer-se com a delicadeza dos bulldozers, porque sabem que não há nem haverá resistência. Única medida: esconder a verdade.
Não é difícil, poucos querem saber, ainda menos fazem perguntas.

Nesta altura a Europa é um laboratório. É a antecipação do que no futuro acontecerá em outros pontos do globo, provavelmente em todos os pontos.

E quem pensa nisso como um fenómeno localizado, como alguns "problemas internos" do Velho Continente, não percebe com quem estamos a lidar: não é um litígio em família, não é uma luta pela liderança, não há um choque entre visões político-económicas diferentes: é a chegada dum novo mundo. Que resulta, perante a imobilidade das massas.

E no interior do laboratório há as cobaias: primeira entre todas a Grécia.

13 novembro 2011

Mario Monti, o itálico carrasco

Notícias itálicas.

Silvio Berlusconi apresentou a demissão e já não é Primeiro Ministro de Italia.
No seu lugar, Mario Monti, apresentado como "economista". Mas Monti é muito mais do que isso.

Já Comissário europeu para o Mercado Interno, Serviços Financeiros, Integração Financeira, Fiscalidade e Concorrência, o simpático Monti é apoiante do mercado, das liberalizações e do rigor das contas públicas.

Entre outras coisas:
  • foi o primeiro presidente do Bruegel, um think-tank nascido em Bruxelas em 2005, financiado por 28 multinacionais;
  • é presidente europeu da Comissão Trilateral, o grupo fundado por David Rockefeller em 1973
  • é membro do comité diretivo do Grupo Bilderberg;
  • desde 2005 é pago pela simpática Goldman Sachs, em qualidade de consultor internacional;
  • é consultor na Coca-Cola

Resumindo: em comparação, Berlusconi era uma colegial.

11 novembro 2011

As coisas que este cão sabe... - Parte VIII

- Quem é?
- Abre, abre a porta que este é um meu convidado!
- Um teu convidado? Era só que faltava...ehi, mas é um chihuahua!
- Max, apresento-te o Excelentísimo Señor Professor Pedro Juan de Castilla y Suabia y Danmartín, Señor de Marchena y Zuheros, Pepe para os amigos.
- Mira, el atordoado! 
- Eh? Mas chamou-me atordoado, é um malcriado e...ahhhiahhh!!! Leo, mordeu-me!
- Claro, foste rude. Por favor, Professor Pepe, deste lado. O Professor aceitou de forma amável falar dum distinto colega dele, o conhecido e infelizmente falecido John Maynard Keynes.
- Então? Fica sentado no sofá agora? E eu?
- Na cadeira, e tenta ser gentil. Por favor, Professor Pepe, quando assim desejar...

Futuro: a Era Pós-Capitalista

Como será o novo modelo social?

Parece claro: o velho mundo está a ruir e no horizonte há alguma coisa. Ainda é difícil perceber, mas algo há: por enquanto é apenas uma nuvem cinzenta e escura, daquelas carregadas de chuva. O problema é que não conseguimos distinguir os pormenores.

Tudo está a acontecer depressa, muito depressa: ontem a queda do Comunismo, agora o fim do Capitalismo. Sistemas velhos, que já nada podem dar. Pelo menos, assim dizem.

O que dói é que mesmo numa época de mudanças como a nossa, quando maiores são as possibilidades, a História parece ser um comboio cujo destino já está decidido.

Poderia ser um autocarro, com muitos cruzamentos pela frente e inúmeras estradas para serem escolhidas; mas não, enquanto nós ficamos entretidos com diálogos acerca dos máximos sistemas do universo ou mortos numa poeirenta planície da África do Norte, o comboio segue os carris e não pode desviar.

Há uma estação final que deve ser alcançada e um horário para ser cumprido. E ao longo da viagem, todos iremos concordar: afinal é o melhor dos destinos possíveis, na melhor altura possível.

10 novembro 2011

Presos!

Nos Estados Unidos, um ano passado na prisão custa ao New Jersey mais do que um ano de estudo na prestigiada universidade de Princerton: 44 mil Dólares contra 37 mil.

Na Califórnia ainda pior: gastam-se 48 mil Dólares para cada recluso e pouco mais de 7 mil Dólares por cada estudante.

E a coisa mais divertida é que nos Estados Unidos prisões e universidades são instituições privadas. Isso para todos aqueles segundo os quais privatizar significa poupar.

Paradoxalmente, seria mais poupado obrigar cada recluso a tirar uma licenciatura. Pelo menos aqueles menos perigosos. No caso da Califórnia, a poupança anual seria de 7 biliões de Dólares. ..

Apocalipse e Cabala

Desinformação? Existe?

Não apenas existe, mas estamos rodeados dela. E não é só a desinformação dos media de regime, evidente e fácil de entender e desmistificar. A desinformação mais perniciosa é aquela camuflada de contra-informação ou informação alternativa.

Eis, por exemplo, um documento que circula amplamente em internet. Que, digo desde já, é lixo, puro lixo. Mas que está a ter sucesso, além duma boa divulgação.

Bretton Woods e a Cabala

Mas vamos com ordem.

O documento, presente na versão francesa de Wikistrike, inglesa e italiana, tem o título de "Apocalipse (Revelação) iminente?" e consta de duas entrevistas: uma com David Wilcock e outra com Benjamin Fulford.

As biografias apresentadas mostram pessoas que sabem o que dizem. Wilcock é apresentado como orador, realizador e pesquisador na área da arqueologia; Fulford como um jornalista escritor, com mais de 500.000 livros vendidos, entre as outras coisas co-director de Forbes e conhecedor da Yakuza, a máfia japonesa, e das técnicas de manipulação utilizadas pelo governo dos Estados Unidos.

Enfim, pessoas informadas dos factos, sem dúvida.
E que dizem estes dois génios?

iiFórum

Pois é isso: no fundo da página é possível encontrar um novo espaço, cujo nome é iiFórum.

A ideia era encontrar forma de inserir um espaço "aberto", no qual os Leitores pudessem escrever para eventualmente ampliar as discussões geradas com os posts, submeter pedidos, inserir imagens, vídeo, links e mais ainda.
Ao mesmo tempo não gostava da ideia dum link para um lugar externo, de forma a manter tudo no interior do blog.

Afinal encontrei a possibilidade de embutir um fórum, que na verdade não era bem a minha ideia, mas enfim...

Mesmo assim, o conceito fica: não um verdadeiro fórum (já há online fóruns dignos deste nome), mas um simples espaço onde todos possam escrever.

Escrever o quê?
Sei lá eu, o espaço é vosso, não meu.

Por enquanto o fórum não apresenta publicidade, mas no prazo de 29 dias esta deverá aparecer. Segundo o tipo e o tamanho dos anúncios (que são de responsabilidade do site que hospeda o fórum e não de Informação Incorrecta, pelo que não apenas não ganho nada com isso como não posso escolher o tipo de publicidade), o fórum pode desaparecer repentinamente.

Para ser ainda mais claro: se no prazo de 29 dias aparecer a publicidade da Goldman Sachs, por exemplo, vou apagar tudo. A não ser que a Goldman decida corromper-me com um valioso cheque de muitos zeros... :)))

Por isso continuo desde já a procura para soluções alternativas.

Para poder utilizar o iiFórum é precisa só uma registação.
Como eu não tive que registar-me (sendo o Administrador), agradeceria que alguém avisasse caso houvesse problemas de qualquer natureza (publicidade, instalação de toolbar, etc.).

Obviamente, sendo um espaço livre para os Leitores, é possível abrir novos tópicos, em qualquer altura (prévia registação). Actualmente estão presentes 3 tópicos (outros dois estão bloqueados: "Bemvindos" e "Regras"), que são apenas o ponto de partida.


Ipse dixit!

Brasil

Diz Maria:
Cedo ou tarde, o Brasil, com o potencial hídrico, florestal e energético que tem, esteve, está e continuará estando na agenda do império.

09 novembro 2011

O encantado mundo de Juncker

Jean-Claude Juncker, apesar de ter nome de caça da Luftwaffe, até tem cara quase simpática.

Depois descobrimos que é o Presidente do Eurogrupo e a simpatia cala.
Depois abre boca é fica claro que o simpático Jean-Claude é outro dos alucinados do grupo das Mentes Pensantes, com todas as limitações que isso implica.
Contrariamente à concepção que atravessa o continente europeu, o euro não está em crise. Fico furioso quando ouço dizer isso.
E tem razão. Claro, depende dos pontos de vista.
Se o nosso objectivo for a destruição dos Estados europeus, o empobrecimento dos cidadãos e a perda da liberdade, então torna-se evidente o estrondoso sucesso do Euro, só um louco poderia negar isso.

As coisas que este cão sabe... - Parte VII

- Então, escreves:
- Espera, vou ver se os esparguetes estão prontos.
- Mas quanta massa come este gajo?
- Eh?
- Não, nada...estão prontos?
- Não, faltam dois minutos.
- Muito bem, então escreves: Mas eu digo e pergunto, com toda a minha força canina...
- "...canina"
- ...afinal quem são estes?
- "Estes" quem?
- Os culpados, entendo.
- Ah, justo.

Tripla Classe A

Do blog Petrolio di Debora Billi:
Desde sempre, neste blog, gosto de destruir alguns mitos acerca da poupança energética. Como as lâmpadas de baixo consumo, os carros Euro 5 e Euro 6 e, no geral, a poupança energética caseira.
Hoje é a vez das máquinas lava roupa.

Após ter eliminado a minha máquina com vinte anos de idade, fui forçada a comprar uma máquina de lavar roupa "moderna" ou electrónica, uma das infames "Tripla Classe A".
E enquanto estava a comprar, decidi optar por uma máquina de lavar roupa com 6 kg.de capacidade, de forma a conseguir menos lavagens.
Iludida. Embora a máquina seja duma grande marca, percebi rapidamente que lava muito mal, muito pior do que velha máquina Candy de 1992.

A €stabilidade da Zona Neuro

O segredo do sucesso do Euro tem nome: estabilidade.
  • Irlanda pede a intervenção da Dupla Maravilha FMI/BCE: o governo cai.
  • Portugal pede a intervenção da Dupla Maravilha FMI/BCE: o governo cai.
  • Italia pede a supervisão da Dupla Maravilha FMI/BCE: o governo cai.
Excepção: a Grécia. Apesar de ter pedido a intervenção da Dupla Maravilha, o governo resiste mais um ano. Mas afinal cai. Não é possível desafiar as leis da física.

Pro-memória: Rothschild e bancos centrais

Só poucos dados.
Justo para não esquecer.

Em 2000 eram 7 os Países sem um banco central controlado pela família Rothschild:

  • Afeganistão
  • Iraque
  • Sudão
  • Líbia
  • Cuba
  • Coreia do Norte
  • Irão

    08 novembro 2011

    O Ufo da Casa Branca e o Asteroide 2005 YU55

    A Casa Branca não tem dúvidas: alienígenas? Não é connosco.

    A Administração do simpático Obama abriu um novo site, no qual é possível apresentar perguntas que, com um pouco de sorte, poderão encontrar respostas oficiais.

    Uma das primeiras perguntas foi acerca dos extraterrestres: existem? O governo sabe alguma coisa que os cidadãos não sabem? Milhares de cidadãos americanos quiseram saber.

    Eis a resposta de Phil Larson, que, além de trabalhar no sector das políticas espaciais e comunicações do Departamento de Ciência e Tecnologia da Casa Branca:

    A lata e o poço

    A extracção de petróleo e gás pode provocar terremotos?
    Parece uma pergunta feita por um aluno da escola primária.

    Todavia pensamos nisso: se num supermercado, perante uma pilha de latas, retiramos uma destas na base, as outras acima caem. Curioso fenómeno, não é?

    Os factos: terremoto no Oklahoma, Estados Unidos, ao longo da semana passado, magnitude 5.6. Apenas o último duma série de acontecimentos do mesmo género numa zona considerada geologicamente tranquila.

    O Los Angeles Times decidiu pôr em cima da mesa a questão infantil: retirar coisas "em baixo" pode provocar problemas "em cima"? Ou, dito de forma um pouco mais elegante: o fracking pode causar terremotos?

    Guerra no Irão: fase de preparação - III

    Luiz realça um post que aparece no blog Redecastorphoto (obrigado Luiz!).

    É um mail distribuído pelo autor, Uri Avnery, escritor e pacifista israelita, fundador do movimento Gush Shalom.
    Sendo Hebreu e trabalhando activamente nas questões da Paz do Médio Oriente, as palavras deles não podem ser ignoradas; aliás, quem melhor dum israelita pode saber o que se passa com israel?

    Sendo o texto bastante comprido, vamos tentar resumir.

    07 novembro 2011

    Da Economia Política de List - Parte II

    O liberalismo de Adam Smith torna os Estados grandes empresas especializadas na produção de bem poucos produtos: porquê produzir quando no estrangeiro já é produzido e de forma mais competitiva?

    Tal como no exemplo das locomotivas inglesas, na óptica duma interdependência global.

    A família camponesa

    Mas esta é uma forte limitação, pois os estados não são nem podem ser empresas: há crianças que devem ser instruídas, doentes que devem ser tratados, idosos acudidos: todos são elementos "não produtivos", mas o Estado tem que tratar deles, não pode simplesmente ignora-los.

    Este exemplo banal só para demonstrar que nenhum Estado pode ser gerido da mesma forma como é gerida uma empresa.

    O Estado mais parece uma das antigas famílias do século passado: um encontro de gerações, onde há lugar para o neto e para o avô também, todos têm o próprio papel.

    Tais família não apostavam no export mas numa economia de sobrevivência, onde era produzido em casa tudo quanto era possível. Era limitada a despesa (a importação), enquanto os outros produtos eram destinados à própria sustentação e à venda: o trigo e os outros produtos do campo, o porco, as galinhas e o resto dos animais de criação.

    As coisas que este cão sabe... - Parte VI

    - Escreve: Então? Ohé?
    - Este é o começo?
    - É. Continuemos: Mas eu digo, o que é isso?
    - "..que é isso".
    - Ponto de interrogação.
    - Ah, pois. Olha Leo, mas tens a certeza que é assim que tem que começar o post?
    - Certeza.
    - É que me parece um pouco...bah...
    - Shhhht! Em frente: Nesta altura, até o mais distraído dos Leitores deveria ter percebido!
    - "...percebido!"
    - A dívida não é má! A dívida é boa!
    - "...boa!".
    - Mas será que toda a dívida é boa? Resposta: não!
    - "...não!".
    - Isso significa que há dívida má também! Paciência!.
    - "...Paciên..."...como "Paciência"?
    - "Paciência!". Significa que acabou o post.
    - E deixas as pessoas assim, penduradas? Tens que explicar, não é?
    - Nada disso. O Leitor fica num estado de suspense, fica atormentado pela dúvida...dúvida da dívida. Como diz Schnauzer no seu livro "Como tornar um post interessante em 179 passos", o Leitor tem que saber e não saber para que fique a pensar.
    - Sim mas não gosto disso, e quem é este Schnauzer?
    - É um alemão, não conheces.

    Guerra no Irão: fase de preparação - II

    E no interior de israel, qual a situação? Todos com a faca entre os dentes?
    Obviamente não.

    Segundo Nahum Barnea, jornalista do principal diário israelita, Yedioth Ahronot, existem actualmente quatro facções:
    • a primeira inclui os exponentes das "sanções até o fim", que excluem a intervenção armada por medo da retaliação com mísseis do Irão e do Líbano;
    • a segunda deseja uma mudança de regime em Teheran, na onda da "primavera árabe", tal como aconteceu no Egipto, na Tunísia, na Líbia e , em breve, na Síria;
    • a terceira, formada basicamente pelo militares e serviços de segurança, está contra um ataque preventivo, sobretudo por causa das dificuldades técnicas e das dúvidas acerca da eficácia duma tal acção;
    • a quarta facção, a última, é formada pelos adeptos da guerra, pelo quais as oportunidades dum ataque estão a diminuir e, portanto, deve ser guerra e já. Limite máximo para o eventual ataque: a próxima Primavera.

    Guerra no Irão: fase de preparação - I

    Aqui na Europa todos concentrados nas aventuras do Neuro, a super-moeda que resolve os problemas e espalha felicidade. Lá fora alguém prepara algo de sinistro.

    Uma guerra? Sim, exacto.

    Mas não uma intervenção humanitária, estilo Líbia. Esta provavelmente terá lugar, na Síria ou, quem sabe?, no Yemen, na Somália ou em todas as três, como nas ofertas leva três paga dois. Complicada para os Estados Unidos a abertura de novas frentes, mas atalhos não faltam (Nato? Capacetes Azuis da Onu?).

    Em qualquer caso, estes seriam conflitos locais, com só alguns milhares de civis mortos, nada de realmente interessante.

    05 novembro 2011

    Ratazanas

    Blog fechado hoje e amanhã em sinal de luto.

    A minha cidade, Genova, foi atingida por violentas chuvas que causaram a morte de várias pessoas, entre as quais duas crianças. Na verdade afirmar que as chuvas provocaram as mortes é incorrecto: a chuva não mata, a estupidez do Homem sim.

    04 novembro 2011

    A Morte de Saraiva (R.I.P.)

    Coitado, era um bom rapaz, mas enfim, quando chega a nossa hora...e chegou: a hora de espreitar Sociedade Alienada, onde o Nobre Saraiva fala da Morte.

    Querem ver? Cá está:
    Antes de mais, devo avisar que o texto escrito representa uma opinião (a minha) e não representa o ponto de vista de qualquer religião, grupo, doutrina ou indivíduo (que não eu), mesmo que eu me identifique ou siga algum desses ideais.

    Comecemos pelo fim: Medo da morte?
    Sem sombra alguma. A morte é algo que não me assusta, acho que tenho mais respeito/medo ao sofrimento do que à morte em si. Não gostaria de morrer afogado ou queimado, gostaria de morrer normalmente: falência dos orgãos na velhice; mas como isso é algo que não posso escolher, abandonemos esta discussão e sigamos para o cerne da questão.

    Da Economia Política de List - Parte I

    Proteccionismo? Ahi que coisa feia e retrograda...como é possível falar destas coisas numa sociedade livre a saudável como a nossa? O Liberalismo é a nossa fé.
    Salvo seja o Liberalismo.

    Pois é assim: no imaginário da maioria das pessoas, o Proteccionismo é um dogma que vai na direcção oposta ao Liberalismo.

    E aqui encontramos o primeiro erro: o Liberalismo (na forma como foi apresentado ao mundo) é um conjunto dogmático-ideológico, o Proteccionismo não; este é apenas um instrumento económico que um País dispõe para desenvolver um sector industrial que, nas primeiras fases de vida, não poderia competir com as empresas que já operam no mesmo sector.

    Mas porque, dizem os Liberalistas, criar empresas nacionais que precisam de protecção quando no mercado internacional podemos adquirir os mesmos produtos já prontos?

    Drones, civis e o Império do Bem

    Um adolescente paquistanês, que recentemente tinha participado numa manifestação contra os ataques dos drones americanos, foi morto num ataque aéreo da CIA na zona tribal do Waziristão do Norte.

    O rapaz de 16 anos, Muhammad Tariq, tinha-se juntado as centenas de tribos que manifestavam contra os ataques de drones na capital paquistanesa, na passada Sexta-feira. Os manifestantes exigiam a suspensão imediata dos ataques, afirmando este serem a causa da morte de numerosos civis.

    Tariq foi morto com o  primo dele,Waheed, de 12 anos, num ataque conduzido por drones no dia 1 de Novembro perto da base americana de Miral, uma cidade-chave para para os grupos tribais do Waziristão do Norte, disse Karim Khan, empenhado na campanha contra os ataques de mísseis.

    03 novembro 2011

    El Niño, La Niña e a nova idade do frio

    Então? Está mais quente ou mais frio?

    Em Portugal tivemos um Verão frio e um princípio de Outono quente.
    O que significa isso? Boh?

    Mas eis que aparece um meteorologista. Vamos perguntar? Vamos.

    O nome dele é Art Horn, licenciado no Lyndon State College. Após experiências no Massachusetts e no Irão, trabalhou como consulente em duas companhias da área de Boston, começou a carreira na rádio e na televisão com a aprovação da American Meteorological Societies. Cbs, Nbc Bbc e um documentário acerca dos furacões nomeado para os Emmy são os principais marcos da carreira dele. Especialista em meteorologia forense, é também orador regular da International Climate Change Conference.

    Tudo isso para dizer que esta pessoa dedicou a vida ao estudo da meteorologia e talvez saiba alguma coisa acerca do assunto.

    Irão: opções em aberto

    Segundo o diário Ynet, o Primeiro Ministro Benjamin Netanyau e o Ministro da Defesa Ehud Barak estão extremamente preocupados. Motivo? A ameaça iraniana.
    Por isso o principal diário israelita, Yedioth Ahronoth, reporta que ambos trabalham para uma acção contra Tehran.

    O Director dos Assuntos Militares, Amos Gilad, afirma:
    A principal ameaça para israel é o Irão [...] que precisa ser tratado como um império igual em poder as super-potências como os EUA. As motivações levam o Irão a desenvolver capacidades balísticas. No momento, não há nenhuma ameaça imediata nuclear, mas há definitivamente uma grande dose de motivação e determinação.
    Não há dúvidas: Teheran é o centro do Mal.

    Grécia: referendo e rápida dissolução

    Assim, o Primeiro Ministro da Grécia, George Papandreou, decidiu: o povo é soberano, o povo irá decidir. Querem a ajuda da União Europeia? Não querem? Vamos com um referendo.

    Dito assim até parece coisa boa. E de facto é.
    Mas sobram algumas perguntas. Aliás, uma: porquê agora?

    Em primeiro lugar temos que ler as reacções e aprender algo.


    As reacções

    Durão Barroso, Presidente da Comissão Europeia: "Sem o acordo da Grécia ao programa da EU e do FMI, as condições para os gregos seriam muito mais dolorosas, em particular para os mais vulneráveis e as consequências podem ser imprevisíveis".

    Rainer Bruederle, líder parlamentar do partido Democratas Livres, integrante da coligação do governo alemão: "Fiquei irritado (com a notícia). Essa é uma forma estranha de agir".

    Wolfgang Gerke, professor de negócios bancários e presidente da entidade Centro Financeiro Bávaro: "Isso só mostra que grande equívoco foi não ter expulsado a Grécia da zona do euro no começo"

    02 novembro 2011

    A Morte dos Leitores

    E não, meus senhores, desta vez não vou escrever nada de novo.
    Não apenas isso, mas até vou pedir para que sejam os Leitores a escrever.

    Porquê?
    Porque há um tema que tenho quase a certeza nunca ter sido tratado neste blog: a Morte!

    Hoje é o Dia Mundial dos Mortos. Ou melhor, o Dia dos Fiéis Defuntos ou Dia de Finados.
    Em particular gosto deste último termo, faz lembrar gente fininha, tal como ficam todos os mortos após algum tempo.

    Mas o assunto é: o que acham os Leitores da Morte? É o fim de tudo ou algo sobrevive (como a Alma, por exemplo)? Somos apenas pó e pó voltaremos ou a Morte é algo diferente?

    E a Alma, para onde vai? Inferno, Paraíso ou fica aí, no meio? Ou sofre de metempsicose, que não é uma doença psíquica mas é a Reencarnação? E qual Reencarnação? A dos Espíritas ou aquela das religiões orientais?

    E o Leitor: tem medo da Morte? Porquê?

    As coisas que este cão sabe... - Parte V

    - Max?
    - Não estou interessado.
    - Pena..ia explicar-te mais algumas coisas...
    - Repito: não estou interessado.
    - Ahe? Então faço um monólogo. Ahem, um-dois-prova-prova-bau-bau-auhhuuhhuuuuuuu...
    - Que fazes?
    - Aquecimento.
    - Aaah....
    - A ideia é a seguinte: na televisão e nos jornais dizem que é preciso baixar a dívida, até elimina-la, caso contrário as empresas acabam de ter lucros  e estamos arruinados. Eu digo o contrário: é com a dívida pública que a riqueza é criada, sem dívida não há riqueza. Como conciliar estas duas versões?

    E se também a China...?

    Os crescentes desequilíbrios internacionais alarmam os analistas: há temores de que um novo choque poderia abater o capitalismo mundial.

    Uma indicação muito clara da preocupação do mundo inteiro sobre uma possível crise da China é o aumento do valor absoluto do CDS (pois, eles, os Credit Default Swaps, seguros sobre a possibilidade de que um Estado possa ser incapaz de pagar as suas dívidas), o 14º mais alto do mundo: há apenas dois anos encontrava-se no 227 º...

    Um editorial de Bloomberg News do passado 3 de Outubro, intitulado "O colapso da China, e não a ascensão dela, é a ameaça global", resume esse sentimento.

    O artigo afirma que a expansão da China, baseada na mão de obra barata, na desvalorização da moeda, nos fortes investimentos na indústria e na concentração das exportações, chegou no limite, com consequências de longo prazo para Estados Unidos e Europa, ambos cada vez mais dependente da China. E isso sem esquecer o resto do planeta, pois é difícil encontrar um lugar onde não haja Chineses a fazer negócios.

    01 novembro 2011

    Os bons terroristas


    1 de Novembro, fiesta grande em Portugal!
    Sempre fiesta em Portugal: hoje é o Dia de Todos os Santos e Portugal, único País no mundo, celebra!

    Mas o blog aqui está para lembrar as razões pelas quais temos que ir para a guerra.
    Não "já", calma, não tenham pressa. Só um pouco mais para frente.

    Tudo bem, se é para ir então vamos, mas contra quem? Síria?
    Não, em Damasco não será uma verdadeira guerra: haverá mortos, tudo bem, milhares entre civis e defensores do regime "tirânico", mas não será uma guerra à sério, será mais uma fase de aquecimento e de aproximação em vista do objectivo final.
    Que, como todos sabem, é o Irão.

    Nesta altura o Leitor poder pensar: "Mar porque temos que ir para a guerra? Só porque um blogueiro assim decidiu? Não pode limitar-se a postar algo?".
    Não, não, calma, a ideia não é minha: e dos Estados Unidos.

    "Pronto, sempre a acusar os Americanos, os bodes expiatórios, bonita desculpa..."
    Acreditem, é mesmo assim.
    São eles que querem apertar com Teheran.

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